Seja bem-vindo ou bem-vinda ao canal Engenheiro de Produção, eu sou o Nelson Júnior e hoje a gente vai falar um pouco um tema mais, como diria o pessoal da época do orkut, um tema mais off-topic né, que é. . .
Assim, tem um pouco relação também porque eu vou falar hoje sobre Top 10 dos filmes mais importantes para Engenheiros de Produção. Eu resolvi fazer esse vídeo né sobre filmes porque, assim, um pouco da nossa formação intelectual também tem muito a ver com cultura né, com essa parte de entretenimento, o quê que a gente gosta, o quê que a gente não gosta. Então isso expande um pouco a mente da gente e eu acho assim, que mesmo que seja de uma forma indireta, tem a ver sim com a Engenharia de Produção.
A gente está um pouco numa época também que o pessoal não gosta muito de spoiler né, mas os filmes que eu tô trazendo aqui, alguns, a maioria são baseados em fatos reais então, digamos assim, o spoiler em si não faz tanto sentido né, a ideia aqui desses filmes mais tem a ver com a jornada do personagem né, como eles se desenvolvem ao longo do filme. Então a experiência tá muito atrelada a isso e não a reviravoltas mirabolantes no final. Então não precisa se preocupar com spoiler, esse vídeo vai só te dar um pouco.
. . Se você já viu esses filmes, assim, você comenta aqui embaixo também, se você não viu é uma dica né, então eu vou falar o meu Top 10, o que eu acho né, que eu mais gosto desses filmes e o que eles se relacionam com a Engenharia de Produção.
Então esse vídeo, assim, ele não é. . .
O melhor filme não é o Top 1 e o Top 10 não é o pior filme né, eu tô tentando trazer aqui um pouco o filme que mais tem a ver com a Engenharia de Produção, o filme que menos têm, então os 10 mais que tem essa relação. O número 10 aqui então eu trouxe o filme "A teoria de tudo" (The theory of everything), foi. .
. saiu nos cinemas em 2014, ele é estrelado pelo ator Eddie Redmayne, que inclusive ganhou o Oscar de melhor ator por esse filme, e esse cara é o mesmo que faz aquele Newt Scamander nos filmes "Animais Fantásticos" né da franquia "Harry Potter". Esse filme foi indicado a 5 Oscars e ganhou um né, que foi o de melhor ator do Eddie Redmayne.
O filme basicamente conta a história do Stephen Hawking, aquele cara, aquele cientista né que até pouco tempo atrás, ele morreu em 2018, mas ele é uma figura muito icônica na ciência, na física, especialmente na astrofísica, e ele teve uma doença degenerativa né no início da vida dele, na juventude praticamente, por volta ali dos 20 anos, não lembro especificamente quando, mas os médicos falaram né que ele tinha pouco tempo de vida, meses, talvez poucos anos, e ele durou até os 70 e tantos né, 76 anos. Então é uma história muito bonita, uma história forte né de um cara muito importante para a ciência, para física e de forma indireta para engenharia também né. Então eu tentei trazer aqui, no número 10, a história desse cara é uma excelente.
. . Um excelente filme e uma recomendação para vocês.
Número 9 é o filme "A rede social" (The social network), foi lançado em 2010, foi um filme estrelado pelo Jesse Eisenberg né, que é o cara que fez Lex Luthor em Batman vs Superman, aquele cara de cabelinho cacheado e o filme foi indicado ao Oscar em oito categorias e venceu duas né, basicamente. E o quê que é esse filme? É a história do Mark Zuckerberg né, a história dele durante a faculdade né, quando ele começou a pensar nessa coisa de rede social então, ele mostra um pouco as relações dele com algumas pessoas né que trouxeram essas ideias de rede social para ele, eh mostra aí algumas coisas controversas da vida né da criação do Facebook e basicamente um pouco desses bastidores.
É um filme interessante porque conta um pouco dessa coisa de empreendedorismo na era da tecnologia né, como é que estão se criando essas gigantes tecnológicas então, é uma referência muito boa para quem se interessa por esse assunto. Número 8 é o filme "O lobo de Wall Street" (The wolf of Wall Street), foi um filme de 2013 estrelado por Leonardo DiCaprio e dirigido por Martin Scorcese. Então é um filme espetacular, de altíssimo nível, atuação brilhante do Leonardo DiCaprio, Scorcese dispensa comentários né.
