eh Olá pessoal nessa aula a gente vai falar sobre o exame físico específico do sistema nervoso de grandes animais bom primeiro a gente vai fazer sempre o exame físico Geral Avaliação geral buscando identificar se tem ou não alterações em outros sistemas então sempre frequência cardíaca frequência respiratória avaliação das mucosas estimação da desidratação ou seu animal tá hidratado e avaliação da temperatura bom Quais são os objetivos da gente com o exame neurológico confirmar a existência de um problema neurológico localizar esse problema definir uma lista de Diagnósticos diferenciais escolher os exames complementares que eu vou usar para
fechar ou descartar esses diagnósticos que eu defini uma vez que eu que eu realizei Esses exames estabelecer Qual que é o diagnóstico mais provável o prognóstico para que paciente se existe um tratamento que pode ser feito qual seria esse tratamento e principalmente a prevenção daquela afecção pros outros animais do rebanho sempre sempre quando a gente pensar em fazer avaliação do animal com qualquer alteração neurológica sempre usar luvas porque dentro dentro das das doenças neurológicas sempre vai entrar como diagnóstico diferencial pra gente a raiva porque a o sinal Clínico de raiva ele ele tem uma gama
Ampla de sinais clínicos que podem acometer os herbívoros então nunca é certo que eu consiga descartar raiva logo de início então sempre realizar esse exame com lubas para evitar contaminação que raiva é uma zoonose considerada 100% letal bom E aí primeiro qual que seria a sequência desse exame primeiro a gente tem que avaliar se existe integridade encefálica se se a parte do sistema nervoso que tá contida no crânio foi afetada ou não como que a gente faz essa avaliação ela é baseada em quatro pontos avaliação do comportamento nível de consciência posição da cabeça e integridade
dos nervos cranianos o animal que tem alteração a nível encefálico vai apresentar alteração em pelo menos um desses pontos aí então eu identifiquei alteração neles eu vou partir pro exame mais aprofundado para eu determinar onde no encéfalo que tem essa alteração primeiro sobre a avaliação do comportamento o ideal é que ela seja feito sempre com pessoa que tá familiarizada com aquele paciente porque às vezes alterações sutis de comportamento a gente que não tá acostumado com aquele animal com o temperamento dele não vai conseguir detectar e uma pessoa que já conhece ele que já maneja esse
animal todo dia vai conseguir detectar essas alterações mais sutis de comportamento essas alterações de comportamento vão est ligadas às afecções na parte cerebral quais seriam os comportamentos anormais que a gente pode identificar então a emissão de sons anormais andar de modo compulsivo andar em círculos apoiar a cabeça contra obstáculos morder animais ou outros objetos aí adotar posturas bizarras sobre o nível de consciência a gente precisa ter sempre em mente que outras patologias também pode alterar o nível de consciência sem que tenha lesão nervosa por exemplo o animal desidratado com grau mais elevado de desidratação ele
pode se apresentar p às vezes até semicomatoso ou comatoso dependendo desse grau de hipovolemia E aí isso não se enquadra com uma afecção neurológica mas leva a alteração do nível de consciência então no nosso exame físico a gente tem que descartar outras patologias e ter certeza que aquela apatia aquela alteração de nível de consciência é realmente por uma afecção neurológica nível de consciência afetado geralmente tá ligado à normalidades cerebrais ou mesencefálicas E aí do nível de consciência que que a gente tem excitação ou agitação o animal Alerta que seria o normal apático semicomatoso e comatoso
sobre a posição da cabeça a gente tem os posicionamentos a normais da cabeça um deles é o r tilt que é a rotação lateral da cabeça que vai indicar lesão vestibular principalmente o Red pressing é a pressão de cabeça contra obstáculos ela vai est presente em em encefalopatias que afetam ali a função cerebral então por exemplo uma polioencefalomalácia uma leucoencefalomalácia pode levar o animal a pressionar a cabeça contra obstáculos e o andar em círculos também pode estar relacionado com o posicionamento da cabeça quando o animal fica com essa cabeça posicionada lateralmente quando ele anda ele
