[Música] Olá o nosso curso né vem falando sobre é avaliação e intervenção E aí vocês ficam Cadê a avaliação Cadê a avaliação lembra que eu falei para vocês a gente precisa entender primeiro tudo que tá acontecendo a gente precisa entender Quem é esse idoso né observar ali como que as coisas estão acontecendo aí no dia a dia dele mas hoje vamos dar início à nossa avaliação mas a gente ainda não vai trabalhar com os testes porque pra gente fazer uma avaliação eu vou precisar então conhecer este idoso conhecer quem cuida desse idoso quem está né
o ambiente que este idoso vive E para isso isso a gente vai fazer então avaliações faremos entrevistas faremos observações Então a gente vai ver o que que é preciso para que a gente aí sim entre eh eh nos testes Tá bom então avaliar um idoso é diferente de avaliar um adulto então pra gente já começar porque a gente fala muito assim a avaliação infantil do Adolescente e f do adulto e muitas vezes a gente quer utilizar os mesmos protocolos dos adultos nos idosos dependendo do que a gente quer avaliar eu posso utilizar os protocolos dos
adultos não tem problema mas em alguns casos eu preciso de protocolos específicos por quando a gente fala desse envelhecimento dessa parte aí do envelhecimento né quando a gente tá aí né a gente vai fazer uma avaliação de um idoso a gente tem características específicas neste processo de envelhecimento que serão relevantes Neste contexto então a gente não vai poder avaliar de qualquer forma ah eu faço uma annese igualzinha eu pergunto as mesmas coisas não tem alguns pontinhos que serão específicos no geral a gente vai perguntar muita coisa que tem numa anamnese de adulto que acontece né
muita coisa relacionada da rotina mas o nosso olhar em relação a essas respostas também vai ser um pouquinho diferente por isso é importante então que a gente compreenda a história a origem onde ele reside as crenças que ele tem onde ele trabalhou se ele ainda trabalha se ele não trabalha mais como que foi esse processo aí de aposentadoria como que é a família né que ele tem hoje tem filhos tem netos Ele estudou onde ele estudou Qual a renda que ele tem isso tudo faz diferença né quando você fala assim pris saber da renda dele
por ele precisa de medicamento onde ele mora com quem ele mora essa renda acontece o qu com ela parece que não mas às vezes a gente vê pessoas que a renda a família cuida e às vezes o o idoso tá sem medicamento e pelo que ele ganha ele teria dinheiro para ter esse medicamento Ah mas a gente vai se envolver nisso não mas a gente vai compreender tá tem coisas que é claro se o e eh a gente olhou também ali os direitos a gente olhou leis né também que são que são pertinentes Então tudo
isso a gente vai ou passar para alguma instituição que trabalhe com idosos para cuidar disso né de dar essa informação de fazer ali uma denúncia isso tudo a gente também tem que observar né não quer dizer que ah porque o idoso chegou lá a gente já vai fazer uma denúncia não a gente tem que entender o que que acontece porque que as pessoas tem pessoas que estão junto que não estão ajudando Então tudo isso a gente precisa ter todo um contexto de todas as coisas que estão acontecendo tá bom a gente precisa então também perguntar
e também saber quem trouxe essa demanda pro consultório tá na maior parte das vezes a demanda não é a queixa principal na realidade são pequenas demandas que se juntam e tem uma das coisas que foi mais marcante para quem tá trazendo ali né alguma coisa assim de não fazia isso antes e agora faz mas não é só aquele ponto que foi levado que a gente vai ter como importância ou como demanda a gente vai ter outras coisas que serão trazidas pra gente pensar e e em outros déficits por exemplo Tá bom então a gente vai
ter um olhar especial para esses déficits e a gente vai pensar em é sensoriais relação de perdas funcionais quando a gente vê esse idoso e audição visão mastigação possui incontinência urinária fecal equilíbrio marchas tudo é importante ele faz algum uso de medicamento a gente fala daquela polifarmácia né é um uso crônico já de cinco ou mais medicamentos ou ele utiliza um remédio específico a gente precisa entender isso quando a gente tem uma grande quantidade de medicações a gente tem que entender para que que serve cada uma delas pra gente saber se uma não tira o
