Olá, boa noite. Começou o mês do Oscar. Há um ano a gente comemorava a estatueta [música] de Ainda estou aqui.
Agora com o Agente secreto na disputa, a premiação e as apostas estão no nosso radar. Então vamos a elas. Neste domingo nos Estados Unidos teve a cerimônia do [música] Actor Awards.
Como os prêmios são votados pelos próprios atores, funcionam como um termômetro bem preciso para as categorias de interpretação do Oscar. [música] E quem saiu na frente foi Pecadores. O filme levou o prêmio de melhor elenco e Michael B.
Jordan [música] venceu como o melhor ator pelo papel duplo dos irmãos gêmeos. O anúncio feito por Vaiola Davis foi um dos momentos mais comentados da noite. E emocionantes também.
Eu fiquei emocionada, mas continuo torcendo para o Wagner Moura. É pecado. Eu não vou entrar nessa discussão, pois eu tenho outros assuntos para comentar com vocês hoje.
Dá só uma olhada. >> Mulher na flor do Lácio. >> Lucas Santana tem novidades.
Seu [música] 10º disco de carreira e com exclusividade ele apresenta Brasiliano no estúdio do Metrópolis. Des quando junta fica ali. >> Começou a quarta edição do Frestas Trienal de Artes.
Com o título do caminho um rezo, a amostra reúne mais de 100 artistas que investigam a cidade de Sorocaba como um lugar de saberes, caminhos e [música] trajetórias. A saga clássica de zumbis está de volta aos games. Resident Evil Hacking traz dois tipos diferentes de gam play para agradar os fãs da série, alternando o terror de sobrevivência com a personagem Grace e o estilo focado em ação com o veterano herói da franquia, Leon Kennedy.
Oi, Mon. Oi, patif. Criadores de conteúdo, bem-vindos mais uma vez ao Metrópolis.
A gente tá aqui para falar de Resident Evil Hacking. Então, já começo perguntando pra Mony Resident Evil Hacking ou Resident Evil 9 também, né? Porque é o nono capítulo da saga.
>> Olha, dessa vez a gente a gente tá indo de um ponto de partida que na verdade é bem nostálgico, né? Porque a gente tá voltando a falar de Rapun City, que é a cidade onde tudo começou em Resident Evil, mas ao mesmo tempo também a gente tá começando a conhecer uma nova personagem que tomara, né, que que seja uma personagem com um desenvolvimento bacana para que a gente possa ter ela, quem sabe em futuros jogos aí, que é a Grace Ashroft, que é filha de Alissa Ashroft, personagem de Resident Evil OT Break e uma das sobreviventes de City e >> tem duas jogabilidades completamente diferentes dentro de um jogo só, né? A sensação é que você tem dois jogos em um mesmo.
Assim, é, quando você tá com a Grace, ela é uma investigadora da FBI, então ela tem uma pegada mais furtividade, mais espionagem. E quando a gente joga com outro personagem que é o Lon, né, e é um clássico da franquia e ele já é um personagem que ele carrega ali a ação com ele. Uma das coisas que eu gostei muito nesse Resident Evil Hacking é o fato de que eles emprestaram um elemento e do do dos últimos filmes do Jorge Romero, que é o pai dos zumbis no cinema, que é o fato dos zumbis eh conseguirem reter alguma memória da vida deles enquanto erão vivos.
cortar. Eu achei sensacional. Sou uma grande fã também do trabalho do Romero.
Teve algumas outras influências assim que que eu senti também em Resident Evil Hacking de obras do terror, que Resident Evil sempre homenageou, né, várias obras do terror aí. >> Para mim, inclusive, esse é o auge do jogo, tá gente? Felipe Grinan, você que é ator e dublador, fez o trabalho de localização, porque em game a gente não fala dublagem, né?
Fala localização, como a voz do Leon Kennedy, um dos protagonistas do Resident Evil Hack. Você já trabalhou fazendo esse personagem antes no Resident Evil 4 Remake? O que que mudou para você da primeira vez que você interpretou esse personagem para agora?
>> Eu já entrei no estúdio empolgadíssimo para poder de novo seguir dando voz a esse personagem. Uma outra diferença grande é em relação à idade, né? O Leon lá atrás era mais jovem aqui, né?
Nessa última versão dele, né? No hacking, ele tá com 51 anos. Ele tá ali contaminado, ele tá debilitado, tá enfraquecido, não deixa de ser aquele Leon que sai destruindo, né?
