Bem-vindos a mais um episódio do nosso curso de harmonia. Nessa aula, nós vamos entender o que são as famosas escalas de acordes, como montar a escala de um acorde. Vamos aprender a distinguir o que são notas de acorde, notas de tensão e notas evitadas.
Por fim, é claro, a sua aplicabilidade. Então, sem mais delongas, bora pra aula. Antes da gente começar de fato, uma pergunta.
Você já ouviu falar em mixo bemol 9, bemol 13, lídio bemol 7, mixolídio, dóco e etc? Calma, calma, calma. Isso só são nomes dados às escalas de acordes para explicar a sua estrutura intervalar.
Mas antes, um recado importante. As escalas de acordes levam nomes iguais aos modos gregos, por exemplo, mixolídio, jniio, lídio bemol, 7 e etc. Porém, não se trata de modos gregos.
Modos gregos é outro assunto e é referente à música modal. Na música modal, os acordes não têm funções harmônicas. Escala de acorde é um assunto da harmonia tonal e leva em consideração a função harmônica de determinado acorde para que a gente saiba quais notas nós não devemos tocar nesse acorde.
Por exemplo, as notas que nós devemos evitar, as chamadas notas evitadas. Escala de acorde é a escala em que um determinado acorde foi originado. Você já se perguntou porque que um acorde às vezes tem nona e outro tem bem mol, bem mol?
O que de fato determina isso? Pois bem, o que determina isso é a escala de acorde de um acorde específico. Ela também nos mostra quais notas nós devemos evitar nesse acorde para que a sua função harmônica não seja descaracterizada.
Então, na escala de um acorde específico, nós teremos as seguintes informações. Quais são as notas do acorde? Quais são as notas de tensão aceitas para esse acorde?
E quais são as notas a se evitar nesse acorde. Superada essa introdução, vamos agora aprender a montar as escalas de acorde. A primeira coisa que devemos fazer é escolher uma tonalidade pra gente trabalhar.
Por exemplo, eu vou fazer os exemplos usando a tonalidade de dó maior para não complicar. Logo, usaremos apenas as notas da escala de dó maior e, por consequência, os acordes do campo harmônico de dó maior. Eu disse logo a pouco que escalas de acordes não têm a ver com modos gregos, porém eu vou usar as sequências dos modos gregos para explicar o que são as escalas de acordes, porque ficará mais fácil de visualizar o que estamos fazendo.
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Então eu te espero lá na Gama Music Academy. E agora bora continuar aqui com a aula. Os módulos da escala de dó maior estão aí na tela e cada um vai gerar um acorde do campo harmônico.
Uma vez que os módulos já estão aí na tela, nesse momento, analisando cada sequência, a gente precisa saber quais notas serão de acorde, quais notas serão de tensão, quais notas serão evitadas em cada modo. E se você assistiu as aulas de campo harmônico maior, com certeza você já sabe identificar as notas de acorde, ou seja, as notas que fazem parte da tetra de do acorde, as quatro notas que formam um acorde. Mas para quem não sabe, basta a gente circular a primeira, a terceira, a quinta e a sétima nota de cada modo.
E essas notas de acorde formam, respectivamente dó maior com sétima maior, ré menor com sétima menor, mi menor com sétima menor, fa maior com sétima maior e sol maior com sétima menor, la menor com sétima menor e si meio de minuto. Essas são as notas de acorde referentes a cada um dos acordes e elas estão em azul aí na tela. Agora temos que saber quais são as notas consideradas de tensão.
Para cada acorde nós teremos as 11 terceiras e suas variáveis para para bemol ou sustenido. Por exemplo, bemol 9, sustenido 9, bemol 13, sustenido 13 e etc. E a regra para saber quais notas em cada acorde serão de tensão é a seguinte: serão consideradas tensões boas para um acorde as notas que estiverem a um tom de distância acima de uma nota do acorde, ou seja, um tom acima das notas em azul.
