então sem mais delongas módulo 1 do nosso curso introdução que que nós iremos ver na nossa introdução do curso de conciliação e mediação extrajudicial Panorama histórico Você conhece a história da mediação como ela surgiu você sabe o contexto pelo qual essas etapas elas foram se desenvolvendo até chegarmos hoje nas legislações que nós temos que dão base que dão suporte para que nós possamos ter mais credibilidade no Instituto que nós utilizamos hoje para resolver os nossos conflitos Então vem cá comigo esse Panorama histórico nós começamos a pensar no seguinte o ser humano ele é social por natureza então quando Nós pensamos no ser humano Quando pensamos no homem o homem a pessoa ele não nasceu para ser uma pessoa sozinha desculpa redundância Mas é só para dar aí fazendo o que eu quero no raciocínio que eu quero trazer para vocês então nós pessoas Não nascemos para ficarmos isolados eu na minha concha sozinha no meu universo no meu ecossistema o ser humano necessita de outro ser humano quando eu estou no meu universo no meu na minha bolha eu tenho conflitos só que não são conflitos com outros são os meus conflitos internos são os meus dilemas são os meus porquês são aquelas coisas Talvez os meus negócios inacabados as minhas questões emocionais aquilo que eu não resolvo Aquela aquele mal estar aqui que tá aqui é meu só que a partir do momento em que eu sinto falta de algo que eu não sei exatamente o que é de algo ou de alguém eu preciso me relacionar porque talvez eu preciso isso que está me incomodando colocar para fora preciso verbalizar e para verbalizar eu preciso de alguém eu preciso do outro então preciso do ser humano de uma pessoa que vai estar comigo então nós somos seres sociais por natureza para tentar de alguma forma nos relacionarmos e tentarmos de alguma de alguma forma diminuir as dores que temos as nossas ou as dores causadas pelas relações que são travadas entre nós então se eu não consigo ser uma pessoa sozinha e preciso do outro porque sou um ser social invaravelmente eu começo a ter um outro problema se eu tinha os meus problemas internos e a outra pessoa também partindo do pressuposto que tem os problemas internos dela a partir do momento que eu começo a conviver com este outro ser humano nós em algum momento iremos entrar em choque choque de ideias choque de comportamento choque de crenças choque de ideologias e aí nós começamos a ter um terceiro problema o primeiro problema é o meu problema interno o segundo problema é o problema da outra pessoa com quem eu estou me relacionando que ela tem os seus próprios problemas internos e o terceiro problema é aquele que decorrente da relação entre a gente então Quando surge este outro problema nós precisamos resolver então nós saímos de uma esfera individual partimos de uma esfera social em que me relacionam com o outro e nós conseguimos aqui enxergar um outro gargalo é esse gargalo relacional enquanto o X da Questão estava comigo como ser individual a bola da vez estava comigo como eu ia resolver se eu ia resolver se eu não ia resolver o problema estava comigo da mesma forma a outra pessoa se ela ia resolver se não ia resolver se é explodir explodir tava aqui na Ceara interna a partir do momento em que eu me torno uma pessoa social a partir do momento que eu me relaciono com o outro e passamos a ter um outro problema decorrente das nossas relações nós precisamos resolver essa parte externa a relação que eu estou tendo com o outro e aí é que vem como eu consigo resolver aquilo que já não é mais meu aquilo que não é mais interno mas aquilo que é externo esta este ato Esta ponte isso aqui essa relação esta liga entre os dois é chegar galo essa pedra de tropeço aqui entre os dois como é que se resolve Então partindo desse pressuposto que somos seres que dependemos do outro Somos seres que nos relacionamos com o outro nós precisamos de alguma forma resolver nossos conflitos porque querendo ou não se nós nos relacionamos com pessoas nós invaravelmente entraremos em conflitos então onde há pessoas há conflitos seja conflitos individuais sejam conflitos externos sejam conflitos sociais conflitos relacionais se temos esses conflitos se temos estas esses problemas como é que nós iremos resolver Então a partir de um conceito histórico esses problemas entre pessoas eram resolvidos através de um recurso religioso era utilizado as divindades os Deuses os rituais religiosos na época se socorreia aos Deuses as todas as entidades que se fazia sentido aquela época então todos os filmes históricos todas as batalhas quando a gente lê sobre o assunto a gente vê o quanto as pessoas faziam seus rituais para tentar resolver os problemas entre as pessoas através das respostas dadas pelos deuses e cada um acreditava na