tende a desviar e ficar andando compulsivamente em círculos e tá ligado a lesões unilaterais ou assimétricas lá na região frontal E aí sobre o exame dos nervos cranianos juntos os 12 pares de nervos cranianos vão est ser responsáveis pelas função de olfação visão movimentação de orelhas pálpebras e lábios simetria e tonos da musculatura facial apreensão e mastigação de alimentos e movimentação da língua e deglutição então global é essa função desses nervos cranianos quando eu faço essa avaliação grosseira se eu identificar alteração em qualquer uma desses dessas funções aqui aí eu vou partir pra avaliação individual
de cada parte de nervo craniano que foi aquilo que a gente fez na aula prática vocês podem revisar lá no livro de semiologia do Feitosa que tem uma tabelinha lá que tá bem descrito como que é feita a avaliação Quais são os achados dessa avaliação e foi o que a gente fez em aula prática bom seguindo sinais neurológicos e as áreas encefálicas que são a metidas a gente divide isso de acordo com a área afetada em síndromes a gente tem a síndrome cerebral que o animal vai apresentar anormalidades locomotoras que podem às vezes Ser discretas
nível de consciência e comportamento alterado respiração irregular cegueira com reflexo pupilar normal pressão de cabeça contra obstáculos andar em círculos e geralmente são lesões unilaterais que levam a esse andar em círculos a síndrome mesa encefálica vai ser entar com anormalidades locomotoras depressão mental midríase não responsiva ou miose sendo que o animal enxerga normalmente só tem esse reflexo pupilar alterado e estrabismo síndrome Pontin bulbar vai apresentar anormalidades locomotoras alteração em nervos cranianos porque a maioria dos nervos cranianos vão estar localizados a origem deles nessa ponte nessa região Ponte no bulber e depressão mental síndrome BV vestibular
se ela for de origem Central o animal apresenta nistagma horizontal rotatório vertical ou posicional an normalidades dos nervos cranianos 5 6 e 7 e pode ocorrer sinais cerebelares também já a síndrome vestibular periférica o animal apresenta nistagma horizontal ou rotatório poss e Indica possível anormalidade no sétimo par de nervo craniano e quando tem essa síndrome vestibular de origem periférica e Central tem as duas áreas afetadas o animal apresenta perda de equilíbrio queda rotação de cabeça e estrabismo quando eu tenho uma síndrome cerebelar Qual que é a manifestação tremores de intenção na cabeça anormalidades locomotoras como
a hipermetria que o animal aumenta mais o a a distância da passada então ele ergue muito membro e joga lá na frente quando vai andar nistagmo alteração da resposta de ameaça visual e aumento da área de sustentação do corpo ele tende a parar com os membros abertos para manter o equilíbrio e aí quando eu tenho sinais clínicos característicos de mais de uma síndrome ao mesmo tempo me indica que tem uma lesão multifocal lá no encéfalo e aí vai refletir esses sinais em mais de uma síndrome bom seguindo quando o animal apresenta incoordenação motora a gente
tem que determinar se essa incoordenação é de origem em encefálica ou se ele é de origem de anormalidades medulares as duas formas as duas lesões nos dois locais podem levar a en coordenação motor eh lá no lá no encéfalo tá contido os centros Motores na região de encéfalo e são responsáveis pela atividade motora então se eu tenho uma lesão lá o animal pode apresentar em coordenação também e a medula é na onde a gente vai ter os nervos sensitivos chegando e os nervos motores então qualquer lesão Ali vai levar em coordenação sobre as lesões medulares
como que a gente faz essa avaliação primeiro o que que a gente tem que pensar existe uma anormalidade neurológica eu determinei que é uma afecção nervosa ela tá localizada na medula espinhal aí a gente vai aferir aqueles parâmetros que a gente comentou da para descartar as anormalidades encefálicas se a gente descartou sobra a síndrome medular definir qual região da medula tá afetada estabelecer os principais diagn diferenciais para essa doença realizar os exames complementares para descartar ou confirmar algum desses diagnósticos e instituir o diagnóstico e mais provável ou o diagnóstico real estabelecer o prognóstico desse animal