O filme foi indicado ao Oscar em cinco categorias e não levou nada, mas é um filme incrível. O filme. .
. Ele conta a história do Jordan Belfort, que é um cara, um ex-corretor né de valores que trabalhava no mercado financeiro e ao longo do tempo ele foi ali se envolvendo em algumas operações não muito convencionais, digamos assim né. E aí depois futuramente ele acabou sendo preso e tal, foi condenado por fraude, fraude de valores mobiliários etc.
, e depois disso ele escreveu um livro, que tem o nome do filme, e a ideia de trazer este filme aqui na posição 8, basicamente é porque ele conta um pouco desses bastidores do mercado financeiro né, ele é muito focado na história de vida do Jordan Belfort, mas você entende então que esse mercado financeiro, esse glamour todo não é bem assim, especialmente em épocas um pouco mais passadas né, que a gente não tinha muita essa coisa de corretagem digital né, que a gente hoje consegue investir basicamente pela internet, os algoritmos né das corretoras de valores conseguem fazer compra e venda de ações etc. , mas em uma época um pouco anterior o negócio era tudo, era no papel, era no grito, então o filme mostra um pouco essa história do mercado financeiro, do mercado de ações, de operações financeiras em geral. Muito interessante.
Número sete aqui é o filme "À procura da felicidade" (The pursuit of happiness), foi um filme de 2006 estrelado pelo Will Smith. O Will Smith todo mundo conhece né, do "Um maluco no pedaço", "Bad Boys", "M. I.
B. " etc. O filme foi indicado a um Oscar, que foi de melhor ator para o Will Smith, mas ele não levou.
Então o quê que é aqui, o filme conta história de Chris Garder. Chris Gardner é um empresário estadunidense né e ele simplesmente é um cara que, assim, o próprio nome do filme diz um pouco isso né, o cara sofreu absurdamente procurando a felicidade. Então eh, ele começa com a história do cara tentando vender alguns equipamentos de consultório médico né, são equipamentos um pouco ultrapassados e ele tinha adquirido uma enormidade desses equipamentos e não tava conseguindo vender né, então tava com muita dificuldade.
Depois a mulher, a esposa dele, com todos esses problemas financeiros da família, abandona o cara, some no mundo, deixa ele com o filho e o filme conta essa história espetacular aí desse cara, que depois virou livro também. Então, como é que começa essa relação que eu tô tentando trazer aqui com a Engenharia de Produção? Esse cara, o Chris Gardner, com todas essas dificuldades financeiras da família decidiu entrar num estágio voluntário, não remunerado, em uma empresa de corretagem mobiliária e tal, também do mercado financeiro.
Eu trouxe aqui então essa questão do estágio porque, pelo menos na minha graduação, eu sempre senti ali desde o quinto, sexto período, que eu precisava ter um pouco essa experiência com o mercado. Só que eu era muito resistente a aceitar um estágio voluntário, entrar numa empresa, por exemplo, sem remuneração nenhuma, porque eu achava. .
. Não, eu vou trabalhar para essa empresa, não vou receber nada, por mais que eu esteja aprendendo assim, eu tô gerando um valor ali também. E às vezes a gente não tem, aqui eu vou colocar entre aspas né uma "humildade" para poder aceitar esse tipo de coisa e hoje em dia, principalmente, que a gente está com pouquíssimas vagas estágio, pouquíssimas vagas de emprego, eu entendo que a gente precisa dar um passo atrás, claro que se a gente tiver condições também né, porque tem muita gente que precisa sustentar a família e eu tô trazendo essa relação com esse filme porque esse cara, num contexto diferente né, na realidade dos Estados Unidos, decidiu chutar esse balde e entrar num estágio voluntário, com expectativa de que se ele fosse muito bem ele poderia conseguir uma vaga de emprego no final do estágio né, nessa corretora.
Então eu trouxe um pouco. . .
Quero trazer um pouco aqui essa relação que a gente precisa dessa experiência prática, a gente precisa disso, se a gente não conseguir um estágio remunerado e tiver condição de fazer um estágio que seja voluntário né, que seja não remunerado, eu acho que é uma grande oportunidade de conhecer né setores que a gente ainda não teve experiência. Então a ideia de trazer esse filme aqui é basicamente essa de mostrar um pouco a história de vida de um cara que escolheu um estágio não remunerado e depois, ao final ele né. .
