B eh como nós estamos online também aqui pela internet quer dar bom dia também ao pessoal que tá remoto meu nome é Fernando Peregrino sou chefe gabinete do presidente daep nós estamos aqui eh dando início ao nosso evento que trata de um tema candente da nossa que a sociedade brasileira olhou com muita atenção e se solidarizou a finep Inclusive e por ideia dele mesmo do presidente e de outros companheiros como Luiz dvit a Ima e outros companheiros do gabinete dele eh nós organizamos esse evento para não deixar passar em branco eh uma visão que a
comunidade científica tem e a comunidade tecnológica e os gestores públicos tem desse grande essa grande tragédia que acometeu o nosso estado irmão Rio Grande do Sul queria dar as boas-vindas a reitora a todos os convidados especificamente mas eu antes De dar início à instalação da nossa mesa da manhã nós temos dois momentos a parte da tarde a parte da manhã eu vou passar a palavra ao presidente que ele vai fazer a sua saudação é a sua fala Inicial por conta de eh compromisso que ele terá no meio da manhã então Presidente Celso pancera com a
palavra eh para todos que estão aqui e remotamente também obrigado Peregrino queria agradecer o luí foi que inspirou na Verdade luí davidovich a a realizar Esse seminário eh não é o meu primeiro esse aqui deve ser o 14º encontro que a gente realiza esse ano eh 13 deles 12 11 12 deles já viraram publicação a 13ª está para sair agora nas próximas semanas então E por que que é importante pra gente aos nossos convidados aqui quem está online Porque serve para orientar o nosso corpo técnico né eh Há uma novidade uma emergência o impacto das
chuvas lá no Sul né professora eh diretamente Pelotas que a nossa reitora eh eh trouxe a vamos dizer assim uma urgência maior nesse processo de debate dos impactos eh eh eh sobre o nosso meio ambiente como isso impacta sobre o a economia sobre as pessoas e consequentemente sobre o nosso fazer aqui na fnep né então a gente tem que repensar o Rio Grande do Sul nos obrigou né o fato a tomar uma série de medidas que nós nunca tínhamos passado né Nós somos três ou quatro iniciativas Aqui na fep que a gente nunca pensou em
ter que passar né Tanto do ponto de vista dos recursos não reembolsáveis quant os recursos reembolsáveis Isso é uma é uma situação que se estende el não para eu estive eh Osvaldo recentemente lá no ten andado pelo Brasil mas por exemplo estive no Mato Grosso do Sul e eles falam muito sobre o impacto no Pantanal que temos que olhar o ioma que eh a situação lá no Pantanal está cada vez mais dramática eh e que isso vai se Refletir de uma forma dura nos próximos anos sobre a flora a fauna e sobre a economia sobre
as pessoas que dependem do Pantanal e estamos vendo lá agora com as as as queimadas novamente né Eh então os incêndios na floresta e tal então de fato nós temos que dar uma tratada nessa questão e assim que aconteceu o evento lá no Rio Grande do Sul nós enviamos uma carta paraa ministra Luciana Santos né pra gente debater a questão dos institutos biomas Né tornar urgente isso aí nós temos que dar uma repensada no tamanho e nas na urgência dos institutos dos biomas ao menos os nossos grandes biomas né como a gente faz para fortalecer
os institutos e conectar eles com o a fep com CNPQ com um ecossistema de inovação e de ciência brasileira eh e e tornar uma ação mais efetiva de prevenção Mas também de projeção do Futuro né então esse debate aqui agora de manhã ouvindo cientistas e à tarde Eh mais a empresas né E como financiar é por quê Porque isso fica eh não só a gente transmite online como fica Guardado na nossa página e o nosso corpo técnico quando precisa elaborar um parecer olhar para um edital busca essas informações para se orientar então para isso para
gente é muito importante a presença de vocês aqui também daqueles que participarão à distância eh desse debate né o Marcelo lá da furg que não veio né fará participação online tá nos Tá nos acostumando e eu não ficarei aqui eu tenho que eh subir ali pro 24º que tenho alguns atendimentos retorno depois almoço com vocês Fico por aqui mas não conseguirei ficar diretamente o tempo todo aqui mas eh a gente vai acompanhar online aqui o o debate então agradecer O Peregrino pela organização o Luiz davidovic pela inspiração e a Ima que sempre nos ajuda quando
se trata essas questões Obrigado Peregrina é contigo agora obrigado Presidente eu queria Então Eh compor a mesa eh com os participantes aí alencados eu ia convidar o Marcelo mas ele está remoto então ele fica remoto como se ele estivesse aqui que ele teve problema de transporte Aliás foi uma poopa trazer a reitora até aqui nós trouxemos a reitora lá de Pelotas do Sul do Sul não é isso uma região muito difícil por conta dos da dos Aviões Como disse o pancera mas eh eu convido então Eh para compor a mesa a Regina que ela é
da do semadem Não é isso Regina por favor obrigado pela sua disposição em participar A Mariana tá chegando a Ima está aqui a nossa assessora do presidente para esses fins também coordenadora dos eventos e o Gilberto e também você obrigado Gilberto por ter vindo aqui ele é do IMP pesquisas espaciais do IMP e por fim eu queria chamar nosso colega Osvaldo do mcti obrigado por você ter vindo eu eu vou fazer o papel aqui de não é Mediador não é de controlador de tempo porque como todos sabem o pancera já anunciou Esse é o 14º
seminário eh a gente conseguiu chegar até aqui fazendo ouvindo 60 pessoas em dois meses e realmente Foi uma foi um trabalho muito heróico dos palestrantes porque eles ficaram limitados ao tempo que a gente dava às vezes variava de 8 minutos a 10 minutos agora vocês vão ter 15 15 15 então é um tempo muito melhor do que os seus companheiros que falaram antes mas Produziu-se o material muito é muito importante eu queria dizer uma frase viu Presidente pancera a a secretária de assuntos das estatais ela pronunciou uma frase ontem numa palestra que ela fez junto
com a Verena hitner que era secretária executiva do cndi sobre as estatais ela disse que as estatais não bast apresentar os seus resultados financeiros contábeis como deve fazer a obrigação mas ela também deve se inserir no contexto social eu Acho que você antes dela falar is você pegou e a imma e o Luiz pegaram esse assunto nós somos um estatal que se destina ao fomento de ciência e tecnologia não basta cumprir o plano nosso é preciso ser sensível ao à questão social que nos rodeia e o que nos rodeia é isso mesmo uma tragédia monumental
que a gente nunca tinha visto morreram muitas gente e destruir uma infraestrutura de uma de um estado irmão como é o Rio Grande do Sul então basta Isso para dizer que a gente não poderia ficar insensível e essa é a estatal que o Brasil precisa Na minha opinião eh humildemente dizer a estatal tem que ser sensível isso como uma petrobrs é e outras em brapa e enfim outras estatais do nosso sistema Então vamos passar Então a primeira exposição de 15 minutos do Marcelo doutra da Silva eh eu vou apresentar uma cada antes antes de cada
fala Eu apresento um mini currículo de cada um eu vou apresentar o Marcelo como Um ecólogo é doutor em ciências é professor de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande furg ambientalista e atual coordenador do laboratório de sustentabilidade corporativa esg da furg Marcelo Quando você começar eu vou contar 15 minutos avisarei 2 minutos antes do seu tempo para você poder concluir tranquilamente e e aqueles que querem assistir a palestra do do Marcelo na na cadeira porque ele vai fazer uma exposição e de Slides então Fi a vontade a gente pode passar para aqui né fal
beleza para qu né obrigado não precisa sair daqui não porque acho que a exposição aparecerá na tela não é isso mra Ótimo então obrigado viu vamos nessa Marcelo você seja bem-vindo com a palavra somente som ah tá com microfone agora está com o microfone legado então uma Um bom dia Para todos e obrigado pelo convite e vou fazer o compartilhamento aqui da tela Então para que a gente possa começar os trabalhos s aparecendo aí bem Beleza tranquilo tá aparecendo ótimo tá aparecendo então Eh como rapidamente né foi apresentado pela mesa Eu sou professor Marcelo Dutra
da Silva sou professor de Ecologia na Universidade Federal do Rio Grande eh acompanho as questões ambientais na Relação clima e particularmente mudanças de cenário né minha área eh de formação e Ecologia e a minha especialidade no tempo tornou-se Ecologia da paisagem então análise métrica espacial Então tem muito a ver com a questão de resposta climática às mudanças que a gente impõe no espaço que é isso que muito preocupa quando a gente olha para períodos trágicos como estes que a a gente acabou de presenciar mas não é o único Talvez o que mais tenha despertado a
atenção no Momento porém nós estamos vivendo questões climáticas e até relativamente extremas há muito tempo seja antes com mais estiagem seja agora com mais chuvas eh volumosas em curto espaço de tempo o que não obviamente é falta de aviso não é nenhuma novidade na prática isso vem sendo alertada Esta possibilidade há bastante tempo e nós somos uma região alvo aqui no Rio Grande do Sul na verdade o sul da América do Sul é uma região alvo de muitos eventos extremos Inclusive de ventos que ainda vamos presenciar aqui né E por enquanto tímidos Mas eles se
tornarão mais eh frequentes e intensos particularmente em eh começos de al ninho né então nós estamos saindo de um super el ninho indo agora para uma Laninha e no próximo Elinho talvez a a gente ven a ter novos extremos por aí e esta é a importância da gente se preparar Então vou dar início aqui eh partindo para a nossa próxima tela [Aplausos] [Música] então o que que na verdade aconteceu na prática nós estamos vivendo em Febre n isso é algo que na verdade todo mundo de alguma forma que está envolvido na ciência compreende nós estamos
eh numa verdadeira febre global e esta Nossa febre Global vem repercutindo efeitos e respostas que se tornam mais intensas em ainho ou Laninha né a depender da região a ser considerada no caso do Enquanto el ninho muita chuva enquanto Laninha pouquíssima chuva e aí os períodos de estiagem nos quais a gente já vem experimentando há mais tempo tem muito a ver com carbonização né o clima de fato vem mudando por conta disso e essas observações que podem ser vistas de forma Global também podem ser colhidas de forma local nós temos a presença aí da reitora
né Isabela e esses dados que eu estou mostrando aqui ao canto nesta n nesse conjunto de Informações aqui a respeito de clima né de precipitação e temperatura São dados coletados da alpel né alpel Tem uma das maiores ou uma das melhores ou mais extensas coleções de dados climatológicos aqui da região sul né dados que remontam a 1800 e pouco e onde nós temos aqui numa série dos últimos 50 anos que é um corte que eu realizei Dá para ver que nós já vivemos aqui localmente ou regionalmente uma mudança Significativa nas temperaturas onde o verão já
é muito mais intenso com períodos ou picos de calor muito elevados mas principalmente o inverno que deixou de ser aquele inverno eh que nós por aqui tínhamos uma familiaridade maior é um inverno com poucas horas de frio é um inverno que na média está bem menos frio e tende a se tornar um inverno cada vez mais Ameno muito mais Eh vamos dizer assim confortável porém um problema tremendo seão do ponto de Vista da biodiversidade porque há um desencontro entre significativo entre polinizadores e floração já é percebido isso mas mais do que isso temos aí nesta
bagunça climática o fato de que há uma mudança significativa também no regime de chuvas então nós aqui vivemos né na cidade de Pelotas ou nas cidades todas que contornam a Lagoa dos Patos na chama lá da Costa Doce no litoral gaúcho uma situação de cidades em terrenos baixos planos e úmidos e muito expostos às Inundações mas também muito sujeito aos alagamentos que é quando eu tenho precipitações volumosas em cidades que não estão obviamente Preparadas com seus sistemas é o nosso caso em Pelotas e é o caso de todos os outros municípios do contexto Então a
nossa terra já tá aí 1.48 gra mais quente e aí bom o que que aconteceu na prática o que se julga o que se imagina Ina né e o que se detectou já eh esse fenômeno tá sendo estudado Mas não é nada assim fora do Normal do ponto de vista do processo Ecológico há um processo que ocorre normalmente Eu tenho um efeito e um ninho de grandes volumes de vapor que são carregados pelos ventos alíseos até a região norte do país eh eles são eh sobrecarregados com mais evap transpiração da cobertura Florestal Amazônica e esse
corredor de umidade ele tenta fugir para o Pacífico porém encontra a Cordilheira desce na na direção do sul do país e se não consegue Fugir para o Oceano Atlântico ou não consegue ser empurrado na direção do centro-oeste ele acaba literalmente descarregando sobre esta região e foi o que aconteceu aqui a ideia a impressão que dá é que a gente espremeu né um eh corredor de umidade muito carregado e isso se deve ao fato de que a massa de ar polar não conseguia avançar eu tinha ali uma zona de baixa pressão com uma temperatura muito intensa
na região do centro-oeste na região do Sudeste e que Contribuiu significativamente para essa massa não avançar E aí lembrando né quando a gente fala de Rio Grande do Sul a gente tá falando de dois biomas e neste caso de uma eh rede hidrográfica que compreende uma parcela significativa do Estado ali em vermelho a a drenagem do Guaíba em amarelo né a drenagem do litoral e esses dois sistemas foram carregados por esse volume muito aumentado de chuva que obviamente se atingiu com muita força a região serrana Já no bioma mata atlântica repercutiu no litoral já no
Bioma eh Pampa e nestas duas situações nós temos enquanto eh avanço do espaço coisas importantes primeiro no que diz respeito às áreas de uso e ocupação da terra um descuido com flexibilizações na legislação muito intensos mais do que isso um avanço eh em descompromisso com as práticas de manejo e Conservação do solo da água não se faz plantil direto não se faz terraceamento não se faz curva de nível Não se respeita a cobertura ciliar se resiste muito em fazer eh reserva legal isso é importantíssimo naquela região mais am montante desta nas Cabeceiras e depois quando
a gente chega para a planície nas zonas mais baixas nós temos o fato de que ocupamos também com descuido mas um descuido que também é muito sentido na ocupação do espaço urbano em que nos aproximamos demais dos corpos hídricos não respeitamos os terrenos baixos planos e úmidos e Obviamente Montamos verdadeiras armadilhas sem entender ou sem compreender ou pior negando as mudanças climáticas que estão eh se tornando cada vez mais intensas e frequentes E aí bom Como isso nos afetou exatamente desta forma eu tenho cidades que estão em vailes encaixados isso na região serrana no bioma
mata atlântica né onde ali no Vale do Taquari por exemplo cidades como eh msum Encantado Lajeado todas Roca salas essas cidades todas elas foram Fortemente atingidas não só pelo volume que precipitou Mas pela água que correu em alta velocidade nos vales cidades muito encaixadas dentro do corpo hídrico um O que é evidentemente precisará ser corrigido ao longo do tempo e Claro na região da planí onde já começa a pegar ali Porto Alegre no entorno do Guaíba grande Porto Alegre né Eldorado E aí já nas cidades mais abaixo que aos poucos foi sentindo o aumento destas
águas não só com a água que precipitou lá mas com A que já vinha precipitando no entorno vamos lembrar Lar que nós estamos em Pelotas vizinhos do Rio Grande onde temos o estuário né a saída a única comunicação de saída com o oceano e toda esta água reunida tem que sair na sua bacia na sua fo e evidentemente com esse acúmulo de águas que foram empilhando não cabendo dentro da caixa hídrica extravasa para as margens se estiverem ocupadas sem proteção ou sem atenção ao risco de inundações em Vales encaixados Ou em superfícies de eh inundação
