e quando se trata de imigrantes nós sempre queremos homenagear uma das famílias tradicionais hoje nós vamos homenagear a família pic arcângelo ou mal doc pique elide ballock pique conheceram se no século retrasado por volta de 1890 ambos moravam em campo panone província de lucca na itália nesta época ele tinha apenas 13 anos de idade e começou a viver um grande amor porém arcângelo teve de vir para o brasil com os tios mas prometeu buscar o amor de sua vida para se casarem e para surpresa dele de arcângelo voltou mesmo e aí se casaram e ele
trouxe a para o brasil nessa região entre itatiba e jundiaí e os escravos ou libertos uma semana antes da libertação dos escravos ele já sabe então vinhos europeus placar a abolição é um acontecimento histórico que tem várias características não é não é só por fator humanitário google a vontade da princesa a imigração que vinha para o país eram degradados prisioneiros ou pessoas que eram relegadas a um outro plano em portugal então na hora que abriu às nações amigas começou a ouvir outras nações e começaram a a vir ao país chegava no porto subiu a serra
com o trem e desembarcavam aqui na antiga hospedaria dos imigrantes os imigrantes ficavam aqui por um período é que era determinado aí e depois aqui mesmo embarcar novamente no trem rumo às fazendas de café chegando havia duas possibilidades ou trabalhar numa fazenda de café ou é com a instituição dos núcleos coloniais a ida para os núcleos coloniais na tentativa de conseguir lotes de terra e ali se estabelecer num lugar já definido com a área definida com 100 esculturas ó contrato a escultura eles não têm até hoje o italiano ac inacreditável acaba ele e lhe preocupa
mais a as profissões ligadas a cantaria a pedra porque eles eram mestres nisso o italiano quando cheguei à cabana é inferior ele não pode casar com 400 quando ele enriquece ele já é italiano veja bem uma cultura tradicional ele tem grana e ele passa a ser o cara que construiu estado ele possa ser empreendedor ele passa a ser uma figura é quase irmã nada com o bandeirante a máquina sozinha ela não faz mudança quem faz mudança o trabalhador e aí nesse contexto imagine então o trabalhador com pensamento anarquista como ele pode fazer a mudança interessante
como as idéias anarquistas elas acabam implicavam uma postura crítica tanto em relação contra o sistema capitalista mas imagina essa dentro de uma lógica doméstica não é questionar por que só as mulheres faziam serviços domésticos a gente quer sim os europeus europa está em crise vem e italianos mas o senegalês porque é que um senegalês vai trazer de contribuição para o brasil com a vinda da família portuguesa fugir de graças ao napoleão né eles por sua família algo real e portugal em 1808 eles acabaram é criando aqui alguma algumas coisas interessantes uma foi a abertura dos
portos às nações amigas e aí então começou o grande movimento de imigração no país o as tentativas de imigração no brasil é são experiências do já do século 19 mas muito com um pouco de demora algumas experiências foram tentadas a do homem depois da independência com imigrantes alemães suíços no brasil por volta de 1820 a gente já tem a chegada de suíços alemães que se vão mais para a região sul do país também buscando novas condições de vida e de trabalho e é uma ligação ainda incipiente há dados que dizem que em torno de aproximadamente
10 mil pessoas apenas neste momento chegaram no brasil lembramos que em 1850 já começamos a ter uma relação de acabar com o tráfico negreiro né dos escravos é isso daí com o passar dos anos vai dificultar então existe uma necessidade de mão de obra o que não é o único fator para o processo de migração tá uma conjuntura é esse processo de imigração agora começa a ser uma opção a esses outros povos ei o gunga a estimativa de estudo a média de 80 a 108 escravos entre homem e mulher tivemos duas salas uma cesárea do
méxico onde ficava colocamos que era baixo da casa sede ea senzala masculina local nós vemos do senado nessa região entre itatiba e jundiaí e os escravos ou libertos uma semana antes da libertação dos escravos os escravos estavam sabendo tanto é que no final da libertação poucos carros estavam fazendo a grande maioria já tinha fugido das fazendas não tinham comprado sua alforria abolição é um acontecimento histórico que que tem várias características não é não é só por fator humanitário google a vontade da princesa tem também por série de outras questões de ordem econômica política internacional que
influenciam é que pressionou o brasil os estados unidos já é com a guerra civil lá também já estava enfrentando esse problema antes então o cenário internacional não era mais favorável à escravidão então uma massa de pessoas de repente livres mais jogadas né à deriva também tem que disputar espaço com quem está chegando então não deve ter sido muito fácil não neve ter tido alguns arrancar a você ele já sabe então vindo europeus placar acredito eu que não fizer uma certa amizade não porque eles vivem no local é difícil mas tinham que comete em que irão
dormir tudo né o mal que seja a senzala situação que eles viviam ele tinha nessa possibilidade de vida quando eu sair daqui muitos foram procurar algo para fazer então foi muito difícil pra eles os escravos inicialmente não foi tão fácil mas com o tempo nessas barreiras estão sendo quebradas têm também componentes de ordem religiosa que podem influenciar aí né no caso todo 11 problema da relação entre as religiões afro que acabavam sendo construídas no brasil é um pouco por conta da tradição que já vinha da áfrica e misturando com elementos do catolicismo é e toda
é o problema da igreja oficial é não aceitar muito essa é esse novo componente religioso que é fruto de uma mistura que a gente chama esse sincretismo né e esse componente religioso pode com certeza acho que influenciou muito nesse problema da convivência entre os diferentes algumas pessoas perguntam se houve a a mão negra na construção da ferrovia é não como esperados contratava as empresas que usavam negros para fazer algumas coisas mas nesta época os ingleses já eram contra a escravatura e principalmente o barão de mauá não funcionam com tratava a mão negra ou não é