Logo, as notas que correspondem a esse critério em cada módulo são as notas em vermelho. Claro, toda nota que for uma tensão boa será analisada como um intervalo composto, ou seja, como nona, que equivale a uma segunda maior. 11ª, por exemplo, equivale a 1 quarta justa e 13ª, que equivaleria a uma sexta maior.
Mas a gente sempre vai usar as nomenclaturas 9 11ª e 13ª para as notas de tensão ou claro suas variantes para tanto bemol quanto sustenido. Agora nós devemos encontrar em cada modo as notas a se evitar, as notas que a gente não quer tocar em determinado acorde, porque essas notas podem descaracterizar a função harmônica do acorde, ou seja, estragam a sua sensação harmônica, a sua sonoridade. E para achar as notas evitadas, tem uma regra bem simples.
As notas evitadas são todas aquelas, as quais estão a meio tom acima de uma nota de acorde, ou seja, meio tom acima de uma nota em azul. As notas de cada módulo que correspondem a esse critério são as notas em amarelo. E essas nós vamos assinalar com a sigla EV de evitadas.
Detalhe sobre as notas evitadas. Elas também são conhecidas como notas de passagem. elas de fato serão proibidas de serem tocadas no acorde, uma vez que estragam a sua função, a sua sonoridade.
Porém, em solos e melodias que estão ali por cima desse acorde, elas podem ser tocadas e às vezes são até um bom artifício estético, porém apenas como notas de passagem rápida. Geralmente a gente toca essas notas evitadas nos tempos fracos, como passagem, e a gente nunca repousa muito tempo sobre elas. Agora vamos analisar as escalas de acordes que a gente montou para o campo harmônico de dó maior.
Vou começar com as escalas de acordes referentes aos acordes do primeiro, quarto grau e segundo grau, porque elas têm algumas peculiaridades, respectivamente. A primeira escala de acorde referente ao primeiro acorde do campo harmônico, nós vamos chamar de dó jônio. A do quarto acorde, nós vamos chamar de falídio.
E a do segundo acorde do campo harmônico é o ré dórico. Pegando o dó Joni como exemplo, temos as notas de acorde dó, mi, sol e si em azul, as notas que fazem parte do acorde, as de tensão em vermelho. No caso, nós teremos tensão nove nesse acorde.
Então, a gente poderia fazer ele como dó maior com sétima maior e nona. Notas a se evitar nessa escala de acorde dó jônio, é apenas a quarta justa. Nota Fá, especificamente para essa escala específica do acorde do primeiro grau, dó jônio, a sexta nota é considerada uma nota de acorde.
Então eu poderia tocar tanto dó maior com sétima maior quanto dó seis, dó maior com sexta maior, uma vez que a sétima e a sexta são intercambiáveis, ou seja, a gente pode trocar uma pela outra. Logo, nesse caso específico, ou seja, do primeiro acorde do campo harmônico maior, vamos considerar a sexta maior, ou seja, a nota lá como nota de acorde. Também é considerada em algumas literaturas sobre o tema como nota de escala, mas significa a mesma coisa.
Recebendo a seguinte nomenclatura de S6, sexta nota de escala, não T13, como a regra geral manda. Afinal, ela não é tensão nesse caso. Esse mesmo conceito valerá para o acorde do quarto grau.
Fá maior com sétima maior. A sexta maior, nesse caso, nesse caso, a nota ré também será considerada nota de acorde ou de escala intercambiável com a sétima, logo recebendo o status de S6, nota de escala. Esse S significa scale.
Já na escala do acorde do segundo grau do campo harmônico, ré menor 7, nesse caso, nesse caso chamada de ré dórico. Notas de acorde estão em azul. As notas de tensão estão em vermelho e as evitadas em amarelo.
Porém, tem um detalhe. Note que a nota evitada, que é a nota si, foge a regra. Afinal, ela está um tom acima de uma nota de acorde.
No caso, a nota lá. Logo, pela regra, a nota si deveria ser de tensão ao invés de nota evitada. Porém, nesse caso específico, ocorre um problema funcional.