é claro que a gente vai ter cenários como a gente viveu agora e a gente na verdade vem experimentando pequenos cenários como este apenas Este foi muito maior e muito além né do que se imaginava então tivemos enxurradas e muitas inundações e só no Vale do Taquari mais de 50 municípios foram atingidos Ah tá filmando não foi só isso visão que loucura todo embaixo centenas de pessoas acabaram sendo desalojadas ou Abrigadas né Nós temos um fenômeno aí que a gente tem começar a considerar que é o chamado migração climática o refugiado migração climática ela é
importante porque nós estamos vendo por celas bombando de lugar Estamos vendo eh eh pessoas que também estão eh trocando de de cidades com o receio com medo nós vamos ver isso né Imóveis se desvalorizando regiões se desvalorizando a pobreza aumentando por Conta de uma prática enfim Nossa um pouco descuidada e um outro pouco não atenta as mudanças que estão acontecendo e o refugiado climático é outra questão eh significativo porque muitas dessas pessoas vão demorar a voltar para suas casas ou para casas que terão que ser construídas em áreas residenciais mais seguras é o que a
gente fala né do de um processo que deve acontecer de cidades a terem que trocar de lugar e aí Claro é exatamente Este nós temos que entender o que que deu errado e aí este vídeo mostra um pouco do que a gente vem fazendo de errado aqui nós temos eh Pelotas margem do arru Pelotas onde nós ao longo do tempo estamos enfrentando Exatamente isso principalmente de 2010 para cá uma invasão completamente deada das margens são áreas residenciais autorizadas licenciadas com conhecimento do poder público do risco que representa e mesmo sendo Área de APP as Autorizações
foram concedidas e dadas da mesma forma [Música] então vejam Na verdade o que a gente fala muito e aí um problema muito particular de Pelotas e isso só reproduz o que a gente vem vendo em outros municípios brasileiros e gaúchos né que o avanço sobre terrenos baixos planos e úmidos ou de Vales encaixados Associados a um ambiente de margem é algo absolutamente perigoso e que precisa ser Tratado com mais seriedade E aí Claro quando a gente fala disso é porque talvez esteja faltando né um pouco mais de SG né ou de SD né ou de
esg ou de responsabilidade socioambiental na Gestão Pública Municipal E aí quando a gente tá falando disso a gente tá falando né de adotar ou incorporar na Gestão Pública também um pouco mais das mesmas estratégias que se aplicam a ao setor privado mas que devem ser trazidas para o setor público né algo como Entender a importância dos stakeholders algo como sustentabilidade né é um eh é uma questão que deve ser tratada num Pilar de prosperidade bem-estar social e obviamente proteção do meio ambiente sem isso nós não vamos alcançar um estágio eh avançado de proteção e adaptação
do nosso espaço urbano Esse é o entendimento necessário isso porque né quando a gente fala de responsabilidade socioambiental a gente precisa compreender que é um conjunto de Obrigações e valores né que cada organização seja ela pública ou privada deve seguir do ponto de vista ético e da segurança e isso a gente tem visto faltar muito né então devemos fazer com que isso seja conferido né com mais investimento e projeto negócios Oi do minutos para concluir Sim estão terminando né na sequência né então qual é a ideia né que na prática a sustentabilidade de uma organização
ela vá eh eh eh obviamente observar e Traduzir o grau de maturidade que as administrações vem eh realizando para perceber que uma vida urbana ou uma vida rural Ela depende de um olhar diferenciado sobre o contexto E aí claro o que que a gente deve fazer agora pensando nesses princípios ou nesses valores eh obviamente investir mais em prevenção e adaptação nós investimos pouquíssimo pelo menos até agora investimos muito pouco em Eh prevenção e adaptação muito mais no socorro então a gente deve já desde então pensar neste processo de reconstrução afastar as áreas residenciais de Margem
né o máximo possível né não permitir a reconstrução dos mesmos lugares então fortalecer as estruturas de contenção eh fazer manutenção das instalações todas se possível o que vimos em Porto Alegre Foi muita falta de manutenção eh rev itar os planos diretores muito eu não tenho Visto os municípios nem depois dessa tragédia revisitando seus planos diretores e é lá que a flexibilização maior tem acontecido né também rever os instrumentos de planejamento obviamente incluir um plano de emergência climática nós não temos este plano incluído né nos municípios nem nas capitais é algo muito raro E claro o
processo de reconstrução agora deve ser feito dentro de uma nova lógica muito mais inteligente com mais técnica E mais atenção aos riscos aos perigos que as mudanças climátic os eventos extremos oferecem porque esta é uma realidade que nos toma e vai permanecer conosco E aí aqui agradeço foram rápidas palavras mas tentei condensar tudo obrigado foi ótimo obrigado Marcelo Palmas com os agradecimentos aí de todos que estão vendo e ouvindo você eu passo então eh a Regina eh Regina ela Doutora em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais o IMP professora titular do programa de pós-graduação
de ciências do sistema terrestre do IMP e em deses nacionais da Unesp é coordenadora do inct da rede clima do mcti atualmente é coordenadora de articulação institucional e diretora substituta do semadem centro Nacional de monitoramento e alta desastres naturais do mcti Regina eh 15 minutos eu aviso 2 minutos antes de concluir por favor obrigada bom dia a todos e a todas Eu vou ficar de pé porque eu acho que fica mais fácil para enxergar e também visualizar mais no contexto geral então mais uma vez Muitíssimo obrigada pelo convite Eh meu desafio aqui é falar do
da vulnerabilidade dos biomas né as mudanças climáticas e eu claro eu vou vou trazer um pouco rapidamente eh o que conhecemos não é tá um pouquinho pequenininho aí a letra mas ah eu tentei sumarizar um pouco né os conhecimentos Isso aqui não não remontei há muitas Décadas atrás não voltei só um pouquinho a 2013 quando o primeiro eh painel brasileiro de mudanças climáticas né sumariza sintetizou a tudo que se conhecia até então no contexto de impactos de mudanças climáticas no território brasileiro em especial né Eh com foco inclusive em biomas eu acabei escrevendo um capítulo
três deste documento que tratou de mudanças climáticas na esfera nacional e que Trazia essa questão de abordagem com biomas Então já lá sumariza né um pouco mais de uma década alterações na temperatura e precipitação intensificação de eventos eh extremos e um pouco o olhar para cada uma das regiões do território Brasil que no final casava de uma certa forma com a estrutura dos biomas e que temos no nosso país né mas já mais de uma década alertamos paraa questão dos impactos do aquecimento global sobre né o padrão ah De chuvas e de temperaturas no território
brasileiro e seus possíveis e impactos eh um pouco mais tarde ah foram também né feitas as as eh os estudos de impactos de vulnerabilidades e ameaças né no contexto das Comunicações nacionais aqui o Brasil eh elabora periodicamente no contexto né da das Nações do do da das mudanças climáticas eh eu trouxe só o mais recente aqui esse é o de 2020 não é Que também trouxe um recorte olhando né riscos e vulnerabilidades em temas Chaves pro Brasil focando né Eh também biom mas e claro priorizando ali então avanços no conhecimento subsídios a políticas e ações
sensibilização pública e e claro é é também voltado né Para apoiar as negociações do país no contexto da Unai fccc e eles trouxeram nessa abordagem nessa nessa última avaliação da da quarta comunicação Ah uma análise Focando eixos temáticos também bastante importante né então olhando as questões da anças hídrica energética alimentar e sócio ambiental destacando que elas estão interrelacionadas não é e já também com uma preocupação com as questões sociais Então como que e essas as mudanças elas vão impactar a população o meio ambiente e a economia então de novo né um recorte para para biomas
mas já com foco Inclusive em olhar né E a gente tem discutido muito isso que olhar os biomas e fazer análise pros biomas são importantes Mas precisamos olhar no contexto das cidades né porque no final os impactos acontecem lá na cidade e não necessariamente na cidade como um todo né acontece paraas populações mais vulneráveis em cada cidad e também aqui obviamente o contexto das zonas costeiras então tem aqui eu eu não trouxe todos os resultados mas só Destaco aqui o de segurança socioambiental com destaque ali logo no início né pros Desastres e e criaram então
nessa análise o índice de vulnerabilidade Urbana Eu particularmente tenho algumas críticas com com esse índice não é e eu acho que a gente já avançou em outros contextos para para avaliar a vulnerabilidade da população Mas foi o que eh foi abordado bom no outro contexto também tem sido feito muitos esforços eh no contexto de Pesquisas e e e e no contexto do inct que o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para mudanças climáticas há há uma componente no inct que trata que aborda a questão de desastres e eu coordeno junto com outras colegas de outras
instituições e também já fizemos algumas análises aí olhando né como que eh os municípios eh serão impactados diante de dos cenários presentes e futuro fizemos uma análise aqui pro período de 21 a 2050 que já Destacava Inclusive a região sul do Brasil como bastante eh vulnerável ah geramos né informação sobre vulnerabilidade posição as inundações que também já há algum tempo temos apontado né que eh muitas pessoas próximas à regiões suscetíveis H inundações vão ser impactadas é o que nós estamos efetivamente vendo no no tempo presente e a o potencial né o impacto potencial considerando uma
combinação de informa que tem uma Publicação já não tão recente né de 3 anos atrás coordenada pelo Marenco eh outro outro aspecto que temos também olhado né é gerar essas tendências nas séries anuais olhando então número de dias com precipitações acima de 10 mm ah que para um período também já anterior 50 a 2018 a gente vê claramente tendência né de aumentos de chuvas em algumas regiões em outras não projeções também não é considerando aí aumentos de temperatura de 1,5 de 2 Diria que a gente já tá quase ali na na combinação do meio né
próximo quase de 2 gra de de aquecimento e esses resultados também apontam né alta confiança de que as temperaturas vão aumentar em todas as subregiões uma média confiança associado com precipitação precipitação é sempre muito mais difícil de avaliarmos os modelos ainda eh são insuficientes para estimar a a precipitação com melhor eh eficácia né aqui esses resultados foram simulações de 32 modelos globais né Cenário mais mais pessimista mas também dá um Panorama das da temperatura máxima anual da da chuva precipitação máxima para para C dias e dias consecutivos e secos Ah tá aqui um pouquinho desse
desses resultados mas olhando né como esse indicador de de ameaça climática vai eh impactar diferentes biomas do Brasil no contexto de inundações em períodos futuros né então dá para ver aqui também diferentes Eh avaliações com aquecimentos globais né alcançando 1,5 2 e acima de 4º eh essa que uma análise também que nós fizemos até para subsidiar uma avaliação dos municípios mais críticos no cenário brasileiro no que concerne aos riscos não só de inundações Mas também de deslizamentos de terra então ali no mapa da esquerda né a gente tem a quantidad de dias com chuvas acima
de 50 mm para todos os 5570 municípios notem né valores ou Áreas mais significativas no na na região sul do Brasil e mais no extremo eh norte da da região norte e Ah também fizemos uma outra análise a recentemente com essa questão dos impactos de Elinho e Laninha que combinado com o aquecimento global com o aquecimento dos oceanos tropical e Pacífico Ah então para avaliar a os esses impactos em diferentes setores eh econômicos etc do país nós olhamos Dias acima ah de 50 mm nos meses de setembro outubro novembro e Dezembro para um período de
13 anos considerando eh é ninho moderado ou ou forte então aqui a gente só selecionou Dias eh do passado né que teve registros de eventos de Elinho para ver como é que seriam os impactos para o El ninho que acabou agora e já começamos né Eh o lanin aí se configurando para já partir de agosto tá impactando o território brasileiro então notem que eh essa variabilidade ela acaba que é Muito distinta em cada parte do do nosso território Ah um outro dado também ah recente foi olhar eh essa questão da aridez né então dos impactos
de secas e de aridez que também foi um trabalho coordenado entre semadem e o IMP né então uma análise considerando informações desse índice de idez e considerando ali então eonde que estão né áreas árida semiárida e sub úmida Seca no território brasileiro claramente a gente viê um destaque pra região Nordeste do Brasil conhecida como de fato a região eh que tem sido ou que poderá ser mais ainda impactada por conta da aridez tem um destaque aqui né para rodelas que tem avançado as dunas do Rio São Francisco e que preocupa para muitos ambientalistas e Chorrochó
na Bahia também e por conta agora da exploração da com soja com uma agricultura mais intensiva que essa região também da Bahia Vá ser bastante eh impactada por conta da aridez bom ah Tentando olhar agora né no Panorama mais geral a gente tem E aí eu não poderia deixar de falar o que nós fazemos no centro Nacional de monitoramento e alertas de desastres a gente monitora e Alerta eh sempre com foco nos potenciais impactos que eventos extremos possam ter no contexto de municípios do nosso território então aqui nessas duas últimas décadas temos né observado alternâncias
de secas e de inundações na Amazônia a seca no semiárido As Queimadas no Pantanal a seca no Rio Grande do Sul inundação no Rio Grande do Sul como o colega que antecedeu já já destacou mas chuvas também intensas com significativos impactos eh em várias cidades da região Sudeste do Brasil e também seca na região Sudeste do Brasil n é que muitos de vocês se lembram da pior seca eh da crise hídrica que tivemos ali entre 2014 e 2015 o que inclusive eh culminou né em muitos avanços para fazermos este monitoramento E ir acompanhando e nós
irmos acompanhando né cenários aí pros próximos meses pros próximos 60 90 dias de como é que a as regiões e cada eh bacia hidrográfica poderá ser impactada por excesso ou a escassez de chuvas Ah bom olhando Mais especificamente eh para o que fazemos no contexto de monitoramento e alertas O cadem monitora hoje 133 municípios do território brasileiro que tem o risco Para enxurradas inundações e deslizamentos de terra Então esse é o trabalho rotineiro que o centro faz E aí especificamente né para a o o mês de maio que foi quando esse último desastre Ah se
estabeleceu foram emitidos mais de 80 alertas para deslizamentos e inundações num trabalho que é feito ininterruptamente 24 horas por dia 7 dias da semana com profissionais especialistas de Várias áreas do conhecimento então no centro trabalham né profissionais da área de Geologia da área de hidrologia da área de meteorologia mas também cientistas das ciências humanas das Ciências Sociais partindo da premissa né que o risco de desastres é uma combinação da ameaça Mas também da vulnerabilidade então nós temos que olhar trazer esse olhar integrado para fazer o monitoramento integrando especialistas de diferentes áreas do Conhecimento sempre levando
em consideração que o desastre é essa combinação foram vários alertas também emitidos aqui esse aqui é um balanço nós fazemos todos os meses uma reunião chamamos reunião de avaliação e previsão de impactos de extremos é uma reunião aberta todos estão convidados a participarem assistirem pelo YouTube e fazemos um balanço do que aconteceu no mês anterior aqui um zoom para o Rio Grande do Sul são 177 mortes né Tem 37 Desaparecidos e acompanhamos também a e tudo que acontece e no outro extremo nós monitoramos as condições de seca em todo o território brasileiro também é periodicamente
vamos olhando né cada um dos 5570 municípios quantos dias consecutivos estão sem chuvas quantos dias no total ao longo do ano estão sem sem chuvas a geramos uma informação de um índice Integrado de secas que combina Né Não só informações de chuva mas a água disponível e que fica armazenada no solo Ou seja a umidade do solo incorporamos também nesse índice informações sobre a saúde da vegetação então é um índice integrado que permite a nós eh termos então a a situação de severidade da seca em cada um dos Municípios E qual é o grau né
