sejam novamente bem-vindos ao tjcc no ar e nesse momento nós vamos falar sobre as desigualdades de acesso aos tratamentos dos cânceres ginecológicos e esse podcast tem o patrocínio da gsk o qual a gente agradece muito bom eu tenho aqui convidados super especiais eu vou pedir para cada um que cada um se apresente eu sou ank Berman eu sou fisioterapeuta epidemiologista do INCA atualmente eu coordeno o programa de pós--graduação mestrado profissional em saúde coletiva e controle do câncer e ao meu lado eu tenho a Dr Andreia Paiva Guimarães gadila Guimarães o Dr Elias abto e o
Dr luí Santini pedi para que você se apresentem então bom é um grande prazer est aqui Agradeço o convite e meu nome é Andreia Paiva Gadelha Guimarães eu sou oncologista Clínico do Hospital AC Camargo cancer Center Líder da parte de eh do centro de referência de tumores ginecológicos e faço parte da diretoria do grupo Eva responsável pelo advoca Bom dia eu sou Elias ábido sou médico oncologista trabalho no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo há 15 anos em clínica privada então é um prazer est compartilhando aqui com vocês tive a oportunidade de participar
do primeiro TJ CC então é um prazer est de vol eu acho que também tava bom dia eu sou luí Antônio Santini eu sou médico sou cirurgião de tórax e cirurgião geral de forma mas também sou especialista em saúde pública e professor de saúde pública fui diretor do Instituto Nacional de câncer durante 10 anos onde foi talvez a melhor época da minha vida e também tenho participado do tjcc desde das primeiras versões e e cumprimento sempre essa iniciativa pela importância que ela tem para pro desenvolvimento da do controle do câncer no nosso país muito se
tem muito se tem a percorrer ainda mas há um caminho já percorrido e que é importante que a gente assinale e E demonstre que é possível com todas as dificuldades e enfrentar esse problema tão tão importante pra sociedade brasileira e pras pessoas e o fato da gente estar aqui é justamente por isso né nesse evento tjcc é para que todo mundo discuta o que a gente pode fazer para realmente melhorar e mudar esse desfecho né que é tão frequente em relação aos cânceres E aí D André pra gente começar a falar um pouquinho sobre a
desigualdade de acesso eu queria que você falasse assim rapidamente sobre quais são os tipos de tumores ginecológicos mais frequentes os seus tratamentos para que a gente possa então entrar nas desigualdades bom nós temos aí cinco câncer ginecológicos eh Pra gente chamar atenção câncer de colo de útero câncer de endométrio o câncer de vulva de vagina e câncer de ovário no Brasil o mais prevalente deles é o câncer de colo de útero representa na maioria das regiões o terceiro câncer mais frequente mas em algumas na região norte nordeste chega a ser o segundo tumor mais prevalente
é um tumor passível de prevenção e curil a gente tem armas para isso disponíveis inclusive na rede pública principalmente a vacinação contra HPV que tá disponível na rede pública para meninos e meninas de 9 a 14 anos e para um grupo especial que são pacientes imunossuprimidos pacientes oncológicos vítimas de violências sexuais usuários de prep e mais recentemente inclusive foi incorporado para pacientes portadores de de papilomatose Larinha recorrente além do câncer de colo de útero a gente tem câncer de endométrio também que vem crescendo no mundo todo no Brasil não tá sendo diferente e esse crescimento
está relacionado a envelhecimento da população e a obesidade que vem em números crescentes em todo o mundo então Eh e é um tumor que a gente precisa chamar a atenção de um principal sintoma que é o sangramento vaginal anormal aquele sangramento que aparece fora do período da menstruação às vezes durante atividade sexual e mesmo aqueles sangramentos no período da pós-menopausa que nessa situação é importante que a paciente procure assistência médica outro tumor eh que não é um dos mais prevalentes mas é um de alta letalidade é o câncer de ovário câncer de ovário infelizmente a
