[Música] Olá educadores educadoras da rede pública Estadual Estamos aqui hoje para mais uma atpc conviva eu sou a Jurema trabalho na fde e faço parte da equipe de formação do conviva Estamos aqui hoje para falar de um tema emergente muito nesse necessário muito importante e eu vou iniciar Então esse primeiro bloco com a minha áudi descrição Eu sou uma mulher branca de estatura baixa cabelos grisalhos curtos uso óculos Hoje Eu Estou vestindo uma blusa branca uma uma calça areia e um casaquinho bege eh eu trago hoje uma pessoa muito importante para nós um colaborador que
participa com frequência das nossas atpcs e que ele fará a a sua própria audiodescrição por favor Anderson Olá Jurema Agradeço o convite novamente de est nesse atpc né Olá educadores e educadoras eu sou Anderson Rosa sou um homem branco Tenho cabelos castanhos divididos ao meio um pouco grisado eu uso barba e hoje eu tô vestindo uma camisa azul uma calça preta e um tênis também azul e no fundo tem aqui o cenário do nosso estúdio e é uma grande satisfação poder novamente estar no atpc por meio desse projeto dessa parceria que temos né entre a
fundação Mafre e a secretaria de educação para falar sobre saúde mental né E hoje vamos falar de saúde mental nessa intersecção com as questões de violência de gênero né então espero que a gente possa ajudar toda a rede com essa experiência e esse conhecimento então Eh neste primeiro bloco A gente vai fechar trazendo os objetivos dessa 22ª atpc mas antes eu quero trazer para vocês quem é o professor Anderson Rosa ele é o pró-reitor de assuntos estudantis e políticas afirmativas da Unifesp então pode falar Anderson agora com você os os objetivos dessa nossa atpc e
depois a gente encerra esse primeiro bloco bom antes de começar com os objetivos é importante falar né que eu preciso me colocar na condição de um homem branco de um homem Sis para falar de um tema que aflige Principalmente as mulheres né as mulheres pobres as mulheres negras e as mulheres trans Então por mais que eu tenha uma experiência de ter estudado sobre esse tema né meu doutorado foi com mulheres em situação de rua então estudei muito questão da violência eu jamais conseguiria falar sobre essa experiência viceral né sobre os sentimentos que ser mulher né
no nosso país desperta por conta do risco de violência e de tudo que a gente vai abordar nessa aula de hoje e uma segunda questão que é importante falar né um tema muito sensível né nosso público é majoritariamente composto por mulheres então caso você tenha algum desconforto não exist em pedir ajuda né se você precisar também fazer alguma denúncia sobre uma situação que você viveu e que reconheça ess situação nessa aula procure ajude Não tente lidar com isso sozinho né A violência é uma questão grave e a gente precisa est Unidos e Unidas para combater
no nosso país a ideia da aula é a gente entender os diferentes tipos de violência e fundamentalmente como que as escolas podem atuar com esse tema que é tão sensível né E que sempre aparece entre nós entre trabalhadores mas também com os nossos estudantes e com as nossas estudantes então agora a gente fecha esse segundo bloco e vamos para um pequeno intervalinho não sai daí volta já [Música] já Olá professores sou a Vivian formadora da efap e no saiba mais de hoje vamos falar sobre a prática de gestão de sala de aula sem escapatória que
está presente no livro aula nota 10 de Doug lemov e para falar sobre essa técnica junto comigo a formadora Ana Ana pensando em gestão de sala de aula o que a técnica sem escapatória traz para o professor Olá Vivian Olá professores a técnica sem escapatória trabalha a participação dos Estudantes e enfatiza que sua participação é essencial no processo de aprendizado e que o erro ele faz parte do processo de aprendizado e deve ser trabalhado no contexto Educacional entendi muito bacana E essa técnica Ela traz Algum objetivo né qual que é fala um pouquinho del sim
Ela traz o objetivo de mostrar aos estudantes que tentar responder ele faz parte do processo e que o erro se transforma em aprendizado quando os colegas auxiliam na construção da resposta correta essa articulação é realizada pelo professor que bola algumas perguntas aí para os estudantes e assim ele vai construindo o conceito coletivamente e ainda promove a participação de todos os estudantes bacana Ana e nessa técnica Ela traz algumas vantagens Você pode falar um pouquinho sobre elas Vivan professores Ela traz inúmeras vantagens mas a principal é que ela oferece vários modelos de como retornar a um
