Olá eu sou o James Francisco e eu sou Vanessa Morrone e nós estamos na quarta temporada do nosso podcast sala de enfermagem uma produção do corem São Paulo para você e não deixe de nos acompanhar nas plataformas digitais do corem São Paulo para não perder nenhum episódio E é claro se inscreva Ative o Sininho e você receberá as nossas notificações as portas do sala de enfermagem está aberta para você você já sabe aqui no nosso podcast sala de enfermagem Us assuntos são sempre atuais e levam vocês a refletir sobre a nossa realidade brasileira e é
claro no dia de hoje nós vamos discutir um tema extremamente atual a saúde mental a Organização Mundial de Saúde nos trouxe num numa publicação de 2022 que o nosso país é o país que mais tem pessoas ansiosas 9,3 por das pessoas que convivem na nossa população brasileira é extremamente ansiosa e Isso demonstra que no mundo inteiro né mais de 1 bilhão de pessoas tem algum tipo de transtorno mental e o dado mais importante dentro deste 1 bilhão de pessoas é que 15% são adultos e estão em idade laboral e a enfermagem como vocês sabem é
a maior força de trabalho da Saúde Brasileira nós somos quase 3 milhões de profissionais e por isso o tema tão importante como esse hoje nós trouxemos dois convidados extremamente especiais nosso querido Conselheiro Kenny Paulo rampon tudo bom D James tudo joi meu querido e aí como é que você tá é um prazer né estar aqui nesse espaço junto com vocês Dora Vanessa que faz parte do plenário Dr James que tive a honra de conhecer já alguns anos e com uma referência aqui que é a professora Marissol publicadora de livros uma autora exímia e companheira de
diversas lutas ligadas à saúde mental já que a bola quicou para você mar não perde tempo não conta aí PR um pouquinho da sua história primeiro prazer e É uma honra tá aqui já conheci o James de eh do ingresso da coré Vanessa também tem um prazer tá olhos nos olhos com a Vanessa conversando na saúde mental Kenny a gente já se conhece H um tempinho de alguns anos então não vou contar Quantos tá pessoal então prazer a todos hoje será um prazer então de Formação sou enfermeira sou graduada pela USP fiz a especialização em
Saúde Mental psiquiátrica pela Unifesp e o mestrado em administração de serviços de saúde pela USP Sou professora universitária de graduação dos cursos de enfermagem e h autora e organizadora do psiquiatria para enfermagem e que esse ano em breve a gente vai ter a segunda edição revisitada num novo formato e com todos os temas necessários pra gente discutir e o Keny é um dos autores de mais de um capítulo Olha só Ken Aproveita e fala pra gente um pouquinho dessa trajetória também queria agradecer mais uma vez ao meu parceira de Podcast Dres Marissol é um prazer
est aqui com você e o nosso parceiro aí de plenária Dr Ken que também é uma sumidade aí na questão eu falo que eu tô muito orgulhosa de ter eu aprendo muito com vocês diariamente conta um pouquinho da sua trajetória k para nós não posso deixar de começar dizendo que a enfermag vem de berço né em casa minha mãe técnica de enfermagem influenciou nessa escolha acho que isso é importante começar dizendo E sou enfermeiro graduado pela Universidade de Sant Tamaro com uma trajetória já desde o início ligado à saúde mental lá tivemos referências como Rosiane
Castro Cláudia gen Silva vai acho que são pessoas que já influenciaram na minha carreira de saúde mental tive a oportunidade de me aprimorar com aprimoramento multiprofissional no primeiro Caps do Brasil Caps professor luí da Rocha Cerqueira e de lá fui pra especialização enfermagem saúde mental e psiquiátrica também na Unifesp só que com pesso profissionais Diferentes né sua referência Doutora dores a minha Professor João Fernando marcolan de lá eh acho que tive a oportunidade de inaugurar diversos serviços Caps 24 horas primeiro em Guarulhos depois na região do Heliópolis a trajetória longa ligado à saúde mental e
