abriu para vocês a gravação aí gente bonita sim então bem-vindos bem-vindas bem-vindos né a gente tá na segunda roda de diálogos né E hoje melhor né do que nunca de ter uma pessoa que tá com a mão na massa e que faz né junto com junto na sua instituição eh a transformação das pessoas então eu e a professora Cíntia né estamos acolhendo né a representante agora que vai se apresentar a Cris é da casa fonte Colombo né uma das instituições que nós das ides dois aqui nós temos três turmas fazendo né A a extensão nessa
instituição e a gente achou por bem ampliar né O Nosso repertório de conhecimento e reconhecimento da casa a partir de uma das suas interlocutoras né Então bem-vinda Cris professora ctia bem-vind Cris ã Muito Obrigada por aceitar esse convite com certeza vai ser assim um momento de muo aprendizado para todos né então ã seja muito bem-vinda né a nossa disciplina e a gente tá aqui pronta para te ouvir né vir os conhecimentos saber um pouco mais dessa instituição e saber que andarilhos Tu fizeste para chegar né a essa instituição porque as nossas vidas são sempre implicadas
né Gu sempre implic né os nossos caminhos as nossas escolhas implicam né por isso que não existe Educar para o trabalho Educar para não a vida é tudo isso né tudo isso então querida foi um prazer receber esse convite de vocês então a gente agradece pela oportunidade de trazer um pouco mais da realidade da casa fonte Colombo né pra comunidade acadêmica da PUC Então hoje um dia especial por mais que a gente sabe que eh essa essa roda de diálogos vai realmente ela vai ficar eh para acesso né de de mais estudantes então que por
algum motivo não eh não podem participar desse momento então Eh eu vou trazer um pouco então da minha história como que eh eh eu me identifico como eu comecei eh esse trabalho na casa funte Colombo e num primeiro momento assim me apresentar para vocês saberem né da onde que eu estou falando a partir de que realidade então eh eu sou Cristiane Saraiva Marins Sou natural de São Jerônimo região carbonífera eh Vivi até os meus 18 anos em charqueadas que é a cidade vizinha de São Jerônimo e onde eu iniciei a minha eh vida profissional na
área de metalurgia em uma empresa do setor metal mecânico depois eu tive eh uma experiência na Aviação Daí foi em São Paulo e quando eu retorno pro Rio Grande do Sul para Porto Alegre em 2001 eu me caso e conheço a casa fonte Colombo que na realidade foi graças à minha sogra porque ela era voluntária aqui na na Instituição na casa fonte Colombo eu tô falando daqui por isso que eu vou citando a a instituição e por ela ser voluntária ela me convidou para para vir conhecer o esse trabalho e tanto é que a minha
área não era nem da saúde nem da Assistência Social e e eu acabei eh me disponibilizando como voluntária e permaneci na Instituição já são 23 anos que eu estou aqui dos 25 então cheguei depois já da concepção de tudo eh Ter iniciado né né E quando eu começo a fazer esse trabalho que eu fui me identificando então ã com a casa fonte Colombo eu senti necessidade de continuar minha graduação que tinha sido interrompida devido essas mudanças né de estado e comecei na Faculdade Dom Bosco na área da administração de empresas e depois fui migrando para
direcionando mais paraa gestão de pessoas Aonde então eu sou filha da PUC também né então fiz a pós-graduação em gestão de pessoas e depois a especialização também em espiritualidade Franciscana devido à própria necessidade o Carisma a missão da instituição e surgiu essa necessidade de conhecer um pouco mais também sobre a história de de Francisco né de Assis Então esse é o se a tua andar agem misturada acadêmica né uma andarem misturada também com as tuas escolhas né e de lá para cá Cris assim o que que tu pode contar assim esse encontro n esse encontro
metalurgia né Tu é Metalúrgica né Metalúrgica isso que eu acho Bárbaro e por isso que esse é o fundamento dessa disciplina né que a gente educa em diferentes espaços nós somos educados em diferent diferentes sujeitos né A A Essência dessa educação que a gente postula é uma educação que transforme as vidas né então como é que uma Metalúrgica né hoje né com esse essa caminhada aí de 20 alguns anos por aí né é 23 23 aí é totalmente diferente um uma área onde que tu tem tu trabalha com produção com cumpr metas eh com máquinas
equipamentos né tem as pessoas também é preciso o que os colaboradores também estejam em sintonia né com a empresa mas realmente é uma outra linha né não tem tem o cuidado com o trabalhador tudo mas é bem diferenciado é é outro objetivo né é precisa ter lucro então aonde tem lucro tem que melhorar produção qualidade de produção então melhoria de processos então é bem diferente totalmente tanto é que depois eu migro paraa área da aviação que ainda é mais diferente ainda né é que também numa numa cidade num município pequeno onde o domínio eh só
tem duas empresas na época de grande porte então tu tinha que escolher ou permanecer no município e tentar buscar eh uma experiência profissional nas empresas que existiam né ou ou tu migra para uma outra cidade então foi o que eu esse foi o meu processo foi migrando indo para outros locais procurando novas experiências até que chego na casa fonte Colombo e tem uma realidade totalmente eh diferente desafiadora né Eh trabalhando com pessoas na área da saúde e da assistência social que eu nunca tinha tido contato né Então realmente te desafia a conhecer uma outra Outra
área então tu precisa dar os passos e por sorte por ser um local que tem já essa visão de acolhimento de aprendizado contínuo mútuo então cada profissional aqui que estava fazendo seu voluntariado eh tinha também esse intuito Então essa paciência de de ensinar o que sabiam da gente aprender juntos nessa caminhada então tem esse esse carinho e e esse cuidado de todo mundo eh ir se ajudando Então acho que isso também são uma equipe de multiprofissionais então a gente acaba lidando um pouquinho com cada área e aproveitando todo esse conhecimento essa riqueza que tem né