estudante rapidamente para que não se perca o aprendizado de vista ou seja assim que um estudante dá uma resposta errada ou incompleta eu já aciono outro estudante para complementar a resposta ou então dar a resposta correta ou uma dica assim trabalhamos o erro e transformamos ele em aprendizagem além também de trabalhar a memória a longo prazo entendi e qual a importância dessa ferramenta para o desenvolvimento da prática na sala de aula bom sabemos que muitas vezes os Estudantes têm medo de tentar responder e assim eles acabam por não participar nem da dinâmica nem das atividades
propostas com o professor com a técnica sem escapatória os estudantes são desafiados a dar respostas que sabem e mesmo que errarem eles são incentivados a ouvir as respostas de outros estudantes e podem depois tentar responder complementando a sua resposta ou alterando mesma entendi esse foi um pouquinho sobre a técnica sem escapatória e no próximo bloco vamos trazer a técnica na prática na sala de aula até daqui a [Música] pouco estamos de volta agora para o segundo bloco onde falaremos para começar o início de conversa e depois a gente prossegue com as nossas experiências com vocês
Professor Anderson Rosa para começar né a gente poderia falar de violência a partir de diferentes pontos de vista é um tema muito complexo e diferentes áreas do conhecimento já se debruçaram sobre esse tema com estudos e conhecimentos porém me cabe aqui né como um profissional da Saúde especialista em Saúde Mental trazer a discussão da violência mais no âmbito da Saúde como que ela afeta a nossa saúde a nossa saúde mental e e por isso que eu escolhi começar essa aula com uma definição da Organização Mundial de Saúde que compreende a violência como um problema de
saúde pública e a classifica como autoinfringida né aquela violência que a pessoa provoca contra si próprio coletiva e interpessoal a essa violência interpessoal ela se subdivide em outras categorias que a gente pode falar de violência doméstica ou familiar que é bastante grave né eem muitos casos de feminicídio no país está relacionado a esse tipo de violência e temos também violências na comunidade violências que afetam outros tipos de população não necessariamente ligados só à questão de gênero né e aqui eu tô falando da população negra masculina e Jovem do nosso país que é vítima de violência
essa violência depois ela pode ser classificada em diferentes tipos e a gente vai falar um pouco desses tipos aqui na aula de hoje que é a violência psicológica violência física sexual violência moral virtual patrimonial E negligência Então são tipos que eu tentei colocar aqui pra gente ampliar o nosso conhecimento sobre esse tema ah primeiro definir o que é violência de gênero né então quando a gente tá falando de violência de gênero é uma violência que ela se dá pela identidade de gênero de uma pessoa né a gente tá mais acostumado a pensar na violência de
gênero considerando a questão das mulheres Sis no nosso país que já é uma situação gravíssima tem um dado aqui né de 2017 da UMS que 35% das mulheres já foram vítimas de violência física ou sexual durante a sua vida mas falar de violência de gênero né também a gente considerar outros gêneros que temos hoje na nossa sociedade então vocês vão perceber que ao longo da minha fala aqui eu vou falar um pouco sobre a violência de gênero contra mulheres Sis mas também sobre a violência de gênero contra mulheres trans que vivem uma situação ainda mais
grave no nosso país quando falamos de violência né e dos tipos de violência a física Talvez seja a violência que primeiro nos vem à mente porque trata-se de uma agressão né alguma ação com sentido de ferir de machucar a outra pessoa inclusive de causar a própria morte como eu já disse na introdução quando isso é provocado contra uma mulher é considerado um crime de feminicídio e tem uma tipificação específica na nossa lei criminal do país né isso é importante que que seja dito mas também né temos uma situação alarmante quando a gente trata da estão
das pessoas trans no nosso país o país o Brasil né o 14º ano em que o Brasil figura como o país que mais mata pessoas trans no mundo né então esse dado ele é muito alarmante ele é um dado coletado pela antra porque sequer temos até o momento dados oficiais sobre pessoas trans no nosso país e sobre as violências que elas sofrem então o próprio apagamento né dos dados institucionais faz com que essa violência seja ainda maior e que a gente não possa ter políticas públicas não ter dado significa perpetuar uma violência contra uma determinada
