[Música] [Música] eu vou cumprimentar novamente porque eu não sei quem chegou depois Bom dia a todas e todos Eh agora nós seguimos com a segunda mesa sobre esse conjunto de reflexões acerca do cantar brasileiro eh aqui do Teatro Municipal eu só tô aqui vou me explicar um pouquinho eu vou ter que assumir a mesa a mediação da mesa que seria feita Pela rut que é a nossa gerente em na musicoteca né uma estudiosa do assunto mas que acordou com o conjuntivite Então essas coisas ninguém espera na vida né então tô a substituindo de uma forma
eh de hoje para hoje mesmo portanto eu vou pedir licença a vocês porque eu vou eu queria fazer um pouco da pesquisa que a pedi PR pedi pra Rute enviar um pouco da pesquisa que ela fez pra fala dela e a Rute me mandou a apresentação de cada um E também algumas questões para iniciar Abrir o debate né Essa Mesa trata do contador de diamantes como processo de criação e de Praxis né são Tod toas aquelas questões que envolvem a montagem desta versão desta ópera aqui no teatro municipal e para compor essa mesa nós chamamos
a ligiana costa que é musicólogo e dramaturgista e é dramaturgista desta ópera especificamente e que fez a versão em português para para que ela acontecesse na língua do português brasileiro vamos Chamar assim o ulice Bruno que é que é da faculdade musical do Espírito Santo Ele tem ele é ele é baixo barítono é isso ício ele tem 36 anos de carreira internacional e nacional nessa sua especialidade que nós vamos entender daqui a pouquinho quando ele começar a falar e qual E como foi essa sua experiência no contratador de diamantes e o maestro alessandre de São
Jorge que é na verdade o nosso Regente assistente Da orquestra né Sinfônica eh municipal do teatro aqui do nosso teatro e que é o maestro responsável pela ópera contratador de diamantes aqui no teatro municipal pela Regência e por toda a adequação conjunta da realização dessa ópera eu recebi um pedido de uma organização de fala que seria a seguinte a ligiana tem 20 minutos para falar e após Aiana quem vai falar e por último O maestro vai dizer todas as Desafios que ele teve que enfrentar inclusive com a Ligiana e com Lício para fazer com que
esse cantar seja entendido e seja fortemente musicado é esse é o momento da gente discutir na verdade todas as questões Claro referenciais teóricos trazidos aqui mas também os desafios que a prática não separada de uma reflexão teórica constante trouxe pra gente nessa montagem vamos lá ligiana a fala é sua boa Bom dia a todas e todos muito obrigada eh queria só comentar que antes tá muito Ruim meu microfone pessoal me fizeram uma pergunta desculpe Liana é a falta de educação mas é o seguinte vários Me perguntaram ten que falar agora tá sendo gravado essa essa
conversa e ela vai assim que é editada para o YouTube do Teatro Municipal tá bom muito obrigada desculpe novamente Alana então Eh queria agradecer antes de mais nada a presença de todo mundo aqui e comentar só que ontem antes da da estreia dessa ópera eu Passei pela casa do Mário de Andrade por acaso estava passando de carro por lá parei o carro e desci para ir pedir bença porque realmente a gente vê e viu agora né nessa primeira mesa como a presença dessa figura é constante assim e como realmente para mim o maior intelectual brasileiro
assim desde sempre e sempre será assim impressionante o legado e como a provocação dele é contínua né assim é como se ele tivesse sempre entre nós Assim então é muito emocionante para mim assim ainda mais ter visto aquela foto e a gente tá aqui nesse mesmo espaço assim realmente eu nem sabia que tinha acontecido nesse mesmo salão nobre o congresso da língua Nacional cantada eh bom eu preparei uma fala vou vou um pouco ler e improvisar ao mesmo tempo a função do dramaturgista da dramaturgista no meu caso se desenvolve a partir do incômodo não existe
a possibilidade de provocar o encenador A encenadora de um Espetáculo para o qual se cumpre essa função sem que haja um ou mais pontos de grande incômodo que norteiem o trabalho do dramaturg ismo para que eh partamos da mesma página como dizem os americanos É sempre bom pontuar que a função do dramaturgista eh e gosto de fazer uso da definição da Ana Pais que tá aqui eh uma portuguesa excelente com que tem um livro sobre eh que se chama o discurso da cumplicidade ela fala a dramaturgia ela usa dramaturgia e não dramaturg ismo No Brasil
a gente usa dramaturg ismo né Eh então vou dizer aqui o dramaturg ismo é invisível porque é uma prática é uma ard Fair é um conjunto de procedimentos técnicos que por sua natureza se manifesta em ações levadas a cabo no interior do processo de criação diluindo-se na efemeridade do produto final é desses procedimentos técnicos que eu gostaria de falar aqui hoje procedimentos que servem eh para aplacar alguns incômodos que muitas vezes eh uma Obra nos provoca relacionados ao contexto histórico no qual surgiram em questões estéticas éticas e até políticas O Resgate de uma ópera e
Mais especificamente ainda de uma ópera brasileira é motivo de celebração E especialmente para alguém que como é o meu caso tem na filologia musical a primeira porta de entrada para a musicologia minha formação eh eu sou tenho uma graduação em música e mestrado em filologia musical em obras da Renascência idade média e depois doutorado em musicologia especial em ópera Barroca ã o contratador dos Diamantes que esse teatro acabou convencionando chamar de contratador de diamantes eh de Francisco mononi e com libreto de gerolomo botoni foi um caso interessante não somente de resgate mas mais que isso
um caso de reescrita como bem comentou agora a pouco a Maria Alice Volp em especial da da orquestração o editor O Maestro Roberto Duarte não propõe n na edição encomendada pela Academia Brasileira de música a edição que estamos usando aqui nessa montagem uma edição crítica nos moldes acadêmicos mais uma edição dirigida à Praxis a execução não vou me dedicar aqui ao processo filológico dessa edição aos problemas com os testemunhos fragmentários pois não participei desse trabalho específico mas relato apenas que foi necessário por parte do editor Um trabalho de reescrita orquestral que envolve um grau interessante
de criação de escritura musical em si go gosto de ver Atividade musicológico dialogante a mesma cumplicidade aliás afirmada por Ana Pais entre dramaturgista e encenador pode também existir entre autores do passado e Acadêmicos do presente foi com esse olhar que abri pela primeira vez a partitura dessa ópera assim que o encenador William Pereira me convidou Para colaborar com ele nessa remontagem Lembrando que no ano passado essa ópera foi apresentada no festival Amazonas de ópera ã pela primeira vez que essa é uma coprodução entre o f festival Amazon de Opera realizado em Manaus e este teatro
eu não atuei como dramaturgista na montagem do ano passado o que configura para mim um desafio ainda maior visto que as decisões Gerais já haviam sido tomadas mas o fator cumplicidade com o Diretor com quem eu já tinha trabalhado e que é meu querido amigo jogou a favor do nosso time eh e também uma complicidade muito importante com a instituição e com os cantores envolvidos nessa produção eh voltando ao primeiro momento em que analisei a partitura eh me lembro de ter escrito em meu caderninho de notas número um Ah não desculpa isso daí não não