por questões humanitárias por questões econômicas escravos não tem salário não consome produtos industrializados não havia interesse na relação econômica então os ingleses apostam na mão de obra imigrante livre assalariada esse avião acidente e morria uma pessoa negra eles faziam um registro dessa pessoa que não era comum na época então você percebe que é no primeiro momento é eu acredito sim que eles têm um lugar desses carros na construção mas pra operar ferrovia não eu quero deixar bem claro que a quinta acaba companhia são paulo veio e ela não até a década de 30 não vai
fazer contratação de mão de obra local chela é como se eles ela desconsidera esse nativo e ela vai preferencialmente contratar mão de obra imigrante naquela época a idéia de raça era fortíssimo porque era uma ideia do século 19 é isso impediu o eu pelo menos dificultou muito a essa esse contato essa esse intercâmbio entre entre etnias o governo entendia que uma mão de obra mais preparado não necessariamente ariana né assim dentro do mar um discurso é o discurso científico da época de o gene a de limpeza nem quer dizer isso isso depois descamba na segunda
guerra um grau que hoje a gente tem um certo trauma de falar isso é uma coisa cientificismo né no final do 19o prasil também é tava estava abraçando essa causa da do branqueamento e principalmente depois da abolição da escravidão e 81 1888 a a idéia é que não se tornou lógico nos tornou oficial extraoficial é foi a de esquecer essa memória escravo né então é essa coisa da mistura das raças o quanto isso é uma coisa negativa e enquanto o brasil precisava evitar esse risco é uma coisa muito presente nos discursos ligados à imigração e
esse grande projeto de migração para o café em são paulo ele nasce dentro de si nesse contexto em que a ser adriano significava ser superior intelectualmente racialmente e isso é um grande contributo para o desenvolvimento do estado de são paulo que o brasil é um dos principais motivos pra pra para incentivar a imigração européia foi exatamente esse de suprir a necessidade de trabalhos necessidades materiais mas também criar uma outra memória sobre a construção da do brasil como um time e fez a relação da seleção das peças acreditam também que isso ocorria com o ser mano
então que algumas culturas entre as ruas poderia ser mais evoluídas do que a outra nesse ponto seria como se viu no caso estivesse no topo então com isso com essa idéia do darwinismo social esses imigrantes passam a ter uma outra visão e aí que se altera em como eu falei o escravo ele não teve uma política de implantação social pra ele o imigrante já começou a uma política de implantação social não só falam que foi fácil para um time grande mas com certeza foi mais difícil para o escravo quando as pessoas falam ah porque os
imigrantes eram empreendedores e os escravos não podiam que não trabalhavam suficiente ok pega quantas gerações que nunca pode ter desejo né e compara com com uma tradição européia de liberdade construção enfim é técnicas ofícios e não é uma comparação minimamente possível de ser feita antes disso a gente tem alguns eventos de natureza política também que favorecem essa abertura e se essa entre aspas acolhimento dessa mão de obra que vem paulatinamente é devagar ocupando o lugar da mão de obra escrava os ingleses vieram como técnicos engenheiros e aí os franceses para construir as pontes viadutos os
italianos vieram nas cantarias as pedras os espanhóis na página de ferraria e os portugueses na passe mais de de mão de obra mais pesada a ferrovia foi meio para a imigração aqui no estado de são paulo e por conseqüência no brasil o emigrante era uma figura desejada em substituição à mão de obra escrava receiam foi a da é isso num projecto ideológico mesmo em que se tinha uma idéia de que esses imigrantes tinham uma tease técnica maior e que tinha uma cultura superior a cultura das populações que foram escravizados e que estavam aqui é e
seus descendentes que estavam aqui no brasil o vulto e migratório no brasil realmente aconteceu já para o final do século 19 foi quando é o governo começou realmente a a propor e é que o ex que se criassem colônias de de imigração é incentivar essa essa vinda dos imigrantes para cá então o fortalecimento dessa desse processo migratório se deu no final do império e no começo da república saiba antes falar verdade você tinha agentes nos próprios países que é convidavam esses imigrantes a migrarem para o brasil com tudo pago pelo governo brasileiro e com a
esperança de que aqui eles iam fazer a américa ao falar da imigração é duas grandes dimensões interpretação desse evento desse fenômeno sabiam ser levadas em conta uma de ordem mais macro histórica que não se é apenas a situação do brasil mas sobretudo da situação da europa é desde o início do século 19 a principal motivação de das dessas leve grande foi foram os conflitos por conta da centralização do da itália inclusive com atuação decisiva de uma pessoa o italiano é que também tem uma presença na história brasileira que é josé garibaldi a a guerra pra
pela centralização começou ainda no final da década de 1860 e se estendeu então muitos muitos italianos saiu da da sua da sua não era nem uma pátria porque ainda não estava cego unificada né mas saiu de lá fugindo da guerra decisivamente a partir de 1875 que os italianos vêm massa para o brasil né e e depois a partir da década de 1890 outras nacionalidades também espanhóis né pessoas de outras origens ele pode vir dentro de um contexto coletivo de um contexto individual no fundo as grandes questões são questões quase pessoais ele vem porque ele precisa
