Sejam bem-vindos e bem-vindas hoje neste nosso bate-papo com o queridíssimo Beto Curi o é o Beto Curi mas mais conhecido como betu né o Beto me deu alegria de ter sido meu aluno logo que eu cheguei no na Escola Municipal de gertúlio Vargas de Sorocaba em 1974 só né e ele foi meu aluno de segundo grau atual ensino médio muito atento Alegre criativo eu lembro-me do De um certo dia Logo no início então do curso eu levava a minha Sonata com disco long play vinil e normalmente colocava algumas músicas às vezes clássic às vezes até
Black saá era uma loucura a troca de eh tipos de músicas né mas eu lembro que dessa vez eu acho que era uma música clássica e aí eu colocava a música pedia para eles ficaram em silêncio dava um pouquinho de exercício de respiração e aí eles ficam quietinhos eu Pedia para parar pensar em uma determinada coisa uma determinada palavra ou então fazer um desenho e Esse mocinho daqui né conforme eu fui dando uma volta na sala verificando o que eles estavam fazendo ele tava concentrado e começou a fazer um desenho os traços que ele já
começou a colocar na folha de papel branco na folha de sulfite eu já fiquei assombrado e de repente ele fez a figura de um cachorro olhando assim bem pra frente aquela boca aberta aquela Língua caída aquele aquele bem peludo Lindíssima eu falei meu Deus a qualidade artística já demonstrava Quem seria aquele rapazinho ali né e depois contemplou aquilo com uma bela de uma redação Porque a partir da imagem eles acabavam Produzindo um texto Então ali eh era o artista já presente na sala de aula é pois bem depois ele se formou na FAAP depois que
saiu da do Getúlio e e em 1984 que ele saiu da FAAP deu aulas no Colégio sero antigo Universitário onde ele ministra aulas até hoje então há 40 anos mais ou menos já tá dando aula lá dentro 8 de fevereiro 41 anos 41 anos dentro do ser ele foi ilustrador do suplemento de cultura do Jornal Estado de São Paulo depois ele foi um dos premiados na em 1982 pela revista Playboy em um concurso de ilustração sobre o quanto fuge ele bom ele não posou para Playboy né mas ilustrou um conto e depois ele Conta mais
detalhes a Respeito disso fez também a sua primeira exposição individual de desenhos na galeria lançar em São Paulo em 1977 e foi participante ativo em todas as edições do projeto Terra rasgada aqui em Sorocaba projeto maravilhoso que causava uma ebulição na arte Sorocabana inesquecível principalmente lá na casa da cultura aquele espaço lá que precisa alguém assumir e tomar uma coragem e colocar novamente em utilização aqui em Sorocaba participou em vários salões de GTE contemporânea no Brasil e atualmente ele faz desenhos e estampas em tecidos e objetos tendo parceria com artesão decouro Marcelo Ito e muitos
dos seus trabalhos vocês podem ver na página dele no Instagram que é @bu p arte esse c o y tá bem e e fora disso ele é cantor compositor poeta e para minha alegria tem participado de saraus conosco sendo que este último saral foi com o a flaus né no SESC de Sorocaba flaus que é feira de livro de autores sorocabanos aconteceu em dezembro do ano passado e o filho dele participou n Aran e também acompanhou-os no teclado e falando e nós falamos algum poema um poema juntos lá tá então o Beto tem muita história
bonita para contar para nós hoje Beto seja bem-vindo querido e primeiro Onde você nasceu Beto nasci na grande Curitiba e que daí o meu nascimento já é Histórico porque Dona Ana minha mãe perdeu a visão do olho direito e quando ela me teve E então eu só fiquei em Curitiba 45 dias fui retirado do colo de mamãe Aos 45 dias pela minha Tia Lina irmã de Dona Ana que estudava na USP né ela foi mestre em biologia e professora do nosso Estadão onde estudou Roberto Samuel e só essa história já é incrível porque ela era
Me pegou levou de Curitiba para São Paulo para depois me levar até Regente Feijó onde moravam meus avós Humberto e Maria confeiteiro Humberto então um artista que vindo da Itália os dois Maria e Humberto mas nessa parada em São Paulo ela teve que me alimentar minha tia Li Não É tinha que me alimentar então era em mamadeira e e ela tinha as professor as mulheres da USP e ela se dirigiu Tia Lina se dirigiu às professoras professora meu Deus do céu Esse menino ele não mama e eu dou a mamadeira e ele fica só chupando
chupando mas não sai o leite ele não mama nada e aí uma das professoras falou você furou o Bico da Mamadeira e a minha tia er Tão menina que ela não sabia que tinha que na época Veja a idade eh tinha que pegar o fogão acender a chama eh esquentar agulhas e fazer pelo menos três furos no bico aí quando ela soube disso eu comecei a me alimentar né E aí deu tudo certo Eh e muito tempo depois eu fui saber de mamãe Dona Ana grande dona Ana quanto tempo mãe eu fiquei sem a senhora
ah eu fiquei deixa eu ver ela pensou falou ah você ficou sem a mamãe dois meses né então eu brinco com todo mundo brinco com os meus alunos que é por isso que eu sou assim fiquei dois meses sem a minha mãe esse foi então eu sou Curitibano apenas de nascimento assim porque a cara de bebê sempre e depois a formação Inicial escolar onde Foi lá mesmo a formação Inicial eh foi no grupo escolar Antônio Padilha que mais tarde você veja os caminhos da arte e tal eh bem mais tarde logicamente eu já casado com
os dois filhos pequenos e tal nó eu fiz o retrato do Antônio Padilha a partir de uma foto antiquíssima né então eu tive que dar uma elaborada no retrato E aí esse retrato está lá no no agora atual Escola Estadual e Professor Antônio Padilha e teve até uma Inauguração do retrato na parede da escola então meu primeiro a quarto ano terminando com eh eh começando com Dona Terezinha depois Dona miram depois a decía e depois Dona famosíssima Dona Santa terminei o primário antigo primário atual educação infantil e saindo de lá do quto ano fiz o
exame de admissão no Getúlio Vargas preparado pela grande professora dona Guida né E durante uma aula com a dona Guida que não era aula Individual era uma um grupo aí de 10 pessoas 10 alunos preparados para entrar no quinto ano né ou desculpe na quinta série né naquela época quinta série eh e foi ali que eu também me vi eh com essa coisa da arte da aptidão artística eh envolvido com a literatura com as letras e lá eu ganhei uma medalha de honra ao mérito por causa de uma frase a melhor frase sobre os indígenas