ligado à parte política acho que da Saúde Mental tive a oportunidade de militar na área da saúde mental nos diversos movimentos fazer parte de departamentos de enfermagem do movimento da luta antimanicomial até que um dia Cheguei nesse lugar chamado Conselho Regional de Enfermagem isso foi lá em 2012 de lá Nunca mais saí e hoje tenho prazer de ocupar esse espaço com vocês que pelas mãos desse grande homem chamado James Francisco Que honra est aqui né Que honra grande homem é só de tamanho Fique tranquilo bom você trouxe um tema extremamente importante né a luta antimanicomial
nós lutamos essa batalha já há alguns anos na saúde brasileira e a Enfermagem tem um papel importantíssimo E aí eu gostaria que vocês trouxessem justamente em momentos diferenciados Marissol trazendo Essa visão da academia na formação do profissional de enfermagem não só o Enfermeiro mas também o auxiliar e o técnico de enfermagem e você Queen da sua prática né profissional de ter essa oportunidade de inaugurar tantos Serviços de Saúde como é que a Enfermagem tem atuado nesses Campos acho que assim uma coisa importante se a gente lembrar de datas né então então 1989 a gente tem
um projeto de lei do Paulo Delgado que passa por décadas no nosso congresso Senado E aí em 2001 ou seja acabou de fazer um pouquinho mais de 20 anos a lei da reforma psiquiátrica que é a lei 10.216 de 2001 e aí ela coloca uma questão que muito gente faz confusão ela coloca é a substituição progressiva do modelo manicomial pra assistência Extra hospitalar que que isso significa fechar hospitais psiquiátricos no modelo manicomial então até 2010 Sorocaba que é 100 km de São Paulo era a cidade a primeira cidade no mundo com mais leitos psiquiátricos por
habitante Sorocaba ainda não tem 1 milhão de habitantes porque tinha sete hospitais psiquiátricos que no mínimo de 500 leitos então uma confusão que as pessoas fazem é a gente continua oferecendo internação para pessoas em casos Agudos como Sobreviventes de tentativa de suicídio pessoas com quadro Psicótico muito grave que não tão conseguindo cuidar de si então podem colocar a sua vida e a de terceiros em risco e aí gradativamente abrindo os caps então por exemplo Kenny comentou do CAPS Itapeva como ele con ele começou em 87 ele começou antes do projeto de lei e hoje a
gente tem diversos Caps infanto juvenil Caps 1 23 que depende do tamanho da cidade mas quer pra população adulta e o caps álcool e drogas e aí esses serviços trabalham em conjunto né então algumas pessoas precisam de internação e outras precisam do CAPS diferente né James Vanessa eu sei que o Kenny também partilha dessa informação que hoje a gente vê nas mídias sociais muito humor exato Caps cnio né então Ai Olha eu vou visitar a minha amiga que tá no Caps Olha eu só encontro o boy no Caps pera quem faz tratamento no Caps eh
tem uma indicação terapêutica séria né séria A pessoa tá em sofrimento ela não tá em piada então Eh se a gente ver desenhos animos pau memes da camisa de força a gente quebrou isso com muita luta verdade e aí A Luta dos profissionais eu já vou deixar pro Kenny para alguém hoje falar de camisa de força no Caps pra gente é um não é humor é um estigma risonho mas é estigma E mais uma vez a gente vai pra questão da grande luta que é a luta antimanicomial que é a questão da exclusão que esse
termo eh que parece ainda nossa mas vocês ainda falam de manicom em pleno século XX sim porque luta antimanicomial em algum momento foi sobre um espaço físico né grandes hospitais psiquiátricos como marol bem citou em no exemplo de Sorocaba mas também tem o conceito do que é um Manicômio E essas eh observações de redes sociais de forma de humor que hoje Fala meu dia mais tranquilo no Caps são algumas nuances do que é também manicomial acho que é nesse sentido que a gente sempre precisa levantar a bandeirinha de que isso também é manicomial esse tipo