pode passar pra frente desculpa a língua eh volto rapidamente aí você pode Voltar ali atrás na Gênesis daquele desse libreto de forma bastante esquemática já foi repassado aqui pela professora Flávia Tony mas só pra gente relembrar que esse libreto nasce então de uma peça teatral e ainda antes disso de um conto do autor regionalista curioso das histórias transmitidas oralmente nos rincões do Brasil mas também pelos sons e gestos das danças populares o som da língua portuguesa falada no Brasil era então sem dúvida um Ponto importante da criação de Arinos assim como será para môi tema
como a gente acabou de ver o o canto em brasileiro defendido por ele anos depois da estreia dessa Ópera no congresso da língua nacional cantada de 37 Tais caracter eh Tais certezas porém não seriam suficientes para que me parecesse interessante uma versão da Ópera em português mas corroborava para isso a versão original da Ópera tinha tem aliás dois trechos cantados em Português a Congada e a canção de trabalho chama cinco canção de trabalho Gavião de penacho escrita ou arranjada enfim existe existe uma pequena polêmica sobre eh a origem dessa dessa canção por Francisco Braga como
música incidental para a versão teatral de 1919 e reaproveitada por mone na Ópera no terceiro ato tem até uma pequena citação que eu trouxe que é da pode passar pra frente aí eh de uma citação da da Imprensa que diz que exatamente Gavião de penacho transcrita na íntegra eh e em seguida uma rápida descrição enfim ele ele o esse jornalista fala que ela foi transcrita da peça na íntegra né pelo pelo mone curiosamente aliás tal menção do a Francisco Braga ou alguma tradição oral como eh não aparece na edição da Academia Brasileira de música enfim
mas também eh não foi a presença desses dois trechos em português que me fizeram vislumbrar imaginar Cotinha macho e Felisberto cantando em português foi na realidade uma análise da przód das Linhas vocais me parecia inicialmente isso aconteceu de forma totalmente instintiva que Moni filho de italiano sim mas nascido no Brasil tivesse escrito a música Pensando em português deixarei esses detalhes ao Maestro sorge que bravamente aceitou não sem um choque e Ódio inicial da minha pessoa que eu tentasse uma versão português com um tempo apertado para o Início dos ensaios com a cumplicidade posterior do maestro
eh do diretor William Pereira e da diretora desse teatro and Andrea Caruso fomos atrás da cumplicidade e parceria do couro na figura da maestra Érica hendrikson e dos solistas num primeiro momento contei com o auxílio de Dante pignataro dos bolsistas de dramaturg ismo que estão aqui comigo da essa casa eh mas foi com os dois maestros e com os solistas a partir de uma experimentação Prática do canto Mas também da cena e do drama que as palavras foram se agarrando à música sempre tenho que voltar a monteverde patrono do canto lírico mais patrono da minha
existência nessa terra Ah porque é dele a na verdade através do irmão dele jullio que eh existe a frase que permeará a história do canto lírico a a a frase é a seguinte a palavra é Senhora da Melodia se a palavra sempre vem antes da criação melódica o desafio de uma versão A partir de uma partitura já composta é ainda mais delicado pois eh Porque deve também tentar respeitar não somente a prosódia musical mas também estar atenta a cada afeto e a cada intenção de Patos pensado pelo eh pelo compositor gostaria de mostrar então a
alguns exemplos do trabalho realizado nessa versificação que podem ser tema eh do nosso debate posterior eh e aí eu trouxe algumas par alguns trechos da partitura como vocês podem ver aqui eh Nessa parte nessa nesse pequeno exemplo houve uma tentativa de que o português cantado remetesse a um português um pouco mais antigo Talvez um português culto antigo eh do que o nosso português coloquial ã tendo claramente o limite que eu tive Quem viu a ópera ontem eh que eu tive de de agir dentro obviamente dessas linhas melódicas já escritas né Eh E também como a
a Juliana trouxe uma tentativa também de que a posição social fosse Também delineada através da própria do próprio canto né ã e eu queria só depois depois vou mostrar um a um assim alguns detalhes que a gente teve que realizar especialmente eu e o maestro juntos assim apagar algumas notas colocar algumas pausas aonde não tinha efetivamente mas deixa só continuar por aqui no meu no meu fluxo a referência às Fontes aos autores né ao texto no sentido filológico do termo faz parte da Da formação musicológico de estudo eh da academia e o dramaturg ismo é
uma das pontes possíveis para isso como bem afirma o grande musicólogo e filólogo Philip gosset numa citação que eu usei eh no texto que assino junto com o William Pereira no programa de sala ele fala assim o mundo do teatro não é um lugar onde se se presta reverência a uma partitura escrita mas sim um lugar onde se encontram cantores reais se Apresentando com músicos de Orquestra reais plateias que TM trens e ônibus para pegar administradores que devem vigiar tanto caixa quanto o produto artístico gerações sucessivas de críticos cada uma das quais invoca uma era
de ouro passada mas Não aprecia a sua própria Esse é o mundo do teatro e os musicólogos que realmente amam a ópera não gostariam que fosse de outra forma termina aqui a citação do gosset eh Voltando às inquietações ah ah eu Queria só mostrar um pouco antes de voltar as minhas inquietações então mostrar rapidamente aqui algumas alguns trechinhos como vocês podem podem ver e o s Jor vai comentar logo daqui a pouco ali tem notas apagadas e infelizmente a gente não teve acesso a a ao projeto aberto dessa partitura então eu tive que trabalhar de
uma forma um pouco precarizada mas deu certo no fim das contas porque a gente trabalhou em cima do próprio PDF e da música né então Alguns momentos para poder funcionar a pró a gente teve que apagar notas esse aqui é o início da Ópera sonhei com flores pode pode passar pra frente h aqui Ah sim esse é um trecho interessante porque o segundo ato que se abre com uma com uma cena de igreja eh curiosamente por algum motivo ou conversa de elevadora eu não sei quem me passou informação que o couro já sabia de cor
eh esse trecho e eu confesso que eu sofri muito porque eu falei bom então Vamos deixar em italiano né n não foi isso Ju eh eu falei vamos deixar em italiano o o a parte da igreja vamos assumir que o padre dessa igreja é italiano e ensinou todo mundo a cantar em italiano só que curiosamente era o trecho mais sincopado da Ópera do couro assim e era fora fora a Congada lógico eh e era muito triste para mim ver eu fui no ensaio deles eles estavam cantando em italiano me deu uma dor enorme no coração
e eu pedi pra maestra Assim realmente já tinha avançado bastante o processo aí eu pedi o microfone e falei gente por favor Será que se eu em dois dias fizer uma versão em português desse desse couro da igreja vocês topam reaprender e a maestra tava assim já tipo não ninguém vai topar e eles toparam então assim realmente foi muita cumplicidade Foi incrível porque vê eu depois a gente eu tenho até uma um trecho para mostrar e como eu não trouxe e gravação do cor eu vou pedir pra Ju Cantarolar comigo aqui não brincadeira eu cantarolo
não eu cantarolo aqui brincadeira que eu ia ter gravado Mas enfim porque é realmente um trecho que é super brasileiro assim era uma pena que ficasse em italiano aqui era quase uma distorção dentro desse processo deixa eu ver que mais que eu trouxe eh esse aqui é o vestime de vestime pode passar pra frente Gabriel Ah o mestre Vicente que foi um grande motivo de grandíssimo orgulho da minha parte porque é a Primeira versão que eu faço apesar de ser também compositor e lidar com as palavras de forma muito natural na minha vida assim mas
