Olá, queridos estudantes da EJA, sejam bem-vindos a mais uma aula de linguagens. Eu sou a professora Sara e hoje nós vamos aprender como algumas palavras elas modificam o sentido daquilo que nós queremos falar, tais como a dúvida, a certeza e aí outras palavras que vão nos expressar como autoridade ou não. Acompanha aí na telinha de vocês o nosso objeto de conhecimento de hoje, que é modalizadores em pessoalidade e discursos direto e indireto.
E aqui eu trago para vocês eh essa imagem que diz o seguinte, ela está aqui nos apresentando uma expectativa e uma realidade. A expectativa nós trazemos com certeza. Eu vou estudar toda a matéria hoje.
Quando eu digo com certeza vocês conseguem observar que essa palavra está em ênfase aí, com um tamanho bem maior. Aqui eu tô querendo o quê? Expressar uma certeza de algo vai acontecer.
Significa sim que hoje eu vou estudar a toda a matéria. Isso é a minha expectativa. Na minha realidade, eu trago o seguinte: provavelmente vou ver só um vídeo no TikTok e depois eu vou dormir.
Essa palavra que provavelmente ela me traz um sentido de quê, pessoal? Ela traz um sentido de dúvida. Então aqui na expectativa eu vou ter uma certeza.
Hoje eu vou estudar, já na realidade, ela vai me trazer um sentido de dúvida. Essas palavras, pessoal, elas são consideradas palavras eh modalizadores, aquilo que ali vai expressar uma certeza ou uma dúvida. E aí, o que são os modalizadores?
Vamos aprender aqui modalizadores, que trazendo aqui o tom da nossa conversa são palavras ou expressões que mostram a nossa atitude diante do que falamos. Elas revelam se estamos com dúvida, certeza ou se algo é obrigatório. Não é só o que se diz, mas como se diz, como nós usamos elas no dia a dia, como aí essas palavras elas vão estar expressas no nosso dia a dia.
Nos advérbios, nós temos o seguinte: ela explicou claramente ou ele explicou mal. Já nos verbos modais, nós temos eu posso ajudar e aqui vai indicar uma possibilidade. E aqui eu devo ajudar que vai indicar uma obrigação.
Então vocês conseguem entender a diferença, a possibilidade e a obrigação. Aqui na certeza e na dúvida, eu trago o seguinte: com certeza vai chover. Quando eu falo isso, pessoal, eu estou aqui dando certeza, eu estou afirmando.
E quando eu digo talvez chova, que eu trago aqui a dúvida, provavelmente chova, é possível que chova, é possível que não chova. Então essas palavras elas vão indicar aí a dúvida, a certeza, algo que vai acontecer obrigatoriamente. E aqui eu trago praticando os modalizadores no nosso Acre, aqui no nosso estado.
Eu apresento aqui para vocês um fato neutro. O preço da farinha subiu. Quando eu digo isso, eu não estou eh acrescentando nenhuma emoção, nenhuma dúvida.
É só uma certeza e pronto. Já quando eu acrescento o sentimento, eu digo, infelizmente o preço da farinha subiu. Quando eu acrescento a dúvida, eu posso utilizar, possivelmente o preço da farinha subirá.
Eu poderia falar aqui, pessoal, somente o preço, somente sobre a farinha. O preço da farinha subiu ou o preço da farinha ainda vai subir. Mas quando eu adiciono essas palavras modalizadoras, eu estou expressando aí que um sentimento ou também estou trazendo uma dúvida.
Então vocês conseguem observar que quando nós adicionamos essas palavras, os modalizadores, eles conseguem aí eh implementar essa dúvida ou a certeza. E aqui eu trago uma dica de ouro. Os modalizadores são pistas que deixamos no texto para o leitor saber o que pensamos e como nos sentimos.
E aqui na prática eu trago o seguinte, eu acho que fazer um Enem é muito importante para o meu futuro. Talvez não seja fácil porque faz tempo que não estudo, mas com certeza vale a pena tentar. Na minha opinião, estudar todos os dias pode ajudar bastante.