de um emprego ele vem que está passando fome ele vem em busca de aventura ele vem felipão tinha alternativa nenhuma e acho que ele vai se construindo dependendo de como também ele com a estrutura de aceitação com a estrutura de incorporação deles possibilidade é dele dele enfim corporal do mesmo as dinâmicas sociais do país em que ele é recebido doenças também é um outro fator né que tava forma essa condição do dos imigrantes italianos estima se que por volta de 1870 morrer na década de 1980 morriam cerca de 40 mil pessoas por ano de malária
400 mil é devido à cólera mais da metade dessas eram crianças não havia nenhum controle sanitário nenhum acesso á a prevenção não é pra evitar esse tipo de problema né devido a isso tinha muito a ver com as condições precárias de higiene nec as nossas quais as pessoas viviam desse primeiro surto migratório ver vieram outras outras levas que geralmente vinham por regimes de colonatos ou então por contratos eles tinham as passagens subsidiados por particulares ou mesmo pelo governo a propaganda tanto o governo brasileiro quanto o governo italiano ela era extremamente enganosa né havia panfletos que
eram distribuídos na itália e promovendo esse interesse de vir fazer a américa não é que era o termo o termo que acabou sendo utilizado para essa saga dos italianos e querer vir para a américa fazer a vida então era um pouco uma propaganda enganosa por exemplo na itália durante as feiras eles vão colocar barracas de alienar aquele momento é mostrando o brasil como uma possibilidade basicamente ou para trabalhar no campo a imensa maioria e uma parte desses imigrantes também vai pro centros urbanos procurar colocações de trabalho né na indústria brasileira que nem sempre incipiente nós
vamos pensar por outro lado imaginem o operário imigrante europeu que saiu lá na europa passando muita necessidade muito sofrimento é pobreza ele chega no lugar ele é contratado por uma empresa que tem escola ele tem cinema ele tem clube tem água encanada casa pra morar ou seja é tudo isso foi uma estratégia de vincular esse operário a companhia ferroviária então este imigrante ele sai da europa de uma condição ele encontra uma condição favorável aqui isso foi uma minoria porque para a maioria o que sobrou as fazendas de café a mão de obra era escrava sobretudo
ea une a um único tipo de manutenção que os escravos recebiam na grande maioria claro que não dá para generalizar em totalizar coisa mas era a senzala é ea ração tão esses imigrantes chegavam para ocupar esse espaço se caras vinham com uma tradição familiar da europa e aí de repente ele tem que ocupar um espaço coletivo é sem uma sem uma estrutura de uma residência inclusive e é bem é necessário dizer que nem todas as famílias italianas obtiveram sucesso há dados que que dizem que pelo menos 40% dos imigrantes retornaram à itália depois porque perceberam
que as condições que encontraram aqui não eram tão muito diferentes daquelas que eles é que tinham na itália a primeira impressão deixada pelo pelo governo brasileiro nessa nessa onda migratória foi muito negativa foi muito negativa e repercutiu muito na opinião pública italiana na verdade o que estava em jogo era mais os interesses da produção dos fazendeiros paulistas do que propriamente o favorecimento real é david desses imigrantes para ter uma boa condição de vida então eu acho que eles foram um pouco enganado o grande problema no início da imigração é pra brasil foi a audi se
preparam e não viam bonito né eles vinham inald datena ao envio até empurrado lá no an não dispor onde dorda embarcações depois a gente teve também a chegada de asiáticos japoneses né principalmente a partir do início do século 20 no dia 18 dos seis de 1908 chegou a primeira leva de imigração japonesa no país que foi através do kasato maru a região de jundiaí começou a receber migração japonesa em são paulo é uma cidade de são paulo mesmo onde havia as grandes hospedaria de imigrantes é esses japoneses chegaram um tempo antes já em 1908 em
um primeiro momento os asiáticos não eram considerados aptos a esse projeto ideológico do brasil amarelo ainda inferior dentro desse contexto positivista depois se vê que não depois tem gente defendendo e tal é ea isso tem imigração japonesa com grandes contributos enfim pra pra essa dinâmica toda do estado algumas outras condições no brasil foram uns sendo construídas como por exemplo a implantação da ferrovia é o caso da cidade de ingá ii com a criação da na técnica tinha 60 da ferrovia samsung aí pro escoamento da produção cafeeira interior de são paulo para o porto de santos
você tem uma idéia para acabar uma vila bela nasceu sem estação ferroviária ela apoiou vias inaugurou em 1867 a vida só vai ganhar a sua primeira estação em 1884 nós temos uma o funicular do mundo construído neste trecho nós estamos no alto da serra do mar daqui nós temos um declive de 800 metros que foi vencido por pelos ingleses né pela pela iniciativa do barão de mauá importante neto sócio dos ingleses foi o barão de mauá essa ferrovia também teve a participação do barão de mauá mas antes da inauguração da ferrovia os ingleses já bolar
um grande plano de tirá-lo do negócio inclusive o motivo da falência do próprio barão de mauá foi acessada isso incrementou ainda mais a atividade econômica do café e isso engrossava essa condição favorável à vinda dessa mão-de-obra imigrantes a maioria deles italianos em 1893 como eu fui eu tinha foi pra você foi criado um primeiro trecho o primeiro setor alfandegado que recebia os passageiros é depois em 1900 a questão num lugar tão importante e estratégico para o transporte do café imigrante que a vida vai ganhar uma estação com relógio ou seja ter relógios significa uma solicitação
importante quais estações que tinham relógio estação da luz em são paulo a estação do valongo em santos ea estação do alto da serra de paranapiacaba veja bem vindo à era o terminal da linha mas não tinha o relógio seja para atacar uma formatação naquele tempo mais importante que a própria estação é final terminar o que a licitação de jundiahy na sequência foi foi construída ao fone gum que foi a segunda o fônica porque a primeira punição viciante foi a segunda o foi ligado ser construída e junto da alfândega isso em 1903 mais ou menos foi