o tratamento quando for possível e a prevenção dessa afecção nos demais animais e aí o que que a gente observa para identificar essas alterações medulares a simetria da musculatura do todo o corpo da região de pescoço e de tronco quando eu tenho afecções medulares Geralmente eu vou ter assimetria em alguma região às vezes de um lado eu tenho a musculatura normal e do outro tá com atrofia perda de tonus anal e de tonus de cauda eh quando o animal para em Descanso se ele se ele tem o costume de adotar posições erradas incorretas ali pode
me indicar uma síndrome medular e avaliar também o padrão de locomoção se é normal ou se apresenta alguma anormalidade que possa ser de de origem nervosa medular bom se a gente lembrar lá daquela revisão da parte de anatomia a medula espinhal ela vai ser dividida a a em alguns segmentos funcionais eh e morfol morfológicos ali ela pode ser dividida em C1 e C5 que é a medula cervical C6 a T12 a T2 que é onde eu vou ter o surgimento ali do plexo braquial T3 a L3 que é o mento tóraco lombar L4 S2 que
é o lombo saac que é onde vai sair a o plexo lombossacral a região de membro posterior e de S3 as as últimas coccígeas ali que é onde eu já vou ter o segmento da Calde quin quando eu tenho uma lesão na medula cervical entre C1 e C5 qualquer lesão que eu tiver entre essa esses pontos vai apresentar a mesma sintomatologia lesão em C1 em C2 C3 C4 ou C5 tem a mesm mesma apresentação dentro de um segmento morfológico ali as apresentações são as mesmas tá geralmente vai afetar os quatro membros quando eu tenho lesões
mais discretas eu vou ter uma alteração maior nos membros posteriores Por que disso porque os tratos motores dos membros posteriores passam mais externamente na medula então se eu tiver uma compressão por exemplo ela vai afetar primeiro os tratos motores lá do membro posterior Então essas lesões podem afetar os quatro membros afetando os quatro membros geralmente o de posterior é mais grave só que esse essa gravidade tem uma diferença muito discreta para afecção dos anteriores então se ele apresentar uma paralisia por exemplo ou uma perda de sensibilidade vai ser um pouquinho pior nos posteriores Se for
muito pior em posteriores em relação aos anteriores aí isso me indica alguma infecção mais caudal ali ao plexo braquial E aí já a gente já vai conversar mais para frente quando é uma compressão muito grave ou secção desse segmento aí eu vou ter alteração nos quatro membros tanto nos anteriores quanto nos posteriores se a lesão é em C6 dentre C6 e T12 vai afetar ali o plexo breal principalmente à medida que ela corta a comunicação com as regiões mais posteriores da medula vai acometer os membros anteriores também esse tipo de lesão tende a ser mais
os sinais tende a ser mais exacerbados nos membros anteriores do que nos posteriores mas os quatro membros vão estar afetados aqui também quando essa lesão é entre T3 e L3 os membros anteriores não vão apresentar normalidade porque o plexo braquial ali tá cranial a esse ponto então ele não vai sofrer a lesão vai afetar somente os membros posteriores quando a lesão é de L4 S2 também vai afetar somente os membros posteriores e a medida que essa compressão ou que essa lesão vai aumentando ela pode levar ao surgimento da síndrome da Calde Quina também que é
quando eu tenho aquele traumatismo lá de S3 até as cocas que é onde tá localizada a Calde Quina se eu tiver alguma lesão ali aí o animal vai desenvolver essa síndrome da Calde Quina que é caracterizada por diminuição ou ausência de movimentação da cauda sensibilidade na região perineal e perda ou redução do tonus do esfin ter anal e incontinência urinária Provavelmente por conta dessa perda da do controle do esfin uretral externo bom sobre o exame físico do sistema nervoso era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula