Você já parou para pensar até onde a ciência pode ir? Tipo, será que existe um limite ético pro conhecimento? Sim, o cientista descobre algo que pode salvar milhares de vidas, mas precisa testar isso em humano, sem consentimento, isso seria justificado?
Ou ainda será que toda descoberta científica é neutra? Será que a ciência pode ser usada pro bem ou pro mal, dependendo de ninguém a controla? E outra, quem decide o que é certo e errado em nome da ciência?
a lei, a sociedade, a própria consciência de quem pesquisa. Essas perguntas parecem coisa de filme de ficção científica, mas são reais. E ao longo da história, a relação entre ciência e ética já causou avanços incríveis e também desastres absurdos.
Então, já se prepara aí porque no vídeo de hoje nós vamos fazer uma viagem no templo, desde os filósofos da Grécia antiga até os dilemas morais nos dias de hoje. Fala galera, beleza? Meu nome é Fernanda Mar.
Opa, galera, eu sou o Daniel Molo e hoje nós vamos descobrir como a ciência e a ética se influenciam mutuamente e como se impacta na forma que vivemos hoje. Mas antes, se você ainda não é um fodinha e não quer ser acobaia de um experimento maluco, aperta o botão vermelho e ativa o sininho de notificação. E se você já é um fodinha, vai deixando logo seu joinha.
Então, o na red. Agora, sem mais enrolação, puxa a [Música] vinheta. Antes da gente cair de cabeça na história, vamos deixar uma coisa clara.
O que ética final? Muita gente confunde ética com moral. Embora as duas coisas andem de mãos dadas, elas não são a mesma coisa.
A moral é aquele conjunto de regras, valores e costumes que você aprende desde pequeno, tipo não mentir, respeitar os mais velhos, não furar a fila do mercado. Já a profunda, ela é a parte da filosofia prática que tenta entender o porquê dessas pessoas existirem. Ou seja, de onde vem esses valores?
Porque eles são tão importantes e o que é uma vida justa e harmoniosa? Diferente da moral que te diz o que fazer, a ética te pergunta: "Por que você acha que isso é o certo? " Ela investiga as coisas como o sentido da vida humana, o valor da consciência moral, o que é bem e o que é mal e como viver de forma justa com os outros.
Ou seja, a ética não é uma neal de instrução, mas um jeito de pensar criticamente sobre os princípios que orientam nossas ações e decisões, especialmente quando a coisa complica. E é justamente por isso que ela é tão importante para a ciência, porque ela nos ajuda a decidir o que deve ou não ser feito, mesmo quando é tecnicamente possível. Agora que a gente já entendeu isso, bora ver como essa ideia de ética começou lá na Grécia antiga e como foi evoluindo junto com a ciência.
Para ficar mais claro, a gente criou duas linhas do tempo, uma da ética e a outra da ciência. E vamos ver como elas foram se cruzando, tretando e se ajustando ao longo dos séculos. Vamos começar do início da civilização europeia, Grécia antiga, século V antes de.
Crist, os filósofos já estavam pensando em como viver eticamente. É a época de Sócrates, Platão e Aristóteles. A ética era vista como uma forma de alcançar a felicidade e o bem viver.
Era quase como uma receita de vida boa, viver com virtude, razão e equilíbrio. Aristóteles, por exemplo, achava que a felicidade era o objetivo da vida, o famoso telos humano. Mas para chegar lá, a gente precisava desenvolver virtudes com prática e consciência.
A lógica era simples. Exercício. Quanto mais você pratica a virtude, mais forte ela fica.
Mas não era qualquer virtude. Tinha que ser o meio termo entre exagero e falta. Nada de ser pão duro, nem desbanjador.
O bom era ser generoso na medida. Enquanto isso, no mundo da ciência, também na Grécia, Aristóteles e Platão já filosofavam sobre a natureza, mas era tudo no dedão do raciocínio lógico. Aristóteles até tentou um método, mas era baseado na lógica dedutiva, tipo: "Todo ser humano é mortal, logo o Artur vai morrer uma hora ou outra".
Mesmo assim, nessa época, os gregos já gravavam conhecimentos sobre a natureza e medicina em papéis e tá, conhecimento esse obtido de maneira bem livre e ímpica e em que passava através de gerações geralmente acompanhadas de um viés religioso e espiritual. A ética continuou evoluindo. Vieram os históicos, os céticos, os epicuristas, cada um com uma visão de felicidade.