esse foi um trecho Talvez um dos mais difíceis porque ele é rimado e a rima ela era fundamental aqui é uma área que funciona num num modelo eh um pouco rossiniano e a gente vai ouvir depois aqui quando sor de falar então nem vou mostrar mas fiquei muito orgulhosa de ter conseguido chegar na na rima certa eu acho que que deu muito Certo enfim alguns exemplos que a gente vai ouvir daqui a pouco então só para eh eh vocês darem uma olhadinha bom Voltando às inquietações que uma análise Inicial dessa ópera libreto e música me
eh me causaram e que precisavam do meu ponto de vista serem resolvidas para que fizesse sentido levar esse contratador ao palco em 1900 1900 não em 2024 ano que estamos eh está a figura do nosso protagonista Felisberto Caldeira Bran de fato existiu Aliás vou trazer vou até trazer uma uma anedota porque no dia geral eu trouxe uma tia minha que nunca tinha ido à ópera na vida e ela falou assim mas é Caldeira é Caldeira brante Engraçado eu tenho uma amiga que chama Brant e na hora ela mandou mensagem você qual é seu sobrenome inteiro
mesmo ela falou Caldeira Brant Aí ela falou você conhece Felisberto Caldeira bran ela falou era meu tataravô curiosamente Então realmente Estão por aí os eh Os descendentes né então felizberto Caldeira Bran de fato o contratador de diamantes em questão eh de fato existiu na primeira metade do século XVII foi um dos homens mais ricos da então colônia Brasil eh chegou a e Ganhou muito dinheiro entre entre Goiás e e a atual Diamantina na época o Tijuco o Tijuco assim como no libreto da Ópera a cidade o povo do Tijuco o apoiava em seus questionamentos em
relação aos impostos pagos a a coroa a peripécia Dramática que dá origem ao nó dessa ação usando aqui os termos aristotélicos o roubo da Caixa forte local com suspeita de ter envolvimento do próprio contratador de fato ocorreu eh e de fato foi o motivo para sua prisão e posterior extradição para Portugal da nossa ópera Ele termina numa fronteira que a gente não entende bem que Fronteira é mas eh ele na na na realidade foi extraditado eh fiz mais felizberto e nem mesmo seus descendentes diretos nunca Foi manifestadamente abolicionista como o libreto deixa entender de alguma
forma e nem lutou por um Brasil Independente de Portugal sua luta Foi sim pela independência do Tijuco e seus propósitos eram essencialmente ligados a questões fiscais Aliás mais do que isso o libreto nos faz ler em Felisberto um verdadeiro Líder não somente da população local mas também dos escravizados Como podemos observar nessa passagem que eu trouxe Aqui no primeiro ato e Felisberto canta Camacho Olhe bem para mim tu não sabes a influência que eu tenho sobre essa massa de escravos e que eu posso despertar num grito a revolta Camacho neste coração meu coração firme tenho
a prova do amor de toda a minha gente então não temo nada meu segundo ponto então anotado em meu caderninho de anotações dramatúrgicas foi Oi pode passar não iremos condecorar felizberto Caldeira E essa era a minha inquietação não podemos dar mais condecorações esta figura e aqui se inicia nesse processo de criação e de preparação do que eu chamei de paratextos eh Uma nova fase da da problemática dessa ópera e esses paratextos que eu fiquei usando esse termo que a gente usa na filologia São textos nesse caso meu liter ou não muitas vezes até mesmo rítmicos
e que fariam parte dessa montagem como Textos críticos cênicos como é o caso do monólogo que abre a ópera escrito para o personagem do mestre Vicente mas não é qualquer mestre Vicente mestre Vicente é um personagem que é um professor de de retórica E latim eh típico né dessas dessas óperas que tem esse essa figura que é uma espécie de professor Rossini sempre tem essa figura enfim eh mas não é volto não é não é qualquer mestre Vicente esse monólogo eu escrevi para esse cantor em específico mar Oliveira nesse monólogo eh existe a tentativa a
tentativa era de colocar na boca de um personagem interpretado aqui por um cantor negro de excelentes capacidades cênicas o incômodo a dúvida sobre a validade desse dessa figura enquanto herói mas sem chegar exatamente a conclusões abrindo para o questionamento e tá aqui um pedacinho do monólogo que eu escrevi para pro Mestre Vicente eh quem quem não viu a ópera vai ver mas Dou um pequeno spoiler Mas um pouco mais na frente pode passar pra frente ele fala ele se se identifica né ele fala que ele é eh filho de uma escravizada eu até fiz uma
brincadeira com o livro defeito de cor ele brinca né o meu defeito de cor eh e lá na frente ele ele vai trazer pode um pouco aqui ó ele fala a Afonso Arina centrada na figura de singular de Felisberto caldeir brante quase um pré Inconfidente alçado segundo Arinos a condição de revolucionário em Busca de um Brasil livre de Portugal quando bem sabemos que seus interesses na vida real eram mais terrenos que utópicos mais individuais que coletivos mais financeiros que libertários então ele já deixa uma pulga atrás da orelha do público né ã esse monólogo eh
que a gente que que tá na boca então do do mestre Vicente é antecedido de uma canção de Chico bor em homenagem a Flávia Ton de certa forma Chico Bororó para quem não sabe é O pseudônimo que min escolheu para si para cantar para compor canções populares machist etc exatamente como fez por exemplo Guerra Peixe que chegou a ter três ótimos pseudônimos para compor músicas populares Bob Morel cé Rocha fazer chico Bororó é não só uma homenagem ao Chico Bororó né a essa figura que mone é cria mas também era uma Evocação sonora importante de
Um percurso melódico que sem dúvida se relaciona diretamente com essa ópera eu Trouxe eu trouxe aqui para vocês e a moda a a melodia que a gente ouve no palco aqui do Teatro Municipal que é a sertaneja do Chico Bororó e eu queria que vocês ouvissem aqui Claro não é o mar que tá cantando mas pode ir pra frente por favor pode [Música] [Música] [Música] an Noi o céu é mana deor PR [Música] gente minha [Música] saudade na realidade eu queria comentar era era isso que eu queria cantar Olá Porque infelizmente eu não gravei mas
no no segundo ato como é que a gente começa o couro vesme toda é praticamente a mesma melodia Isso foi uma coincidência mas não né Eu acho que Maro de Andrade me botou na cabeça regana coloca Sertaneja porque é basicamente a mesma melodia e quem for ouvir a ópera vai perceber ou seja se relaciona completamente o Chico Bororó e o Francisco monei quase sem querer querendo né então ele abre o Chico Bororó e segundo ato abre com essa melodia que é ves agora de branco e era essa que era a melodia super sincopada e muito
brasileira que tava Iano que me parecia estranho bom Mestre Vicente se torna então não apenas o comentador da trama mas um personagem que por sua própria natureza de mestre de retórica eh que ele mesmo diz no segundo ato eu vejo tudo eh um personagem com um pé naqueles personagens capazes de costurar toda uma Trama dramatúrgica daqueles que passam pelos diversos grupos sociais como acontece em diversas outras óperas mestre Vicente esse mestre Vicente do mar do mar Oliveira serve aos nobres mas Conhece quem são os seus eh como com eh com eles com os seus ele