gente não tem um método de rastreio efetivo mas é importante a gente ficar atento a sinais e sintomas como o aumento de volume abdominal uma perda de peso inesperado é e importante saber da sua história familiar de câncer mulheres com história familiar de câncer de mama o câncer de mama e ovário hereditários precisam ser melhores avaliados a gente sabe que o câncer de ovário cerca de 25% deles estão relacionados à síndromes genéticas e principalmente a mutação de genes chamados brca1 e 2 que a gente bem conhece a história da Angelina Joli que trouxe a população
uma história aí da fam de câncer de mama e esses mutações nesses genes estão relacionados ao câncer eh não só de mama quant câncer de ovário câncer de vulvo e vagina são menos prevalentes Mas podem estar relacionados a ipv então é importante ter um acompanhamento ginecológico de rotina pra gente conseguir detectar algum dessas lesões precocemente E aí os tratamentos são tratamentos menos complexos e com menores sequelas e com preservação da qualidade de vida pois é d André e a gente sabe que para vários tipos de câncer ginecológicos a gente tem né como prevenir esses câncer
de fazer uma prevenção secundária e uma prevenção terciária mas o o foco desse podcast é em relação também ao tratamento né o acesso ao tratamento e a senhora comentou que ah é possível tratar mantendo uma boa qualidade de vida mas para isso a gente precisa do diagnóstico precoce né E mesmo a partir né do momento do diagnóstico esse tratamento a gente sabe que ele é desigual né em diferentes populações aí D Elias que que o senhor fala sobre essas desigualdades no acesso ao tratamento eu agradeço a André que ela fez uma breve revisão de não
mas é o que que acontece nós temos vários brasis dentro então eu vi um estudo de índice IDH que tudo contribuiu para não ter acesso a moradia a falta a distância do posto de saúde então Eh existem n fatores que dificultam o acesso eu tenho muito orgulho de trabalhar no SUS porque quando a paciente Chega ou na Instituição da Andreia ou na nossa ou no no numa numa assistência que é voltada para para isso a gente consegue encurtar o não encurtar a gente consegue correr atrás do prejuízo mas a grande realidade que nós enfrentamos é
que infelizmente esses tumores tratáveis ou evitáveis com vacina chegam muito tardiamente e quando chega muito tardiamente aumenta muito o sofrimento da paciente aumenta muito a a que se tem nessas internações então o que que na sua pergunta o que que quais são essas grandes desigualdades é melhorar tudo para todos né Desde de uma educação continuada desde uma prevenção porque a gente falar de câncer de colo uterino no Brasil a gente fica envergonhado tem regiões que não tem acesso ao Papa Nicolau quer dizer então a gente precisa o tjcc tá aí o grupo Eva tá aí
depois se a Andreia quiser falar um pouco do trabalho que é porque assim nós estamos fazendo a nossa parte de médico da população a população traz o paciente a conscientização é lógico o Dr Santini uma vez quando teve aqui falou do nes trabalhos n drogas que saem Mas qual realmente a gente vai produzir um benefício a nossa economia ela é finita a gente não pode sair fazendo tudo para todos nós vivemos de escolhas Então mas eu tenho certeza que os médicos da saúde pública os médicos fazem o melhor pro paciente O problema é ele chegar
em condições da gente ter esse acesso Dr pantine eh a gente acabou de ter né a política nacional né publicada agora e o senhor acha que dentro dela tá contemplando essa questão das desigualdades como é que o senhor vê a questão da nova política e a desigualdade eu eu acho que a nova política é muito importante e na verdade se nós observarmos essa política que agora é uma lei Mas ela vem sendo construída há vários anos através de vários instrumentos como regulações portarias eh eh e que vem tendo esse caráter abrangente com relação a todas