né não vou lembrar da frase mas isso aconteceu no curso preparatório aí fiz Eh de quinta série a oitava série no Getúlio E aí aconteceu o ano de 1974 que eu tive a chance maravilhosa de conhecer três grandes professores eh o professor de química que era o nosso curso que era o Marim né mas principalmente duas figuras importantíssimas o Evaldo professor de matemática que vinha pra escola com a moto 125 e deixava estacionado onde é agora o ginásio né A quadra né e o professor Roberto Samuel esse da Apresentação que ele fez já demonstra a
a questão crucial né das aulas do Roberto que eu apesar de ser professor de arte hoje que também consta da apresentação há 41 anos essas aulas com motivação musical motivação teatral motivação da literatura eh essas todas essas Eh esses agentes motivadores pro aluno produzir pro aluno se expressar para passar da sensibilidade paraa percepção e depois paraa expressão Com certeza Olha já estou arrepiado porque o Mestre foi esse moço chamado Roberto Samuel Sanchez minha inspiração e meu amigo até hoje você é muito querido ó só para vocês saberem aquilo que está lá no fundo foi esse
moço que fez olha que coisa mais linda olha a coruja nos observando aqui ó tudo bico de pena é uma coisa linda olha que coisa maravilhoso esse rapaz aqui que fez e aí Roberto Quanto a essa imagem né Eh que eu te dei no meio da rua né Eh andando com o carro a obra estava no Carro já para te presentear aí eu encontro você e presenteio com esse trabalho esse trabalho estava naquela primeira exposição na galeria lanarte na rua urussui que por acaso moro em São Paulo hoje de quarta domingo numa rua que é
perpendicular a Rua Uruçuí a casa existe ainda não é mais uma uma galeria mas ela existe e esses eh esse conjunto de desenhos Teve até uma pequena reportagem na Folha de São Paulo com um outro trabalho mas eles todos foram Feitos eh na faculdade de arquitetura que eu fiz um ano da faculdade de arquitetura eh na Faculdade de Santa Cecília em Santos e eles todos foram feitos em cartolinas de diversas cores em tom pastel eh e começou ao invés de bico de pena ele começ começou a ser feito não Este trabalho mas alguns trabalhos em
caneta esferográfica preta sobre ecoline que o ecoline é uma aquarela líquida então eu manchava o papel com o ecoline né e Aplicava a caneta por cima a era caneta esferográfica no começo do ano de 1977 Porque durante o curso de arquitetura a gente comprou umas canetas de nanquim sei que você carregava a caneta com nanquim né E tinha várias espessuras 01 1 é mais finas mais grossas e aí eu comecei a trabalhar e esse é um dos trabalhos feitos com essa essa caneta de nanquim que é conhecida como bico de p é então eu lembro
que eu fui nessa exposição Adorei esse quadro Mas como eu não tinha dinheiro comprar e não era caro né mas mas eu eu não contei nada para você né mas falei assim ó faz seguinte Observe bem esse quadro aqui Qualquer dia vou pedi para você fazer alguma coisa semelhante tá bom aí antes depois você passa na Avenida genel Carneiro faz sinal com o carro para mim Aí encosta e ele vai você me dá essa a no porque esse mestre Roberto Ele coleciona corujas então quando eu fiquei sabendo disso o quadro já foi para o Carro
e foi assim que foi feito é tem mais uma ali à direita lá é mais uma e você falou que nem a terzinha de Jesus Gomes né Teresinha de Jesus Gomes foi a minha professora lá no Getúlio e de repente ela pediu para um aluno fazer essa coruja aqui também e d para mim ó ol ó má ela que mandou em pedra ele fez né e e deu para mim é esses alunos maravilhosos Getúlio Vargas né quanta coisa boa tem lá para contar né então aí eu quero que você fale também um pouco Daquilo que
vocês fizeram no Júlio lá né Eh por exemplo eu lembro de você fazendo parte de uma banda que banda era essa banda nós éramos dos grupos Você Roberto a gente sabia que você tinha o grupo de teatro que foi o seu grupo de estudos nós eh muito tempo depois nós fizemos o CD O Bicho sem pé nem cabeça o primeiro CD musical patrocinado pela lei de incentivo à cultura de Sorocaba você sab eu acho que ele eu tenho ele aí ainda Com certeza você tem ã e essa lei de incentiva a cultura não sei se
o Roberto sabe se vocês sabem mas quem retirou da mesa do prefeito do prefeito Amari na época eh Foi o Gabriel bitencur e nós artistas de Sorocaba fizemos toda uma campanha fizemos cartazes à mão com colagem e tal até a link ser publicada o primeiro edital da link o primeiro edital você diz que quem eh eu entendi o que você falou assim do Gabriel quem o Gabriel como Vereador na Época Ele retirou eh da mesa do prefeito que estava engavetada Ah entendi por um estava engavetada por Um item eu não lembro qual era o item
que não permitia tava parado o projeto láe fez caminhar aí ele fez caminhar E aí nós temos até hoje a lei de incentivo a cultura de sorocab no primeiro edital eh a gente imaginava Quando eu digo a gente eu Marcelo marra um ótimo um grande que está no cd também discípulo de Roberto Marcelo marra e Elisete a esposa do do eu lembrei disso por causa do Marcelo e da Elizete que faziam parte como estudantes do Getúlio Vargas do projeto do Roberto de teatro que a gente eh observava esse trabalho sendo feito né no teatro do
Getúlio Vagas e quando eu falo a gente a gente da tal música que a gente gostava muito Roberto falou da Sonata e o meu melhor amigo de quinta oitava série eh se chamava e eu digo isso com tristeza e arrepiado novamente porque Era o meu melhor amigo e eu digo era porque ele faleceu há do anos atrás eh aquela doença incurável e tal eh mas muito amigo e ele que me levou ao à música ele tinha uma sonata também que era mono para quem não sabe o que é isso tinha eh a caixa era a
tampa do toca-discos Então tinha o toca-disco a tampa a tampa era a caixa você retirava a tampa colocava do lado e ali saiu o som o altofalante um altofalante estava ali e ele me levou a música e a banda Que a gente que eu e ele mais gostávamos era o Yes E aí o Yes eu levei pro meu irmão Paulo ele Paulo levou pro meu filho arian e o meu filho arian levou para todos os amigos dele nós ouvimos e agora alicea neta filha dele do arian ouve Yes gosta de Yes de MPB e tal
e a o yeses influenciou e quem é o seu amigo meu amigo José Cláudio Confort Silvestre grande Engenheiro e que também gostava muito de desenho e ele desenhava muito a Diferença entre eu e ele é que ele desenhava olhando as coisas e desenhava muito bem tinha uma técnica de grafite muito boa e a o meu desenho ele já nasceu influenciado pelo professor de Filosofia e grande Art plástico Sorocabano Aloísio Vieira tá e o meu desenho influenciado pelo alísio e pelo Joarez Machado que a gente via na TV no programa fantástico fazendo uma integração de desenho
