[Música] Tudo bem pessoal sejam bem-vindos aí a nossa quarta parte né dessa nossa primeira aula a gente tem passado aí um pouquinho e por informações do pano de fundo né histórico cultural especialmente religioso né Eh falamos já e da das duas principais seitas judaicas eh a religião do dos fariseus e dos saduceus falamos anteriormente também sobre os samaritanos né e agora eu quero prosseguir aqui e comentando um pouco com vocês sobre eh outros grupos religiosos daquela época dessas seitas judaicas né que são aí os essênios e e também os zelotes Tá vamos começar aqui pelos
essênios e é um grupo que a gente não vai encontrar aí nada né no Novo Testamento a respeito deles ente dos outros grupos né e mas eles faziam parte aí de uma comunidade que geralmente vivia mais isolada mais separada eram muito dedicados aos ao estudo das escrituras aceitavam também né todas as as obras lá do que a gente chama de antigo testamento né Toda todo o tanac eram muito dedicados inclusive também a a questões aí cerimoniais lavagens cerimoniais Essas lavais eram conhecidas como banhos micv né eh também a a vida de oração eh tinham ali
uma prática e a gente sabe disso a partir somente aí do eh do Flávio Josefo né uma prática de dividir muitas das vezes os seus bens né como eles viviam eles viviam meio que parecidos aí com uma uma ideia monástica né como se eles vivessem isolados da sociedade eh só que o monasticismo quando nasce no cristianismo ele ele separa né homens e mulheres né monges e monjas né não é o caso aqui Aqui é São são é uma comunidade né talvez mais parecido aí com grupos posteriores do do do anabatismo como os amish né que
viviam separados em comunidade eh E além disso também era um grupo muito entregue aí ao ascetismo né que que que é ascetismo são aquelas práticas eh em que a gente de certa maneira eh faz o o o o corpo sofrer né então o jejum pode ser considerado aí uma prática ascética né mas não é só isso de repente eh eh práticas Como por exemplo o alto flagelo né também estão envolvidas né e tudo mais eh e o Charles Harry ele ele menciona né a respeito aí dos eh dos essênios que o essis smo foi uma
reação ascética ao externalismo dos fariseus e ao mundanismo dos saduceus então ele acredita que enquanto os fariseus né T aquela a aquela preocupação eh muito exterior dos rituais né uma uma uma perspectiva de ética muito deontológica né de mostrar externamente o que eles estão fazendo eh e enquanto a gente também tem ali o saduceus né com uma uma perspectiva uma cosmovisão um pouco mais eh eh próxima do que a gente chamaria hoje em dia né de secularizada eh os essênios eles vão numa outra direção uma direção aí de interior ade né de busca digamos aí
da da da da da experiência com o Divino né de de para isso claro as práticas ascéticas também elas eram realizadas para para ajudar eh Provavelmente quando a gente pega aí alguns outros estudiosos né Eh provavelmente eles eram a comunidade Lá do Mar Morto né você já deve ter ouvido falar dos manuscritos do kunhan né o que que era isso são aqueles textos né que foram descobertos né numa Caverna na região do Mar Morto eh e que tem ali diversos textos do Antigo Testamento que servem como inclusive material muito útil né pra gente fazer trabalhos
manuscrit lógicos né de comparação com os manuscritos mais antigos etc e tal então acredita-se que eh eh esses manuscritos do Mar Morto esses manuscritos do kunhan façam parte na verdade aí também desse grupo né dos essênios e e a gente também tem aí uma certa informação sobre a metodologia hermenêutica dos esmos né enquanto os os os fariseus eles eram mais literalista né com a lei e tinham uma uma uma lei paralela né a Torá oral né a tradição dos anciãos e enquanto também eh os saduceus tinham também ali uma interpretação um pouco mais relativizada os
