desistir de ser professora. Apareceu uma influenciadora para mim falando que ela desistiu da profissão dela. Ela estudou para ser professora.
Ela, eu acho que ela trabalhou, não viu o vídeo inteiro, vou ver com vocês. Trabalhou como professora e se não gostou da área e decidiu sair. Vamos ver aqui o que que aconteceu.
Bora lá. Olá, meninos e meninas. Hum.
Hoje estamos aqui, galera. Eu achei legal esse vídeo, além da gente conversar sobre desistir da nossa profissão que a gente tanto estudou, vamos conversar sobre isso, mas também falar sobre professor, porque eu fui professora, gente. Eu deixei de ser professora primeiro porque eu comecei a trabalhar aqui com a internet, isso já faz anos.
Eh, começou a dar muito certo, eu tenho muito prazer nisso. E também eu tenho minha loja online, Niale. Então, a gente trabalha aqui com internet, com vendas online e acabou tomando mais conta da minha vida, acabou que eu saí também da área e eu também tive expectativas e desilusões.
Então, acho o vídeo bem interessante pra gente conversar sobre isso, do porqu largou a profissão dela. E o vídeo é bem curtinho, viu? Então, não esqueçam de se inscrever, apertar o sininho, dar like, dar like no canal.
Estamos aqui todos os dias de segunda a sexta-feira, gente. Dá uma força aqui. E gente, eu tô deve meses, então não esqueçam de me seguir no meu Instagram ou no meu TikTok ou nos dois, principalmente o Instagram, gente.
Lá eu vou mostrar para vocês o nascimento do Calebe, contar como tá sendo. Lá eu acabo contando mais do dia a dia. Então vai lá, me segue no Instagram, TikTok também e eu posto os cortes daqui.
Então vocês vão ver o que que eu tô postando aqui também no canal para ir acompanhando. Bora lá, sem enrolação, vamos pro vídeo. Tá aqui, gente.
Então, essa daqui é influenciadora, ela é a Camila Deus Dará, quem quiser seguir ela, dá uma força, tals. E ela fez esse vídeo de desabafo e o vídeo bombou. Quem quiser seguir, esse é o @ bora ver o que que ela falou, qual foi o desabafo dela.
Desisti de ser professora depois de uma semana trabalhando em uma escola estadual. E antes de tudo, eu quero deixar uma coisa bem clara. Eu não tenho nenhuma crítica ao pessoal da escola, o pessoal que trabalha na escola, professores, vice-diretora, coordenadores, eh o pessoal da limpeza, todo mundo.
Eu fui muito bem tratada, muito bem recebida. Essa semana que eu fiquei na escola, eu não tenho absolutamente nada para reclamar desse pessoal. O problema não são as pessoas que estão lá dentro tentando fazer o melhor possível, o problema é o sistema.
Eu entrei em uma sala com 48 alunos de 17 anos e só uma professora para controlar todo esse pessoal. 48. é simplesmente impossível.
Não dá para dar aula, não dá para organizar a sala, não dá para explicar conteúdo, não dá nem para pensar. Os alunos falam ao mesmo tempo, eles não ficam quietos, eles não querem fazer lição e você fica ali tentando controlar uma situação que já começou perdida. E não é falta de vontade do professor, tá?
Não é falta de esforço, porque a gente fica ali na frente, ó, tentando fazer um show ali, ó, tentando chamar a atenção do aluno, gritando, tentando fazer de tudo para aquela aula funcionar. É uma estrutura completamente absurda que joga o professor em uma sala super lotada e espera que aquilo ali funcione. E não funciona.
Eu chegava em casa completamente esgotada, com a cabeça doendo, tentando entender como que as pessoas conseguem trabalhar daquela forma durante anos, porque para mim foi um inferno. Tô sendo assim super sincera. E então, depois de uma semana eu desisti.
É óbvio que eu tenho a opção de desistir, né? Eu sou escritora, eu trabalho com isso há mais de 15 anos. Então eu escolhi desistir, percebi que eu não ia conseguir continuar ali e isso me deixou muito triste.
Continuar trabalhando na escola e afetar minha saúde mental e isso ia interferir no meu outro trabalho que é a escrita. E eu não estava disposta a abrir mão da escrita. Então eu desisti e isso me deixou muito triste.
E eu sempre admirei muitos professores, sempre achei uma profissão muito importante, necessária e bonita. E eu queria fazer parte disso também, mas eu percebi que ali não é questão de ensino, não é de sobrevivência, tá? E enquanto continuarem colocando quase 50 alunos dentro de uma sala para um único professor organizar, não vai funcionar.