as etapas ao enfrentamento de todas as etapas da história natural das doenças sobretudo as doenças eh os cânceres femininos eh os cânceres da mulher não porque a mulher tem além dos câncer ginecológico outros tipos de câncer também muito importantes né epidemiológica ticamente como o câncer colorretal eh e e outros tipos de câncer que também vem crescendo de incidência da mulher mas falando dos cânceres ginecológicos sobretudo dos mais prevalentes de mama e colo do útero H há muitos anos que o Brasil tem uma estratégia para para detecção precoce e para eh diagnóstico e tratamento desses tumores
no entanto eh essas estratégias aparentemente simples mas são não são simples elas são muito complexas porque el elas dependem de uma estruturação do sistema elas dependem de uma Rede organizada para que para que ela seja efetivada então por exemplo a questão do Câncer do colo do útero Como disse o Dr Elias que é é realmente um uma um desafio mas é também uma vergonha para nós a existência mas nós temos um grande problema que na na na na questão da da do rastreamento primeiro nós fazemos rastreamento oportunístico nós não temos um rastreamento populacional organizado isso
isso já é um problema mas Além disso nós temos um problema com com a Patologia e o número e a distribuição de patologistas do Brasil dificulta o o diagnóstico então há uma perda de tempo com relação a essa organização Eu acredito que a lei ela dá agora uma direção concreta do ponto de vista de que não é mais uma diretriz Mas é uma lei precisa ser cumprida e o grande problema pro cumprimento das leis dessas leis na minha opinião são estratégias de implementação nós temos no Brasil uma certa dificuldade de implementação o próprio modelo do
SUS ele tem vantagens nesse mas tem algumas questões que dificultam um pouco por exemplo o modelo tripartite às vezes atribui idades a ao nível primário que ele não tem capacidade de resolver na integralidade então nós o SUS conseguiu avançar muito no que se chama a universalidade nós temos um sistema Universal mas nós não temos um sistema integral e muito menos equânime então o nosso grande desafio agora é ele ser integral no sentido de abranger tudo que é possível Como disse Dr Elias não tudo que é necessário que isso é impossível de se alcançar mas tudo
que é possível E também com com Equidade que é o mais difícil porque como também disse o Dr Elias a a desigualdade não é só no tratamento de câncer Nem só na medicina é em tudo o Brasil é um país profundamente desigual e às vezes a gente fala em desigualdades regionais eh com região norte e eh centro-oeste e Nordeste que são muito os indicadores dores são sempre muito piores do que na sul Sudeste mas no entanto no interior das das das regiões chamadas desenvolvidas também existe uma profunda desigualdade nas as favelas as áreas de Periferia
regiões metropolitanas como por exemplo a região metropolitana do Rio de Janeiro existem áreas onde os indicadores eh sociais socioeconômicos de saúde são tão tão ruins quanto em regiões afastadas então Realmente nós temos um grande desafio o e novos desafios também aparece as inovações tecnológicas são grandes oportunidades mas é preciso ter recurso não basta ter a a a um novo equipamento um novo produto ou uma nova tecnologia é preciso ter o recurso e a racionalização da utilização desse recurso então nós temos que olhar para essa situação como se como eh como uma um um desafio para
para todo o sistema agora eu acho que a vantagem que nós temos é ter um sistema Isso é uma grande conquista e e a população se apropria dessa Conquista as pesquisas populacionais que falam eh do Sistema Único de Saúde você percebe que a população entende e eu acho que nós temos um exemplo recente a pandemia mostrou que a importância desse sistema as pessoas se não fosse o sistema único de saúde e nós teríamos uma coisa muito mais devastadora muito mais abrangente do que conseguimos e a resiliência do sistema está justamente nessa gestão tripartite nessa compartilhamento