das diferent diferentes áreas de conhecimento para colocar em prática aquilo que é o cuidado com a pessoa né E aí agora daí começa todo esse desenvolvimento na casa fonte de Colombo como pessoa como ser humano como profissional né a gente mistura tudo isso né sim Cris e aí o que que tu nos conta da casa né que que tu consegue assinalar a gente já tá aqui com a Carol bem-vinda Carol que bom que bom vamos tendo mais participantes aí bem a casa fonte Colombo eh ela começou na realidade com uma decisão que foi tomada na
província dos freis Capuchinhos aqui do Rio Grande do Sul no início dos anos 90 então aonde eles queriam fazer alguma ação uma obra social ligada à luz do iluminada pelo Carisma Franciscano né Aonde era importante encontrar acolher conviver com as pessoas e Eles escolheram né no auge dos anos 90 sabendo toda uma epidemia e eh uma realidade aí muito difícil de se lidar enquanto não tinha ainda tratamento que era a questão do agiv né da aides então e também pela a sua característica pelo pelo estigma que envolvia as pessoas vivendo com HIV pela o preconceito
existente pela discriminação existente né as um um público muito estigmatizado e que vinha se encontrava com um Carisma Franciscano aonde São Francisco de Assis na Idade Média então ele teve esse contato essa escolha de viver de eh de ser também acolher e viver com as pessoas que tinham lepra lepra na época né então uma doença que também não tinha cura na época e os freis tentaram achar isso então uma relação com a vida de Francisco né Eh de São Francisco então fazer esse tr trabalho como Francisco eh fazia que ele precisava estar vivendo se encontrando
né a cada encontro era uma riqueza eh era uma transformação na vida dele então os Frei disseram Então nós vamos eh começar esse trabalho começar a ver como que a gente vai se inserir Nesse contexto eh da epidemia da A então isso foi no início dos anos 90 e a Fonte Colombo na realidade ela realmente se eh a a fundação a criação dela acontece em 99 em novembro de 1999 Então ela tem a mantenedora dos freis Capuchinhos que é a associação literária e que tem esse trabalho de dedicação a prevenção a o acompanhamento das pessoas
com HIV e seus familiares a reestruturação desses laços familiares também eh e a reinserção social das pessoas né vivendo com HIV e e se tratando especialmente de uma população vulnerável mais vulnerável né com dificuldades para se vincular de uma forma assídua eh aos serviços de saúde para manter seu tratamento então a gente eh tem eh esse esse público né que é atendido aqui na instituição a fonte Colombo ela tá localizada no bairro Floresta na rua hman e bem bem próxima também se tentou manter essa localização porque a sede eh de origem que não era própria
era aqui no bairro mesmo né só que na Dr Timóteo e depois de 4 anos foi em 2005 aí a instituição consegue ter mesmo a sede própria Daí foi aonde então já se teve um amadurecimento se teve tempo de eh de manter as atividades né de saber o que que dava certo o que que não dava o que que precisava mudar adaptar de acordo com as pessoas que vinham que chegavam na casa os voluntários que também iam se envolvendo nesses atendimentos porque na realidade se nesses 25 anos de de atividades tanto individuais quanto de grupos
eh os voluntários foram chegando conforme eh os serviços foram sendo ampliados Imagine que a fonte Colombo ela começou primeiro com uma tarde de atendimento então tinha aquelas famílias vindo ali sendo acolhidas com um número X de voluntários que era o suficiente para atender aquelas pessoas conforme foi ampliando a procura foi sendo eh aumentada mais pessoas ficaram conhecendo a casa a casa também foi sendo reconhecida pelo trabalho que fazia mas encaminhamentos né existiam por parte tanto dos serviços de saúde como da Assistência Social da própria igreja Católica também porque daí era uma referência para acolhimento atendimento
das pessoas com HIV então eram muitas pessoas que estavam chegando e então precisava ampliar dar mais um passo então mais uma tarde né se iniciou de atendimento mais voluntários foram chegando e assim até hoje quatro tardes de atendimento com eh grupos diferentes a cada tarde voluntários também diferentes e uma equipe né M multiprofissional que tá ali então partilhando um pouco do seu do seu conhecimento da sua experiência no acolhimento das pessoas Então hoje eh a Rosane já teve a oportunidade de vir aqui os estudantes mesmo os Acadêmicos da PUC que estão Eh agora nesse semestre
nos demais porque foram já quantos anos desde a primeira visita desde o primeiro trabalho aqui mesmo Rosane junto com os estudantes comecei eu comecei com essa disciplina em 2015 2015 Então até é muito bacana a gente contar né 2015 eu cheguei na PUC em 2014 ai Luísa coisa boa Luísa que querida seja bem-vinda olha só tá Luísa aqui a Carol a Carol tá em plantão Deixou a câmera fechada tá já avisou a gente e a Julinha também Ju querida eh mas eh gurias eu entrei na na PUC Em 2014 eu e a cin no mesmo
dia no mesmo bate horário assim nós é nós entramos juntas juntinhas e no mesmo curso e tudo né então Eh mas em 2015 eu recebi esse presente e o Marcos professor Marcos Vilela na época que era o diretor né da nossa da nossa faculdade que se chamava ele dizia assim para mim Rô trabalhar com uma disciplina que ela sóa o título dela era eh educação um espaços não formais era só esse o título né Eh trabalhar numa disciplina assim eh fica meio complicado ficar dentro do da universidade para falar do não formal né e aquilo
foi maravilhoso porque imediatamente ele já me deu fôlego para ir atrás agora qual instituição né qual e e deu Shazam então desde 2015 depois a gente conta mais né das nossas histórias tem muita história implicada que a gente nem sabia que bom que bom é então 10 anos aí quase né então e aí esses voluntários Eh que que hoje são uma equipe de 30 pessoas eh de diversas áreas também que dou se dou uma tarde de atendimento aqui tanto na área médica da enfermagem da psicologia eh da pedagogia Assistência Social Então são profissionais que estão