toca percussão no Minueto ao salão ao Nobre ao no salão nobre ao lado a presença da Percussão do tambor em si no caso do atabaque é uma eh é nessa nessa concepção mais um par texto Então o a os o toque percussivo também na na minha concepção dramaturg Issa É também um paratexto né não literário mas sonoro uma camada Extra que significa muito o mestre Vicente que recita o vídeo mas também Nessa nossa versão evoca Castro Alves porque aqui a veros semelhança temporal importa menos e o que nos parecia importante era ter um personagem em
cena que pudesse do passado provocar o presente ou do presente chacoalhar o nosso olhar pro passado gostaria então de finalizar eh essa pequena fala citando o crítico indiano ROM baba que abre eh os nossos horizontes eh da da dos estudos de cultura e ele fala o seguinte o trabalho fronteiriço de Cultura exige o encontro com o novo que não seja parte do contínuo do passado e do presente ele cria uma ideia do novo como ato insurgente da tradução cultural essa arte não apenas toma o passado como causa social ou precedente estético ela renova o passado
reconfigurando com eh como um entrelugar contingente que que inova e interrompe a atuação do presente muito obrigada nós temos muita coisa para continuar conversando né agora temos Vamos passar a palavra para Lício né que vai dar continuidade essa essa reflexão no lugar importante que ele ocupa nessa história toda vamos lá alí obrigado boa tarde a todos eh tivemos uma primeira mesa eh rica em informações conteúdo e também eh questionamentos né porque a academia ela se ela vive do do eterno questionar e det eterno buscar respostas para novas perguntas novas teses novas propostas Novos teoremas né
novos corolários né e eu fico muito feliz de de ter eh ouvido participado dessa mesa como ouvinte aprendi muito e acho que tanto na parte acadêmica quanto na nossa Praxis né que a gente tá tratando aqui nesse nesse segundo eh nessa segunda mesa eh Há que se chegar a um denominador comum é sempre importante perceber como eh essa ideia caleidoscópica ou de um mosaico que vai se formando na medida em que a gente vai progredindo e isso no Trabalho acadêmico acontece de maneira muito muito Evidente mas aqui no nosso trabalho prático isso também acaba acontecendo
e eh eu eu diria que também por uma questão de sinergia e de afinidade nós conseguimos encontrar um denominador comum né Em cada trabalho e nesse trabalho encontramos eh eh através de uma relação não só de Simpatia mas no sentido de Simpatia no sentido vibracional né Afinal de contas nós trabalhamos com Harmonia trabalhamos com Som que nada mais é do que vibração então encontramos essa essa simpatia vibracional né na relação com a ligiana com os as pessoas que a colaboraram com esse processo eh de de versão né pro português e no maestre São Jorge também
eh recebendo acatando algumas sugestões ligiana também eh mas lembrando sempre que esse trabalho foi um trabalho de grande esforço feito também em tempo Praticamente em tempo record né eu recebi essa informação de que nós faríamos a ópera em português H um pouco mais de um mês do início dos ensaios cerca de um mês do início dos ensaios e evidentemente já se trabalhava ligiana já tava trabalhando nisso há algum tempo mas foi com um misto de surpresa e de muita alegria que eu recebi essa informação por quê Porque para um intérprete Brasileiro né interpretando um personagem
brasileiro de um Compositor brasileiro ainda que de origem italiana me parecia muito mais interessante que a gente pudesse 100 anos depois da da primeira apresentação da Ópera aqui em italiano poder poder trazer ao público eh uma versão e uma visão Renovada né Afinal de contas a arte Ela também tem essa essa liberdade né de renovar renovar sempre evidentemente com muita responsabilidade sabendo que nos cabe uma cota de responsabilidade muito grande no sentido Do que cobe a mesa anterior eu diria que no nosso trabalho de composição como intérprete não só meu como dos meus colegas eu
enxergo eh todas essas pinceladas ligadas à linguística à sociologia à fonética a acústica e acrescidas ainda a questão da da dicção da pronúncia da fonética no no do dos da da da maneira de falar e da maneira culta ou inculta né ou Popular né E nós nos servimos de tudo isso e precisamos Eh com uma boa dose de inteligência e Audácia eu diria tentar compor da melhor maneira possível um personagem eh eu gostaria de aproveitar um pouquinho a fala da Carolina quando ela fala que quando estamos dentro de um teatro de ópera do grande palco
nós precisamos nos preocupar com o ouvido do com o ouvinte com o entendimento do ouvinte a respeito daquilo que a gente tá trazendo E no caso como dois trilhos de um trem nós temos o som e a palavra No outro trilho e nós temos que compor isso né um trem não anda em cima de um único trilho tem tem monotrilho hoje em dia mas na Vamos pensar na Vamos pensar naquela época né Eh o trem precisa dos dois trilhos para funcionar como base como boa base eu sempre ensino assim também pros meus alunos e isso
também foi levado em conta no meu processo de abordagem do Felisberto Caldeira pensando também um pouco num personagem culto num personagem Nobre e Num personagem que ao mesmo tempo flertava com esse povo e com esses escravos então queria trazer para vocês algumas observações em relação primeiro ao que me encanta nesse processo de versionamento e nessa praxes que a gente viveu e tá vivendo aqui no teatro que eu acho que é uma coisa histórica tá eu gostaria de de saudar a todos em especial também a a como foi feito pela Maria Alice tão bem feito e
também pela ligiana saudar a figura do maestro Roberto Duarte Meu Amigo pessoal eu faço música Hoje graças a a ter conhecido o maestro Roberto Duarte porque eu estudava engenharia na PUC e fui cantar no coral da PUC e o maestro era o maestro Roberto Duarte foi meu meu primeiro Maestro e graças a ele eu entendi que era isso que eu tinha que fazer então eu Saúdo eu estive recentemente com o maestro conversamos um pouco sobre o contratador e sobre o trabalho dele ele que foi assistente do Maestro Francisco mioni foi colocado ele na verdade foi
alçado a figura de maestro pelo mone ele era um pianista eh colaborador e também um pianista com formação Mas a partir das aulas de Regência e de composição e contraponto na UFRJ o monei o alçou a figura de seu assistente seu Maestro assistente e por consequência ele fez uma grande carreira como Maestro E também como um grande pesquisador na área sobretudo de música Brasil com Carlos Gomes Vila Lobos e Também obras de mioni e de guerra peixe e outros autores então eu gostaria de de começar eh já já foi apresentado a vocês né interpreto o
Felisberto Caldeira nessa montagem e a gente precisa pensar sempre e a figura do Mário não não tem como a gente fugir da figura do Mário né então assim o critério de música brasileira para atualidade naquela época né Eu acho que ainda a gente ainda encontra ecos na nossa época para para pensar um pouco sobre essa frase do Mário Deve existir em relação à atualidade pensando na nossa atualidade eu queria que vocês refletissem sobre essa frase pensando no momento atual a atualidade brasileira se aplica aferradamente a nacionalizar a nossa manifestação coisa que pode ser feita e
está sendo sem nenhuma xenofobia nem imperialismo o critério histórico atual da música brasileira é o da manifestação musical que sendo feita por Brasileiro né somos todos brasileiros Nesse elenco eh ou indivíduo nacionalizado talvez fosse o caso do Maestro sint George de origem italiana mas plenamente incorporado as nossas raízes culturais e nacionais porque não dizer né reflete as características musicais da raça ensaio sobre a música brasileira um texto que estava nos anais do congresso eh me agrada muito pensar que e encontrar ainda muito da verdade do Mário eh estampada na Realidade Atual Nós brasileiros pensando no
