[Música] [Música] [Música] [Música] primeiro que a rua ela é rua em todos os lugares do mundo e a rua ela se tornou um Palco por essa necessidade da da expressão também né de de não ficar uma coisa só restrita a a lona ou aos teatros então a arte foi pra rua a rua é manifestação então o circo tamb que é uma expressão artística entrou nessa nesse nessa nesse ramo da da rua da expressão livre né então é um grande palco a época que eu comecei lá 2000 Essa época era muito comum você ir num parque
de domingo cheio de criança e ninguém trabalhando Ninguém fazendo apresentações e todo mundo conta aquela história que quando viaja o mundo que vai para Paris para Barcelona nova iork vai em algum lugar turístico tem 1000 apresentações acontecendo daí eu falava Nossa como é possível isso São Paulo não tem ninguém trabalhando aqui e daí eu acho que isso me instigou me instigou aquela não tinha ninguém fazendo falar Ah então eu posso fazer até hoje é assim se você for ver ainda tem sinais de trânsito tem muito músicos cada vez mais agora com a Paulista lá fechada
de domingo tá começando a crescer isso eu acho que os artistas estão ocupando a rua ão percebendo essa ideia do palco aberto segure a criança rapaz porque agora chamo até o palco ela incrível acrobata e palhaça Francisquinha é uma arte muito democrática né ali você pode proporcionar a arte não tô nem falando do circul especificamente a arte para todas as pessoas sem distinção assim ela não precisa estar bem vestida para receber arte ela não precisa ter dinheiro para rece reber arte eh ela só precisa estar e está disposta a receber que ela vai receber a
arte né se falando em Democracia é o que existe mais assim é é o mais democrático né porque você chega numa praça e encontra com os moradores de rua a madame que veio assistir porque te viu na TV eh não sei quem família e todo mundo se senta e são pessoas iguais né Eu acho que você formar uma plateia você fazer uma um espetáculo na rua é uma mudança social efêmera mas que pode reverberar dentro das pessoas que assistiram por muito tempo e como eu acho que a arte tem esse papel também de fazer pensar
o momento de fazer pensar o o o seu viver em sociedade eu acho que a arte de rua ela tem muito a oferecer nesse ponto porque eu f de você chegar numa praça como essa de passagem mas é uma praça que está vazia só de circulação E você começa a chamar atenção faz com que as pessoas parem as pessoas assistam Se divirtam Em algum momento você diz olha só vocês estão se divertindo vocês já olharam para ver quantas pessoas conseguem parar por meia hora e se divertir qualquer arte de rua traz um pouquinho dessa parada
pra contemplação do outro da arte e si mesmo [Aplausos] a arte de rua é não tem regras não tem como você é como se fosse uma bolha que ela não tem um centro para falar definir onde é ela só tem bordas assim é uma coisa que pode ir para qualquer lugar a ar de rua ela acho que é anterior ao circo e vai ser posterior ao circo a rua tem uma grande diferença com qualquer outra lugar com teatro com palco com cinema Porque as pessoas não estão prontas para ver aquilo né no cinema no teatro
mundo já tá pronto PR aplaudir ali PR gostar de tudo na rua não a pessoa não nem sabia que ia ver uma apresentação ia acabar vendo Então é muito mais sincero eu acho que uma uma palma ou assim alguém fala bravo não sei o qu na rua é muito mais sincero do que no circo Porque ela fez ela não precisava fazer e ela fez ela contribuiu ela pagou ali então tem esse L é muito mais sincero tanto artista quanto público eu conheci o circo na escola então desde pequena eu já Estou envolvida com Ases desde
pequena dançava então na escola eu técnica em artes com ênfases em pintura então desde que eu saí da escola eu prestei para uma faculdade em artes cênicas afortunadamente não passei porque foi o que me trouxe definitivamente para o circo e depois para a viagem Então aprendi malabarismo quando era criança Assim na verdade sempre vi um malabarismo um pouco fora do Círculo me acho que me aproximei mais do circo depois que vim pro Rio fazer escola do circo mas que na verdade malabaris não tem um desenvolvimento até um pouco separado em em alguns aspectos então eu