e na participação da sociedade É nesse sentido aproveito e passo para Dr André falar da iniciativa do grupo Eva né que eu acho que vem buscando enfrentar todas essas desigualdades essas dificuldades no acesso ao diagnóstico ao tratamento dos cânceres ginecológicos grupo Eva assim é o grupo brasileiro de tumores ginecológicos é um grupo que esse ano completa 10 anos de existência é um grupo que começou inicialmente só com médicos hoje é um grupo multidisciplinar e há 4 anos vem investindo muito nessa questão do advoca da conscientização e de apoio ao paciente e muito nos incomodar realmente
eu acho que essa situação Apesar de nós médicos convivermos diariamente com isso com novas incorporações mas e como foi muito bem dito o recurso é finito então a gente precisa ter focos de atuação então a o objetivo do do grupo e de criar inclusive uma campanha que é o Setembro em flor é uma campanha que foi criada com objetivo de conscientização dos câncer ginecológicos e e é justamente focar muito na conscientização passar pra população de educação porque a a conscientização traz poder pra população traz a capacidade de questionamento e Ação então Eh o grupo vem
trazendo cada vez mais dentro das das Missões do grupo tá aí de Educação de pesquisa de capacitação capacitação médica capacitação de equipe multidisciplinar e mesmo e de luta pela incorporação de melhores tecnologias melhores novas drogas dentro do que a gente pode em termos pesando muito bem a questão de custos e benefícios porque a gente sabe que a Oncologia tá é uma uma área bastante de custo bastante elevado né e a gente precisa ter uma avaliação racional de tudo isso então o grupo Eva vem trazendo eh buscando cada vez mais trazer esse tema à tona participamos
inclusive aqui no tjcc de um painel falando de sequelas de tratamentos e de da questão do impacto financeiro que o câncer traz né da toxicidade financeira tanto individual quanto para uma sociedade e que é um assunto que a gente tem que realmente cada vez trazer a tona só reforçando eu acho que a uma dos impactos já do do grupo de trazer a tona a gente nesse período aí desse último ano tivemos felizmente alguns avanços eh uma das questões é a questão até da vacina do HPV do retorno paraa vacina pro ambiente escolar porque é onde
a gente teve o grau de adesão maior à vacina e outro ponto eu acho que é bastante importante é a o novo método de rastreio de câncer de colo de útero que é a pesquisa do DNA do HPV que foi aprovado em março e que tá num processo de implantação que como o senhor bem disse Dr Santini é a fase mais desafiadora porque é a implantação e você tem que ter um controle do desfecho final não adianta Só implantar e você não tem o resultado final de que aquilo ali realmente faça diferença e tem Impacto
sobre a população Então é isso que que o grupo tem feito é um grupo que tá aberto a a qualquer outra pessoa que tenha o mesmo objetivo de tentar trazer uma qualidade de assistência melhor a paciente com câncer ginecológico te acrescentar eu ainda fico incrédulo como nós temos médicos que ainda não acreditam na vacina isso é um desserviço muito grande porque é é quem influencia o paciente isso aconteceu na covid e nós temos colegas que radicalmente não contra indicava a vacina do HPV por sequelas que neurológico poderia ha é um absurdo então também faz parte
a educação continuada naquela resistência da ignorância de não aceitar o que tem uma evidência no mundo inteiro Então é isso temos que trabalhar também nós como como médicos é uma vacina né Elias a gente o covid mostrou muito isso a importância a gente tem um programa nacional de imunização que é modelo para qualquer lugar do mundo e o grau de importância que a vacina tem aqui especificamente do HPV a gente tá falando uma vacina que protege contra o a gente tem duas HPV e hepatite B Então acho que a gente tem que reforçar e os
números vêm mostrando aí números do do INCA a perspectiva dos anos futuros aí é de aumento crescente e exponencial dos números de casos de câncer se existe uma forma que a gente pode eh Agir é através da vacina e mudança de hábitos de vida né hábitos de vida saudáveis deixa acrescentar um detalhe né o país que mais gasta em saúde é aos Estados Unidos e onde se morre mais e mais jovem o país que menos gasta em saúde e vive-se mais é na Austrália porque eles têm hábitos de vida incorporado em tudo Então olha a