Quem tá lá dentro tá fazendo o que pode, mas do jeito que tá é impossível. Putz, uma semana, cara. Uma semana.
Foi impactante. Foi impactante. Eu tô ligada do que ela tá falando.
Eu sei do que ela tá falando. Porque não foi um impacto para mim esse formato, porque eu já sabia do formato. Já de cara, quando eu entrei na faculdade, passou ali ao 2, 3 anos e eu precisava fazer estágio.
Então, no estágio você já consegue ter uma noção do que você vai enfrentar. Salas super lotadas. É um professor só para um monte de adolescente, mas o pior não é o adolescente, aí que vocês se enganam.
é o pré-adolescente. Ele tá numa fase muito complicada que eu vou explicar com calma aqui. Esse vídeo eu vou falar agora.
Vocês me aguentem que desse vídeo eu vou falar. E aí eu percebi já o que ia ser, que o que o que que que ia acabar enfrentando. E aí como eu já vim de um meio de professores, eh, professor concursado, professor de escola particular, tudo, minha família já mandou a letra, lute para passar no concurso público, porque você recebeu um pouco melhor, uma estabilidade melhor.
Então, ela tem esse impacto quando ela entra dentro da sala de aula do estado. Então eu acho que ela tá ali se formando e ela já pode dar algumas aulas, né? E ela entra dentro e ela vê como é que é o esquema.
E o sistema é assim, gente, o maior impacto de um professor é que não é um trabalho calmo, não. Você tá gente, pô, você é jovem, tudo bem, mas você quer ali um serviço organizado que você vai conseguir concretizar seu trabalho. Você estudou para isso.
Então você estudou, você chega lá com conteúdo, você vai ter que dar bronca em aluno, você vai ter que disciplinar aluno, você vai ter que ser firme, mas você vai realizar ali seu trabalho. É mesmo, um exemplo, a mesma coisa que um gerente. O gerente ele vai ter que chamar atenção de funcionário, ele vai ter que passar por umas situações chatas, mas no fim do dia ele tem ali suas atribuições que ele tem que cumprir.
Quando você é professor, dependendo da matéria, dependendo da escola, de como você tá entrando, onde você vai dar aula, é, você não consegue é completar suas atribuições. Você não consegue dar aula, gente. É sério, você não consegue, você dentro de uma sala, você fica dando bronca em aluno 40 minutos.
É, você começou, já levantou, bronca, você já levantou, aí o aluno, ele te responde, ele te xinga e aí você fica assim, pera aí, que trampo que é esse? Que trabalho que é esse que eu entrei? Eu vou ser xingado, eu vou ser xingado, eu vou ser desrespeitado?
Aí se diz assim: "Nossa, o professor ele trabalha meio período, tira duas férias". É lógico, porque se for trabalhar o período inteiro não aguenta, vai morrer, não. Não aguenta, porque aí você descobre que é você vai ficar ali lutando com os alunos para que eles te obedeçam.
Eles estão indisciplinados por conta do próprio sistema que permitiu a indisciplina, porque não acontece nada com eles quando eles te xingam. no máximo ali, uma bronca, uma suspensão da direção, logo ele volta porque é direito dele estudar, porque direito, na verdade não é direito, é obrigação. Aí acaba mantendo o aluno lá forçado, sem ele querer.
E aí ele começa a desrespeitar os profissionais e vendo que não acontece nada. Não acontece nada, mas nem repetidiano direito, gente, nem repetidiano. E aí começa a ter uma queda na educação, né?
Porque o professor ele não consegue dar aula e aí não tem aula e aí o aluno ele sai da escola como? Com um pouquinho de aula aqui, ali, dependendo da sala que ele entrar. se permitirem que o professor dê aula.
E aí o que que acontece, gente? E aí você descobre que é esse o sistema. E aí você começa a olhar, pera aí.
E aí você pensa assim, vai ficar 40 minutos ali dando bronca, dependendo da sala de aula, dependendo da escola, dependendo da sala. Tem que sempre deixar isso claro, que vai vir gente nos comentários dizer: "Como assim? Como assim?
Não é assim. Dependendo da sala de aula. " E aí o que que acontece?
Uma coisa que as pessoas não falam, que é uma coisa que eu senti na pele e ela deve ter sentido. Isso é extremamente exaustivo. Extremamente exaustivo entrar num trabalho e ficar brigando o dia inteiro.