lembro de muito pequena em circos desses itinerantes de lona que visitavam a cidade ficavam até próximo lá de casa e ser levada pela minha avó muitas vezes ao circo eu tinha um medo terrível do globo da morte dos Palhaços porque eu era extremamente tímida quando eu era criança o circo entrou na minha vida em 2008 eu tava no terceiro ano de faculdade e quando aconteceu isso eu pensei em largar tudo falei não que quero mais saber de faculdade que biologia eu vou vou viver no circo quer o circo de tudo quanta jeito Foi uma foi
uma mudança mesmo para mim foi muito forte foi antes cir depois de cir cir foi um Marco uma morte e um renascimento mesmo foi uma descoberta de um outro mundo que me abriu muitas portas e depois disso Segui a vida comecei a fazer teatro fui fazer a faculdade de teatro em Porto Alegre e Depois de formada eu entrei no circo dentro de um circo lá de Porto Alegre chamado circo Girassol e foi num desses que eu que eu entrei no circo e não saí mais eu comecei no circo como malabarista né eu comecei na verdade
na rua fazendo malabares mas assim que eu entrei no circo eu fiquei na função de palhaço tanto é que na época que eu tive que fazer o registro profissional né até os artistas tem que fazer eu tive que fazer de palhaço minha carteira profissional tá palhaço fui com meu companheiro numa convenção de cir E lá eu fiquei muito apaixonada assim encantada com oo que que que acontece na convenção das pessoas todas juntas estarem numa em uma só condição assim e depois que eu fui nessa convenção eu decidi sair do meu trabalho que eu era professora
e e comecei a estudar nas escolas de cir estudava comunicação né e eu acho que isso Acabou tendo muito a ver assim né porque então a o circo é uma grande comunicação e eu sempre peguei esse papel às vezes do locutor da pessoa que faz a a roda acontecer mas o que me atraiu muito foi que eu sempre me achei muito descoordenado eu sempre achei me achei muito incapaz de fazer qualquer coisa e daí quando eu encontrei o malabares não que eu faça bem agora mas quando eu consegui a primeira vez jogar jogar três bolinhas
assim que aprendi me sozinho com a minha irmã eu fiquei tão feliz falei nossa eu aprendi a jogar três bolinhas Eu acho que eu consigo mais o circo é muito Amp e complexo tem várias linguagens malares dança acrobacia teatro então eu considero que deveríamos expandir devo expandir ainda como uma constante aprendiz os conhecimentos em todas essas áreas para me tornar ainda mais completa mas o circo principalmente a função do palhaço el tem uma tem uma característica muito especial que é o resolve problemas e daí tem uma lei no circo que qualquer problema que acontece os
palhaços têm que entrar e resolver de alguma forma o circo é um arte muito milenar muito antiga desde os egípcios estamos falando né os primeiros bufões os primeiros malav vares Mas a partir de uns anos para cá está se tornando um pouco vamos dizer tipo contemporâneo outras linguagens outras formas Então as pessoas talvez possam conhecer um pouco mais a fundo e o circo mesmo tipo algo além do que a lona e o utilização por exemplo dos animais circo de rua para mim é a independência do artista circense no sentido de você não precisar de uma
lona não precisar de um teatro não precisar de nada só você e a sua vontade de querer mostrar algo né para o público até porque Considero que o circo deveria ser algo mais do que entretenimento é simplesmente é uma ferramenta não o fim o fim seria a mensagem o que você quer dizer através da ferramenta do circo ou das diferentes linguagens dança teatro malabares equilibrismo acrob seja numa roda seja no farol em qualquer lugar você pode ser assistido né por todos aqueles estão à sua volta e é importante para mim conseguir alcançar todas essas pessoas