aqui para fazer esse o atendimento tem outros profissionais que se aposentaram e estão fazendo uma atividade que eh não é a de profissão mesmo deles de Formação Mas se disponibilizam a vir aqui aprender outras também eh se capacitar em outras áreas como massoterapia como rake como corte outros que ficam no espaço de convivência com eles porque a gente tem três metodologias diferentes que a gente costuma trabalhar aqui aonde envolve esses voluntários todos e aonde as famílias os usuários as usuárias estão participando né se dividindo Então são tanto atendimentos individuais feito por esses profissionais voluntários quanto
atendimentos de grupo quanto o espaço livre de convivência então a gente imagina que nesses três espaços há muita riqueza e tem um momento certo para cada um deles né então quem chega pela primeira vez muitas vezes demora um pouco até se enturmar então tem que criar esse espaço essa favorabilidade tem que se sentir acolhido né então a pessoa vem passa uma tarde aqui um nesses atendimentos tantos individuais quanto de grupo né para tentar lhe dar conhecer eh um pouco mais sobre o que é viver com ides ou contar o tempo né porque às vezes tem
pessoas que chegam aqui já com 10 15 anos já vivendo né com HIV e aides então Eles também precisam partilhar isso com outras pessoas que às vezes não é no ambiente familiar infelizmente né devido né tudo que a gente sabe já de eu acho Cris que a casa deve ter passado por momentos distintos né então ali anos 2000 ali a a medicação evoluiu né Eh as informações evoluíram Então eu imagino como era lá no início né no ano 2000 como foi difícil né Essa questão tanto do recebimento da da falta de informação das questões da
medicação deve ter sido um período bem difícil também ali 2000 2000 começou em 99 tu né então ali os primeiros anos devem ter sido os anos mais difíceis penso eu por todas essas questões né Ã Não se tu coloc tu tem um pouco desse qu difença colocado professora Cintia porque na realidade imagina em 96 que chegou a medicação no Brasil então Eh e nós começamos em 99 e quando as pessoas chegavam tinham gestantes que chegavam na instituição e elas não sabiam que existia uma medicação e já tinha três anos que essa medicação tava disponível pelo
SUS claro que no primeiro ano imagina tinha uma fila de espera tinha uma lista das pessoas HIV que estavam aguardando medicação as pessoas já com porque já estavam adoecidas né Eh aguardando chegar sua vez quando chegasse a medicação foi feito sorteio dessa medicação para ver quem eram as pessoas primeiro que iam receber essa medicação então e depois ter todo esse processo Porque uma uma questão é quem tem acesso à informação que pode sabia que tinha essa medicação disponível gratuitamente pelo SUS eh que era uma medicação só né não era 20 25 como tem a disponibilidade
agora mas imagine e e as pessoas que não tinham informação como era esse caso eh que eu tô dando esse exemplo dessa gestante que ela chegou e ela já tinha já tava para ganhar o bebê o filho e não tinha tomado a medicação então foi tudo muito corrido para ela chegar na maternidade para poder ter acesso a essa medicação infelizmente ela não conseguiu ela não vinculou com a instituição logo depois que que ganhou a o bebê e deu uma amamentou né então isso foi feito uma transmissão que não teve tempo não teve como serviço de
saúde conseguir dar esse Amparo para ela então muitos casos aconteceram desta forma até que as pessoas tivessem a informação então E hoje a gente já sendo num posto de saúde sendo num hospital toda pessoa que chega que tá eh a mulher que chega grávida ali já começa todo o atendimento a rede já tá preparada é totalmente diferente então a gente não precisa se preocupar com isso mas o estigma o preconceito as vulnerabilidades sociais estão aí para desafiar os determinantes sociais para desafiar todo e qualquer atendimento então realmente são momentos diferentes preocupações diferentes não você tem
a preocupação mais de ter a medicação mas se tem a preocupação da pessoa ter adesão ao tratamento dela escolher viver né então Eh e se deparar com uma sociedade que por mais que tenha que deveria ter bastante conhecimento eh realmente ainda exclui as pessoas não só pela eh situação do HIV mas pelos vários estigmas os vários sinais que já estão marcados né como determinantes sociais aí na vida dessas pessoas eh eu mais um Desculpa vou entrando Então eu acho que hoje tem que ter um trabalho bem grande hoje a gente tem uma questão voltada paraa
medicação a gente tem as informações me parece que hoje a gente tem que se voltar muito para essa inserção social desse sujeito né o trabalho eh paraas questões emocionais psicológicas sociais eu acho que esse também é um ponto que lá vocês trabalham como é que é feito isso lá dentro podia falar um pouquinho sobre isso como que é trabalhado essa inserção desse sujeito na sociedade né ã Porque como tu falou né tem o estigma tem a exclusão tem o preconceito como é que vocês abordam isso lá dentro como é que é trabalhado essas questões eh
isso a gente aproveita essas dessas três metodologias que nós temos né a gente diz assim eh não tem como desenvolver a pessoa ou eh fortalecê-la se não tiver a contribuição dos diversos eh sujeitos aqui da instituição infelizmente não tem como atriz não tem como Frei não tem como psicóloga enfermeira fazer esse trabalho sozinho né então Eh quando essa pessoa quando a pessoa vivendo com HIV chega aqui na casa ela pode escolher esses atendimentos que ela se identifica num primeiro momento por mais que a gente a gente ainda oferece todos eles a gente diz assim ó
bom a primeira vez tu vai conhecer todos os atendimentos né numa semana tu vai passar com a psicóloga na outra na enfermeira outra com o médico outra eh tu vai eh fazer a massoterapia tu vai no Rei e assim a gente vai oferecendo um grupo sempre o grupo é para todos então todos que estão aqui na casa como a temática é tanto de humanização de direitos humanos de Saúde área da Assistência Social eh Por exemplo essa semana a gente tava fazendo sobre as eleições municipais um grupo de adesão e formação humana com essa temática isso
