Olá no cristianismo diferentes religiões celebram a Páscoa cada uma à sua maneira é quando o segundo essa fé acontece A Ressurreição de Cristo Aproveitamos a data para entender porque em um mundo cada vez mais globalizado A Perseguição as mais diversas crenças persiste para nos ajudar a refletir sobre o assunto recebemos o pastor batista Davi Lago professor da PUC de São Paulo o Babalorixá Sidney Barreto Nogueira Doutor em semiótica linguística pela USP e advogada e pesquisadora Milene Cristina Santos obrigada por estarem aqui por terem aceitado nosso convite estamos aqui nós em pleno século 21 chamando atenção
para intolerância religiosa quer dizer o aumento dela não que que explica essa situação eu penso que é um movimento não é de um movimento até político mesmo de reduzir os problemas do Brasil a questões míticas como Se Tudo se desse na luta do bem contra o mal do bem do bem do bem animal míticos não do bem e mal humanos E aí as pessoas começam a acreditar que tudo né que a complexidade do ser humano dos problemas sociais históricos antropológicos são da ordem mitológica e nós sabemos que não são não é os problemas são sociais
são históricos são problemas da desigualdade social mas alguém não é quer dizer se beneficia quando nós convencemos as pessoas de que os seus problemas são da ordem religiosa mítica eu penso que isso está no centro da discussão além desse componente de instrumentalização que o professor Sidney traz nós temos também um componente atemporal né antropóloga Margarete midi por exemplo ela diz que o fanatismo é sempre uma possibilidade quando nós temos uma bifurcação de possibilidades quer dizer a sociedade veio para cá ou para lá ela vai para o passado para o futuro para esse lado do outro
de acordo com o midi toda vez que nós temos essa bifurcação maior existe o risco do fanatismo de pessoas instrumentalizarem as feias emoções os anseios medos ansiedades das pessoas de um modo que ela se beneficiam disso mas eu colocaria também Professor Andreza Milene é alguns componentes por exemplo dois componentes a mais que são acho que características do nosso tempo o primeiro é a tecnologia a tecnologia acelera as comunicações quando a gente tem menos tempo para raciocinar para pensar você vê a ascensão dos haters pessoas que xingam umas as outras na internet não sabe nem quem
é o outro se escondem atrás de um Avatar então Sem dúvida nenhuma a interconexão tecnológica ela aumenta essa velocidade e esse segundo lugar o outro componente a zíper populações nós vivemos hoje no mundo com que ultrapassou oito bilhões de pessoas somente aqui em São Paulo são mais 12 milhões de pessoas é mais do que Portugal inteiro que tem 10 milhões Então acho que são outros fatores do nosso tempo que são desafiadores para uma convivência pacífica muitas pessoas cada uma pensando de um jeito mas nós não podemos nos render diante da intolerância caracteriza a intolerância religiosa
ah intolerância religiosa ela pode se dar de várias formas pode se dar através de discursos de discursos de ódio que foi que especificamente a minha pesquisa né E esse bom tecnológico que foi ressaltado pelo pastor ele de fato potencializa a disseminação desses discursos através de palavras de símbolos mas eu acho importante também ressaltar dimensão histórica da intolerância religiosa E no caso religiões africanas especificamente do racismo religioso porque são séculos de colonização séculos de demonização séculos destigmatização é que são mais ou menos visíveis em determinados momentos históricos mas a Perseguição ela nunca acessa contra determinados grupos
identificados né existem alguns grupos que são mais ou menos perseguidos também dependendo da região em que eles se encontram os cristãos podem ser perseguidos num país de maioria islâmica ou o contrário os muçulmanos serem perseguidos num país de maioria Cristã e aqui no Brasil especificamente nós temos um grupo mais historicamente perseguido que é o das religiões de Matriz africanas vou aproveitar esse gancho da Milena que ela chama atenção justamente para essa religião né de Matriz africanas nós temos aqui esse número aqui nos últimos dois anos eu vi um aumento de 17% no número de denúncias