com o Teatro mímico né Então tudo isso foi entrelaçado o José Cláudio eh me levou à música e ao desenho só que eu falei isso para vocês por quê porque eh nós no Getúlio Vargas éramos conhecidos como grupo dos músicos embora o único músico mesmo eh tenha sido o José luí módulo Engenheiro professor de física e músico que foi da do grupo Catavento e além de ser um músico e um engenheiro um professor de Física incrível continua sendo muito amigo e essa Roberto é uma característica bem interessante do nosso grupo do Getúlio e do Estadão
que são duas escolas para quem conhece Sorocaba duas escolas geminadas praticamente e eh eu posso falar que o músico do Estadão é o cdmo Fausto Cardoso cdmo que é músico Maestro gente da do piano do coral da composição e aí então no Getúlio nós éramos conhecidos como o grupo da música e esta banda a gente Formou uma banda de três elementos eu na bateria Eu gostava de violão tocava violão mas eu tocava bateria o módulo tocava guitarra e o Anderson que acho que foi a primeira e única vez que ele tocou contra baixo nesse espetáculo
que foi no teatro do Getúlio Vargas eh módulo já tinha essa eh verve de engenheiro que ele tinha um eh gravador de rolo como não havia toda essa aparelhagem possível de ser comprada na época porque só havia coisa importada e Era muito caro e tal ele usava esse gravador de rolo para distorcer a guitarra e por quê distorcer a guitarra porque o Steve ho no yes né o guitarrista do Black Sabá do Led zeplin Jimmy peage todos tinham guitarra distorcida então a gente também ia fazer um som eh com distorção e essa apresentação era uma
apresentação instrumental porque não tinha quem cantasse né E e aí então lá pelas tantas a gente tocando e tará o módulo para Essa Engenhoca do gravador de rolo ele pôs um plug aqui um plug lá e era um fios finos com aquele PL com aquele fio mais grosso vindo da guitarra e passou um esparadrapo em tudo isso para prender os fios Ah beleza o som ia bem ia bem não sei quanto tempo durou isso não foi muito né Para alegria de todos os espectadores mas quando o Zé luí foi fazer o solo final levantou a
guitarra e os fios se desfizeram e o som Zerou Zerou eu na Bateria continuei tocando Olhei pro Anderson ele continuou dum dum dum dum fazendo as duas notas do baixo e o e a apresentação terminou eu em pé tocando a bateria jogando a as baquetas pro alto e batendo nos pratos com a mão e no Getúlio Vargas para quem estudou naquela época e o Roberto Evaldo o Marin eles conheciam Dona Mara uma figura fantástica que tomava conta da gente no pá nos corredores e tal e eu então desço do palco a gente desce do palco
e eu Ouço a Dona Mara no meio do Corredor do teatro ela eu Ador o baterista e a minha carreira de baterista terminou aí ah olha aqui o exatamente nesse ano de 1974 eh eu fui aluno na verdade seguinte quando eu estudei no Estadão ele não dava aula para mim Malis veira então é exatamente minha classe não ia ter aula com ele então quando um professor faltava eu ia até a sala dele para assistir aula dele Ele me liberou E aí ele me deu esse Cartão nesse ano mesmo levanta um pouquinho só mais a lá
esse daí e depois este aqui um presente de casamento olha só e esse é bem simbólico do trabalho do Aluísio Vieira que é ele usava eh no trabalho dele todo o desenho da Madeira o desenho ele se apropriava do desenho original da madeira para criar os seus cristos né Eh e teve uma fase dele que também a nossa senhora apareceu no trabalho dele o trabalho fundamental era o Cristo mas em alguma época apareceu eh Nossa Senhora também no trabalho dele e falar de Aluísio Vieira não apenas por conta da influência que eu tive do desenho
dele mas ância dele até hoje e da figura de um pai de um grande amigo meu chamado Mário Mafi o meu amigo o pai dele Lourival mafei e a mãe maé mafei grande segura grandes figuras e incentivadores da arte depois de muito tempo eu descobri que a mesma coisa que aconteceu comigo na área de artes Visuais Ele me levou conheceu Atel do saian Zezé Correia Teresa Faria eh que depois eu trabalhei com a Teresa em 1983 que é uma outra história mas o Lourival eh foi que me levou a primeira exposição que eu conheci como
exposição de arte visual que foi a exposição do Aloísio Vieira no centro da cidade não sei exatamente qual o local mas aí eu me encantei Fiquei apaixonado e meu desenho Influenciado até hoje pelo desenho dele eh e Lourival mafei fiquei sabendo um tempo depois ou muito tempo depois o Paulo Bette contando a história dele e o Paulo Bette iniciou a carreira dele ou o pensamento dele para o teatro e para a arte também pelo Lourival ma Fei que o Lourival ma feio o levava apresentações de teatro em São Paulo e e assim nasceu o Paulo
Bet artista assim como nasceu o Beto artista professor de arte muito bom então e aquela época tinha mais algumas Pessoas que ajudavam muito Werner né também e a esposa também berner Werner que eu vim conhecer depois porque quando o o Roberto conheceu o quadro da Coruja tem uma série de trabalhos que aconteceram lá na galeria lançar em São Paulo na rua urussui e o maior trabalho que ficava e ele até era muito grande e pesado ele ficava eh sustentado por um cavalete e ele ficava bem na entrada da exposição na ACM Associação Cristã de moços
na Rua da Penha já com aquele já o prédio já eh existindo eh porque o Beto é da época do e terrenão de terra com uma construção no fundo da CM na Rua da Penha mas aí já havia o prédio e havia Então essa exposição lá e o Werner incentivador da arte de Sorocaba foi quem comprou o meu primeiro quadro Olha tá vendo só como as histórias se cruzam né e elas se cruzam tanto que eu já fazia eh artes visuais que na época se chamava Artes plásticas na FAAP eh e eu morava num apartamento
abaixo do Armando bogos grande Armando bogos né e nos comentávamos ali na rua Maria Antônia Claro a rua do mackenzi e havia um bar na esquina onde a gente almoçava e em frente eh a uma lanchonete vamos dizer que fosse o Bobs tipo Bobs agora eu tô esquecendo o nome mas era bem semelhante a a isso e eu com aquela qualidade de Mexer em dinheiro que eu tenho até hoje eu tenho uma habilidade financeira Inacreditável eu peguei o dinheiro porque você imagina 1978 né Eh Peguei aquele dinheiro e coloquei na minha bolsa que naquela época
você comprava uma bolsa de couro os artistas né Eh os ripongo da época porque ripis nós nunca fomos mas enfim a gente comprava a bolsa de couro lavava a bolsa molhava a bolsa para deixar no sol e ela Ficar legal mais escura tal então eu já tinha essa bolsa coloquei a carteira com o bolo de dinheiro e que eu ganhei da venda do meu primeiro quadro tal tudo na bolsa e cheguei da FAAP da aula eh e fui ao invés de almoçar eu resolvi comer um lanche né A única coisa na saída desse lanche depois