. Assiste o filme aí. Número 6.
Número 6, esse todo mundo já viu pelo menos um pedaço do filme né, quem é da Engenharia de Produção, que é "Tempos modernos", um filme de 1936, ou "Modern times" né. Ele foi estrelado, produzido, dirigido e tudo de bastidores, de atuação por Charles Chaplin né, ou Charles Chaplin, enfim. Ele é um cineasta histórico do cinema, todo mundo sabe quem é, todo mundo pelo menos ouviu falar uma vez né e esse filme aqui não foi indicado ao Oscar, não foi nada, não venceu prêmio, ele só entrou para história depois né, a própria academia deu.
. . A academia quando eu digo é o pessoal do Oscar, deu um Oscar póstumo para ele, Póstumo não né, ele ainda estava vivo, mas deu um Oscar em homenagem a ele por serviços prestados ao cinema e um dos serviços foi esse filme, que é figurinha carimbada, especialmente em disciplinas como Administração da Produção, Organização do Trabalho, Teoria das Organizações.
. . Porque o filme conta a história né de uma época que os operários.
. . A gente tinha aí conceitualmente lá, a ideia de taylorismo né, 1936 se estava ali recém com os conceitos de fordismo, taylorismo né, aquela produção em massa, larga escala, trabalhos muito repetitivos né, trabalhos curtos, então você está ali só apertando parafuso, você tá fazendo aquilo repetitivamente por horas e horas e horas ininterruptas né.
O filme traz até algumas coisas engraçadas como ele ficando um pouco atordoado ali né tentando apertar o parafuso, ele cai dentro da máquina, enfim, ele traz isso de uma forma mais lúdica, mas conceitualmente ali ele faz uma crítica muito forte né, especialmente a esse conceito, essa ideia de trabalho muito repetitivo, insano né, condições precárias de trabalho e aí eu vou trazer aqui um pouco essa discussão, especialmente sobre essa saúde mental do trabalhador, sobre segurança do trabalho né, porque é um pouco a se pensar, todo esse modelo industrial de grande escala e trabalhos repetitivos ele é bastante estudado na Engenharia de Produção, especialmente no início né. Só que eu já coloquei ele aqui na sexta posição porque ele é um filme repetitivo e tal, ele não traz os conceitos modernos da Engenharia de Produção, mas ele é assim, ele é uma coisa histórica e quem é Engenheiro de Produção tem que assistir esse filme. Claro que ele não trata só disso né, ele conta a história do Chaplin lá, eu esqueci o nome do personagem do Chaplin, mas.
. . Carlitos?
Acho que é Carlitos. . .
Esse personagem aí que está em todos os filmes dele. É a história dele com uma menina lá e tal, como ele no contexto social da época, dificuldade de conseguir emprego, enfim. Tá lá, é um filme histórico para Engenharia de Produção, mas eu deixei ele aqui na sexta posição porque eu acho que tem filmes mais legais e mais modernos né.
E se você discorda dessa sexta posição comenta aí embaixo: #TimeTemposModernos Número 5 nessa lista aqui, esse filme aqui me emocionou muito, foi um filme que me chocou, não me chocou, mas assim, me deixou bastante reflexivo sobre conceitos atuais né de situações atuais no mundo, especialmente na África, que é "O menino que descobriu o vento", filme de 2019, filme recente, "The boy who harnessed the wind" né, de 2019, foi publicado na Netflix, ele é estrelado por um garoto, Maxwell Simba né, um garoto aí, um ator mirim queniano, mas o filme é produção hollywoodiano, um negócio espetacular, ele foi produzido e dirigido inclusive por o cara que faz o Solomon né de "12 anos de escravidão", ele é o Barão Mordo do filme do Doutor Estranho, o nome do ator é isso daqui que eu não sei pronunciar, talvez Chiwetel Ejiofor né vai tá escrito aqui o nome dele. Ele faz o pai do garoto, mas o filme é baseado na história do garoto. Por quê que o senhor me chocou bastante?