no Brasil e a maioria feita justamente por pessoas adeptas a religiões de matriz africana como é que se dão essas essas perseguições então isso tem aumentado porque nós derrubamos o mito da democracia racial nós sabemos que não há democracia racial no Brasil o Brasil embora com 56,1 de negres ele é um país racista negros morrem mais negros ganham menos negros têm menos direito a liberdade religiosa na minha pesquisa para o intolerância religiosa os dados diz que sim até a primeira metade de 2019 revelam que negros praticantes de religião de matriz africana tem medo de assumir
a sua religiosidade isso é sobre racismo é sobre racismo religioso eu vou falar a verdade para você eu assumo hoje com com tranquilidade a minha identidade Negra a minha etnicidade com meu pai exu nas minhas vestes porque eu sou um senhor de 54 anos mas eu não fazia isso aos 30 anos eu mentia eu dizia que eu era Cristão eu dizia que eu era Espírita eu menti eu precisava mentir para poder ficar no emprego para não ser hostilizado entendeu para não ser perseguido eu mentia pense numa pessoa acontece em todas as áreas todas as áreas
todas as áreas eu as sextas-feiras nós usamos Branco Andreza em nome de Oxalá que é o dia do descanso é o Dia da Paz o dia da Tranquilidade nós usamos roupas brancas eu ia de branco para numa universidade veja bem não é no setor corporativo não numa universidade eu era utilizado por usar roupas brancas as sextas-feiras imediatamente os cristãos da Universidade me associavam ao demônio ao Satanás deles que não é meu não tem isso na minha religião eu nem conheço esse mito não é quer dizer eles me associavam alguma coisa que é deles que não
pertence a minha religiosidade então também o avanço da perseguição as religiões de matriz africana tem se dado porque nós desvelamos a verdade sobre o Brasil é o racismo e depois né nós tivemos aí seis anos não é em que o poder executivo e políticos apoiavam o maniqueísmo da luta do bem contra o mal lá o racismo é lastimável né uma violência é uma agressão contra os preceitos mais básicos da convivência né Jesus Cristo numa das Linhas mais conhecidas do sermão do Monte ele desfaça o outro aquilo que você espera que seja feita a você é
por isso que também eu acho importante jogar aqui na nossa conversa lembrar que a fé cristã ela é descentralizada existem diversos grupos grupos que infelizmente historicamente tem instrumentalizado é a fé politicamente de um modo racista Mas por outro nós podemos lembrar também de nomes como pastor batista mata do ter King que foi o líder um ícone na Luta pelos direitos civis a própria Rosa partes era Metodista Então existe também dentro da fé cristã um grupo enorme de pessoas que se surgem Contra esse estado de coisas e historicamente são ícones na luta contra o racismo aí
Jesus Cristo que pelos registros também foi perseguido por então aprendemos nada com isso também sim é algo lá inerente né a fé cristã e lembrar também por exemplo o professor Gideão Alencar da PUC São Paulo ele mostra que grande parte do contingente das pessoas pretas no Brasil são também de religiões Pentecostais então ele fala que o grande parte do brasileiro é ppp ele fala pobre preto periférico e Pentecostal lembrar também que essa que as pessoas pretas além das religiões de matriz africana Como está sendo tão Bendita aqui também aderem e é um direito humano né
quando nós lemos a declaração universal dos direitos humanos é um direito da pessoa mudar a religião a hora que ela quiser né a pessoa tem essa autonomia de acordo com o artigo 18 da declaração de direitos humanos então é que nós esperamos da sociedade é que todos entendam o espaço de cada um E que essas injustiças sejam devidamente enfrentadas e tentar convencer uma pessoa de que essa religião é a certa ou é melhor do a outra isso é intolerância religiosa Milene essa conduta de tentar convencer o outro de que a sua fé a correta o
