o Olá pessoal tudo bem bem-vindos ao curso de História de Mato Grosso do Sul esse é o nosso 13º encontro E terá como tema a companhia mate Laranjeira um assunto muito especial que diz muito sobre a nossa identidade EA Nossa cultura Eu sou professor Bruno solux professor de história e quero fazer um convite especial se você gosta de erva-mate pegue o seu chimarrão ou seu tereré e vamos lá no papel e caneta na mão rumo a aprovação e E aí ex paraguariensis é o nome científico da erva-mate é uma planta extremamente importante no desenvolvimento da
cultura e da economia de Mato Grosso do Sul antes da chegada dos europeus essa região quem se utilizado da cobertura Florestal da erva-mate eram os índios Guarani que preparavam uma bebida uma infusão que fazia parte do seu dia a dia conforme nós já falamos na aula 2 do curso de História de Mato Grosso do Sul a floresta de erva-mate estava localizada no Brasil no Paraguai e na Argentina e no Brasil se distribui entre os Estados do Rio Grande do Sul Paraná Santa Catarina que também no sul do antigo Mato Grosso e foi um importante ramo
econômico dessa região entre o século 17 e também século 20 e pensando exclusivamente sobre nosso território a erva-mate teve um grande destaque a partir do final da guerra do e a partir da década de 1870 até a década de 1960 e teve como principal personagem desse processo uma empresa que passou a ser conhecida como companhia mate Laranjeira mas que ao longo do tempo assumiu outros nomes e o chamado ciclo ervateiro consiste na coleta da erva-mate no primeiro processo de beneficiamento Ea exportação de grande parte dessa produção para o mercado argentino e uma das maiores diferenças
da produção da erva-mate em estúdio Mato Grosso para as demais regiões do Brasil é que aqui nessa região onde se concentram nas mãos de Thomaz Laranjeira O Infeliz a dor desses projetos da companhia mate Laranjeira Thomaz Laranjeira já havia iniciado suas atividades econômicas na década de 1870 aqui na região abastecendo a comissão demarcadora de limites nacionais depois da guerra do Paraguai Thomaz Laranjeira obs a cessão de exploração zervas naquele no ano de 1882 renovando essa licença por muitos anos e chegando até o período Republicano Mas o mais importante é frisar EA exploração da erva-mate no
sul de Mato Grosso se fazia através de uma única grande empresa diferente das outras províncias que contavam um pequenos produtores no processo de beneficiamento de erva-mate Nativa e explorando os ervais desde a década de 1880 foi somente 1891 já no período Republicano que Thomaz Laranjeira obteve autorização para criar a sociedade anônima companhia Max Laranjeiras e é principal personagem que esse processo de exploração ela ter noção de Mato Grosso porém o controle da companhia mate Laranjeira era de propriedade do banco Rio e Mato Grosso uma empresa que atuava em vários ramos que tinha sede no Rio
de bom e que tomar caranguejeira também era um acionista já no início do século 20 o banco Rio em Mato Grosso também foi cuidado momento isso em quem é assumir a exploração da erva-mate no sul de Mato Grosso é uma empresa sediada em Buenos Aires chamada Laranjeira mentes e Companhia em 1917 essa empresa muda de nome para empresa mate Laranjeira Em 1927 Ressurge a companhia mate Laranjeira mas dessa vez administrada por um grupo de Buenos Aires e você deve estar se perguntando por que que essa empresa me dava tanto de nome ou a concessão passava
por uma empresa depois para outra sempre buscando a exploração desses ervais nativos a resposta é que exploração da erva-mate a partir da década de 1880 era a atividade econômica mais lucrativa de toda a Província de Mato Grosso rendendo vultosas somas administração mato-grossenses o que permitia que uma única empresa de a sessão preço duração de preservar os nativos além disso a erva-mate fixada no Mato Grosso era de altíssima qualidade e contava também um mercado seguro que era Buenos Aires o maior consumidor da erva-mate produzida no sul de Mato Grosso e por todos esses motivos vale a
pena ressaltar e a economia ervateira bem surgir uma infraestrutura nunca verificada antes na Província de Mato Grosso eram portos fluviais estradas de terra há mais Ferroviário instalações para dar manutenção e reparo dos meios de transporte nos instrumentos no maquinário utilizado para o beneficiamento da erva e também escritório de contabilidade que cuidavam inclusive da exportação da matéria-prima que era erva-mate cancheada toda essa estrutura mobilizou centenas ou talvez milhares de trabalhadores envolvidos desde a coleta de erva-mate Oi gente é exportação do produto final e aos trabalhadores que atuavam diretamente na coleta e o beneficiamento de erva-mate era