de severidade dessa seca se a mod se é Severa se é extrema ah os impactos que a seca vai causar em áreas de passagens em Áreas agrícolas afetadas pelas secas em termos inclusive de percentuais de áreas para cada um do municípios agregamos as informações por estados etc olhamos também as áreas né os imóveis rurais potencialmente impactados levando em conta inclusive o tamanho dessas áreas agroproductos a propriedades ou Imóveis e isso nos permite então Eh depois avaliar os impactos né então quantos municípios tiveram pedido de Reconhecimento ah quantos municípios o governo inclusive precisou depois prover eh
eh subsídios né para auxiliar os agricultores impactados tempo uma previsão só para encerrar esse geramos uma previsão para o próximo mês isso também a gente olha o mês anterior e o mês futuro que subsidia então a tomadores de de decisão acho a gente faz isso também pro risco de incêndios de vegetação e para outros impactos que fico depois à disposição Para compartilhar com quem tiver interesse Muito obrigada obrigado Regina eh eu queria Então convidar Mari na Vale Ela é professora do departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro ufj membro da do painel
intergovernamental sobre mudanças climáticas e da plataforma intergovernamental sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos da ONU Mariana Tem 15 minutos obrigado por ter vindo obrigada eu quero pedir desculpas pelo meu atraso eu moro na Floresta o meu carro quebrou e eu foi muito difícil sair de casa eh eu preciso que a apresentação esteja aí para começar muito obrigada pelo convite e essa minha aula de hoje de tarde desculpa é um documento chamado fep mas o meu tema Eh o meu tema de hoje então vai ser sobre resiliência dos Biomas Eu trabalho com biodiversidade né como vocês devem
ter visto pelo meu perfil Então vou focar um pouco mais em biodiversidade na minha palestra eh Regina o passador obrigada não vou ficar aqui mesmo vamos falar sobre a resiliência dos dos biomas brasileiros então é importante começar definindo o que que é resiliência então o ipcc tem uma definição bem complicada e longa mas no final das contas a gente pode definir como a capacidade de um Sistema que pode ser um sistema natural ou um sistema econômico com o sistema social de voltar ao seu estado original depois de uma perturbação então tem esse esquema aqui bastante
didático Então a gente tem ali um sistema eh um sócio Ecológico num determinado estado é um estado bem estável vocês podem ver que se a gente se tiver uma perturbação moderada esse esse eh sistema ele vai mudar né vai se vai se movimentar mas ele sempre volta é o seu estado Eh original esse tipo de situação a gente vê por exemplo em florestas a recuperação de florestas ela acontece bem bem facilmente então florestas tropicais elas podem se recuperar naturalmente aqui a gente tem o caso de uma floresta eh que foi degradada foi transformada em pasto
e naturalmente Se você deixar a floresta ela se transforma eh em Floresta novamente ela se regenera Então são sistemas que são sistemas Relativamente estáveis e conseguem voltar ao seu estado natural se a perturbação for leve ou moderada Agora você tem situações em que o sistema sócio Ecológico ele sofre uma perturbação que é uma perturbação muito intensa e nesses casos você tem aí você passa de um ponto chamado de ponto de não retorno e aí você vai para um Estado um novo estado esse novo estado de Equilíbrio vai ser um estado diferente né então Acho que
um exemplo que vocês talvez já tenham ouvido falar é a possibilidade de savanização da Amazônia essa possibilidade de savanização da Amazônia não é exatamente uma savanização porque a a não é a ideia de que a amazônia vai se tornar um serrado que a composição de espécies de árvores não vai não vão ser as árvores do serrado Mas vai ser uma Amazônia muito degradada né E aí qual seria esse ponto de não retorno eh paraa Amazônia ele é dado por eh por uma eh Uma perturbação por desmatamento ou mudança climática com as duas ao mesmo tempo
então segundo os trabalhos de Carlos Nobre e alguns colaboradores a gente poderia ter esse ponto de não retorno a partir de um desmatamento de 40% da da da Amazônia hoje a gente tá em torno de 20% sem mudanças climáticas ou se a gente não tivesse desmatamento uma mudança de climática de 4º eh na de na média Global né pro planeta ou uma combinação das duas seria de 20 a 25 eh por de desmatamento combinados com 2 A 2.5 g de mudanças climáticas então é o desmatamento que a gente já tem mais ou menos né e
a gente se aproxima já como a Regina falou a gente já tá se aproximando aí desses 2 graus de mudanças eh de mudanças climáticas Então esse aí seria um uma situação em que você muda o sistema eh Eco eh o sistema socioecológico eh de estado uma outra maneira que você tem para mudar de Estado é quando você tem sistemas que não são tão estáveis quanto florestas tropicais por exemplo Então se esse tipo de sistema aqui então uma pequena perturbação externa já leva a uma situação né de passagem do ponto de não retorno e você muda
de estado são são sistemas muito sensíveis como por exemplo eh restingas as restingas são se se são estabelecidas em sol arenoso Então você precisa daquela sucessão de plantas pioneiras que vão criando o solo Então leva bastante tempo para criar Restinga uma vez que você Remove a vegetação demora bastante tempo para se restabelecer os corais então muito mais tempo né então Eh os corais eh levam milhares de anos para se estabelecer você remove o coral vai demorar também centenas milhares de anos para se se restabelecer Então são sistemas muito mais sensíveis E aí como é que
a gente articula essa ideia com a com a sensibilidade dos eh Com a resiliência dos biomas à mudanças climáticas Então existe essa esse modelo conceitual de flor de risco climático do ipcc que tem os componentes do Risco climático são três três componentes a gente tem ameaça climática a vulnerabilidade a exposição vou falar de dois deles aqui a ameaça climática é simplesmente a magnitude da mudança do clima tá então onde você tiver maior magnitude você vai ter maior ameaça de climática então o bioma que tiver a Maior as maiores ondas de calor vai vai ter maior
ameaça climática então menor resiliência maior incidência de seca menor resiliência e mai maiores eventos extremos tá então menor resiliência então isso aí é aquela perturbação externa que a gente tava falando né quando a gente fala de vulnerabilidade a vulnerabilidade a Regina falou de vulnerabilidade né ela tem vários componentes é um é um compon tem vários elementos né é um componente Mais complexo tem sensibilidade capacidade adaptativa e outros elementos que conferem vulnerabilidade a um sistema então eh a sensibilidade inerente ao sistema a gente falou né da Restinga falamos dos dos Corais como eh ecossistemas particularmente sensíveis
mas tem essa capacidade adaptativa do sistema então Eh quanto maior a capacidade adaptativa maior a resiliência do sistema Então qual é a Capacidade de se ajustar à mudança à perturbação de modo a reduzir o impacto dessa perturbação tanto sistemas humanos quant sistemas naturais quando a gente tá falando de sistemas naturais dos biomas tem algumas coisas que são importantes para aumentar a resiliência dos biomas as mudanças climáticas a principal delas eu diria é o estado de perturbação eh o a quantidade de perda de cobertura vegetal original do bioma quanto maior a perda Menor a resiliência por
quê se você tem um bioma que tem que perdeu muita eh cobertura vegetal a biota os organismos que vivem naquele ambiente já estão estressados e você diminui muito a capacidade de mobilidade desses organismos em respostas às mudanças climáticas que é a resposta mais comum o clima muda Você tem os os organismos eles têm a possibilidade de se deslocar isso já super bem registrado se deslocam em busca do clima ideal ao qual eles Estão adaptados quando você tem um um ambiente que tá completamente fragmentado essa essa mobilidade não acontece fora o fato de que também os
os organismos já estão muito estressados falta de recursos eh alimentares então isso diminui a capacidade adaptativa eh tanto da flora quanto da fauna um outro elemento que é muito importante paraa capacidade adaptativa dos biomas é a presença de unidades de conservação as unidades de conservação elas servem como Como Ilhas eh seguras onde a fauna e a flora pode se manter eh aumentando então a capacidade adaptativa dos biomas quanto mais unidad de conservação maior vai ser a resiliência desses biomas Então já a gente tem aí todos esses elementos que a gente tem que levar em consideração
e muitos outros isso aqui São só alguns que eu escolhi Então vamos ver como é que isso se Articula aí em termos da resiliência dos biomas brasileiros então em termos daquela perturbação externa né ameaça climática tô mostrando aqui uns dados do ipcc são bem piores que os dados da Regina desculpa tá Regina eh então aqui a Regina trabalha com dados muito mais eh finos com modelos que são regionais e com resolução espacial muito melhor mas aqui só para ilustrar então a gente olhando aqui a gente vê ali eh mudança De temperatura né esperada para 20000
então a gente vê ali claramente Amazônia eh Cerrado uma parte da Mata Atlântica com com assim esperando aí um aumento muito maior né de de temperatura então seriam aqueles com menor eh resiliência em termos de precipitação Então as as cores em tom de verde são aumento de precipitação e em tons de marron são redução de precipitação então a gente vê aí eh Amazônia de novo Eh com baixa teria Uma baixa resiliência por essa perturbação forte a parte sul eh então a gente teria pampo uma parte da uma parte também da eh da Mata Atlântica a
gente vê que a gente não captura aquilo que a Regina falou né no na Catinga super bem documentada o a a redução da precipitação que tá eh aumentando a aridez da Catinga né capturada nesses dados que são que são de de pior qualidade tá eh então a já vai a gente vai vendo já a variação entre os Biomas nesses diferentes componentes e em termos de capacidade adaptativa a gente tem muita variação Na quantidade de unidades de conservação nos diferentes biomas a Amazônia Sem dúvida tem muito mais unidad de conservação do que o resto então muito
mais resiliência do que os demais nesse sentido se a gente for ver quem é que tem menor capacidade adaptativa nesse sentido sem dúvida é Pampa Pampa com 3% e Pantanal com 5% de De de área coberta por unidade de conservação mas assim todos os biomas exceto eh a Amazônia tão bem abaixo da de um da de de uma meta eh modesta de de cobertura de unidade de conservação tá bem menos até do que inclusive do do que a meta de 30 a 30 né que é a nossa meta mais recente de 30% de cobertura e
se a gente for ver eh em termos de eh perda de cobertura vegetal esse aqui são os dados para 2020 do mapa biomas tá então quem é que tem a quem é Que tem menor capacidade adaptativa Definitivamente a Mata Atlântica né isso aqui dados aqui 32% com cobertura vegetal isso aí vai incluir não só eh remanescente mas também reflorestamento tá E aí seguidas de catinga Pampa e serrado e Amazônia e Pantanal com bastante eh cobertura vegetal remanescente Então como é que a gente faz para resumir isso aqui tudo é difícil na verdade resumir isso a
gente Fez um exercício desse num num artigo meu de 2022 que na verdade focava mais em Fogo Tá mas a gente fez esse exercício de de fazer um índice de resiliência então a gente fez esse índice de resiliência esse rzinho aí tinha vulnerabilidade tinha uma opção de coisa se você olhar a resiliência a gente vê aí se a gente levar em conta só a a questão das unidades de conservação e os remanescentes Florestais obv a Mata Atlântica é o sistema em termos de Biodiversidade é o sistema menos resiliente às mudanças climáticas que a gente tem
a Amazônia é muito mais resiliente porque ela tem uma muito maior cobertura vegetal remanescente e muito mais eh unidades de conservação a gente não levou nem em consideração as terras indígenas que são excelentes às vezes muito melhores do que as unidades de conservação em manter a cobertura vegetal eh mas é claro que a gente eh tudo depende de como você constrói o seu Índice e qual o peso que você bota em diferentes elementos Quais elementos você incorpora mas eu queria aqui trazer Quais são os elementos importantes eh de serem considerados quando a gente fala de
resiliência dos biomas em termos da sua biodiversidade e a gente vai ter aqui uma palestra falando sobre serviços ecossistêmicos da ima eu eh tenho certeza que ela vai eh levantar a importância eh da biodiversidade para paraa provisão de serviços Ecossistêmicos e como é que isso aumenta a resiliência das pessoas às mudanças climáticas é isso muito obrigada [Aplausos] só para avisar a todos que esses esses seminários aqui Esse seminário tá sendo gravado em vídeo e depois colocaremos na no site da da fep para consulta e vamos fazer também um sumário dele eh logo uns 15 dias
Depois teremos um sumário para deixar também no nosso site e isso a nossa querida assessora e ima é Mestre em fazer e junto com Luiz também e todos nós faz faremos um um resumo porque tem sido muito bom esses dados que vocês estão apresentando Então vou convidar eh a próxima nosso próximo palestrante é a nossa professora aqui do presidente ima Vieira ela é Doutora em Ecologia pela Universidade de steling na Escócia pesquisadora do museu para Emílio Gu desde 88 da Qual foi diretora na gestão 2005 2009 é membro da Academia Brasileira de ciência e pesquisadora
do CNPQ atualmente exerce o cargo como eu falei de assessora da presidência da fnep então passo então a Ima para fazer a sua exposição eu tenho que tirar os óculos para de bom bom bom dia a todos e todas é prazer est falando aqui na casa conversar aqui com vocês um pouco sobre essa questão dos biomas das ameaças né que eh um assunto tão importante tão premente e tão eh necessário nesse momento inclusive de formulação de Políticas públicas e de de planos nacionais de Meio Ambiente Plano Nacional de mudanças climáticas plano nacional de ciência e
tecnologia é super importante estarmos aqui na fep discutindo esse tema é importante então o que eu o que eu tô trazendo aqui para vocês é um uma visão assim das relações entre os biomas e a importância eh de termos não somente eh os dados que nós estamos discutindo Aqui como eh Associados às mudanças climáticas mas também trago um pouco da discussão sobre a vulnerabilidade social eh também das populações que viv nos biomas né então os biomas brasileiros aí Todos sabem né os eh temos aí os seis biomas e ainda uma uma área de litoral muito
grande que se estende por todo por todo o Brasil eh e esses biomas estão ameaçados não não não estão ameaçados desde recentemente há muito tempo desde a época da colonização nós temos aí uma Mudanças desses biomas né então a Amazônia é o é o maior bioma brasileiro né Depois seguido eh da Mata Atlântica eh do serrado desculpe Mata Atlântica Catinga a Pantanal Pampa Pantanal e temos aí eh um Mais de 96 milhões de hectares já transformados convertidos eh em agricultura na agropecuária com avanço aí desde a colonização principalmente na Mata Atlântica eh e esse e
mais recentemente temos aí tido vários problemas com as E com os grandes incêndios nesses biomas né alguns dos biomas são eh adaptados e evoluíram com fogo mas a Amazônia por exemplo é um bioma sensível ao fogo ele não evoluiu com fogo e a os nossos estudos recentes sobre os incêndios nas florestas da Amazônia mostram que incêndios repetidos como est acontecendo Estão levando a uma transformação muito grande na biota muito grande na cap ade das espécies se adaptarem a esse a esses incêndios repetidos e uma transformação De cerca de 50 a 60% eh uma perda de