essênios eles tinham uma uma uma interpretação mais alegórica né E eles Mita das vezes aplicavam eh profecias né palavras ali da restauração de Israel da restauração de Judá a eles né como se eles fossem o remanescente de Deus né que eh eh estava ali fiel como se as outras citas judaicas fossem infiéis Mas eles fossem completamente fiéis estivessem debaixo realmente ali do plano de Deus né de tudo que ia acontecer eh e eles acreditavam também é que o Messias ele surgiria salvaria né a a aquele povo e conduziria inclusive aquele povo ali né os essênios
a um reinado messiânico e por isso eles faziam então uma série de aplicações de todas as profecias que dizem respeito ao período do milênio do Reinado de Cristo né Eh como como na verdade sendo aplicáveis a eles e não aos demais eh as demais seitas judaicas eles não não não pensavam numa unidade da das Seitas judaicas né não tinham essa noção que a gente como como cristãos né chama de igreja visível e invisível por exemplo Exemplo né a igreja é invisível a gente tem pessoas de vários grupos religiosos né vou chamar aqui dentro do do
mesmo significado de seita Judaica tá gente eh nós temos o entendimento de que alguém vamos imaginar aqui né da seita dos Batistas da seita dos nazarenos da seita dos assembleianos da seita dos presbiterianos né todo sempre a gente tem pessoas salvas em vários desses lugares pros essênios não pros os só eles são o povo realmente ali separados por Deus né o povo separado de Deus e Plínio velho né que foi um Historiador Romano né antigo famoso aí por ter escrito a obra eh naturales história que é um compêndio de ciências antigas foi publicada em 37
volumes e dedicado a Tito Flávio o Flávio depois veio a ser Imperador de Roma né ele apresenta algumas características dos essênios então além do Flávio Josefa a gente tem aqui também uma outra literatura que traz um pouco de informação a respeito deles então eu vou ler para vocês o que Plínio o velho né comenta a respeito dos essênios acompanhe comigo na parte ocidental do Mar Morto os essênios se afastam das margens por toda a extensão em que estas são perigosas trata-se de um único povo em seu gênero e admirável no mundo inteiro mais que qualquer
outro sem nenhuma mulher e tendo renunciado inteiramente ao amor sem dinheiro e tendo por única companhia as Palmeiras dia após dia esse povo renascem em igual número graças à quantidade dos que chegam com efeito afluem aqui em grande número aqueles que a vida leva cansados das oscilações da sorte a adotar seus costumes abaixo desses ficava a cidade de engadi cuja importância só era inferior à de Jericó por sua fertilidade e e sua e seus Palmeirais mas que se tornou hoje um montão de ruínas depois vem a Fortaleza de massada situada num Rochedo não muito distante
do Mar Morto EJA inclusive interessante né Essa essa ideia dessas proximidades do Mar Morto pra gente entender aí a razão do por a gente geralmente associa eles com os manuscritos do Mar Morto e provavelmente eh temos aí essa ligação de que eles faziam parte dessa comunidade do kunhan né bom mas deu para ter uma uma ideia aí mais básica né de quem eram esses esses essênios eh não temos tantas tantas informações mas as as informações que nos restam né são essas aí né de um povo que se separava do do do do mundo né em
geral que fazia aplicações das profecias a eles né como se eles fossem os remanescentes um uso de hermenêutica digamos aí mais alegórica né Eh e um povo mais separatista são algumas das informações que a gente tem não é à toa por exemplo que algumas pessoas tentam imaginar eh João Batista como sendo um essênio né só que isso não pode ser verdade porque os essênios eles vivem em comunidade apesar de isolados eles viv em comunidade né e João Batista era Solitário era sozinho né Ele quase poderia ser considerado um eremita quase se não fosse pela presença
