Como conseguir tudo o que você quer. Esse parece um daqueles títulos clickbaits do YouTube, né? Mas não é.
No vídeo de hoje, eu não pretendo te dar nenhuma fórmula mágica, nenhuma técnica milagrosa. Apenas eu quero te mostrar de maneira simples e prática que se você compreender o poder da sua mente e se aprender a dominar esse poder mental ao seu favor, você realmente pode conseguir tudo que quiser na vida. Há muitos anos atrás, eu assisti uma palestra do Jean Rone, um empresário e palestrante americano muito famoso durante a década de 90.
O Jean nasceu de uma família pobre. Ele se tornou milionário aos 30 anos, faliu por completo aos 33 e depois reconstruiu toda a sua fortuna. Durante a palestra, ele ensinou um conceito muito interessante, que é a arte de perguntar.
E o que Jean Ron ensinou naquela palestra mudou profundamente a forma como eu enxergo a mente humana, o sucesso, o fracasso e principalmente a forma como a gente se relaciona com a própria vida. Ele disse algo mais ou menos assim: "A maioria das pessoas não falha na vida por falta de oportunidade, falha por falta de perguntas. Perguntas melhores criam vidas melhores.
" E quando eu ouvi isso pela primeira vez, eu confesso que eu achei simples demais. Eu pensei perguntas, só isso, mas com tempo e com muita vivência eu entendi que essa simplicidade é justamente o que faz desse conceito algo tão poderoso. Porque a mente humana funciona como um mecanismo de busca.
Ela foi desenhada para encontrar respostas, mas ela só encontra respostas para aquilo que você pergunta, não é? Se você não pergunta nada, ela não busca nada. Se você pergunta a coisa errada, ela busca a coisa errada e aí você vive achando que o problema são os obstáculos que aparecem no seu caminho, quando na verdade é a sua própria mente que está criando esses obstáculos.
Deixa eu te explicar isso de uma maneira mais concreta. Imagine que a sua mente é o Google. Você abre o navegador e digita uma pergunta.
O Google não julga a sua pergunta. Ele não diz essa pergunta é ruim ou você deveria perguntar outra coisa. Ele simplesmente busca e te entrega resultados compatíveis com aquilo que você digitou.
A sua mente faz exatamente a mesma coisa quando você acorda de manhã. E o primeiro pensamento que cruza a sua cabeça é: "Por que a minha vida é tão difícil? A sua mente vai trabalhar o dia inteiro, literalmente o dia inteiro, buscando evidências de que a sua vida é difícil.
Ela vai encontrar no trânsito, vai encontrar no olhar do colega de trabalho, vai encontrar no saldo bancário, vai encontrar na dor no corpo, porque você deu a ela uma ordem de busca e ela obedeceu. Agora, se você acorda e pergunta: "O que eu posso fazer hoje para me aproximar da vida que eu quero? " A mente então recebe outra instrução.
Ela começa a filtrar a realidade de uma maneira diferente. Ela presta atenção nas oportunidades. Ela anota uma conversa que antes passaria despercebida.
Ela conecta uma ideia com outra. Ela te dá mais energia porque agora ela tem uma direção. A realidade lá fora pode ser exatamente a mesma.
O trânsito é o mesmo, o saldo é o mesmo, o colega de trabalho continua com a mesma cara, mas você mudou porque mudou a pergunta. E quando você muda a pergunta, muda a sua percepção sobre a realidade. Quando muda a percepção, muda a ação.
E quando você muda a ação, aí sim mudam os seus resultados. Isso não é pensamento positivo barato, isso é neurociência. O sistema reticular ativador do seu cérebro, que é o mecanismo responsável por filtrar as milhões de informações que você recebe por segundo, ele opera com base naquilo que você considera relevante.
E o que determina a relevância? As perguntas que você faz, os comandos que você dá. Maioria das pessoas está presa, presa mesmo, como dentro de uma célula, não por causa das circunstâncias.
Mas por causa das perguntas que repetem todos os dias sem perceber, perguntas automáticas, perguntas que viraram um hábito mental tão enrazado que a pessoa nem reconhece mais como perguntas. Ela acha que são verdades absolutas. Eu vou te dar alguns exemplos.
Por que ninguém me valoriza? Por que eu nunca consigo? O que há de errado comigo?
Porque as coisas boas só acontecem para os outros. Você percebe o que essas perguntas fazem? Elas pressupõem uma realidade.
A pergunta por ninguém me valoriza parte do princípio de que ninguém te valoriza. Isso nem foi investigado, nem foi verificado, mas a mente aceita a premissa como uma verdade e começa então a operar a partir dela. E aí você começa a enxergar desvalorização em tudo, no tom da voz das pessoas, na falta de um elogio, no convite que não veio.