50 a 60% do carbono das das florestas amazônicas e uma transformação tanto funcional como taxonômica desses e na dessas florestas né então isso isso tá nos levando Claro não é savanização no sentido que de transformação s em Savana né como Mariana colocou mas um empobrecimento muito grande eh do bioma Amazônia né dessas florestas que estão queimando repetidamente eh na região então assim são são biomas muito Importantes do ponto de vista da biodiversidade dos serviços ecossistêmicos mas estão sofrendo alterações consideráveis que está alterando aí a sua a sua biota eh essas transformações esses serviços ecossistêmicos de
provisão serviços de regulação serviços culturais e serviços de suporte eles são muito importantes em todos os biomas né então os serviços de provisão por exemplo eh a gente pode citar a questão da ciclagem de Nutrientes né super eh importante na manutenção da do da da vegetação a fotossíntese água a de regulação na qualidade do ar dos solos né no clima fluxos de água e todos esses esses serviços são importantes e já tem evidências científicas eh que consideram esses ecossistemas e a biodiversidade né contribuem contribuindo eh consideravelmente pro bem-estar humano e pra economia do país eh
as interações entre os biomas são afetados por esses Usos da terra atividades econômicas que eu falo para vocês principalmente a agropecuária que teve uma expansão extraordinária no país nos últimos anos Principalmente nos últimos eh 30 anos e a e a conectar natureza e o bem-estar humano tem sido Central nas decisões políticas mundiais e isso tá a gente tá vendo cada vez mais nas políticas públicas eh aqui no Brasil eh essa eh eu não eu vou falar rapidamente sobre essas interações então vocês sabem e conhecem Bem sobre o papel dos dos rios Aéreos ou Rios voadores
né essenciais paraa manutenção da ação nos biomas nos outros biomas eh brasileiros né esses fluxos de vapor d'água que transporta a umidade da Amazônia pro para pro no continente sul-americano as interações entre os biomas também aparecem na eh com com a importância de manutenção das bacias hidrográficas nascentes dos grandes rios eh estão no serrado e são vitais né para suprimento de água em várias regiões eh E as interações também Amazônia Pantanal de de essencial para manter o nível níveis de água eh e e os ciclos de inundações mas é um um um exercício recente do
da plataforma Brasileira de de serviços ecossistêmicos e biodiversidade é importante a gente pontuar isso aqui porque nós temos o Brasil tem uma plataforma brasileira que a a exemplo da plataforma internacional tem feito um esforço muito grande desde 2018 de manter eh atualizados dados de Biodiversidade serviços ecossistêmicos e esses o primeiro diagnóstico que foi lançado em 2018 alguns estão sendo atualizados eh mostram que há uma eh tem vários vetores aí de de alteração e de degradação da biodiversidade dos serviços ecossistêmicos em todos os biomas brasileiros então a as setinhas para para cima e mostram eh o
quanto desses desses vetores estão eh crescendo né estão aumentando eh e Enquanto alguns estão estáveis e Outros estão diminuindo Então o que a gente nota por exemplo que a questão do fogo a questão dos incêndios está ameaçando todos os biomas a questão das mudanças climáticas também o desmatamento a o a expansão né do dos usos da terra da agropecuária então a gente já eh os pesquisadores cientistas brasileiros são mais de 100 cientistas brasileiros ouvidos nessa nesses nesse esforço eh eh já vem demonstrando esses impactos eh em todos os biomas e Apontando para a questão da
do fogo das mudanças climáticas como como vetores importantes que tem que ser olhado pelo poder público eh e também no o próprio plataforma mostra esse o risco de conservação dos biomas né então uma relação de áreas protegidas como a Mariana colocou aqui e áreas convertidas ela não é igual em todos os biomas essa relação Ela é bem diferente sendo a Amazônia o único bioma que está realmente com uma uma uma maior Porcentagem de áreas protegidas a de todos de todos os biomas né Então temos aí a um um risco menor digamos assim eh de conservação
paraa Amazônia por conta de quase 45% da região tá sobre áreas protegidas incluindo terras indígenas e unidades de conservação de Uso Sustentável e de e de Proteção Integral né sendo a eh uma uma força muito grande digamos assim as as as terras indígenas né com todo o seu aparato de gestão territorial E Ambiental do do eh que é uma política pública importante de manutenção desses territórios fundamental paraa manutenção aí da biodivers cidade dos serviços ecossistêmicos da Amazônia eh e temos aí os outros biomas e aí se caracteriza muito fortemente o Pampa com uma quantidade muito
baixa de unidades de conservação de de de de áreas protegidas né também a Mata Atlântica eh o serrado a catinga Todos com baixa proteção baixas eh porcentagem de unidade de Conservação eh isso é muito é muito preocupante né porque nós temos aí eh como a Mariana mostrou quanto mais cobertura de vegetação nativa tivermos mais resilientes eh nós nós somos né os biomas se apresentam e e a gente percebe aí também ultimamente que é o cerrado nessa nessa coluna que à esquerda embaixo são as transformações as conversões dos biomas e o serrado tem uma tem tido
uma conversão muito alta e com pouca área protegida que tem é um Bioma também bastante ameaçado assim como a catinga o Pantanal eh e o Pampa né a Mata Atlântica sendo o também bastante ameaçado e e menos resiliente como a Mariana mostrou então isso mostra que numa política nacional de Meio Ambiente eh criação de áreas protegidas ainda é necessário no país né Tem muita gente que reclama o Brasil já tem muita unidade de conservação etc mas a gente tem que ver também essas essas questões Aí que estão ameaçando os biomas e a necessidade de maior
proteção da biodiversidade maior proteção desses serviços ecossistêmicos e Aqui nós fizemos um exercício aqui na na liderança do nosso colega José Maria Cardoso para mostrar a relação do dos ecossistemas naturais e a vulnerabilidade socioambiental E aí nós temos eh dois apenas dois indicadores a porcentagem de população com extrema na extrema pobreza e a porcentagem da área Com ecossistemas naturais nos biomas né E aí nós temos uma quando eu tenho uma uma maior quantidade de de ecossistemas naturais e uma maior uma maior porcentagem de de população fora da extrema pobreza nós temos uma uma uma região
não vulnerável né Então aí essa vulnerabilidade em termos de pobreza eh 10% né da população menos de 10% em extrema pobreza e no caso de manutenção dos ecossistemas a gente tá considerando 50% E aí a situação dos ecossistemas Naturais no Brasil aqui seri os 5.570 municípios que nós analisamos E aí a porcentagem da área dos ecossistemas eh em ecossistemas naturais né na Amazônia uma porcentagem maior aí vocês veem maior de 50% entre 30 50 eh em em amarelo entre 20 e 30 e abaixo de 20% em vermelho a as as regiões ou os municípios com
a a menor área de de ecossistemas com ecossistemas naturais e aqui a porcentagem da população eh em pobreza extrema né Aí nós temos a Amazônia se caracterizando com maior porcentagem da população com pobreza extrema ali também um pouco do Nordeste ali naquela região eh eh mas também a ao centro então nós temos aí uma situação muito crítica eh quando consideramos rela essa relação para que a gente possa também aguentar aí essas mudanças que se avizinham né de mudanças climáticas eh essa seria então a os valores né das porcentagens do que a gente tá chamando de
vulnerabilidade Social então o grupo de municípios de 28% que tem alta porcentagem de ecossistemas naturais e E baixa pobreza extrema a vulnerabilidade socioambiental seria aquela que tem baixa relação e porcentagem de ecossistemas naturais e baixa e e e população fora da da extrema pobreza e a não vulnerável nós temos uma população fora da extrema pobreza alta e também ecossistemas eh alta porcentagem de ecossistemas naturais tá então essa ess são 5% apenas do município que são Não vulneráveis né Então essa vulnerabilidade ela ela é importante porque a gente agrega aí um valor eh um um indicador
de extrema pobreza que que como a gente sabe são os que mais sentem essas mudanças climáticas né então a situação de classificação dos Municípios eh ainda uma aproximação eh considerando esses indicadores mostram aí essa esse quadro de que nós temos então eh uma porcentagem muito baixa de municípios que não são vulneráveis a a modificações Eh tanto ambientais e a questão da pobreza extrema né então isso é muito preocupante porque nós temos aí eh situações como essa do Rio Grande do Sul e também na Amazônia quando agora tanto com a seca como com as inundações nós
temos situações muito preocupantes em relação a essas mudanças ambientais ou socioambientais em que a As populações pobres são as que mais sofrem É sim aqui aqui é essa é essa essa região eh de Vulnerabilidade socioambiental aqui ó Opa aí você vê ih passei adiante é desmatou e mesmo assim mostra que não adianta desmat não adianta desmatar para ter sucesso ou Progresso não gera riqueza é basicamente isso que tá dizer isso Exatamente exatamente Então é isso isso é ai meu Deus rascando aqui é porque tem muita pobreza meso matado Olha então a essa essa é a
Classificação dos Municípios então eu tô aqui apertando todo errado mas eu trago também eu eu resolvi trazer é um estudo recente não sei se Mariana já conhece que eu tô apertando aqui aqui eh então 5% só dos Municípios brasileiros não são vulneráveis né então Eh então tem a vulnerabilidade ambiental considerando só a porcentagem de ecossistemas naturais né que seria baixa mas não não teria pobreza seria 29 por. Já 37% tem alta eh pobreza né são são e tem eh eh uma vulnerabilidade alta em termos de dos ecossistemas naturais também ol Então esse que aqui é
o quadro eh dos dos olhos verdinhos aí que seriam não vulneráveis tem ali alguns no Mato Grosso eh alguns aqui na na região Sudeste também no sul Mas tem uma um número aí com vulnerabilidade bem elevada socioambiental e aqui eu trouxe uma uma Iso é só uma uma contribuição recente de um grupo de pesquisadores nossos colegas que tão aqui trabalhando com a com a o pior cenário do ipcc e mostrando como ficaria em 2070 com esse pior cenário eh a os biomas brasileiros né a distribuição atual dos biomas aqui à esquerda e à direita a
distribuição com modelagem no cenário futuro do RCP 85 8,5 que é eh que que mostra aí o a o sul da Amazônia essa região né mais atingida eh E que levaria a uma mudança aí na vegetação né mais ficaria mais seco uma vegetação mais descídua e também ali na Catinga a o ento ali da dessa dessa Floresta eh desse Dual da Catinga com os dois os dois biomas bastante atingidos em 2070 o quadro dos biomas Então seria esse então mudando aí um pouco a configuração né dessa dos biomas brasileiros e aí Ah eu trago aqui
é importante a gente pontuar as lacunas de conhecimento em termos de grupos Taxonômicos menos representados graus de endemismo Acabou meu tempo os biomas muito pouco estudados como atingo Pampa Pantanal as zonas costeiras e Marinas a ampliação do conhecimento também das interrelações eh entre diversidade serviços ecossistemas e o bem-estar humano nós temos muito poucos estudos e também termos um programa importante para avaliar a eficácia das políticas públicas já implementadas no Brasil eh considerando essas políticas de pro Agronegócio né paraa agricultura paraa expansão da agricultura as dimensões da biodiversidade dos serviços ecossistêmicos que muitas vezes não estão
muito Associados e tá há muito impacto em torno dessa dessas questões então eu trago aqui aí essa essa contribuição e a gente pode depois debater obrigada obrigado ima acho que você deixou uma importante contribuição pra orientação dos órgãos que fomentam Porque se você diz que 5% dos Municípios estão não vulneráveis pelo menos umas 30 uns 30 municípios né dos dos 5200 e aquelas áreas ali é vermelhas mostram a a vulnerabilidade espalhada né Não só eh numa região mas em várias regiões bom eu queria Então convidar e o próximo é o Gilberto Gilberto é Câmara ele
é pesquisador colaborador do Instituto Nacional de Pesquisas espaciais onde Atuou como diretor de 2006 a 2012 reconhecido internacionalmente como especialista no uso de satélites para monitoramento ambiental Professor visitante da Universidade de munsta na Alemanha e diretor do secretariado do grupo de observação da terra Dr honores causa pela Universidade de musta e recebeu o prêmio William T pécora da Nasa e da usgs serviço geológico dos Estados Unidos por favor giberto com a Palavra e a acho que tem um controle aqui né Ok bom obrigado a todos eh eu acho que foi bem interessante que a gente
tenha tido essa ordem de palestras porque pôde mostrar a capacidade dos cientistas brasileiros aqui representado pela ima Mariana eh na posição de fazer um diagnóstico dos potenciais problemas e o trabalho que Regina faz no semadem de dizer olha onde é que nós estamos e o Que pode chegar agora eu queria entrar um pouco pela questão de Police e começar por uma pergunta de quem a responsabilidade de a ver o que qual as consequências porque em função o futuro não acontece de uma vez só acontece todo dia um pouquinho então obviamente que a responsabilidade as perguntas
que nos colocam sempre são o que que tá mudando como é que ele tá mudando e quais são as consequências e a pergunta de quem é a responsabilidade de medir isso no limite De toda a sociedade mas obviamente dos órgãos não só ah digamos assim diretamente oficiais como semadem como IMP mas de todo aqueles que produzem conhecimento em princípio então no casão de pce um dos elementos hoje de entendimento do que tá acontecendo nos biomas brasileiros e no Brasil em relação às mudanças tanto climáticas e e as suas consequências e a falta de política como
nós vimos em alguns casos obviamente um pedaço desse problema é a Observação da terra né os modelos que ima falou que Mariana falou Falam um pouco do Futuro isso aqui te fala do presente e um pouco do passado e a observação da terra permite então que a gente comece a responder perguntas do tipo onde quando quem quanto por exemplo esse aqui são imagens obviamente da tragédia do Rio Grande do Sul tomadas pelo satélite brasileiro Amazônia 1 o ambiente mais conhecido e mais evidentemente com maior impacto de mídia e de police no Brasil é obviamente o
trabalho feito no desmatamento na medição do desmatamento da Amazônia feito pelo IMP que já vem desde 1988 é um dado eh transparente autoritativo no sentido de que ele é reconhecido pelos órgãos brasileiros internacionais ele é um elemento de política pública no sentido de que ele mede a efetividade do Governo brasileiro em combater isso é quem assistiu por exemplo a propaganda recente do governo diz olha nós entre melhoramos a vida aumentamos o minha casa e minha vida e baixamos o desmatamento quer dizer o desmatamento deixou de ser uma coisa que tá muito longe ele tá sendo
colocado como um resultado de Police bom E aí só um minuto por favor que que eu perco o meu guia a gente vive também isso foi uma conquista Duríssima uma situação positiva no Brasil e que nem todos os países podem ter a gente às vezes fala mal da gente mas tem umas coisas boas essa a gente deve a Dilma tem umas coisas que a gente não deve a Dilma que eu não posso falar aqui porque é o reduto do governo Mas enfim D Dona Dilma uma das coisas que saiu foi o famoso decreto 6666 é
o número da besta mais zo que é o 66 e que é diz uma coisa super importante o compartilhamento de disseminação de Dados geoespaciais e seus metadados é obrigatório para todos os ógãos de entidade do Poder Executivo Federal e voluntário para os ógãos de poder estad isso é importante porque isso é um data policy uma política de dados explícita que muitos governos não t e que obriga a compartilhamento disso e tudo que fazem semadem IMP outros órgãos e pge é Obrigatoriamente público isso é fundamental pra sociedade tomar conhecimento do que tá acontecendo o Caso Óbvio
mais conhecido é o caso do monitoramento da Amazônia mas uma das questões que esse aqui é feito pelo IMP pelo prz desde 88 mas uma das questões que tá colocada hoje é o seguinte e o resto e o Brasil e o Rio Grande do Sul então a questão aqui que se coloca é primeiro Isso deve ser responsável abilidade só de um órgão como IMP não de maneira nenhuma obviamente Que órgãos oficiais como IMP tem obrigação de dar uma visão macro mas não pode ser Imputada apenas a eles fazer os mapeamentos de tudo do Brasil por
