O mundo não é mais o mesmo e eu acho que você sabe disso. Então, seja muito bem-vindo à aula sobre novas demandas nesse novo mundo de trabalho. Pensa comigo uma coisa.
Eu gosto de começar com histórias e eu amo histórias e você vai perceber isso durante o curso. Você lembra do seu primeiro emprego, da sua primeira experiência profissional? Como é que era esse ambiente?
Como é que era a empresa? Como é que eram as pessoas? Como é que eram os comunicados, as normas?
Agora se parece um pouco com as empresas hoje, com a tua ocupação atual, alguma coisa mudou. alguma coisa se transformou. Por exemplo, eu lembro num dia de entrar no departamento pessoal para poder receber o meu cartão de alimentação.
E eu lembro como o gestor do departamento pessoal tava explicando para uma pessoa que o saldo dela já havia sido depositado no cartãozinho alimentação. Essa pessoa era um pouco leiga nesses assuntos e a pessoa tava tentando entender. Era a primeira vez que ela pegava um cartão para poder comprar no mercado as coisas referentes à sua alimentação.
Ela nunca tinha aquele, nunca havia recebido aquele benefício. E a pessoa perguntou assim: "Então, amanhã eu posso ir no mercado e usar esse cartão? " E o gestor do departamento pessoal, muito rígido que ele era, a comunicação com ele era muito difícil, ele disse pra pessoa: "Acabou de ser depositado no seu cartão o benefício proporcional aos dias trabalhados".
Aí a pessoa perguntou de novo: "Então, amanhã eu já posso ir no mercado e usar esse cartãozinho aqui? " Eu tô dizendo para você que acabou de ser transferido pro seu cartão o valor referente a todos os seus benefícios proporcionais aos dias trabalhados. Olha que coisa louca.
A pessoa tava fazendo uma pergunta simples e ela recebeu uma resposta não tão clara assim. E já nos dias de hoje já é natural para todo mundo pegar um cartão e ir ao mercado e fazer suas compras. Não recebe mais um dinheiro para isso ou um papelzinho escrito vale alimentação.
O mundo mudou, as pessoas mudaram e os nossos desafios também são outros. O desafio desse gestor, que eu conto para vocês a história, não vou falar o nome dele para vocês, até porque vocês não iriam saber em que empresa eu trabalhei e qual o nome desse cidadão, mas ele teria dificuldade de ser líder hoje. A comunicação dele já era muito ultrapassada.
E eu tô falando para você de uma experiência que eu tive há 18 anos atrás. Não que eu seja velho, não. Se você me achar velho, você já tá reprovado na disciplina.
Não que eu seja velho, mas há 18 anos atrás eu tive essa experiência. Esse gestor estaria em apuros hoje, porque o mundo mudou muito. As demandas de trabalho são demandas diferentes.
O mundo passou por uma mudança radical nas últimas décadas. Esse departamento pessoal evoluiu para um RH, que evoluiu pra gestão de pessoas e precisa ser humanizado. Eu acredito que essa palavra você a ouvirá bastante no decorrer das nossas aulas, porque nós precisamos ser sobretudo profissionais mais humanos.
Nessa aula hoje, agora, nesse momento que você parou para ouvir essa aula, a gente vai tentar entender porque que os modelos antigos não funcionam mais hoje, não funcionam mais nos dias atuais. E o que que os profissionais de hoje de fato estão esperando das empresas nas quais trabalham? Comentei com você rapidamente sobre o mundo Vuca, o mundo Bny.
E o mundo vca e o mundo bane aponta pro fim de uma estabilidade. Não existe estabilidade. Anota isso aí no teu caderninho aí, no teu bloco de anotações.
Não existe estabilidade. Antes o mundo era muito previsível. A pessoa entrava em uma empresa e se apresentava para ela um plano de carreira.
Em 5 anos você vai ocupar tal posição na empresa. Você tem estabilidade e aqui você tem uma carreira linear. Eu não preciso te dizer que isso não existe mais hoje.
Não tem essa previsibilidade toda dentro da nossa carreira. A gente não consegue prever como é que as coisas estarão, porque não dá para prever como o mundo estará. As coisas mudam, são flexíveis.
Então, o mundo vua, como eu citei para vocês inicialmente, é um mundo volátil, é um mundo incerto, é um mundo complexo, é um mundo ambíguo. Pior do que o mundo vua, é o mundo banny. O mundo ban é um mundo frágil, é um mundo que se quebra muito rápido e se quebra sem aviso.
Num certo dia as coisas estão de um jeito e no outro tudo desmoronou. A empresa fechou, a economia quebrou, as coisas foram de mal a pior. O mundo ban é um mundo ansioso.