Tudo, tudo confirma aquilo que você decidiu já inconscientemente que era verdade. Isso tem um nome em psicologia, chama-se viés de confirmação. A mente não busca a verdade.
A mente busca a confirmação daquilo em que já acredita. E as perguntas que você faz são o solo onde essas crenças se alimentam. Então, quando eu digo que a arte de perguntar pode mudar sua vida, eu não estou exagerando.
Estou dizendo que você precisa primeiro ter a coragem de olhar para as perguntas que está fazendo no automático. Porque essas perguntas silenciosas, essas perguntas que correm por baixo da sua consciência como um rio subterrâneo, são elas que estão moldando sua realidade. Pessoas de sucesso não são necessariamente mais inteligentes, mais talentosas ou sortudas.
Elas só fazem perguntas melhores. Em vez de por isso aconteceu comigo, elas perguntam: "O que eu posso aprender com isso? " Em vez de quem é o culpado, elas perguntam: "Qual é a minha parte nisso?
" Em vez de por eu não consigo elas perguntam: "O que eu ainda não aprendi? Em vez de porque a vida é injusta, elas perguntam o que está sob o meu controle agora. Você consegue perceber a diferença?
As primeiras perguntas te colocam na posição de vítima, as segundas te colocam na posição de criador. É uma decisão. Ou você vive como vítima das circunstâncias ou como autor da própria história.
Eu sei que tem gente assistindo esse vídeo agora que vai pensar: "Ah, mas Mabel, eh, tem coisas que realmente acontecem e a gente não tem culpa". E eu concordo. Claro que existem tragédias, existem injustiças, existem coisas que fogem completamente do nosso controle.
Ninguém aqui tá dizendo que você tem culpa de tudo que acontece. O que você tem, na verdade, é responsabilidade sobre como responde ao que acontece sempre. A pergunta não é porque isso aconteceu.
A pergunta que muda tudo é agora? O que eu faço com isso? O que eu posso tirar de bom dessa situação?
O que eu posso aprender com o que aconteceu? Essa pergunta é libertadora porque ela te devolve o poder. Ela tira o poder das circunstâncias e coloca de volta nas suas mãos.
Agora eu quero ir num nível mais fundo em cima de um conceito da palestra que é trabalhe mais em você do que no seu trabalho. Pensa comigo. A maior parte das pessoas passa a vida inteira perguntando como eu ganho mais dinheiro?
Como eu consigo aquele cargo? Como eu compro aquela casa? E essas são perguntas válidas.
OK? Mas são perguntas superficiais, são perguntas sobre ter. As perguntas que realmente transformam a vida são perguntas sobre ser.
Quem eu preciso me tornar para que essas coisas sejam uma consequência natural? Que tipo de pessoa estou sendo no dia a dia? Eu estou em constante crescimento ou estou apenas sobrevivendo?
Eu estou investindo em mim ou estou me negligenciando? As pessoas ao meu redor me elevam ou me diminuem? Eu estou me tornando alguém que eu admiro?
Essas perguntas mexem em algo muito mais profundo do que metas e objetivos. Elas mexem na identidade. E quando a identidade muda, tudo muda, porque você não age de acordo com seus objetivos.
Você ache de acordo com quem você acredita que é, sempre, sem exceção. Uma pessoa que se enxerga como alguém que não merece abundância, pode até ganhar dinheiro, mas vai sabotar, vai gastar, vai perder, vai arrumar um jeito de voltar pro lugar que a identidade dela reconhece como o seu lugar. Uma pessoa que se enxerga como alguém incapaz de manter o relacionamento saudável, pode até encontrar alguém incrível.
Mas vai criar conflito, vai se afastar, vai testar, vai destruir, porque por dentro a identidade está dizendo isso. Não é para mim. Agora, nada disso funciona se ficar apenas no campo das ideias.
De manhã, antes de pegar o celular, antes de olhar mensagens, antes de deixar o mundo entrar, você se senta, pode ser na cama mesmo, e se faz três perguntas. Primeiro, o que é mais importante para mim hoje? Essa pergunta te dá o foco.
E foco é a moeda mais valiosa que existe. Porque num mundo que te bombardeia com informações, com notificações e urgências alheias, saber o que é importante para você é um ato de poder. Segunda pergunta: quem eu escolho ser hoje?