a gente também precisa trabalhar com eles tinha gente que não sabia nem que ia ter eleição no domingo tinha gente que não sabia qual era o documento oficial que é aceito para votação né O que pode o que não pode né O que que tá sendo Quais são os cargos dessa eleição que tão que então a gente tem que pensar às vezes no mais simples conhecimento que a gente precisa passar informação que a gente precisa passar para daí contribuir para que eles tenham conhecimento então Eh isso num grupo ou tem atividades oficinas que daí a
gente não chama de oficina são oficinas de humanização que a gente fala e não são oficinas práticas não são de artesanato tivemos uma época que fizemos muitos trabalhos artesanais muitos cursos de qualificação aí percebemos que isso não era o nosso Noal não era o nosso não era o que a gente tinha conhecimento tinham outras instituições que faziam só isso nós tínhamos que realmente ser se Fort ento pensar no fortalecer a pessoa para que ela pudesse realmente quando estivesse num ambiente familiar no ambiente profissional no ambiente escolar lá na escola dos filhos ou lá no serviço
de saúde que ela pudesse ser ela mesma a protagonista da história ela pudesse falar por ela e não sempre ter a voz de alguém né a representando e isso é um processo tem pessoas ainda que já tem umas que começaram aqui a participar na casa tem outras que estão a 10 anos outras a tem um que tá a 20 anos e assim e as pessoas ainda TM essa sede e essa carência eh tanto de informação quanto também de acolhimento então é um processo contínuo quando a gente pensa e e claro né professora ctia a gente
tem que pensar que as pessoas que vêm aqui que estão tomando uma medicação com contínua ela causa vários efeitos colaterais elas também são prejudicadas ao longo do tempo como qualquer outra medicação contínua que se toma com outros agravos então tem agravos cognitivos também que acontecem tem pessoas que tu fala sempre a mesma coisa Sempre e ela vem e pergunta novamente a mesma coisa então não são pessoas por questão de demência por outras outros grav são pessoas jovens né ou eh na fase adulta nos seus 40 anos e que ainda estão já com sequelas que são
nítidas de pessoas que ainda não tem coisas que não parece que elas não consegu aprender elas não conseguem entender e a gente tem que ter a paciência de repetir várias vezes isso né E e ter esse carinho e saber as limitações e trabalhar com quem tá junto Porque porque se a gente tá num espaço de convivência tem mais pessoas vendo comes imagina estamos tem tardes que tem 30 pessoas mais uma equipe de o 10 voluntários então eh tem que trabalhar para que ainda seja um espaço harmônico para que seja aceito diferente né então não não
não é o não sou eu que sou o exemplo nem o a pessoa que tá ao lado quem está na frente e sim eh é algo que é em conjunto e que precisa eh ter essa coerência e também essa humildade em saber que eh precisa ser um um cuidado compartilhado que a gente não vai conseguir fazer tudo sozinho e realmente senão nenhum voluntário ia conseguir ficar aqui se ele ficasse tão sobrecarregado só ele tentando né ajudar a pessoa porque a energia também é consumida né então a gente precisa também ser reabastecido reabastecida né Não sei
se se eu respondi mas vamos vamos vamos perguntando senora fica vontade cer respondeu sim muito tá conforme vai surgindo assim também né Os questionamentos a gente vai eh também aprofundando um pouco mais temos uma pergunta tu le alir R tem primeiro assim assinalar que tá bombando a tua presença aqui viu cada vez tá chegando mais então a gente já tá aqui com a deixa eu ver aqui entrou Elisângela entrou a Joana coisa boa guas ver vocês aqui eh algumas aqui já foram na casa tá tem gente que foi na casa aham e tem gente que
logo vai eh mas olha só a Carol né ela trouxe essa questão aqui ó eu posso estar errada mas acho que a adesão ao tratamento ainda é complicada por conta dos efeitos colaterais né que ainda existe né tem tem sim tem essa questão né tem acho que tem uma porção é é são várias camadas né de desafios e também H aqui tem uma pergunta da Júlia Cris e como as pessoas tiveram acesso à casa como é que elas descobrem como é que elas descobriram como é que se faz né Uhum é Então essa foi a
Júlia né depois quem é que falou da da Adesão Carol tá Carolina também vou comentar isso então Júlia ã tem tanto assistentes os serviços de assistência social do tanto do município não só de Porto Alegre quanto de da da região metropolitana Canoas Alvorada Viamão eh eld dourado do Sul que são as pessoas que estão que chegam que estão participando na casa estão vindo desses lugares encaminhadas né então tem assistente social serviços da assistência sendo Cras ou a assistência social dentro do serviço de saúde também encaminham para tá Os Profissionais de Saúde o médico a enfermeira
que atende que está sabendo que a casa existe né e e isso foi um reconhecimento já são 25 anos de trabalho então quando se fala de aides aquele profissional que tá lá no serviço de saúde ou da assistência social que olha o aquela pessoa de uma forma mais integral ela vai querer buscar um local para essa pessoa para indicar além do posto de saúde além do crass para Que ela possa ter um apoio pro que é específico para ela HIV e aides num dos eixos assim digamos né num da do num aspecto da vida da
pessoa né porque a gente sabe que são são várias ali né precisa de muitas eh o ser humano precisa né de tem muitas necessidades mas relacionado a HIV esses profissionais que têm uma empatia maior que estão mais preparados eles buscam espaços fora daquilo daquilo que eles podem oferecer para indicar pros pacientes então e isso ajuda muito os próprios usuários quando eles estão no serviço de saúde eles estão por exemplo lá no Poção da cruzeira esperando pro atendimento e a pessoa que tá do lado é pra mesma médica que ele bom ele já sabe bom essa