Quantos estímulos existe, um excesso de estímulos, um excesso de decisões a todo tempo. As pessoas precisam tomar uma decisão se vão seguir essa ou aquela pessoa na rede social, se vão fazer esse ou esse projeto acontecer, se vai almoçar em casa ou vai almoçar fora, se vai levar comida ou vai comprar uma marmita. A todo momento a gente tem que decidir alguma coisa.
Isso gera uma ansiedade nas pessoas. Porque o fato de eu decidir trazer comida de casa para almoçar uma marmita num ambiente de trabalho, ao mesmo tempo eu decidi que eu não vou almoçar junto dos meus colegas de trabalho. Poxa, será que eles não vão gostar mais de mim?
Que que será que eles estão falando? Será que estão falando de mim? Será que vão me excluir de um próximo projeto?
Será que eu não vou ficar bem visto na minha equipe com uma única decisão de levar uma marmita num dia? Quantas decisões geram tantos estímulos dentro de nós e a gente se percebe cada vez mais ansiosas. Como um livro diz, a ansiedade é o mal do século.
Todo mundo tem algum nível de ansiedade. Alguns muito mais e precisam até se medicar, outros um pouco menos. Mas por que que nós somos assim?
Porque nós vivemos num mundo que é ansioso. A infinidade de informações que nos chegam, é, é assustador tudo isso. Nós somos, então assim, nós estamos no mundo não linear.
É o N do mundo BN, um mundo não linear. Causa e efeito não se conectam facilmente. A gente não sabe porque tais coisas aconteceram.
tá tudo muito bem, tudo muito certo. De repente tudo mudou. Eu lembro de um dia que eu estava trabalhando em uma certa empresa e eu havia tido uma conversa com o meu gestor imediato fazia um mês.
E essa conversa com o meu gestor foi uma conversa muito boa. Ele apontava para mim alguns direcionamentos para que eu crescesse na empresa. Gente, eu saí da sala com a expectativa de que eu seria promovido muito em breve.
Passa-se um mês e meio mais ou menos e ele me chama para conversar e eu entro na sala sorrindo. Esse sorrisão branco que vocês estão vendo aqui, entro sorrindo, confiante, porque eu sempre tentei ser um excelente profissional, sempre tentei entregar mais daquilo que esperavam de mim. Ele pediu para que eu me assentasse, me assentei.
E a conversa se inicia da seguinte forma, Willy, estamos passando por uma reestruturação e você não mais trabalhará conosco. Gente, eu achei que ia ser promovido. Já aconteceu isso com você?
Se aconteceu, coloca aqui nos comentários que eu quero rir junto com você. Agora a gente ri, né? Mas no momento a gente ficou sem trabalho.
É um mundo não linear. Num dia tá tudo muito bem, no outro dia você não sabe o porquê, mas tá tudo mal. Você esperava uma promoção, uma progressão salarial, começou a pensar que poderia aumentar o limite do cartão de crédito, de repente você está sem trabalho, sem emprego.
O mundo é assim. E se o mundo é assim, as pessoas são assim, as empresas são assim, o governo é assim, tudo é assim. A sigla ban termina com a letra I de incompreensível.
Nem tudo tem uma explicação clara, lógica. Não dá para explicar algumas coisas. Esse é o mundo.
Não dá para explicar. Não dá para explicar o preço das coisas. Não dá para explicar como é que uma doença tá só num lugar, depois se espalha e vira uma pandemia.
Não dá para explicar o surgimento de doenças novas. Uma série de coisas não dá para explicar. Eu moro no Brasil e o meu filho me perguntou por que que o preço do dólar, o dólar tá alto e impacta aqui, pai, a gente não usa o dólar, uso o real.
Como é que eu explico isso pro meu filho de uma maneira que a criança entenda? Tem coisa que não dá para explicar tão facilmente. É o mundo bunny, um mundo ansioso, incompreensível, quebrado.
É o mundo que a gente vive. Então, gera-nos uma reflexão. Eu vou pôr aqui na tela para você ler e pensar junto comigo.
Como liderar uma equipe num mundo que muda mais rápido do que os processos internos das nossas empresas? Como fazer a gestão dessas pessoas? E aí eu quero te levar para um próximo ponto dessa aula que quais são as expectativas das pessoas.
As demandas mudaram porque o mundo mudou e as pessoas estão pensando o quê? Tem quais expectativas? Já disse para você que as gerações mais jovens não querem apenas uma carteira de trabalho assinada.
Elas não querem só um emprego, elas não querem só dinheiro. Que que os mais jovens estão buscando? Eu elenco para vocês propósito e algum tipo de impacto.