Brasil pensando no público eh e fazendo uma ópera de caráter nacional que reflete um patriotismo que é muito mais dentro do nosso coração no não tem nada de político na minha visão do felizberto embora fosse uma relação de de entrave político com Portugal né e e muito mais por questões também creio eu relacionadas a ao imposto e a retirada das riquezas né dos Diamantes do ouro do Pau Brasil né realmente essa questão da De que é o que é uma colônia né mas enfim eh o nosso patriotismo relacionado principalmente às nossas culturas aos nossos valores
aos nossos aos nossos jeitos modos costumes né Eh e a nossa sociedade vamos seguir em frente por gentileza então Eh Quais as motivações para uma versão em português como eu vejo né Por ser essa obra de caráter nacionalista o canto em português evidentemente reforça a sua identidade eu acho que aí eu não preciso explicar Muito é autoexplicativo né Por ser igualmente uma obra sobre um período da nossa história ambientada no nosso país na Diamantina antigo Tijuco né e abordando a figura de Dom Felisberto Caldeira cantá-la em português contextualiza melhor essa história consolidando ao meu ver
sua dramatização também acho que é auto explicativo não preciso me ater a isso né vamos em frente a a utilização da nossa língua paraa veiculação de nossa Cultura Configura-se como uma forte ferramenta ID Ária o que reforça a continuidade de um projeto nascido e engendrado por músicos como Alberto neor muceno o próprio Mário de Andrade que era músico e musicólogo né Lembrando aqui a viola quebrada que tem essa identidade com o o regionalismo e a maneira de falar do caipira né ou do do homem inculto digamos assim né Eh Luciano Galê importante figura para esse
nosso trabalho né tive tive oportunidade de Fazer trabalhos em cima da figura do galei e da sua obra e sobretudo as suas harmonizações de canções de Cancioneiro Popular eh Vila Lobos Lourenço Fernandes e o próprio Francisco miones como a gente pode ver na fala na Fala da professora Flávia Tony eh que nos trouxe até uma autocrítica do mone a respeito do seu próprio processo inclusive no contrat em relação ao contratador vamos em frente eh ao escutarmos uma ópera que conta uma história do Brasil colônia Ouvir fonemas em outra língua pode gerar e certamente gera num
público eh desavisado ou num público que está aberto um estranhamento eh provocando um distanciamento eh um um possível distanciamento do do interesse pela história né a fala de um povo é porventura mais que a própria linguagem a melhor característica a mais íntima realidade senão de sua maneira de pensar pelo menos da sua maneira de expressão verbal aspectos da música Brasileira de Mário de Andrade numa versão de um livro 991 eh seguindo em frente um pouco mais eu gostaria para encerrar fazer uma apresentação de dois trechos do Felisberto Caldeira que me couberam eh interagir mais ativamente
com Liana e com esse processo de versão né né onde a gente primeiro consegue mantendo o ritmo que ou toda a rítmica que o mioni é a a a a divisão métrica que o monei eh realizou colocar o texto né e eu eu aproveito aqui da tip Ocore fica dai-me paz coração meu e as interessante ver que o assento e Eh cai Justamente na na na na coração meu com uma uma certa eh eh eh naturalidade a gente conseguiu encontrar esse apoio né que é feito foi feito pela ligiana e pela equipe né revelou-se o
mistério es velato mistero ou seja nós não precisamos aqui fazer nenhuma alteração significativa no contexto tanto rítmico quanto de eh digamos assim de ento de fruição dessa frase Eh a nível a nível a nível vocal de vocalidade né indo para uma segunda parte né ainda continuação dessa frase Eco lem Glória aqui a gente faz uma alteração uma sugestão minha de colocar jazem minhas glórias como um um um a palavra de jazem como uma coisa mais culta do Felisberto jazem minhas glórias como sombria Cruz num cemitério se come neree em cemitério isso seguiu ainda a original
só a única contribuição minha Digamos foi na palavra jazem eh como como a intenção de justamente pensar no cemitério né e alguma coisa que que está ali eh eh Adormecida ou amortecida vamos a ao último último momento e em que a gente vê o exemplo dois já no final em que ele faz verá espírito librato sulle tep fragranze d laure mattutine i a gente Versa da seguinte maneira o meu espírito liberto andará pelos Campos nas brisas matinais Aqui a gente tenta ser eh a gente tenta utilizar o texto em português para aproximar ao máximo do
entendimento do que é falado no italiano colul de Leon ou de Leon de Marina aqui não seria nas ondas do mar que quebrantam né o quebrantar das ondas que faz o barulho do rulo né mas a gente não encontra aqui uma maneira e digamos assim de de versionar que seja que onde a gente encontre uma palavra palavra pelo menos Nesse momento da dessa versão né porque versão eu acho que é uma coisa em aberto também toda a obra de arte é uma obra que pode ser eh passível de de de questionamento né e seguindo né
col rulo de Leon de Marine a svar su suato e com nas ondas do mar que quebrantam a svol sobrevoando as aplacadas né aplacando o o o o o Furor das ondas Marinhas como um país que finalmente encontra no seu povo na sua gente na sua cultura Essa é a ideia pelo menos do Personagem idealizado não necessariamente eh um uma pessoa totalmente boa até porque não existe né uma pessoa totalmente boa mas a minha intenção foi eh defender essa versão do monei a respeito Essa visão do Afonso Arinos e do monei a respeito do Felisberto
e né aplacando Eh essa Fúria né esse desejo de Fúria da colônia Portuguesa em relação à família Caldeira em relação à aquele povo do Tijuco e Eh evocando eh justamente aquilo que a ligiana há pouco falou um um sentimento patriótico autêntico verdadeiro ligado a um ideário que a gente poderia dizer que é um ideário também andrano né Mário tinha amor por essa terra e quando ele olha essa questão racial né E ele fala da questão racial ele não está se referindo a à raça ao africano ao índio e e ao português e ao ibérico ele
tá se referindo ao brasileiro né e eh evocando também essa ideia o Manuel Bandeira tem Aquele poema que ele fala da quando ele quando ele morre que que a que a irmã dele morre né e e ele diz que um anjo Moreno violento e bom veio ficar do lado dele né ele tenta é uma das cestas do Vila Lobos aonde ele fala aquele aquele anjo Brasileiro né que é a a a a o amálgama dessas raças Então eu acho que a intenção da gente na Praxis é é trazer para para um público atual né a
ópera e com cantores de hoje com maestros de hoje com pensadores de hoje eh Realizando um trabalho para o hoje e para o amanhã né Com base no passado agradeço a a a excelente explanação também da ligiana ao trabalho hercul que foi parabenizo a equipe a ligiana também ao Maestro por todo o o o a liderança tão tão querida tão acolhedora e Agradeço a vocês pela oportunidade obrigado bom gente agora é hora de ouvir o maestro então boa tarde a todos e assim eh Começou com o mar quebrando nas rochas né quando aana me falou