é criado uma um patch uma um local de chegada de imigrantes o primeiro terminal de passageiros com ocupação inclusive é em armazém é de 67 você tinha cubatão santos porto você tinha passagem do primeiro patamar para subir com a carga ap acaba paulo de ligação com o mundo exterior com a europa com os estados unidos já que era passagem para quem descia de trem porque não tinha o do via como é que ia para a praia ninguém é praia a não ser que entrem os ingleses tiveram um contrato de 90 anos para explorar o café
o transporte do café e 40 de monopólio do corpo então por 40 anos ninguém podia chegar até o porto tão todas as ferrovias essa malha pelo lugar que vocês conhecem estado de são paulo dependiam da são paulo veio pagava o frete para ela então a paulista sorocabana mojiana 40 e todo mundo se quiser seu café do porto tinha de pagar para os ingleses o interesse transporte de imigrantes aqui eles é que era uma mão de obra para cultivar a planta está a falar a então assim na verdade não teve uma uma coisa específica para o
transporte de imigrantes nos foi legado desse transporte pela ferrovia porque era facilitadora de tudo e então transportava imigrantes e sim o café composições com essa construção desse primeiro trecho as coisas também começaram a evoluir por um lado já como eu falei como como tinha mais necessidade de movimentação e principalmente do café naquela época já começou a ter necessidade mais emigração de mais gente no país eles embarcavam nesses navios desciam o porto de santos subiam de trem até aqui o treino emigrante era o mesmo trem que transportava os demais parceiros da ferrovia porém não embarcar os
imigrantes junto com os passageiros por exemplo os imigrantes desembarcaram no porto de santos pelo que a gente sabe embora nenhuma estação resolveram pegar o trem o trem já ficava na linha do terminal do porto os imigrantes subiam ali e essa composição ela subir a serra sem cumprir parada nas demais estações e vinha paraná hospedaria dos imigrantes e aqui eles passavam por várias etapas de encaminhamento desde infecção das bagagens eles passavam por banho barbearia enfermaria hospedaria e recebeu uma primeira refeição depois passavam por encaminhamentos burocráticos para poder para poderem chegar aos postos de trabalho são a
gente teve na ao longo da vida dos que daria é mais de dois milhões e meio de pessoas entre migrantes nacionais e imigrantes de mais de 70 nacionalidades não era feita a conferência de bagagens documentação não eram dadas as vacinas preventivas da época tudo era feito aqui na antiga hospedaria final de 1970 essa coisa da limpeza essa coisa do asseio como uma coisa cientificismo dentro de uma de um contexto também muito positiva vista as condições dos navios nesse primeiro momento também não era minha terceira classe era uma coisa é bastante complicada essa viagem que ia
demorar muito e aí crianças pequenas é muito comum as crianças chegarem com febre havia um a um problema sério de peste dentro da região que o pessoal de embarcar vai embora para não ter contato nenhum com a concorrência da cidade e até hoje você tenha o tipo de doença dentro da história das epidemias e daria à gripe espanhola foi uma coisa no brasil mesmo daquela de 20 foi a que mais é também sem registos que foi mais grave no hospital ficou cheio e tal o maior era muito comum naquela época era amarelo ele negou tudo
mas você tem também têm registros de pessoas que enlouqueceram nec caminhão tinha news pichu dentro da hospedaria salas a pessoa se tinha algum problema desenvolveram alguma fobia problemas psiquiátricos e tem todos os tipos de casa os imigrantes chegavam a pular do trem andando né a quando subiu para as fazendas do interior visto há um medo do que do que o esperado eles nessas fazendas já entendeu em representantes das fazendas também aqui que estavam procurando tanto trabalhadores e aí aos perder era responsável por fazer essa ponte essas famílias depois recebeu um farnel uma marmitinha para a
viagem e até as fazendas chegando havia duas possibilidades ou trabalhar numa fazenda de café ou é com a instituição dos núcleos coloniais a ida para os núcleos coloniais na tentativa de conseguir lotes de terra e ali se estabelecer essa essa migração começou a acompanhar o crescimento do café noroeste paulista não há como negar que a o transporte ferroviário acabou conduzindo esses imigrantes para o interior do da antiga província depois estado da federação e logo com um café começou a entrar aqui no estado de são paulo a partir de 1840 e 50 a fazenda se tornou
cafeína café é um ponto fundamental na economia esse café ele gera uma como originário do capital o que seria isso o café ele produz um dinheiro 11 no lucro e esse lucro pode ser investido em outras relações por exemplo ferrovia indústria esses imigrantes eles foram criando seus mecanismos suas teias sociais eles tinham é e foram de alguma certa maneira foram conseguindo é crescer dentro desse contexto do café no momento econômico favorável e principalmente para os padrões brasileiros tinham construíram uma certa autonomia então nós tivemos aqui na fazenda por volta de 20 colônias 20 casas de
cada casa brigava entorno mas 887 pessoas então tem uma base de quantos italianos vieram aqui na fazenda trabalho houve muita dificuldade de adaptação sim mesmo porque as condições que eles encontraram enquanto trabalhadores nas fazendas não eram favoráveis nem a que eles produzirem o próprio alimento muito restritivos havia uma série de impedimentos nessa desenvolvimento autônomo além da própria comida com a alimentação e os italianos tiveram uma dureza porque no começo da fazenda quando chegar na fazenda achava que ia ser fácil né então falar um pra gente que estiveram dificuldade porque os fazendeiros cuidar achava que eles