Uns achavam que a gente tinha que aceitar o destino, outros que o importante era curtir o prazer com moderação. Então temos a queda do Império Romano, 476 depo de. Crist, a Europa passava por uma restauração da sociedade, se adaptando a novas divisões de poder.
O pensamento ético não deveria deixar de acompanhar essas mudanças. Nessa confusão, buscava-se novas justiçativas para legitimar certos grupos no poder. E agora, com a Europa majoritariamente cristã, o discurso religioso estava por todo lado e a igreja se aproveitava da falta de conhecimento para garantir seu poder.
Então, a ética passou a ser muito mais pautada nos princípios cristãos e teológicos da época. E a parada virou doutrina. A moral era ditada pela igreja e a ética se resumia seguir os mandamentos morais sem questionar muito sobre.
Tudo era bem definido. Certo é o que Deus diz. Fim de papo.
E Deus diz o que eu estou dizendo que ele diz. Por outro lado, assim se endandava muito devagar. Ela era muito mais limitada e seus métodos, experimentos e conclusões estavam dependendo da aprovação da igreja.
Mas apesar da dominação religiosa, o conhecimento foi mantido e desenvolvido principalmente por árabes como Alisen, que já falava em observação sistemática, que é um método estruturado de coleta de dados essencial em diversas áreas de pesquisa, incluindo psicologia, sociologia, educação e ciências da saúde, utilizado até hoje em pesquisas que têm como objetivo a descrição precisa de fenômenos. Bem, deu para ver que a Idade Média, de fato, representou um período de fortes limitações no campo da pesquisa científica, mas nem por isso foi uma era de total ignorância. Diversos avanços importantíssimos na ciência, tanto na física, arquitetura, quanto em outras áreas, se deram na idade média.
Então, não caiam em termos que generalizem todo um contexto, como idade das trevas. Foi no renascimento que tudo explodiu. A ética começou a se libertar da religião e a ciência também.
Copérnico, Galileu, Kepler, essa galera começou a usar observações, experimentos e matemática para explicar o universo, desafiando os dogmas religiosos. Isso causava dilemas éticos, afinal, até onde vai a liberdade do cientista? A inquisição, por exemplo, não achava que ia muito longe.
No século X7, temos Francis Bacon propondo o método indutivo que começa com observação para as leis gerais. Já Decartes vai de método cartesiano, raciocínio puro, baseado na dúvida metódica. Enquanto isso, na ética, temos o retorno da razão com força total.
Kant chega com seu imperativo categórico que diz: "Age como se sua ação virasse uma regra universal". Já o utilitarismo com Jeremy Banton fala: "Os fins justificam os meios, desde que tragam o maior bem para o maior número de pessoas". E aí surgiu o dilema: Vale causar sofrimento a pouco se isso vai salvar milhões?
Esse debate ia ser o centro de muitas tretas éticas na ciência. No século XIX, a ciência ficou institucionalizada. universidades, revistas científicas, laboratórios e começou a correr em alta velocidade.
Isso decorreu de todo este novo entendimento da ética e do apreço à razão gerado por ele. Mas junto com o avanço vieram os abusos, experimentos em populações vulneráveis, sem consentimento, tortura justificada por descobertas. Nessa onda de empirismo científico, muitos experimentos foram feitos sem necessariamente seguir uma régua ética.
Vamos falar um pouco agora desses experimentos macabros. O experimento de Tuskidi foi um estudo realizado nos Estados Unidos com homens afro-americanos, onde eles foram deixados sem tratamento para sífiles e sem o seu consentimento para observar a progressão da doença. Isso ainda em um contexto de segregação racial.
Também nos Estados Unidos ocorreu o projeto MK Ultra, um programa secreto da CIA que envolveu a administração de drogas como LSD em civis e militares sem consentimento para investigar controle mental. Os efeitos colaterais foram devastadores e muitas vítimas nem sabiam que estavam sendo usadas em experimentos. Talvez um dos mais cruéis que poderíamos citar, Mengel foi um médico nazista que realizou diversos experimentos desumanos em prisioneiros em Auss, sem consentimento, é claro, causando dor extrema.