dado o nome de mineiros sendo que esses postos de trabalho eram o que faz por indígenas mas principalmente o paraguaio vale a pena ressaltar que o trabalho dos mineiros era extremamente penoso e desgastante o que deixava essa forma de trabalho como parada a escravidão nesse trabalhadores atuavam com o adiantamento salarial mas que ao longo do tempo por contar apenas com uma única empresa que cuidava de todo o processo de beneficiamento esses trabalhadores acabam consumindo insumos e mercadorias fornecidos pela própria companhia mate Laranjeira contraído débitos nos armazéns e cortando esses trabalhadores permanecessem vinculado a companhia sem
a opção de mudar de atuação bom lembrar que a companhia mate Laranjeira assumir o papel de destaque na exploração da erva-mate no sul de Mato Grosso Porém a produção em menor escala feita por pequenos colonos que produziam a erva de uma forma mais artesanal também existia alimentando o mercado interno onde esses trabalhadores muitas vezes prestavam serviços à companhia mate Laranjeira esses pequenos produtores eram chamados muitas vezes de ladrões de ervas mas na verdade eram migrantes Oi hoje do Paraguai ou dos estados do sul do Brasil que procuravam uma opção para a sua sobrevivência e esses
Imigrantes passaram a contar em determinado momento com o apoio do estado na concessão e na exploração dos ervais nativos uma lei estadual de 1915 permitir que esses migrantes explorar seus ervais nativos que forma independente em Oposição a gigantesca companhia mate laranjeira e ao longo do tempo pequenos produtores formaram e para explorar essa erva-mate ao mesmo tempo em que promoveu uma pequena concorrência companhia mate laranjeira e essas cooperativas foram importantes já que no momento o final de exploração da erva-mate do ciclo é Vaqueiro por essas associações que lideraram a produção da erva-mate no sul de Mato
Grosso e o crescimento da companhia mate Laranjeira implicava necessariamente investimento na infraestrutura para o beneficiamento e exportação da erva e uma das marcas mais votadas deixadas por esta infraestrutura criado para exploração da erva-mate foi a construção de um porto no rio Paraguai chamado Porto Murtinho que deu origem à cidade de Porto Murtinho em oposição à antiga forma de exportar a erva que era feita por concepción no Paraguai e com controle total da atividade portuária na Província de Mato Grosso os lucros da companhia mate Laranjeira se tornaram ainda maiores incentivando inclusive o chá de erva naquele
momento esses Porto no rio Paraguai construído em 1893 tinha o objetivo principal de alavancar exportação da erva-mate Mas também funcionaria como um polo colonizador da região concentrando o comércio no sul de Mato Grosso e desafogando as atividades comerciais que passaram pelo Porto de Corumbá e evidente que toda essa estrutura além de gerar grandes lucros para a companhia mate laranjeira e também para a Província de Mato Grosso atuou na construção de uma identidade própria fortalecendo os grupos ligados à exploração da erva-mate criando inclusive um novo sentimento políticos que visavam o fortalecimento político e econômico da região
sul de Mato Grosso e nesse momento é importante lembrar que além os benefícios econômicos obtidos com a exploração da erva-mate formais que tenham permanecido nas mãos de uma única empresa acabar tô ligando e estimulando uma cultura local voltada para essa forma de extrativismo vegetal além de erva-mate ser um elemento cultural imprescindível para a formatação da identidade da memória sul-mato-grossense visto que no Mato Grosso da atualidade o tereré ou chimarrão é uma bebida típica consumida por grande parte da população e cada vez mais intensa conforme vamos nos aproximando da região de fronteira com o Paraguai e
da Bacia do Rio Brilhante em direção ao sul do estado o consumo EA produção da erva-mate movimentou a nossa história a nossa memória e a nossa identidade que conhecer a atuação da companhia mate laranjeira e os seus desdobramentos nos dá uma dimensão muito mais Ampla do que é ser sul-mato-grossense sendo parte fundamental da nossa história desde o período imperial no pós guerra do Paraguai até a década de 1960 o próximo encontro no curso de história também estará ambientado no século 19 e vai chegar até o século 20 já que o tema tratado será o apogeu
de Corumbá Eu espero que você tenha gostado dessa aula que ela tenha sido esportiva informativa para você e que dessa forma nós possamos conhecer cada vez mais a história de Mato Grosso do Sul Então beleza gente valeu muito obrigado e até o nosso próximo encontro tchau tchau