eram italianos não é tratado como escravo no início não havia assim muitas alternativas de boa alimentação não foi uma situação muito difícil mesmo essa de ter o que comer aqui no brasil então eles ficaram um nervosos na época né e reivindicar algum direito deles que eles tinham combinado não estavam recebendo teve algumas confusões no início essa relação de imigrante se com com esses escravos ela é muito ensino ada nesse quando se fala desse primeiro contato nela é pouco dita mas a gente tem alguns registros hindu enquanto o quanto a cultura é principalmente não só dos
fazendeiros mas de quem eram os intermediários entre os fazendeiros esses imigrantes quanto isso foi um choque tanto para os fazendeiros quanto para os migrantes muito mais para esses geral esses eleitores que tinham como prática lidar com escravo que agora estavam trabalhando com os trabalhadores livros por isso que muitos voltaram inclusive é porque passava fome com o brasil na itália algum preferiu aqueles que conseguiram algumas economias mandavam para as famílias né e tentavam voltar e aqui é os que ficavam tentavam batalhar para se conseguir um lote de terra eles assinaram um termo de colonatos era tipo
um contrato eles ficavam de um ano a cinco horas trabalhando na fazenda eles também eram assalariados diferentes diferentes dos escravos que não é o dinheiro e você tem um episódio que é fundamental pra essa inclusive praça a ideológica que a quebra da bolsa de nova york ea quebra desse bar o nato e eles com dinheiros começaram a progredir comprando terra ao redor da fazenda e ascendem socialmente não só é financeiramente mas eles passam rápido alguma maneira organizar economicamente e ocupar um outro posto social e eles passam se tornar primeiro uma burguesia resolvida e depois eles
passam até por é pura nesse momento ainda é enfim a europeização sempre um desejo do brasil inteiro e também passo ideologicamente a componente uma elite com a imigração italiana que tal já trabalhando já né fizeram uma parceria e eu sou os italianos começaram a plantar uva parreiras de uva que foram tirando café e plantando ovo em seguida com incentivo do governo os bancos começaram a liberar o dinheiro né a partir de 1955 voltou-se a plantar café novamente na fazenda na parte de café eles trouxeram uma ideia diferente que era a colheita do café no pano
porque no tempo dos escravos conhecer o café derrubando café no chão de barriga um café e derrubava o grão do café seco no chão quando chegaram os italianos eles acharam melhor antes de secar o café eles colocaram tipo uma saia eles já falavam sai não tinha uma saia velha uma mulher por exemplo colocava no chão e o café derriçador era puxado com a mão não batido com galho negócios cravos e é a qualidade do café foi cada vez melhor no mais não trouxeram inovações aqui pra fazenda essa migração começou a fazer muito efeito e muito
vulto é nos últimos anos do império quando se criou a colônia o núcleo colonial barão de jundiahy foi criado porém pelo então conde de parnaíba que era presidente da província de são paulo ele criou tanta hospedaria dos imigrantes em são paulo que tinha como função mais acolher os imigrantes queriam ser destinados às fazendas de café e criou algo quatro núcleos coloniais durante seu governo um deles núcleo colonial barão de jundiahy são núcleos coloniais planejados para receber italianos especialmente vindo do vêneto então já vinham com destino certo então não eram como os italianos que vivem em
outras fazendas que vinham pra hospedaria nessa são paulo e dali fica esperando para serem contratados pelos fazendeiros esses não desvenda fazendo um lugar já definido com a defendida com sem escritura só contrato a escultura eles não têm até hoje é inicialmente as pessoas vão para um uma espécie de um alojamento um barracão que é feito ali na no alto do bairro da colônia antes disso inclusive eles fica ficaram acampados em tendas muito provisórias e aos poucos né com a concessão dos lotes aí as famílias iam construindo suas casas suas residências e estabelecendo a vida ali
foi ali os o cerne da da imigração dos dos dos primeiros migrantes dos primeiros imigrantes sobretudo italianos da nossa região no caso do núcleo já eram 221 ao que eles que foram divididos em três grandes partes na núcleo é lotes urbanos lotes mais rurais em notes meio termo entre o banco e rural né e em 1808 e 94 todos os pedidos já estavam esgotados não haver mais lotes pra ninguém essas pequenas propriedades de produção familiar se dedicarão muitas vezes a plantação de frutas e aí uma série de elementos da cultura local que são fruto dessa
influência dos italianos como por exemplo a questão da da uva né até histórias de relatos de famílias de jundiaienses que lá nas suas origens os seus nos seus primórdios em os pioneiros da sua família trouxeram o tronco da da uva pra ser cultivado depois aqui no brasil a gente foi considera uma herança da cultura nesse sentido mais mais um material assim talvez a talvez essa plantação ea o cultivo da uva ea produção de vinho sem dúvida é bem impactantes eles mantinham muita tradição familiar talvez essa talvez esse seja o maior tradição é mantida pelos pelos
imigrantes que foi essa essa peça cristalização da instituição familiar é trazida para a casa que é uma experiência que eles tinham na europa dentro do meio urbano e fora portanto do núcleo colonial acabavam também contribuindo pra ter 11 uma influência cultural é dos italianos na cidade de hai hábitos alimentares hábitos religiosos hábitos estéticos de construção de imobiliária de casas né arquitetura portuguesa até o final dos até o meio do século 19 a etapa e com a vinda dos italianos eo telê este jogo que é milenar mas aqui no brasil a técnica milenar da outra era
