Não há apenas um problema sério na questão do estádio do Flamengo e no terreno do gasômetro. Há mais de um. Os problemas são sérios, são problemas jurídicos, são problemas que talvez pudessem ser evitados ou minimizados.
E no vídeo de hoje nós vamos trazer com todos os detalhes, os detalhes que vocês ainda não viram em lugar nenhum, todos os problemas jurídicos que estão envolvidos no terreno do gasômetro. Uma parte desse problema nós já falamos aqui na semana passada quando o Leonardo esteve por aqui. Agora a gente vai trazer todos os detalhes e novas informações.
Antes de eu contar a história desses problemas para vocês entenderem como está sendo esse processo, quais são as soluções, o que pode acontecer, eu peço que você ajude o nosso trabalho. Nesse vídeo você vai ter o a parte total integral da missão desse canal, que é levar informações complexas de maneira simples que vocês possam entender e utilizar no seu dia a dia. A gente fala muito sobre estádio, mas a gente também fala das safes, das questões financeiras, a gente fala do jogo propriamente dito, de tudo aquilo de dentro e fora do campo.
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br, br, enfim, há muitas maneiras de você ajudar o nosso trabalho, mas sobretudo deixe seu like, se inscreva no canal, compartilhe esse vídeo e deixe seu comentário. Isso já ajuda demais. Bom, todo o grande projeto, eh, seja de infraestrutura, seja de estádio, um projeto dessa magnitude aí do estádio do Flamengo repousa sobre uma fundação que não é feita inicialmente de concreto ou aço ou madeira, mas sim de segurança jurídica.
Quando analisamos com o devido rigor técnico o projeto do estádio no terreno do gasômetro, a questão financeira e administrativa que sustenta essa operação apresenta falhas estruturais severas. Hoje eu vou demonstrar a vocês, com base estritamente em documentos oficiais da advocacia geral da União, em processos que tramitam nesse exato momento na Justiça Federal e em respostas formais da própria prefeitura do Rio de Janeiro a requerimentos baseados na lei de acesso à informação que o risco sistêmico envolvendo a posse desse terreno é real, imediato e não pode ser ignorado. Antes de entrar na análise, é preciso ser justo com o Flamengo, igualmente honesto sobre suas limitações.
É, do ponto de vista institucional, o Flamengo cumpriu rigorosamente o que lhe cabia. arrematou o terreno em asta pública. Eh, vocês lembram eh do evento, né, aquela comemoração no dia da assinatura mesmo, quando o Flamengo bateu o martelo.
Ele efetuou o pagamento estipulado eh no edital e assim assinou todos os termos que lhe foram propostos pelo poder público. Na verdade, o Flamengo pagou inclusive mais do que o terreno valia, teve toda aquela comemoração, enfim, vocês se lembram muito bem. A conduta do clube foi pautada pela boa fé e pela transparência corporativa.
Dito isso, o processo de avaliação de risco do clube apresentou falhas que não podem ser ignoradas. A questão da contaminação do subsolo foi uma. A situação da naturgia alertada enormemente aqui pela gente foi outra.
E agora, como vamos ver em detalhes, a questão documental e de propriedade do terreno são pontos que uma du diligência mais rigorosa poderia ter mapeado esse problema com mais profundidade. Reconhecer isso não é diminuir o clube, pelo contrário, é o que permite uma análise honesta do que está em jogo. a gente não tem certeza absoluta do quanto desse do problema que nós vamos relatar aqui poderia ser identificado, mas há uma perspectiva muito grande de que esse problema poderia ser.
Bom, vamos aí entender qual é o problema. Bom, primeiro vou contar uma história, a história do terreno, né? A formalização legal dessa operação, dessa transferência de posse pro Flamengo, eh, ela é ela parte de uma prerrogativa exclusiva e um dever inalienável do poder público.
Esse processo de transferência, de formalização, de dar a posse pro Flamengo, entrou em colapso em múltiplas frentes. Para compreendermos a gravidade desse cenário, precisamos primeiro analisar a cadeia dominial do imóvel, ou seja, o histórico de quem foi dono dessa propriedade ao longo do tempo. Pense nessa cadeia como, vamos dizer, eh, como o histórico de um imóvel que você vai comprar, né?