de várias pessoas que iam ali ouvir a sua pregação né e e as mensagens duras que ele que ele trazia né bom pensando agora no próximo grupo né Nós temos aí o José lotes falamos aí dos essênios temos agora os zelotes para entender um pouquinho sobre que grupo era esse eh os zelotes né Como o próprio nome sugere né Eh faziam parte aí de um grupo que tinha uma compreensão ã de um zelo com relação a a às coisas de Deus daí essa ideia de zelotes né trazendo aí pra noção do Zelo eles eram também
aí um grupo mais revolucionário eles queriam ver mudanças sociopolíticas socioeconômicas né e e e achavam eh que o uso da força da violência da as armas né Poderia estabelecer exatamente aí essas mudanças fazer com que o reino de Deus fosse instaurado né a força eh citando aqui dois dois pesquisadores né desse Campo aí da historiografia da época do novo testamento o metzg e o kugan eles explicam o seguinte né a dinastia herodiana ela foi dando lugar e a um grande mal estar socioeconômico a gente vai encontrar naquela época ali endividamento desemprego divisão social crimes banditismo
revoltas né E nesse contexto é que a gente vai encontrar os zelotes surgindo eh e os elotes eram aquelas pessoas que buscavam as transformações sociais né eles praticamente assim numa comparação eh sei que tem as suas limitações nessa comparação que eu vou fazer mas o que mais se aproxima aqui pra gente ter uma ideia eh do dos grupos hoje né que a gente encontra aí Eh mais eh eh ligados a a a política de esquerda Aqueles militantes né de esquerda que imagino muitas vezes esse tipo de coisa que tem que ir pra guerra né Tipo
o pessoal às vezes ali da eh eh do movimento sem terra né tem que ir PR pr pra frente tem que ir para cima tem que tomar o território né tem que ir com com o uso da força então é mais ou menos por esse caminho aí que a gente vai encontrar a ideia dos zelotes né a algumas pessoas chegam até a sugerir que Jesus tinha aí algumas posições zelo né quando você vai ler ali por exemplo o sermão do Monte só que na verdade é o contrário né quando você vê ali Jesus falando olha
se alguém te bater numa Face d a outra te obrigar a andar uma milha anda de duas né são alguns exemplos que a gente pode encontrar que ele vai totalmente naam né dessa questão zeltia né o próprio fato de quando Pedro corta a orelha né de Malco né quando Jesus tá indo preso n Jesus repreende Pedro mostra também o contrário né um zelote usaria exatamente ali aquela atitude que Pedro usou usaria da força física né Eh quando Jesus é questionado né sobre se deve entregar eh eh eh eh tributo né imposto ao império romano ou
não né novamente Jesus com uma respostas de muita sabedoria né ele ele se posiciona contrário né a ao extremo do zelo ismo e ao e e contrário também ao extremo daqueles né que eh eh acreditariam que que deveriam ficar ali totalmente entregues ao à mercê do Império Romano então Jesus fala olha o que que tem aí na na na na moeda que que que que imagem que tem aí Ah tem a face de Cesar então de a César que é de Cesar Deus que é de Deus então mais uma vez Jesus também vai na contramão
desses ideais zelo tistas né Eh E se a gente for observar né de maneira mais detalhada né inclusive o ministério de Jesus nunca teve ali uma pretensão né de por exemplo batalhar por melhores condições trabalhistas a gente nunca viu Jesus brigando por isso né Eh dentro daquela cultura heliz que eu falei você nunca vai ver Jesus falando ó gente tá errado esse negócio de trabalhar de domingo a domingo tem que guardar o sábado né não tem não temos esse tipo de discurso em Jesus né o discurso de Jesus tá mais voltado realmente pro altruísmo pro
amor né tá preocupado com condições trabalhistas Jesus não tá preocupado com com com a questão de redução de encargo de de tributação de imposto né que a gente até mencionou aqui agora a pouco de cés ca de César né Eh obviamente que Deus não aprova a escravidão né no sentido mais moderno da coisa né inclusive da da do do que vinha acontecendo naqueles dias eh e a gente também não vai encontrar Jesus lutando por uma abolição de escravidão naquele tempo né então à Não temos em Jesus bases para poder aproximá-lo né do do do movimento