Quem sabe eu consigo uma boa nota e mudo minha vida. Então aqui, ó, pessoal, quando eu falo que eu acho, eu estou expressando a minha opinião. Quando eu digo talvez, eu estou expressando a minha dúvida.
Quando eu digo com certeza eu estou aqui eh acrescentando uma certeza de algo. Na minha opinião, eu estou dando aqui a opinião o falando sobre o que eu penso, sobre o que eu acho e quem sabe que é uma incerteza sobre a boa nota. Então assim, na nossa prática, né, estudem que eu tenho certeza que vocês serão aprovados.
Eu sempre digo isso que eu acredito no potencial de vocês. E voltando aqui paraa nossa prática, eu trago o seguinte, é opinião ou fato. Nós trazemos a objetividade e também a subjetividade.
A diferença entre as duas, pessoal, é que a objetividade ela vai focar nos fatos de forma direta e impessoal. é a linguagem das notícias e dos documentos. Um exemplo que nós trazemos, a temperatura em Cruzeiro do Sul atingiu 35º hoje.
E aqui na subjetividade ela já vai focar nos sentimentos e opiniões de quem fala. É a nossa voz pessoal. O exemplo é: O calor hoje em Brasileia está insuportável.
ninguém merece. Então, a objetividade ela vai trazer algo impessoal. Nós não vamos dar a nossa opinião.
O leitor ele não vai saber o que eu penso a respeito disso. Eu trago ali, por exemplo, uma notícia. Essa notícia, ela está explícita sobre o que aconteceu e pronto.
Quando eu trago a subjetividade, eu já trago os meus sentimentos, eu já acrescento ali o que eu penso, a minha opinião, eu já faço com que o leitor ele entenda o que eu penso sobre o acontecimento, o que eu sinto, o que eu acho, qual é a minha opinião sobre este acontecimento. Então tem uma diferença da objetividade, eu não falo, eu fico impessoal e da subjetividade eu já expresso a minha opinião. E aqui é quem está por trás do texto, a nós vamos ter as marcas de autoria.
O autor aparece no texto, o autor aparece no texto, é comum em conversas e relatos pessoais. E aí nós vamos ter o uso da primeira pessoa quando eu digo eu acho, nós vimos na qual eu estou me incluindo e nós vamos ter os adjetivos que dão opinião. Maravilhoso e terrível.
Então aqui na nas marcas de autoria na qual o autor aparece, nós também vamos expressar a nossa opinião. Na impesso texto parece neutro e focado apenas nos fatos. Vamos ter uso da terceira pessoa, observa-se, diz e a linguagem vai ser mais séria e objetiva.
Então, assim como a objetividade e a subjetividade ela tem essa diferença, aqui nesse exemplo de marcas de autoria, ele também vai ter essa diferença. nós vamos ser impessoais ou nós vamos aí acrescentar a nossa opinião. Na impessoalidade não vamos dar nenhuma opinião, vai ser neutro, já que na quando nós utilizamos a marca de autoria e aí sim nós trazemos a nossa opinião, pessoal.
E aqui no discurso direto e indireto, eu trago o seguinte. No discurso direto, a fala da pessoa é reproduzida exatamente como foi dita. Usa-se dois pontos, travessão ou aspas.
Por exemplo, o patrão disse: "Amanhã o trabalho começa cedo". E aqui vocês conseguem identificar que a fala do patrão, ela utiliza o travessão porque está de acordo com o que ele disse. Ele disse exatamente assim: "E no discurso indireto, o narrador conta as suas próprias palavras, o que o outro disse: não há pontuação de fala direta".
E aí o exemplo é: o patrão disse que o trabalho começaria mais cedo no dia seguinte. Então aqui no discurso direto é tal qual, como a pessoa falou, eu não vou alterar e ainda vou utilizar o travessão para indicar a fala dele. No discurso indireto, eu ainda vou continuar dizendo o que a pessoa falou, porém eu vou poder dizer com as minhas próprias palavras.
