Todo mundo conhece alguém que parece que aprende mais rápido do que as outras pessoas, tá sempre um passo à frente e passa em todas as provas teoricamente sem nem estudar tanto assim. Parece que é um talento nato, uma coisa que a pessoa nasceu e já desenvolveu aquilo, mas não é. É simplesmente padrão de comportamento.
E nesse vídeo eu vou te mostrar os sete hábitos que esses alunos, que esses estudantes, que essas pessoas utilizam. Sete hábitos que realmente fazem a diferença na sua jornada como estudante e são baseados em ciência e naquilo que essas pessoas vivem no dia a dia. Primeiro hábito, elas constróem a confiança interna, aquilo que as pessoas podem colocar nos livros como selfust.
Não é motivação pura e simples, mas sim cumprir com aquilo que é programado. Se essas pessoas decidem fazer alguma coisa, elas colocam na agenda e aplicam, realizam, realmente estudam aquilo que elas se programaram para fazer. Eu atendo individualmente médicos que querem se preparar para prova de residência médica na nossa aceleração.
Inclusive, vou deixar o link na descrição desse vídeo. E eu percebo que um aluno tem muita dificuldade quando ele não cumpre com aquilo que ele combina comigo que vai ser feito. Nesses casos, eu preciso realmente de uma atenção dobrada com esse tipo de aluno.
Porque enquanto as pessoas que são o top 1% dos estudantes prometem: "Eu vou estudar 10 minutos de determinado assunto, eu vou revisar isso, eu vou fazer tantas questões". e fazem, elas tão dando um aviso pro próprio cérebro de que, cara, eu cumpro com o que eu programo. Ou seja, aquilo cria autoconfiança.
Isso libera dopamina e faz com que você entenda que você é uma pessoa que realmente faz e não só planeja. Enquanto que os alunos que eu tenho dificuldade, os médicos que eu tenho dificuldade são aqueles que planejam, mas não cumprem. Daí a gente tem que tentar executar isso quanto antes, fazer essa mudança de identidade.
Acontece que quem faz parte do top um dos melhores estudantes, top 1%, eles não começam fazendo muitas coisas e sim começam consistente e fazendo todos os dias, mesmo que pouco. Segundo ponto, essas pessoas estudam com uma visão clara. Elas têm uma consciência, uma ciência de onde elas querem chegar, o objetivo daquele estudo.
Ou elas já passaram pro próximo nível de gostar do hábito, mas elas têm um caminho claro de onde elas querem chegar com aquilo. Não é simplesmente, ah, eu quero passar. Elas sabem onde querem estar, em quais faculdades, qual rotina elas querem ter, como que vai ser a vida delas, o que que elas vão fazer e por que elas estudam tanto.
Ah, eu estudo muito porque eu quero passar em neurocirurgia na USP e minha rotina nos próximos 5 anos vai ser de muito estudo, mas depois desse período eu vou começar a me aprofundar em outra área, criar meu próprio consultório e realmente me tornar um neurocirurgião. Então essas pessoas que estudam muito, elas têm todo esse plano, todo esse planejamento. É óbvio que você não é obrigado a saber o que você quer, a especialidade que você quer, não.
Mas você precisa ter um motivo para está fazendo tudo aquilo. Caso contrário, na primeira dificuldade você vai desistir. E quando você visualiza com detalhe, você ativa o córtex pré-frontal, você ativa o córtex visual e tudo aquilo cria uma vontade mais forte de estudar.
Tudo aquilo cria um link emocional com o seu estudo e o seu cérebro começa a ser um aliado e não jogar contra você, porque você já se enxerga estudando e estando naquele ambiente que você quer acessar. Terceiro ponto, esses estudantes fazem um controle de energia nos seus cérebros. Isso aqui é absurdo, porque realmente aquilo que a gente consome, aquilo que a gente tem contato no nosso dia a dia, os tipos de conteúdo que a gente assiste, o tempo que a gente perde ou a forma como a gente consome conteúdo, faz uma mudança de plasticidade cerebral.
No meu ano passado, meu ano de preparação para as provas de residência médica, que eu fiz para passar em cinco provas extremamente concorridas, também passei num concurso público logo antes de me formar. Então, seis provas aí que eu já passei. Em todas essas provas, eu precisei conferir como que estava o meu ambiente e me cercar somente de bons estímulos.
Da mesma forma como a alimentação muda nosso corpo, deixa a gente forte ou deixa a gente fraco ou deixa a gente gordo. O consumo de estímulos no nosso dia a dia faz diferença pro nosso cérebro. Por isso pode gerar mais estresse, mais ansiedade, pensamentos ruins.
Imagina uma pessoa que tá lá vendo vários ress, vários conteúdos curtos com cérebro em alta dopamina, como que ela vai sentar e fazer uma atividade monótona como estudo? Extremamente difícil. É por isso que os melhores estudantes que eu já vi, eles entendem exatamente como que esses estímulos funcionam e equilibram seu nível de energia ao longo do dia, não juntando uma atividade extremamente dopaminérgica com o estudo.
Por exemplo, se eu vou fazer um jogo, assistir uma série ou mexer no meu celular, vai ser depois da tarefa mais chata. Se você só consome conteúdo ruim, você vai ter mais estresse e um pior foco. Se você passa a consumir um bom conteúdo, você vai ter mais clareza e muito mais aprendizado.