Porque mostra, por exemplo, a história de um garoto no meio da savana africana né, que não tem nenhuma perspectiva de modernidade, tecnologia e aí ele é um garoto que gosta da escola, gosta de estudar, gosta de fazer pequenos experimentos né, ele costuma consertar alguns rádios, coisas de tecnologia básica né, tecnologia bem primária. Mas aí, quando ele enxerga na bicicleta de um professor dele, quando o professor dele pedala a bicicleta, ela gera energia e acende um farolzinho, e ele fica encantado com como é que aquilo funciona e aí ao longo do filme né, com todos as dificuldades de plantação né, tem até uma discussão um pouco ambiental no filme né, sobre o pessoal que não tem outra opção e tem que vender madeira e a madeira eles têm que desmatar e aí esse desmatamento, quando vem a chuva as árvores que não existem mais não fazem a retenção da água e isso acaba com todas as plantações, então um efeito bola de neve inacreditável. E aí o pessoal tem problema de fome, problema de miséria etc.
É um filme muito forte, muito chocante, e o moleque com essa coisa do da luzinha que acende quando o professor pedala, ele consegue abstrair de uma forma genial como ele poderia fazer um sistema de turbina eólica para poder bombear água de um poço, aguar a plantação, que já tava no momento seca, e nisso salvar a vida do pessoal da aldeia dele tal. É uma coisa genial e se você acha que isso não é possível, é possível sim, porque esse filme é baseado em história real e no final do filme tem lá a turbina verdadeira que o menino escr. .
. Desenvolveu lá. O nome dele é William Kamkwamba, ele inclusive fez um TED, eu vou tentar colocar o link desse TED aqui, é uma palestra que ele conta essa história.
Então eu trouxe esse filme aqui, na quinta posição, porque ele tem essa relação né de como que a engenharia solucionou, ou pelo menos ajudou né, a resolver um pouco a questão da miséria, da fome, num contexto completamente de escassez né. Então é uma experiência muito boa ver esse filme. Número 4, de volta então ao mercado financeiro, eu gosto muito de mercado financeiro.
Em 2015 foi lançado o filme "A grande aposta" (The big Short) e ele é estrelado pelo Christian Bale, o mesmo ator que faz o Batman né, na trilogia lá do Cavaleiro das Trevas. E, eh. .
. Mas assim também tem Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt. O filme foi indicado a 5 Oscars e venceu um.
Então ele basicamente conta a história de um, ele é médico né, o cara que é médico e investidor na bolsa de valores, foi ou não sei se é ainda, mas chama Michael Burry, ele tinha um fundo de investimentos e em 2008, na verdade um pouco antes né, ele descobriu que o mercado imobiliário americano estava aumentando os índices de inadimplência e ele conseguia enxergar que era uma bolha antes dessa bolha estourar e fez alguns investimentos né, algumas apostas apostando que essa bolha ia estourar em breve. Então assim, o filme conta a história da crise de 2008 né, a famosa crise de 2008 que a gente conhece, então como ela se gerou né, através da irresponsabilidade de alguns agentes do mercado financeiro né, criando, digamos assim, sistemas de investimento com pouca confiabilidade, mas eles fingiam que tinha alta confiabilidade e a partir daquilo o negócio foi escalando de uma forma inacreditável, de uma forma irresponsável e. .
. Bom, aconteceu o que aconteceu na história do mundo aí, talvez né era uma das maiores crises da nossa geração, mas pode ser num futuro bem próximo aí, ser vencida né pela agora a crise do coronavírus. Mas então o filme está aqui nessa lista porque ele trata assim de uma forma muito didática, é um filme muito bom de se ver, assim, é uma experiência é muito boa em termos cinematográficos, mas também de forma didática ele mostra passo a passo né, aos poucos, como é que foi crescendo né essa crise, como é que ela foi sendo construída aos poucos né, ali desde 2005, mais ou menos, até o boom mesmo, até estourar em 2008 e aí acontecer o que aconteceu.
Número 3, esse filme aqui é genial, é o filme "Uma mente brilhante", de 2001 né, "A beautiful mind", é um filme estrelado então pelo Russell Crowe, mesmo ator que faz o Gladiador. Esse cara, esse filme na verdade foi indicado a 8 Oscars e venceu quatro, inclusive de melhor filme em 2001 né, no Oscar 2002, mas o filme foi lançado em 2001. Ele conta a história então do John Forbes Nash.