de alguma maneira eu sou muito grata a rua ela sempre me deu me proporcionou seguir viajando mas e depois conseguir também expandir algumas histórias passar a trabalhar com contrato fazer roda que é um outro esquema também do que o semáforo o semáforo tem um tempo contado e você vai você vai exclusivamente para fazer uma grana né é uma coisa meio direta a roda não a roda ela toca as pessoas não que o semáforo não toque também mas ele tem um tempo diferente então quando você consegue fazer uma roda você junta as pessoas você segura aquelas
pessoas naquele lugar Você pode trocar alguma mensagem quando você realmente vai pra rua a primeira vez que eu pisei ass de pé umaa faixa de pedestre eu sempre disse que a faixa de pedestre é um um Palco na escola no palco é o palco da rua é fxa quando você entra a primeira vez é seu vocêa frio é tipo muita emoção Realmente você olhar no olho de cada uma daquelas pessoas que estão dentro do carro saber que você tem um tempo como que você faz para ter essa essa ligação com as pessoas assiste em vários
momentos mortos né mentras a gente toma banho mentras a gente se transporta de um lugar para outro que por exemplo farol então eles aí se vamos suar esses minutos você convert em muitos minutos da vida alinha nesse farol perdidos e a gente propõe de uma forma diferente né então no semáforo se alguém te fecha o vidro na cara se alguém te diz alguma coisa que que você vai fazer você não pode fazer nada porque ou você pode um sorriso que você manda você pode romper aquilo sabe a forma como você aceita tem muitas formas de
trabalhar na rua aqui em São Paulo é muito comum o pessoal vê o pessoal em sinal de trânsito faz uma performance rápida e eu não porque eu nunca fui muito técnico eu sempre fiz apresentações em praças assim domingo uma praça lotada ou sozinho junto com outro artista sepre forma uma roda façil espetáculo passo chapéu simbologia do chapéu que a gente fala ai uma oficina ao chapéu uma colaboração ao chapéu Então esse é o chapéu é uma uma livre colaboração onde a pessoa coloca o que ela sentir eh a gente realmente não precisa de um valor
exato né você conquista aquilo de alguma forma né Você tá indo PR de algum jeito e aquela coisa quando você tá bem é magia Às vezes você não dá conta de passar o chapéu meu Deus perde n joga dinheiro de longe assim é muito louco e ao mesmo tempo você tá fazendo ali mas você tá estressada você tá com algum problema Você tá com alguma coisa pensando e aquilo não flui então é uma fluidez muito impressionante também muito aprendizado uma escola a rua é uma escola [Música] [Música] [Música] quando a minha família né soube que
eu começaria a ir pro farol para né ganhar um um troco já me ameaçaram até de jogar ovo em mim quando quando me vissem no farol bom no começo na parte familiar foi um pouco tenso porque eles não compreendiam né tem aquele estereótipo secular de se tornar o médico um advogado ou um doutor Então paraa minha família foi meio que um choque o fato de eu ter me Tornado uma mochileira viajante querendo buscar os meu conhecimento de uma forma independente né o autônoma através das Convenções Os encontros claro que hoje em dia né A visão
é mudou né porque viram que não é apenas o pedir mais mola ali né Eu não tô à toa no farol eu tô mostrando mostrando né arte PR pras pessoas que estão no carro e ajuda quem quem se se stir tocado né e eu lembro de ter escrito uma carta paraa minha mãe falando sobre isso falando olha eu vou eu vou dar uma volta vou sair e tal e eu lembro muito que ela colocou tem uma frase que ela falou que eu nunca esqueci ela falou assim você vai largar o trabalho o projeto para para
ganhar um trocadinho no semáforo ela usou essa frase ganhar um trocadinho no semáforo e gravei assim porque na hora pensei e falei vou Exatamente vou e foi de moeda em moeda que que que eu Eu segui e fiz todo o caminho eu saí da escola que eu tinha um trabalho estável estável e para para ir pr pra rua né que é totalmente instável não se sabe quanto vai ganhar né e ainda mais na rua que as pessoas têm tende de a marginalizar muito né minha família minha mãe todo mundo teve muito preconceito assim comigo primeiro
