[Música] Olá, sou Joel Gracioso. Bem-vindo ao meu canal! Hoje, dando continuidade às nossas reflexões bíblicas, ou seja, à importância do conhecimento das Sagradas Escrituras, essa sequência de vídeos que venho fazendo, procurando sempre realizar algum tipo de hermenêutica, exegese de algum trecho da Bíblia.
Hoje, eu gostaria de falar um pouco sobre um trecho da carta de Paulo aos Romanos, capítulo 1, versículos 18 a 32. Mas antes de apresentar aqui a minha leitura e a minha análise, eu gostaria, então, que se você ainda não se inscreveu no canal, se inscreva, para acompanhar aqui todo o meu trabalho. Deixe o seu comentário e depois compartilhe esse vídeo, isso para nós é muito importante e ajuda bastante.
Ora, no texto de Romanos 1, a partir do versículo 18, nós lemos assim, encontramos o seguinte texto: "Revela-se do céu a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que, na injustiça, impedem a verdade; pois o que de Deus se pode conhecer é entre eles manifesto, já que Deus o manifestou a eles. De fato, os atributos invisíveis de Deus, seu poder eterno e sua divindade, são compreendidos através das coisas feitas, desde a criação do mundo, a fim de que eles não tenham desculpa. Por isso mesmo, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; pelo contrário, perderam-se em seus pensamentos fúteis e seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se tolos e trocaram a glória de Deus incorruptível pela aparência da imagem de um ser humano corruptível, e de pássaros, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou a impureza, segundo os desejos de seus corações, ao ponto de desonrarem seus próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, adoraram e cultuaram a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre.
Amém. Por causa disso, Deus os entregou a paixões vergonhosas; tanto as mulheres substituíram a relação natural por uma relação contra a natureza, como também os homens abandonaram a relação natural com a mulher e arderam de luxúria uns pelos outros, praticando a indecência homem com homem e recebendo em si mesmos a devida paga dos seus desvios. E, porque não quiseram alcançar a Deus pelo conhecimento, Deus os entregou ao seu reprovado modo de pensar para praticar aquilo que é impróprio; repletos de toda injustiça, iniquidade, avareza, malvadez, cheios de inveja, homicídio, rixa, fraude, malignidade, caluniadores, difamadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, tramadores de maldades, rebeldes aos pais, insensatos, desleais, sem afeição, sem misericórdia; e, apesar de conhecerem a justa sentença de Deus, que declara dignos de morte os que fazem tais coisas, não somente as praticam, mas ainda aprovam os que as praticam.
" Então, veja, este texto de Romanos é um texto extremamente interessante. É uma parte dessa grande carta de São Paulo aos Romanos que nos convida a refletir sobre vários pontos da fé cristã e da obra da redenção de Cristo. Mas, nesse trecho que acabamos de ler, São Paulo chama a atenção primeiramente por um ponto muito importante, que muitas vezes foi negado no decorrer da história e hoje em dia continua sendo negado por muitas pessoas.
Muitas pessoas entendem ou partem do pressuposto que não é possível atingir um certo conhecimento natural sobre Deus. O ser humano, pelas suas capacidades naturais, principalmente pela sua razão e pela sua inteligência, não seria capaz de ter um certo conhecimento sobre Deus, enquanto que, no texto, São Paulo diz justamente o contrário. Ele mostra que Deus se revela, se manifesta, se comunica, fala conosco através da realidade natural, através do universo criado por Ele, através de todas as criaturas que Ele chamou à sua existência.
Então, Deus se revela, Deus mostra, Deus se manifesta. O problema é que o ser humano, muitas vezes, se fecha a tudo isso. Ele deixa bem claro que o que de Deus se pode conhecer é entre eles manifesto.
Nesse contexto geral, e é lógico que aqui ele está pressupondo muitas vezes também a questão do paganismo, ou seja, o que Paulo quer dizer, de uma certa forma, é que ninguém tem desculpa para dizer que não tem, digamos, aqueles elementos mínimos e básicos para chegar à conclusão de que Deus existe. Ninguém tem desculpa para concluir a não existência de um Deus que é o criador de todas as coisas. O que se pode conhecer de Deus, no sentido natural, ou seja, uma coisa é uma revelação especial, sobrenatural, que aí implica, evidentemente, outros procedimentos, outros meios, como nós cremos que em Cristo nós temos essa revelação especial e a plenitude dela, como também Deus foi se revelando, de maneira especial, pelos profetas, por exemplo, no Antigo Testamento.