na Universidade Federal de Pelotas não pode ter a sua própria diagnóstico a respeito da região de lá isso é uma boa pergunta que a gente vai ter que responder enquanto pólice outra coisa tem dinheiro médio e existem recursos a fep inclusive colocou aqui tem recursos do orçamento para fazer a Amazônia tem recursos do para fazer o serrado mas por exemplo não tem recurso para fazer o Pampa Hoje e pior esses recursos apesar de serem dificilmente tirados aqui o Osvaldo tá aqui puxando a fps do orçamento o ofn puxando a fcep do não há hoje nenhuma
garantia de do uso recursos públicos em pesquisa Então qual é o maior dilema hoje da pesquisa brasileira é isso aqui é a luta dos mandarins contra os pinguins e para não ser processado eu deixa a vocês definir deixa o Luiz davidovich Definir Quem são os mandarins e quem são os pinguins enar pelados que andam andando aqueles Baixinhos enar pelados que andam andando por aí e essa luta os mandarins estão perdendo mas eu deixo eu não vou dizer quem são os mandarins eu deixo com vocês Além disso o monitoramento boa parte dele no Brasil hoje ele
é feito com base no caso do prodes ainda interpretação visual isso tem um custo Alto porque precisa de muita gente De boa qualidade isso tem um tempo alto porque leva a O Eduardo foi do Ibama talvez lebre lembre que o pris quando sai no final do ano diz respeito ainda a agosto e deveria sair no final do ano com respeito ao final do ano porque existe então um desafio do monitoramento quer dizer apesar dos Pinguins os mandarins têm que tocar as coisas paraa frente e há uma mudança Tecnológica fundamental que afeta a nossa capacidade de
monitorar o planeta e que mudança é essa é a mudança dos me dados curiosamente o Brasil é o primeiro país que coloca seus dados estraté disponíveis em 2005 os Estados Unidos colocou em 2008 quando os Estados Unidos colocou em 2008 a diretora de geografia do US geological Survey ligou para mim na sexta-feira me lembro até hoje 4 horas da tarde liga barbar ry Gilberto conseguimos mutar isso aqui nos Estados Unidos falei Bárbara como é que você conseguiu não eu falei pros caras do era na época o governo George W Bush olha if Brazil can do
it the US can do it too eu consegui convencer os grigos com esse argumento muito bem mas hoje o dado tá disp tava mostrando pro Osvaldo hoje você quer um modelo digital de terreno de 10 m de qualquer lugar do Brasil eu te dou aqui em 3 minutos quer um modelo digital de terreno de qualquer lugar te dou em 3 Minutos aqui puxando aqui da minha máquina esse ma toch aqui por quê Porque os megadados estão disponíveis essa moda pegou os europeus bu dados os americanos nós estamos colocando tem dado para burro bom E daí
que que eu faço com dado para burro bom eu tenho que pensar que a responsabilidade de monitorar o planeta e a responsabilidade de monitorar o Brasil não pode ser privilégio de uns e outros em outras palavras é preciso que As nossas instituições sejam elas federais estaduais universidades estejam emponderadas Para isso elas precis obviamente adotar a lógica da ciência aberta que é o conhecimento reprodutível e utilizável e Para isso elas TM que ter a capacidade de pegar os dados em plataforma de nuvem hoje eu acabei de fazer essa brincadeira com azot que eu puei um dado
para eles puei lá da Microsoft mas por quê Porque eu tenho uma conta na Microsoft que a Microsoft me deu dinheiro hoje eu tô buscando dinheiro com Bill Gates não com a finep infelizmente dep conto ou seja Mas isso não resolve só resolve com a plataforma de nuvem aberta e Pública então moral da história os dados estão aí me pergunte sobre um dado sobre qualquer coisa eu te trago esse dado aqui agora nós não podemos depender da Microsoft da Amazon nós na Google nós temos que ter a nossa Plataforma então Aos Trancos e Barrancos uma
consórcio instituições lideradas pelo tá construindo o Brasil data cube que que é a ideia do Brasil dat cube é uma plataforma onde estariam armazenados os dados relevantes pro Brasil para qualquer um usar e também associado a isso então nós vamos ter dados da Amazônia dados do serrado dados diferent todo quanto é saté que passa por aí brasileiro ou não brasileiro a ideia tá tudo Disponível e evidentemente nosso interesse aqui é ver mudança uma floresta que a gente olha aqui uma segue temporal de uma floresta que foi desmatada aí virou pastagem aí de 2005 virou virou
soja nosso interesse é ver mudança Ah aquela área do Rio Grande do Sul que era uma determinada área que foi removida para mudança precisamos de muito dado e para muito dado nós precisamos de capacidade de software que trabalhe com megadados e Seja capaz de classificar o uso da terra não só hoje mas olhando o passado e olhando a mudança isso é então um desafio Tecnológico de pce como você faz isso como você suporta a instituição que faça isso e Aos Trancos e Barrancos por exemplo hoje em dia nós já estamos fazendo o monitoramento da Amazônia
que a gente chama de terra class classificação do uso da Terra Usando dados Eu não eu detesto usar esse nome Eu não vou usar eu prefiro falar em aprendizado de máquina são Dados com software de aprendizado de máquina desenvolvido por uma equipe liderada por yru fazemos por serrado não fazemos ainda por Pampa por porque as isso é usado o Brasil data cube com os recursos que a gente tem os pinguins não estão deixando os mandarins usar o recurso Então esse o problema que a gente tem hoje não é nem falta de recurso é os Pinguins
matando os mandarins nós Já conseguimos eh hoje uma uma uma coisa o dado mais importante mais detalhado do Brasil que é o prodis ele está hoje um lado ali é o dado do do que veio do interpretação visual e o outro é o dado que a gente obtém com aprendizado de máquina a gente tem uma um agreement aqui de 95% isso é estado da arte eu sou fui diretor da ONU na área conheço todo mundo e digo isso aqui não tem para ninguém não tem para Ninguém e eu dese uma empresa que eu não vou
dar o nome me chamou para reuni não porque nós temos aqui uma grande solução pro Brasil eu falei tá bom eu vou dar para ele o benchmark desse aqui se ele bater esse benchmark eu respeito bom agora o que que a gente tem a gente tá numa situação maluca De que parte fundamental do desenvolvimento da tecnologia que vai permitir que o Brasil mapei o uso da Terra de Pelotas até o oiapoc é apado por quem pela Microsoft Pelos alemães por on internacional pelos europeus e o pior pereg eu não quero dinheiro da fep não me
dê dinheiro da fep que eu não consigo usar não consigo não consigo não vou não vou já tomei três ações de prioridade administrativa na vida não vou querer tomar mais um eu tô feliz então chega uma situação maluca de você virar depois de velho um Robin Hood de tirar dos gringos para dar pros brasileiros ou seja nós temos um potencial Substancial de monitoramento Um Desafio Fundamental e é um absurdo que esse desafio esteja sendo vencido sem apoio público com dinheiro vindo de Gringo porque o Brasil não é que não tem o dinheiro não consegue aplicar
os recursos que tem no desenvolvimento de ciência e tecnologia isso é um buraco de pólice enorme e e esse buraco está pegando a gente luta no com o ministério da fazenda planejamento com não sei quanto não sei quanto para conseguir um Orçamento paraa fep fo fnd dct E aí na hora de gastar nós não conseguimos gastar então o potencial é enorme eu sonho que que Pelota esteja aqui acessando o Brasil data a reitora ligar lá pro a senhora ligar lá pro dia todo vai dizer não vai vai tá tudo certo vai mas eu quero ver
mas eu posso me arrumar uma conta na Microsoft a senhora quiser viu agora veja que nós temos um potencial fundamental uma necessidade enorme de monitoramento Nossos biomas para descobrir o que tá acontecendo e nós temos um problema Seríssimo de política pública que a incapacidade da nossas instituições de cit usar os poucos e duros recursos que a gente tem E se a gente não vencer esse desafio nós vamos ficando cada vez mais para trás Muito obrigado obgado Gilberto para fechar o ciclo fechar o ciclo aqui é o Osvaldo exatamente ministé tem algumas perguntas dele aí nosso
Ministé deixou Microsoft MCT vamos lá eu vou um briefing aqui do nosso currículo aqui do nosso querido companheiro Osvaldo Mora ele é físico e Doutor em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi diretor do semadem diretor científico da ferges presidente do comitê permanente para redução do Risco desastre da organização meteorológica mundial e membro do grupo consultivo científico e tecnológico do Escritório de desastre da ONU para América América e Caribe é o atual diretor do Departamento de clima e sustentabilidade da secretaria de políticas e programas estratégicos do mcti osaldo 15 minutos bem eu
vou agradecer o convite mas vou fazer uma exclamação ser colocado como último para falar depois dessas apresentações fica muito difícil né e cada cada um deles tiveram a possibilidade de de me darem Uma aula fantástica aqui e a capacidade do Gilberto é é inigualável eu aguardo até hoje Gilberto ah Talvez tu não tenhas mas eu tenho o teu discurso no na cerimônia de 50 anos do IMP em agosto de 2011 foi realmente uma a a um discurso brilhante bem eu vou fazer um pouco me convidaram para falar um pouco sobre as ações do mcti com
os biomas brasileiros eu não vou fazer isso porque senão eu iria ficar repetindo que Ah nós temos isso temos aquilo temos aquilo outro e Pareceria um pouco de propaganda ah ministerial eu vou tentar dar um olhar um pouco diferente sobre o que eu aprendi nos últimos anos a respeito de Gestão de Risco e gestão de desastre eu fui ah designado ah e por isso que eu conheço o Gilberto há muito tempo Coordenador Geral do CPTEC em dezembro de 2010 em janeiro de 2011 eu tinha chegado em Guarulhos estava me mudando para Cachoeira Paulista e eu
ouvi uma Entrevista na época do Mercadante dizendo que seria criado o semadem logo depois do desastre da Região Serrana do Rio de Janeiro e eu pensei agora que eu vou assumir o CPTEC vão tirar do CPTEC parte da coisa muito importante bem nada mais falso do que essa minha percepção Inicial porque a minha percepção Inicial como físico é de que uma boa previsão de tempo Seria o Mesmo similar de um alerta de desastres e isso é uma concepção completamente errada porque o desastre Não é o evento extremo o desastre é o impacto do evento Extremo
e mais do que isso ao longo do tempo eu fui aprendendo também de que a o impacto ele é Principalmente uma consequência da vulnerabilidade E é isso que eu vou tentar falar um pouco aqui tá mas a uma das grandes questões que a gente muitas vezes se pega a quando ouve diferentes experts ou tentando ser expertes falando em desastres é que eles não concebem muito bem uma diferença entre o que que É o desastre e o que que é o risco do desastre né bem e o escritório das Nações Unidas para redução de risco de
desastres dá o a o conceito do que que é o desastre o que que é o o risco do desastre E também o que que é o gerenciamento do desastre e que que é o gerenciamento do Risco do desastre Ah e no Ah no Brasil nós temos uma relativa capacidade de fazer o gerenciamento do Desastre logo depois do evento acontecer a sociedade se mobiliza A defesa civil se mobiliza e a gente tenta atenuar o impacto do desastre mas nós não fazemos no Brasil infelizmente a gente não faz no Brasil a gestão do Risco do desastre
nós apesar de estar passando historicamente por eventos como aquele do Rio de janeiro de 2011 e aquele talvez foi o primeiro grande desastre que impactou a socied muitos outros seguiram e o que que a gente aprendeu com isso absolutamente quase nada nós não evoluímos Absolutamente nada no Brasil em fazer o gerenciamento do Risco e eu vou tentar tocar um pouco nesse assunto n bem do ponto de vista clássico E aí eu tô falando do ponto de vista de um físico né Qual é o tipo de ameaça que está presente se eu posso fazer a previsão
dessa ameaça qual é a probabilidade que essa ameaça Tem de se desenvolver em desast Qual é a possibilidade de que essa ameaça venha a ser predita ser mitigada E assim por diante Essa é a visão clássica que a gente tinha até digamos 10 15 anos atrás de como fazer a gestão do risco de desastres Mas isso é uma visão limitada né porque a gente aprendeu nos últimos anos que desastre é um problema muito complexo né desastre necessita uma visão holística a gente não pode esquecer das componentes de Ciências Sociais de ciências de Engenharia e assim
por diante né quer dizer fazer a gestão do risco não é Apenas fazer a gestão da ameaça quer dizer o que o semadem faz e eu acho que é uma instituição que orgulha o Brasil a recentemente recebeu o prêmio da Globo sobre quem faz a diferença Porque Nós aprendemos como fazer o monitor e a previsão dessas MS a Regina falou brevemente sobre o que que é o trabalho de fazer a emissão de um alerta de um desastre o alerta do que o semadem faz para vocês terem uma ideia ele vai ao detalhe do município qual
é a área do Município que pode ser afetada quantas pessoas estão expostas naquele município qual é a área do município que pode ser afetado Ou seja é um trabalho que apenas o Brasil faz assim como o Gilberto falou que nós temos uma grande capacidade em fazer o monitoramento e gerenciar dados o que o semadem faz nenhum país do mundo faz por algumas razões muito simples primeira que os países ricos possuem poucas áreas de vulnerabilidade social e segunda que os países pobres não têm Recursos para fazer o que o Brasil criou então o Brasil acabou criando
um centro que tem essa capacidade inigualável de fazer o monitoramento das ameaças e nós temos diversos casos que a gente poderia dizer e talvez o mais emblemático foi o da do carnaval do ano passado em São Sebastião no litoral de São Paulo o semadem emitiu alerta com quro dias de antecedência que ia acontecer um problema no final de semana as decisões políticas para não afetar o turismo na Baixada impediram que as defesas civis tomassem alguma decisão porque politicamente foram a desconsiderados outro exemplo foi em abril de 2015 em Salvador o semadem emitiu alerta Exatamente pra
cidade pra parte do município que seria afetado o semad mandou o alerta às 4 horas da manhã e não havia ninguém na Defesa Civil em Salvador para receber o alerta então nós temos diferentes casos aí de como essa questão que tem que ser Gerenciada bem mas eu vou colocar um pouco de a divisão de físico e isso que a Mariana falou aí da flor do Risco do ipcc né E que a Ima também falou sobre a questão de ecossistemas naturais e vulnerabilidade social ah olhando um pouco o que a gente conhece há muitos anos isso
que tá aqui é uma equação simples ou uma interpretação simples de uma equação que vem lá sabe de quando isso aqui 1654 isso aqui vem de Pascal e ferm que desenvolver a teoria de probabilidade a gente tem uma expressão que a a Regina até falou que o risco é interpretado dessa maneira né um produto da ameaça o Hazard a vulnerabilidade e a exposição Isso é uma uma uma ideia pictórica Quais são os elementos que são importantes pro risco Mas a gente pode colocar isso de ponto de vista matemático e para mostrar pro gestor público Aonde
que tem que ser feita Gestão do Risco quer dizer Pascal e fermat mostrar o seguinte se eu tenho dois eventos aleatórios a probabilidade da combinação desses eventos se transformar num outro evento aleatório é o produto das duas probabilidades simples assim ou seja se eu pego aquela equação de cima lá risco igual h v x z eu tenho ali um evento da natureza que é ameaça para esse caso típico do Rio Grande do Sul e dois eventos antrópicos Ou seja eu posso pegar a ameaça e e a Vulnerabilidade exposição e transformar tudo isso em uma probabilidade
de um evento antrópico Então o desastre é a combinação o risco do desastre é uma combinação da probabilidade do evento da natureza ou seja amanhã aqui no Rio de Janeiro vai ter um alargamento tem uma probabilidade de chover ou não certo e o que que eu tenho que olhar tenho que olhar se existe também uma probabilidade desse evento encontrar uma a antrópica ou seja se eu tenho duas Probabilidades né eu posso transformar aquela probabilidade lá de uma probabilidade do desastre é igual a probabilidade da natureza vezes uma probabilidade antrópica Ou seja a probabilidade ou ela