Qualquer problema não resolvido no passado pode aparecer na sua porta no futuro. O terreno do gasômetro possui um histórico que remonta o século XIX, né, operado por empresas privadas e depois estatizado na década de 60. Com a a privatização eh da companhia da SEG, né, em 1997, o domínio direto do imóvel foi incorporado ao patrimônio da União, tá?
quando foi privatizado, né, pegar todo todos os os imóveis que eram da companhia estatal, nem todos foram para seguômetro. Até aqui, a linha sucessória de propriedade é simples e clara e sem problema. O nogórdio dessa história, a verdadeira raiz do problema financeiro e jurídico que assombra o projeto hoje se forma no dia 8 de março de 2013.
Naquele ano, a União decidiu ceder o terreno ao município do Rio de Janeiro sob um regime de aforamento em condições especiais, né? O aforamento em linguagem simples é quando o dono de um imóvel permite que outra pessoa use aquela propriedade, mas mantenha a titularidade e estabelece condições para essa sessão. Não é uma doação, é um contrato com obrigações.
Assim que as obrigações forem cumpridas, você tem a posse definitiva. O objetivo era integrar a área ao projeto do Porto Maravilha, uma área de operação urbana de interesse. Bom, vou falar sobre isso mais lá paraa frente.
E a contrapartida financeira era muito clara. O município assumiu a obrigação contratual de executar obras de revitalização e imóveis da União. O valor dessas obras foi fixado em R$ 226.
30. 000. Em 2016, um aditivo contratual estabeleceu que o prazo final para a entrega dessa obra seria julho de 2020.
Bom, a ideia era pegar aquele terreno e incorporar na operação urbana Porto Maravilha, que era uma área de desenvolvimento, uma área de interesse municipal para desenvolvimento daquela região, para a questão das olimpíadas. Seria da região dos museus, onde é o museu da amanhã hoje, estendendo-se pela costa até o terreno do gasômetro. Bom, a partir da assinatura do contrato original, a prefeitura fez um movimento que parecia fazer sentido dentro da lógica do Porto Maravilha, né?
Como eu falei, o Porto Maravilha é uma obra de operação urbana, né? E fazia sentido. Enfim, a prefeitura transferiu o terreno para o Fundo de Investimento Imobiliário do Porto Maravilha, o FIPM ou FIP M, FIPM, do fundo de do fundo de garantia, né?
Found de garantia era criou esse fundo de investimento imobiliário, eh, o FGTS, que é administrado pela Caixa Econômica Federal. A ideia era usar o terreno como ativo para capitalizar o fundo e viabilizar as obras de infraestrutura da região portuária. Bom, o problema, a falha estrutural que contamina tudo o que veio depois é que a prefeitura entregou o terreno ao fundo da Caixa, mas nunca executou as obras que devia a União.
O prazo de julho de 2020 inspirou. A Secretaria do Patrimônio da União notificou o município diversas vezes, falando: "Vem cá, e as obras que vocês prometeram? Cadê?
O município transferiu, né, este terreno que na prática ainda estava gravado por uma dívida, uma obrigação não resolvida com o governo federal. É como vender um carro que ainda tem financiamento em aberto sem quitar a dívida com o banco. Quem compra recebe o carro, mas o problema do financiamento continua existindo e pode bater na porta de quem comprou o carro.
Essa inadimplência gerou um passivo que atualizado monetariamente atinge hoje a cifra de R$ 426 milhões deais, mais do que o dobro do que o Flamengo pagou no terreno. Prefeitura recebeu o terreno, tinha obrigações a cumprir, não cumpriu, passou o terreno para o fundo, o fundo mantinha o terreno, o terreno foi eh desapropriado e o Flamengo comprou. Quando o Flamengo venceu o leilão, vocês se lembram eh da vitória do no leilão, assinou lá o documento, né?
Eh, em julho de 24, a operação esbarrou imediatamente nesse litígio pré-existente. A Caixa contestou a desapropriação na justiça para proteger o patrimônio do fundo e a União exigiu a quitação da dívida histórica com a prefeitura. Para tentar destravar o projeto, né, esse processo todo, as partes recorreram a uma câmara de mediação e conciliação da administração pública federal vinculada à advocacia geral da União, AGU.
Em 3 de dezembro de 24, assistimos uma cerimônia eh no Planalto, vocês se lembram dela, tá aí na tela. eh, que anunciou a resolução do impasse. O Flamengo recebeu a posse provisória do terreno e a percepção pública, né, foi que a segurança jurídica havia sido restabelecida.
