Falaremos sobre monitorização hemodinâmica. A monitorização hemodinâmica é extremamente necessária, pois, através dela, conseguimos fazer o controle da evolução da doença e podemos avaliar o quanto efetivo está sendo o tratamento. A monitorização hemodinâmica ela é feita de duas formas: de forma não invasiva, a mais comum, e invasiva.
Uma monitorização hemodinâmica básica ela é composta de frequência cardíaca, eletrocardiograma, a saturação de pulso, a pressão arterial não invasiva, temperatura, pressão arterial invasiva e pressão venosa central. Quanto à frequência cardíaca, esta nos mostra numericamente quantos batimentos cardíacos o paciente vem apresentando. Uma normocardia ela limita-se de 60 a 100 batimentos por minuto.
Uma bradicardia é quando temos batimentos inferiores a 60 batimentos por minuto. No caso da taquicardia, nós temos batimentos superiores a 100 batimentos por minuto. A relação do eletrocardiograma com a frequência cardíaca é porque o eletrocardiograma mostra a corrente elétrica do coração, o que deixa evidente se os batimentos eles estão corretos, ou seja, eu tenho ritmo sinusal, ou se estão evidentes ou se o paciente apresenta arritmias.
Quanto à saturação do paciente, a saturação ela sempre estará superior a 95, chegando, no máximo, a 100 por cento. Saturações abaixo de 95 demonstram dificuldades na troca gasosa; porém, algo que deve ser relevante, tratando-se de uma monitorização periférica, é sobre as extremidades do paciente; se ele estiver com as extremidades frias, a leitura não estará correta. Quanto à pressão arterial não invasiva, nós temos a pressão arterial sistólica e a pressão arterial diastólica, porém também teremos a pressão arterial média.
As pressões arteriais sendo sistólica e diastólica são divergentes em relação à altura, peso e sexo do paciente, mas uma coisa que temos em comum é que, para manter uma boa hemodinâmica, nós devemos ter uma pressão arterial média, não inferior a 65 milímetros de mercúrio. A temperatura pode ser medida de forma axilar, ou em casos de choque, poderemos medir uma temperatura central através de um termômetro esofágico. A normotermia é quando o paciente apresenta temperaturas de 36 a 37 graus.
O subfebril é de 37 a 37. 7. A hipertermia, acima de 37.
7, ou seja, 37. 8 acima. A hipotermia, quando temos temperaturas abaixo de 35 graus.
A pressão arterial invasiva se dá pela introdução de um cateter em uma artéria, geralmente artéria radial ou femural. Esta é a verificação de uma pressão arterial fidedigna, em tempo real; por isso, a pressão arterial sistólica deverá ser sempre superior a 90 milímetros de mercúrio, e a pressão diastólica deverá ser superior a 60 milímetros de mercúrio. Todavia, a pressão arterial média, para garantir a hemodinâmica como anteriormente citado, ela não deverá ser inferior a 65 milímetros de mercúrio.
A monitorização da pressão venosa central, que consiste da passagem de um cateter central, geralmente passado em veia jugular ou veia subclávia, que está situada no átrio direito, é uma monitorização que nos permite avaliar se o paciente está hiper-hidratado ou hipo-hidratado. Ele tem uma relação direta com o débito urinário deste paciente. Os valores normais, partindo de um zerar em nível axilar, quando nós colocamos a régua na altura da axila, compõe-se de valores de 0 a 8 milímetros de mercúrio.
Os cuidados com a monitorização hemodinâmica consistem em: no caso dos eletrodos, verificar o posicionamento correto dos eletrodos, verificar se os eletrodos estão adequadamente aderidos ao paciente. Em relação à oximetria, avaliar a qualidade da curva, verificar a perfusão periférica dos membros do paciente, realizar a alternância dos dedos a serem monitorizados. Alternar a monitorização dos dedos do paciente.
Quanto à pressão arterial não invasiva, verificar se todos os dispositivos estão conectados, verificar se a insuflação está adequada. Em relação à temperatura corporal do paciente, verificar se o eletrodo está em contato com a pele do paciente. Quanto à monitorização da pressão arterial invasiva, verificar a qualidade da curvatura, observar se a extensão não está fechada ou se o cateter não está dobrado.