de humor esse tipo de meme isso não é não favorece ao bom andamento do serviço do reconhecimento do serviço e faz com que as pessoas confundam o que são os serviços Caps e a sua indicação eu acho que muitas vezes as pessoas desconhecem até o que que o caps oferece muitas vezes a gente encaminha pacientes da atenção básica pro Caps e fala não mas lá não o caps Não não vou pro Caps e não é isso o caps é um serviço é um serviço onde tem acompanhamento onde tem Às vezes a pessoa vai ficar o
dia inteiro eu queria que você falasse um pouquinho né James até paraas pessoas que desconhecem que não vivem a saúde mental como é que a enfermagem Tá inserida niss isso como que ela tá inserida fala pra gente eu acho que assim a primeira coisa é reforçar algo que a Marissol falou sobre os tipos de caps né que nós temos eh diversos tipos de caps então nós temos o tipo Caps um para municípios de até 30.000 habitantes o caps Tipo dois para municípios entre 30 e 150.000 habitantes e aqui um parêntese nós podemos ter Caps Dois
tipo adulto infantil e ácool e drogas e aí nós passamos pro Caps tipo três que é um Caps 24 horas ou seja uma atenção inclusive noturna para casos específicos da rede né Essa rede de atenção psicossocial e nesse Caps 24 horas também para a população adulta infanto juvenil e álcool e drogas como eu citei a rede de atenção psicossocial a rede não não é só Caps nós temos também a integração com as upas com a própria atenção primária saúde com os serviço de médico de atenção a urgência nels Samu E por que que eu vou
dizendo isso porque essa rede é complexa e ela é tramada por vezes nessa rede com os matriciamento que é assim que a gente a gente faz lá na faz a a a a troca para saber o que que é um caso do serviço Caps O que que faz sentido n cont dess exatamente eu acho que a gente trazendo isso pra nossa população pros nossos profissionais que existem esses tipos acho que já é um grande esclarecimento do do que que é o caps e se que existem diversos tipos de caps e o mais importante o Enfermeiro
está em todos esses serviços atuando de maneira complexa e bastante completa e é o único profissional para vocês teriam uma ideia que no serviço 24 horas está presente não existe outro profissional que não o Enfermeiro em Saúde Mental no serviço Caps 24 horas no período noturno só o enfermeiro e o técnico de enfermagem legal então vocês já colocaram um cenário de toda a estrutura né de saúde vinculada a essa questão psicosocial da doença mental a enfermagem nós já Vimos que tem esse papel preponderante para fazer Justamente esse matriciamento essa indicação do paciente pro local correto
né então a enfermagem ela tem um papel não só de assistência Mas também de regulação deste serviço e desses pacientes na condução do melhor serviço da melhor condição de atendimento não é isso e quando a gente olha para essa situação a gente vê também falar das residências terapêuticas Uhum é claro como tudo no Brasil a gente tem diversas distorções e a população entende que muitas vezes essas residências terapêuticas elas são locais onde a assistência prestada ela não precisa de um profissional de saúde e eu gostaria que vocês trouxessem um pouquinho dessa realidade das da residência
terapêutica e o papel meu enquanto profissional de enfermagem na condução desses locais uhum acho que uma questão importante quando a gente pensa na na lei da reforma psiquiátrica eh que foi um movimento no mundo inteiro pós Segunda Guerra Mundial muito muitas pessoas por n situações econômicas de falta de tratamento medicamentoso ã e políticas também permaneceram décadas na vida então a gente não tinha podia internar uma criança podia então algumas pessoas passaram a vida dentro de um Hospital Psiquiátrico veio a lei da reforma tá E aí você passou dos vamos arredondar dos 15 Aos 45 anos
dentro de um hospital psiquiátrico seus vínculos familiares se perderam Para onde você vai ah mas tem pessoas em situação de rua Infelizmente existem no mundo inteiro mas algumas não são portadoras de transtorno mental Então vamos dizer assim sabe se virar na rua agora alguém que passou a vida no Hospital Psiquiátrico e que tem um sofrimento mental que foi o motivo da internação eh o nosso entendimento do Ministério da Saúde na lei da reforma foi não dá para jogar essas pessoas e aí se cria essas residências terapêuticas que já Já chamaram moradia assistida Lara brigado para