efeito da outra ou uma faz com que o efeito seja potencializado né Às vezes a gente fala ah mas o idoso agora tá porque às vezes uma coisa tá potencializando e quando eu digo potencializando nem sempre é para melhor Às vezes a gente também tem que pensar em em cima disso e como também está a cognição e o humor deste idoso e tudo isso todas essas questões que eu coloquei até agora a gente vai iniciar então fazendo uma entrevista uma anamnese onde o profissional vai buscar então conhecer melhor esse paciente e muitas vezes eh dentro
da entrevista a gente vai ter a presença de familiares próximos e de e dos cuidadores se tiver cuidador tá que é muito importante também a gente ter esses relatos a avaliação normalmente é realizada por um profissional de saúde quando a gente fala profissional de saúde é um profissional seja bem treinado Que conheça Como são os idosos Que conheça os instrumentos que vai usar e ela pode ser feita tanto num ambiente hospitalar clínico eh temos um idoso que tá acamado ou que tem uma mobilidade muito ruim pode também ser feita de forma domiciliar né então sempre
a gente vai analisar onde a gente vai atender como a gente vai atender e esses porquês né quando a gente tá falando de um adulto que ah eu vou ali fazer a minha terapia eu vou para fono eu vou ele pensa Ah eu vou de ônibus eu vou de de trem eu vou de metrô vou de carro eu vou a pé né eu vou de dia eu vou de noite eu vou depois do trabalho eu vou antes Ah eu posso eh ir no horário de trabalho que eu sou que eu sou liberado então tem muitas
coisas que acontecem aí nesse dia a dia que vão auxiliando ou não agora eh quando a gente tá falando do Idoso às vezes é um idoso que não dirige às vezes é um idoso que já depende de alguém né os horários então ele se ele depende de alguém o horário vai depender de quem cuida dele né E às vezes quem cuida dele não tem o tempo integral ali para ele cuidar dele não quer dizer que tá ali o tempo às 24 horas do dia junto com ele mora às vezes na mesma casa né quando a
gente fala se tem ou não tem cuidador a gente vê muitos cuidadores levando né o os pacientes para as consultas para fazer aí as atividades que eles precisam então por isso que é muito importante a gente fazer essa entrevista e trabalhar bem essa entrevista quando a gente fala desses processos aí eh eh cognitivos de humor tal a gente tem que verificar que o que que eles vão trazendo de queixa pra gente né então quando a gente fala da memória é uma das primeiras queixas que a gente tem E aí vai independente da da demência que
às vezes a gente vai ter no final ali como diagnóstico e dentro né aí a gente vai começar a fazer essa análise de vários tipos de memória quando ele fala assim tem dificuldade na memória que dificuldade é essa que memória que vocês dizem que tem dificuldade né a gente tem várias memórias quando a gente fala de memória tá relacionada ao passado tá relacionada ao presente é uma memória imediata é uma memória de longo prazo né E aí tudo isso a gente vai também eh Tente fazer essa análise pra gente começar a entender o que que
tá acontecendo a linguagem né é muito muito importante prestem atenção agora nesse ponto que eu vou mostrar para vocês muitas vezes o idoso chega com o acompanhante dele e o acompanhante é que vai dando as respostas é o acompanhante que vai falando é o acompanhante que vai conduzindo tá não tem problema o acompanhante dar as informações é até um motiv a gente eu eu particularmente acho muito bom quando a a família quando o cuidador quando eles vão a gente começa a conhecer também quem tá junto aí com esse idoso mas eu preciso ouvir O idoso
também ouvir primeiro para ter a versão dele acho que é um ponto importantíssimo e ouvi-lo para eu entender como é a fala dele eu Observo a fala dele ele tem influência como que é a prosódia como que é a compreensão daquilo que ele fala ou daquilo que ele tá ouvindo eu perguntar Ou eu falar ele articula né a fala ele tem uma contextualização daquilo que ele tá falando ele se sente à vontade em falar sobre esses vários papéis que ele teve aí durante a vida dele muitas vezes na presença de outras pessoas da família ele
se sente à vontade em falar sobre ele para mim então tudo isso a gente vai observar mas para eu observar eu preciso deixar que ele também Fale então o que que normalmente eh eu eu eu já combino que eu vou fazer as perguntas para o paciente né então no caso para o idoso e aí conforme a gente comece a não ter essas respostas ou ele começa a trazer respostas diferentes que a gente também não vai criar uma discussão ali no momento da entrevista a gente depois vai passando mais ali a palavra pra família para o