É, galera, a coisa não era bonita. Ele tinha um fascínio imenso por gêmeos. acreditava que se conseguisse entender e dominar sua genética, poderia dobrar o ritmo de produção de pessoas da dita raçariana.
Então, acelerar o tão sonhado pelos nazistas, processo de eugenia e o extermínio racial. Cara, o cara não batia bem mesmo. Um dos seus experimentos mais famosos se consiste em injetar tinta nos olhos dos gêmeos para tentar alterar a pigmentação da íx.
Muitos ficaram cegos ou pegaram infecções terríveis. Quando as cobaias não lhe eram mais úteis, Menguel as matava. Também pedia aos gêmeos que o chamassem de titio.
Ele ainda abraçava as crianças e ao mesmo tempo as colocava em jaulas e fazia todo tipo de estudo. É, ele extraía amostras sanguíneas diariamente. Às vezes injetava sangue de um irmão e no outro e anotava as reações.
Elas variavam de dor severa, febres altíssimas e até morte. Certa manhã, soldados invadiram o barracão, onde o gêmeo se acomodava, e levaram dois irmãos, Tito e Nino. Um deles tinha um desvio na coluna que o deixava corcunda.
Três dias depois, eles retornaram em um estado lastimável. Menguel havia os costurado nos pulsos e nas costas, unindo órgãos e tecidos. Era sua tentativa de produzir mãos e há meses.
Resultado, vários membros das crianças grangenaram. É, gente, deu para ver que essas atrocidades são sempre cometidas contra grupos marginalizados da sociedade, então se justificam com a desumanização dessas pessoas. A manutenção de uma moral excludente, racista, homofóbica, elitista e etcitar esse tipo de discurso.
É por isso que precisamos desenvolver o nosso pensamento crítico e sempre lutar por uma sociedade mais ética e conscientizada. Depois da Segunda Guerra Mundial, os horrores dos experimentos nazistas chocaram o mundo e aí nasceu um novo campo, a bioética. Aí vieram regras como o código de Nurenberg e depois a declaração de Helsing.
Hoje qualquer pesquisa com humanos ou animais tem que seguir diretrizes éticas bem rigorosas. No meio disso, C Popper lança a ideia de falsificabilidade. Uma teoria só é científica se pudesse ser provada falsa.
Isso muda a face da ciência. Hoje, com método potético dedutivo, revisão por pares, ensaios clínicos e a reprodutibilidade, a ciência se tornou muito mais colaborativa e mais ética. A ética que as ciências sempre andaram juntas, mesmo quando uma queria ir para um lado e a outra segurava pelo braço.
Enquanto a ciência busca entender algo, a ética pergunta: "Vale a pena fazer isso? Devemos? " É aí que tá o equilíbrio.
A ciência tem o poder de transformar o mundo, mas a ética lembra que a gente ainda é humano. A grande verdade é que não existe ciência. Toda descoberta carrega escolhas morais e por isso a ética é mais relevante do que nunca.
Então da próxima vez que você ouvir sobre um avanço científico incrível, pensa: "Isso foi feito de forma ética, respeitou os direitos humanos? Os impactos foram considerados? E a quem esse avance vai servir?
E você, o que pensa de tudo isso? A ética deve frear a ciência ou orientar o seu caminho? Deixa aí nos comentários e não se esquece de deixar o seu joinha e se inscrever no canal e ativar o sininho para não ser antiético.
Bom, ficamos por aqui, então. Isso é tudo, pessoal. [Música] [Música] Valeu, o cordador fixe que a gente tá vendo.
Vem. Deu, né? Acho que foi.
deu sim. Esse negócio tá tudo massado. Será que vai dar para ver?
Não sei que que da edição de escola que Mas acho que acabamos de ficou muito falsa essa Ai desculpa não é porque desculpa desculpa mano eu acho que vocês deveriam fazer alguma coisa vocês dever porque vocês são tipo a edição. Vocês tem que mexer nas coisas tipo: "Ah, acabou, vamos fazer". Isso tá mais natural do que a gente estava fazendo.
E eu começar, tipo, levantar. Aí o Artur abre o computador e começa a levantar, tipo, ai vou ter que ir se que tals. Bom, vai tá vocês dois chegam.
Mas daí eu vou passar com tripé, hein? Daria para cortar aqui. Eu vou passar com tempé que eu acho que fica muito mais legal.