dizer essas pessoas precisam de um espaço transitório elas não estão mais agudizadas então elas não precisam ficar internadas mas não dá para falar se vira e aí o serviço social outros profissionais tenta reencontrar essa família que direitos que ela tem já que a maioria nunca trabalhou e como que reins elas na sociedade e aí um profissional que fica responsável adivinha a enfermagem por quê para auxiliar nas atividades de vida diária para ajudar na adesão ao tratamento medicamentoso lembrar que essa pessoa tem um corpo Então como que ela vai na UBS como ela abre o cartão
SUS dela cois as consultas como que é ir ao dentista no caso das mulheres como que é fazer prevenção do Papa Nicolau começar a tomar um contraceptivo que parece para quem é de fora quem não conhece o serviço acha que é algo muito simples né e não é extremamente complexo né é pensar como se fosse entre aspas uma república de estudantes né Então a primeira vez que eu t conhecendo James e a Vanessa eu vou morar com eles vou dividir banheiro e como é isso né e lembrar que ess né as residências terapêuticas elas estão
inseridas no território e a ideia é que elas sejam casas e vamos pensar quem tá preparado para ter no seu lado um vizinho que são Pessoas com transtorno mental Será que a nossa população está prepar comidade local né né nós sabemos de diversos conflitos da comunidade que ah a saúde mental é legal Eu falo que eu tenho depressão mas quando uma um grupo de pessoas vem morar numa residência terapêutica do lado da minha casa isso já não quero mais e acho que nesse sentido a Enfermagem tem grandes potenciais né seja a equipe técnica de enfermagem
seja os enfermeiros Porque todo o serviço de residência terapêutica tem que estar vinculado a um Caps Ok e acho que ali nós temos né nessas nuances a importância do enfermeiro do técnico de enfermag na atividade de vida diária Imaginem vocês que pessoas eh no mínimo elas saíram 5 anos né Elas estavam por 5 anos fora da sociedade isso é mí perdeu convívio Total perdeu o convívio Total então desde hoje a gente sabe muito fácil chamar um Uber mas e aquela pessoa que não sabe nem o que é o celular e dinheiro a última vez que
ela viu o dinheiro era cruzado real e hoje nós estamos em reais não o Ken falando eu lembrei da minha experiência enquanto aluna que eu fiz no Juqueri Uhum E lá tinham os prontuários eram da década de 50 60 as pessoas elas estavam totalmente era um depósito de gente então as pessoas elas estavam todas iguais com cabelos raspados usavam as mesmas roupas compartilhavam os mesmos cigarros porque elas e aquilo para mim ficou muito marcado na na época em que eu isso há 20 anos atrás mas ainda existiam pessoas que existem ainda se eu não me
engano né então é uma realidade né James a gente precisa realmente entender e eu enquanto gestora também participei da muito próximo das das serviços de residência terapêutica e a gente vê que realmente a enfermagem é que faz a gestão ali desse serviço né a gente tem a parte dos técnicos que ficam com todos os cuidados mas a gestão desses pacientes fica a cargo da mão do enfermeiro isso mesmo e e a Vanessa traz um outro tema que é extremamente relevante né Ela diz que ficou marcada desde o período em que ela fez a graduação foi
e isso é uma realidade que tem acontecido muito com a população de profissionais de enfermagem a pandemia Foi um momento extremamente preocupante para todos nós né Principalmente pro sistema cofem Coren que se preocupa com a questão da saúde mental dos profissionais de enfermagem Nós frequentemente observamos diversas situações onde o profissional de enfermagem está envolvido em transtorno mental e ele acaba levando ao alto extermínio a tentativa de Alto extermínio a um sofrimento muito grande nas unidades de saúde e hoje como é que vocês vem a atuação dos profissionais de enfermagem frente a essa situação de pessoas