Atenção com sinais flogísticos em relação à inserção do cateter, conferir a troca dos equipos. Quanto ao PVC, o PVC deverá estar em via exclusiva, avaliar a inserção do cateter central, avaliar a qualidade na curvatura do PVC. No PVC, o paciente deverá estar em decúbito zero.
E, para ambos, a pressão arterial não invasiva e o PVC, os pressurizadores deverão estar com a pressão ajustada a 15 milímetros de mercúrio. Para que possamos ter uma melhor interpretação do monitor multiparâmetros, reparemos na imagem a seguir. No canto superior à direita, temos a representação numérica de número 98, o que corresponde a uma normocardia.
Esse valor numérico tem uma relação direta com o traçado esverdeado a sua esquerda, que é um traçado sinusal, como apresenta a seta. Essa representação poderia nos revelar, por exemplo, quadros de arritmia. Ainda olhando no monitor, reparemos na extremidade inferior à direita o número 95, que nos demonstra a saturação do paciente, uma boa saturação por sinal, mas que terá o seu valor afirmado pelo traçado à sua esquerda, que mostra uma boa pulsação.
No canto inferior à esquerda, nós temos o número 123, que corresponde à pressão arterial sistólica, deverá ser sempre superior a 90 milímetros de mercúrio. Ao seu lado, o número 65 nos demonstrará a pressão arterial diastólica, que deverá ser sempre superior a 60 milímetros de mercúrio. Tão precioso quanto esta exposição numérica, nós temos o número 87, que corresponde à pressão arterial média, que deverá ser sempre superior a 65 milímetros de mercúrio.
Notemos agora a relação entre o eletrocardiograma e a curvatura de saturação. Para cada batimento da frequência cardíaca, nós temos um pulso. Como demonstrado pela seta, a relação das imagens de cima para baixo.
Observem com cuidado que, o eletrocardiograma acima, a estrutura relacionada ao QRS, que é correspondente ao batimento do ventrículo, este quando se contrai, ejeta o sangue, gerando pulso. Portanto, o batimento cardíaco antecede o pulso e, tal como citado, o sangue sai, o pulso é gerado. Se observarmos nas curvaturas da saturação, existe um pequeno retardo em relação ao batimento cardíaco.
Esta comparação, em que cada batimento cardíaco gera um pulso, melhora a fidelidade da a valiação dos resultados. Agora, eu convido a todos para que relacionem cada complexo QRS, tem a sua pulsação logo abaixo. Agora, vamos avaliar este monitor.
Podemos reparar, no canto superior à direita, o número 130, que também, como anteriormente citado, refere-se aos batimentos cardíacos em relação a sua frequência cardíaca. Essa numeração tem uma relação com eletrocardiograma do seu lado esquerdo, porém notem que, no canto inferior à direita, também temos um número 130, que é a relação da frequência cardíaca com o pulso. O pulso é medido pelo traçado amarelo no canto inferior à esquerda que determina a saturação do paciente.
Neste caso, 96. O que podemos visualizar aqui? 130 batimentos por minuto; com 130 de pulso, observamos uma taquicardia.
Em relação ao eletrocardiograma, à esquerda, nós temos uma taquicardia sinusal, porém poderia ser uma taquiarritmia. Reparem que o que temos de novo neste monitor é um traçado avermelhado à esquerda. Que é um traçado em relação à pressão arterial invasiva, como anteriormente citado.
Reparemos nos números a seguir: o 112 é a pressão arterial sistólica, 69 é a pressão arterial diastólica e o 85 é a pressão arterial média. Convido a todos que façamos uma relação entre o complexo QRS, do eletrocardiograma, com, agora, as ondas da pressão arterial invasiva e as ondas da saturação. Vamos, agora, observar mais de perto essas ondas.
Reparem que há uma sincronicidade entre o complexo QRS do eletrocardiograma com a onda vermelha da pressão arterial invasiva, porém há um discreto retardo na onda da saturação. Pois bem, reparemos que, para cada batimento cardíaco, existe uma pulsação de "PAI" e uma pulsação da saturação. Agora, convido a todos a acompanharem cada batimento cardíaco e cada pulsação.