por eu estar eh namorando e depois casada com uma labara de rua e depois assim pela falta de estabilidade assim financeira Assim na verdade as pessoas não conseguem pensar muito na felicidade Elas Pensam primeiramente no dinheiro né Eu acho que na cabeça deles eles deduzi que no futuro eu não sei tipo iríamos morrer de fome sabe essa coisa de só que a gente provou diferente né e mostrou a eles que a gente estudou e foi se profissionalizando assim cada vez mais se organizando e hoje a gente tem um respeito deles assim mas eles tiveram que
meio que engolir suas secas Porque você não faz sozinho você faz você você faz o seu mas é como se você carregasse eles para eles né Essa essa é essa a ideia que eu tenho mais ou menos com relação aos pais hoje eles questionam de novo né Tipo você tem uma faculdade você não vai você não vai engrenar nisso Quando que você vai cair na real eu sei que essas coisas acontecem acontecem e é inevitável porque a gente tá dentro desse sistema então eles cobram dessa forma eles querem eles acreditam que isso é o melhor
para mim então é o que eles querem porque eles acreditam que é o melhor e eu também não tô desconsiderando que isso seja o melhor mas dentro da das minhas ideias da vida assim sigo bastante a minha intuição e na sociedade não falta aquele que não tem a sensibilidade no olhar para perceber a arte o esforço a dedicação a criação né no artista mesmo seja de rua diferentes cenários não convencionais né então não deixa desistir mas eu acho que por uma um padrão estereotipado de sociedade né do que você deve ser o que você deve
se tornar para ser para ser para ser alguém de porv né mas o que seria realmente ser ISO né e a arte existe porque o mundo no vasta talvez considero às vezes não sei já trabalhei na rua já fiz semáforo também e às vezes Sempre tem alguém gritando uma coisa do tipo vai arrumar um trabalho sabe vagabundo não sei o mas eu nunca liguei muito PR isso na verdade porque eu pensava mas eu tô trabalhando acho que eu tenho que trabalhar mais então para que você veja que isso também é trabalho porque hoje em dia
uma das minhas lutas é justamente essa mostrar pras pessoas que arte é trabalho que trabalho não é só o que vem lá da raiz da palavra Trip que é um instrumento de tortura ou seja precisa est sofrendo para est trabalhando na rua as expressões de rua elas foram mais mais eh pressionadas a essa coisa do do Marginal né porque ele é visto assim e na rua como é muito aberto e muito livre você vai ver de tudo então você vai ver e no semáforo por exemplo você vê não só não só o malabarista que tá
ali com com seu equipamento bom com figurino massa que tá focando na arte como você vê menina jogando limão como você v gente descalça como você vê gente tomando álcool tem tem é muito de tudo né Então é eu acredito que sempre é mais fácil né tá mais propício a a receber um tipo de preconceito as pessoas já é tão fácil né terem preconceito já é tão fácil porque o desconhecido é é um preconceito né Estou no mesmo espaço mas não estou no mesmo lugar de estar pedindo né sem dar nada em troca Então muitos
muitos que me vem né no farol podem não estar reconhecendo né que que eu sou um artista de rua Porém tem muitos que logo reconhecem quando eu tô na calçada e nem nem entrei sabe para fazer para fazer a minha sequência do Farol quando eu tô na calçada eu já sou abordado e congratulado Sabe às vezes as pessoa até me dá dinheiro quando tô na calçada só por causa do figurino né então são algumas coisas que destacam né o o artista de rua do cara que pede do cara que passa o rodinho eu me coloco
sempre num uma postura na rua principalmente com o meu figurino meu vestuário coloco um chapéu Me apresento como artista e sei que na grande maioria das vezes a gente é recebido como artista assim como tem pessoas que fecham o vidro do carro pessoas que que te dão dinheiro fala mas não vai fazer tatuagem te dão geral Mas não é para para comprar álcool não é para Nossa gente não é muito sabe tem muitas coisas a rua ali você é um copo de água é cristalino um copo de vidro Onde estão te vendo de todas as