Essa pergunta te conecta com a sua identidade, não com o que você vai fazer, mas com quem você vai ser enquanto faz, porque você pode fazer a mesma tarefa como alguém medíocre ou como alguém excelente. A ação é a mesma, a energia é diferente. E terceira pergunta, o que eu posso dar ao mundo hoje?
Essa pergunta te tira do egocentrismo e quando você sai de si mesmo, algo curioso acontece. A vida te devolve mais. É reciprocidade.
É a base de qualquer relação humana saudável. Ah, e à noite, antes de dormir, você se faz outras três perguntas. Primeira, eu fiz o meu melhor hoje?
Não o melhor que o mundo espera, o seu melhor dentro das suas circunstâncias, dentro das suas limitações, dentro do que tinha disponível. Segunda pergunta: o que eu aprendi hoje? Porque o dia que você não aprende nada é o dia que você não viveu de verdade.
Todo dia tem uma lição, mas só colhe quem pergunta. Terceira pergunta: "Pelo que eu sou grato? " E essa é talvez a pergunta mais transformadora de todas.
Porque a gratidão é o antídoto do medo, é o antídoto da escassez, daquela sensação crônica de que nunca é suficiente. Quando você pergunta pelo que eu sou grato, a mente busca abundância e encontra, sempre encontra. Seis perguntas, 3 de manhã, 3 à noite, menos de 2 minutos por dia.
Mas se você fizer isso com disciplina, com honestidade íntima, eu te garanto, em 30 dias você não será a mesma pessoa. Antes de encerrar, eu preciso falar sobre um último tipo de pergunta. O mais difícil é que a maioria das pessoas passa a vida inteira fugindo.
A pergunta que dói, o que eu estou tolerando que não deveria? Que verdade eu estou fingindo que não vejo? O que eu teria que mudar se eu fosse realmente honesto comigo?
Essas perguntas incomodam, né? Elas tiram o chão, destabilizam a ilusão de conforto que a gente constrói para não ter que encarar certas coisas. Mas são justamente essas perguntas que antecedem toda grande transformação.
Ninguém muda de verdade sem antes confrontar aquilo que preferia não ver. Nenhum vício é superado sem a pergunta honesta: o que eu estou tentando anestesiar? Nenhum relacionamento tóxico é deixado para trás sem a pergunta corajosa.
Por que eu me permito ficar onde eu não sou respeitado? Nenhum salto profissional acontece sem a pergunta incômoda. Quais atitudes minhas estão me impedindo de atingir o próximo nível?
Jim Ron dizia que a dor da disciplina pesa gramas, mas a dor do arrependimento pesa toneladas. E eu acrescento, a dor de uma pergunta honesta dura um instantinho, mas a dor de nunca ter perguntado dura uma vida inteira. Se esse vídeo mexeu com você, imagine o que acontece quando esse trabalho é feito todos os dias com método, com profundidade e acompanhamento.
O CAF, Clube da Alta Frequência, é o espaço onde eu conduzo mês a mês um processo real de reprogramação mental. Lá no clube, todo mês você recebe uma reprogramação mental em áudio, além de uma série de aulas sobre como reprogramar suas crenças. suas emoções, sua comunicação e como ter mais poder de ação.
O grande diferencial do clube é que você tem acesso ao grupo de alunos da alta frequência, que fica aberto 24 horas por dia com pessoas de altíssima frequência que t os mesmos objetivos que você. além da possibilidade de tirar todas as suas dúvidas direto comigo na plataforma do clube. É literalmente o mais próximo que eu consigo chegar de um atendimento personalizado e de uma mentoria em grupo.
Nós estamos chegando ao fim da sétima turma do CAF e eu gostaria de convidar você a participar dessa turma. O CAF funciona como uma plataforma de assinatura trimestral e você ainda pode dividir o valor em três vezes como uma mensalidade. Eu vou deixar o link com todas as informações sobre o CAF na descrição desse vídeo fixado no primeiro comentário e você também poderá acessar apontando o seu celular para o Qcode que está aparecendo aí na tela agora.
A qualidade da sua vida é diretamente proporcional à qualidade das perguntas que você se faz. Isso não é uma frase bonita de internet, isso é um princípio de funcionamento da mente humana. Quem controla as perguntas controla o foco.
Quem controla o foco controla a direção. Quem controla a direção controla o destino. Então eu te deixo com uma última pergunta e essa é para você responder, não para mim, não nos comentários, mas para si mesmo, no silêncio, com honestidade.
Se você continuasse vivendo exatamente como está vivendo hoje, por mais 10 anos, você estaria orgulhoso da pessoa que se tornou? Nos vemos lá dentro do CAF ou no próximo vídeo. Até mais.
Yeah.