zelo tista da seita dos zelotes como algumas outras pessoas especialmente essas né que usam aí eh de ferramentas né da da de uma de uma perspectiva sociológica né mais de esquerda mais marxista às vezes tentam fazer pelo contrário né Jesus tá até muito distante desse tipo de de exotismo daquela época tá eh e e a mesma coisa pode acontecer a gente po pode ser percebida no Ministério dos Apóstolos né próprio Pedro mesmo não não vai se envolver algumas batalhas eh na na na igreja de Jerusalém né vamos ver Pedro tentando levar a igreja para um
para um um protótipo de Comunismo né muita gente inclusive usa lá o modelo de Atos quando todo mundo pegava suas Posses vendia tudo entregava aos pés dos Apóstolos como se aquilo ali fosse uma evidência né digamos assim eh de de um de uma espécie de Comunismo né Mas não é verdade né ali o que acontece tem mais a ver com o tipo de escatologia que eles vinham empregando né uma noção equivocada de de que Jesus já voltaria naquela geração né e não é o que aconteceu né Eh uma compreensão equivocada Talvez lá do do do
discurso escatológico de Jesus no Monte das Oliveiras né quando ele fala essa geração não vai passar sem que essas coisas aconteçam então de repente uma má compreensão disso tenha levado tenha motivado aqueles crentes né a fazer isso por meio da pregação Apostólica eh e depois eles escolhem inclusive os frutos ruins desse dessa prática né de de distribuir todas todas as suas Posses seus bens porque posteriormente eles entram em crise é uma dificuldade muito grande Paulo escreve aos romanos ele tá coletando inclusive né ofertas para ajudar os os Irmãos Romanos que estavam passando por por tribulações
né assim por diante a gente tem no ministério apostólico também né uma continuação do do ensino de Jesus né Paulo por exemplo chega até a dizer né aquele que não quiser trabalhar não Coma né Eh também criticando essa ideia de que dá dá para ha ali uma uma uma uma uma divisão né da da da propriedade todo mundo se se ajudar mutuamente nesse sentido né não ele traz uma responsabilidade em torno do trabalho né enfim eh essa tentativa de aproximar Jesus do do Zelo ismo é completamente anacrônica e Infiel né a leitura do novo testamento
Bom falamos aí desses grupos da das Seitas judaicas né e eu queria também ainda mencionar uma uma questão que a gente vai encontrar em literaturas ali da época que é o que a gente chama de amaret né que significa aí do hebraico pro português é povo da terra esse povo da terra era usado inclusive isso aqui é um fato muito curioso né para descrever a vasta aqui eu cito o Craig blomberg tá para descrever a vasta maioria dos judeus em Israel que não era alinhada a qualquer grupo especial e Ou seja a maioria dos judeus
gente isso aqui é um fato muito interessante né não era fariseu saduceu zelote nem essênia a maioria né esse amaret povo da terra na verdade eram de sangue ou de tradição Judaica né de tradição sanguínea né de laço sanguíneo mas na prática não vivia nada de judaísmo tava tava meio que afastado né Por exemplo esse povo que muitas vezes Jesus vai ter contato seu ministério se você observar que que os fariseus ficam muito irritados com Jesus né Jesus M das vezes tá com esse povo da terra né com os Sam haret muitas vezes ele tá
com esse povo que tem ali prostitutas cobradores de impostos gente que não tá envolvido com a religião eh eh Judaica como um todo né E aí mencionando de novo o cran blomberg né explicando um pouco sobre isso ele diz assim essa parte dos judeus era formada por simples fazendeiros pescadores artesãos Comerciantes que tentavam ganhar seu sustento estees Sem dúvida acreditavam no Deus de Israel e tentavam seguir fielmente as leis básicas do Antigo Testamento oferecendo sacrifícios no templo de Jerusalém pro perdão dos pecados quando podiam viajar até lá era uma espécie de judeus não praticantes né