formas agora dizer que você é artista de rua você tem ainda que um pouco velado um pouco escondido alguns preconceitos dentro do Meio algumas pessoas do me do Meio acham até que que é um pouco menor porque você não demonstra na rua muitas vezes toda a qualidade técnica que você poderia demonstrar entrar dentro de uma lona mas eu acho que o circo sofre muito preconceito com relação à lona por muitas questões por não conseguir chegar bem numa cidade por questões de burocracia por por uma desvalorização você paga muito mais para in círculos internacionais quando vem
para cá é isso ainda tem esse essa valorização do Internacional né tanto é que você vai nos pequenos circos e muitas vezes os apresentadores têm sotaque e nemas às vezes não são de fora mas é a questão de você valoriza o que vem de fora e não o o que é o teu país né el perguntam ainda hoje assim muito é ai que legal você é palhaça né mas e como é que você trabalha quando é que você trabalha então você tem que parar e explicar não isso aqui é o meu trabalho eu vivo disso
eu eu vivo desse momento aqui porque mesmo o nosso atual ministro da cultura que foi secretário aqui de Cultura aqui do Rio em uma entrevista recente numa cadeia Nacional de televisão Ele disse que olha só um dia fui paraa Austrália vi alguém tocando uma música brasileira e pedindo dinheiro depois o fato de colocar o artista como um pedinte ele não tá pedindo dinheiro ele está mostrando a sua arte e passando o chapéu você contribui da maneira que você pode ou que você quer que você acha justo mas é uma uma questão muito Sutil de leitura
da maneira como se você vê o artista de rua e para mim ofende muito mais ouvir o ministro da cultura dizendo que o artista de rua está pedindo dinheiro do que alguém que vem e me pergunta mas como que você vive ao chapéu eu acho que tem uma coisa muito interessante a rua que no fundo ela não precisa ser incentivada ela só tem que ter bons exemplos né Eu acho Sem dúvida O governo tem que est ajudando a arte tem que ter editais mas em si a arte de rua não depende de nada sabe é
é só o o ímpeto do artista lá e ocupar o espaço sabe ele não depende da ajuda do Governo da polícia falar que sim ou não pode ou não do público ele depende do público mesmo nós não SOS de família tradicional de circo a gente é de uma de um novo né do do circo de que vem de escola né o circo contemporâneo eu acho que é a gente consegue captar a essência do Círculo verdadeira que é essa muito forte de fazer independente assim porque há pouquíssimo tempo o CCO tem esse recurso de lei de
incentivo e ele e ele resistiu até até então né e ele conseguiu sobreviver e e tudo né assim agora você vai ver quem é que M aqui [Aplausos] são poucas as mulheres né na Rua São poucas as mulheres palhaças na rua e eu acho que toda e a maior dificuldade para uma mulher que viaja e vive diante sozinha são os homens não existe nenhuma outra dificuldade então muitas pessoas ficam surpresas como uma menina poderia carregar cinco objetos poderia ser equilibrismo ao mesmo tempo jogar ou poderia estar lá em cima do monociclo com um pé uma
cabeça equilibrando a bola tipo coisas absurdas que geralmente por uma sociedade impõe a mulher em um outro tipo de cenário bom eu trabalho com meu companheiro somos uma dupla Mas acontece muitas vezes de as pessoas virem falar perguntar alguma coisa e se remetem direto a ele não não vem falar com você isso você sendo a Palhaço você sendo a pessoa que comunica o tempo todo em cena você é a pessoa que está na ição digamos do do espetáculo quando termina eles vão vão acionar ele ou se você responde perguntam a ele também que é para
ter essa certeza da da resposta é muito Sutil isso é como o pedir né o artista está pedindo são sutilezas que eu acho que está se quebrando mas que você ainda percebe como uma questão machista dentro disso já teve sim caso de tipo pessoas falar porque aí a pessoa não tem não é a pessoa que vai te falar olhando no olho sabe é a pessoa que tá dentro do carro com vidro meio aberto então ela vai falar gostosa e sai né tipo vai falar ou vai falar uma outra coisa né pior muito pior Então eu