pessoa também deve ter HIV Vai consultar com o mesmo médico do que eu aí a conversa começa é onde se revê Ela ali a sorologia muitas vezes e aí um já indica pro outro então o maior o maior meio assim as pessoas que chegam são pela indicação das próprias pessoas que participam atualmente tem sido isso eh pós enchente Eh agora que os serviços de de saúde e de assistência social estão fazendo contato conosco também porque a gente ficou um período sem atendimento na instituição e tão resgatando esses encaminhamentos ah na igreja por exemplo quando recebe
uma confissão o padre então eles também tão ligados nisso encaminham tem pessoas conhecidos de voluntários até os próprios agora os próprios estudantes que já visitaram a casa já conhecem quem tiver assistindo essa Live já vão ser pessoas que vão ter esse conhecimento e se tiver contato na sua profissão na na sua família no seu meio aonde vive que tem uma pessoa com HIV e que é uma pessoa que precisaria de um atendimento de um acolhimento né uma pessoa com eh mais carente já vai ligar as coisas Olha tem um local que tu pode ir entra
em contato com eles já vai intermediar então Eh conforme a casa vai sendo conhecida por mais pessoas também mais indicações vão acontecendo né E claro para vocês terem uma ideia já teve pessoas de classe média e alta aqui que vieram para ter um acolhimento porque precisavam pelo menos ver outras pessoas com HIV porque tem isso também nem todos em todos né as classes revelam que tem HIV E aí fica tudo meio camuflado né então quando vê as pessoas têm necessidade de conhecer outra pessoa com HIV mas não quer ainda revelar Então vem ter contato com
outras pessoas vem desabafar com um dos freis ou vem falar com o psicólogo para poder ter uma noção sobre como que tá epidemia agora Como que tá o atendimento de aides na rede de saúde então isso também acontece bastante mas a pessoa só não se vincula Porque no momento que chega aqui e vê a realidade das pessoas que estão sendo atendidas eles dizem assim puxa vida tô reclamando do que da minha vida eu tenho casa eu tenho comida eu tenho família eu tenho trabalho eu tenho lazer tenho posso ir e vir para onde eu quiser
e eu tô reclamando da minha vida então é importante ter essa esse cho de realidade e com a e foi a Carolina né que falou da Adesão adesão ao tratamento Sim a gente costuma dizer assim ó aderir ao tratamento é aderir à vida então tu tem que querer viver aí tu busca tu vai atrasa a tua saúde tu vai fazer de tudo para ter informações sobre aquilo Procurar lugar que te dê segurança né que possa estabelecer vínculos sentir ter essa confiança para daí seguir a vida em frente tem muitos efeitos colaterais a medicação para quem
tá começando Então por mais que tem um avanço né já já de 20 medicações que algumas pessoas tomavam no início da epidemia da aides agora estão tomando um medicamento porque são três princípios ativos numa cápsula só então isso realmente é avanço da mico muito grande mas não é só isso não é só a medicação adesão ao tratamento não é só medicação tem que aderir à Vida querer viver com qualidade temos mais perguntas dos participantes as participantes tá chegando aí Denise já chegou bem-vinda Denise Denise já foi na casa foi aise que levou a tesoura na
bolsa e dis estou aqui já fazendo a minha ação né Denise Ah sim por corte de cabelo preciso do contato teu Denise vamos aí trocar figurinhas que logo logo já vamos poder voltar com corte eu não ten uma pergunta mas eu queria te que tu relatasse assim sem citar nome claro e questão tenho algum momento alguma história alguma um fato que te marcou muito nesses anos assim a história de alguém um fato algum acontecimento assim que te marcou assim que tu considera assim que foi um divisor de águas na tua vida ali na na passagem
pela casa assim tu que tu lembra sabe quando a gente Eu por exemplo na minha vida de Magistério tem aquele fato aquele Você tem algum fato assim que tu leva paraa tua vida assim como divisor de águas nesses anos que tu estás lá olha um fato Apenas não teria assim teria um V porque são vários aspectos assim que a gente acaba tendo umas aprovações sendo impactados então por exemplo eh uma das das pessoas que vieram até aqui com 60 anos já faz 10 anos isso ela tava com 60 anos era a idade da minha mãe
na época e e ela eu que faço o primeiro acolhimento então a pessoa acaba se abrindo não é obrigado a dizer de que forma a pessoa adquiriu o vírus né Isso não importa depois que tu tá com HIV isso é irrelevante mas as pessoas têm necessidade de contar isso então essa senhora de 60 anos ela disse para mim pois é eu para mim foi uma surpresa eu tá com essa doença agora porque eu fui chamada no hospital o meu marido tava internado tava na UTI e o médico veio perguntar para mim se eu sabia o
o que que o meu esposo tinha e ela disse assim não só sei que ele tá né Se sentindo mal precisou de cuidado de vocês ele emagreceu muito mas eu não sei o caso dele é muito complicado ele tá com câncer Doutor não ele não tá com câncer mas ele tá uma doença que precisa de cuidados também tratar tem tratamento ã mas ele tá com HIV e ela não entendeu aqu Tá mas HIV o que quer dizer isso a é ai diz é uma doença assim da começou a explicar tudo para ela ela disse tá
mas como que ele tem essa doença Pois é depois um momento a senhora pode conversar com ele né mas não é não vem ao caso agora mas ele tá com uma doença e a gente vai ter que investigar também se a senhora não tá com essa doença e ela estava com a doença também e ela disse assim bom nós dois mesmo Estamos doentes Eu não tenho intenção de ter outro companheiro Nessa altura da minha vida então eu vou cuidar dele até enquanto ele precisar de de mim porque eu não vou começar um novo relacionamento e
ela ficou eh ainda com ele cuidou dele Ele veio a falecer porque realmente ele não teve ção ele teve muitas complicações ele escondia realmente eh o caso não queria se tratar porque eh Provavelmente por não querer revelar isso paraa família né então no fim ele morreu os filhos não ficaram sabendo ele pediu para não contar ficou só com ela e até hoje ela vem aqui e tá cuidando da saúde dela e vivendo e e realmente que que prova assim tu tens né num certo momento da tua vida que tu percebe Poxa teve traição ali né