Então, aqui, Paulo chama a atenção para o fato de que existe uma revelação que é natural, ou seja, há uma revelação que ocorre; Deus se comunica e mostra algo da realidade dele para nós por intermédio da realidade criada por Ele. O ser humano, através das suas capacidades naturais, contemplando essa realidade natural, consegue chegar à conclusão não só de que existe um Deus que é o criador de tudo, mas ele também, de uma certa forma, vai se aproximando de outros predicados e atributos divinos, da beleza de Deus, da onipotência de Deus, etc. Então, é a ideia de que, contemplando, vislumbrando as perfeições presentes nas criaturas, o ser humano, de uma certa forma, se aproxima da perfeição divina.
Deus é a fonte de todas essas perfeições, e, portanto, é a ideia de que a beleza das criaturas é um reflexo da beleza do Criador. Ou seja, os atributos e as perfeições visíveis das criaturas remetem e pressupõem os atributos invisíveis de Deus, o seu poder, como eu disse, a sua beleza, etc. Então, no primeiro momento, nesses primeiros.
. . Versículos aqui do capítulo 1, a partir do versículo 18, me parece que São Paulo quer chamar a atenção, justamente para isso, para essa possibilidade, né, que de fato há de uma revelação natural e, por conseguinte, de um conhecimento natural sobre Deus.
Então, ninguém tem desculpa, pelo menos, né, para chegar a essa conclusão e crer que existe um Criador que é divino, que é onipotente, que é bondoso, que é belo, que é o princípio de todas as coisas, né. Porém, ele diz que, infelizmente, o ser humano se afastou e se fechou a todos esses pontos, né, ou seja, em vez de, de fato, adquirir, olhando pro mundo, vendo que o mundo não se autoexplica, vendo que as criaturas, pelo seu próprio modo de existir, elas não conseguem justificar a sua própria existência. Portanto, o próprio modo de ser das criaturas requer a existência de um Criador.
Mas o ser humano, ele preferiu seguir um outro caminho, né, ou seja, mesmo ou ele se fecha esse caminho, negando-se a ter um conhecimento natural, ou, o que é pior, como ele diz aqui no texto, mesmo tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Então, veja que são duas situações: primeiro, que é a ideia de que ninguém tem desculpa, porque essa revelação natural possibilita o conhecimento natural; mas, já que esse conhecimento, essa revelação natural existe, esse conhecimento natural existe, o problema é que, muitas vezes, o ser humano ou se fecha isso ou até admite e conhece algo de Deus, mas não trata Deus como Deus, não adora a Deus, não glorifica a Deus, mas, ao contrário, ele fica se perdendo num monte de especulações, num monte de detalhes; fica totalmente errante no seu pensamento, e sendo imprudente, tendo um coração soberbo, insensato, a mente dele vai ficando tão obscurecida que ele vai tendo cada vez mais ideias e conceitos confusos sobre tudo. E, por mais que ele, às vezes, até admita e tenha um certo conhecimento sobre Deus, ele não adora a Deus e nem ama a Deus como Deus mereceria.
Ele não glorifica a Deus, mas ele se apega a outras coisas, se acha tão sábio que acaba se tornando tolo. E aí o que ocorre? O que ocorre é que ele troca a Deus, a glória de Deus, pelas criaturas.
Aqui está o princípio da idolatria. O ponto central da idolatria é justamente isso: é você não adorar e não glorificar a Deus, é você não reconhecer que Deus é Deus e, de fato, reconhecer que você depende totalmente dele. Mas, ao contrário, você coloca o sentido da tua vida, né, em uma coisa criada, em uma realidade criada.
Então, aqui está, repito, a origem, o princípio de toda idolatria. Em vez de adorar o Criador das criaturas, o ser humano fica tão embasbacado com a beleza das criaturas que ele acaba adorando as criaturas em vez do Criador. Ele acaba adorando, muitas vezes, as riquezas, os prazeres da vida, a fama e a glória em vez do Criador que nos deu a existência.