Eu também achei. A imprensa cobriu como vitória, a torcida comemorou. Porém, a análise documental revela uma realidade completamente diferente do que nós imaginávamos, né?
Bom, o que foi assinado no Planalto não foi um acordo definitivo, foram dois pré-acordos interdependentes. O primeiro tratava da liberação da área para o clube. O segundo, o pré-acordo número 02 de 2024, firmado estritamente entre a União e o Município, visava equacionar 426 milhões, que é aquela dívida que a prefeitura não executou nas obras.
Nesse documento, a prefeitura se comprometeu a reformar sete imóveis específicos da União, o Arquivo Nacional, o Hotel dos ingleses, cinco pavimentos do edifício Engenheiro Renato Feio, o Xafaris do Lagarto, o Xafaris Paulo Fernandes, o prédio histórico da estação ferroviária Barão de Mauá e cinco pavimentos do Palácio da Fazenda. A eficácia de toda a operação dependia da conversão desses dois pré-acordos em um termo definitivo no prazo de 60 dias. Esse prazo venceu, o termo definitivo nunca foi assinado.
Bom, tivemos acesso a a documentos internos da GU, especificamente a nota técnica 419 e a cota 00279, datas de janeiro e fevereiro de 2026. Eh, que é são esses aqui, né? O teor desse documento é devastador.
A União informa oficialmente que em novembro de 2025 o município apresentou uma contraproposta inaceitável. Em vez de reformar os sete imóveis pactuados, a prefeitura tentou abater a dívida listando obras que já haviam sido feitas e que não tinham relação com a União. Ali se incluía obras do Museu de Arte Moderna para a reunião do G20, que já inclusive estavam prontas.
a desapropriação de um posto de gasolina já consumada, obras no Instituto de Filosofia da UFERGE, eh, que já era objeto de um convênio anterior e até a desapropriação de um terreno no complexo do alemão. A Secretaria do Patrimônio da União foi taxativa, classificou a proposta como um desvirtuamento total do objeto, apontou a inexistência de amparo legal para a União ressarcer o município eh por projetos próprios e acusou a prefeitura de má fé negocial. A conclusão da Advocacia Geral da União foi o encerramento sumário e definitivo da mediação por absoluta falta de consenso, com a determinação de que os autos retornaram à consultoria jurídica para análise das medidas judiciais cabíveis para a satisfação do crédito, ou seja, para obter o crédito brincado.
Tá faltando 426 milhões. Como a gente vai fazer em termos práticos, a arquitetura do acordo celebrado, aquele lá que todo mundo, a gente viu aí, a galera comemorando na AGU, o que foi apresentado como solução em outubro de 24 era na verdade um prazo para uma solução que deveria ter sido encontrada. Esse prazo passou, não houve acordo e o caso saiu da esfera de negociação política para entrar na esfera de litígio judicial, ou seja, tá na justiça e o resultado pode ser qualquer um.
A defesa do Flamengo argumenta de forma tecnicamente sólida que o litígio é entre a União e o município e é uma questão alheia ao clube, que é um terceiro de boa fé adquirente em leilão público. E é uma tese juridicamente correta, mas ela esbarra em uma realidade do direito administrativo que não pode ser ignorada. Se a União ingressar na justiça para anular a sessão original de 2013 por quebra de contrato, aquela que passou o terreno para a prefeitura, a base legal que permitiu ao município transferir o terreno para a Caixa e depois leiloá-lo fica sob grave ameaça.
Não é o Flamengo que errou, mas o Flamengo pode pagar o preço pelo erro dos outros. A gente não tem certeza absoluta de como é a identificação dessa dívida. A questão é que a relação que o Flamengo mantinha com a prefeitura permitia questionar se na sobre aquele terreno havia alguma coisa.
Nós obtivemos, nós pegamos a matrícula eh do imóvel e na matrícula do imóvel refere-se, há uma referência a uma dívida, não explicitamente a essa, mas há uma questão ali na matrícula que levanta a suspeita. Essa suspeita deveria ter sido investigada mais, mesmo que não fosse essa dívida que a gente tá se se comentando agora. Bom, é nesse ponto que a situação se agrava ainda mais, porque existe um segundo vetor de risco que está sendo completamente ignorado pelo noticiário esportivo.
Bom, no edital do leilão, aquele publicado em julho de 24, estabelecia obrigações temporais estritas. O que quer dizer com isso? O arrematante, ou seja, o Flamengo teria 18 meses após a assinatura da promessa de compra e venda para apresentar um projeto executivo, o que fixava o prazo teoricamente para fevereiro de 2026.