é 0 ou 100 0 ou 100% ou traduzindo em termos absolutos entre 0 e 1 ou seja dois números para serem menor do que um ou melhor dois números para serem igual a um que se eles são menores do que um é só se os dois forem um senão eu não vou ter igual A um ou seja então uma catá só vai ocorrer se a probabilidade da natureza for igual a um e a probabilidade antrópica também for igual a um senão nunca eu vou ter o desastre ou seja olhem aquela figura que tá ali aquela
figura que está ali em cima é a típica presença de uma probabilidade antrópica ela está dada aquela ali tá delimitada no no tempo tá tá delimitada no espaço ela é fixa no tempo basta acontecer um evento acima de um Limiar que eu vou ter O desastre naquela região ali então fazer a gestão do Risco o que que se é fazer a gestão do risco é fazer a gestão da vulnerabilidade não tem dúvida nenhuma não tem dúvida nenhuma que eu posso e que eu tenho que fazer o monitoramento da ameaça E alertar que a ameaça da
natureza vai acontecer mas se eu não reduzir a vulner eu não vou estar fazendo a gestão do risco né OK e como interpretar aquela equação Né quer dizer o que eu tô falando quer dizer de fazer a gestão do Risco eu tenho que diminuir a probabilidade da vulnerabilidade antrópica né e Todas aquelas vulnerabilidades que estão ali vulnerabilidade social tecnológica cultural capacidade institucional gestão legislação tudo isso depende do ser humano em relação à natureza se vai chover ou não se eu tenho mudança climática ou não só depende de uma coisa que eu posso fazer para atenuar
quem Acredita reza fora isso eu não posso controlar a natureza o que eu posso controlar são as ações do homem então eu tenho que trabalhar para diminuir os efeitos antrópicos né e a vulnerabilidade é tão Clara tão Clara Brumadinho Brumadinho foi uma vulnerabilidade tecnológica o desastre de Brumadinho não foi consequência de uma precipitação extrema não foi consequência de mudança climática e assim também quer dizer Todas as outras vulnerabilidades que tá acontecendo no Pantanal agora o ecossistema Pantaneiro tem uma vulnerabilidade Basta apenas uma pequena ação do clima que para para desencadear o que tá acontecendo no
no no Pantanal Ah é o que aí a gente tem desastre ambiental e assim por diante né que não tem absolutamente nada a ver com evento extremo de precipitação E se eu não reduzir as vulnerabilidades eu não vou estar Fazendo a Gestão de Risco e o exemplo do Rio Grande do Sul é uma lição pra gente olhar todos os tipos de vulnerabilidades estão presentes no Rio Grande do Sul casas de bombas que não funcionaram com portas que foram rompidas rompimento de adutora erosão de asfalto pistas quer dizer a gente não tinha no Rio Grande do
Sul nem condições de chegar para atender as populações tem a cidade de Eldorado do Sul que fica no outro lado de Porto Alegre ela é um exemplo de uma cidade Que não poderia ter sido construída naquele local ali era uma plantação de arroz ela fica no nível do Guaíba e do outro lado da cidade tem a AB de 16 que liga Pelotas que funciona como o quê funciona como um Dick a cidade ficou espremida entre o Rio e o Dick da rodovia ou seja fazer Essa gestão de todos esses elementos aí são fundamentais Ou seja
a gente pode pegar fazer qualquer pesquisa sobre os os impactos no desastre do Rio Grande do Sul que a gente vai ver que apesar de ter tido uma chuva muito grande mas se as vulnerabilidades tivessem sido trabalhadas o impacto seria menor do que foi a intensidade do impacto é uma intensidade da nossa irresponsabilidade de fazer a diminuição ou trabalhar para mitigar as vulnerabilidades eu já estou indo pro final e aqui tem uma outra vulnerabilidade né Essa é uma figura muito querida para o pessoal do semadem Que mostra mais ou menos como a lógica do semadem
funciona e a gente fala isso repetidamente cada vez que vai falar sobre o semadem onde é que o semadem trabalha o que que o semadem faz mas aqui nessa figura tem uma outra vulnerabilidade que é terrível terrível não existe nenhum protocolo entre as instituições que trabalham dentro desse sistema hoje nós vemos no Brasil diferentes instituições tentando fazer a mesma coisa e Cada um fala e sem saber Quem recebe aquela informação Qual é a capacidade que tá por trás de quem fala ou seja não existe um protocolo como as instituições têm que trabalhar Não Existe limite
de responsabilidade entre as instituições e a vulnerabilidade das instituições também é crítica no Brasil acho que vocês acompanharam recentemente Como está o Instituto Nacional de meteorologia a situação do Instituto Nacional de meteorologia mostra uma Outra vulnerabilidade ou seja o cadem que não é uma instituição de meteorologia precisa hoje fazer previsão de tempo por quê Porque me desculpe Gilberto Me desculpe o IMP acabou com o CPTEC que era uma instituição reconhecida eu quando fui coordenador do CPTEC eu tinha TRS ou 4 horas sentado na cadeira eu recebi uma ligação do diretor do Centro Europeu do ecmwf
para me parabenizar pelo posto que Eu tava assumindo e me convidando para visitar lá hoje Se você for no interior no exterior ninguém mais sabe o que que CPTEC é e o inem também foi por uma série de ações políticas devastado e aí o semadem tem que assumir um papel que não é o papel do semadem ou seja isso a vulnerabilidade das instituições nós falamos aqui sobre as instituições do as unidades de pesquisas do MCT que trabalham com os biomas brasileiros nós temos o Instituto Nacional de Pesquisas Da Amazônia o Instituto Instituto Nacional do semiárido
o instituto nacional da Mata Atlântica temos recentemente o Instituto Nacional do Pantanal vamos olhar qual é as estruturas que essas instituições possuem hoje para fazer a missão que tem que fazer ou seja a vulnerabilidade institucional é outra questão chave ou seja eu não vou conseguir fazer Gestão de Risco se as instituições que trabalham com Gestão de Risco não Souberem o que tem que fazer e não tiverem condições de fazer aquilo que elas têm que fazer Ah bem então aí também passar rapidamente eu quero só passar para o último slide bem tem uma outra questão também
que é de dados né Se a gente for olhar os dados hoje disponível para fazer pesquisa em desastre é uma Melânia não existe protocolo como esses dados T que ser coletados infelizmente Gilberto na áa de desastre é diferente do que na Área de observação da terra na área de desastre nós temos por exemplo hoje no Brasil o sistema de informação de de desastre que é o S2 ID da Defesa Civil e ele não registra todos os desastres por quê Porque eles é usado principalmente para fazer transferência de recursos do governo federal pros municípios que são
afetados Então os municípios entram no S2 e d e colocam lá toda a informação por quê Porque eles não estão interessados em fazer a gestão do Risco Eles estão interessados em pegar recursos do Governo Federal ou seja então se eu quiser fazer ciência de desastres hoje eu não faço ciência se eu não tenho dado E se eu for fazer olhar os bancos de dados disponíveis é uma parafernália eu não sei qual é a qualidade dos dados Então isso é uma limitação Mas tem uma outra coisa que eu acho que é importantíssimo colocar tá nós temos
Em algumas situações no governo tanto o governo federal Como o Governo estadual governo Municipal que a gente se preocupa em fazer contratação de consultoria para fazer aquilo que o estado deveria fazer e a a eu me pergunto sempre o seguinte ó Por que que nós fazemos investimentos em Recursos Humanos no país Por que que nós fazemos investimento e ter programas de pós-graduação de qualidade se depois na hora que eu tenho que usar o programa de de qualidade o recurso humano que nós Formamos eu vou recorrer a uma consultoria para fazer e o Estado do Rio
Grande do Sul é um exemplo disso infelizmente é um mau exemplo para isso E aí reitora só para completar Pelotas eu sou gaúcho Pelotas é muito caro para mim eu fui Professor visitante em Pelotas 94 95 logo que eu tinha voltado aos Estados Unidos e lá eu conheci a minha esposa então então a a o que nós temos no Rio Grande do Sul em número de universidades nós temos no Rio Grande do Sul mais de 50 programas de pós-graduação que tem nota sete da Caps todas as instituições Estaduais de ensino federais institutos federais possuem capacidade
de auxiliar o reconhecimento que eu falei antes das vulnerabilidades e serem ouvida ouvidas pelos gestores públicos para fazer a mitigação das vulnerabilidades se nós não conseguimos fazer isso por que que nós estamos formando gente se nós não usamos as Capacidades que nós investimos para fazer ou seja tem uma dicotomia entre aquilo que nós fazemos e em algum setor muito separado daquilo que nós deveríamos fazer então eu deixo por aqui apenas essa essa recomendação do que que é fazer Gestão de Risco a gente ouve e é e tem ten diversos exemplos que eu poderia dar logo
depois do desastre de 15 de fevereiro de 2021 em Petrópolis 22 15 de fevereiro a Sbpc organizou uma mesa redonda para discutir aquele Desastre as quatro pessoas que foram convidadas para falar naquela mesa redonda da sbpc Eram quatro cientistas de clima não havia nenhum cientista da área de Ciências Sociais O que que significa é como se nós tivéssemos diz o seguinte se eu quiser fazer uma boa Gestão de Risco eu faço previsão de tempo que era minha visão em 2011 ou seja nós temos que ter um olhar Holístico paraa questão de Gestão de Risco Muito
obrigado obrigado Osvaldo você fechou o ciclo muito bem e trouxe trouxe informações muito importantes pra gente agora nós vamos abrir por meia hora o nosso encontro aqui para fazer tirar dúvidas e gerar perguntas e debate né Eu ofereço a palavra a professor luí davidov que um dos mentores desse clima assim como também a aí qualquer outro que queira falar levanta o braço que eu Passo a palavra bom obrigado obrigado Fernando eh bom bom dia boa tarde a todas todos eh eu tô aqui emocionado com essa mesa olha Espetacular Espetacular né E realmente ainé Precisava fazer
isso hora que isso foi pensado realmente a gente pensou no na situação do Rio Grande do Sul mas H algum tempo que a gente tá falando dos biomas da situação dos biomas no Brasil que é uma grande além de de tudo que foi dito é uma imensa Riqueza pro Brasil que tá sendo desmontada que tá sendo destruída né já H algum tempo no Brasil e em termos de biodiversidade humana vegetal animal é uma coisa impressionante né então agradeço muito a todos os participantes dessa mesa pela pela exposição que fizeram pela contribuição que deram e fico
preocupado com a continuidade desse processo Peregrino porque vocês devem saber que no final final do mês de julho vai ter a quinta Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia e inovação né então eu acho muito importante que essas palestras sejam registradas certo numa publicação e que teria que ser feita rapidamente Tá certo de modo que possa influenciar também a quinta conferência nacional de ciênci e tecnologia e inovação né eu tô lá na eu coordenei a quarta e eu acho que eh me puniram por ter coordenado a quarta me colocando no comitê de sistematização né e documentação
da quinta conferência que Já teve até agora mais de 200 conferências preparatórias né então então esse comitê mas seria muito importante que isso ficasse registrado essas contribuições aqui certo num documento e aí vocês teriam que trabalhar um pouquinho tá certo para fazer assim artigos bem objetivos que mostrassem essa riqueza que foi o debate de hoje eu acho que tem um nome uma palavra que apareceu aí que foi vida Pelo Osvaldo mas tá em outros Depoimentos que é fundamental é vulnerabilidade ela ela pega tudo porque ela pega a questão institucional do Brasil né A questão dos
US que é tão caro ao Peregrino né que tem dado grandes contribuições a crítica barato Exatamente é que tem dado Grande a crítica desse sistema que realmente dificulta inovação dificulta a vida dos do do do de todos os pesquisadores da ciência né e não é é assim em outros países isso é uma coisa de de da cultura Aí sei lá Colonial brasileira não sei de onde é que começou isso mas não é assim você vai na Europa vai nos Estados Unidos o pessoal lá correspondentes a tribunais de contas ele se reúne com cientistas para saber
o que os cientistas estão fazendo para entender o que que é aquilo aqui Não não é então tem a questão institucional tem a questão do uso da terra que é importantíssimo foi mencionado aí então são questões fundamentais que eu acho Que tem que ser trazidas paraa quinta conferência E tem que ser desenvolvidas também então o que queria assim reforçar essa essa essa questão de ter uma publicação sobre isso num Prazo Curto né que pudesse ser aproveitada na quinta Conferência Nacional possívelmente Alguns que estão aqui estarão na na quinta conferência né lá em Brasília né Eu
acho que são temas fundamentais que a o Rio Grande do Sul mostrou dramaticamente o que o o o que que é Essa vulnerabilidade né agora Tem que olhar pra frente então outros países tem as mudanças climáticas mas a gente tá ouvindo falar o que de cidad de Esponja na China na Coreia estão se preparando para isso né Eh quando se fala eu acho que de tarde vai se ver isso também né e o Pampa né com com terreno arenoso né que é compactado né pelo gado pelas máquinas imensas máquinas agrícolas e que se torna mais
impermeável a água da chuva então são coisas ligadas mas População não tá sabendo disso os políticos muitos deles não sabem disso eu acho que isso tem que ser levantado para o bem da sociedade brasileira Então olha muito obrigado parabéns né O Peregrino falou uma coisa no início que eu achei fantástica peregrino É isso mesmo né as empresas estatais tem que ter uma obrigação social com Brasil e isso tá muito assim é muito tá muito em relevo atualmente né E nós temos que perseguir essa prática né Elas existem Para o bem da a população brasileira né
é isso obrigado eu vou passar Prof se Gilberto quer falar Pode passar direto bom eu queria agradecer as palavras gentis do Luiz e manifestar a minha imensa satisfação de estar nessa mesa palestras excelentes Eu acho que eu queria voltar o ponto que Osvaldo colocou de vulnerabilidade institucional quer dizer o semadem por exemplo é um exemplo de uma instituição De eu conheço muita gente muitos fogos do IMP de extremamente capacitados obviamente que essa equipe já tem uma certa idade se o osaldo for olhar ali muita gente já tá aquela foto então nós estamos Eu acho que
o debate o debate sobre é eu queria só comentar Luiz que na realidade essa coisa tem Marco essa coisa dos sistema u ela tem um Marco histórico que a Constituição de 88 então A Constituição de 88 ao criar o Ministério Público da união e ao dar autonomia ao Ministério Público e e a Advocacia Geral da União tinha o grande objetivo de estabelecer Marcos de controle das atividades públicas e certamente os constituintes não imaginaram que esses órgãos pudessem ser eh efetivamente pontos de lwf com contra a administração pública que é o que eles se tornaram em
grande medida ou em Alguma medida dependendo como você colocar cabe então a organismos que fazem pólice como a fep levantar de forma séria A questão do reforma institucional das nossas instituições essa questão começa e Vamos admitir eu sou afiliado ao PT há década mas eu tenho que dizer que o único momento em que isso foi discutido foi no ambiente Fernando Henrique BR pode ter sido o momento talvez não seja o melhor mas obviamente que isso Foi adiado sucessivamente pelos governos petistas uma vez eu sentei com o presidente do PT em São Paulo vou dizer o
nome ele é ministro ele me diz eu sei que as instituições precisam de reforma mas nós não podemos brigar com o sindicatos quer dizer era uma coisa que mostrava uma certa incapacidade do partido então no poder de entender as necessidades de longo prazo do país E hoje nós estamos vivendo uma Situação que ou é essa aliança que está tentando governar o Brasil ou é a barbárie e é com isso que a gente tem que lidar e organismos como a fep tem um papel fundamental porque você Peregrino pira são gestores reconhecidos pela sua experiência e pela