É muito diferente jogar como Leon e jogar como a Grace, né? O Leon ele sai atacando mesmo. Essas são diferenças bem grandes assim, de lá para trás para esse momento agora.
Me siga, por favor. >> Mostra o caminho. >> Vamos dar um giro no mundo da música mundial, porque a cena pop de artistas que se projetaram a partir da década de 90 vai muito bem com lançamentos.
Tem novidades também como o introspectivo trabalho da banda virtual Gorilas tem a volta do Daft Punk e Biorque Rosalia numa parceria incrível. [música] Com direito à grandiosidade de uma orquestra no palco, Rosalia e Biorque impressionaram na performance que fizeram sábado no Brit Awards com o Berheim, o senhor que faz parte do celebrado disco Lux lançado ano passado. É pop experimentar o que vocês querem?
A parceria delas começou com Oral de Biork. Human After all deu um quentinho coração dos fãs do Daft Punk, que 5 anos atrás anunciou a separação. Com nova roupagem, trata-se de um videoclipe comemorativo para celebrar a faixa composta em 2005.
O clipe utiliza imagens do filme de ficção científica Electroma, dirigido pela dupla francesa em 2006. O Gorilas acaba de lançar The Moontain. Nada mais característico da banda britânica do que embalar esse presente de maneira especial.
[música] As faixas The Mountain, The Mul Cave e Sad God se fundiram em um curtam metragem de animação que mistura 2D, técnicas [música] artesanais e modernas. A musicalidade faz uma viagem ao Oriente e tem um tom reflexivo. O álbum ressignifica o luto de maneira poética e teve participações especiais de nomes como guitarrista Johnny Mar, que integrou o The Smits, e a Nuska Chancar, que toca citar.
O Gorilas anunciou turnê do novo trabalho pela América Latina a partir de novembro. Estão confirmados Colômbia, Peru, Paraguai, Chile e o Brasil tá na fila de espera. [música] Gorilas é um coletivo encabeçado pelo Damon Walburn do Blur e já tem mais de 25 anos, nove discos de estúdio e 51 singles.
Essa turnê vai ser imperdível. O Sesc Sorocaba, que fica a 100 km de São Paulo, se transforma para receber a quarta edição da Frestas Trienal de Artes. O tema dessa edição é do Caminho um rezo e vem como um gesto de escuta, presença e construção coletiva.
O nosso vídeor repórter Rodrigo Leitão foi até lá para ver como a arte pulsa no interior e como esses caminhos se encontram. Seis quando junta fica lindo. Eu e ela, ele e tu e nós.
>> Essa trienal ela foi pensada e de maneira que muitos caminhos se encontram em Sorocaba. Conte comigo, irmã. >> Vamos juntos fazer as contas.
O tema do caminho rezo vem das nossas pesquisas, dos nossos estudos em contato com tudo que nos foi apresentado, porque a gente teve a experiência de visita no território de Sorocaba e conhecemos todo o entorno. Abre vou João, que a dor fechou, que a dúvida trancou, o vovô libertou. >> O esforço curatorial é interdisciplinar.
educação, cultura, arte, política, eh serviços, sociedade, de uma maneira geral, para entender a existência de outros pensamentos, outras maneiras de articular a arte, outras maneiras de ser e estar no mundo. E isso é algo urgente. >> Não é só nas grandes capitais, nos grandes centros, mas a arte se faz em todo lugar.
eh valorizar o artista de Sorocaba, o artista da região, o artista brasileiro, toda essa ancestralidade nossa ouvindo, pesquisando e trazendo pro público sobre todos os aspectos estéticos, políticos, de movimentos de valorização das pessoas, de valorização das tradições, de valorização da democracia e da liberdade. >> [música] >> Os povos indígenas são eh povos que têm essa característica holística, porque agrega todos os saberes e todas as possibilidades de relação com as pessoas. A gente aprende educando os sentidos.
O bemviver, ele tá totalmente relacionado à maneira como você é acolhido e a maneira como você acolhe. Esse acolhimento é o acolhimento do outro na sua plenitude. Aí não é só do humano, né?
É do não humano também. São dos entes da natureza, é da própria natureza, é do rio, é da água, é da terra. E aí aqui em Festas a gente tem essa participação do rio Sorocaba, né?
Ele é um artista que se comunga com o entorno, tem produções que vão envolvendo ele, assim como outros pontos da cidade, [música] porque a gente vai entendendo que esse acolhimento não é do corpo materializado humano, mas ele é do todo, porque o todo precisa est confluindo, precisa est dialogando de maneira equilibrada. Então, do caminho rezo é e inspirado em Tadeu Caigang, que é um homem do povo Cigang. Ele é um professor, é acadêmico, mas também é artista e traz aí eh várias relações cosmológicas.