Se a gente for parar para pensar né como como a gente tem aí os católicos estão praticantes né se identifica com a religião tem A nomenclatura mas não não não frequenta assiduamente não participa de todos os ritos de todas as coisas né então era mais ou menos essa ideia e era a maioria do povo né ao contrário do que às vezes a gente nas nossas leituras superficiais aí do Novo Testamento a impressão que dá é que lá no meio dos judeus muita gente era fariseu né e não é exatamente assim pelo que a gente pode
perceber né bom Outra coisa importante também daquele tempo fora agora né dessa ideia da religião dos judeus né o contexto religioso judaico a gente ainda tem outras religiões que existiam naquele tempo gente por exemplo a gente tem as próprias religiões gregas né da mitologia tradicional próprio Panteão grego né que era muito forte se você lembrar comigo eh Paulo vai pregar em Atenas né região ali ainda dominada também pelo Império Romano Então a gente tem essa religião e coexistindo né ali também Fora isso as filosofias né que de certa maneira eh atraíam pessoas para participar para
ouvir os discursos né as falas etc Então a gente vai encontrar ali vários grupos filosóficos né Como por exemplo o estoicismo o epicurismo sinismo ceticismo neop tagor ismo né são algumas das principais eh filosofias né que que que existiam naquele na na naquele tempo inclusive Paulo antes de ir pro aerópago ele teve lá uma discussão com alguns filósofos se você se lembrar né Eh inclusive eh epicureus e estóicos né essos dois primeiros grupos ele tem lá uma uma discussão filosófica com eles né além disso a gente tem algumas religiões diferentes que coexistiam ali também além
das religiões judaicas e da da religião grega a gente também tinha a a as religiões importadas do Egito e da Pérsia aquelas religiões chamadas de de religiões de mistério elas lidavam com muita questão de magia né invocações espíritas tem um papiro famoso papiro Mágicos gregos né E que inclusive nesse papiro e eh tinha ali rituais de invocação eles invocavam Abraão Isaque Jacó só por aí dá para ter uma ideia da variedade né de religiosidades que tinha ali e atos 1919 né a gente tem inclusive aquela narrativa de Quando o evangelho chega naquela naquela região né
e pessoas se rendem a Cristo eh houve ali uma queima em massa né de livros de magia que hoje a gente chamaria talvez aí de materiais ocultismo né religiões de feitiçaria alguma coisa desse tipo e dentro também dessas religiões de mistério né vale a pena lembrar da religião mitraísmo né que era uma religião persa Uma religião também eh de ocultismo de mistério né que eles cultuavam lá um boi sagrado né o Mitra na verdade é o é o ser ali que conseguiu derrotar né um um um ser maligno um ser maldoso né enfim e era
também uma dessas religiões de mistério que eram comuns naquela região eh e aqui a gente tem uma ideia um pouco um Panorama um pouco mais abrangente da religiosidade da época mas eu queria finalizar essa última parte comentando aqui mais rapidamente sobre a liturgia especialmente dos fariseus eu acho que esse é um assunto aí bastante válido né pra gente para entender um pouco como essa coisa acontecia né já que M das vezes o o ministério de Jesus Ele era realizado ao ar livre mas eh diversas vezes a gente também vai encontrar eh Jesus pregando nas sinagogas
né Depois a gente tem ali o ministério de Paulo ele também frequentemente indo para as sinagogas né o próprio Jesus ia para paraas sinagogas com uma certa eh frequência né tem algumas passagens bíblicas aí que eu tô deixando aqui para você depois dá uma analisada Mateus 4 Marcos 1 Marcos 3 né etc aí tem várias passagens que estão aí descritas que dá pra gente ter uma uma ideia de como que isso acontecia tá Os cultos realizados nas sinagogas eles tinham um padrão muito parecido né com aquilo que nós cristãos praticamos especialmente o cristianismo eh da