Você começa a ficar exausto com isso. Exausto, mas muito exausto. Dependendo de como é a direção.
Se a direção não souber muito bem o que fazer com os alunos, devolve eles pra sala de aula depois de uma bronquinha e eles continuam com o mesmo comportamento. Ela só teve uma semana e ela então fala pouco sobre a indisciplina, ela fala mais sobre a superlotação, porque é algo que você tem contato imediato. Imediato.
É, ela ela, por exemplo, nessa semana ela não vai ter contato que que muitos ali, o problema da sala de aula é muito, mas muito aluno com problema familiar. Eu tinha aluno que eu olhei assim, gente, eu não tava acreditando. E detalhe, fora a questão do aluno que é perigoso, o aluno que ele já tá ali vinculado com a marginalidade, ele já ele acabou se perdendo junto com a família.
E detalhe, não é o aluno bagunceiro. Normalmente o aluno perigoso é o aluno quieto. Ele anda em grupo, você já percebe pela postura, pela forma de falar.
Ele é perigoso, ele faz já coisas erradas. O bagunceiro só torra seu saco quando mistura os dois. Aí você quer morrer.
Então gente, ainda tem isso, lidar com alunos que acabaram sendo marginal e que são obrigados a estar ali. Aluno não quer estar ali não. O aluno que ele já tá na marginalidade é muito duro.
E quando você vai ver a família você diz: "Misericórdia, mas o que que é isso? Onde é que eu tô? Tô na Lagoinha".
É bem assim, eu fui professora de uma escola que era considerada uma das mais uma das mais violentas de São Paulo. Quando eu entrei lá, eu olhei assim já no portão, cheio de tiro. Por quem me atirou na escola?
Tinha um aluno lá que o pai matou a mãe e apareceu até no jornal. Aquele menino era transtornadíssimo, era um menino assim novíssimo, tava na quarta série, mal era pré-adolescente ainda, ele era transtornadíssimo. E a escola ela ter que lidar com essa com essa situação com pouca ferramenta do que fazer quando o aluno ele entra num processo de queda, né?
E aí muitas começam a desistir. Tinha um professor lá que ele passou no concurso, gente, passou em concurso no eh dá pesado, entendeu? vai ganhar melhor, vai ter estabilidade.
Ele ficou um dia naquela escola, aquela escola que eu tava, ele ficou um dia, ele saiu pela porta, pediu exoneração, ele virou uma lenda lá. Ele virou uma lenda. Todo mundo comentava sobre ele.
Eu aguentei seis meses lá, mas eu chorava muito. Nossa, domingo, gente, eu já chorava. Já começava a entrar em depressão, porque eu sabia que na segunda tinha que ir para lá.
Ai, que sofrimento, que tenso, cara. Tô lembrando agora, agora veio a memória na minha cabeça. Am, antes da gente continuar comentando, vamos ver os comentários, né, gente?
Existem infinitos problemas, mas você teve expectativas muito altas e desistiu muito rápido. Uma semana é, muitos não desistem porque é o que tem, né, gente? É o salário, precisa se sustentar.
Então ela tem outra forma de sustento, porque é bem difícil. Eu tenho um sexto ano com 51 alunos, é desumano. Então o sexto ano é o pior.
É o pior, gente. O pessoal pensa que é adolescente, o pessoal pensa que é o terceiro médio, que é o primeiro médio, que é o segundo médio, as piores salas, que é adolescente e é uma fase difícil dos 15 anos. pros pais é nada, gente.
Eh, o o primeiro médio é terrível. O primeiro médio ele ainda tem comportamento de criança, mas o segundo médio, o terceiro normalmente são mais calmos. Eles querem saber de namorar, eles querem saber de sair da escola, eles querem saber de o que que tá rolando aí com as ele ele nem sala de aula costuma ser mais quieto.
Agora, um sexto ano, você quer morrer, minhas amigas. Você você não fala comigo porque é aquela pré-adolescência com uma energia sobrenatural e uma falta de de gente de tudo e pega a carteira, arremessa. Vou contar para vocês nessa escola que eu que eu falei que é que era considerada uma das mais violentas daqui de São Paulo, uma das, tá gente?
Não era o troféu dela, tá? Eh, teve um dia que eu consegui dar aula no sexto A. E aí o que que acontece?
Aí eu consegui dar aula. consegui dar aula naquele sexto a que era terribilíssimo. Era muito, muita bagunça misturado com alunos perigosos que já mexia com coisa errada.