Para quem não conhece, John Forbes Nash é o cara, senão um dos precursores, mas um dos maiores estudiosos da Teoria dos Jogos, a Teoria dos Jogos é uma das sub áreas da Engenharia de Produção, lá da Pesquisa Operacional, e assim, esse filme conta como é que ele se desenvolveu ao longo da vida dele né, porque além de ser uma mente brilhante ele sofreu com a questão da esquizofrenia né, então como isso, apesar de ser um fator muito limitante na história de vida dele, na questão pessoal, questão social, apesar disso ele conseguiu ser uma das mentes mais brilhantes né da nossa área e da economia, enfim. E montou ali o que muita gente chama de Equilíbrio de Nash, no Equilíbrio de Nash ele fala um pouco ali daquela. .
. Dessa relação né de competição ou relação de parceria entre agentes né desse jogo que a gente chama de mercado. Na verdade não fala especificamente de mercado né, então trata muito a questão da teoria dos jogos, mas a gente pode abstrair e entender que esse jogo é um jogo de negócio né.
Então esse filme é espetacular, conta a história de vida desse cara e que é um dos percursores aí de uma das sub áreas da engenharia op. . .
Da engenharia operacional não né. . .
Da pesquisa operacional da Engenharia de Produção. Número dois aqui: "O jogo da imitação" (The imitation game) de 2014. Esse filme foi estrelado pelo Benedict Cumberbatch, o Doutor Estranho né da Marvel.
O filme foi indicado a 8 Oscars e venceu um Oscar desses oito. Ele conta a história então de um cara que é o Alan Turing. Se você não conhece quem é Alan Turing, pausa esse vídeo aqui, vai pesquisar porque é um dos matemáticos mais, simplesmente mais geniais da história né, foi um dos percursores da questão da computação, do conceito de algoritmo né, então assim, esse cara tem uma história excepcional e o filme basicamente conta qual foi a relação dele com a equipe que foi convocada pelo governo britânico para resolver o problema da máquina que chama Enigma.
O Enigma é uma máquina dos nazistas né, essa máquina ela servia para criptografar mensagens, só que essa máquina tinha um conceito tão complexo, tão espetacular que era quase, era quase impossível decifrar esse código de forma eficiente para você conseguir entender, a tempo, quais eram as mensagens que os nazistas estavam trocando. Então, sabendo disso, os nazistas queriam trazer mais eficiência nessa questão da mensagem, porque se eles fossem entregar a mensagem manualmente por, digamos entre aspas, "correio" né, algum mensageiro, ia demorar muito, então as operações de guerra dos nazistas seriam muito ineficientes. Então eles criaram o Enigma para poder criptografar mensagens e aí eles conseguiam enviaram suas mensagens em rádio aberto mesmo.
E o quê que acontece? Enviando por rádio aberto qualquer pessoa poderia interceptar a mensagem e escutar, mas como eles tinham o enigma que criptografava de uma forma quase impossível de decifrar isso não era um problema. As pessoas poderia interceptar a vontade.
Então o governo britânico convocou matemáticos né, especialistas nessa área de criptografia para poder resolver o enigma. E aí ao longo dos anos né, da segunda guerra mundial, Alan Turing, um dos principais membros dessa equipe, conseguiu de certa forma assim, a equipe como um todo né, mas especialmente ele, desvendar o enigma, eles conseguiram uma máquina extremamente complexa né, de forma que eles desvendavam as mensagens, só que eles não podiam simplesmente resolver todos os problemas dessas mensagens. Por exemplo, a gente interceptou uma mensagem, deciframos ela, agora sabemos aonde que os nazistas vão atacar.
Então vamos lá impedir isso. E aí eles não podiam fazer isso. Por quê?
Porque era um segredo que eles tinham desvendado o enigma, então eles analisavam a ali de. . .
Quem eh. . .
Qual operação eles poderiam evitar e qual não, porque se eles evitassem todas ficava muito óbvio para os nazistas que o enigma foi desvendado, foi digamos assim, decifrado e parariam de usar aquela estratégia. Esse filme é fantástico, assim, história de vida do cara, como eles desvendaram o enigma, qual a relação dele com a equipe. Enfim, o filme não é.
. . Tem gente que fala que o filme não é totalmente real, que o Alan Turing era um cara mais sociável sim, mas aqui no filme assim, como uma obra e como um contexto histórico é um filme espetacular, por isso ele tá aqui na segunda posição.