acho que às vezes você tá mais sujeito né no farol assim a esse tipo de agressão porque quando você tá num espetáculo de rua você tá olho no olho com essas pessoas né É ainda vivemos dentro desse meio em que se a mulher coloca uma calça mais justa uma uma blusa com a barriga de fora muitas vezes para fazer algum movimento que que se você botasse uma blusa solta te atrapalharia algum equipamento ela tem que tem que ouvir isso isso ofende a todas nós né esses homens essas pessoas agressoras com as mulheres na rua eles
não eles esperam que eles vão agredir E aí a pessoa vai ficar acada e vai sair de mocinho mas comigo é diferente se eles vêm agredir eu eu Contorno a situação assim meio que rebato e e falo outra coisa assim então ele fica achando estranho Opa uma mulher falando isso comigo tem um lado difícil mas esse lado difícil ele realmente quando você o supera ou quando você descobre formas você se você descobre a mulher guerreira e a mulher incrível que você é você é ela o sistema faz com que você não veja ela ele te
induz a esconder essa mulher mas nós somos muitíssimos poderosos nós podemos muitas coisas podemos tudo que a gente quiser mas eu acho que ainda temos muito construir com relação à mulher na rua a mulher em qualquer local a gente pode estar onde a gente quiser inclusive na presidência da [Música] república h [Música] h [Música] [Música] [Música] eh é o meu trabalho também mas é a minha missão é a minha forma de vida tipo é a arte faz tudo faz parte de tudo na minha vida cada gesto cada movimento cada pensamento eu estou constantemente criando constantemente
conectada com essa minha forma de vida tipo não é como se fosse algo alio separado Ah eu vou pro trabalho e aí depois não sou mais artista ou não penso mais no circo acho que todo um cimento eu acredito que quem tem tempo tem liberdade então Eh algum trabalho que te roue absolutamente todo o seu tempo ou 8 9 horas por dia de todos os seus dias é algo que eu não almejo mais para mim e não considero isso como uma coisa eh ai não quer trabalhar muito pelo contrário eu quero ter tempo para poder
eh fazer algo que realmente eu goste emar amor para aquilo que eu esteja fazendo como trabalho aquilo reverbere como dinheiro porque tem que ter a gente vive num sistema que que as coisas funcionam através do dinheiro então não adianta negligenciar e viver numa bolha que não vai funcionar princialmente no final de semana é o dia mais corrido de pessoas que tem mais fluxo de carros e o dia tipo que mais estratégico da semana nos finalis de semanas para poder adquirir alguma boa renda né Eu acho que muitas pessoas ficariam surpresas da quantidade que poderíamos ganhar
por horas né comparando uma hora de trabalho um assalariado comum e que ganha tanto ti e com uma hora de trabalho de uma forma independente né vamos dizer Tipo na rua eu acho que não preciso ganhar R 10.000 por mês então não preciso ir trabalhar numa coisa que paga R 10.000 por mês então talvez posso ter mais tempo livre e trabalhar com uma coisa que gosto mais mesmo ganhando menos e ser muito mais feliz e para mim faz mais sentido por aí e me perguntar você tá trampando aí eu falo sim né Isso aqui é
meu trabalho né É isso que eu tô fazendo agora da vida quando eu não tô no farol né pode ser no farol na rua ou em outro lugar que eu esteja apresentando esse agora é meu trabalho e as pessoas às vezes T um pouco de dificuldade de reconhecer isso né como uma uma profissão por é diferente do do que eles pregam para você trabalhar né Essas 12 horas diárias que está se discutindo atualmente enquanto a sei lá se meses atrás você falava muito ah porque na Suécia não tem corrupção e tarará dentro do mercado de
trabalho na Suécia você trabalha 6 horas diárias e eu já trabalhei lá como artista dentro de um parque por que que aqui a gente tem que trabalhar 12 ainda ser chamado artista de vagabundo né E então como a gente não se adecua dentro desse sistema de você ter uma carteira assinada isso são dificuldades dentro do mercado de circo também como que você assina a carteira de alguém como que você e consegue se aposentar por exemplo são são dificuldades que a gente tem no nosso no nosso meio a arte em si tem algo que talvez uma