portuguesa de construção em adobe e type portanto com que completamente o jeito de construir com a introdução da holaria e essa área também é insípida no início porque eles fazem uma área pequena nesse lote colonial e ali pegava o barro a fazer um buraco não marcava no corte do terreno e cozinhavam ali o tijolo em 1867 o brasil no país de monocultura agrária o brasil não conhecia maquinário brasil conhecia ferro brasil não conhecia trabalho organizado era trabalho escravo o brasil não conhecia a vapor a província de são paulo que era uma província esquecida morta praticamente
ela se torna grande locomotiva desse país lembrando que a ferrovia levou café mas ela trouxe dinheiro ela trouxe o nosso imigrante ela trouxe desenvolvimento e ela trouxe as condições da indústria o primeiro pólo industrial do país ela deixou a ferrovia vai introduzir os princípios da indústria muito antes da indústria contas aqui seja em para ver carros e tinha ferro a vapor trabalho organizado especializado mão-de-obra livre assalariada então nós fomos diferentes de tudo que existiu em são paulo naquele momento nós somos modernos nós éramos moderno nesse momento inicial de industrialização brasileira você tem um movimento anarquista
ele sendo fundamental repensar essa idéia da industrialização na europa olha você tem essa idéia revolução industrial final do século 18 a segunda revolução industrial a expansão da industrialização para outras regiões européias num primeiro momento no final do século 18 da inglaterra a partir de meados do século 19 itália alemanha estados unidos no extremo oriente a própria imigração italiana que é uma coisa tão reconhecida no brasil ea própria imigração japonesa por exemplo tem momentos um dos ambientes da presença dessas comunidades aqui a questão do fascismo a questão prende a shindo renmei essa questão no das comunidades
japonesas no oeste paulista de não aceitarem que o japão tinha perdido a guerra matar então tem histórias ainda é dessa herança também ideológica que são muito práticas e que são também é que marcam né a presença dessas dessas pessoas no brasil que as nossas condições de trabalho no começo do século 20 é não são nada boas não é o que até hoje meu são até hoje o trabalhador merece muito mais do que ele tem por honra dele mesmo mas se você comparar com o início da industrialização inglesa você vai ver que o nosso avanço foi
maior nosso a nossas condições ali são bem diferentes no cairo quando cheguei cá camano era inferior ele não pode casar com 400 quando ele enriquece ele já italiano veja bem uma cultura tradicional ele tem grana ele é uma tarada ele circula nos salões tenha grande área grande agrande a grande arte a grande cultura e ele passa a ser o cara que construiu o estado ele passa a ser empreendedor ele passa a ser uma figura é quase irmã nada com o bandeirante e inglesa entende o italiano como um anarquista estava nascendo anarquismo na itália e numa
vila operária você ter um contingente muito grande de itália não era favorável para a organização do trabalho e no começo já no do século se dizia que a cidade italiana já era uma cidade italiana um nome para ele aí isso por conta dos dos imigrantes que vinham como lavradores mais vinho muitos como construtores e tasha vistas então você tem uma consciência ideológica muito conservadora dessa imigração é em especial italiana no estado de são paulo dessa virada 19 graças a um contexto social e econômico que pode fazer com que essa é essa faixa ascendesse socialmente ideologicamente
no brasil o italiano aqui na vila de paranapiacaba ele ele vai ocupar mais as profissões ligadas a cantaria a pedra porque eles eram mestres nisso então para a construção dos túneis é todo e mesmo a o suporte das pontes é necessário um operário muito especializado na pedra no trabalho em pedra cantaria e os italianos eles vão ocupar esse cargo então a gente tem esses relatos do anarquismo no final do século 19 quando começa a rodar jornais é principalmente o anarco sindicalismo isso é uma das principais ações é dos imigrantes toda mudança é porque houve uma
demanda social não há possibilidade de mudança sem essa articulação dessa demanda e esses movimentos foi importante essa articulação dentro de um arquivo já que a lógica é negar toda forma de relação de poder no sentido de uma erecção essa importância de pensar a mulher de uma forma equânime e tem um manifesto de 3 tecelãs aqui de jundiahy questionando elas trabalhavam mais do que os homens a jornada de trabalho delas era de 11 horas elas estavam pleiteando uma diminuição para 8 horas e questionando a exploração em relação ao serviço doméstico é interessante como as idéias anarquistas
elas acabam implicavam uma postura crítica tanto em relação contra o sistema capitalista mas imagina essa dentro de uma lógica doméstica não é questionar por que só as mulheres faziam serviços domésticos então isso é mostra a importância da mulher dentro dessa nova visão de mundo dessa nova visão não faz dentro desta visão de um imaginar as ações do anexo sindicalismo nas primeiras décadas do século 20 sempre à margem em termos legais sempre perseguidos então a dificuldade de articulação desse grupo nesse contexto não é um contexto democrático no caso da primeira república à chamada república velha é
uma questão operária é caso de polícia é onde o imigrante italiana se identifica com o brasileiro se identifica ali com aquele escravo que começa a se uma luta que vai crescendo junto com o movimento operário né a máquina sozinha ela não faz mudança quem faz mudança é o trabalhador e aí nesse contexto imagine então o trabalhador com o pensamento anarquista como ele pode fazer mudanças ao longo do tempo esse esforço implementar por exemplo a liga operarem jundiahy se gera uma e havia uma sistemática de discussões uma discussão tanto no sentido assim das condições de vida