que tentam o auto extermínio T tentativas de suicídio como é que tem que ser o nosso comportamento na sala de emergência eu digo para vocês que atuei durante muitos anos na sala de emergência de alguns hospitais públicos E essa era uma realidade que nós tínhamos que muitos dos profissionais tinham aquilo como uma situação em que não se dava o devido tratamento a essas pessoas que tentaram suicídio ou muitas vezes acabavam banalizando né Ah tá tentando fazer isso porque sei lá tá brigou com o marido tá com uma situação difícil mas assim banaliza né James não
traz isso como uma coisa um alerta para nós da da área da saúde né Acho que essa difícil essa vai render pessoal vamos fazer assim ó vamos dar vamos dar academia pra prática na academia a gente é formado PR atender esse paciente boa excelente pergunta acho que a gente tenta fazer o melhor acho que tenta acho que eu quando digo acho é pensando nas limitações porque acho que quando o James Traz essa fala tão importante eu preciso fazer localizações históricas eu sou fã de história então Acho que primeiro a gente não sabe muita gente tá
pesquisando E aí eu digo muita gente no mundo inteiro então começou o século XX 1900 a gente não sabe o que aconteceu no século XX Mas a partir daí a taxa incidência a prevalência de suicídio no mundo inteiro nunca parou de crescer o que a gente teve é primeira guerra mundial então todo o país ou toda a grande guerra que envolveu o Mundo Cai a taxa de suicídio então a gente teve o declínio na primeira guerra mundial começou aí teve um evento que é a crise de 29 nos Estados Unidos esse evento ele é extremamente
a Grande Depressão porque de novo aumentou o suicídio mas aí veio o fator econômico isso financeiro que é o quê a partir daí se percebeu que todo o país ou todo ou quando o mundo inteiro entra em desemprego Obrigatoriamente aumenta a incidência prevalência de suicídio Então eles andam juntos veio segunda guerra mundial caiu Saímos da Segunda Guerra e aí a gente só teve diminuição Vietnã guerra da Coreia os confitos mé do Oriente Médio rompimento da União Soviética mas esse índice não para de crescer lá por 171 a Organização Mundial de Saúde tinha previsto que a
partir de 2020 ia ter um salto ia se alcançar 1 milhão de mortes por suicídio anualmente só que ninguém tinha previsto a pandemia então era só pensando na saúde mental Ponto V a pandemia todo mundo falou de saúde mental aí a preocupação aumentou por quê Porque no mundo inteiro se percebeu que em média 2% do PIB do produto interno bruto bruto de um país vai pra saúde mental claro que que é o PIB dos Estados Unidos que que é o nosso Então os 2% tem uma diferença mas em média 2% a gente sabe que as
consequências da saúde mental da pandemia a gente tá começando a pagar conta uh porque o desemprego infelizmente tá aumentando no mundo todo depois do lockdown Ah se diminuiu o que a gente tem os dados de até 2022 da Organização Mundial de Saúde da IASP Associação internacional de prevenção suicídio que 2020 2021 diminuiu aí a discussão é as pessoas puderam falar mais de saúde mental porque se falou porque todo mundo percebeu Opa então preciso de ajuda esse foi o lado positivo o segundo lado a dificuldade de acesso aos métodos letais porque muita gente ficou não vou
fazer isso em casa junto com a minha família só que as doenças crônicas não transmissíveis diabetes obesidade hipertensão tão aumentando e tão impactando na atenção primária e aí a saúde mental também então a gente sabe que a partir de agora que a gente vai ver as repercussões negativas da Saúde Mental então a a perspectiva que a gente vai infelizmente começar realmente a ver o aumento de mortes por suicídio E aí vem que desde 2000 a Organização Mundial de saúde tem dois protocolos dois guias traduzidos para todos os idiomas um da mídia Então como jornalistas devem
