Na década de 60, houve um psicólogo chamado Roger Futs, que ele resolveu fazer uma pesquisa sobre linguagem de animais. Ele pegou uma macaquinha chimpanzé recém-nascida, e deu para um casal os Graham para eles criarem. E na presença dela eles só se comunicavam com o código de surdo mudo norte-americano.
A macaca quando atingiu a idade adulta, ela dominava cerca de 150 sinais. Ou seja, eu sei que hoje já teve macacos que passaram disso, mas na época dela ela era muito hábil. E acho falava coisas do tipo acho comida, o acho sede, o acho dormir, o achou carinho, o acho passeio, né?
Quando você percebe as coisas que a gente cotidianamente fala, eu gostaria de ir a um restaurante e o acho ou comida não é essencialmente diferente, é a mesma coisa. >> [risadas] >> É linguagem de ou embrulhada pro presente. Agora você imagina um dia o Roger Futs chegando lá e a Wasel tá pensativa.
Ele pergunta: "O que foi o Wasel? " E ela achou justiça, "Wash a ou fraternidade, o sentido de vida, de onde venho para onde vou". Não ia acontecer isso.
>> Sabe porque? Que você tem uma linha clara que quem passa é ser humano. Animal não tem como passar.
E nós nos alimentamos dessas coisas da mesma maneira que o animal se alimenta de comida física, de bebida. Isso nos alimenta. É uma linha que passou daqui é só ser humano.
Agora, o curioso é que grande parte da humanidade também não passa essa linha, né? e fica só na superficialidade. Então você percebe que essas coisas que caracterizam o ser humano, que alimentam o ser humano, alimentam não o corpo físico, alimentam sem fazer referência nenhuma religião, mas a alma, aquilo que nos anima planos mais sutis, que não está sujeito às leis do plano físico.
Então, nós nos alimentamos de justiça. Existe coisa que nos nos torna eh que seja mais agradável para nós do que ver uma pessoa tendo um ato muito justo, uma pessoa tendo um ato muito fraterno. A justiça, a fraternidade, o verdadeiro amor alimenta algo em nós.
E essas coisas não são mortais. Portanto, provavelmente, e essa parte de nós também não. Quanto mais você se identifica com aquilo que não é mortal, é mais provável que você tenha o seu mesmo destino.
Quanto mais você se identifica com aquilo que é mortal, é mais provável que você tenha o mesmo destino. Ou seja, uma alma que é totalmente identificada com a ideia do bem, para que ela deixe de existir, o bem teria que deixar de existir. >> Entendi.
>> A beleza teria que deixar de existir, a justiça teria que deixar de existir. Não deixam, são universais. estariam aí, ainda que a humanidade não estivesse.
Então, como você destruir algo que é todo preenchido por coisas imortais, que é alimentado de coisas imortais, não pertence a esse plano, tá? Então é interessante porque quando o ser humano começa a se identificar com essas coisas, ele vê o corpo, ele vê as necessidades do corpo, ele vê o desgaste do corpo, mas ele não diz: "Eu estou desgastado, o meu corpo está, é o processo natural dele, mas eu estou melhor do que nunca". É.
Então você vê, dificilmente, você vai ver na história algum grande filósofo que tenha chegado ao final da sua vida, tenha perdido a memória, tenha eram, terminaram sempre muito lúcidos porque a consciência tava exercitando, >> a consciência estava altamente ativa nesse plano que não se desgasta. O corpo sofreu seu processo de desgaste natural, mas a consciência estava num plano que não sofreu esse mesmo desgaste. Então morrem tão lúcidos quanto sempre viveram, tá?
Então, quanto mais a gente habita nesse mundo propriamente humano, quanto mais a gente atravessa essa fronteira, mais vai dando uma serenidade muito grande. Eu construí a minha barca, minha consciência vai navegar em algo que não tem como o tempo engolir. O tempo não engole a bondade.
O bom é que você, enquanto eu estiver aqui, eu esteja ativo e tenha sonhos e tenha algo para fazer. É bom. >> Bom, >> agora nunca imagine quanto tempo vai ser.
é >> que ainda que sejamos muito jovens, a morte pode nos surpreender a qualquer momento. Enquanto eu estiver aqui, estarei ativo, estarei entusiasmado, estarei fazendo aquilo que eu tenho que fazer. Ou seja, o meu ânimo não arrefece.
Te garanto que quando Platão deixou o mundo, tava tão animado em dar as suas aulas quanto quando ele tinha 20 anos, tá? Então, enquanto eu respirar, enquanto o corpo suportar, eu estaria ativo fazendo aquilo que me cabe fazer.