chamado proselitismo e o Supremo Tribunal Federal ele entendeu que o proselitismo faz parte do núcleo essencial do direito à liberdade religiosa mas é preciso compreender também que os próprios direitos humanos que foram universalizados eles têm uma concepção Cristã que foi lá em cisada através desses instrumentos desses tratados internacionais existe uma cosmovisão uma Cosmo percepção cristã do mundo que Embasa a nossa concepção ocidental de direitos humanos então é claro que para nós de países de maioria Cristã que tivemos esse processo histórico em que os valores cristão orientaram as revoluções liberais burguesas e a afirmação histórica dos
Direitos Humanos É lógico que o proselitismo vai se afirmar como núcleo essencial da liberdade religiosa mas em outras cosmovisões em outras escolas no percepções essa essa tentativa de convencer o outro da Verdade da sua fé ela não é necessária nas religiões de matrizes africanas como bem está escrito no livro do babá Sidney isso não é necessário no budismo isso não é necessário em várias outras culturas religiosas isso não é necessário particularmente diante da minha pesquisa né porque considerando que a nossa Constituição Federal ela tem como base esse liberalismo político e esses direitos humanos fundamentais de
base Cristã O que é possível fazer reconhecer sim que o proselitismo é uma das formas de exercício a liberdade religiosa desde que ele não se manifeste como discurso de ódio religioso e aqui vem o meu ponto de divergência com o Supremo Tribunal Federal que entendeu que o discurso demonizador cristão não é um discurso de ódio religioso e eu entendo que é que é necessário analisar esse discurso com um olhar mais histórico pensando no processo de colonização né de tentativa de apagamento dessas culturas religiosas e analisar que essa teologia da libertação dos Pentecostais ela é muito
baseada numa prática Cristã muito antiga que remonta aos tempos da Inquisição que é demonizar a culturas pagãs para reafirmar a fé cristã mas esse comportamento Cristão é histórico nós precisamos entender que também o proselitismo ele acaba em a medida impedindo a liberdade religiosa porque veja bem eu não seria de Candomblé se eu não fosse filho de uma mãe e alorixá e de um pai que é de terreiro talvez eu também estivesse na igreja pastor não por escolha mas porque no Brasil todo mundo nasce Branco Cristão e simétri normativo esse é o padrão então não Os
Pretos que estão na Igreja neopentecostal Pentecostal eu tenho dúvidas se eles estão lá pela força do colonialismo do colonizador ou se eles estão lá para o livro escolha ou até para fugir um pouco da Crueldade do racismo você se vê obrigado a colocar sobre si alguma camada branca que é a religiosa na Igreja Batista a algum tipo de perseguição religiosa os evangélicos sofreram durante séculos no Brasil também muita perseguição né a constituição do império por exemplo de 1824 proibia que existissem qualquer tipo de templo que não fosse católico era proibido no Brasil igrejas evangélicas o
primeiro tempo evangélico ele é do final do século 19 a Catedral Metodista do Catete no Rio de Janeiro então isso estava escrito na Constituição no artigo quinto da constituição do império Brasil ele era um estado confessional ele não era o estado laico né a laicidade que permite até uma conversa como essa que nós estamos aqui é só na época da República então é muito recente também esse esse estranhamento que existe entre as comunidades evangélicas lá do senso É no sentido amplo e o Brasil isso é de agora né as tradições presbiterianas quantas igrejas protestantes foram
apedrejadas no Brasil eu sou filho Neto Neto para falar aqui da família agora de Protestantes e as histórias que nós temos os registros históricos que existem no Brasil é de um extremo preconceito também com os evangélicos hoje existem preconceitos com Evangelhos Hoje nós estamos realmente num momento de estranhamento hoje existe existem grupos diferentes é um momento de readequação nós vivemos hoje numa sociedade plural nós vivemos hoje num momento que todo mundo está aprendendo por exemplo eu sou muito amigo da Luana genou o mativista que fala sobre a igualdade racial ela falou assim Davi não se