crença que fazia sentido para elas então esperava que essa entidade com rosto sem rosto com suas manifestações peculiares trouxesse a resposta para o conflito entre essas pessoas e eu te pergunto resolvia até certo ponto sim conseguiu se até certo ponto amenizar alguns conflitos mas na Essência mas na profundidade na raiz não E aí começou a ficar mais mais angustiado não tá resolvendo eu tinha os meus que eu resolvi do meu jeito comecei a me relacionar com o outro para tentar buscar um socorro e a gente começou a ter um terceiro problema relacionamento entre eles buscamos um socorro religioso resolveu mas aí começou a não resolver tanto quer saber de uma coisa não vou mais buscar nenhum tipo de recurso religioso Quer saber de uma coisa deixa eu pegar e resolver do meu jeito então por isso surgiu a alto tutela e a defesa privada deixa que eu resolvo a justiça com as próprias mãos Então quer saber de uma coisa o problema não é meu não fui eu que estou não sou eu que estou sentindo a dor não sou eu que estou sentindo esse desconforto Então espera aí ao invés de eu pegar e fazer todo um ritual de fazer toda uma ritualística deixa que eu mesmo resolvo Então sou eu que tô sentindo Então espera aí me dá aqui de volta e deixa que eu vou resolver olho por olho dente por dente deixa que eu resolvo E aí começou a buscar a retomar o conflito as dores para suas próprias mãos deixa que eu resolvo as pessoas retomaram tentaram retomar as pedras de tropeços gargalos para ser retomar este problema e trazer para mim deixa que eu resolvo nessa história de deixa que eu resolvo algumas coisas eram resolvidas e outras coisas não eram resolvidas porque Pare pense deixa que eu resolvo sobre qual critério porque se eu estou resolvendo sobre o meu critério de certo errado Talvez o elemento Justiça era questionado porque o que é justo para mim pode não ser justo para o outro porque o critério de certo errado a depender de qual é a pessoa que está utilizando essa variável nós podemos questionar será que é justo sobre qual Ótica sobre a minha ou sobre a sua então começou-se também é discutir se esse critério do olho por olho dente por dente dessa defesa privada de tomar para si a responsabilidade de resolver os seus próprios conflitos se isso realmente era algo positivo ele começou a se questionar talvez não porque a gente começa a colocar em dúvida O que é justo certo doente porque se fica no plano da subjetividade então a gente sempre vai questionar porque é justo por um e não é justo para o outro então o desconforto ele vai existir a todo tempo existindo esse desconforto a gente sempre vai estar brigando porque todo mundo vai estar sempre insatisfeito com alguma coisa então por isso Começou você pensar precisamos criar regras regras objetivas para que as pessoas elas consigam ter um padrão para conseguir nortear os seus comportamentos porque assim a gente consegue diminuir o critério da subjetividade e consegue trazer objetividade a gente deixa de ser aquilo que eu acho que é certo e nós conseguimos ter variáveis elementos objetivos para começar a nortear o nosso comportamento e fica muito mais fácil nós termos Como avaliar se aquele comportamento ele é justo aceitável ou não e assim começaram a surgir os novos regramentos só que como todo novo regramento existe as suas falhas porque os regramentos são feitos pelos homens e os homens daquela época são aquelas pessoas que tinham Posses tendo postas tendo recursos você acha que esses regramentos eles eram feitos para beneficiar quem a maior parte da população ou apenas um pequeno segmento então o benefício ele era restrito vamos dizer assim então precisamos ter um olhar mais macro precisamos que esses regramentos eles tenham um tom diferenciado então nós começamos a deixar esses regramentos esses critérios objetivos aqueles costumes que nós utilizavamos e começamos a nós Norma a esses costumes e vamos começar a deixá-los mais efetivos vamos utilizar o direito propriamente dito como um instrumento de controle social vamos utilizar o direito como uma régua para controlar de forma efetiva o comportamento das pessoas vamos dar realmente Norma vamos dar robustez Vamos começar a criar institutos vamos começar a colocar ordem na casa porque enquanto estava as leis pelas leis a gente conseguia ter uma margem vamos dizer assim de discricionariedade uma margem de flexibilidade Só que ainda assim não resolvia Então vamos começar a dar Norma vamos começar vamos começar a criar institutos vamos vamos começar a criar organizações vamos começar a dar nome aos bois e aí tivemos o direito como Esse instrumento de controle social resolveu então E aí surge o estado na sua Plenitude já que precisamos colocar ordem na casa então vamos criar um ente para resolver