Então, o ato da caminhada, do caminho rezo, eh, vai fazendo aí essas conexões, assim como faz com Silvia Czican, Nego Bispo. E a gente vai reunindo tudo isso como possibilidades de criar esse ambiente de encontros pelas caminhadas possíveis que a gente conseguiu trazer para essa edição. [música] >> Eu sou uma moça, eu sou calunga de louça, eu sou uma joia.
E no próximo bloco tem música por aqui. Lucas Santana lança o seu mais novo disco brasiliano inspirado na nossa língua. Vamos ver.
É daqui a pouco [música] capoeira Curitiba Maracanã. Sabia [música] irá sem me perir. Metrópoles de volta e março começa com muitas atrações pra gente curtir.
Amanhã um dos destaques é o show dos Petch of Boys no Suraii Music Hall aqui em São Paulo. E tem mais música, tem cinema e também teatro na nossa agenda cultural. >> [música] >> A mostra de cinema alemã elas dirigem terá seis longas em 28 sessões gratuitas no Sinicesc e em mais seis unidades em São Paulo e no interior do estado.
São produções inéditas de grandes realizadoras. >> A capivara é um mamífero brasileiro encontrado em toda a América Latina. A companhia Fundo Falso entra em cartaz no Cultura Artística com Trapaça Honesta, espetáculo de mágica que propõe uma investigação cênica sobre os mecanismos por trás do ilusionismo.
No palco, o público participa de jogos e situações que reproduzem estruturas comuns aos golpes. Olha uma carta e memoriza, mas faz caverninha, não deixa ninguém ver. >> Como ser uma mulher preta que vive no Brasil do século XX?
Jacinta, você só morre quando dizem seu nome pela última vez da Companhia do pássaro. É inspirada no caso real de uma mulher negra que, após sua morte teve o corpo embalsamado e exposto como curiosidade científica na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. A peça integra a trilogia do resgate, que traz reflexões sobre o apagamento da negritude no Brasil.
Alguém já afirmou a legitimidade de se perturbar o silêncio dos túmulos a favor de justiça pública para os mexeanç [música] >> cantor, compositor, poeta pernambucano, apresenta o disco Máquina de fazer festa. São dois shows que fazem uma celebração a música carnavalesca e a cultura popular no repertório, lançamentos e raridades. >> O cantor e compositor Lucas Santana tá de volta ao Metrópolis com novidades, um disco que investiga a língua que falamos.
Português ou brasileiro? Brasiliano é o nome do novo álbum. Nele ele percorre a história do nosso idioma, do latim ao Tupi Guarani, passando pelas línguas africanas.
No 10o trabalho de carreira, o Lucas reúne canções em oito idiomas e muitas participações. Brasiliano chega às plataformas no dia 6, mas hoje ele apresenta aqui versões exclusivas, voz e violão. Lucas Santana.
Mulher na flor do Lácio, latina [música] e rua, é vulgar. Cruzou mediterrâneo. Sara [música] o que citano maninha naquele bonde celta.
Bebeu [música] sua cerveja no caminho. Ouviu do tal galego. [música] Eu vou sentir saudade, gracinha e birapuera [música] e paneme tapuã e peça emotim.
Capoeira, [música] Curitiba, Maracanã, sabia semiper [música] aquele moço mouro te deu arroz, [música] azeite, alegrim, entrou na caravela [música] falando em moçarab [música] e birapuera e panemeu e pe açaí emotim. >> [música] >> Capuera Curitiba, Maracanã, Sabia semiperi. [música] Mas que mina, que mina é essa?
Essa mina é brasileira. Mas que língua, que língua é [música] essa? Essa língua que língua safa, safá, safá, safá.
Bem-vindo, Lucas Santana. Chega mais. Mas antes da gente começar a conversar, eu quero já deixar um convite.
Dia 5, quinta-feira, ele se apresenta na Casa de Francisca aqui em São Paulo e vai também além do do disco novo, né, vai dar uma passada no repertório, lembrar momentos da carreira, porque tem música nova aí, tem álbum novo chegando, mas a gente gosta de ver tudo um pertinho do outro. >> É is e calhou de seu 10o álbum e 25 anos de carreira. Então é é tipo um ano de celebração assim, muitas coisas >> maravilhoso.
Lucas, poxa, brasiliano chegando, né? Tá quase chegando. Que legal que você veio conversar com a gente antes de soltar ele no mundo, né?