do lanche que a única coisa que eu esqueci foi a bolsa a bolsa eh no banco que era um banco bonitinho assim que a gente sentava comi o lanche sair eh ei ei ei Você esqueceu a bolsa saí correndo para pegar a bolsa eu peguei a bolsa tinha tudo na bolsa até a carteira menos o dinheiro então assim começou a minha trajetória no mercado da arte e o Werner inconscientemente ele me ensinou uma coisa muito muito interessante e é tão interessante é óbvio que ela serve para mim e olha como que a pessoa é visionária
ela é tão visionária Werner esse cara Que e ele ficou muito chateado comigo oh como que ele ficou muito chateado comigo ele ficou chateado por eu ter sido classificado eh no festival de música de Sorocaba chamado canda tá esse festival e trouxe gente o língua de trapo por exemplo praticamente Lógico que ele nasceu em São Paulo e tal mas ele veio e ficou em terceiro lugar nesse festival Ciranda que ficou muito famoso e quem fosse classificado para o Festival ganhava uma gravação em fita cassete que Também muita gente já não sabe nem o que é
isso mas numa gravadora em São Paulo né E lá fomos nós gravar eh nessa gravadora que era uma gravadora importante e toda a gravação ia gerar essa fita chamada canda eh e fizemos a gravação eu tocando violão e lul Castilho e Carola nos vocais sopranos Carola Carola irmã de lul castil Amanda lé Maria Carolina Maria Carolina e l e eu tocando o violão e Naquela poesia da época que hoje eu entendo os meus alunos né embora eu fosse um pouquinho mais velho Mas vinha dessa trajetória que tudo que você escreve parece que o mundo está
acabando era uma coisa assim pesada né uma coisa assim e forte não depressiva mas uma coisa poderosa nessa coisa de que acho que não vai dar certo então a música se chamava os meninos de H hum os meninos de H Será que é porque o meu nome é Humberto com h e o meu nome Era Humberto sem h como todo italiano e tal não os meninos de H eram os meninos da bomba de hidrogênio Então essa música muita gente gostou e ela foi uma das eh premiadas com a gravação em São Paulo uhum hoje eu
tenho a fita mas exatamente no momento da gravação ainda sobrou o eh um pedaço da fita e ela foi colocada digitalizada já mas a fita eh você tinha que voltar a fita com uma caneta BIC né uma caneta esferográfica para você voltar E numa Dessas voltas a fita arrebentou né Eh mas enfim foi essa trajetória Mas explique Bet Por que que o Werner te ensinou E por que que ele ficou bravo com essa história e é verdadeiro o ensinamento Por Hoje existe uma mescla de linguagem né é a arte híbrida você faz eh um trabalho
um projeto uma realização que existe um hibridismo de seu un teatro como imagem slide projeções e tal mas Naquela época quando ele adquiriu o quadro ele adquiriu com uma visão de mercado esse cara ele vai ser famoso como um artista visual eh Beleza então vou comprar uma obra com o valor de mercado quando ele me viu apresentando uma música ou seja Ah esse cara ele é mais músico ele virou músico e não é mais artista visual ele ficou achando que havia uma eh contradição nisso e que depois com o passar do tempo e estamos aqui
hoje Inclusive falando eh que não há essa contradição mais mas ele me ensinou que existe um valor de mercado né E esse valor de mercado é uma coisa que eu nunca fui buscar não é nem o valor de mercado né o mercado eu nunca fui buscar porque você precisa de uma dedicação fantástica Aí talvez o Roberto ia perguntar mas Beto você descobriu isso com 20 anos com 22 anos por incrível que pareça não eu descobri visitando uma loja de tintas que um Amigo nosso estava participando de uma revista revista de Curitiba tá uma revista de
arte e ele nos convidou para o lançamento da revista e lá Ninguém me falou nada é eh só de só um artista Eram quatro um não estava presente eh e lá observando eles conversando eles falando sobre a produção sobre o trabalho eh eu vi que há que ter uma dedicação extrema como eu tenho vários amigos né Paulo delanina por exemplo né que não é parente da Sandra dela Nina mas é um grande artista concretista e tal eh e a dedicação dele é total ele acorda pensando e produzindo arte visual e d sonha com isso assim
como eu vi naqueles três artistas que estavam presentes naquela eh naquele lançamento e daquela revista e então é uma coisa que eh me leva e me consolida como um professor de arte mais do que um artista embora Roberto tenha me dado essa chance De falar de expressar que houve uma época em que eu pensava Qual é a importância que o meu trabalho de arte né que o meu desenho eh tem para a história da arte Qual é a importância Qual é o diferencial e dele para ter alguma importância na história eu pensava isso já não
penso mais por quê Porque tem uma importância essa importância está num acontecido ontem Por exemplo né Eh dessa dinâmica que é o fruto de todo esse trabalho de arte Educação de hibridismo de linguagem e tal eh um aluno trabalha comigo ele é não falando agressivamente mas ele é tão careca quanto eu ele foi meu aluno em 1986 um dos primeiros alunos uma das primeiras turmas do Colégio Universitário e hoje ele é coordenador adjunto de uma das unidades do colégio Meu amigo Marcelo Marcelo kilian e aí ele diz eu saindo do colégio descendo as escadas ele
beto beto do céu Eu tenho um amigo que ele é casado eh com uma ex-aluna sua da minha época o nome dela é Aline ela falou tanto de você ela falou das calças que você desenha eh você aplicando sua arte nas roupas você fez até eh um desenho para mim Eh se o você tinha até uma uma proposta de início do ano todo mundo quereria uma camiseta com o seu Desenho mas você só ia fazer para quem realmente trouxesse a camiseta e uma camiseta comprada nova Lisa e de preferência de uma cor clara para você
desenhar ela lembrou disso e ela oficialmente é uma aluna que começou Porque eu só eh só existia arte duas aulas no primeiro ano do ensino hoje ensino médio antigo colegial eh lá na Rua Miranda Azevedo e ela lembrava de tudo isso O que faz uma ligação profunda com a alguma importância que esse Trabalho tem eh e que vai de 1986 que ela foi 87 que ela foi aluna no primeiro ano até a aluna mais nova do oitavo ano do ano passado que depois eu ir com as minhas calças desenhadas e tal um dia ela disse