população perceba que em 2023 é o dado mais recente que temos 155 pessoas trans né foram mortas uma pequena parcela ali uma violência ao infligida pelo próprio suicídio mas que denota também uma questão de sofrimento e saúde mental que a gente vai abordar ao longo dessa aula né então toda vez que eu estiver falando aqui de violência pensem na questão do gênero não só na questão das pessoas se mas também das pessoas trans Voltando a falar dos tipos de violência a violência sexual é também uma que rapidamente a gente entende né porque é o ato
sexual a tentativa de consumar um ato sexual insinuações sexuais indesejadas tocar o corpo de uma pessoa sem o seu consentimento né então lembrar que a violência sexual não exige a consumação do ato sexual mas sim a intencionalidade né você ultrapassar aquela barreira da privacidade do corpo de uma pessoa né nesse caso sempre uma mulher Ah é caracterizado como violência sexual e é importante dizer né que casos de violência sexual são muito frequentes em crianças e adolescentes nossos estudantes né nossas estudantes que estão nas escolas o dado aqui do Ministério da Saúde 42% de crianças e
adolescentes que sofrem abuso sexual são vítimas recorrentes então percebam que é uma criança e uma adolescente que às vezes está sofrendo essa violência no próprio âmbito doméstico e no âmbito familiar e por conta dessa característica é uma violência que se perpetua e a gente sabe muitas escolas já tiveram que lidar com situações desse tipo é um momento em que a escola precisa acionar a rede protetiva de tão grave que é essa situação e nunca é difícil de manejar né envolve ali muitas camadas e muitas complexidades para que a gente consiga lidar com caso como esse
E aí um outro dado que nos preocupam muito né que 72 das pessoas estupradas no país são menores de idade então mais uma vez né a gente tem ali uma concentração de atos de violência sexual no nosso público estudantil né Isso também nos deixa muito preocupado né e por isso estamos aqui hoje tentando aprender um pouco mais sobre o tema é importante a gente considerar outros tipos de violência que não só a física e a sexual porque no nosso país a gente acabou naturalizando por muitas vezes outros tipos de violência que servem como um complexo
de violência a violência às vezes ela não se dá imediatamente como uma violência física mas ela vai escalando começa com uma violência psicológica como essa que vocês estão vendo aí que é a forma de abusar o poder dos homens exercerem poder e coersão sobre as mulheres começa com agressão por palavras com xingamentos com gestos com ameaças essa situação né com tempo ela pode se naturalizar e ela vai se intensificando até que ela possa partir para outros tipos de violência então o ideal é que mesmo a violência psicológica uma violência verbal a gente não tem a
tolerância para esse tipo de violência porque é dessa forma que a gente vai conseguir avançar para uma sociedade no qual a gente tenha Justiça entre os gêneros eu incluí aqui a questão da violência virtual né algo mais recente mas que temos que tratar que é a divulgação de fotos de vídeos íntimos do Cyber stalking que recentemente foi aprovada uma lei que é a forma da gente tentar seguir as pessoas na rede social cercear a sua liberdade tentar controlar lá aquilo que é apostado né então isso acaba oprimindo gerando sofrimento à pessoa então isso recentemente foi
tipificado como um crime também no nosso país e as questões de discurso de ódio né e o discurso de ódio Ele sempre tá localizado no sentido de inferiorizar uma mulher e aí lembrar que as mulheres elas não são iguais a gente trabalha com um conceito que é de interseccionalidade Então as mulheres pretas elas sofrerão mais violência as mulheres trans sofrerão mais violência do que mulheres brancas e mulheres ricas porém a violência também está em todas as camadas sociais está em todas as raças então por isso que precisamos falar e a violência virtual precisa ser denunciada
e temos hoje leis próprias para lidar com isso lembrar que às vezes é um crime que acontece porque o homem se acha no direito de divulgar a imagem de uma mulher ou às vezes por um crime de Vingança também uma relação que é que acaba e e é cometido um crime como forma de Vingança um outro tipo de violência né que a gente precisa falar é o que a gente chama de violência simbólica que ela é ainda um pouco mais imperceptível e mais naturalizada na nossa sociedade do que a própria violência psicológica percebam que em