E a língua portuguesa é a sua inspiração, o percurso dessa língua, eh, ou como ela falada aqui no Brasil, né? É, na verdade esse esse esse álbum ele começou como sendo um álbum para cantar em línguas românicas, né? Olha, >> então, francês, italiano, espanhol, oxitano, português.
Só que no no percurso disco, no processo, eu encontrei o livro Latim Pó do Caetano Galindo. E aí isso mudou completamente o a trajetória do disco, assim, porque quando eu acabei de ler o livro, eu dois sentimentos muito fortes chegaram para mim. O primeiro é assim, caramba, como é bonita a história da nossa língua, né?
Parece um road movie assim. É tipo >> quantas pessoas, como se a língua, é o que essa canção fala, é como se a língua brasileira fosse uma mulher que saiu lá do Lázo, na Itália e foi encontrando outras línguas que são outras pessoas até chegar ao Brasil. Só que tudo isso é uma família linguística só.
Quando os portugueses chegam aqui, eles encontram 100 línguas indígenas. Então, a gente tá falando de muitas famílias linguísticas. E com a escravidão chegam 300 línguas africanas, ou seja, provenientes de outras, muitas famílias linguísticas.
Então, para mim ficou muito claro ao final do livro e ao final de outros livros que eu fui ler depois sobre linguística, que nós já falamos uma língua brasileira, >> que não faz sentido a gente vendir uma família linguística que encontrou muitas famílias linguísticas, ou seja, o Brasil é um caldeirão linguístico, entendeu? O brasiliano, nome do disco, vem um pouco daí, né? >> O brasiliano é uma das possibilidades do nome da língua brasileira.
pode ser brasilês, pode ser brasileiro. Eu eu optei por brasiliano, mas o nome não é a coisa mais importante. O mais importante é a gente pensar sobre isso, porque se a gente se entende, se se ninguém nega que a formação do nosso povo brasileiro é o encontro, mesmo que às vezes forçado, de portugueses, indígenas e africanos, >> e se nós nos reconhecemos dentro de uma cultura brasileira, ou seja, a gente reconhece uma música brasileira, um cinema brasileiro, uma culinária, uma literatura, uma arquitetura brasileira, por que que a língua é portuguesa?
É estranho, entendeu? Não faz sentido para mim mais. >> Claro, claro.
E eu acho que nesse disco você vai traçando pra gente e mostrando um pouco desses motivos e essas inspirações e às vezes juntando também a possibilidade da gente pensar eh os ritmos que estão envolvidos nessa nossa cultura, né? Não tá falando só da língua, mas dos ritmos envolvidos nessa cultura. Sim, exatamente.
Essa a assim, a língua é a base de qualquer cultura. Por isso que eu acho estranho a gente ter uma cultura brasileira tão forte e uma e não ter uma língua brasileira, porque justamente a língua, como você falou, é com a música, é como a cultura, ela é uma mistura de muitas coisas. Então, se você só denomina ela como portuguesa, você tá apagando.
Que que é o projeto da colonização que foi sempre será no mundo todo. A colonização ela aquela apaga a cultura que tava lá para impor uma nova cultura, né? >> Claro.
>> E só agora que a gente tá acessando de novo toda essa herança dos povos originários, etc e tal. E dos ritmos também. A gente tem aqui >> os ritmos também >> uma os ritmos brasileiros são o quê?
São ritmos que veiam da África, são ritmos que vieram através da cultura árabe que entraram nessas caravelas, porque os árabes ocuparam oito séculos a Península ibérica antes das caravelas, logo logo antes das caravelas saírem, né? As caravelas saem 1500 até 1480, toda a pilbera é ocupada pelos árabes. Se falava árabe.
Então, quer dizer, é isso. A cultura é uma mistura de muitas heranças, como a língua. A língua, toda a língua nasce de pessoas que falavam línguas diferentes tentando se comunicar e aí nasce uma língua.
>> Isso é maravilhoso. É um livro obrigatório, né? Esse livro do Caetano Galindo ajuda a gente entender esse percurso da língua de uma forma muito assim especial, eu acho, >> muito clara e ver a riqueza da nossa língua, a particularidade que tem a língua brasileira.
É muito lindo e você traz muitas participações para ajudar você a contar essa história, essa música que você cantou pra gente. Foi, talvez foi o primeiro single que você lançou. >> Foi o primeiro single.
>> Sim. Que tem a participação do Gilberto Gil. >> É bom colocar o Gilberto Gil nessa conversa.