Beto a sua calça é provocadora então levante-se agora e mostre qu calça lá olha a ca dele ele desenha também na calça [Música] muito legal né já que um dos programas Mais lindos mais maravilhosos originais da TV brasileira que o Abu janra olhava para pedia pro entrevistado olhar para a câmera e falar pode falar o que você quiser afinal não tem ninguém assistindo mesmo o programa provocações do Abu então é uma assinatura né se a minha eh arte ela é provocadora Ela já serviu para aquilo que eu gostaria que ela servisse mesmo e porque ela
entra em outros universos e Se espalha para né para todo mundo que quiser né se espalha e essa integração essa conexão e olha que eu peguei aqui do lado dele aqui ó até a carteira dele já tá vendo essa carteira ganhada da filha Maira que é uma bailarina em Lisboa professora de balé se você perguntar para o meu filho arian e para minha filha Maira se eles são eh desenhistas eu tenho certeza que os dois vão falar que não são mas eles são dois desenhistas o Ariana USP Fazendo história margeava cada folha do caderno de
a anotações dele com microd desenhos né e a Maira no casamento do arian ela desenhou o vestido que ela foi ao casamento né eles vão dizer que não são que não são artistas e tal mas essa conexão que eu tava falando e essa é uma conexão familiar mas ela também é familiar com aquilo que eu tava contando do Marcelo que ele fala da Aline e e eu Roberto acho que eu estou fazendo algumas propagandas tipo Bobs e tal e a Gente não tá ganhando nada com isso por aí você vê que e o nosso compromisso
com dinheiro é uma coisa sensacional eu tô falando isso porque eu vou usar um nome e enfim isso curiosidades curiosidades com y no primeiro I eh ele vai contar para nós po Qual é esse projeto dele agora chamado curiosidades E como eu gosto de ser xereta então depois ele vai falar para nós o que que é isso daí eu vou eu vou Falar já sabe qual é o Projeto o projeto que tinha uma visão de ser por exemplo ah todo mundo entra no Teatro do SESC que é um lugar mágico pras coisas da arte do
esporte das atividades em geral mas na arte é uma coisa Espetacular o espaço do SESI e as atividades mas então vamos pensar que todo mundo entrou no Teatro do Sesi do SESC ou do SESI e ali eles vão ver Beto cu solo né mostrando Curiosidades como essa doc que Lian ontem ele acaba de me falar toda essa relação eh dos desenhos que eu fazia na roupa e tal que a Aline trouxe eh pra nossa Vista pro nosso coração e eu sempre saio daquela unidade e vou almoçar no restaurante da outra unidade Mas como agora estou
fazendo uma dieta né de legumes cozidos com uma proteína eu falei eu vou fazer uma experiência né pela primeira vez eu sei que lá é quilo pela primeira vez eu vou visitar o kilo Da padaria real né Eh e foi o que eu fiz Estacionei meu automóvel no estacionamento eh e subi né subo pego toda uma linha fico extasiado porque é uma comida sensacional é visual a de cozinha tava lá orientando aí toda a primeira mesa eram os legumes e tal o prato já tava imenso Aí tinha uma tilápia tá o fantas coloquei e tô
com o prato na mão já mirado no peso na moça que ia pesar o prato quando vem uma moça Voando pula em cima de Tive que colocar o prato ao lado da balança abraça e Beto e começa a chorar Lógico que arrepia novamente ela fica muito emocionada mas o mais interessante de tudo é que a moça da pesagem ela pega um guardanapo para que eu dê pra Aline que a gente tinha acabado de falar para ela secar as lágrimas e a moça do c fica estasi com aquela situação e e Graças a Deus não tinha
mais ninguém na Fila e vai aí eu falo Aline você tá com quem aqui porque ela é casada com o amigo do Marcelo e tal mas ela está com o patrão da empresa que ela trabalha e em Itu que ela me falou naquela hora trabalho em ituu e eu tô com o meu patrão almoçando aqui depois a gente vai voltar pro trabalho e nossa é isso Que delícia professor né Professor E como tá tudo envolvido tudo entrelaçado né o Pedagogia do afeto né Aquilo que é tanto falado né Eh em cada começo de ano Eh
vamos eh trazer as pessoas nossos alunos vamos fazer uma acolhida né Vamos fazer uma essa acolhida ela é cotidiana muito importante ela é importantíssima e ela é sempre sempre porque a gente nós eu mais 30 numa sala uma hora vai ser um outra hora vai ser outro a outra tá ali um apresenta um detalhe e e a gente vai acrescentando né e e parece não é um nunca é um Fechamento a gente Nunca Termina absolutamente nada a gente vai acrescentando eh essa história de uma conexão extrema que vai de você estar num lugar e falar
de uma pessoa de 1987 e sair do local ir a um lugar que você nunca foi e não iria e fazer esse contato encontrar e aí vem as redes sociais e me deu vontade de falar de Ruben Alves que tem um dado interessantíssimo eu em off havia falado para Roberto Eh que a gente tá nessa constante e ele me apresentando elementos eh tecnológicos falando dos filhos da relação e desses elementos tecnológicos que a gente tá usando Eh e me lembrei de agora de Ruben Alves que falava que nós os mestres os professores éramos como Carvalhos
né uma árvore que a gente planta semente Mas jamais iria ver os frutos e eu falava pro Roberto que a nós estamos vivos Roberto e nós Estamos vendo né nas redes sociais e sentindo porque é esse o arrepiar-se o arrepiar-se constante né de saber aonde ele está aonde ela está os doutores os artistas Eh toda essa engrenagem que muitas vezes ela essa palavra é dita como uma coisa eh do moderno e contemporâneo agressivo mas que é uma engrenagem conectiva né É E isso você Relembrando Getúlio O que foi o Getúlio para vocês né era uma
relação afetiva tão afetiva e a que a educação à Distância não vai possibilitar não não vai possibilitar endeu é diferente são é boa boa é importante mas não igual não e jamais vai porque nós somos Tato também né a gente toca e hoje tá sendo até proibido tocar né Conforme você toca você tem um problema a mais né isso par e infelizmente Porque isso é uma coisa inacreditável Então vai da forma do toque energia do toque intenção do toque mas o toque é necessário é o abraço e o abraço virtual É virtual virtu ele não
existe real e Roberto eh tão importante quanto a arte na minha vida eh eu falei da importância de acordar né e ser um eh eterno no trabalho e tal que eu acho Fantástico e ten uns amigos incríveis que são assim e tal mas D do outro jeito que eu digo que eu sou um artista publicitário que eu preciso do tema né paraa coisa acontecer mas é verdade que Eu durmo pensando e acordo pensando naquilo que eu vou fazer na minha sala de aula no no meu dia aí a diferença fantástica de você ter uma certa