dos trabalhadores por exemplo fazendo uma referência às oficinas da companhia paulista ou então a tecelagem são bento como sendo assim presídios industriais em ser o termo relatando as péssimas condições de trabalho comunistas vena essa crescente da classe operária no brasil pela resistência às revoltas eles passam agora a sentir a necessidade de ter um partido partido e se viveu muito tempo na ilegalidade como essas idéias elas circulavam através desse boca a boca na fábrica não é no chão de fábrica é que essas relações se davam e aí começa então é os movimentos sindicais atendem essa vertente
política também que tá conseguimos as coisas através da luta mas agora podemos conseguir as coisas através da luta e também através das ações políticas então isso daí muda bem a ideia a estrutura na pista a partir do momento que os anarquistas eles sequer querem participar por exemplo de uma disputa política e eles acabam perdendo espaço então dentro dessa peça desse movimento desse contexto você tem os movimentos outros movimentos como por exemplo o partido do socialismo que eles pleiteiam é um caso né a utilização desses mecanismos para que os trabalhadores também têm conquistas isso faz com
que o anexo também pelo despacho pensar que existia por exemplo um controle policial na década de 80 imagine como era esse controle a vaa policial social você tem um departamento de política de ordem social já na década de 30 você tem uma lei de vagabundagem então franco é esse trabalhador fazer a sua luta não é fácil já havia uma perseguição sistemática essas figuras que se destacavam entre o movimento sindical imagina a gente aí década de 10 década de 20 a gente não tem esses dados a gente não tem esses registros a gente pode deduzir isso
por conta de um raciocínio histórico num contexto democrático é o trabalhador ele tem que avançar muito mais e é difícil porque você está em plena entre aspas uma ditadura do patrão está numa ditadura econômica ali onde o explorador ele se utiliza de artefatos do estado para proibir o avanço da classe operária em vários momentos a maior parte da história republicana eles foram suprimidos eles foram reprimidos e isso acaba não é tendo reflexos no sentido destes mecanismos de organização social que no brasil é bastante incipiente por conta desses processos de ruptura você tem o caso república
velho completamente contrário as formas de organização do movimento operário se tem a era vargas que controlava também esses movimentos a própria ditadura militar posteriormente em termos numéricos e tem muito mais tempo de controle e repressão do que de organização de democracia e estudar esses movimentos eu acho que é no mínimo inspirador de pensar as dificuldades que eles tinham e o ideal a migração nunca parou ainda que a gente é tenha aprendido que a emigração aconteceu na final de 19 no começo do 20 é um fluxo constante esses movimentos migratórios os fluxos migratórios nunca pararam sempre
por razões históricas diferentes por razões econômicas e sociais diferentes são 20 joão planeta são quatro coisas que não tem jeito está presente até hoje a gente usa isso em 2014 como uma coisa como se você é mais banal ea mais contemporânea também ninguém mudou mudou isso mudou permanece então é paulista já não é mais um ano mas a gente tem números de ti descendentes de italianos manson milhões e milhões de pessoas no estado e muitas delas dizem eu sou italiana quarta geração não tem às vezes contato é nem com a cultura italiana dos bisavós dos
avós o tal ou actriz italiana hoje mais é uma coisa muito importante para grande parte dos descendentes do estado e insights momento ser italiano é melhor do que ser brasileiro é porque brasileiro é ruim será que não é mais brasileiro do que italiano uma quarta geração né falou poxa mas eu faço lenta mas a minha bisavó reza em italiano no começo será que não é ser e pelo brasileiro então né quer dizer porque não pode ser os dois quais são as questões das suas fronteiras da construção dessa identidade pela memória em jundiahy não estou mantendo
a memória de ligação é muito ruim infelizmente o brasil é um país que não preserva sua mãe tudo que é mais falaciano interessa tudo o que é importante do ponto de vista da economia de quem banquem explorava todos os outros interessa essas casas pequenas que são a mais representativa das questões sociais e como uma pessoa por dia e ver um valor não temos cultura de de preservar infelizmente atrás nós progresso é destruir o antigo para construir um novo quem não tem história e não preserva sua história e não tem memória não tem futuro né o
que leva a migrar essencialmente quais são os seus temores quais são as suas dificuldades o quanto você interpreta o quanto você a deco as suas tradições relê reinventa as tradições como diria o futebol eo quanto você o quanto essa coisa da cultura nacional é absolutamente relativa no mundo em que você pode adotar como sua cultura alguma coisa que está a milhões de quilômetros de distância são paulo sempre foi um ponto o articulador e receptores de imigrantes ou migrante é e aí o que a gente tem observado é que hoje enfim com essa você tem todas
essas fronteiras são muito mais fluida então o iv em tese é muito mais fácil o brasil não tem nenhuma restrição a princípio a imigração a gente tem uma grande presença de bolivianos crescente peruanos também é paraguaios enfim é que a comunidade boliviana é um pouco maior e mais recentemente a gente tem uma um fluxo muito grande de integração do continente africano de vários países é muitos quase em situação de refúgio e hoje nós também vemos um processo talvez de maneira diferente mas que ainda democracia não se consolidou quando uma existe uma ainda mostra pesquisas que
a mulher recebe mesmo nos que o homem para fazer a mesma função o mesmo tempo de trabalho é você ver ainda que a democracia não existe quando você vê que uma pessoa a ser julgada pela sua cor da pele você vê que a democracia ainda não existe o que a gente quer sim os europeus europa está em crise vem italianos mas o senegalês porque é que um senegalês vai trazer de contribuição que o brasil né então essas discussões da contribuição não é sempre partem de uma superioridade de uma ideia de superioridade cultural como se cultura