O trabalho delas precisa ser algo que gereas um senso cada vez mais profundo de sentido. A identidade delas se revela também no trabalho que elas querem fazer. Então, as pessoas querem um impacto maior.
Aprendizado constante é que as gerações mais jovens estão buscando. Não dá para ser um trabalho onde simplesmente se faz o que se pede. A pessoa tem um chefe que mandou e ela vai lá e cumpre.
Não, eu preciso estar crescendo, eu preciso estar aprendendo. As pessoas têm que saber o porque estão fazendo o que fazem. São as expectativas.
Nós, como gestores de pessoas, lidaremos sempre com expectativas. Algumas pessoas têm expectativas com uma liberdade. Elas querem ter liberdade com um pouco de responsabilidade, óbvio.
Mas elas querem se sentir livres para produzir, para atuar, para entregar. Cada vez mais nós ouviremos sobre empresas e cargos cuja carga horária não é tão importante. É importante que a pessoa entregue o que foi combinado.
Talvez você já trabalhe assim. Talvez na tua empresa existam cargos assim. Isso vai ser cada vez mais comum.
Pessoas querem reconhecimento além do financeiro. É uma expectativa delas. Algumas pessoas gostam muito do dinheiro, mas querem também uma folga.
Quando você dá uma folga para ela, você tá dizendo para ela: "Eu reconheço que você merece um tempo com a sua família". Pessoas querem reconhecimento em terem os seus nomes destinados a projetos maiores. Olha, você foi muito bem nisso, então eu vou te dar uma responsabilidade maior.
Isso é reconhecimento. Então, cada pessoa tem uma maneira de se sentir reconhecida. A gente vai precisar entender isso, sabe?
Uma outra expectativa que as pessoas têm, que os seus líderes, que as suas empresas tenham cuidado com a sua saúde mental. Cada vez mais precisaremos ouvir as pessoas, saber se elas estão bem, saber se a saúde delas no aspecto mental estável, saber se ela tá tendo tempo com a família, tempo de lazer, um tempo de qualidade com ela mesma, saber se ela tá bem para desempenhar aquilo que se espera dela. Pessoas não são máquinas, pessoas têm saúde, precisam cuidar da sua saúde.
E as pessoas têm essa expectativa sobre as empresas. Elas querem estar em um lugar que de alguma maneira cuide delas. E aí a gente vai perceber um crescimento de empresas que têm um lugar específico para descompressão, um lugar onde tem uma mesa de pingpong, um videogame, um lugar para as pessoas jogar baralho no momento de trabalho.
Olha que coisa louca. Alguns das gerações passadas estão pensando, que coisa mais louca, mais doida. O mundo mudou.
E o mundo mudou junto com as expectativas das pessoas e junto com as empresas. Olha tela esse dado que eu vou colocar para você. 64% dos profissionais deixariam um trabalho onde não se sentem valorizados.
Isso são dados. Mais um dado. 70% das pessoas querem líderes que escutem e desenvolvam.
Não que apenas de ordens. Não, eu não quero alguém que mande em mim. Eu quero alguém que esteja comprometido com a minha carreira, que vá me escutar e me ajude no meu desenvolvimento.
Isso é ser um líder humano, um líder que tá preocupado em extrair da pessoa o potencial mais essencial que ela tem e fazer com que ela seja um profissional ainda mais robusto. Qualidade de vida, então, se tornou algo muito mais valioso do que um aumento de salário. A gente precisa ouvir as pessoas, ouvir sobre as suas expectativas.
Nós precisamos pensar um pouco sobre inclusão. Inclusão é uma outra demanda muito urgente. Nós precisamos desenvolver alguns ambientes onde as pessoas possam ser quem elas são de fato.
Óbvio, dentro das normas da empresa, da cultura da empresa, do clima que a empresa tem, mas a gente precisa incluir as pessoas dentro das nossas empresas. Eu não tô falando de representatividade, eu tô falando de uma inclusão real, uma inclusão onde a pessoa possa ser humana, uma inclusão inclusive psicológica, uma inclusão que aponta para um engajamento, uma inclusão onde a pessoa se sente tão bem que ela produz mais, ela se sente tão bem e esse bem-estar faz com que ela seja engajada com o que ela precisa produzir. empresas precisam acolher, precisam escutar e escutando mais vão reter mais.
Escutando mais vão perceber que as pessoas podem produzir mais. E aí eu quero trazer uma pequena reflexão para você. Se as pessoas não se sentem seguras para errar, seguras para questionar alguma coisa no ambiente de trabalho, se elas não se sentem seguras para propor alguma mudança, alguma melhoria, você nunca vai ver o melhor delas.