idade é que você não fica preocupado com isso né a nossa premissa desse discurso desse bate-papo que a gente tá fazendo hoje é que seja e que será e que é uma coisa divertida né E divertida é uma coisa de duas versões né sim Rober e Beto Roberto que deveria ser beto beto Beto Roberto que deveria ser Beto que o meu irmão grande Dudu é José Roberto e ele é Dudu e eu que sou Umberto sou o Beto e nesse entrelace todo né Tem a minha passagem pelo e vem da apresentação que o Roberto fez
eu saio do que antes era só Explanada com o meu carro Ultra famoso O meu hoje é um Classique 2013 né mas antes era o Fiesta 98 sem pintura você tinha que entrar pelo vidro do passageiro uma coisa maravilhosa que Durou anos e quando eu publiquei a foto no Instagram eu o Classic Preto 2013 com laço quando eu comprei né né também houve gente chorando em palavras Beto que você fez com o nosso Fiesta porque era um patrimônio né e e eu passando com o meu Fiesta pelo shopping havia o tribeca ou tribeca com um
mega Outdoor na Frente DJ Beto Curi já havia internet né E eu dou mas exagerada quando eu conto PR os meus Alunos mas eu falo que cheguei em casa e o pessoal começou a ligar virou DJ Beto né porque o Curi Era exatamente cu R Y né Beto Curi e na mesma semana houve uma palestra para a juventude da Educação do município de Sorocaba e o pessoal passava na rua Betão fiz a inscrição pra sua palestra eu palestra mas que palestra aí que eu vi eh per da padaria o cartaz né Secretaria da Educação do
município de Sorocaba palestrante Inicial Beto Curi aí não na mesma semana aí eu dei um Google dei um Google e descobri que eu meu sobrinho que mora na Austrália e mais seis somos betok Curi no Brasil né o Dj o baterista esse que foi secretário do não sei o que da Cultura em Brasília que a foi vereador enfim 78 Beto Curi e na minha carteira de identidade agora tem um traço seis porque a segunda via isso aconteceu em 2003 e aí fui a delegacia para fazer uma Segunda via do meu RG porque minha assinatura no
RG era José Humberto Curi quase como uma letra do Padilha né do grupo escolar Antônio Padilha uma letra eh de criança José Humberto ca eu falei ah e antes que o Roberto tem a coruja feita a bico de pena tal se ele olhar em algum canto tem um Beto mas o b era o símbolo OM om yoga do yoga né o símbolo do som Universal da Paz eu modificava que ele parece um três né Eu puxava um pouco a Perna era um B tinha aquela bolinha aquele e o e ao contrário T betor end tá
beleza 2003 tá fui assinar e o 13 a gente eu já tinha descoberto que era um b o 13 do eu ter nascido em Curitiba e só ter ficado 45 dias na cidade nasci num 13 de Maio e o o 13 é o número da loucura o número da da arte o 13 é ficou B puxado tu então se você der um Google B tu você só vai encontrar dois uma mulher em Portugal e eu de Portugal fora Nossa a fora a nossa grande amiga e professora Bet Bet Olha você acabou me fazer lembrar na
hora que se falou da lulet da daquele grande projeto que tinha em Sorocaba aqui né que era o Terra rasgada Terra rasgada Então porque eh aquela obra que tinha sido feita lá em papel conta para mim um pouquinho só ou para nós né Um pouquinho só sobre Esse período aí inclusive que era na Casa da Cultura que antigamente era o fórum e que está lá largado não S as traças mas todos os bichos chuvas e sol e etc caindo e os artistas fazem alguma manifestação né naqueles tapumes naquela escadaria eh e o Sesc em Sorocaba
ainda era tenda piano era maisou Men 1995 terminou 1991 92 trouxe a ideia eh Sebastião o gerente de operações o Gerente Geral do SESC de Sorocaba naquela época obviamente que a gente ficou conhecendo quando ele trouxe essa ideia Manuel Ribeiro Rodrigues era o gerente da oficina cultural grande hotelo que era a antiga Casa da Cultura e que era o antigo fórum né eh Ele apoiou essa ideia para termos um lugar né que não fosse a tenda do Sesi do SESC eh então o local foi a oficina cultural Grande Hotel e a ideia que Gerou uma
ebulição entre os artistas de todas as linguagens do teatro da música da dança e das artes visuais e a proposta era linda demais que era o artista ou o grupo de artistas sorocabanos ou da região de Sorocaba que falasse que a obra expressasse O que era Sorocaba o que era Sorocaba para esse artista o que era Sorocaba para esse grupo E aí a logística da Secretaria do Estado de Educação da época e o Sesc a logística do SESC deram todo o apoio e Para esse evento que o Sesc costuma no Sesc costuma durar apenas um
ano Mas a relação com a sociedade a relação com as escolas de levar os alunos para ver as apresentações e as apresentações eh começava de manhã terminava à noite e era a primeira vez que Sorocaba havia instalações artísticas né espaços ocupados que depois você chamou eh site especific né o lugar específico da arte é de novo arrepia porque artistas foram conhecidos jovens Artistas foram conhecidos lá eh quadra companhia de dança dois homens duas mulheres de Votorantim que faziam um trabalho com a periferia e hoje não são mais crianças não estão mais por aqui mas eh
aquelas crianças hoje são do Parque da Autonomia em Votorantim que dão aulas gratuitas para a população eh enfim todo esse tudo aquilo que a gente vem falando desde o começo desse bate-papo esse Entrelaçamento tal acontece e aconteceu não em um ano não apenas um ano Mas durante quatro anos eh nesses moldes aí lógico vai enfraquecendo porque entram outras características e tal mas aquela característica inicial da fusão dos artistas da dos artistas um colaborar com o trabalho do outro um participar do trabalho do outro e a ideia já veio assim porque não era apenas o artista
se expressar falando da sua cidade Mas Momentos de reflexão sobre o produto sobre arte em geral então Eh Lu quando você fala de lulet Castilho lulet Castilho como todos os outros artistas ela participou mas teve um uma um encontro fundamental porque o trabalho dela eh no Terra rasgada e vem vindo até hoje assim ele se baseava em rolinhos de jornal rolinhos de jornal rolinhos de jornal que ela fazia os rolinhos à mão e esse rolinho ela aprendeu Nós aprendemos Eu e ela aprendemos com tio Júnior Deocleciano bertazi Júnior por acaso primo direto de cadmo Fausto
né nosso maestro do nosso maestro cadmo Júnior pedagogo professor de Educação Física trabalhador brincante com crianças meu praticamente irmão ensinou uma vez ensinou uma vez a fazer o rolinho de jornal para criar peças de volume e tal eu me interessei só aquele momento e a lulet começou a usar aquilo como Material de trabalho e na conversa que eu e Roberto tivemos antes aparece realmente um dos trabalhos mais incríveis porque o outro trabalho que veio depois Apesar Deles ter ocupado as três paredes do chão que ficava no primeiro andar até o teto né com placas de