ah sabe estava pensando fazer em português aí eu xinguei ela em italiano porque a gente só fala em italiano eu falei nem pensar mas nem não existe em italiano primeiro já todo mundo estudou em italiano e o Italiano se canta melhor então tá E aí agora me me dei conta que efetivamente era uma operação que deveria ser feita eh deveria ser feita por muitos motivos vamos começar por por etapas sobre a Questão da unidade ehi foram falaras Coisas extraordinárias na primeira mesa e agora também e eu andei pensando em todo a minha experiência de onde
eu venho onde eu estudei e nos meus 35 anos de fosso começando começando neste teatro o meu primeiro fosso foi aqui como teste e no dia do meu aniversário de 1989 eu entrei à surpresa para fazer terceiro quarto ato de boem nunca tinha entrado num fosso na minha vida aí me Deram um contrato para ano seguinte etca etca da Mas enfim eh a ópera nasceu na Itália em fim de 1400 final do século XV isso eh e começou com a a a o símbolo digamos assim era recitar cantando que é um pouco ah aquilo que
depois se falou agora aqui é um pouco a gente traduz em italiano agora com la parola cantata A Palavra Cantada é esse que é que foi falado agora H pouco o Texto e ele que vai nortear aquilo que a música e vai vai escrever né então e realmente eh essa palavra cantada é uma coisa do qual eu estava conversando há não muito tempo com o meu primeiro professor de composição mas que foi ele com com com ele que eu tive as maiores trocas de ideias e informações sobre ópera sendo que ele se aposentou depois 40
anos de teatro alcala e por AC ele estava na estreia ontem e ele casou com uma Brasileira agora estamos sempre conversando sempre mais mas a nossa atividade maior de preparar os cantores atrás dessa palavra cantada então quando começou toda essa operação em português para fazer em português realmente aí comecei a pensar se a gente vai atrás da palavra cantada eh pelo texto pela história pelo contexto realmente o português dava e mostrou que deu um ganho em muitos lugares Eh sobre eh a a Flávia falou uma coisa muito interessante falando em dicotomia que é a primeira
coisa na qual eu pensei eh quando falei o que que eu vou dizer porque você sabe que eu não sou acadêmico eu sou um cara prático né Então a primeira vez que eu odiei a ligiana quando ela queria fazer em portuguesa a segunda vez quando ela me chamou para essa mesa né porque falei meu deus o que que eu vou falar agora Mas aí tem realmente uma coisa interessante tem aqueles primeiros exemplos isso eu coloquei dois podemos o guarniere pode ser aquele pode ser aquele então ahso [Música] tanta coisa dizer-te e não te disse ainda
e não te disse ainda uma a tua beleza bem [Música] Amado passar a outra só sim a próxima Já faz mais de três semanas que sair de lá vou me embora da cidade vou me embora já quem não sabe quanto sorir da minha dor não suporto essa tristeza que é do meu amor vou me embora da cidade vou me embora já não suporto essa saudade vou embora já vamos embora da cidade V embora já porque se não a língua portuguesa do meu ponto de vista para as Canções de câmara é perfeita e mas também porque
Eli vem um ponto sobre o qual Eu sempre pensei ligado a palavra cantada tudo depende de como você vai compor a música em cima do texto eh porque se você pega uma música como contratador que fui pensada como orquestração como linhas melódicas da orquestra falo de forma verista e depois na verdade o texto eh o texto não desculpe as linhas melódicas não são exatamente verista começa a ver Uma dicotomia ali porque se você escreve pensando em português escreve em italiano porque fui obrigado que estava na Itália e aí mas não domina por exemplo e depois
vou mostrar não domina tão bem assim a a o idioma porque o idioma tem umas intimidades que só se você se é a tua língua que você vai conseguir fazer isso né o idioma tem que te sugerir sei você ele colocou por exemplo umas coisas de prosódia muito estranhas que são de quem Não creio de queem não dominasse tão bem assim o o italiano se você pega Mozart que tinha da ponte e mamzar sabia o italiano bem Tanto quase como da ponte porque ele não fez nenhuma estranheza de prosódia por exemplo né mas aí o
próximo exemplo que vem encontro aquilo que a Carol falou que é uma coisa muito importante do do cantar em português do meu ponto de vista e de chegar naquele compromisso e pega o próximo exemplo que a men das Nuvens não é isso não é não a Ah não sei se eu coloquei aqui ah tá lá no fundo e é o último Sim esse esse é um trecho da menina das nuvens de Vila Lobos [Música] me [Música] raios é óbvio que aqui se você não canta Como se canta em italiano ou digamos numa posição mais próxima
pelo menos aquilo você não vai conseguir cantar Então a aquilo que a gente fez na Ópera no contratador foi mais ou menos nesse sentido e sobre as questões se vamos pronunciar como a gente andou até trocando um pouco de opinião durante no na na realidade dos fatos porque as coisas pronunciadas com T Limpo seu tio etc acabavam tendo um impacto eh uma inteligibilidade de longe que é aquilo que o ício falou e que a Carol também falou diferente Ou seja começou se optar Para as partes solística nos grandes chamamos de recitativo ou seja nas partes
recitadas Vimos que a a a projeção a inteligibilidade do texto e aonde o texto é a coisa mais mais ainda importante que nos nos momentos dos duetos nas partes mais cantáis eh a a inteligibilidade era muito melhor e o que acontece eu reparei nesses minhas décadas aqui no Brasil eh como Coach também eu eh fiz muito agora tenho menos tempo mas preparar os cantores uma Das coisas que eu reparei ninguém me contou mas eu reparei um tempo atrás é que as nossas duas línguas italiano e português por serem tão próximas quase iguais né a estrutura
é igual o verba vai no mesmo lugar uns 70% de vocábulos são iguais ou parecidos conceitualmente são duas línguas muito parecidas isso gera uma série de problemas Quando você vai cantar em italiano por quê Porque eu reparei que a Articulação do português é bem mais lenta que a articulação em italiano depois a gente vê um trechinho de Rossini e do nosso eh isso o que que é porque o o o cantar a italiana digamos assim é o se pode traduzir no belcanto a lição do belcanto a lição docanto é você usa as vogais a seu
favor emendando uma na outra tendo a a a o cuidado de que tudo seja Claro quando Você fala Eh mas você tem que eh visualizar n sua mente a próxima vogal porque o canto em italiano é tudo nas vogais ele é a nossa fala é toda aqui em cima muito mais alta e o português já já tá na metade né então para o texto falado efetivamente é melhor para o texto cantado nem tanto eh deixa mostrar cinco ah perfeito deix mostrar and Ross ah pedacinho desse é não deixa mostrar a vocalidade Italiana essa daqui vai
no minuto um e 18 [Música] [Música] [Risadas] [Aplausos] Vesta [Aplausos] e come esse stivo vocês viram que tudo amarrado na vogal n Essa é Maria uma das talvez a Maior intérprete viva docanto onde tudo amadíssimo na mesma época Rossini para falar da articulação só coloca um minuto você sabe ali né Ross isso se sabe qual é o minuto perit [Música] [Risadas] [Música] [Aplausos] [Música] Em português é impr essa italiano alg tanto alla Rossini prossimo cosmetico eu f [Música] e quatro diabético e e que nós temos um super cosmético Dea e qu diabético e e que
nós temos um super cosm estava no ensaio ainda tava tava pesado com a orquestra assim mas esse mais que essa velocidade não seria Possível ou seja essa questão da articulação essa questão da posição eh revelaram-se eh fundamentais é é uma coisa que eu já tinha em mente mas com todos os os Inter que a gente tinha de grandíssima experiência e e conversando com eles trocando o texto quando tem o grande Dueto agora não sei se temos tempo agora mas quando tem o grande Dueto os um deles que tem três duetos assim que tem que ir
