Renan L, será que as obrigatoriedades da Intendente são tão difíceis de atingir outra chuva e muitas despontuações? Pessoal, intendentes Magalhães é um é muito difícil quando a gente fala que em tendente de Magalhães é um carnaval muito difícil, não é só na questão de estrutura física, não é só isso, porque a estrutura física ou a falta dela a gente até passa por cima. Mas o carnaval ele acontece feito por pessoas e temos que entender que pessoas tem as suas vidas pessoais, né?
suas vidas próprias, tem os seus compromissos, tem tudo isso. E na maioria das vezes as escolas de samba, isso eu falo por todas de todos os grupos, muitas vezes elas acham que o desfilante tem a obrigação de estar lá, quando na verdade não temos, tá? A escola de samba ela age dessa forma, mas não temos.
Ninguém tem obrigação de estar lá. E a intendente de Magalhães se torna um processo de carnaval muito difícil a partir do momento que você depende desses desfilantes para estarem lá. E muitas coisas acontecem para que esse desfilante saia da avenida eh naquele momento que você mais precisa dele.
Saia de que forma? Agora então que nós temos o grupo de especial desfilando junto com a série prata, que é a série que mais que tem as escolas eh maiores, mais estruturadas, o que que acontece? Eu tô, eu tô fal, eu tô falando porque, gente, eu sou sambista, já vivi tudo isso, já vivi vivo tudo isso.
Você tá na sua escola, a maioria das escolas da intendente, quem é sambista, que tá aqui no chat, sabe o que eu tô falando. Chega e fala assim: "Pô, fulano, cara, você vai desfilar comigo o ano que vem, né? " Agora, nesse momento, já tem um monte de gente falando isso.
Mestres de bateria, diretores de harmonia. To, pô, fulano, você vai desfilar comigo, né? 2027, pô, eu venho aí na escola tal, pô, você vai desfilar comigo, né?
Pô, tô contando contigo. Tu é parceiro, hein? Não, Tamos junto.
Eu falo até, eu chamo isso até do seguinte, a síndrome do Tamo Junto. Não, estamos junto. Estamos juntão, pô.
Conta comigo. Parará. E aí você vai o ano inteiro contando ali com o estamos junto.
E esse estamos junto vai funcionando até chegar o mês de agosto. Quando chega o mês de agosto, que as escolas da série Ouro e do grupo especial começam a movimentar suas quadras com lançamentos de enredos, disputas de samba, feijoadas e que esses eventos começam a exigir a presença dos seus segmentos, a síndrome do tamo junto começa a acontecer, que é o quê? Aquele estamos junto que tava juntão, já não tá tão juntão assim, já começa e ó, pô, quebra essa aí, não vai dar para eu ir no evento tal, porque, pô, a escola lá tá me chamando.
Você acha que entre uma escola da Intendente e uma da série Ouro do Especial, ele vai em qual? Ele vai nas outras, ele vai nas maiores e isso vai rolando através do do segundo semestre todo. Tem escola da Intendente, por exemplo, que o pessoal fala assim: "Poxa, a escola tal devia fazer ensaio de rua".
Tem umas que até tomam coragem e fazem. Mas gente, os ensaios de rua de escolas da Intendente é meia dúzia de gato pingado. Por quê?
Porque as escolas da série Ouro e Grupo Especial também estão fazendo ensai rua e só tem o final de semana para fazer. Eh, não conflita horários, agendas. Além disso, muitas das escolas da Intendente, elas são dentro de comunidades que às vezes são comunidades que estão em conflitos e não tem como você acessar.
Então, ela se limita a fazer com as pessoas que são dali. E aí você sabe o quê? que não rende, não rende, não, não tem como render.
Você não tem como fazer, por exemplo, um trabalho de harmonia sem você ter os segmentos da escola presente. E aí vai processando isso. Quando chega no desfile propriamente dito, existe aquele reforço da palavra, pô, fulano, estamos junto, hein?
Não esquece de mim, hein? Tu vai lá, tô contando contigo, hein? Pô, tua fantasia tá lá, pega a fantasia assim, assim, assim.
O que que acontece, gente, no dia do desfile? Um, pode chover horrores. Se chover, complica mais ainda, porque se chover dificulta o deslocamento das pessoas.
O da Sapucaí até a Intendente Magalhães pra pessoa sair da Sapucaí para ir para Intendente Magalhães é chão. Se a pessoa não tiver, ó, com um dindim forte no bolso, ela vai ter que pegar várias conduções. Ela vai levar um tempão para chegar no intendente, porque vai se deparar com um monte de ruas interditadas.
Se chover, ruas alagadas, blocos no blocos em vários lugares. E isso já dificulta horrores. Se a pessoa, ah, não, mas eu vou de Uber, não sei o quê, vai pagar caro abesso.
Aí a que que a pessoa faz? Chega, ela tá ali, saiu, pô, eu tenho que ajudar o fulano lá na escola, tal, pô. Aí chega o amigo e fala assim: "Pô, fulano, pô, encontrei com fulano, beltrando, ciclando ciclo, estamos lá na barraquinha tomando a gelada, pô, vamos chegar lá.
" Aí a pessoa coça a cabeça, pensa, fala: "O quê? Vou sair daqui agora para ir paraa intendente? " Pô, eu prometi ao meu amigo lá, pô, mas depois eu me depois eu me arrumo com ele, tá tudo certo, vou ficar por aqui mesmo.
E fica por lá. Gente, eu já vivi isso, gente. Eu eu li já vivi isso várias vezes.
Eu confesso a vocês que eu já fiz isso lá na minha lá nos meus áuros tempos eh eh de ritmista. Eh, muitas vezes pessoal, pô, pelo amor de Deus, vem aqui para entendente que a gente precisa de ajuda de vocês. A gente, pô, não, vamos, vamos, ó, quando a gente terminar o desfile, vamos.
Só que terminava o desfile, a gente já tava podre de cansado, de saco cheio, de estresse de sapucair e a gente tava mais afim de sentar e tomar a gelada e esquecer de estresse de avenida, entendeu? E pô, eu tava ali na Sapucaí 10 minutos da minha casa, entendeu? De metrô, eu ia passar maior perrengue para ir pra Intendente.
Você não ia nem os outros. Então, eh, a pessoa fala: "Pô, Lia, você me admira, você, você fez isso, gente? Sou humana, já tive lá atrás, também já fiz as minhas besteiras também, né?
Então, assim, eh, isso acontece com mais frequência do que vocês imaginam. Então, e você ter um contingente completo na endente, quem conseguir isso, meu amor, é, tá com ouro na mão. No.