os problemas não vai ser mais O José não vai ser mais o João não vai ser mais uma determinada lei não vai ser mais o direito vai ser uma figura um ente para resolver o problema agora você tem a buscar Socorro figura do estado se estivéssemos no curso de direito por isso que eu disse que o curso é para todos e a linguagem que é um pouco desconstruída a gente ia nesse tópico a discussão jurídica é grande mas não vamos chegar nessa discussão jurídica tá então só fechar parentes antes que o juristas de plantão fiquem vamos falar sobre não vamos falar sobre Olha a questão do pertencimento tô de olho em você viu então surgiu o Estado vamos resolver essas questões e dentro do Estado tivemos poder judiciário vamos resolver os problemas temos aqui toda a estrutura jurídica para tentar resolver magistrados etc só que aí quando você cria uma estrutura para resolver todos os problemas Quando você cria uma estrutura para que você diga Olha o seu problema pode ser resolvido aqui neste setor neste local surge um outro problema qual era o problema tudo vai para lá então desde o problema de a vizinha me olhou torto e por isso eu vou lá na justiça porque eu quero uma reparação até das coisas mais complexas possíveis imaginaveis então desde o furto da lata de leite ninho no supermercado desde a pessoa olhar torto desde a galinha do vizinho que estava piando a galinha do vizinho que saiu de madrugada desde o galo que canta de madrugada desde a palha do vizinho que faz zoada desde do gato que fica andando pelo telhado pela palha surgiu de tudo então tudo ia para esse local conflito ser resolvido com essa quantidade de com este volume de casos para serem resolvidos eu te pergunto você acha que pelo volume e quantidade de pessoas gente consegue dar uma resposta satisfatória não E com isso com essa quantidade quando esse volume porque a intenção foi boa a intenção de criar um instituto para resolver esses conflitos foi dizer assim olha vamos te dar um apoio Ok vem para cá que a gente consegue te dar uma resposta mais efetiva você não precisa entender de leis você não precisa buscar toda essa parte técnica deixa que a gente te ajuda deixa aqui um terceiro distante desse conflito porque vocês estão envolvidos emocionalmente nessa questão a gente de fora consegue analisar melhor e a gente consegue auxiliá-los tendo uma visão de Fora sobre a melhor solução para o conflito de vocês baseado em regras que foram aqui estabelecidas então a finalidade é boa se a gente parar para pensar o motivo é bom é ele é salutar só que houve um excesso E aí você não consegue por mais que você tenha uma boa intenção a quantidade de informações a quantidade de processos de ações na verdade você não consegue dar uma resposta efetiva e segundo aquilo que você realmente você está buscando por conta disso nós tivemos o quê uma crise porque se você tem uma demanda enorme você não consegue de forma alguma suprir faltam pessoas falta uma série de Que fatores que a gente não vai aqui discutir né porque ele vai chorar um outro borboleta e vamos evitar essa crise na justiça então se nós não conseguimos tudo isso que nós precisamos fazer porque tudo ir a justiça Justiça pessoa me olhou todos Justiça ah cortou meu cabelo Justiça espirrou justiça tudo era Justiça era o famoso vou te processar peguei a época a tia não é velha peguei a época quando ainda advogava era tudo vou te processar pessoa respirar vou te processar espirrou vou te processar então tivemos essa crise na justiça com essa crise na justiça começa a se pensar o seguinte gente nós não conseguimos é coisa demais é gente demais é babado demais é processo demais é causa demais a gente não precisa a gente não consegue dar vazão é isso tudo precisamos fazer alguma coisa e o que que nós precisamos fazer vamos tentar tirar metade desse desse dessa quantidade toneladas de papéis e de pastas Vamos tentar botar isso para alguma coisa fora vamos tentar criar algum Instituto alguma forma de resolver isso aqui fora daqui E aí começou a pensar em desjudicialização Vamos tentar pensar em algo que as pessoas consigam resolver fora daqui que tem o mesmo efeito que tem o mesmo peso que tem a mesma credibilidade mas que não seja aqui vamos começar a fazer um filtro e deixar para vir para cá as coisas mais sérias as coisas assim que realmente preciso de um olhar mais apurado e essas coisas mais simples vamos deixar para outros locais para que elas possam receber uma resposta mais rápida mais efetiva e assim seguir a vida e com isso nós começamos a terça desde judicialização e começar a surgir os mestres no início era métodos extrajudiciais de Solução de Conflitos Esse é de extra porque era fora do Poder Judiciário saímos do é de mesques extrajudicial para masques de a no