reforma e pós-reforma né que tem uma centralidade ali eh digamos na palavra de Deus né então eles tinham três elementos principais nesse culto da Sinagoga primeiro lugar o louvor segundo lugar oração terceiro lugar instrução Esses são os três elementos eh principais né o culto ele era aberto eles iniciavam ali o culto com um canto coletivo né que era um louvor isso era preconizado por meio do talmud talmud era um um material né digamos assim com comentários rabínicos tá então tinha vários comentários ali eh de rabinos né Eh eh do passado eh e e e e
um um dos comentários que eles faziam a leitura ali naquele momento era esse o homem deve sempre proferir louvores em primeiro lugar e então orar então eles seguiam essa recomendação Faz parte dessa tradição dos anciãos né como a gente mencionou anteriormente eh em primeiro lugar então eles começavam o culto com os louvores depois eles oravam né a gente tinha ali um dirigente do culto que era chamado de Presidente né o presidente do culto então né principal dos anciãos principal do do dos fariseus talvez alguma coisa nesse sentido eh como como Talvez isso aqui tenha a
ver com aquele jovem rico né que se você se lembrar lá quando ele encontra com Jesus diz ali a Bíblia que ele era um dos principais dos fariseus né É porque tem a ver com isso provavelmente ele era também essa pessoa que oficiava esse cargo né uma espécie de dirigente né o uma espécie de presidente ali da da da liturgia Judaica tá eh ele convocava um assistente assistente eh e esse assistente convocava alguém ali da congregação para começar o culto com uma chamada de louvor e aí os as outras pessoas que estavam presentes né ali
eram convidadas né a ficar contemplando né imaginando pensando em Deus e ao mesmo tempo também eh a reconhecer a grandeza de Deus a bênção de Deus a dádiva de Deus né assim por diante E aí depois eh vinham as orações né então a a a a as orações elas eram divididas né as orações de abertura em duas partes Então a primeira parte da oração ela eh na verdade seguia né aquela aquela parte das declarações eh do yots né que significa aquele que forma né levando aí o o tema né para pra Congregação da compreensão aí
de Deus enquanto criador de todas as coisas então em primeiro lugar eles faziam aí uma declaração em torno disso né de Deus como sendo o formador o criador reconhecendo a sua sua grandeza sua soberania supremacia e em segundo lugar eh vim aí uma outra declaração que era declaração do arabá né que significa aí o amor e e tinha aí uma ocupação de lembrar o povo né com relação ao amor de Deus pelo povo eleito pelo povo escolhido né e trazer esperança para que o povo eh eh pensasse né no cumprimento das promessas de Deus para
aquele povo e aí depois disso vim aí uma das partes mais mais importantes no que tange a questão de oração que era o xema né famoso xema que era uma declaração na verdade de Deuteronômio Capítulo 6 verso 4 né xema seria ali ouve né Eh que é aquela ideia de ouve ó Israel Senhor teu Deus é o é o único Deus né e e e a recitação desse texto ela era feita de maneira eh antífona né ou seja como que isso acontecia ah o povo ia eh eh falando né junto né de maneira Congregacional e
e quando terminavam né a citação Quando ia chegar o Senhor teu Deus é o único Deus né para não falar ali a palavra Deus alguma coisa nesse sentido né usar o o nome impronunciável de Deus né aí o líder da da da congregação acrescentava ali uma outra frase bendito seja o nome da Glória né ou seja o nome da Glória né para não dizer o nome né impronunciável lá ele usava essa expressão bendito seja o nome da Glória do seu reino para sempre e sempre né E aí ele encerrava essa parte depois desse desse rito
especificamente né da da da da da declaração do chema eh vinha aí uma segunda divisão de oração que era feita em conjunto ela era iniciada aí por meio de uma recitação também né de uma oração que ela ela era conhecida como verdadeira e firme e isso lembrava ali as promessas de Deus e como sendo fidedignas ao seu povo mais uma vez trazendo a memória nessa noção de que Deus é criador que ele é providente que ele cuida do povo que que ele vai cumprir as suas promessas né Eh para trazer aí a a a noção