A gente sabe que o Flamengo acabou não assinando, demorou para assinar esse contrato e um prazo total a partir daquela assinatura de 5 anos para a inauguração do estádio, se tudo corresse bem, como imaginava o Landin, seria em 29, novembro de 29. Diante da complexidade dos estudos de viabilidade, das análises da Fundação de Atúlio Vargas, o Flamengo negociou uma um adiamento desses prazos. No dia 29 de agosto do ano passado, o clube e a prefeitura assinaram um termo de compromisso que prorrogava as obrigações do edital, permitindo que a diretoria projetasse uma inauguração para novembro de 36, 11 anos depois.
Mais uma vez o Flamengo agiu com transparência institucional, foi à prefeitura, negociou e assinou um documento. Bom, os prazos, os novos prazos não foram informados, por isso a gente foi atrás desse documento. Aparentemente é um problema na conduta administrativa do município.
do direito público, alteração de cláusulas essenciais de um edital, né, um edital de licitação, exige, sem exceções, a publicação no Diário Oficial para que produza efeito perante terceiros. Sem essa publicação, o ato não existe eh juridicamente. Esse termo de compromisso não apareceu no no Diário Oficial, ou seja, o Flamengo assinou lá o documento, né?
Tem fotos, né? a gente viu, mas esse documento nunca foi nunca nunca pintou, a gente nunca viu. Diante dessa anomalia, eh, foi protocolado um requerimento formal via lei de acesso à informação solicitando a íntegra do documento.
A gente foi lá e pediu o documento, né? fez uma pedido de querer ver o documento. Bom, o trâmite desse pedido expôs uma disfunção administrativa alarmante.
O pedido inicial foi analisado pela gerência de transparência passiva e encaminhado ao ao gabinete do prefeito. De lá, a companhia carioca de parcerias e investimentos indicou o redirecionamento para a Secretaria Municipal de Coordenação Governamental. O prazo de atendimento foi prorrogado sucessivas vezes, lembrando que o prazo normal é de 10 dias.
Você faz o a entrada com pedido, segundo a lei de transparência, em 10 dias esse documento tem que ser entregue, né? O prazo de atendimento foi prorrogado diversas vezes, sob a justificativa de busca e análise das informações. Finalmente, no dia 19 de janeiro de 2026, a Procuradoria Geral do Município emitiu a sua resposta, eh, dizendo que, enfim, dizendo que o órgão declarou oficialmente que as tratativas ainda não foram concluídas, estando com um recurso, aí, né, a gente entrou com recurso contra essa negativa.
No dia 27 de janeiro de 2026, a resposta do recurso foi ainda mais categórica. A procuradoria geral do município informou que não dispõe do referido documento. Bom, pense no que isso significa.
Um documento assinado e divulgado publicamente que altera substancialmente as condições de um leilão de R$ 138 milhõesais e posterga a entrega de um equipamento urbano prometido nesse edital em até, sei lá, 5 6 anos. É declarado inexistente pelos arquivos oficiais da própria prefeitura que o assinou, né? Eh, bom, se o documento ainda não apareceu e a procuradoria sugere sugere a sua inexistência física, a um desafio com relação à validade jurídica dele.
Portanto, a gente tem que questionar, eh, bem cá, qual é o problema disso? Qual é o problema de não sabermos aonde tá esse documento? Bom, imagine que algum órgão de controle questione o descumprimento dos prazos originais do edital.
O Flamengo falou que esse estágio ficaria pronto, ou fal, ou melhor, o Flamengo assinou um documento que dizia que esse estágio ficaria pronto em 2029, né? Teve uma prorrogação porque o Flamengo não assinou o compromisso de compra e venda imediatamente adiado, mas enfim, os prazos depois dessa assinatura eram muito menores do que o Flamengo tá falando que é 2036, né? Então imagine que alguém, algum órgão fal, cadê o estádio?
O Flamengo se verá sem o instrumento legal necessário para sua defesa, por uma falha que não é do clube. Simplificando, alguém pode entrar na justiça e falar: "Cadê o estádio que prometeram aqui em, sei lá, 2029, 2030? " E tudo isso ocorre enquanto há ainda uma ação popular de número 504762 traço 15 de 2024.