E aqui vejamos mais exemplos a seguir. Eu mostro a tabelinha para vocês do discurso direto e do discurso indireto. No discurso direto é quando reproduzimos exatamente as palavras que a pessoa falou.
Nós não mudamos nada. Já no discurso indireto, é quando nós contamos o que a pessoa falou com as nossas próprias palavras. Então aqui nós temos três personagens, o personagem de camisa verde, a de camisa rosa e a de o de camisa azul.
E nós vamos comparar as falas no discurso direto e indireto. No discurso direto, o personagem de verde diz o seguinte: "Eu estou cansado". E no discurso indireto, a fala dele ficaria: "Fica.
" Ele disse que estava cansado. A personagem rosa diz: "Vou ao mercado agora". Isso no discurso direto.
No discurso indireto, a fala dela fica o seguinte: ela disse que ia ao mercado naquele momento. Aqui no discurso direto, o personagem de azul diz: "Gosto de ler livros". Já no discurso indireto, a fala dele fica: "Ele disse que gostava de ler livros".
Então aqui no discurso direto nós não vamos alterar. Já no discurso indireto, nós vamos contar, nós vamos dizer o que eles disseram aí de acordo com as nossas palavras. Já no discurso indireto livre, eu trago o seguinte: é quando a fala ou o pensamento do personagem aparece no meio da narração, sem avisos, sem dois pontos ou traversão.
É como se estivéssemos dentro da cabeça de quem vive a história. E aí os os o exemplo é as margens do rio Acre. Maria olhava para o rio subindo lentamente.
Que medo ela sentia? Será que a água chegaria na sua casa de novo? precisava tirar móveis logo antes que o pior acontecesse.
Então aqui, pessoal, observem que nós estamos falando sobre a emoção da Maria. A emoção, o que se passa ali dentro da cabeça dessa personagem, ela entra na história. Aí aqui a dica que eu trago é: note que não há ela disse ou ela pensou.
o sentimento dela vira parte da história. Então isso é chamado de discurso indireto, livre. E aqui chegamos aquele momento de praticar e nós trazemos aqui e eu trago aqui para vocês o texto um.
Eu acho que fazer o Enem é importante para o meu futuro. Talvez seja difícil conciliar estudo e trabalho, mas com certeza vale a pena tentar. Na minha opinião, estudar pode abrir novas oportunidades.
E aí, pessoal, no texto um, o uso de expressões como acho que talvez e com certeza. Com certeza. E na minha opinião, tem a função de que, pessoal, vamos analisar aqui, tem a função de apresentar fatos científicos de forma objetiva.
E nós vamos eh eliminar essa alternativa, porque quando nós dizemos, utilizamos essas expressões, nós estamos apresentando opiniões e não fatos científicos. Na letra B, indicar a opinião e o posicionamento do autor sobre o tema. E aqui nós encontramos a alternativa porque está indicando a opinião do autor.
E aí vamos analisar porque as outras alternativas estão incorretas. Relatar fala de outras pessoas de forma indireta. Essa alternativa está errada porque não está falando de outra pessoa.
Aqui nós podemos podemos observar que é o próprio autor que está falando na letra D. Descrever ações sem envolvimento emocional. E aí, pessoal, não há um envolvimento emocional, porque as palavras mostram aí o posicionamento, mostram aí eh a emoção.
E aí na letra E, organizar a sequência temporal dos acontecimentos. Essa alternativa não está correta porque não está contando uma ordem de acontecimentos. E aqui a a síntese que eu trago é: a língua portuguesa é sua ferramenta de poder.
Os modalizadores ajudam você a convencer e mostrar sua atitude. A objetividade, ela evita mal entendidos e passa autoridade no trabalho. E os discursos, ele ajudam você a contar histórias e escrever relatos.
Essas são as referências utilizadas para nossa aula de hoje e chegamos aqui ao final de mais uma aula. Eu gostaria de agradecê-los pela participação e até a próxima. Amen.