papelão e rolinhos de jornal fazendo personagens eh históricos e tal mas o trabalho de maior impacto foi a grande esfera ESA o grande Globo né que pegava vamos dizer aquele Cubo espacial que era a entrada depois que você subia a escadaria e Você entrava por aquele Portal da oficina cultural grande hotelo era só o globo ocupando aquele espaço inteiro temos foto dos filhos colando ajudando a colar papel de seda sobre aquela estrutura feita de rolinhos de jornal né e bonequinhos de jornal que ficavam entre o papel de seda e a estrutura de arrepiar e tal
de arrepiar E aí uma Coisa que o Roberto não sabe último dia de Exposição e eu intuí que lé tinha uma ideia e a lulet é diferente de mim que eu disse que eu sou um artista publicitário que precisa do tema ela é uma artista do útero né é uma artista viceral né e tinha uma coisa da família da doença do pai alguma coisa assim da doença da mãe uma coisa que tava num incômodo tal e aquela esfera onde as pessoas Entravam no Globo Então tinha a parte externa e a parte interna com uma música
tocando né que era uma coisa muito muito emocionante ela vira para mim ainda dentro do da esfera ela fala eu leva o arian e a Maira comprar pastel e tinha uma pastelaria do outro lado da Praça freio Baraúna né Então tá aqui a oficina a na Rua Cesário Mota sim Cesar mota e a Pastelaria lá e o arian era vidrado naquela época em pastel o cara só comia Pastel leva eles comprar pastel e a Maira micro e o arian um pouco maior né o arian já compreendia um pouco mais e a Maira mas os dois
eram levados à bienais de São Paulo projeto de arte na oficina dos Metalúrgicos Márcia má nascendo teatro da oficina nascendo e eram aquelas performances e tal e a Maira tinha um certo trauma dessa coa se joga no chão se vira e tal embora hoje ela até dê aula de dança contemporânea embora a Coisa dela seja a dança clássica o balé clássico a Royal Academy of Dance of e tal enfim essa tem essa característica Mas levei os dois comprar pastel quando a gente atravessa a rua os dois de mão dadas e eles comendo o pastel a
Maira Olha porque era aquela praticamente aquela única luz lá no centro da oficina cultural ela começa a ver o globo balançando papai o que está acontecendo com o trabalho da mãe né aí a proposta era Eh cada um vai levar um pedaço da obra cada um vai levar para casa paraa sua casa nos vários bairros de Sorocaba ou cidades da região e tal no dia seguinte quando a gente foi para pegar restos ali do trabalho do que a gente tinha feito e tal tinha uma única caçamba lá na frente e a gente olhando na caçamba
era pouca coisa do trabalho que tinha sobrado na caçamba Realmente cada um levou um pedaço da obra e de alguma forma isso talvez para encerrar e Jamais encerrando a questão do projeto Terra rasgada importantíssimo na cidade de Sorocaba Talvez isso tenha certinho Nossa ao trabalho do ano seguinte que foi qual eu peguei 12 cadeiras de madeira barata que eu encontrei numa loja de de coisas de madeira e tal eh porque sempre o custo do meu trabalho a ideia era ser o mínimo custo possível mínimo custo e foi muito barato foram Aquelas 12 cadeiras E aí
prar você de madeira para eu poder pintar ao melhor estilo impressionista com tracejados né 11 cadeiras nas três cores de Sorocaba Preto amarelo e vermelho e uma em tons de azul que na minha ideia aquela cadeira era o Rio Sorocaba e as outras 11 bairros da cidade E aí fo no dia da inauguração da exposição inaugurou aquele ano do projeto Terra Rasgada Eu só fiquei no prédio com o Rio e espalhei cadeiras por todos os bairros de Sorocaba entendi a ideia era a pessoa vê a cadeira Ah pega a cadeira põe no porta-malas do carro
leva e vai usar eu uso a cadeira na minha casa até hoje porque a minha cadeira é a cadeira do rio mas ela pode ter certeza que 11 11 cadeiras vivem nos Espaços espaos sorocabanos então agora Beto para nós terminarmos à vontade de continuar né mas Eh você vai tocar alguma música para nós né certo então acho dá para você ficar aí mesmo quer afastar a cadeira Daí você pode fala pode fale da onde nasce tudo isso você vai falar ah Beto mas você já falou lá dos meninos de H daquele festival Ciranda e tal
naquela época Beto Curi não sabia absolutamente de nada né interior Sorocaba e tal e eh nunca me faltou nada aquela família que sempre me apoiou fiz um ano de Arquitetura Pass se de ano em arquitetura mas havia tantos artistas naquela turma que eu falei não não é isso eu quero ser o que esses meninos e essas meninas já fazem né E e aí então 78 FAAP e de lá para cá Roberto Que bênção que coisa interessante eh nunca procurei emprego interessantíssimo isso [Música] eh e eu falava da onde vem essa coisa de Professor que o
Professor Horácio blazek do universitário né do universitário depois do cursinho Horácio onde onde Horácio blazek tirou que eu ia ser o professor de arte do colégio dele e dos amigos dele de São Paulo né que o Colégio Universitário nasceu do cursinho universitário que era na Rua 7 de Setembro né 5 anos depois abre o colégio 1984 final de 83 ele me convida Depois de alguns anos que eu me toquei que o Horácio é de alguma forma parente da Teresa que eu trabalhava em 83 o meu primeiro ano da escola proarte né ensinando desenho pintura eh
e eu da onde vem essa coisa lembrei-me que quando eu comecei na FAAP o primeiro semestre claro eu tive as aulas no segundo semestre você podia ser professor auxiliar de algum professor se ele te aceitasse aí eu fui muito bem na plástica um e o professor Antônio Celso sparapan a literatura sempre andando Junto né Eu até usei numa letra que eu não Vou tocar na música hoje que é ele tinha um trabalho aonde ele escrevia o texto que era eh para fazer parte do meu exército basta não vestir meu uniforme meu Deus isso Antônio celsus
parapan além dele ser o professor né mas como um professor universitário daquela época e o cara um artista estatal ele tinha uma certa dificuldade para falar como era feito o Trabalho que ele queria naquele semestre então ele dava aula e citava os livros e tal terminada a aula fazia uma fila para Beto Curi para ele desmembrar o que que é esse trabalho essa imagem essa cor cor em si eh alto contraste e tal Ah beleza e aí do segundo semestre até o sexto e último semestre eh eu fui Professor auxiliar de algum professor e terminei