sua capacidade de levantar esse problema porque há aqui um órgão há que ser levantado isso como um tema de pce fundamental para a efetividade do do do fndct para a efetividade dos recursos Distintos porque eu não vejo como a gente conseguirá avançar na Ciência Tecnologia brasileira sem uma fundamental reforma o que a gente tá hoje é muito tênue mesmo as vitórias que a gente conseguiu são muito tênues perante os riscos que se colocam hoje paraos gestores públicos que enfrentam desafios inomináveis para manter o pouco que conseguir Obrigado Gilberto eu vou passar então para Regina né
primeiro Depois a Mariana eu queria só fazer um complemento ao que o Luiz eh bem pontuou não é eh e e fazendo um link teremos daqui a pouquinho as eleições para as prefeituras não é e é uma pergunta que tem sido recorrente recebida lá no CAD né como é que nós podemos contribuir para que os novos gestores né nos 5570 municípios do território brasileiro se preparem né para esse planeta mais quente já com quase 2 graus com eventos Cada vez mais extremos e mais frequentes e com certeza com os impactos que vão né além eh
do que a gente tá acostumado a ver então pegando o desastre do Rio Grande do Sul setembro já tinha sido um desastre também alertado pelo semad com antecedência 54 mortes significativos impactos socioeconômicos etc agora sem sem proporção mas é possível fazer diferente se a gente que monitora todo dia no final de março de 2024 teve também chuvas bastante significativas aqui na região serrana do Rio de Janeiro que caiu sobre Petrópolis e que foram chuvas tão eh eh intensas quanto as que a gente tem registrado em outras cidades que são vulneráveis aos riscos de desastres e
quem acompanhou aquele desastre teve mais de 500 deslizamentos de terra em Petrópolis e quatro mortes né então a cidade se preparou antes para lidar com aquele evento e mortes você não consegue como o Osvaldo muito bem pontuou a gente não consegue fazer com que a ameaça não haja mas é capaz é possível fazer diferente né é possível salvar vidas e claro a gestão do risco de desastres tem várias etapas né Nós cuidamos do que a gente chama de pré-desastre Mas o que o município precisa fazer o que o estado precisa fazer que são os planos
de preparação os planos de prevenção os planos de contingência Todas aquelas ações não é que se ir lá pra Ponta E aí A gente vai além da escala da cidade tem que ser na escala intraurbana então só assim a gente vai não V como também Osvaldo bem destacou não é países ricos não tem áreas tantas áreas vulneráveis quanto Temos no Brasil e os pobres não tem condição de fazer Inovar como o Brasil inovou mas nós somos capazes de mudar esse cenário que nós temos vistos e esse do Rio Grande do Sul É de fato tem
que ser uma mudança de paradigma até para que os novos dirigentes dos dos Municípios daqui a pouco incorporem né que em suas agendas precisa levar em conta essas questões associadas ao ambiente a e todas as vulnerabilidades que também foram destacadas Mariana Obrigada eh primeiro eu queria agradecer o Gilberto pela colocação aí sobre a dificuldade do uso de recursos eh esse é esse é um problema em todas as áreas e é desanimador e às vezes também a gente se sente mesmo desrespeitado né Eh como cientista no Brasil então Obrigado giberto por pontuar isso e eu queria
resgatar o que o Osvaldo falou que só nos resta rezar né quando quando se trata eh de eventos de eventos naturais é claro que a gente tá falando aqui essa mesa sobre sobre desastre são eventos pontuais extremos Mas eu quero só deixar registrado nessa mesa de que tem alguma coisa a fazer mais do que rezar né a gente tem que reduzir a emissão de gases De efeito estufa a gente tem que deixar isso registrado tá né Eh por mais que a gente esteja falando de situações de desastre a gente também não pode ter uma postura
de aceitação Porque existe limites na na adaptação então reduzir a vulnerabilidade é uma medida de adaptação climática mas a gente precisa também ela tem que ir eh também junto com mitigação climática então precisa reduzir a concentração de gás e efeito Estufa porque existem limites para adaptação Porque tudo que a gente pode fazer eh e em termos de de reduzir a vulnerabilidade das pessoas dos ecossistemas existem Como eu disse ecossistemas e e sistemas eh humanos também que são muito sensíveis e que não há não há adaptação que dê jeito então a elevação do nível do mar
muitos muitas regiões costeiras vão ser perdidas a gente sabe geleiras já eram quem quiser ver Coral é bom que veja logo porque são Sistemas extremamente eh sensíveis a gente vai perder esses sistemas e se a gente não não atacar o problema e na sua origem que é a concentração excessiva de gas de efeito estufa então não tem já não tem né Eh manejo de de de risco de desastre que dê conta a gente consegue dar conta no no no no curto no Médio prazo no longo prazo a gente a gente tá vendo uma situação que
que se torna desastrosa então é claro que eu sei que todo mundo concorda com isso aqui nessa Mesa a Regina O Osvaldo Mas é só para deixar deixar isso aqui registrado eh obrigado rebate fazer uma provocação aqui para você aqui da que vem externa nós temos uma audiência externa e veio uma pergunta de um companheiro nosso o Girão ele é presidente do Clube de Engenharia e ele pede exatamente a você no é Gilberto ambos Então por que contrataram uma empresa de consultoria holandesa Para tratar da questão do do do Rio Grande do Sul essa é
uma provocação boa viu ah não eu eu essa pergunta se não fosse para mim eu gostaria de responder também tá mas não eu acho que o que a Mariana falou eu concordo integralmente Tá então não é não é digamos assim a a uma uma tréplica Porque que tu falou tá eu concordo plenamente contigo tá Mariana Mas eu só quero colocar um outro olhar de física nesse problema também que o luí vai me entender o que eu tô Dizendo nós temos quando a gente estuda física a gente aprende algumas coisas sobre as leis da natureza nós
temos uma lei que eu acho que muitas vezes a gente poderia usar para o nosso cotidiano e a gente tem dificuldade até mesmo de ensinar os nossos alunos que é a segunda lei da termodinâmica a segunda lei da termodinâmica ela é muito muito clara muito simples que a gente quiser Traduzir eu até costumo quando eu vou Dar aula paraos meus alunos Eu costumo dizer o seguinte a segunda lei da termodinâmica explica a diferença entre Paixão e Amor quer dizer no início a gente tem uma alta concentração sei lá do qu e no final aquilo vai
caindo sabe o sistema vai se ajeitando vai indo vai indo pro estado estacionário pro estado de Equilíbrio o estado de mínima energia o estado de máxima entropia mais ou menos isso diz a segunda lei da termodinâmica Ora a segunda lei da termodinâmica nos diz também o seguinte ó se eu quiser manter um sistema fora do Equilíbrio Só só tem uma maneira de eu fazer isso eu gastar energia para isso eu tenho que gastar energia para um sistema tá fora do equilíbrio o caso mais simples é o pêndulo essa questão de mitigação Mariana eu olho também
nesse sentido tá nós temos o planeta tu tem 5% das pessoas do planeta que consomem 35% de energia ele é completamente fora do Equilíbrio então a questão de mudanças climáticas ela tá relacionada ex não quer dizer existe uma nós estamos violando a segunda lei da termodinâmica enquanto seres humanos e o preço que nós estamos pagando vem Através disso aí agora essa questão que foi colocada do da Consultoria e foi exatamente por isso que eu coloquei aquela frasezinha final lá em vermelho Tá ora a Holanda é um país que a gente sabe Que possui uma grande
sabe de fazer gestão de recursos hídricos e fazer mapeamento de inundações e trabalhar com isso a Holanda tem um uma instituição que ela é reconhecida mundialmente que é a delaris a deltares é expert uma das melhores instituições do mundo que trabalha com a a questão de inundação quando eu era diretor do caden a deares me procurou para fazer um acordo de cooperação eu disse acordo de cooperação Perfeito vamos fazer nós temos muito a aprender com vocês mas na verdade o que que eles queriam era vender serviço pro semadem eu digo meus amigos me desculpem o
semadem é uma instituição de pesquisa Nós não compramos serviço eu acho que quando o Rio Grande do Sul faz isso contratar consultorias para fazer muito bem ótimo nenhum problema mas se não houver transferência de tecnologia transferência de Recursos Humanos capacidade de nós aprimorarmos o Que a gente faz nós estamos comprando um servço e desconsiderando as capacidades existentes nas instituições o Rio Grande do Sul possui Instituto de Pesquisas hidráulicas o Instituto de Pesquisas hidráulicas fez repetidamente agora o mapeamento da inundação de Porto Alegre e fizeram com sacrifício fizeram com sacrifício eu tive reunião com o diretor
em exercício do Instituto de Pesquisas hidráulicas e diz Osvaldo nós tivemos que trabalhar final de semana com Bolsistas Porque nós não temos capacidade de rodar isso para todo o Estado do Rio Grande do Sul de uma forma operacional Então por que que o Estado do Rio Grande do Sul não investe numa instituição que já sabe como fazer e o que tem que fazer e vai comprar produtos de uma instituição do exterior que não vai aprimorar aquilo que nós fazemos no Rio Grande do Sul ou seja o Rio Grande do Sul podia fazer uma cooperação entre
o Instituto de Pesquisas hidráulicas e o Deltares para fazer em conjunto aprimorar nossas capacidades e podia até pagar um valor para isso não tem nenhum problema sabe mas se eu não faço esse tipo de cooperação para aprimorar as nossas capacidades todo o investimento que nós fizemos informar pessoas tá sendo jogado no lixo tá sendo desconsiderado então alguém aqui falou que a acho que foi a Mariana né que falou que se sente desconsiderada como cientista né imagina os cientistas do Iph da UFRGS vendo o governador sentar ao lado de uma empresa externa para fazer isso é
um sabe é uma então não sei se a resposta foi polida Mas seria preciso dizer isso não precisava ser tão polida mas eh eu acho que tá aberto ainda mas deixa eu só fazer um comentário aqui o existe uma política agora de chamada nova indústria que a fep tá engajada Gilberto eh que Visa adensar o que a gente faz aqui não votar as coisas Eh primariamente no exterior para depois tornar sobre bens manufaturados então a nova indústria Visa basicamente isso e vai requerer da do nosso componente científico tecnológico muito esforço transformar lítio que tá debaixo
da terra num micro eh chips ou alguma coisa do tipo requer muita engenharia muita tecnologia que se for feita aqui é muito melhor do que comprar lá fora pelo menos uma parte né Eu fuiz agora um seminário um evento e só para vocês terem uma Ideia nós estamos fazendo esse evento aqui tem 60 pessoas pessas remotas e tem aqui umas 40 50 pessoas a dis ah mas muito pouca gente vai se propagar nós vamos acolher essa sugestão de divulgar essas coisas por escrito Vamos tentar fazer um esforço a mais com vocês vocês me darem a
Ima sugeri duas páginas três páginas Quatro páginas nós vamos editar isso e colocar isso na conferência nacional mas eh eu esse essa esse evento que eu tava falando aqui o summit Primeiro é tudo em inglês eh ninguém faz mais reunião é tudo summit o fazer uma reunião não tem reunião é summit é não tem cimeira essas coisas não existe é summit qualquer reuniãozinha é sumit aí isso cria um charme E cria uma força já eh interior mas eu fui nessa conferência ali na cidade das Artes para quem não sabe aqui na na Barra da Tijuca
eh uma multidão assistindo Energy summit uma conferência Sobre energia muito boa palestras assim cheias de gente auditório de 300 400 500 pessoas durante 3 dias pessoal todo foi mobilizado os patrocinadores aí eu fui ver quem são os patrocinadores nada contra eram empresas petroleiras empresas energéticas empresas que TM interesse em um pouco fazer a cabeça foi ótimo evento parabenizei O organizador um colega nosso ele fez muito bem esse trabalho mas a gente precisa aprender também a Fazer do nosso discurso uma mensagem mais palatável mais audível assim pelos pela nossa sociedade não tô fazendo crítica a ninguém
da comunidade científica mas é preciso dialogar mais com a sociedade fazer o o Imaginário funcionar porque senão nós vamos ficar reclamando que sempre o isolamento nosso n nossas mensagens eh será sempre uma contínua Tô num sistema muitos anos por isso que eu fico falando essas coisas aqui não adianta quanto aos mandarins ou Zus eh realmente é uma tragédia que nasceu na Constituição de 88 quando deram todo o poder pleno poder a categoria chamada Ministério Público o procurador tem mais força do que um instituição ele é a instituição ele é o arbítrio ele é só solitariamente
Ele Decide se você vai presa agora ou não porque ele tem esse poder que nem a instituição dele tem E se alguém admoestar ele ele pode mandar aprender também porque fez alguma insinuação Então é uma tragédia hein giberto é uma tragédia que a gente deixou crescer eh E você já deu o nome aos bois deixou crescer mas é preciso corrigir senão os nossos recursos da fnep por exemplo não nem sempre serão bem eh ou eficazmente alocados nós temos r bilhões e meio de reais esse ano o ano passado aplicados 12 bilhões esse ano o ano
que vem vão ser 14 não é Rodrigo mais ou menos 14 bilhões de reais nunca tivemos tanto dinheiro assim a finesta graças ao Esforço que nós fizemos no passado e o o governo Lula e o o presidente Lula baixou a a taxa TR nós captamos a 2% com mais spred nós temos muito recursos financeiros mecanismos financeiros ten capacidade de alocar Mas eu creio que a gente precisaria alocar melhor se tivéssemos menos em posição eh burocrática e hierárquica burocrática que o sistema público tá tá mergulhado eu vou eu vou deixar agora Marcelo quer falar Marcelo então
Vou passar a palavra para você a gente tá caminhando pro encerramento Depois a mácia depois a gente vai caminhando pro encerramento que tem um almoço aí para vocês tá só para estão aqui né eu vou aguardar meu almoço aqui Eu lamento você não veio a vuu tem um tem um evento aí que eu tô organizando então fiquei com medo Olha só eh Na verdade só quero dar um um reforço da daqueles que né eu estou aqui acompanhei de perto do Que tá acontecendo seja na Região Serrana ou seja mesmo aqui na região da planí onde
eu me encontro né Pelotas Rio Grande mas eh quando a gente olha para eh ou tenta pelo menos entender né O que está acontecendo como fomos atingidos e o que fazer agora eu gosto muito da relação entre essas três perguntas mas eu começo eh a olhar para coisas que a gente acompanha há muito mais tempo né o Pampa ele primeiro é um ambiente de áreas abertas mas não se limita apenas a Isso eu tenho diferentes fisionomias de vegetação inclusive florestas inseridas no contexto do Pampa o mosaico campo e Floresta tem o áreas muito baixas planas
e úmidas associadas à planí Costeira com riqueza de Corpos hídricos de áreas úmidas enfim e tem áreas mais eh Campo aberto Limpo alto cilhos em outras regiões tenho situações em que a precipitação ela é mais regular tenho situações em que a falta de ação é algo que faz parte do contexto de Formação Deste bioma aliás tem até questionamentos não seria um antropi oma em razão da nossa presença e antes de nós os grandes prestadores mas o fato é que é importante dizer que a gente vive num cenário em que a destruição é uma constante muito
a ver com as flexibilizações impostas né que vem são recorrentes e ainda presentes muito presentes né Eh flexibilizações na legislação nas normas flexibilizações n eh nas formas de uso né uma tentativa de Excluir críticas da ciência porque tem muito disso né Tem cientista com que é convidado a participar tem cientista que é convidado a fazer parte muitas vezes de determinados momentos de crise como a gente viu agora mas são cientistas escolhidos meio que eh a dedo aqueles que não nunca se expuseram não fizeram críticas contundentes ou que não foram contrários Em algum momento mostrando verdades