Fa e si formam o trítono da tonalidade de dó maior. E isso é um som dominante. O trítono sempre é um som dominante.
E o acorde de ré menor set deve soar como um acorde subdominante, porque essa é a função dele. Porém, uma das notas que compõe o acorde de ré menor s é a nota fa, especificamente sua terça menor. Se aceitarmos a nota si dentro desse acorde, vai formar um trítono, uma sonoridade dominante, que é a junção da nota fa e si tocadas ao mesmo tempo.
Ou seja, formaremos um trítono dentro desse acorde descaracterizando a sonoridade desse acorde, que é de subdominante. Vamos descaracterizar a sua função, uma vez que ele se tornaria de sonoridade dominante. Logo, a nota si foge a regra e será evitada nessa escala de acorde.
Agora que a gente já entendeu a lógica, vamos agora fazer um resumo e ver todas as tensões que são possíveis para cada acorde do campo harmônico de dó maior. Vamos ouvir um por um. Primeiro para o acorde de dó maior com sétima maior.
Agora para o acorde de ré menor set. Agora para o acorde de mi menor 7. Agora para o acorde de fa maior com sétima maior.
Agora para o acorde de sol maior com sétima menor. Só o sete dominante. Agora para o acorde de lá menor set.
Vamos lá agora para o acorde meio diminuto. Agora vamos ver outras escalas de acordes geradas em outros contextos já comentados aqui no curso. Pegando a escala de dó maior como exemplo, Sol S é dominante primário em dó maior.
Ele está lá no quinto grau do campo harmônico e prepara o primeiro grau dó maior. Logo, sua escala de acorde chamada de sol mixolídeo nesse caso, usa as notas da escala de dó maior. A gente diz que a gente usa a armadura imaginária da escala de dó maior, porém começadas do quinto grau, a nota sol.
Afinal, o acorde de sol começa pela nota sol e a escala é do acorde. Então, a escala do acorde deve começar pela sua fundamental. E essa é a escala de acorde que nós usamos para sol sete quando ele prepara acorde maior.
Ou seja, se a gente tem um sol sete que vai preparar um dó maior com sétima maior, por exemplo, nós temos essas tensões disponíveis para sol sete que estão aí indicadas na sua respectiva escala de acorde, sol mixolídio. Porém, lá no tom menor, lembra que a gente usa três escalas menores ao mesmo tempo? A menor natural, menor harmônica e menor melódica?
Pois bem, o Sol 7 está lá no campo harmônico da escala menor harmônica e da escala menor melódica, no quinto grau. E lá no campo harmônico menor harmônico e melódico, ele tem o papel de preparar o primeiro grau, que agora é dó menor com sétima maior, inclusive. Mas claro, ele também prepara o dó menor com sétima menor lá do campo harmônico menor natural.
Porém, agora nós vamos adotar outra escala de acordes para ele, baseadas nas notas da escala de dó menor harmônico. Ou seja, quando o sol 7 ou qualquer outro acorde dominante estiver preparando ã um acorde menor, aí nós usaremos as notas da escala menor harmônica. Nesse caso, nós vamos usar as notas da escala de dó menor harmônico, só que a partir da nota Sol, que é a fundamental do acorde de Sol S.
E a gente chama essa escala de acorde específica de menor harmônica quinta abaixo, porque ela começa quinta abaixo lá na nota dó. É só uma forma de falar de onde é que essas notas estão vindo, de qual escala menor estão vindo. E essa escala menor harmônica quinta justa abaixo é representada assim, manh setinha para baixo.
E nesse caso, essa escala de acordes vai gerar para o sol maior com sétima menor tensões de bol 9 e bmol 13. No resumo, quando um dominante prepara a corde maior, a gente subentende que as tensões disponíveis para ele são nona e 13ª. Mas quando ele preparar a corde menor, então a gente vai subentender que as tensões que a gente pode usar nesse acorde dominante serão de bol 9 e bmol 13.