pode usar a expressão por exemplo escravos negros não pessoas que foram escravizadas não faz parte da essência de uma pessoa seja qual for a sua etnia O Judeu escravo não O Judeu que foi escravizado no Egito falei olha que interessante Olha que aprendizado todos nós entendemos né chegarmos eu acho que a ideia da conversa é a tolerância é cada um entender entender com a tradição do outro e isso é muito recente no Brasil a Constituição de 88 nós nós estamos num num processo que eu acho que é que todos ganham todos nós ganhamos quando quando
vamos não apagar a história mas juntos encontrarmos então a viabilidade que a sociedade queremos construir acho que essa é a pergunta né que sociedade queremos construir e não apenas tolerar ideias mas tolerar as pessoas e ouvir o outro né mesmo não concordando né Vocês vão fazer uma pausinha aqui na nossa conversa a gente volta já [Música] voltamos a conversar sobre intolerância religiosa com o pastor batista Davi Lago o Babalorixá em Barreto Nogueira e advogada Milene Cristina a perseguição religiosa está presente no Brasil desde o período colonial O que torna grupos minoritários alvos constantes de intolerância
como explica o doutor em história social pela PUC de São Paulo Wagner Marques indígenas e as religiões de Matriz afro são objeto permanente de violência e continuam a ser até o tempo presente como essas religiões se organizam para ultrapassar a Perseguição tem desde organizações diversas movimentos civis a dupla pertença como mecanismo de resistência as festividades uma série de publicações ocupação de espaços daí a necessidade do fortalecimento institucional do fortalecimento jurídico e apontar uma sociedade para tolerância e para a diversidade o Brasil é um estado e por assim o ser as religiões minoritárias elas devem ser
assistidas igualmente protegidas igualmente as religiões majoritárias professora o Wagner chama atenção justamente apontando soluções caminhos não é para o combate a intolerância religiosa queria ouvir vocês também nesse sentido pastor o caminho é esse é uma ética de reciprocidade uma ética democrática uma ética que permita que cada um tem as suas opiniões seus modos os seus modos de viver em sociedades homogêneas não tem nem que falar de tolerância a ideia de tolerância nasce exatamente de uma sociedade plural onde pessoas tem valores diferentes e até mesmo antinômicos ou seja que às vezes são frontalmente diferentes uns dos
outros então o desafio da sociedade democráticas complexas no mundo de hoje é justamente equalizar modular E aí a importância da lei por um lado mais importância também da educação por outro lado uma educação física o Brasil tem uma baixa tradição de de trabalho voluntário você sempre muito autoritário então a gente quebrar essa cultura autoritária no Brasil através da leitura do discurso das conversas eu acho que benéfico Se nós queremos uma sociedade democrática as lei porque a lei a não é a lei que torna é crime tolerância religiosa é crime é Millenium o que que acontece
então a lei ela é cumprida de fato ela é um instrumento válido principalmente para casos que envolvem violência grave ameaça nós temos crimes gravíssimos com motivação religiosa que já foram mapeados pela Procuradoria da República mas é importante também esse movimento educativo e nós temos a lei 10 mil meia 39 de 2003 que é um grande instrumento que faz 20 anos esse ano né que traz a obrigatoriedade do ensino da história da Cultura Africana e Afro brasileira e ela tem que permear todas as instituições para que a gente possa combater o racismo estrutural e institucional não
ter só esse olhar individual da pessoa x que praticou o racismo religioso contra a pessoa Y eu penso que diálogo é fundamental a gente precisa se conhecer nós temos que conversar temos que sentar à mesa não eu eu Nós não somos tão desiguais nós somos feitos desiguais em nome de uma política que quer nos separar e fazer crer que somos inimigos Nós não somos inimigos não é não é porque uma religião ela tem base civilizatórias africanas e a outra não que nós somos diferentes não é não é porque é uma religião é mais antiga milenar