então e mesmo assim a pessoa tem essa esse olhar essa decisão de continuar vivendo assim como tem os casos né de pessoas que se descobriram com com HIV e não queria mais viver e nem se tratar e infectaram outras pessoas transmitiram eh e depois que ficaram internadas né sempre tem que ter algo muito impactante assim em relação a a pessoa tem que ser confrontada entre a vida e a entre a morte no caso né Para realmente mudar aquela forma dela de viver a atitude então isso deixa a gente assim bem assim mexido né porque são
pessoas que pode ser tu pode ser tua mãe pode ser tua tia tu tá te vendo naquela situação né porque são pessoas não pela não porque às vezes não há identificação pela classe social Poxa é uma pessoa que não tem muitas condições não por isso é pela situação em que elas eh vê adquirir o vírus é pela confiança na pessoa que elas estão elas Confiam plenamente tem ali por parte dela uma fidelidade só não tinha por parte da outra pessoa e isso acontece é o que tá acontecendo com a epidemia da aides enquanto o Porto
Alegre tá nos tá num rank tá em primeiro lugar nos casos de óbitos Por que que as pessoas estão morrendo com HIV porque se tem tratamento tu tem acesso à saúde o que que tá acontecendo onde é que tá essa falha o que que tá acontecendo porque Por que Porto Alegre por que Rio Grande do Sul porque esse número a enorme de novas infecções né Por que que Rio Grande do Sul tá nesse ranking por Porto Alegre tá eh com esses casos então Eh as formas as histórias impactantes elas vão fazendo a gente ir mudando
as nossas atitudes a nossa forma de de viver a nossa valorização à vida então eu acho que eh e essa vivência com eles e Os relatos acaba nos fortalecendo e e a gente Tendo certeza do que que a gente não quer pra nossa vida eu acho que isso fortalece muito e e tu saber que ter ess esse relato das pessoas que todas elas foram por relações sexuais desprotegidas o por O como é que tu não vai mudar o teu comportamento tô ouvindo relato de mais de 2.000 pessoas né que são que são as cadas vinculadas
com a casa tu ouv tudo a mesma história disso de tu ter te achado que tu não era vulnerável né A questão de tu não te colocar achar que tu não é vulnerável Então tu não te protege tu acha que nunca vai acontecer contigo então eu acho que o que ajuda muito eh nesse trabalho nessa história de vida nessas histórias de vidas é tu realmente tu saber o que tu não que é pra tua vida né e eu não sei assim eh também em relação se tem eh às vezes sempre quando chegam pessoas novas aqui
na casa agora não não relacionado com isso mas eh eles perguntam não sei se é uma curiosidade o porquê do nome da da fonte Colombo né que não tem nada a ver com pessoas com HIV grupo de pessoas vivendo com HIV né então o pessoal pergunta muito o que que tem a ver a fonte colomb esse nome com HIV na realidade com HIV não tem eh a ver eh eu foi um um local um Vilarejo na Itália na região ali no Vale de riete onde São Francisco de Assis se submeteu a um tratamento eh médico
por causa de uma doença que ele tinha nos olhos e na ocasião os Frades os outros irmãos ã conseguiram estavam cuidando dele então foi nessa ocasião que o modo de estar entre os doentes foi o primeiro eh fato registrado o primeiro caso registrado aonde os freis os os irmãos de São Francisco acabam cuidando dele de toda aquela dor na época não se tinha tratamento né então eh tem uma doença nos olhos como que fazia o tratamento era cauterização né com ferro e fogo Então imagina colocando o fogo ali para ser nos olhos para ver a
cauterização para tentar estancar para que a doença não avançasse então São Francisco dizer que ele não podia retribuir todo aquele cuidado atenção eh o aquele desconforto ele não podia recompensar os Frades mas que ele pedia só para Deus para para recompensar né tudo que os Frades estavam fazendo nesse Cuidado então os freis relacionando na época a doença que tinha na Idade Média eh que ninguém queria se aproximar pelo medo que se tinha pelo a o forte estigma era a lepra então São Francisco com esse cuidado todo né ele tem essa experiência e os feis começam
a ver na história então de São Francisco que nos anos 80 nos anos 90 Ah não era uma doença que também não tinha cura né nem tratamento na época época e tinha muito medo as pessoas tinham medo de chegar perto das pessoas com HIV tanto é que era como se fosse na covid logo quando descobriram os primeiros casos as pessoas estavam lá né Toda paramentada com roupa com sapatinhos com com tudo que precisava para poder visitar alguém lá num espaço isolado no hospital porque tinha aides né então esse medo que se tinha então os freis
disseram não então se a gente vai trabalhar as pessoas com HIV seria um um um um nome muito importante de grande relevância porque seria um local onde que também se cuidaria de muitas pessoas de uma doença que não se tem cura né e os freis também acabariam sendo cuidados porque quem visita aqui vê né como as pessoas têm um carinho grande tanto pelos voluntários pelos freis que eles também querem cuidar das pessoas que estão aqui né dos cuidadores então isso também é interessante Então fonte Colombo tem a ver com a história de São Francisco não
com a questão da terminologia da epidemia da mesmo não sei se surgiu mais alguma pergunta ou se podemos eh ter seguir mais com algumas questões aqui relacionadas à casa eu eu tenho algumas questões assim pra gente poder pensar Cris quando eu comento com a gurizada né ah vamos fazer uma ação na casa fonte Colombo né é uma casa de freis já começam assim Hum tá aí sabe o que que eu digo agora tá gravando agora todo mundo vai saber o que eu falo em sala de aula né Não se preocupem a gente começa tomando um
passe e a gente conclui com o pai nosso que é todos os credos Então acho que é bacana a gente poder né dialogar em torno assim desse né Desse respeito ao sagrado né do respeito à espiritualidade né Aos jeitos de entender né de se entender de se entender para além né eu gostaria assim de tu poder pensar conosco e aqui já tô olhando o horário e aí já vou te dizendo aqui aham e hoje Quais são os desafios ou qual é o desafio que Ah também a casa nos trouxe né o que tá sendo impactada