O top 1% faz isso, controla a distração, controla o ambiente, deixa o celular distante e escolhe o que consome. Até porque estudar não é simplesmente abrir um livro, mas também controlar aquilo que a gente coloca na nossa mente. Quarto ponto, esses alunos, eles estudam e aplicam.
Eles não só ficam consumindo conteúdo de forma passiva para sempre. Sabe aquele aluno, sabe aquele colega que você tinha na época da escola e que ele fazia as contas, fazia os cálculos e ele dizia para que que aquilo funcionava? Ele se empolgava com aquilo?
É isso que eu tô querendo falar. Esse top 1% os melhores estudantes, eles estudam, aplicam, eles fazem coisas com aquele conhecimento, aqueles alunos que desenvolvem pesquisas ou que realmente participam de competições de montar foguete, esse tipo de coisa. Eles aplicam o conhecimento que eles estão estudando e não tem medo de errar e ajustar quando necessário.
Isso fortalece completamente a nossa fixação e o nosso pensamento. Um estudo realmente ativo que eu tô atendendo meu paciente ali no dia a dia, eu tô estudando em casa a doença dele. É um estudo muito mais forte do que simplesmente ficar lendo o livro e achando que vai reter.
Inclusive, foi esse estudo, estudar e aplicar, que me permitiu crescer aqui na internet, fechar parcerias, avançar na faculdade de medicina, passar em cinco residências médicas. Foi esse estudar e aplicar que me permitiu. Até porque conhecimento sem aplicação é obesidade mental, é uma ilusão.
Os melhores estudantes utilizam microábitos, não tem uma rotina perfeita. Os melhores alunos não criaram uma rotina 100% infalível. Eles têm hábitos pequenos e consistentes.
Sabem como voltar pro caminho quando saem do trilho. 10 minutos por dia, cinco questões, uma revisão e vão aumentando isso até que uma hora se torna fácil. Você não começa fazendo 100 questões por dia, você começa com cinco, com 10 e vai aumentando isso de uma forma gradual.
Cada vez que você executa se torna uma recompensa cerebral. Entender esses ciclos e saber retomar o quando isso sai do trilho cria a identidade que eu falei anteriormente. Isso cria a profundidade mesmo no seu hábito, no seu cérebro, na sua disciplina, que te permite parar de ficar tentando estudar e virar alguém que estuda e que entende que aquilo é importante, que se torna uma consequência óbvia da rotina que foi desenvolvida, dos sistemas que foram criados no dia a dia dessas pessoas.
O sexto ponto tem a ver com isso. Essas pessoas, os melhores alunos, os melhores estudantes, aqueles que passam em todas as provas, eles constróem ambiente, não dependem de força de vontade. Eles tornam o estudo a tarefa mais óbvia na frente deles.
Celular distante, mesa limpa, horário definido, tudo regrado. Porque o seu cérebro, ele vai seguir o caminho mais fácil. Não importa o quão disciplinado você seja, ele vai seguir o caminho mais fácil.
Para mim, a solução do ano passado foi alugar uma salinha de estudos e todos os dias pela manhã eu ia para lá, sentava e começava a estudar. Quando eu olhava para um lado, olhava pro outro, tava todo mundo estudando. Como eu deixava meu celular desligado dentro da mochila, estudar era a tarefa mais divertida que tinha na minha frente.
Isso foi um controle absurdo dos meus estímulos ao redor. Não é você que persegue o estudo, o estudo que se torna mais fácil dentro da sua vida. E também por último, mas não menos importante, eles têm resiliência, eles têm um código do retorno, todo mundo falha, todo mundo deixa de estudar um dia, todo mundo erra, todo mundo comete um erro no seu estudo.
O que vai diferenciar no top 1% dos melhores estudantes não é perceber que tudo saiu do trilho e deu errado, mas sim entender: "Cara, eu não consegui estudar muito bem ontem, nem antes de ontem. O que que eu posso ajustar hoje para poder retomar aquilo e voltar ao trilho? " Isso é uma reprogramação, é saber planejar aquilo que não deu certo, saber fazer os ajustes enquanto o caminho ainda tá rolando.
Cada erro vira dado e cada vez que você sai do caminho, você volta melhor. No final, tudo se resume a não estudar infinitamente durante muitas e muitas horas já de cara, mas sim sobre saber estudar melhor, saber construir esses sistemas, saber orientar os seus estímulos, a sua energia naquilo que é importante, ter um planejamento, se livrar das distrações que estão ao teu redor. E assim você não depende de prova, não depende de sorte.
Quando você aprende isso, você consegue qualquer coisa. Obrigado por assistir esse conteúdo. Se você quiser se preparar paraa prova de residência médica, eu vou deixar um link na descrição do meu acompanhamento individual, onde eu faço tudo isso que eu falei aqui no vídeo com os meus alunos.
A gente faz um treinamento, um passo a passo para que a pessoa saia de alguém que tem muita dificuldade para estudar, para realmente se tornar alguém com capacidade de passar na prova de residência médica. Se você quer isso, o link vai estar aqui embaixo. Obrigado.