noticiar e o que impressiona na academia muitos professores não conhecem você fala assim da publicidade de Jornalismo e você fala como assim você não sabe onde um documento né exato e o outro que é a conduta de médicos e profissionais de enfermagem de Hospital Geral de emergência frente ao suicídio ele também é de 2001 2002 Se não me engano esse documento que pauta então a Organização Mundial de Saúde sabe que os profissionais que não são da Saúde Mental é o que mais precisam se capacitar nessa temática e o Ken é um dos principais promotores dessa
política doje utilizando as ferramentas do cor em São Paulo Ken fala pra gente como é que Você Tem trabalhado isso com a enfermagem Paulista acho que a gente tenta né fazer isso e trazer o que há de melhor e de mais avançado pra saúde mental Paulista mas pensando em sistema cofem corens nós não podemos nos esquecer D adores já esteve aqui nessa sala né de enfermagem trazendo a importância do enfermagem solidária que eu acho que foi um momento e um movimento que segue-se até hoje de escuta do nosso profissional eu acho que esse foi um
primeiro passo eh fundamental para que a gente tivesse um momento de cuidado real do sistema não é atividade finalística do nosso sistema a gente sabe mas se a gente não tem um profissional saudável ou minimamente apoiado e amparado ele não vai est apto para para o trabalho acho que isso é é Foi algo fundamental e eu tenho o prazer de estar mais uma vez aqui com a Marissol que também faz parte desse time do do enfermagem solidária e eu tenho que cortar o Kenny para fazer não é propaganda mas acho que é um reforço eh
eu lembro que o lockdown foi dia 16 de Março porque a universidade fechou e falou assim quem tá caminho tudo bem assim no ponto quem não tá nem sai de casa e aí dia 26 de Março o cof inaugura o infermagem solidária foi o primeiro conselho no país a pensar na saúde mental seus profissionais primeiro e único né até hoje estamos aí com a com infelizmente com a né tivemos a catástrofe no Rio Grande do Sul e estamos seguindo atuando com as salas abertas né com os ouvidos atentos ao nosso profissional ainda seguimos com a
enagem solidária e e o solidário é uma outra coisa que a gente tem reforçar só foi conduzido por enfermeiros especialistas em Saúde Mental voluntários tinham que ser especialistas e foram E aí se atendeu 24 horas por dia S dias por semana para né Eu acho que é importante a gente reforçar isso porque as pessoas não sabem quanto de especialistas a gente tem nessa área ó é só pegar o gancho Ken fala pro pessoal do curso que está em andamento para que ninguém perca essa oportunidade né G pera aí n só assim né falar do curso
lembrar você profissional de enfermagem que o cor em São Paulo tem um papel importantíssimo na condição da enfermagem Paulista e da enfermagem brasileira nós nos preocupamos todos os dias com a sua saúde e para isso nós utilizamos a expertise dos nossos colaboradores dos nossos conselheiros para fazer sim uma atividade que pode não ser tida como finalística mas para nós o sistema cé Coren é extremamente importante na saúde de cada um dos profissionais enfermeiros auxiliares técnicos e obstetrizes então fala Kenny que que o Coren em São Paulo tá trazendo de novo para essa mais uma inovação
acho que foi um prazer poder coordenar o curso de comportamento suicida ações para os profissionais de enfermagem e trazer essa temática pois nós somos apaixonados né Marissol pela saúde mental mas nem todos os profissionais da enfermagem eu são mas a saúde mental resvala em todas as áreas então nós com reunimos um time de especialistas noves especialistas para trazer o tema comportamentos suicida ações e enfermagem dividido em cinco módulos trazendo o que há de mais inovador no comportamento suicida desde instrumentos de avaliação escalas manejos ética ou a impacto da epidemiologia né que professora Marissol bem trouxe