e a outra é mais jovem que nós somos diferentes nós devemos poder existir como existências todos nós podemos existir não é quer dizer desde que respeitemos um fio ético não é de manutenção de uma Harmonia melódica existencial todos nós podemos existir não é é existir que interessa então há um projeto político desenvolvendo um fanatismo na mente das pessoas o fundamentalismo E aí quando eu falo em cristão Eu preciso fazer umas áfricas que eu estou falando no Cristão fundamentalista que nós sabemos que o cristianismo é muito bom nós sabemos que o cristianismo ele ele quer trazer
conforto paz não é ele quer caminho eu penso tem um componente Central que nós precisamos marcar que é devolver a religião para o seu lugar qual é o papel da religião o papel da religião é Harmonia familiar É conforto não é é desenvolver o pensamento não é mesmo que seja crítico é a saúde mental do corpo e do espírito se alguém não acredita na dimensão espiritual também pode não ser religioso é um direito não é mas nós precisamos devolver a religião para o seu lugar e com o seu papel social o fanatismo leva a intolerância
sim grande escritor israelense ele tem uma frase assim que o Fanático só sabe contar até um número dois já é grande demais para ele só cabe ele no mundo ele ironicamente também diz assim amo os ossos que o Fanático ele é um altruísta porque ele é mais interessado em você do que em você mesmo ele tá tão interessado em você que ele quer forçar aquilo que você deva ou não deva fazer podemos lembrar também de calibre que falou que o Fanático é um orador completamente surdo Ele fala fala fala mas que é ouvir ninguém como
Bem lembrado pelo professor nós temos que dialogar conversar né um diabólos no Grego é um adversário o eterno adversário mas o diálogos quer dizer é o conhecimento entre entre as pessoas é a conversa é chegarmos a uma saída para violência citaram muito do programa questão política religião se misturam desde que o mundo é mundo não é mas quando é que esse limite é ultrapassado a ponto de não respeitar as liberdades individuais Milene bom eu gosto muito de uma definição e olha né de um filósofo Liberal Porque existe também muitos instrumentos emancipatórios dentro do liberalismo político
que é o Ronaldo se você se sente e tem o direito numa sociedade democrática de escolher os valores existenciais que vão guiar a sua vida você tem que estender esse direito ao outro o outro também tem o direito de escolher os seus valores existenciais e escolher valores diferentes dos seus é isso que caracteriza a pluralidade da sociedade democrática que o pastor Davi Lago ressaltou o problema se torna é quando é uma instrumentalização do determinadas crenças religiosos por parte de instituições políticas e mesmo de lideranças religiosas que tem grande influência política que é o que a
gente tem visto né se intensificar nas últimas décadas no Brasil ninguém tem o direito de descobrir uma função pública determinada por lei sobre o argumento de que está cumprindo a sua religião existe sim o direito à objeção de consciência né mas essa objeção de consciência ela também não pode impossibilitar de cumprir com os seus deveres né o estado ele tem deveres perante uma sociedade plural não só perante a maioria Cristã eu tenho aqui um minutinho final que eu vou dividir entre vocês para um último recado rapidamente eu quero destacar um ponto da minha fala que
a gente possa dançar junto dancemos e cantemos produzindo juntos juntos Juntas e juntos uma Harmonia melódica existencial que possamos existir dançando e cantando em harmonia Axé fala de respeito de ética e uma frase que eu sempre tenho repetido é menos olho por olho e mais Olho no Olho que todos nós possamos ser tratados com a mesma consideração e respeito né com a dignidade humana como determina a Constituição Federal e aprender com as diferenças não é tão rico Obrigada pela conversa hoje obrigado obrigado pela sua companhia e ótima noite para você [Música] [Música]