importância você mostra lá o que os Estados Unidos gasta com saúde que dá tudo que precisa tudo mas quando você vê a sobrevida e o tempo de vida do americano perde paraa Austrália que é um país que tem plantação tem peixe a população já tá habituada a Então tudo isso e é um dos campeões de vacina de HPV Então a gente tem que pegar exemplos dessa dimensão e a educação né educação alimentação exercício tudo isso a gente não pensava nisso acho que na época que a gente se formava era assim vamos matar o câncer paciente
sobreviver a gente faz alguma coisa hoje não a gente tem que pensar gente quer para ele né as escolhas já tá com a placa lá e aproveitando pegando a carona nisso não sou fisioterapeuta né não podia deixar de aproveitar esse momento hoje a gente tem evidências suficientes que mostram que se a partir do diagnóstico né Essa Mulher começa a melhorar os hábitos de vida e a gente introduz atividade física a gente reduz a mortalidade né tanto sobre a vida Global quanto sobre a vida livre de doença e a gente muda os desfechos a gente diminui
as complicações do tratamento oncológico a gente aumenta a Adesão no tratamento a gente tem um impacto na qualidade de vida a qualidade de vida é preditor de mortalidade Então acho que hoje assim não tem como a gente pensar em E aí eu agradeço muito ao grupo eva por sempre abrir a porta para fisioterapia mas não tem como a gente pensar em fazer assistência a um paciente oncológico sem senão a partir do diagnóstico a gente também introduzir essas mudanças né E também o acesso né ao toda a equipe multiprofissional eu tô falando em nome do fisioterapeuta
mas a mesma coisa em relação à nutrição assistente social enfermagem todos os outros profissionais eu acho que quando a gente tá todo mundo junto né de fato olhando pra linha de cuidado dessa paciente todo mundo sai ganhando né Oncologia não é um tratamento para um único uma única especialidade ele é multidisciplinar juntos contra o câncer exatamente eu queria e agregar eu acho uma coisa disso tudo que nós estamos falando eu eu recolho um uma questão que na minha experiência também de viver com essa coisa da implantação do SUS percorrendo estados municípios Conhecendo o Brasil todo
que eu conheço bastante eu posso dizer que nós temos hoje também um problema muito sério de informação e comunicação eu acho que eh Hoje nós estamos vivendo uma crise de de de de informação quer dizer os meios novos de informação eles não eh Nós não sabemos utilizá-lo quer dizer Como como o o principalmente os os os piores interesses sabem e e nós não estamos conseguindo acessar a a até mesmo os próprios colegas então a educação e pensada sobre esse ângulo da multidisciplinaridade e a informação adequada PR as pessoas é um grande desafio eu acho que
a gente tem que se debruçar sobre isso também porque o que eu percebo hoje é exatamente essa uma pulverização o conhecimento a sensação que a gente tem na ponta que as pessoas se sentem sobrecarregadas elas recebem muitas informações e não tem capacidade de organizar e processar aquilo eu acho que esse é um Desafio também pra formação profissional pra formação médica e Sem dúvida nenhuma eu eu sou professor aposentado e eu tenho uma experiência bastante grande discutir essa questão questão da da educação e eu vejo que os currículos médicos hoje são completamente superados esse modelo de
formação de especialistas que nós temos hoje é completamente inadequado Não serve nem pra vida deles mesmos eles têm que fazer o novo ciclo de de Formação quando se formam Então esse também eu acho que é Um Desafio importante bom gente infelizmente a gente tá chegando a final dá vontade de ficar conversando aqui tem são muitos assuntos mas a gente vai ter que encerrar então agradeço muito a participação de vocês acho que é um tema que a gente precisa discutir né E esse é o espaço agradeço novamente o patrocínio da Jessica desse podcast e muito obrigada