lá pro C Bemol pro si natural pro dó Evidentemente que vai ter o Giovan me falou aqui eu consegui fazer tal coisa então ele cobre de uma forma que a pronúncia fica mais certa mas tem que pegar emprestado a a a técnica italiana então eu volto simplesmente aquela de novo a palavra cantada o importante de uma ópera nacional que eu vejo né a ópera Nacional nos outros países muitos deles além de ter por exemplo República Checa eu Legi muito lá e eh eles têm os compositores Deles né smetana yanek mas eu assisti Dom Giovan e
Len de Fígaro em checo e eles eles não me lembro se Ness tinha mas eu estava lá porque eu estava preparando em italiano e eles estav fazendo isso o Teatro Nacional em praga que tem dois um faz ainda todas as partituras de da Record tem um subtexto em alemão na ópera Nacional inglesa se faz ainda ópera traduzida na Itália se traduzia Wagner na época do Mussolini Como dizia ele lá se trad tentaram traduzir até sobrenome é o meu o meu livro de Bach do Cravo bem temperado tá escrito Giovanni sebastiano Bach eu juro eu tenho
esse e eles tentaram traduzir William shakespear quando ficou Guilhermo pad trata aí eles acharam que era medo demais então os sobrenomes deixaram mas os eh mas os nomes ainda estavam então a questão Nacional eu acho que por exemplo no italiano foi falado antes que no italiano chegou-se a uma a A umas regras eh padronizadas onde você pega um dicionário e na palavra tá escrito o acento como a vogal se é aberta ou se é fechada embora a Itália como no Brasil em dimensões menores evidentemente eh em qualquer região e se fala de uma forma um
pouco diferente não tô falando nem de dialeto que são línguas a parte né tô falando do italiano do sotaque italiano isso aqui tem eh cada J tem um pouco o seu por isso que foi necessário e eh como estava Se falando de teatro eu creio que talvez no teatro aqui no Brasil seja muito interessante eh a a questão Regional ou a questão de favorecer e dependendo da peça do que que se fala eventualmente um brasileiro é um português brasileiro português de Portugal não se pode cantar né porque não tem vogal É verdade se se escuta
só consoante então não tem né então eu entrei no avião uma vez depois de um ano em Brasil que eu achei que arrasava em Português cheguei lá a moça perguntou provavelmente que queria beber e eu não entendi o que ela falou para mim tá bom então Fantástico mas a a Então eu acho que no teatro talvez se possa prestar essa questão de regionalizar um pouquinho mais na ópera eu creio que não porque a gente como dissemos precisamos de algumas posições de de referência para projeção da voz é uma coisa muito técnica não tem a ver
nem com vontade ou manc falta de vontade De fazer então creio que seja um pouquinho nesse sentido então agradeço muito a todos é ela falou que tinha cinco é tem mais acabou então Eh agradeço muito porque ela me obrigou a vir aqui hoje eh não mas ela me obrigou a fazer em português e isso eh trouxe realmente tudo um uma uma bagagem que a gente conseguiu desenvolver durante os ensaios em tempo real a gente cada ensaio mudava texto algum texto saí né mas aí com o William que ele é o o o o Principal o
dono digamos da ideia da montagem com a Liana que veio com a questão do texto etc e com os cantores como de grande experiência porque meu caro quando chega lá e tem que cantar no fim da Ópera depois que cantou uma hora o Felisberto tem tem que cantar fa fa fa fa nota de barit não lá em cima é alguma coisa precisa ser feita né então Eh esse processo de construção resultou eu acho a a Alana Tava escutando falei sabe o que eu tava escutando de fora me parece Até mais claro eh como sonoridade não
como clareza de texto como sonoridade me parece mais clara que quando fui cantado em italiano é possivelmente deve ser verdade eh eu não estudei tão profundamente a versão eu não escutei tanto a versão em italiano escutei só um pouquinho mas eh me essa me parece muito orgânica o que a gente fez né então eu me diverti a música é belíssima Então me diverti muito muito obrigado a todos por Hoje eh Nós gostaríamos de agradecer a todas e todos pela presença eu gostaria de convidar aqui à frente à mesa anterior e o e o diretor pergunta
ah esqueci porque como já passou o tempo de todo mundo por favor desculpem eu tô preocupada com o tempo eh Vamos duas perguntas liia Ferreira aia e ter vindo para essa mesa fantástica e ouvir tudo que eu ouvi em tantos níveis com tantas referências à montagem desta ópera vou Fazer uma pergunta bem curta que é o seguinte eh sobre a viabilidade desta ópera na versão que vocês propõem aqui ser levada para uma para uma trupia para uma adaptação no exterior com todas essas eh digamos nuances que foram trazidas do ponto de vista da língua uma
vez que os cantores cantoras Enfim no campo do Opera tem que se adaptar a tantas línguas falo aqui não não Cantei em opera mas cantei muito em coral e Cantei Em várias línguas muitas vezes mas eu fiquei imaginando todas essas propostas de adaptação Se a gente fosse propor uma ópera brasileira num num contexto internacional que recai de novo na questão das das normas né porque para cantores estrangeiros cantarem e eventualmente essa nossa versão em português entendi no interior aqui não não não não Ah desculpa exterior é não eu acho que eu acho eu imagino que
através das das normas mais atualizadas Do Canto Enfim acho que poderia até ter uma um adendo assim né um pós eh script assim na nossa versão na nossa partitura com essa com a forma como a gente cantou aqui né A A sorte é que hoje em dia a gente tem gravação né então vai tá gravada essa ópera também né Tem uma questão muito interessante sobre isso porque assim 80 não sei quanto Mas tipo 80% da Ópera no mundo é em italiano né mas o resto tem em francês bastante interessante tem em alemão né e é
essas Óperas mais de nicho digamos assim checa ralca é uma coisa que se fez aqui também aí tem a gente vai fazer agora barbazul em em Húngaro e a outra é em sueco Double Bill então assim se tiver um hungaro ou um Sueco na plateia probabilmente vai ter um ataque cardíaco paciência eh a gente faz o que pode né É agora cantora sueca ah cantora sueca vem Ah então chama salo então o o mas assim a a questão por exemplo tem eh Quando você vai estudar no escala tem uma Academia e maior coreano maior chinês
saem de lá falaram comigo como se fosse falar italiano com ela sem sotaque sem nada né alguns então é a questão é de de você aprender numa língua eh nova tanto que se a gente segue as regras do Mário ou as regras do do dos grandes encontros que aconteceram sobre o português muda muito pouco uma vez que a gente tem uma referência porque assim essas finesses de se eu falo tio ou Tio Quando você vai lá fora no exterior assim vai ter um brasileiro outro F Falou tio vai tudo bem paciência né É porque o
importante é a obra com todo né então o o Eu trabalho muito e furiosamente aqui sobre a inteligibilidade do texto em italiano por em italiano eh a correta eh pronúncia é intimissima ligada ao fraseado certo essa é a coisa mais importante de todas Se você pronuncia corretamente é o Primeiro passo para você ter o legato para você ter se você começa a pronunciar silabando muito você perde toda frase Então não é uma questão que eu quero escutar porque aqui quantos entendem tão bem italiano de 1500 cada dia que vem aqui dentro 10 talvez e daí