Ele deve ter gostado, viu? >> Nossa, e ele é imortal da Academia Brasileira de Letra. Então eu fiz uma música que conta a história da formação da língua brasileira e tão imortal.
Tipo assim, não tem comoar melhor uma música do que isso, né? >> É perfeito, né? Não tem jeito.
Eu fiquei muito curiosa para essa questão das das várias línguas, né? Você foi buscar eh um pouco entender algumas dessas línguas que você não falava, você fala várias delas, como é que foi o seu contato com outras línguas e cantar em outras línguas? Eh, eu já tinha composto e cantado em espanhol e em francês, porque eu tô 4 anos morando na França.
Então, meu disco passado já tinha uma música em francês. Eu falo francês, falo espanhol e achava que falava português. Hoje em dia eu tenho certeza que eu falo brasiliano.
>> E no disco pela primeira vez eu compus uma canção italiano, porque eu não falo italiano. E também encantei emoxitano, que é dessa região do sul da França, onde eu moro, do Mediterrâneo. >> Também tem um da >> tem um de Guinebal.
Gual. >> É assim, é engraçado porque >> quando eu vi que que seria meu 10º álbum 25 anos de carreira, a primeira ideia que eu tive, falei: "Cara, eu vou chamar um monte de gente para tocar nesse disco, para cantar. Eu quero fazer tipo uma festa.
Eu quero comemorar isso". E aí depois quando veio a ideia de ser um disco sobre línguas, fez todo sentido, porque assim, pô, eu não vou cantar uma música italiana se eu chamar uma pessoa para cantar na sua língua materna e assim por diante. Então, para cada canção em espanhol, em galego e tal, eu chamei uma pessoa para cantar na sua língua materna.
>> Claro. >> Então, fez todo o sentido com o que eu já tinha pensado como ideia pro disco. >> E também eh as sonoridades bem diversas, né?
a gente passeia por algumas dessas sonoridades que muitas vezes estão muito ligadas a ao idioma que você tá cantando, né? >> Sim. Por exemplo, tem uma música parceria com Chico César, chama Veru Povo se abraçar, que é uma homenagem ao forró, a ao mundo do São João.
>> E nessa região onde eu moro, por exemplo, o São João veio de lá na Idade Média. Olha, >> porque na verdade o São João ele ele ele era uma festa pagã para comemorar o solstício, a entrada do verão e a colheita, a bonança. Então era comemorado dia 21 de junho com fogueira, sanfona, tudo isso.
E a Igreja Católica combateu isso durante muitos anos. Até que quando viram que não conseguiu, trouxeram pro dia 24, colocaram o nome de São João e isso veio pro Brasil. Então, lá onde eu moro no diaem dia 24 tem a festa em São João, tem fogueira, tem bandeirola, tem sanfona, tem pessoas dançando.
Você mata saudade. >> Eu mato [risadas] a saudade e você vê como como as coisas estão estão próximas, né? >> Que lindeza, Lucas.
Muito obrigada, viu, por vir falar aqui do seu disco novo e eu queria que você apresentasse mais uma música pra gente. Você vai fazer uma versão voz e violão de uma música que no disco tem a participação dos >> dos mestres paraalamas do sucesso, nossos mestrões. Lindo.
>> Se chama Que seja um regy. >> Que seja um ragy. Eu amei essa música.
Vamos nessa. >> Vamos nessa. Obrigado, Didi.
>> Um prazer. >> Prazer meu. >> 25 anos de carreira.
Lucas Santana apresentando ali e celebrando esses 25 anos com um disco novo. Vamos ouvir mais uma música. O seu [música] amor chegou tão diferente, sem [música] paixão, sem ilusão, sem dor, sem drama, sem urgência.
Chegou silencioso. [música] Foi quando o tempo me mostrou a planta improvável que brotou no muro [música] e ao crescer cobriu de verde eu e você. [música] Que seja um reg, que seja leve o sol [música] como um penhou, para que a luz não se acabe.
[música] Seja um reg, que seja leve [música] o sol como um penhor, para que a luz [música] não se apague. Seja um reg, que seja leve [música] o sol como um penhor, para que a luz não se apague. [música] O seu amor chegou [música] tão diferente.
[música] Seu amor chegou [música] tão diferente. Ah, esse foi Lucas Santana no Metrópoles de hoje. Que encerramento, hein?
Muito obrigada pela companhia. A semana tá só começando, então amanhã a gente tá de volta às 10 da noite. Um grande beijo.
Ciao. Ciao.