51 que tramita na segunda vara federal do Rio de Janeiro. Essa ação questiona justamente a legalidade dos decretos municipais e do edital de leilão. O processo estava suspenso, aguardando o desfecho da mediação da GU, aquela que entrou em colapso.
Com o colapso das negociações, a juíza federal já intimou as partes a se manifestarem. A Caixa e o município eh do Rio de Janeiro pediram um uma dilação de prazo, né? pediram esse mês para entender o que fazer diante do arquivamento da mediação pela União.
O cenário atual não é mais de negociação política, é de enfrentamento judicial. Em síntese, resumindo, né, o projeto do estádio enfrenta hoje duas vulnerabilidades estruturais simultâneas. A primeira, a raiz dominial do terreno.
A União cobra esses R$ 426 milhões deais, né? A mediação fracassou. Segundo o documento da União, esse essa essa negociação fracassou por má fé negocial da prefeitura e a eminência de uma judicialização ameaça a validade de toda a cadeia de transferência de propriedade.
A segunda é a precariedade dos prazos. O Flamengo assinou um acordo de prorrogação com a prefeitura, mas a aparente omissão do município em publicar o ato e a declaração oficial de que o documento não tá em lugar nenhum compromete a segurança jurídica dessa extensão de prazo, deixando o clube exposto à sanções por descumprimento do edital original. Bom, imaginamos que a prefeitura num futuro bem breve vai solucionar esse problema do prazo, né?
Não, não me parece que isso seja um problema sério. Nesse momento a gente não conseguiu encontrar o documento e tem uma resposta da procuradoria dizendo: "Ó, documento, sei lá". Eh, enfim, sobre esse problema, nós procuramos oficialmente o Flamengo através da sua assessoria de imprensa, que nos deu a seguinte resposta: "Sobre esse ponto, o Flamengo não tem nenhuma informação adicional além do que foi tratado institucionalmente à época.
Não temos conhecimento de novos desdobramentos ou manifestações formais sobre o tema. " Esse foi o posicionamento do Flamengo na semana passada. O Flamengo detém a posse provisória do terreno e cumpriu todas as suas obrigações.
A fundação jurídica desse dessa posse, no entanto, tem rachaduras que o poder público criou e somente o poder público vai poder resolver. Nesse ponto, uma pergunta eh inevitável surge. Se o pior cenário se concretizar, o Flamengo recebe o dinheiro de volta?
Bom, a resposta técnica é sim. A resposta prática é muito mais complicada do que isso. Existem alguns fator, alguns cenários possíveis.
Vamos falar de três deles, os mais prováveis, tá bom? Cada um desses cenários tem implicações diferentes para o clube, bem diferentes. No primeiro cenário, a União ingressa na justiça e consegue anular o aforamento de 2013, afirmando que o município está inadimplente.
Nesse caso, o terreno reverteria o patrimônio da União. O Flamengo, como terceiro de boa fé, que adquiriu o imóvel em asta pública regular, teria direito de regresso contra quem lhe invendeu o terreno, ou seja, teoricamente o fundo de investimento imobiliário administrado pela Caixa que detinha a posse do terreno em última instância, isso vai cair no colo do município que que eh facilitou facilitou não, né, que desapropriou o terreno. Bom, e o clube poderia pleitear a devolução dos R8 milhões deais mais aquele adicional que foi pago, foi acordado na AGU, acrescido de corrências monetárias, juros, eventuais perdas e danos, incluindo os custos com projeto, o início da da limpeza do terreno, enfim, tudo isso conta.
Bom, o problema é que esse tipo de ação judicial no Brasil pode levar décadas para ser resolvido e o pagamento por parte de entes públicos se dá por precatório, o que adiciona mais anos de espera. Na prática, o Flamengo teria o dinheiro, o direito reconhecido, mas poderia esperar uma geração inteira para receber. Bom, no segundo cenário, a ação popular que tramita na segunda vara federal do Rio de Janeiro é julgada procedente e o leão é o leilão é anulado.
Também tá rolando isso, né? Se o juiz federal declarar nulos os decretos municipais e o edital, o leelão seria desfeito. O Flamengo teria direito à restituição integral do valor pago, mas a cobrança recairia novamente sobre o município ou se o dinheiro já tivesse sido passado para pro fundo de investimento, pro fundo com exatamente as mesmas dificuldades de execução se cairem na fazenda pública.