E e esse é o objeto também da nossa ação né extensionista né então acho que dá para sim eu com isso também claro já sabendo que estaria nessa live com vocês eu também pedir ajuda aos universitários aqui da casa também né a coordenação da instituição também pedi para que cada um deles pudesse também trazer alguns desafios aí para partilhar mais com vocês além da aqueles que a gente eh já havia comentado durante a visita de das três turmas né aqui na fonte Colombo então o primeiro deles é o desafio pós enchente esse eh tanto paraa
instituição que foi atingida ficou com metro de água aqui dentro né Eh quanto paraas famílias também então tanto em termos estruturais a questão da moradia segura fora da zona de risco né das zonas de risco seja por in seja pro deslizamento né Eh que daí isso realmente exige um um estudo um pouquinho maior em relação pesquisa nisso né quanto a aquisição do que eles tinham conquistado ao longo da vida deles né e que perderam da noite pro dia né Sem falar na questão da Saúde Mental dessas pessoas também então tu não tem se tu já
tinha a questão do estigma né Por causa da questão do HIV pela questão eh de Renda pela Questão questão de escolaridade pela questão de raça cor eh né de tantos outros eh outras determinantes sociais aí tem a questão da Saúde Mental pós enchente também que isso eh fica por um bom tempo ainda não sabemos quanto porque a gente tá vivenciando isso agora né Eh também uma uma outra questão para para nós também sempre é um é um desafio a cada mes acompanhar essas famílias com os alimentos com a higiene pessoal né para eles os os
o acesso né para que eles realmente eh possam ter um pouquinho algumas condições assim um pouquinho melhores né então Eh é difícil a gente eh querer trabalhar eh dar trazer informações para eles falar de prevenção sabendo que alguns não t aonde ir depois daqui vão ter que ir para um abrigo para um albergue ou os que TM vão ir para um local ainda que é eh com instalações precárias né então é a realidade eh das famílias que a gente atende aqui Imaginem que nós estamos falando de um público que vende mais ou menos 36 bairros
diferentes de Porto Alegre de cinco municípios eh pessoas que TM uma faixa eh de renda de do Bolsa Família de r$ 600 até um benefício de prestação continuada uma aposentadoria de um salário mínimo então é com essa realidade e conseguimos com que todos realmente tivessem Pelo menos já que era proposta de de governo de política pública que todos tivessem um mínimo de renda de do Bolsa Família todos foram pro cadastro único para realmente ter acesso então trabalhamos isso com eles desde o início da pandemia da covid que era importante eles ter o acesso o cadastro
único atualizado para ter acesso né Aos programas de governo federal estadual e municipal eh outro desafio também é a questão da saúde bucal então é precário por mais que eh tenha SUS eh nem todos todos os as unidades de saúde T eh eh dentista né para que possa eles terem esse esse acesso Então tem um desafio ali de eh procurar os locais de de Formação né os de educação nessa área que tenham esses trabalhos como as Universidades mesmo para acesso ao público da saúde bucal né Eh um outro desafio aqui para nós é como desenvolver
uma linguagem uma abordagem compreensível paraa população mais vulnerável que é o nosso público Então como realmente eh tu ter materiais informativos para esse trabalho para pra população mais de baix renda para lá nas ações comunitárias de base quando se vai mensalmente falar sobre prevenção o que que é importante ter isso que seja uma linguagem para que eles possam entender quando a gente tá aqui nos grupos de adesão de formação humana esse material que material a gente pode disponibilizar para eles para que eles possam levar e né ter isso também eh deixar na Sua fam na
sua casa e mais pessoas ter acesso para campanha de prevenção por se os casos estão aumentando tanto de novos casos quanto de óbitos ainda não estamos conseguindo falar com boa parte aí do público que tá sendo atingido e a gente sabe que a epidemia ela tá novamente tendo um um um um viés de empobrecimento Então a gente tem que ter esse olhar também as pessoas que estão morrendo são as pessoas que não estão conseguindo acessar de alguma forma o isso e estão né com muitas vulnerabilidades associadas outra questão professora tanto para professora Rosan e a
professora Cíntia eh a questão os encaminhamentos sendo feitos online As pessoas mal sabem usar o celular como é que elas se cadastram Nossa função para conseguir o auxílio agora reconstrução que tinha que ter a conta do golf.br nem e-mail à pessoas gostinho e para te ter a conta do golf.br já tem que ter o e-mail e assim tu vai indo então marcar consulta pelo app do 156 em Porto Alegre gente isso é outro desafio vê os resultados dos exames que estão lá que tem um login uma senha para acessar E aí tu não tem depois
como ver o exame porque tu não tem o tal do Adobe acrobate lá Instalado não consegue abrir e assim vai então quando a pessoa tem o celular ela não sabe mexer né então tem mais isso ainda pode ter um pouquinho condições do celular ter o app instalar aí não tem o pacote de dados tem que tá em algum lugar que tem o sinal de internet e assim vai então isso é uma questão bem específica aqui internamente agora já pensando em questão de epidemia da aides então com esse algumas preocupações que a gente tem também como
acessar as pessoas que estão tendo esse diagnóstico recente de HIV isso aí é uma preocupação do movimento de ides uma preocupação da da gestão num contexto ainda mais amplo como estabelecer vínculos para adesão ao tratamento visto que os dados a taxa de mortalidade eh por aides no Rio Grande do Sul é seis vezes maior que a taxa Nacional então o que que tá acontecendo essas pessoas estão morrendo porque elas não estão conseguindo se vincular aos Serviços de Saúde não não tão conseguindo ter algum espaço que elas consigam ter esse vínculo para para ter uma adesão