vários momentos elas se aproximam então a gente não sabe exatamente quando termina uma violência simbólica e quando começa uma violência psicológica em muitos momentos elas estão sobrepostas Mas é uma forma da gente tentar inferior ar por meio de Atos né por meio de ações as mulheres então a gente começa a inferiorizar a inteligência que as mulheres têm a opinião que elas têm sobre os determinados pontos a competência profissional que as mulheres têm para exercer seja qual for a profissão tem alguns termos que a gente tem usado no inglês eu nem gosto muito de trazer termos
no inglês mas eu coloquei aqui para que vocês entendam né quando se fala de m interrupting a gente tá falando de homem que tenta impedir a participação da mulher numa conversa que não tenta deixar ela de se expressar e é por isso mesmo que eu comecei essa aula de hoje quase que pedindo desculpa por ser eu homem tá aqui né uma mulher nessa condição aqui teria outros elementos para falar sobre a violência de gênero do que eu e o Men planning é quando o homem busca menosprezar o conhecimento de uma mulher né a mulher acaba
de fazer uma fala e o homem se sente no direito de lá e de explicar o que a mulher disse como se ela não tivesse a autonomia de dizer e a inteligência de dizer o que ela quis dizer né então são fenômenos que tá naturalizado na nossa sociedade que a gente vê aos montes na televisão em programas abertos mas que a gente precisa começar a olhar para essas coisas e aprender a não cometer né essa aula de hoje é fundamental que homens assistam né porque normalmente as mulheres percebem isso porque vivem isso desde a infância
mas a gente só vai evoluir para uma sociedade com mais Justiça de gênero quando homem se colocarem ao lado dessa luta ah em defesa das mulheres em defesa dos direitos temos também a violência patrimonial né Essa violência ela tá inclusive incluída na lei Maria da prenha que foi criada para tentar lidar com as questões de violência contra a mulher né E ela é definida aí como uma conduta que subtraia ou que destrua os bens de uma mulher lembrar que a violência patrimonial às vezes começa com a própria proibição né o convencimento da mulher não trabalhar
faz parte do complexo de violência o homem tirar a autonomia financeira dessa mulher colocar como Refém de uma questão orçamentária para que ela tenha mais dificuldade de sair de um relacionamento no qual a violência aconteça E aí a questão principal que eu gostaria de trazer para vocês né sobre as violências de gênero e saúde mental né então lembrar que as mulheres que sofrem violência Elas têm três vezes mais chances de desenvolver transtornos de depressão quatro vezes mais chances de desenvolver transtornos de ansiedade e sete vezes mais chances de desenvolver a síndrome do estess pós-traumático além
de ter outros dados né que que estão relacionados à violência a com transtornos alimentares e também consumo de substâncias eh eu queria dar um uma pausa como é importante tudo isso que você tá trazendo e como é importante que seja também um homem né falando sobre essas questões para que conscientize os homens educadores e não educadores mas que somos todos no fundo educadores né funcionários todos somos responsáveis e o quanto é importante isso que você trouxe que tá de forma velada né é implícito Em tais tipos de violências trazidas aqui então agora eu vou chamar
para vocês um breve Uma Breve pausa para a primeira questão interativa então voltando dessa pergunta interativa vamos encerrar esse segundo bloco e já vol já já não sai [Música] daí olá para este bloco vamos trazer a técnica sem escapatória para a prática na sala de aula e para me ajudar trouxe a Ana novamente Ana pensando em gestão de sala de aula qual a sugestão para o professor utilizar sem escapatória bom o professor após abordar um objeto de conhecimento ele pode aí planejar algumas perguntas e perguntar aos estudantes visando aí reforçar algum conceito e promover aí
o engajamento entre eles aqui é interessante começar pelos estudantes que geralmente não participam da aula ou que você perceba aí que tem uma maior dificuldade com o conteúdo assim que um estudante responde errado ou de forma incompleta não aponte o erro Reforce aí com uma frase de efeito exemplo já volto para você após você vai realizar a pergunta para outro estudante e quando a resposta vir correta você retoma retorna aquele estudante que errou a pergunta eh anteriormente assim você vai oferecer ao estudante a oportunidade dele refletir melhorar e esclarecer a sua resposta anterior isso também