isso é muito é muito real aqui né a gente vê percebe muito isso aquele Cientista enfim que talvez não seja tão ou não tão conhecido ou não tão exposto eh esse consegue fazer parte daquele momento e depois acabou e é sempre uma cultura de muita política e pouca técnica pouquíssima técnica na tomada de decisão e isso faz parte um pouco da nossa desgraça que é para Além da questão de mudanças climáticas né a gente tá falando Eu tava escutando né o professor falar da questão da Holanda eu mesmo me manifestei muito com relação a Isso
porque não é possível que num estado brasileiro como do Rio Grande do Sul que tem tantas universidades e tem tantos programas qualificados de pós-graduação e tanta gente né que trabalha pela ciência que não seja considerado contemplado num momento deste porque estudos não faltam força científica não falta e quando a gente fala por exemplo de coisas que parecem precisam ser importadas como cidades esponjas a gente desconsidera eu mesmo Que trabalho com áreas úmidas há muito tempo nós já somos cidades esponjas por natureza e o problema que a gente vem destruindo né as nossas práticas Horrorosas de
ocupação nos Espaços da cidade simplesmente vem queimando esse serviço Ambiental de inclusive sequestro elevado de carbono e também de minimização de entes e alargamentos né ou eh eh ou avanço né Eh da das águas sobre áreas que são naturalmente vulneráveis E aí isso é importante dizer Né Nós somos um estado vulnerável e a vulnerabilidade eu vejo assim como algo que parece relativamente fácil de apontar eh muito simples de evitar mas terrivelmente difícil de corrigir depois que a gente se coloca em situação de vulnerabilidade é é muito difícil de resolver o problema porque por mais que
a gente alerte por mais que a ciência coloque que não se deve né ir caminhar edificar eh transformar um determinado Espaço isso é feito porque a ciência não é escutada e uma vez isso colocado lá quando um evento nos pega corrigir isso não é tão fácil porque a resposta política vai na frente se reúne uma comunidade se diz que se vai ter que se vai dar o apoio que se vai abraçar só que o problema permanece lá e aquelas pessoas amanhã ou depois Podem perder tudo inclusive suas vidas é o que a gente tem visto
então é muito triste o que a gente vê aqui e com toda a certeza Se reproduz pelo país inteiro eu que tem a Márcia depois da Márcia a gente concluir também gaúcho Bom dia a todas e todos eu queria aproveitar algumas falas aqui e fazer uma pergunta se pergunta e também eh uma colocação em relação a ao que nós teremos como resultado da da quinta conferência porque todo mundo aqui nas todos os palestrantes eh mencionaram as questões climáticas Elevação do clima como um dos problemas que é crucial não só pro Brasil né não só para
esses problemas esses desastres que nós temos vivido nesses últimos tempos e que vamos viver com mais intensidade ainda no futuro eh minha pergunta seria se não não tá muito claro como orientação paraa quinta conferência que o tema principal de orientação para todas as políticas eh do ministério né Principalmente mas também com a para as instituições que são coligadas que Deveriam eh focar na questão da da mitigação climática ou da transição climática né E nós focarmos as políticas de uma forma geral eu sei que tem uma série de outras de outros temas que são necessários mas
me parece que esse é urgente e me parece também que ele deve a atenção a ele não deve ser dada por um ano por um período ou por alguns programas deveria ser uma uma ação eh coordenada uma ação estruturada né temos aí várias colaborações de da academia Inclusive para fazer essa construção né mas eh eu vejo que a gente nós sempre sofremos com a escassez de recursos sempre sofremos com a escassez a que foi comentado aqui as vulnerabilidades né de equipe e tal se nós não focarmos para fazer uma ação contundente a gente vai chegar
daqui a 10 anos com muitos outros desastres eh tendo ocorrido e ainda achando que precisamos fazer alguma coisa então eu acho que poderíamos eh na quinta conferência ter um foco um foco Claro nesse tema e com com objetivos bem estabelecidos e monitoramento dessas ações para fazer realmente uma diferença Obrigado Márcio eu vou passar pro pro Gilberto para ele comentar então Márcia eu acho que aqui sendo tentando ser Politicamente correto que é difícil para mim vamos fazer um pouco uma análise do que tá acontecendo porque eu tento sempre analisar do ponto de vista de Police você
no assim no contraste que se Estabeleceu entre o governo anterior a barbárie de bolsonaro e a aliança que foi montada é tão grande que às vezes a gente esquece de de ser crítico o suficiente para as questões internas dentro da atual coalizão dominante E essas questões elas se refletem na conferência que eu me lembro não houve uma reunião Preparatória paraa conferência atual sobre a questão do clima porque há Vamos ser Claros uma divisão mal colocada e fluida dentro do Governo federal entre grupos que são desenvolvimentistas tradicionais né Se eu tivesse no tomando chá com o
luí eu chamaria de leninistas né e mas se como eu não tô chamando o chac com luí eu não chamei é que entendem o seguinte o desenvolvimento a indústria e a política a nova dita nova política Industrial ela reflete essa visão cham ass cepalina Tá certo ainda forte na Lógica desenvolvimento é indústria tanto que se você olhar para document política Industrial a parte de serviços a parte de software a parte de Capital vamos dizer assim de propriedade intelectual ela tá muito escondida dentro da do documento porque o documento é um documento cepalino né Eh aí
o que ocorre e dentro do governo Você tem dois lados em um é identificado com o mmma Marina mas você tem o hadad de um certo lado e você tem um outro Lado que é Rui Costa que é o próprio o Lula se equilibrando mais a Petrobras Ministério do meio ambiente que é a fo do Amazonas Então e o ministério pouco diz a respeito e eu você me reclamaram muito que eu critiquei no Twitter então eu tô eu fiz uma promessa que eu não ia fazer crítica pública mas vamos dizer o seguinte não prima pelo
mcti hoje uma visão sobre a questão CL porque não é só Sobre mudança climática é mitigação e adaptação você não tem hoje no ministério uma condução política de política de ciência e tecnologia explicitamente para essas áreas eu tô dizendo assim não é quer dizer que tem um cara super qualificado lá Osvaldo ele é qualificado muito conhece o assunto muito então não é culpa não é do não põe a culpa no cara que tá lá embaixo Mas assim na condução política de Largo caso que por exemplo Se você vê o Haddad conduzindo o Marina conduzindo você
vê de um lado se você vê o Rui Costa e o Ministério do e a Magda da Petrobrás eles estão abertamente dizendo o que eles querem o nosso ministério não diz abertamente nem Desert nada do que eles querem então hoje nós enfrentamos um cenário em que o nosso documento de política Industrial ele está poderia quando eu li o documento eu falei esse documento poderia ter sido Publicado em 1964 Ou pelo menos un anos poderia ter sido assinado pelo gisel e pelo Reis Veloso para assim é é um documento Reis Veloso tá para pegar uma pessoa
neutra em termos mas é um documento res Veloso é um documento Conceição quer dizer não é um documento que reflita que a Apple a Microsoft a a Google alphabet o Facebook hoje todos têm uma capitalização muito maior do que as indústrias tradicionais o se você ler Esse documento parece que tá no mundo do passado então há uma coisa mais dura que é a atual gestão de gestores que levou aquele documento não fez o adjori aí que eu digo o seguinte a nossa economia nossa economia desenvolvimento ainda está preso a visão calina do mundo não consegue
explicar como é que a Apple chegou onde chegou como é que a Google chegou onde chegou se você lê aquele documento é um Documento do passado que tem coisas muito importantes mas não sinaliza qual é a economia do conhecimento para onde vai essa economia por isso que infelizmente Esse é o reflexo dessa grande coalisão que mistura leninistas e ambientalistas e a gente tá vivendo e tocando o dia a dia obrigado eh deixa só botar um pouquinho mais de pimenta nesse negócio aí eh de fato ele é um documento mesclado de e visões cepalinas mas ele
contém alguns ingredientes ainda não Completos e fechados e por isso que é bom que eles sejam uma política porque essa é a grande eu ressalto Isso é uma política explícita não é uma política implícita é abrangente porque é muito horizontal toca na universidade é uma política Industrial que toca na universidade se tangencia a universidade na área de formação de recursos humanos que tá lá escrito então isso já é já não é uma política Industrial convencional como eh alguns eh dizem então eu eu acho Que a discussão da nova indústria tem a ver com mudança climática
Claro porque se ela propõe a substituição dos das fontes fósseis por Fontes limpas de energia eólica etc etc etc ela tá propondo uma mitigação dos danos que os os combustíveis fósseis têm causado e que causa esses desastres que você mencionaram não sei como ela não não é abrangente ela é abrangente agora Talvez não seja suficiente suficiente porque quando eu sempre falo isso nas minhas Palesta enquanto tiver o banco central nessa posição que tá não existe uma política determinada pelo governo porque quem faz o orçamento público na minha opinião na minha opinião é o banco central
ele enxuga a moeda ele diz a inflação que vai ter o crédito que vai ter o câmbio ele diz tudo ele gera as premissas de um orçamento público então Eh esse esse é um é uma lacuna da da nova indústria mas eu acho que é um bom debate eu acho que você começou a falar De um tema que a gente poderia depois explorar na frente né E quanto a E quanto a conferência nacional nós estamos a programação da quinta conferência tem vários assuntos que que tocam nisso mas tem um que a gente tá coordenando eh
que é a co que é são as startups e deeptech parece uma coisa ingênua mas quem ler quem quem tomar conhecimento dessa literatura sobre deeptech que incompleta também mas que provoca situações diferentes da da Apple da e Space x eh Microsoft tudo isso tá sendo superado pelas Tex porque são já são empresas Ou embrião de empresas que dizem respeito a tecnologias inexistentes então é um é uma polêmica nós estamos fazendo esse trabalho aqui viu Gilberto convida você também a me ajudar Nisso porque essas eh essas coisas vão ser discutidas na conferência mas a conferência é
eminentemente um ambiente heterogêneo de eh eh eu diria assim que vai tocar em Vários assuntos de uma forma talvez descoordenada mas deve sair diretrizes deve sair aí os bolsos eh de diretrizes para depois fazer uma política pública explícita não é um hein estratégia é uma estratégia Nacional essa estratégia Nacional vai emergir de de alguma coisa que surge nessa conferência né e enfim vai aí luí você pode pegar Primar dizer o seguinte a gente podia tomar não um chá mas um vinho eu acho que aí e a conversa seria Mais assim eh apaixonante Mas então eh
eu acho sim que a gente tem um longo caminho para trilhar e que vi uma questão aí que aparece que a Ilma conhece muito bem né fala-se Por exemplo de soluções né possíveis soluções para essa deterioração dos biomas para essa para essa destruição dos biomas e o que tem se falado muito é numa desde muito tempo a Ima foi uma das pioneiras disso assim como foi aberta B né no sentido de dar Uma alternativa à exploração sustentável dos biomas né E muito bem então isso aí as pessoas falam da biotecnologia da biodiversidade etc mas onde
está a população local nisso E aí aí começa a fazer uma diferença Tá certo Quer dizer você não vai conseguir resolver o problema da Amazônia né com indústrias que pegam a biodiversidade da Amazônia e vão fazer uma biotecnologia por exemplo em São Paulo né não vai ressolver porque o pessoal de Lá vai continuar cortando madeira vai continuar fazendo mineração porque eles têm que viver né Então essa questão de de harmonizar né A questão industrial da produção industrial do aproveitamento da biodiversidade com a questão social é uma questão que tá sendo pouco Vista Tá certo então
é uma observação que eu queria fazer e aí uma me ensinou muito sobre isso tá certo bom o o segundo comentário é sobre conferência nacional é só para não com grandes esperanças eu Coordenei a quarta Conferência Nacional Eu sempre faço uma piada em relação a isso perdoem Peregrino de pegar um pouquinho de tempo só para essa piada para aliviar um pouquinho né que é o seguinte é uma coisa que aconteceu no Brasil n tinha um chofer de caminhão no município brasileiro né e tem aquelas frases que eles colocam atrás do caminhão né então a frase
que ele coloca eu vou não vou usar as palavras exatas assim eu quero eu quero é rosetar falou Uma coisa assim né o prefeito da cidade interviu dizendo isso é atentatório né a família os bons costumes então mandou ele apagar aquela frase então Ele apagou e continuou no e escreveu no lugar continuo querendo né continuo querendo então em relação às propostas da quarta Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia eu posso dizer o seguinte continuo querendo um grande número delas continuo querendo algumas foram implementadas Tá certo muitas não foram Né Eh até pela pela heterogeneidade da
da política brasileira da população os biomas continuaram sendo devastados não é no no último governo especialmente nãoé eh a intervenção a liberdade das instituições no sentido de de a questão do sistema u né foi levantado lá né E então são questões difíceis de enfrentar como é que a gente enfrenta isso a gente teve uma discussão na na na a mê atrás sobre a quinta conferência não adianta fazer uma quinta conferência ou qualquer Conferência só com as pessoas que estão envolvidas nisso tem que envolver a sociedade como um todo na quarta nós tentamos tinha lá movimentos
sociais tinha tinha índio indígena lá né um Cacique lá falando né tinha sindicatos participando né agora foi foi pouco ainda foi pouco ainda então envolver a população disso foi o que O Peregrino disse né envolver a população é muito importante senão você vai fazer uma bela conferência depois sai uma bela Estratégia nacional que até teve baseada na na conferência teve o livro azul né e as políticas públicas não seguem aquilo então algumas foram seguidas mas muitas não então acho que o envolvimento da população é um desafio para todos nós como é que a gente faz
isso é só um comentário que eu queria fazer é você quer falar vamos eh o almoço tá quase pronto você eu acho que deve est tá tá hein é no segundo aná nós vamos para lá tá oferecido eu queria só Sacramentar aqui com vocês vocês Stam produzir três páginas junto com os slides Nós transformarmos num já pronto você vocês vão receber o livro que uma pequena e modéstia contribuição que a fep fez ao produzir 12 seminários sobre aspectos de uma nova política e de industrialização aspectos né trouxemos especialistas como vocês em vários tópicos bioeconomia energética
novas fontes a questão social trouxemos Agricultura Familiar tremos João Pedro estre para falar trouxemos Ministério da Agricultura foi plural né a o tripé governo sociedade e a comunidade científica falou aqui e esses eh essas palavras foram gravadas e depois reproduzidas nesse livro que a Ima que ajudou muito Luiz e todos nós aqui então Eh eu vou deixar esses livros com vocês com uma lembrança desse evento vocês afirmaram aqui que vão nos dar em 10 dias quatro páginas e mais slides a Ima vai a gente vai terminar vamos Produzir alguma coisa para levar pra conferência inclusive
as críticas aqui eu acho que muito boa dos dos mandarins e dos dos Pinguins eu acho que muito Sutil eh eu acho que nós vamos levar também isso vamos vamos me somar essa sua batalha aí né do controle excessivo eh n não é nós não somos contra o controle né Nós somos contra o controle excessivo Passou da da linha vermelha e passou a dominar as políticas públicas é isso eu só tenho agradecer foi muito bom Esse evento ele não não abrangeu tanta gente mais 60 pessoas remotas abrangeu o suficiente e a gente abre fecha aqui
para o nosso almoço e voltamos a que horas 14 14 horas nós voltamos palmas para você segundo andar tem que pegar um elevador aí para seu b o lanche