de esperança e logo depois algum dos membros era chamado ali convidado né para dirigir a oração eh e essa parte agora era chamada de 18 bênçãos o homem que era convidado ou chamado n Elia até à frente ficava ao lado de uma arca não Confundi com a Arca da Aliança A Arca da Aliança eh provavelmente Já não existia mais né provavelmente não certamente Já não existia mais por conta da invasão dos babilônios né Mas tinha uma réplica da arca que ficava lá na na na na na sinagoga depois eu vou mostrar aí para vocês uma
uma foto né vocês vão ver aí a foto dessa arca que eles chamavam de Aron kodes né como se fosse uma arca Santa né Eh e eles dirigiam ali as orações em em uma única voz né todo mundo orando juntos com a congregação e com o rosto voltado paraa arca a arca a gente sabe que tem um simbolismo aí uma representação como se ela fosse a própria presença de Deus né eles simbolizavam ali a própria presença de Deus então eles recitavam né todos juntos nem uma só voz e quando terminava essa oração essas 18 bênçãos
a oração era finalizada com a congregação respondendo amém a oração terminava aí a gente tem eh a foto né dessa dessa arca que Eu mencionei né temos duas fotos aí que vocês podem eh verificar né ter uma noção de como que era essa arca e o povo como como a gente viu né orava eh de frente né né virado para essa arca como se tivesse representando ali a presença de Deus tá terminada essa parte da oração a gente iniciava agora o momento da instrução né seria ali o momento da pregação tá eh tanto que a
sinagoga ela tinha um apelido na a essa parte da da instrução ela tinha um um ela era um elemento muito Central na liturgia do do povo Judeu tá para vocês terem ideia eh e por conta disso eh a sinagoga foi apelidada de casa de instrução para vocês terem ideia porque esse era o ponto mais forte da liturgia Judaica nos dias de Jesus e e eles começavam ali então né em primeiro lugar eh com uma talvez ali leitura né da lei dos Profetas que eram que essa leitura era feita pelos membros da congregação alguém vinha ali
compartilhava né quem tinha facilidade para ler o hebraico quem sabia ainda ler o hebraico né porque tinha gente que não sabia mais falar hebraico o hebraico tinha caído em desuso naquele tempo né eh e por isso tinha também ali um tradutor um intérprete que depois que a leitura do texto hebraico era feita a o intérprete o tradutor traduzia pro aramaico né para para para o povo que estava ali presente eh e nesse sentido aí a a a as pessoas então entendi e depois segui ali com a com a instrução né com a exposição do texto
O que a gente poderia chamar de pregação homilia preleção né o que você achar aí mais interessante né Eh nesse caso não tinha uma pessoa especial para fazer essa exposição tá essa exposição podia acontecer na verdade por qualquer pessoa que fosse considerada mais apropriada então não necessariamente um sacerdote não necessariamente Os Levitas em geral não necessariamente o sumo sacerdote né podia ser ali alguém que eles entendessem que tinha a habilidade suficiente né capacidade suficiente para eh fazer aquilo certo bom com isso gente a gente tem aqui Um uma noção né genérica desse contexto eh religioso
também ali dos dias de Jesus e isso ajuda a gente a a reconstruir né um pouco mais aquele mundo aquele tempo eh isso vai empurrando a gente aí facilitando para que a gente consiga chegar um pouco mais adiante na compreensão eh dos Evangelhos né a gente vai Encerrando por aqui a nossa primeira aula e a gente volta em breve aí na nossa segunda aula para falar um pouco mais sobre a formação do cano do novo testamento sobre algumas questões metodológicas né ligadas aí ao Novo Testamento e eu aguardo vocês né pra gente se encontrar então
e continuar nessa discussão Deus abençoe sua vida e até lá