ajuda a dar oportunidade para que os colegas auxiliem na no processo educacional dos Estudantes entendi Ana e no livro ele fala de alguns princípios de voz de comando você poderia falar como utilizar sim a voz de comando é essencial na técnica sem escapatória o já volta a você Agora você entendeu quem pode dizer a ele uma palavra que possa ajudar alguém pode dar uma dica para o colega qual o próximo passo como posso complementar essa resposta o sem escapatória ele necessita do retorno ao estudante para que ele possa aí refletir as respostas dadas pelos outros
colegas e assim aí refletir a resposta que ele deu anteriormente isso vai incentivar estudante a ouvir atentamente aos colegas e ele sabe que você vai retornar a ele entendi e agora vamos puxar um pouquinho pro material digital como pode ser desenvolvida essa técnica sem escapatória ela pode ser desenvolvida em todas as partes do material digital tanto na introdução de um objeto de conhecimento tanto no para começar quanto do sistematizando o professor ele tem que ter em mente que o sem escapatória ele venha para reforçar os conceitos e ajudar os estudantes que ainda não compreenderam o
assunto a compreender além de trabalhar o me de errar de engajar Os estudantes nas propostas e nas atividades É isso aí muito obrigada Ana Esse foi um pouquinho da técnica sem escapatória espero que vocês tenham gostado e obrigada Ana de [Música] novo Olá então estamos voltando para este terceiro e último bloco vamos tratar das questões da nossa experiência vamos lá Anderson com a palavra por favor Bom vamos lá agora que a gente já entendeu um pouco os conceitos de violência de gênero e como que afeta a saúde mental né conectem aí com outras aulas que
já fizemos que falam de saúde mental de comunicação não violência de habilidades socioemocionais são todas essas ferramentas que a gente vai poder usar no dia a dia e é um pouco disso que eu vou falar então a experiência é Nossa inclusive de vocês que estão no dia a dia das escolas e tenho certeza que a maioria das escolas já tiveram que lidar dá com as questões de violência primeira questão é lembrar que a violência sexual e a violência física ela acaba exigindo uma Providência da escola né e me parece que com isso a gente tem
um pouco mais de habilidade mas é fundamental que a escola não não naturalize outros tipos de violência que eu apresentei aqui né então a violência simbólica O desequilíbrio entre os gêneros essa tentativa de meninos tentarem inferiorizar as meninas então o tempo todo que isso acontecer na escola é importante sinalizar e abrir um debate sobre isso lembrar que essa violência ela também não se dá de maneira homogênea entre as mulheres né um outro conceito que eu sugiro que vocês possam trabalhar também na escola é o conceito de interseccionalidade e o que é interseccionalidade a gente primeiro
precisa entender o que é um marcador social então é tudo aquilo que nos identifica numa sociedade que nos coloca em alguma posição tô falando aqui das questões de gênero de raça de etnia de orientação sexual de idade Então são todos elementos que nos constituem como uma pessoa como uma identidade que num determinado período histórico e num determinado local faz com que a gente tenha uma vida mais fácil ou mais difícil né Então é importante a gente lembrar desse conceito dos marcadores sociais e que eles se interseccionam então eu preciso lembrar que ser mulher no país
não é tudo igual né que uma mulher negra e Pobre da Periferia Ela Tá sujeita a outros tipos de violência que talvez uma mulher branca e rica não esteja não quer dizer que a mulher branca também não sofra de violência é claro que ela sofre mas essa violência tem suas próprias características e o mesmo eu poderia dizer né como eu disse durante a aula das mulheres trans Então esse tipo de diálogo ele é muito bem-vindo nas escolas né Vocês sabem que muitas vezes as meninas entendem que sofreram violência a partir de uma discussão como essa
na escola né a gente teve dados também sobre violência de gênero sexual então a escola tem um amplo papel social aqui no sentido de trabalhar um pouco sobre os temas da violência Quais as ferramentas e conhecimento que a gente pode usar para trabalhar sobre esse tema são ferramentas que vocês já conhecem né que eu mesmo já tive aqui conversando com vocês por exemplo as habilidades socioemocionais então está contido dentro do conhecimento de habilidades socioemocionais a empatia o respeito a outra pessoa a o acolhimento né a forma de ouvir de valorizar o sofrimento e a queixa