início percebo a evolução mesques é extrajudiciais fora do Judiciário para masques o a no início esse a de alternativa ou seja era uma alternativa ao judiciário você escolhia ou não judiciário para hoje estiar de masques significar adequado escolha o meio mais adequado para resolver o seu problema não o alternativo mas aquele que vai fazer mais sentido para resolução do seu problema Ok E aí surgiram no início a terminologia era os mestres E aí nós começamos a pensar nesses Mestres qual seria o ambiente qual seria a conceituação dessa mediação estudicial porque Pare pense se nós temos um poder judiciário que era que resolvia tudo e nós começamos a pensar nessa estrutura nessa desjudicialização qual seria esse contexto seria para quê Qual seria a finalidade isso existia não existia nós estaríamos buscando com qual finalidade E aí nessa situação nessa caracterização de contexto da mediação extrajudicial nós conseguimos perceber que essa mediação extra judicial ela já existia há muito tempo e a gente pensando que é coisa de agora com um bom de pandemia média são esta judicial já existia há muito tempo e olhe os locais só para vocês terem ideia de onde já existia mediação Grécia Egito Creta Síria Babilônia China Japão Antiga Roma África Estados Unidos Oceania Canadá Argentina há muito tempo e por que que já existia há muito tempo porque o judiciário caro difícil Moroso questões culturais também porque que nós devemos socorrer Mas é uma movimentação estatal para resolver problemas sendo que nós podemos resolver fora do Estado então todos esses locais já utilizavam mediação E cadê o Brasil culturas que já utilizavam a mediação Judaica islâmica hinduísta budista Cristã a mediação como forma de resolução de conflitos o Mestres no Brasil e aí veja que quando eu falei do ar começou com um ar de alternativa ao judiciário para se tornar hoje o método adequado o meio mais adequado de resolução de conflitos Então se os meios se essa mediação ela já existia muito tempo e todos esses locais que eu fiz referência Por que que no Brasil demorou tanto tempo Por que que nós passamos tanto tempo para começarmos a falar de mediação propriamente dita Será que Demoramos tanto tempo assim então como foi a nossa jornada o nosso contexto histórico a nossa evolução histórica dentro do percurso da mediação então nós tivemos primeiro na nossa Constituição de 1824 quando a gente fala dos meios de resolução de conflito de uma forma geral a primeira referência que a gente tem né nem sobre mediação a primeira referência que a gente tem dentro dessa Constituição de 1824 é sobre conciliação e detalhe uma conciliação feita pelos juízes de paz 1824 conciliação feita pelos juízes de paz Olha que curioso juízes de paz Segue o raciocínio depois a gente veio falar não foi nem de mediação o segundo Instituto que foi falado dentro da nossa evolução foi arbitragem Por incrível que pareça e foi em 1850 com um decreto 735 e no código comercial de 1850 e depois nós tivemos referência sobre arbitragem no Código Civil de 1916 e no CPC de 1939 arbitragem começamos falando de conciliação evoluímos para Arbitragem e nós continuamos seguindo e nada de mediação até então nós tivemos no CPC de 1973 as referências sobre conciliação e sobre juízo arbitral nada de medição Esse é só algumas referências para vocês entenderem a nossa evolução histórica nada de medição E aí Mauro capeletti ele traz um seguinte contexto isso foi Não Falha memória na década de 70 juntamente com outros outros pesquisadores ele começou a questionar o seguinte a gente precisa pensar acesso à justiça dá esse acesso à justiça precisamos verificar de que forma podemos ter uma desconstrução dessa imagem desse poder dessa Justiça essa forma muito autoritária essa forma muito distante muito separada de uma forma elitizada somente para determinados segmentos Então como a gente pode desconstruir mais ou menos essa visão E aí Mauro capeletti Ele trouxe essas três ondas de acesso à justiça você sabe quais são essas três ondas continua dentro do devolução Segue segue o raciocínio e essas três ondas de acesso à justiça a primeira onda era justamente é nós entendermos o obstáculo econômico Por que que nós temos uma Justiça cara Por que que somente algumas pessoas eram privilegiadas a terem acesso a tudo que a justiça oferece então primeiro obstáculo é essa acesso à justiça era justamente o econômico precisamos tornar a justiça acessível aqueles que não possui tantos recursos E aí começamos a falar da assistência judiciária aos pobres aqueles vulneráveis economicamente falando aos hipossuficientes aqueles que não conseguem ter condições financeiras para arcar com todas as custas de um processo que nós sabemos que são caras é todo mundo consegue custar tudo