né outra questão como manté pauta sempre essas campanhas de prevenção não é só no primeiro de dezembro no dia mundial de luta contra a aides quando que se fala com a sociedade sobre prevenção como quando que se fala sobre a epidemia da Aid se ela tá crescendo como é que até 2030 vai se conseguir conter a epidemia da aides Zero HIV zero aides que ess são as metas né Eh do programa de aides da unides pro pros para todos os países de conseguir conter Ainda não temos resposta como ajudar as pessoas a serem Independentes elas
não dependerem mais da casa fonte Colombo elas não precisam mais tá aqui que a casa fonte Colombo seja uma seja uma passagem para eles para ele se fortalecer e beber dessa água dessa fonte e continuar sua vida então alguns assim né alguns dos dos de alguns desafios aí que a gente que a gente vai vendo e que que isso não não não impede que que aí são as questões do aprender e do ensinar também os desafios eh de ter outros olhares no momento que a gente começa a conviver com eles então o olhar eh acadêmico
então de quem tá vindo de fora essa riqueza O que vocês vão trazer que vocês vão proporcionar paraas pessoas aqui vai ser um outro olhar um uma outra forma de aprendizagem né E que vai eh favorecer para que eles eh possam talvez ter um estalo ter alguma outra coisa que a gente não tá conseguindo enxergar aqui então a riqueza de ser eh profissionais são estudantes de diversas áreas isso também é maravilhoso né nessa disciplina aí com que que a professora Rosane que a professora cin tem contato e tão ministrando Então isso é eh vai ser
uma riqueza para nós é é uma troca que pode nos ajudar talvez a responder Parte dessas perguntas né que pode nos ajudar a ver outras alternativas outros caminhos né que talvez por a gente tá aqui no dia a dia não não esteja enxergando né Acho que esse processo de ensinar e aprender né E também foi uma notinha que o frei colocou né na revista ali né né de que isso é importante para nós né para aprender e paraos estudantes da mesma forma acho que a gente é como di Frey né todo mundo tem algo né
a ensinar e algo aprender né então acho que nesse esse essa imersão em qualquer espço né qualquer momento que a gente tá lidando com pessoas né e não com uma outra lente a gente tá aberto para continuar aprendendo né e para nós assim é eu chega as noites gurias assim noites manhã né Tem tenho três turmas de encontrar toda a turma trabalhando no mesmo projeto num drive assim altamente focados e e cada ideia que tá saindo assim a gente fica muito emocionada já tô fazendo a diferença né já tá fazendo a diferença de ver eles
trabalhando coletivamente estimulados empenhados sonhando né sonhando para fazer um momento bacana para eles n e para casa né Cris assim então acho é uma via de Mão Dupla né então ao mesmo momento que vai ser um aprendizado para nós para todos que estão na Instituição seja pros voluntários sejam pras famílias atendidas também para esses estudantes Então já se a gente já conseguir que eles tenh um olhar diferenciado tem uma sensibilidade maior pras questões relacionadas ao HIV as questões né da das diversas vulnerabilidades ali associadas que tem esse olhar paraa prevenção pro cuidado humanizado isso já
vai contribuir para diminuir esses estigmas esses preconceitos vai aproximar então em qualquer lugar que eles estiverem atuando como profissionais como pessoas isso já vai ser um diferencial né então Eh essa vivência que eles terão aqui eh esse contato direto com com as famílias então Eh é importante que isso aconteça é uma nova geração aí com um novo olhar né então é é muito importante porque o o meio acadêmico tá proporcionando isso né né E a gente tem visto os planos de ensino tão tendo sendo adaptados para colocar os seus os seus profissionais ali mais em
contato com a realidade porque depois quando tiver lá na ponta trabalhando e não ter criado essa empatia não ter esse conhecimento não ter esse outro olhar Pode ser que ali pare a pessoa não desenvolva não consiga dar toda a contribuição né da formação que tem né de uma forma mais abrangente que seja para todos e não só para alguns então é fundamental para nós nós eh ficamos né Muito agradecidos pelas três turmas ter escolhido né Eh ter optado Vamos fazer juntos vamos unir forças né Cada um faz um pouco e esse projeto todo né se
une h para realmente chegar nas pessoas que precisam Então isso é muito importante an né é isso meninas cítia tem alguma questão aqui já estamos 19:1 a crise está na casa ela precisa fechar a casa hoje é sexta-feira agradecer né acho que tá estamos no horário só agradecer né agradecer por essa aula né por essa explicação tão valiosa né ã de conhecimento pra gente conhecer esse espaço tão valioso e tão importante né que trabalho social tão grandioso e importante Então Cris gratidão por esse momento aqui por estar aqui conosco né na noite de hoje por
dedicar esse tempo a mais né nessa vida corrida que a gente tem para poder compartilhar conosco aqui um pouco eh dessa casa né Muito obrigada e num dia tão especial né gurias é 4 de outubro né então também não foi à toa não foi à toa esse dia né com essa casa e com essa roda é verdade então que que são Francisco mesmo interceda por todos nós né que eh que a gente possa ter esse olhar humanizado dele humilde o cuidado com a criação né como um todo e com os menos favorecidos então que e
fazer o convite né A casa tá aberta para quem ainda não não veio conhecer fiquem à vontade nos ent em contato a professora Rosane professora cítia aí sabem como fazer vocês chegarem Até nós e a gente agradece pela oportunidade também muito obrigada gente muito obrigada gurias aqui por poderem né dos seus modos virem aqui né ampliar O nossos conhecimentos né em torno da casa da ação da casa né e dos Desafios certinho parceira certinho gente muito obrigada muito obrigada boa noite Cris boa noite boa noite a todas as estudantes que estão aqui conosco obrigada pelas
perguntas pelas partilhas aí também obrigada a todos e uma boa noite boa noite gente até a semana que vem tchau tchau