esse retrato histórico sobre o Setembro amarelo que eu acho que é um tema bastante importante e acho que uma coisa que você trouxe na sua fala Dr James é a questão de O que fazer quando estou lá a primeira coisa a escuta a escuta se eu consigo ter a escuta esse cuidado com aquele outro que vem trazer aquela demanda eu já minimamente acolhi essa pessoa porque isso A grande questão né das pessoas que passam por esse momento mais difícil da vida que é pensar em tirar a sua própria vida se a gente treinar isso que
é tão importante para nossa profissão que a escuta desse profissional ele está apto a fazer essa escuta acho que a gente já vai ter salvo muita gente ter capacitado mutio né a situação de muitas pessoas sim acho que isso é algo que vai ser importantíssimo e é inovador é pioneirismo né do de especialistas falando sobre comportamento suicida e também não podemos deixar né eu sei que a pergunta da academia foi paraa professora Marissol mas Ribeirão Preto na enfermagem de Ribeirão Preto eles têm um um momento específico né Na graduação condu que tem essa condução da
escuta específica sobre o comportamento suicida Então acho que isso seria fundamental para as outras né Eu acho que inovações eh dentro do ensino são fundamentais nem sempre a gente sabe que é possível mas a gente tenta É isso aí infelizmente Estamos chegando ao final de mais um episódio da nossa quarta temporada do nosso podcast sala de enfermagem Mas é claro não poderia deixar de dizer a vocês que o corin em São Paulo não encerra o assunto saúde mental aqui façam parte assistam o curso participem é um momento de aprendizado E para isso eu gostaria aqui
que os nossos convidados deixassem aí as suas considerações finais deste podcast eu acho que vou fazer um convite a todos que acessem o o cor para acessarem o curso mas também sigam nas redes sociais do COREN Pois vem muito material ligado a saúde mental para você profissional da enfermagem e não podemos deixar aqui de esquecer do técnico de enfermagem na área de saúde mental dos auxiliar de enfermagem que também tem grande relevância e esse curso está aberto também a você profissional técnico auxiliar de enfermagem de comportamento suicida pois nós sabemos o quanto esses profissionais na
área de saúde mental se alinham ao profissional enfermeiro no Cuidado Então esse é meu convite Venha conosco Doutora Marissol ã primeiro novamente uma honra tá aqui eh a gente sempre quando tá com algumas pessoas a gente consegue aprender mais e a cabeça fervilha mas se você é estudante profissional se cuide se você tiver em sofrimento liga acesso enfermagem solidária Liga pro cvv sofrer faz parte da vida mas não precisa se sofrer sozinho se precisar tomar remédio é uma temporada da vida né então o que a gente fala para tirar o estigma das pessoas comuns também
Cabe pra gente né ninguém precisa ficar sabendo não precisa postar nas redes sociais Mas você pode buscar ajuda e a gente merece também ser cuidado mais uma vez obrigada viu lembrar também pessoal que nós temos né James o nosso programa que é o cuidando de quem cuida sim com conteúdos incríveis que você pode fazer a inscrição através do portal do corem São Paulo então é uma oportunidade também que você possa se cuidar e o cor em São Paulo desde a gestão 2123 onde o James era o nosso Presidente à época e continuou com esse projeto
então é um projeto que tem muita muita segurança e os profissionais que participam técnicos auxiliares enfermeiros sempre sempre fa falam com muita satisfação do programa porque realmente é inovador também que o corin eem São Paulo sempre inovando né isso aí bom quero agradecer a Marissol Kenny Vanessa mais uma vez um prazer enorme poder discutir um tema tão importante pra enfermagem brasileira pra saúde brasileira que foi a saúde mental esse não é o ponto final dessa conversa certamente nós vamos seguir aí discutindo isso ao longo das diversas atividades do cor em São Paulo e eu quero
convidar vocês a assistir a todos os nossos Episódios do nosso podcast sala de enfermagem eles estão disponíveis nas principais plataformas de áudio e vídeo que nós temos no nosso país e as portas do nossa sala de enfermagem estão abertas para você Venha conosco vem [Música]