As nossas empresas têm que produzir um ambiente onde as pessoas podem ser humanas e elas vão acabar errando e que estejamos lá para orientá-las. Elas têm que poder propor algumas coisas, ela tem que poder questionar porque que algumas coisas são como são e receber respostas educadas e humanizadas. E se elas se sentem então ouvidas, se os conselhos que elas dão são escutados, elas vão se sentir muito bem e sentindo-se muito bem, vão produzir muito mais.
São os desafios que nós temos nesse novo mundo. São as expectativas que a gente precisa lidar com as novas gerações. Falando de um novo mundo e dessa mudança que aconteceu, deixa eu falar um pouco sobre flexibilidade, sobre formatos de trabalho, sobre tecnologia.
Eu não sei se você está trabalhando atualmente e se o seu trabalho é presencial ou se o seu trabalho é home office, é remoto, ou se o seu trabalho é híbrido, se ele é assíncrono, se ele é automatizado. Percebe como o mundo mudou? A gente precisa mudar também a forma como a gente enxerga as coisas.
Antes as pessoas precisavam ir até um local, se locomover até lá, pegando ônibus, metrô, a sua bicicleta, o seu carro, mas chegar até um local para fazer um trabalho. Hoje talvez não, ela só precisa baixar o Zoom e por meio do computador ela faz reunião. Pelo meio do Notion, ela delega atividades paraos seus colegas.
Pelo meio da inteligência artificial, ela consegue ser mais eficaz. O mundo mudou e a maneira que nós trabalhamos, o como nós fazemos o que fazemos e onde nós fazemos também mudou. Esse é um novo mundo e esse mundo exige mais autonomia.
Esse mundo exige mais confiança por parte dos líderes e dos gestores. O departamento de pessoas ou o RH ou a gestão de pessoas precisa entender isso e se comunicar melhor com essas pessoas. que trabalham diferente, que trabalham em casa, mas às vezes num ambiente de trabalho específico e às vezes misturado.
O mundo é desse jeito. Então, precisamos, como gestores de pessoas, nos adaptar a essas novas formas, adaptar a essa cultura digital, aos indicadores que a gente precisa ter para avaliar o trabalho das pessoas. Precisamos de um ritual de alinhamento diferente do que tínhamos no passado.
Se eu tenho colaboradores que trabalham mais em casa, eu preciso me comunicar mais com eles e ter alinhamentos e proximidade para estabelecer essa confiança. Eu tenho que entender e confiar que a pessoa lá na casa dela vai produzir da mesma forma, ou até melhor, do que ela produziria se ela estivesse trancada numa sala com os seus colegas de trabalho. Então essa mudança que aconteceu, cada um de nós, responsável por gestão de pessoas precisa se adaptar e seguir no mesmo rumo.
Talvez o microgerenciamento e um controle muito rígido não funcione mais. Talvez o que vai funcionar mesmo é clareza nas decisões e no que precisa ser feito e confiança. As pessoas precisam de confiança.
E quando você diz para ela: "Eu confio que você fará o melhor trabalho". mesmo lá na sua casa, mesmo pelo computador. Isso comunica tanto para as pessoas e isso impacta de fato a entrega que elas podem fazer.
Então, tentando resumir aqui um pouco a nossa aula, as novas demandas desse novo mundo, desse mundo ban, mundo vca, elas exigem, vou colocar na tela para ficar mais fácil você acompanhar, modelos mais flexíveis de trabalho, uma liderança baseada na escuta e não hierarquia muito fechada e travada. estratégias para promover bem-estar e saúde mental para as pessoas que trabalham com a gente. Precisamos de uma cultura forte e que seja adaptável de certa forma.
Tecnologias que vão funcionar e que não vão burocratizar o trabalho que as pessoas têm que entregar. Esses são os nossos desafios. E aí, eu quero te pedir uma tarefa muito simples.
Eu quero que você, de certa forma, faça um diagnóstico do seu ambiente de trabalho. O local onde você trabalha agora. Você consegue fazer uma análise simples, superficial ou um local que você conhece.
Responda a uma pergunta após a análise. Quais são as mudanças mais urgentes que o meu local de trabalho tá precisando? Tendo em vista essa aula?
Compartilha isso comigo para que eu possa ler o que você vai compartilhar, os seus colegas possam ler também e a gente continue crescendo juntos. Para encerrar, então, entenda que as empresas que vão sobreviver não são as maiores, são as que mais vão se adaptar. Foi um prazer estar contigo aqui.
A aula se encerra nesse momento, mas o conhecimento vai contigo. Até a próxima aula.