cuidador a gente precisa também entender isso o paciente vive no nosso mundo real o paciente vive no mundo da Fantasia o paciente tem essa compreensão de tudo que tá acontecendo neste momento da vida dele isso tudo também é muito importante e a gente consegue entender muita coisa também relacionada aí à linguagem desse paciente Outro ponto muito importante é quando a gente pensa nas funções executivas então quando a gente pensa em função executiva O que que a gente tem ali de Déficit né disfunções executivas Então vão causar a dificuldade na funcionalidade e na execução de tarefas
do dia a dia lembra funções executivas planejamento organização resolução de problemas controle inibitório né Então tudo isso quando a gente começa a ter os déficits a gente precisa começar a fazer estimulações para que esses déficit mudem Tá certo então eles vão causar prejuízos então no planejamento começam a acontecer erros ali eh dentro desse planejamento começam a a a não acontecer tantas soluções de problema não tem mais aquele controle de impulsividade como tinha antes uma dificuldade também no pensamento abstrato E aí muitas doenças podem evoluir dentro desse quadro de disfunção executiva porque quando como a gente
tá falando do lobo frontal ele é um meio onde e eh muitos processos patológicos podem acontecer então quando a gente fala de processos degenerativos inflamatórios infecciosos e traumáticos também acontecem aí eh dentro dessa área aí do lobo frontal Então a gente vai dá né uma observada uma olhada eh eh com carinho nessas funções executivas também em relação aos idosos dá uma olhada também na parte da das apraxias né que ela vai estar relacionada aí com a incapacidade da gente executar os movimentos aprendidos a gente vai ter dificuldades em algumas funções motoras e algumas partes motoras
vão ser mais atingidas e outras não e a gente também vai observando quando a gente fala isso é da linguagem quando eu tenho essa incapacidade de executar Os Meus movimentos aprendidos a gente começa a falar e a gente tem também uma Harmonia aí em mexer a boca em mexer a língua quando a gente começa a ter a apraxia ou começa a ter alguma rigidez muscular ou óssea isso também pode ser acometido e a gente também vai ter que observar mais esses pontos em relação à habilidade visoespacial dificuldade ali na orientação espacial é aquele momento em
que começa a se perder em lugares conhecidos e a gente tá falando de lugares fora de casa e muitas vezes em lugares dentro de casa dificuldade em se deslocar de um local pro outro quando eu falo desse deslocamento é ele tá sent sentado numa poltrona e vai sentar na cama então tem também essa dificuldade uma dificuldade também em se deslocar pensando num início meio e fim de trajeto eu vou até a padaria Mas eu consigo ter essa noção de início meio e fim até eu chegar lá na padaria e eu cheguei na padaria e faço
de novo o trajeto de início meio e fim para eu chegar de volta para casa então esses eh essas dificuldades a gente também vai começar a perceber Então tudo isso quando a gente tá fazendo entrevista que informações eles estão trazendo Ah ele tem dificuldade ele antes ia sozinho para encontrar com os amigos à tarde para jogar xadrez na praça agora ele esses dias o amigo encontrou ele e trouxe ele para casa porque ele tinha se perdido ele tava na rua de baixo né então quando a gente fala não tá conseguindo mais fazer e aquela rotina
que estava fazendo em casa então a gente começa a perceber tá tendo dificuldade nas funções executivas nessa parte visoespacial né Na parte da linguagem tá falando e esquece ali o que tava falando tá falando e perde ali o contexto a língua né Parece que agora tá desaprendendo aquelas palavras que sabia a par da memória como vai tudo isso a gente né vai eh observar e existem alguns fatores então de risco para esse declínio cognitivo que então Eh hoje pelos estudos a gente já sabe que vão acontecer mais ou menos devido a esses fatores de risco
então baixo nível socioeconômico pode ser fator baixa escolaridade suporte deficiente né Desse idoso e aí o histórico familiar aí principalmente dentro dos quadros de demência então a gente vê que além de todo um contexto da vida que outros fatores de risco também estão dentro aí desse quadro que a gente tem que analisar quando a gente tá falando aí sobre a a entrevista e a namese Mas quero falar com vocês um pouquinho mais detalhada que eu acho que é tão tão tão importante essa compreensão da entrevista e da anamnese que aula que vem a gente vai
continuar com esse tema