sendo professor auxiliar da grande Regina Silveira Graças viva e com aquela cabeça Uma artista eh fantástica onde fomos visitá-la ver palestras no farol Santander por exemplo e em 1982 que eu iria fazer então as pedagógicas depois para terminar em 84 no final de 82 ela Beto vou fazer um painel no aeroporto de Toronto você não quer ser meu meu assistente E a minha resposta fantástica foi Regina Me desculpe mas eu vou casar e aí se eu tivesse ido arian não Existiria Maira não existiria E era uma outra história vamos vamos contar uma outra história que
seria uma outra história e tudo isso eh para dizer da coisa musical que é intuitiva para mim ela é uma coisa intuitiva eu não tenho um certo orgulho eu fico muito feliz do arian ou da gente ter podido dar a ele a possibilidade dele aprender teclado sim depois piano ele sabe ler partitura sabe escrever ele sabe música então ele fala pai nesse acorde que você Fez cabe uma diminuta antes como se eu fosse ter alguma ideia do que fosse ou do que é uma diminuta Mas enfim para mostrar que aquela música que eu faço é
algo eh intuitivo e essa que eu vou e que eu quero desejo mostrar para vocês eh Tio Júnior estava presente ele conhece nada mais nada menos do que uma menina que vem de Santo André e vai fazer um trabalho no Parque da Biquinha junto com outra atriz Sorocabana que a gente já conhecia e elas em dupla esse Duo vai fazer uma apresentação no Parque da Biquinha chamado a partir de um livro né né é Olá tem gente aí era o título então aí eu fiz a música que a gente entra era eu Júnior no teclado
e mais um menino na percussão e a gente vai tocando a música e depois outra vai improvisando músicas enquanto começa no portão do parque e atravessa e volta até chegar no portão e a música é feita nasce Então acho que dá para você aí mesmo puxo um pouquinho mais [Música] aqui quando você quiser no curto espaço que H entre o travesseiro e a nossa cabeça toda a história de alguém que é diferente vai interessar O interessante é saber a diferença que há entre o bom estado e a doença no Jogo Sério dessa vida vale mais
um engraçado do que 10 que querem Ser o espetáculo quando um átomo vai em buscar de um outro diferente é isso que distrai o coração da gente quando o mundo entender que o mundo todo é o poder vai ver que o mundo várias coisas vai sentir e o sentimento vai ter a cara do mundo o mundo fe um só segundo ou lá tem gente aí Tem sim no curto espaço que a entre o travesseiro e a nossa [Música] cabeça toda a história de alguém que é Diferente vai interessar O interessante é saber a diferença que
há entre o bom estado e a doença no Jogo Sério dessa vida vale mais um engraçado do que que querem ser o espetáculo quando um átomo vai em buscar de um outro diferente é isso que distrai o coração da gente quando o mundo entender que o mundo todo é o poder vai ver que o mundo várias coisas vai sentir e o sentimento vai terar a cara Do mundo mundo feito em um só segundo Olá tem gente aí Tem sim que maravilha que delícia Beto muito obrigado por essa sua presença aqui posso fazer uma para você
ai meu Deus você vai me deixar muito emocionado já estou emocionado Imagine que Mas lógico que pode e ó observem que o violão dele também é dele a pintura too o desenho Olha que coisa mais linda em tudo ele coloca a presença dele Roberto fez uma colocação desta Imagem aqui que naquela história que que tá aqui dentro dessas histórias eh de alguma importância que isso possa ter paraa história da arte para a arte eh esse já é um trabalho que eu identifiquei como o trabalho que eu tenho para oferecer que os alunos me mandam alguns
trabalhos de outros artistas eh que trabalham com traços escuros traços pretos e tal mas nunca é exatamente assim e a questão dos olhos Na imagem é uma questão que a gente vai reproduzindo por consequência tá E essa música que eu vou fazer para Roberto Samuel Sanchez É porque tem a ver com argumento é o fruto de um curso de argumentações que a gente fez em São Paulo e a gente tinha que apresentar alo artístico a maioria apresentou cartazes e tal e eu tinha uma coisa na cabeça que tinha que ser uma música aí fazia em
dó que eu só sei o nome das posições né dó R aí o violão ficava do lado da cama e Aí o meu argumento não é tão forte assim Enquanto o mundo todo fala de dor eu ainda insisto em falar de amor eu descrevo a sua Palma enquanto encontro a minha alma e conto um conto sobre o ponto de cristal a sua letra escrita lápis me chama atenção apenas com perguntas vamos ter evolução para qu Porque será que você Não me entende Será que é tão difícil entender a língua dessa gente língua de trapo língua
de gato língua de vigotski língua de S língua presa línguagem do coração para que Porque será que você não me entende Será que é tão difícil entender a língua dessa gente língua de trapo língua de gato língua de vigotsky língua de sogra língua presa línguagem do coração para por para por para ter por ganha perde perde ganha ganha perde Perde ganha perde ganha ganha perde ganha ganha viva muito obrigado Beto muito obrigado viu Deus abenç você t uma quanto outra é você ah meu Deus do céu muito obrigado por tudo viu esse carinho todo seu
tá muito obrigado que Deus abençoe você gratidão eterna por por você ter me dado a possibilidade de ter par partilhado né sala de aula com você e continuar partilhando na vida e Nesses momentos tão maravilhosos aqui nesse espaço de casa mesmo né e saibam que logo Beto vai publicar também um livro porque ele está escrevendo crônicas quase todo dia se não é que é todo dia mesmo e são crônicas muito bonitas do dia a dia dele ele entra dentro do ônibus sai uma crônica começa a Caminhar pela cidade sai outra crônica Então logo vocês vão
ter mais um livro A respeito e quando esse mestre eh lá no início né ele falou ah eu Declame com ele uma coisa eh ele declamou ele tem o mesmo espírito e processo criativo que o meu ele ouviu o que eu ia produzir lá no espaço eh do sará e ele rapidamente no mesmo instante construiu um texto maravilhoso chamado as palavras por isso que nós somos irmãos e quando ele citou Deus o abençoe deu nos Deus nos abençoi ele tem nos abençoado muito um beijo obrigado querido e obrigado a vocês que nos Acompanham nessas narrativas
de histórias tão bonitas né tão significativas e desse contexto maravilhoso que a nossa cidade chamada Sorocaba né quanta gente boa na parte de da arte em geral né e literatura poesia né que entra as músicas e dança e de tudo né as pinturas quanta gente boa aqui em sor que é o reflexo da arte contemporânea porque o contemporâneo é o que estamos vivendo e ainda bem que estamos vivendo e dessas Pessoas que vão embora exatamente estos e se espalham pelo mundo né então muito obrigado e até a próxima Eu que agradeço