da outra pessoa né então são todas habilidades que a gente pode usar também quando uma pessoa é vítima de violência lembrar que vocês também tem muita experiência sobre estratégias metodológicas muito mais do que eu inclusive né cada escola tem já a sua forma própria constituída de trabalhar vocês sabem Quais as estratégias que melhor funcionam pro público de vocês então experimentem falar sobre esse tema por meio de diferentes estratégias pode ser campanhas projetos palestras oficinas seminários jogos interativos atividades artísticas né Há muitas formas da gente poder expressar essa dimensão da violência apontando caminhos para que as
pessoas possam lidar com isso e não ficar vítimas da violência por um longo período então agora é chegado o momento de a gente pra segunda pergunta interativa retomando eh eu gostaria que você continuasse então com essas questões tão importantes que você tá trazendo pra gente bom lembrar né que as escolas T estudantes que são protagonistas né nem sempre a gente consegue a melhor linguagem para falar de temas complexos com os estudantes né então quando a gente constrói projetos com a colaboração de estudantes certamente teremos uma linguagem mais apropriada uma forma de falar que consiga atingir
melhor os seus objetivos né Então temos a teoria o nosso papel é ajudar o estudante a ficar as informações que estão disponíveis ao monte hoje na rede social tem muita coisa boa mas também é necessário filtrar muitas informações Mas eles podem nos ajudar demais com relação às estratégias e a linguagem de lidar ah com os diferentes tipos de violência que temos importante que durante né as nossas apresentações sobre violência Inclusive durante essa aula aqui que a gente saiba Quais são os canais de denúncia né então eu não coloquei aqui especificamente né mas temos o centro
de Atendimento à Mulher onde vocês conseguirão informações sobre diferentes tipos de acolhimento então ah sofri uma violência física sofrir uma violência sexual o que eu devo fazer né é um canal de atendimento que pode orientar é importante que cada um de vocês entenda no município onde atuam Qual que é a rede de proteção que se dá né com relação ao combate de violência contra a mulher e que cada município tem os seus contornos próprios né Então temos escolas indígenas escolas quilombolas nós temos escolas que podem ter características próprias e eu gostaria que vocês tentassem identificar
esses conteúdos teóricos que foram apresentados aqui na realidade de vocês e por meio desse exercício vocês também conseguissem encontrar Qual que é a rede protetiva que tá à disposição no município de vocês para que isso possa ser compartilhado lembrar que é uma informação útil paraa escola é uma informação útil pros estudantes e também paraa comunidade então a escola também tem um papel social na comunidade e é importante que as pessoas pais e mães de alunos saibam que há esse escanar de denúncia e de proteção temos também a polícia militar né temos ali em casos de
exploração sexual de crianças e adolescentes também um canal próprio lembrar que quando se trata de uma violência virtual é preciso armazenar o máximo de provas eletrônicas desse crime né registrar também um boletim de ocorrência para que as providências específicas possam ser tomadas para finalizar né a gente a gente tem muitas possibilidades de discutir esse tema né Peço que não seja Talvez um momento tenso e pesado de falar de violência mas que a gente possa sinalizar em diferentes conteúdos né dos temas que a gente aborda na escola sempre a violência e as questões de gênero como
algo que nos constitua enquanto sociedade e que a gente tem que ter uma sociedade construída na Perspectiva da Igualdade da Justiça da forma mais Ampla possível e lembrar né que prevenir a violência é essencial para prevenir e a violência é essencial abordar o problema de maneira abrangente né por meio da educação da conscientização da promoção de um ambiente seguro né lembrar que vocês mulheres são exemplos para as estudantes mais jovens então a própria postura e a forma como vocês debatem e lidam com o tema serve de modelo para que as meninas mais jovens também cresçam
né tendo consciência social do seu papel e eu agradeço e passo para você Jurema Eu é que agradeço essa contribuição tão importante abriu mais ainda os nossos olhos a nossa escuta tia né o nosso olhar diferenciado eu peço que todas as as pessoas da rede pública Estadual mandem envie pro pro conviva todas as experiências que estejam acontecendo Nesse sentido porque vocês estão instrumentalizados e vocês têm as ferramentas internas para trabalhar isso sabemos bem e pedimos que vocês fiquem atento ao que é code que tá fixado aí na tela para que vocês compartilhem também essas experiências
na rede na efap tá bem Agradeço muito a companhia de vocês e espero encontrá-los numa próxima at atpc obrigada [Música] [Música]