Se nós podemos, digamos, ter qualquer outro tipo de experiência de vivência, é porque antes existimos, e quem deu a existência a nós e continua conservando e sustentando essa existência é Deus. Logo, qualquer outra coisa que eu posso experimentar é porque, antes, eu existo, e eu existo porque Deus me fez e continua me sustentando. Segundo texto, e aí a segunda coisa que São Paulo vai dizer é que, já que o ser humano trocou o Criador pela criatura, em vez de glorificar e adorar o Criador, preferiu a criatura, ou seja, foi se afastando e ignorando cada vez mais Deus na sua vida, não porque não seja possível ter um conhecimento natural de Deus, mas porque escolheu, foi cada vez mais se fechando em si mesmo, se fechando na imanência, se apegando ao que é temporal, efêmero, criado e ao prazer que vem de tudo isso e trocou Deus por tudo, né, trocou Deus por todas essas coisas.
Ora, o texto diz: "Não que Deus os entregou às suas impurezas, aos desejos dos seus corações", né, ou seja, já que é isso que vocês querem. Então, Deus os entregou à própria sorte, às suas impurezas, aos seus impulsos, aos seus desejos desordenados, a tal ponto que o ser humano foi desonrando a si mesmo, seus próprios corpos, e se afastando cada vez mais da ordem natural estabelecida por Deus, né, ou seja, trocou a verdade de Deus pela mentira, adoraram a criatura em vez do Criador. E aí vieram todas as consequências, né, ou seja, o ser humano foi se submetendo cada vez mais às suas paixões vergonhosas, desordenadas, e ele dá vários exemplos no texto, né, mulher com mulher, homem com homem, etc.
, mostrando como que a ordem natural, a relação natural foi abandonada, né, e, portanto, como que, de fato, isso não é agradável aos olhos de Deus, segundo a Bíblia, né, ou seja, existe uma ordem natural. Deus é a fonte, o fundamento disso, e, portanto, a ordem natural, de uma certa forma, ela expressa, né, a sabedoria de Deus, a vontade de Deus, né. Mas o ser humano, infelizmente, preferiu outro caminho, não quiseram alcançar a Deus pelo conhecimento, mas foram se tornando cada vez mais escravos, portanto, dos seus sentimentos e paixões desordenadas, e Deus os entregou a tudo isso.
E o que é pior, então, já que eles não foram por um pensamento reto, começaram a ter cada vez mais pensamentos tortuosos. Ou seja, em vez de ir pensando cada vez mais de maneira reta, foram cada vez mais estabelecendo um pensamento tortuoso, e aí esse pensamento foram usando dessa capacidade de pensar para justificar uma conduta, um comportamento totalmente reprovável, né. As suas iniquidades, avarezas, malvadezas, invejas, homicídios, difamações.
. . enfim, foram se tornando verdadeiros inimigos de Deus e, mesmo sabendo a justa sentença de Deus, ou seja, cada dia um.
Dia, cada um de nós vai, de fato, responder perante Deus. O ser humano não só foi se afastando de Deus e praticando cada vez mais essas coisas vergonhosas, mas foi elogiando, aprovando aqueles que praticam tudo isso, né? Esse texto é do primeiro século da era cristã.
Hoje, vemos isso totalmente no mundo, na nossa sociedade. Quantas coisas deveriam nos entristecer, e muitas pessoas sentem orgulho! Então, que nós possamos meditar.
Infelizmente, esse problema existe desde o início da humanidade. O ser humano, infelizmente, não tem a humildade necessária para reconhecer que depende de Deus e precisa de Deus, e que a sua vida não tem sentido sem Deus, porque Ele é o princípio e o fim de tudo. E aí acaba se perdendo nos seus pensamentos; esses pensamentos acabam levando-o a ter escolhas, decisões e comportamentos totalmente desordenados e loucos, onde, em vez de ter um pensamento reto, uma razão reta que busca cada vez mais o seu Criador, ele usa sua razão para satisfazer as suas sensações de paixões desordenadas.
E assim, vira um círculo vicioso, e ele vai se afastando cada vez mais de Deus e entrando num caminho de autodestruição. Infelizmente, hoje, nossa sociedade, nosso mundo, está muito próximo disso. Então, que você possa reler esse texto, meditar um pouco, né, e realmente abraçar, acolher no seu coração isso que o apóstolo Paulo nos ensina aqui e nos convida a refletir.
Um forte abraço, tudo de bom para você! Se não se inscreveu, se inscreva no canal, deixe o seu comentário, né, e compartilhe o vídeo se você gostou. Tchau, tchau e até nosso próximo encontro, nosso próximo episódio, né, o conhecimento das Sagradas Escrituras.