Logo, se você vê aí um sol 7 bemol 13, provavelmente ele está indo para um acorde menor. Agora, se você vê um sol 7 com 13ª, provavelmente ele está indo para um acorde maior, no qual ele prepara. Mais uma vez, só o sete no tom de dó maior é o dominante primário.
Ele está lá no quinto grau. Ele faz parte do campo harmônico de dó maior. Os dominantes que preparam os demais graus desse campo harmônico, ou seja, o segundo grau, terceiro grau, quarto grau, quinto grau, sexto grau, serão considerados dominantes secundários, como a gente já viu em episódios passados.
Na tela estão as respectivas escalas de acordes desses dominantes, tanto primários quanto secundários, e sua armadura imaginária respectiva. Ou seja, de qual escala eu estou tirando essas notas. Por exemplo, se a armadura imaginária de alguma escala de acorde é dó maior, então eu estou tirando as notas lá da escala de dó maior para formar essa escala de acorde.
Já as escalas de acordes dos chamados dominantes substitutos, dos subc aulas passadas, estão vindo da escala menor melódica. Calma aí que eu te explico. Por exemplo, R bemol maior com sétima para menor.
O R bemol S, ele é um dominante, porém ele é um sub cinco no tom de dó maior, porque ele substitui o acorde de sol, que é o dominante primário. E ele serve para preparar também o primeiro grau, dó maior com sétima maior. A escala de acorde desse acorde aí de ré bemol 7 é oriunda do quarto módulo da escala menor melódica.
Labemol menor melódico. A escala de labemol menor melódico está aí na tela. A gente começar essa escala pela nota fundamental do acorde de Rebemol 7, ela vai ficar assim como na tela.
E isso configura a escala Lidio bemol 7 para o acorde sub, porque essa escala de acorde gera um acorde maior com sétima menor, com as tensões dea, 11ª aumentada e 13ª. Agora vamos analisar as progressões 251, tanto preparando o acorde maior quanto preparando um acorde menor. Uma progressão 251 for preparar um acorde maior, por exemplo, no tom de dó maior, um 251 preparando o dó maior seria ré menor 7, sol, o acorde 5 e dó maior com sétima maior, o acorde um.
Para o acorde dois da progressão, ou seja, o ré menor set. Nesse caso, vamos usar as notas da armadura imaginária de dó maior, ou seja, as notas da escala de dó maior, porém começadas pela nota ré. E isso vai configurar as tensões do ré dórico, que a gente já analisou, que é a tensão nove, tensão de 11ª, ou seja, nona e 11ª.
Obviamente que o sol sete vai ser as tensões de sol mixolídio já analisadas e dó maior com sétima maior será o jônio. Agora para um 251 menor, ou seja, o 2/5 de minuto indo para um acorde dominante 5 que prepara o acorde 1 2 5 1. Esse um no caso é um acorde menor.
Então 251 que prepara dó menor por exemplo seria ré meio diminuto, acorde, sol, acorde 5 e o acorde 1, dó menor com sétima maior ou dó menor com sétima menor. você escolhe. Todos eles estão disponíveis no tom menor para você usar como quiser.
Para esse acorde 2 meio diminuto, de ré meio diminuto, nós usaremos a escala lócrea, ou seja, réócrio, que nos dá as tensões de 11ª e bemol 13. Como a gente já comentou cada caso, agora é só você brincar com essas tensões aí na sua casa, montar progressões, adicionar essas tensões, ver como sou, papear as que você mais gosta. Claro, agora você sabe montar as escalas de acordes de qualquer acorde com os conceitos apresentados aqui nessa aula logo no início.
Então, sempre que você quiser saber quais tensões um acorde pode receber em determinado contexto harmônico, basta que você monte a escala de acorde desse acorde. No mais, eu fico por aqui. Essa foi a nossa aula sobre escalas de acordes.
Nessa aula, você aprendeu a montar as escalas de acordes. Eu espero ter te ajudado e bora pra próxima.