a manobra do ministro André Mendonça de encaminhar para o plenário do Supremo o julgamento de sua decisão de prorrogar a CPMI do INSS foi uma atacada de mestre. Com a decisão, Mendonça vai matar dois coelhos com uma cajadada só. primeiro vai levar seus pares a expor seus votos, criando uma saia justa danada para quem quer enterrar a CPMI.
Depois, porque a CUT vai ter de decidir se mantém ou não sua própria jurisprudência em casos semelhantes, como o da CPI da COVID no Senado. No caso da CPI da COVID, o então ministro Luís Roberto Barroso concedeu uma liminar obrigando o senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado na época, a instalar a CPI, já que ela havia cumprido todos os requisitos legais. Dias depois, Barroso levou o caso ao plenário, que referendou sua decisão.
Agora, o presidente do STF, Edson Faquim, já marcou o julgamento da questão para esta quinta-feira. Vamos ver se o STF vai julgar o caso de acordo com a sua conveniência de momento ou se vai adotar o mesmo critério usado na CPI da COVID. Como diriam os locutores do Joque, a casa da PUL está aberta.
Façam as suas apostas.