Então você tinha que ter um jogo de cintura muito bom com o aluno, em qual você podia dar bronca, em qual você não podia levantar muito a voz, porque ele já logo começava a te ameaçar. Era bem assim. Eu lá com 25 anos, aí gente, eu consegui gente, gente, eu consegui, foram poucos, assim, foram poucos momentos que deu para dar aula, eles estavam mais calmos.
Dependendo do que acontecer, eles ficam mais calmos. E aí foi 40. 000 alunos dentro da sala, de repente, de repente acaba a luz.
Vocês sabem o que acontece numa sala de aula quando acaba a luz? Aí os alunos, o que que eles fizeram quando acabou a luz? Eles começaram a atacar carteira, eles jogam cadeira, eles jogam carteira.
Deus não quis que a carteira acertasse em mim. E assim, não era só aquela sala, todos de todas as salas começaram a arremessar carteiras. Ai, eu saindo de lá intacta, pensando mais um dia intacta, vou ter que voltar amanhã.
É, foi uma coisa muito específica dessa escola, porque quando eu fui pra outra já a coisa mudou, porque depende, né, o público, a direção, o sistema que tá acontecendo lá dentro. Tem direção que não não deixa a situação chegar nesse nível. Ela pega muito firme com o aluno.
E aí isso tudo que eu contei para vocês vinha por parte de sexto ano. Normalmente é sexto ano, gente. Normalmente não é o primeiro médio.
Tem o primeiro médio. Normalmente não é o terceiro médio, como a gente pensa, porque tem 15 anos. É o sexto ano.
Esse sexto aqui, ó, com 51 alunos. Olha, meu Deus, aquela fase deliciosa. Você fez a melhor escolha da sua vida.
Tenho 35 anos no magistério. Vou me aposentar agora. A educação está falida.
Escola cívico-militar. ajuda, falta, disciplina, respeito. Estudei minha vida toda com 50 alunos e todos respeitavam os professores e a escola.
Como eu disse, tem escola, né? Dizem que a escola militar, nunca fui na escola militar, nunca dei aula numa escola militar, mas dizem que a escola militar ela é muito, não importa quantos alunos tenham, não importa quantos tenham, vai ter disciplina. Aí eu já não sei como é que eles têm que lidar com a lei.
Então eu não sei o que que eles fazem para eles manterem. Quando o aluno sai da linha, o que que eles fazem? Entendeu?
Você foi para qual área? Eu vou desistir também. Cansei.
O sistema foi feito para dar errado. Não fica triste, não compensa. Tenho 26 anos de magistério.
Tomo antidepressivos e calmantes todos os dias, mas não tenho outra opção. Preciso de dinheiro. Você fez a escolha certa, pode acreditar.
Eu vou parar porque eu tô ficando deprimida. Mas não é assim para todos, gente. Depende também da escola pública, como é a direção, como é aplicado.
Muitas profissões a gente estuda e acaba não exercendo, porque aí na hora que a gente vai pro mercado de trabalho, a gente descobre que é um outro sistema e acaba se desiludindo. Não é só professor. E existem vários e vários empregos em que as pessoas estudam.
Eu já vi um exemplo aqui. Eu o exemplo que eu vou dar é o que eu vi a pessoa falando, né? Ah, eu vi um colega falando sobre contabilidade, estudou contabilidade e tudo, mas quando foi colocar na na na em prática a especialidade, o que ele estudou dentro de contabilidade, que é muito amplo, né?
Ele disse assim que era muito, mas muito maçante, que não, você não conseguia sair lá do, acho que do fórum que você tinha que resolver toda hora. E dis assim que o o órgão oficial eh que cuida disso também tinha pouca informação e você tinha que ficar caçando informação fiscal. Enfim, ele estudou, pensou que era uma coisa e não gostou.
Por isso que é muito importante o estágio. Por isso que é muito importante, antes de entrar mesmo na faculdade, você estudar e e você ir atrás de como é o campo real daquela profissão, porque o que mais tem é você aprender um monte de coisa na faculdade e não usar nada. campo dela, o campo de atuação, ser totalmente diferente do que você aprende na faculdade, mas completamente.
Gente, agora me conta o que que vocês acharam do relato dela, se vocês e partilham de experiências parecidas, se já aconteceu com vocês algo semelhante, me conta aqui que eu quero saber. Obrigado por terem assistido e beijo.