A editora de internacional Derla Cardoso está aqui mais uma vez agora pra gente falar sobre por a questão do estreito de Ormo é tão complicada na questão de segurança dela. Muito o pessoal vai falar: "Ah, um estreito pequenininho ali, moleza, né? 3 km só para cada lado de navio tá fácil".
Eu outro dia tava vendo uma arte na Cena americana que eles fizeram um trocadilo em inglês ótimo, né? Que era dire straight, que é uma expressão que é justamente para falar de desafios, né? Daquilo que é difícil de se fazer.
Então explica pra gente porque é tão difícil. Pois é, o presidente Donald Trump tava dizendo ali que era uma coisa tão simples da OTAN fazer. A gente vai ver aqui algumas razões.
O porqu não seria tão simples. Eu trago para aqui um mapa que a gente fez com os últimos ataques que aconteceram lá na região do Estreito de Ormusa, ali perto do Irã. Todos esses pontos vermelhos são ataques contra petroleiros que foram confirmados, Iri.
Então a gente vê que foram vários aí nessa imagem tem 13 pontos vermelhos, mas tem muitos outros que ainda foram relatados, mas não foram totalmente confirmados. Então é meio complicado. Vou pedir licença para vir um pouquinho mais para cá.
Esse essa ponta mais estreita aqui do estreito de Ormus tem somente 33 km de distância entre uma ponta aqui e a outra. Isso eh traz um desafio logístico enorme para fazer a segurança desses navios. Isso porque não passa vários navios de cada vez indo e voltando ali pelo estreito.
É basicamente uma linha para ir e uma linha para voltar. E além disso, Yuri, esses navios eles passam bem devagar, o que fazem o que faz com que eles sejam alvos muito fáceis de ataques do Irã. E aqui a gente tem um desafio também de defesa gigantesca.
O presidente Donald Trump diz que é fácil garantir a segurança desses navios, mas não é simples, porque a distância com o Irã não permite. Isso porque se a gente coloca um navio de guerra para defender um navio ali no estreito de Ormusa, o que acontece? Os drones que o Irã usa, que são os drones charreds, que são a que são os drones mais utilizados nessa guerra, além deles serem muito baratos para serem fabricados, eles têm um alcance muito grande.
Eles têm um alcance de pelo menos 2. 500 km. Então, de qualquer parte do Irã, o exército consegue lançar um drone que seria capaz de atingir um navio.
E aí o que acontece é que os navios de guerra, mesmo muito bem equipados dos Estados Unidos, não teriam muito tempo para detectar um projétil e defender os navios. Além disso, se a gente coloca vários navios petroleiros passando, dificulta muito a interceptação de vários mísseis. Yuri, então, a situação é bem complicada.
Não, isso fica fica é muito evidente, né, como a geografia e até historicamente, né, desde os tempos dos persas que esta região é colocada aí como uma dificuldade do ponto de vista militar. Agora, Dela, Donald Trump, você fez menção a ele, ele acabou de falar sobre o estreito de Ormuso, eh, mas cobrando esta atuação da da OTAN, né, além de falar que é fácil de fazer, mais uma vez pressionando seus aliados do outro lado do Atlântico a ajudarem. Qual foi a cobrança dessa vez?
Claro. Pois é. Falas de minutos atrás, eu recupero aqui.
O presidente Donald Trump acaba de dizer que e para abrir o estreito de Ormus, ele precisa de muita ajuda. Seriam muitos navios. A gente vê a imagem dele, ele falou agora a pouco do gramado da Casa Branca e ele falou também uma coisa que a gente achou curiosa, que foi: "Ah, e certo ponto vai se abrir o estreito de Ormus".
Então o presidente também ele faz algumas declarações ao mesmo tempo que ele fala que é simples, ele traz também alguns complicadores, ou seja, dizendo que eh seria eh precisaria de vários navios. Ele também disse agora a pouco nessa declaração que ele espera que a China eh se envolva de alguma forma, o que a gente não tem nenhuma eh indicação de que isso vai acontecer. Eu trago aqui a lista atualizada de eh países que estão negociando diretamente com o Irã, que dependem muito dessas exportações de petróleo e gás.
A gente tem o Iraque, a China, a Índia, que depende muito do gás, do Irã, a Turquia e o Paquistão que estão negociando diretamente com o Irã. E também se a gente puder trazer de volta o nosso mapa para fazer um último comentário de complicador dessa situação toda, Yúri, a gente tem a questão da confiança. Então, pra gente concluir, basta que apenas o Irã consiga mandar uma lancha para que eles coloquem algumas eh eles têm umas espécies de minas que eles conseguem acoplar ali nos cascos dos navios.
Basta que eles façam algumas explosões, consigam danificar um ou outro navio para que nenhuma empresa já queira fazer o seguro pros navios passarem por lá e que nenhum país queira se envolver. Essa foi uma fala inclusive do presidente Emanuel Macron da França que disse: "Essa não é uma guerra nossa. A gente vai não vai mandar nenhum navio para lá".
E a crise energética, enquanto isso, só se agrava. Essa sim é de todos nós no fim das contas, como a gente acabou de ver o preço do diesel subindo pela terceira semana seguida aqui no Brasil há dezenas de milhares de quilômetros de distância. Obrigado mais uma vez, Berla Cardoso, nossa editora de Internacional Débora Bergamasco.