Agora, o número 1 é "Fome de poder", Fome de poder é um filme de 2016, em inglês ele chama "The Founder" né, é um pouco diferente, não é uma tradução literal né, mas ele é um filme assim, que traz um bastidor da Engenharia de Produção que eu gosto muito, assim, não da Engenharia de Produção né, mas que tem uma relação muito forte com a Engenharia de Produção, que é a questão do empreendedorismo né, dos negócios. Este filme é estrelado pelo Michael Keaton, que é um cara que fez o Batman lá na década de 90, ele fez o filme Birdman né, fez o filme do Homem-aranha: De volta ao lar né, foi o vilão Abutre, enfim, é um ator excepcional e o filme não foi indicado a Oscar, mas enfim, ele foi um filme elogiadíssimo. E por quê que eu trouxe aqui?
Por quê que ele tá na primeira posição? O filme conta a história de Ray Kroc, que é o cara que. .
. Quando conheceu, ele conta essa história de quando ele conheceu os irmãos McDonalds e a partir desse conhecimento né, desse contexto de como ele entendeu aquele modelo que os irmãos McDonalds criaram né, de restaurante fast-food, como o Ray Kroc fez isso virar uma das maiores franquias de todos os tempos do mercado mundial né, que é o McDonald's. Então assim, retrata como ele conheceu esses caras, como ele entendeu isso né, mas também, trazendo um pouco aqui até voltando ao filme de "A rede social" né, ele retrata um pouco os bastidores dessa criação de empreendimento e que, assim, não foi uma coisa cem por cento moral, muito bonita, todo mundo abraçado criando um dos maiores negócios do mundo né.
Então assim, ele fala aqui então de empreendedorismo, mas fala de sacanagem, fala de falta de ética né. Mas basicamente o quê que o Ray Kroc fez? Depois de conhecer os irmãos McDonalds ele entendeu um pouco os processos e ele queria replicar aquilo né, ele entendeu, ele achou que aquilo era um modelo muito replicável, um modelo interessantíssimo né para poder fazer em diversas regiões do país né, no caso os Estados Unidos, e ele.
. . E os irmãos estavam um pouco resistentes a isso porque né, eles já tinham tentado franquear o modelo mas não tinha dado muito certo, mas no entendimento do Ray Kroc eles fizeram forma errada e tal.
E aí, no vai e vem ali dessa história, ele acabou ficando sócio dos irmãos né e eles até permitiram que ele tentasse fazer o modelo de franquias, mas de forma limitada. Ele não aceitou essa limitação né e foi atrás então de expandir, criou uma empresa que estava atuando no mercado imobiliário, na verdade, porque o quê que ele fazia? A medida que ele ia expandindo o McDonald's em termos de franquias, ele ia comprando os imóveis que aquelas franquias estavam situados né, então o quê que foi acontecendo?
Ao longo do tempo o McDonald's foi crescendo e ficou completamente dependente daqueles imóveis, de forma que ele basicamente, se ele quisesse fazer a franquia falir, ele despejava todos os inquilinos né, então acabava. . .
Porque os imóveis eram muito bem localizados, eram estrategicamente localizados. Enfim, é uma história assim, igual eu falei, fala sobre empreendedorismo, mas fala sobre sacanagem também, mas ao mesmo tempo ela fala sobre como você desenvolve um processo né, como é que o processo interno dos fast-foods do McDonald's foram criados, a questão dos imóveis estarem estrategicamente localizados né, fala de criação de produto, fala do desenvolvimento de franquia, tanto em termos de franqueador como franqueado, enfim, é um filme simplesmente sensacional nesse sentido que relaciona né a Engenharia de Produção com a criação de produto, processo, franquia, empreendimento, enfim, é uma experiência muito boa para Engenheiros de Produção. Bom, esse é meu Top 10, esses são os filmes que me impactaram né e que certa forma eu consegui relacionar um pouco da minha história profissional ou da questão profissional da Engenharia de Produção.
Mas como eu disse, é o meu Top 10, pode não ser o seu. Então você concorda com esse Top 10, com esses 10 filmes que eu trouxe? Comenta aqui embaixo!
E se você não concorda, fala qual filme que faltou nessa lista e qual que é o seu Top 10 também? Escreve aí nos comentários. E não esquece de clicar no gostei, porque o gostei, o like né, ele mostra para o youtube que as pessoas gostaram desse vídeo, que elas se interessam por esse assunto e ranqueia melhor aí, a gente consegue ter um alcance maior dentro do youtube.
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