Direito reconhecido, recebimento incerto e muito, muito demorado. O terceiro cenário é o único que resolve o problema de forma definitiva. Um acordo definitivo firmado entre a União, o município.
A dívida de R$ 426 milhões deais é equacionada e o Flamengo mantém o terreno com segurança jurídica plena. Esse é o cenário que todos desejam, mas ele depende de a prefeitura do Rio de Janeiro demonstrar uma disposição real de honrar os seus compromissos, né? o que vai contra o que diz o documento.
A AGU se mostra muito insatisfeita com o comportamento da prefeitura até agora. Além disso, a questão do novo prazo acertado com o Flamengo tem que ser eh publicado no Diário Oficial. A gente tem que ver esse documento.
Essa questão eh da AGU com a prefeitura, existe uma possibilidade sim da AGU dizer: "Não, tudo bem, vamos, né, vamos considerar esses esses imóveis". Mas o documento da GU, o teor documento da GU não sugere um relaxamento dessa dívida, tá? O que esses três cenários revelam é uma verdade incômoda.
O Flamengo está em uma posição em que sua proteção jurídica existe no papel, mas a sua efetividade prática depende da conduta de terceiros que já demonstraram problemas para fazê-lo. Terazão na justiça é diferente de receber o que é seu. No Brasil essa diferença pode custar décadas.
Para aqueles que não acreditam nesse novo estádio, dizem que é besteira e dizem: "Ah, o Flamengo deve ficar no Maracanã", é preciso lembrar que alguns problemas. A há também fragilidade jurídica no Maracanã, os possíveis custos, por exemplo, que vão começar a surgir, vamos lembrar, né? Em breve o Flamengo vai ter que trocar a cobertura do estádio.
Eh, há outros problemas eh não tão custos que são esportivos, né? por exemplo, com a distância da torcida ao gramado, a acústica muito ruim do estádio, o ângulo pouco inclinado da arquibancada, né? Há outros riscos ainda mais sérios, né?
Bom, por exemplo, a decisão de datas de do uso do estádio é decidido por um colegiado chamado Codeg, composto por três três membros. Dois desses membros são nomeados pelo governo do estado. Hoje o Flamengo goza de uma ótima relação com o governo do estado.
Estado. Eu sabia que eu ia falar isso, né? Do governo, não do governo do estado, do governo do estado do Rio de Janeiro.
Eh, mas não é possível nem prudente apostar que essa relação seja assim para sempre. É obrigação contínua de qualquer presidente do clube garantir um plano B ao Maracanã, enquanto o estádio viver sobre fragilidade jurídica. Há sim fragilidades jurídicas do Maracanã.
Imagine, por exemplo, que o próximo governador não tem essa boa relação com o Flamengo. Também há outros problemas, né? O Flamengo é obrigado, o Flamengo e Fluminense, o consórcio é obrigado a ceder o estádio para os outros clubes.
A questão que fica para o debate é essa. Até que ponto o Flamengo pode avançar em investimentos com como a descontaminação do terreno, agilizar a questão da anaturgia, desenvolver os projetos? Se a questão jurídica da operação ainda não está consolidada, qual é a responsabilidade da diretoria do clube em comunicar esses riscos com clareza pra torcida?
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A União cobra uma dívida da prefeitura que tinha o terreno como parte dessa negociação. Te dou o terreno, você faz essa essas obras. fazendo essas obras, o terreno é seu.
A prefeitura não fez e passou o terreno paraa Caixa Econômica Federal. A a o governo federal agora tá pedindo que a prefeitura acerte isso. Como esse esse problema estava acontecendo, aquele acordo que foi feito entre Flamengo, prefeitura, na AGU, todo mundo feliz, não tem valor.
A questão foi pra justiça. Além disso, tem a questão da prorrogação do prazo. Flamengo tem que acertar essa prorrogação do prazo.
Vai que a União, a prefeitura se acertem, o prazo tá correndo e aquele documento ainda não foi publicado. Além disso, tem uma ação popular rolando, contestando essa questão eh do edital e do leilão e etc. Ou seja, há muitos problemas, são problemas sérios e a solução a gente tem que esperar.
Dá para resolver, mas vai ser bem complexo e vai dar muito trabalho. Antes de sair, mais uma vez o seu like, se inscreva no canal, considere a possibilidade de patrocinar essa live aqui, como tá pintando. Você pode fazer um Pix, pode fazer um super chat, pode virar membro, pode visitar a nossa loja.
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