fosse não tivesse uma melhora uma pior não tem é um problema que persiste até hoje no brasil a gente trabalha muito por políticas de igualdade racial mas havia sim um problema inicial de de convivência que depois ele vai se diluindo aos poucos não não terminou totalmente esse problema tá aí pra ser pensado resolvido imaginado como resolver mas ele ainda é muito presente imigração africana porque vêm trabalhar com contrabando em trabalhar com o tráfico mas em cacoal é a estrutura de recepção quer dizer quem recebe essas pessoas elas vêm elas vêm que elas não têm emprego
elas vêm elas não têm uma família não tem uma estrutura como é que chega no brasil faz o quê quais são as teias de relação em que medida o brasil se preocupa em ajudar a construir essas telhas em procurar lugares em procurar postos de trabalho em dam para encaminhar em orientar em que medida o brasil garante os direitos básicos de qualquer imigrante a burocracia brasileira e essa legislação da época da ditadura impede muitas vezes que o imigrante tem um trabalho formal por isso ele é tão absolutamente vulnerável ao tráfico humano a trabalhar na indústria têxtil
sem grades em garantia de direitos por isso que ele vai trabalhar com tudo que é ilegal porque não demanda dele apresentação de documentação que ele possa ter o dinheiro em cash por vezes a história tem uma visão oficial que nega né como a gente já conversava um pouco a experiência de outros povos de outras culturas que constituíram a cidade também então jundiahy não é apenas uma cidade de italianos embora né a boa parte da população seja descendente de italianos neven dessa origem mas existe também elementos que podem comprovar né a presença indígena a presença africana
na cidade e muitas vezes a história oficial relegar a segundo plano essas experiências históricas pra valorizar outras né mais dos brancos do sangue dos italianos que vieram tiveram algum sucesso não existe cultura pura não existe cultura nacional original tudo isso é reinventado ou recriado constantemente sem imigrante no brasil hoje não é uma coisa tão fácil tem que primeiro na polícia federal depois o ministério do trabalho um pode dizer sim eu posso te dizer não não tem um conselho formal só tem articulações quase assombradas arranjadas para poder regularizar a situação desses imigrantes foi liberto do ano
passado aproximadamente 3 mil escravos no brasil estamos com um problema de imigração do haiti em são paulo ao mesmo tempo os trabalhadores continuam se no a exploração do trabalhador continua sendo a fonte de lucro do patrão isso mudou mas ao mesmo tempo o trabalhador se organiza é talvez na passeata através da resistência isso ainda continua hoje e avanços todos os dias o brasil ainda que se vista dessa capa da generosidade da diversidade não é um país tão generoso então josé diverso ele é o brasil é obrigado a aceitar que ele é diverso mas ele não
é tão generoso quanto ele parece nessa recepção de imigrantes em especial estava falando estado muito conservadora em relação a isso o estado que construiu a sua identidade muito ligada a essa imigração é do 19o 20 mas que ainda tem um certo receio dessa imigração contemporâneos orgulho de falar que é diverso mas não sabe muito bem com receber têm medo de perder o emprego enfim um pouco do que é este temor no mundo globalizado em relação ao outro sou filho neto e bisneto de ferroviários é só dar uma segunda geração de ascendência espanhola eu sou descendente
de italianos por todos os lados a minha família original é portuguesa a minha avó era italiana ficou aqui nos perdoaria com dois tios meus tenho ascendência portuguesa num monte de parentes todos os italianos que eu nem lembro todos os sobrenomes e meu bisavô em navio da itália tem um austríaco tem o italiano português pinhão sobre o italiano do vêneto sobis neta de italianos começou com a vinda do meu bisavô pai é italiano e espanhol e sou neta de espanhóis bisavô veio da itália meu pai tem raiz italiana tal minha boa indígena com certeza não é
presença de negros também na família meu apoio para aquela região de ribeirão preto todos absolutamente operários vieram colher café e com todas as histórias e cunha heróicas e tal aí quando eu estava no exército então eu resolvi vir prova de início ficou uma ordem dos 8 é do dadá do coisa do ministério da guerra preparar um contingente de tropas para ir pra umas posições portugal com índia chamada goa damão e diu está na índia aí eu falei olha eu não quero ir para a indy eu quero ir para o exílio porque eu não sei se
eu vou votar meia dúzia de gatos pingados quando milhões de milhões vêm do que nós vamos fazer eu vim pra cá graças a deus só tem fala bem e não existe terra melhor que esta só que o povo não sabe o que tem na mão um desperdício estrada quando eu venho em serenata não tinha um tostão sem dois é emprestado nele pra vir pra cá e me emprestaram dinheiro cheguei aqui os padres que já tinha que me emprestaram dinheiro para começar o meu 1º negócio 13.10 a confiança nove anos eu trabalhei contigo e hoje eu
tenho que o tango mas fui conseguir formar mais frios ténis tem aqui não é muito mas já é alguma coisa tenha uma indústria que graças a deus mas muito bem e eu me orgulho hoje digo eu me sinto muito feliz em estar aqui só tenho pena que tem muitos patrístico em pra cá depois falou mal disto quanto eu já falei porque se você não está bem épico você não volta para sua terra volta pra você não estava lá e pra cá quem também não tá bom então manda lá só tem só me sinto muito bem
por que eu fui sempre muito bem recebido 54 anos eu já não sou mais o diretor brasileiro tanto que dista aquela venda de música em uma casa portuguesa já fui campanha né linha sobre a mesa e se à porta o meu rendimento vai ter alguém sinta que a mesa com a gente fica bem esta franqueza fica bem que o povo nunca desmenti e alegria na pobreza também esta grande riqueza darei ficar contente