outra atividade vamos dizer um pouco mais mecanizada em questões corporais de movimentos e técnicas de fazer isso apertar aqui não ten que é a criação o quadrinho Sava de chickens ele fala pô todo mundo te fala como é difícil trabalhar com Arte mas ninguém te fala como é difícil não trabalhar com Arte Porque mesmo com todas as dificuldades do que do que faço agora eu tenho certeza que seria muito mais difícil tá num escritório 8 horas por dia sentado num lugar que limita meu corpo que que oprime minhas ideias criativas sabe é exige muito tempo
muita energia muito treino o que nós fazemos em 15 10 minutos é 2 3 anos de treino e essa ideia de que a gente trabalha só naquele momento da daquela hora mas a gente treina né estuda aí em casa trabalha no computador escrevendo projetos vendendo o nosso trabalho né então a gente vive não tem assim eu trabalho das 8 horas a 5 Não não é isso eu trabalho de segunda a segunda em todos os momentos é delicado porque is no momento que você faz com muito prazer o que você né faz para viver existe alguns
momentos em que é difícil você se posicionar de uma maneira mercadológica é um luxo me sinto afortunada ao fato de poder ganhar a vida trabalhar dessa forma e ainda fazendo o que eu gosto que é a minha profissão constante difícil trabalhar com ar porque realmente é difícil é conseguir grana não tem não tem tanto incentivo do governo como deveria ter as próprias pessoas muita gente acha que a arte não é importante Apesar de ouvir uma música Todo dia apesar de o design que tem nas coisas da cozinha dela fazerem a vida dela ser melhor e
ela nem perceber isso por exemplo né então assim a gente a gente tem uma relação muito forte com a arte né a arte faz parte da vida da cor pra vida e eu faço um convite pessoas de que elas venham acompanhar uma semana da nossa vida para ver o tanto que a gente trabalha o artista de rua é um guerreiro que constantemente deve estar em pé de luta para levar uma mensagem seja qual seja o cenário também uma roda no farol no metró na rodoviária então todo o cenário está constantemente aberto para ele ir na
luta e afrontar essa realidade através da linguagem cência que é muito Rica só o fato de pegar uma balinha de contato ou jogar algumas claves as pessoas param te olham te observam algumas pessoas chegam é uma coisa impressionante você realmente faz amigos você você veste uma máscara você veste uma um personagem que aí você começa a ver o poder que essa personagem tem de quando você tá com uma Clave ou com malabares ou um Bambolê na mão você realmente pode acessar as pessoas de uma forma diferente não sendo você com um monte de coisa e
sim sendo um personagem né Então você começa a ver aquilo como uma uma forma tipo uau eu posso dizer algumas coisas que eu acredito como massa pras pessoas através disso fazendo espetáculo eu me sinto incrivelmente assim parece que eu sou uma heroína sabe eu me sinto muito bem assim tipo das coisas que eu mais gosto de fazer na rua é quando eu tô fazendo Rua tipo espetáculos de rua com o meu companheiro com meu filho esse momento é para mim é muito é Sublime assim muitas vezes você realmente vê qu Você tocou aquela pessoa como
foi importante aquilo como você transformou o dia dela eu acho que é uma das coisas mais dádivas a gente ser ess esse canal onde você não alimenta o ego você alimenta a alma a alma que expande nisso né ela que que sustenta sua Seu Amor Pela arte porque você realmente vê como você pode tocar as pessoas então eu me sinto muito identificada é a min minha profissão meu estilo de vida é meu dia a dia minha paixão umae deha Ana Flávia e que eu me apropriei porque eu acho que ela diz muito sobre o fazer
e sobre o que a arte de rua faz né O que é seu é seu e o que é céu é nosso Então vamos tomar tudo que for céu tudo que for [Música] nosso k [Música] k [Música] Us [Música]