eles vão ficar horrorizado porque o Car não é porque a frase não fica boa esse o ponto entendeu nós como cantores de ópera a gente tem o trilho é um trit trilho Cadê o Lício eh a gente tem o Trilho da da do lugar da voz a gente tem o trilho da palavra e tem o trilho da emoção então tem uma hora que você vai dizer ninguém vai entender o que eu digo mas as pessoas precisam perceber a sensação e a emoção então nós cantores no processo de formação a gente também tem que desencanar disso
porque você não vai querer depois da passagem querer ser entendido não vai E conviva com isso porque a partir daí é território da emoção aí você a sua responsabilidade é De uma transmissão coração a coração eu acho que é bem inclusive mais difícil do que eh do que é o que vocês acham disso esse é o ponto que eu falei né da tentativa nesse caso desse trabalho que a gente fez de tentar colar as palavras no Afeto das melodias né Assim que é um trabalho quase uma inversão assim do processo composicional mas eu tenho uma
sensação que e aquilo que o San George falou né de que quando a gente ouve essa ópera em português é como se tirasse uma Espécie de alguma pátina e que o som ele fica mais de fato mais palpável assim é muito curioso mesmo assim eu gostaria muito que o monei viesse ouvir para ver o que ele acha e Infelizmente o Sant George não mostrou as coisas que ele tinha separado assim porque e a gente fez uma separação você não quer mostrar rapidinho agora não tá aqui um espetáculo assim não é porque a gente tinha separado
vários momentos em que de fato tinham era claro que o Minon pensou Em português sabe eh a a forma como ele compôs assim os os assentos estavam errados era isso que eu queria que você mostrasse infelizmente você não tá na na versão em português eu mudei e essa daqui vira uma nota desse valor ho sonato com fol sognato fog como mesmaa bimbi soato bimbi sognato de bimbi seesse colocado soato de bimbi tudo bem e El faz Isso fazo durante todas as vees sonato dele não me não consigo ler aqui aqui todas elas tá vendo eh
mas na contramão da daquilo que a tônica que ele me chama atenção na última sílaba a última sílaba em italiano tem acento em um 3% do vocabulário inteiro não existe então você tem que auxiliar o texto que é mais importante a gente falou tem que auxiliar o texto junto com a música Então eu troquei todas essas todas e colocando uma nota um pouquinho mais longa na tônica e deixando mais curta a outra né Tem até uma questão segue é pra frente não vai são todos iguais praticamente aqui também aqui mais Libero brasile como Bras Bras
Eu preciso de uma nota diente um valor diferente aqui senão e ou eu mando fazer igual mesmo que tá escrito assim Não tem problema nenhum é não parece sim parece e assim mesmo assim eu percebi que ele colocou esse tipo de de problema todas as vezes que as pessoas colocou aqui n outros casos não colocou colocou quando provavelmente eles estavam com quando ele queria que as pessoas tivessem algum tipo ou de angústia ou de pressa é como são as meninas que são ali ah Maestro me conta eu sonhei isso sonhei aquilo Ah é o que
Significa mas não sei isso então Eh eh a impressão que que ele tenha que ele quis realmente fazer isso só que alguém faz isso você não tem essa intimidade que tem que ter com a língua porque se você tem intimidade Nunca faria isso porque vai na contramão quando você canta fica uma coisa tremenda você chama o acento inclusive não é que não colocou a nota mais longa colocou a nota mais longa na no lugar que na tônica na na última sílaba que Como disse aí fica uma coisa Terrível de aluno que não entendeu nada né
não ele pelo amor de Deus né que mas estou falando quem canta parece que não entendeu nada então eu me tomei a além de corrigir um enorme número de notas erradas da partitura mas eh tomei essas liberdades rítmicas que eu já tinha escrito quando estudei em italiano porque eu estudei primeiro em italiano essa ópera eu já tinha mudado tá então ainda mais em português acho que é super válido a observação do maestro Mas isso Acontece em muitas línguas inclusive com óperas em italiano também sim sim né então não é só eu acredito eu concordo com
você que tem uma questão né E isso acontece em canções enfim né Realmente não é um um privilégio nesse caso mas realmente foi consertado né de certa maneira pela pela opção de vocês eh a questão também bem né da questão da dicção né da pronúncia essa dicção de época é porque é uma montagem de época isso foi muito interessante a gente ter Discutido né porque se fosse uma montagem contemporânea talvez não fizesse sentido algum né e a gente também tá trabalhando aqui com o fino né com o o o o o que o que transcende
ao que a gente já é brasileiro ok né Já estamos aqui entre brasileiros e brasileiras executando uma obra né enfim de um século atrás né então é muito eu eu acho que esse exercício que tá gerando toda essa esse movimento né Eu acho muito bacana por isso a questão da Da dicção de época né a pronúncia de época não é pelo fato apenas assim de eh eh eh desde que cante em português Tá ok eu concordo poderia fazer tudo com com sem nenhuma tipo de unção uniformização tô falando do couro né Por exemplo não no
coro é importante no coro é importante unificar que você falou lá a gente escolheu né a gente para fazer Unificado enquanto na parte solística a gente verificou que era melhor descer para um terreno mais eficaz é só isso na Verdade sim e e e e e mesmo que fosse com o coro também desigual a pronúncia ok né Eu acho que que que é uma é um é um é uma coisa que eu nesses 16 anos que eu tô aqui a gente nunca fez esse trabalho né de de de de fil grana mesmo de cuidado né
que que enfrentamos Inclusive a resistência né de cantores né então eu acho que isso é bacana de falar a parte do a parte do coro que foi feita no estilo digamos tinha tudo a ver a gente resolveu Eh a gente começou a fazer com solistas a mesma coisa só que resolveu que com o solista questão de inteligibilidade de projeção etc era melhor chegar o compromisso era esse o ponto bom gente é o seguinte Falou sim falou falou no começo inclusive eh nós temos muito que agradecer né agradecer a curadoria feita pela Flávia Tony pela Liana
Costa e pelo espaço reflexivo que esse encontro proporcionou mas esse encontro proporcionou esse espaço porque houve Uma ação anterior também de topar de pensar em fazer uma opera em português né isso é importante como decisão como espaço constante de elecção do lugar onde nós estamos eu gostaria de agradecer a todos os integrantes das Mesas agradecer também a equipe de produção que nos organizou aqui o espaço a equipe de som do palco que tá aqui com Daniel pessoal presente aqui para nos ajudar em qualquer situação né e gostaria que de novo retomar que assim Que possível
será feita a edição a equipe de filmagem e de e de fos de registros fotográficos eh agradecer a presença do do do eu ia falar chamar o William para vir aqui agora mas o William teve que sair também né o diretor que teve que orquestrar todo junto com mais toda essa essa insenção para que ela acontecesse se constituísse como uma Ópera para o público e reforçar que brevemente estará disponível no no no no YouTube do teatro Essa a edição né a a gravação desse desse encontro e também até o final do ano uma produção escrita
porque certamente todos os integrantes da mesa falaram menos do que organizaram gente muito obrigada a todas [Música] [Música]