aquilo que está ali advogados cursos e cursos é tudo muito caro movimentar a máquina é cara então ele pensou assim nossa precisamos pensar de que forma nós podemos tornar esse acesso mais facilitado então primeiro questão a primeira onda é esse obstáculo econômico assistência judiciária aos pobres a segunda onda era questão da organização o obstáculo organizacional Ou seja a representação dos interesses difusos em juízo Se tivermos uma quantidade maior Se tivermos por exemplo pessoas indeterminadas uma quantidade maior de pessoas que foram que tiveram determinados direitos violados como é que nós iremos representar Tutelar o direito de todas essas pessoas Imagine vídeos com grandes pessoas determinadas indeterminadas Então precisamos nos preocupar também com essa questão organizacional se for uma pessoa Beleza mas se nós tivermos uma quantidade infinita de pessoas precisamos nos preocupar com isso então segundo problema não é só é trazer as pessoas para o judiciário mas também ter uma organização para uma quantidade infinita de pessoas que muitas vezes nós podemos quantificar ou não a quantidade de pessoas que de repente podem estar ligadas pelo mesmo fato E aí nós não conseguimos precisar a o efeito cascata de determinadas ações de determinadas de determinadas repercussões de determinados fatos então segundo obstáculo é esse organizacional a terceira onda o enfoque é o acesso justiça então se nós temos um acesso se nós não temos uma quantidade de pessoas que nós podemos determinar e a organização não consegue suprir nós precisamos sim pensar em Como podemos receber determinadas questões fora daqui fora do Judiciário Então precisamos pensar sim numa atuação fora uma atuação extrajudicial que vai dar o mesmo suporte a mesma garantia a mesma credibilidade e vai conseguir resolver esses conflitos Então veja o que são três ondas que fazem muito sentido nesse momento de construção de evolução dos mascas no Brasil veio no momento oportuno em que nós começamos a construir os primeiros passos para evoluirmos nesses meios adequados de resolução do conflito Porque até então conciliação e arbitragem mas era institutos muito incipientes estavam bem no início Então nós não tínhamos muitas informações sobre era aquela coisa muito pode ser feito mas aquela história assim como tá que previsto sabe né mas aquela coisa para inglês ver aqui previsto se Mas como vamos deixar esse debate para depois o como não importa o relevante é que está aqui estando aqui Tá ótimo como segue cenas do próximo Capítulo deixa para as próximas gerações Então veja que foi um momento muito oportuno essas três ondas do Mauro capeletti mas existem só essas três ondas existe só isso de elementos quando a gente está na faculdade a gente estuda somente essas três ondas mas quem economides ele traz mais duas ondas interessantes que o repulto inclusive serem bem atuais e é um convite inclusive para todos nós do direito e os que não são do direito a refletirmos sobre a nossa atuação então quando nós temos essa quarta onda ele traz o seguinte a questão da humanização dos profissionais jurídicos é e aqui é o momento lembra do momento das verdades é começar a necessidade aqui nessa quarta onda a necessidade de humanidade e aqui não é ativo que tá falando veja o que eu tô sempre trazendo referências tá humanidade e aqui eu vou ampliar Tá eu vou tirar o jurídicos pela minha conta e risco e vou colocar a humanização dos profissionais eu vou botar todo mundo no bolo Porque precisamos de profissionais humanos independentemente se são da área do direito ou não Estamos precisando de profissionais gente empáticos não dá mais não dá mais no momento em que estamos termos profissionais do tipo aham aham pode falar É isso mesmo sem conexão não dá mais para termos profissionais que não são empáticos não dá mais para termos profissionais do discurso lindo maravilhoso do currículo perfeito mas na prática nós percebemos que tudo isso não passa de meras falácias precisamos de profissionais que sejam gente precisamos de profissionais que se permitam desconstruir precisamos de profissionais que sejam flexíveis precisamos de profissionais que consigam olhar para um outro ser humano identificar que ali existe um ser humano por detrás daquela dor que ele esteja sentindo porque senão você não vai conseguir identificar interesse você não vai conseguir validar sentimentos Então precisamos E olha que quanto é relevante e atual essa informação essa quarta onda de quem economias que ele fala da humanização dos profissionais e eu tiro jurídico para botar todo mundo porque a gente tem mania de falar só do pessoal do direito e a que eu vou botar todo mundo no bolo precisamos de profissionais gente humanos Independente da sua área de formação gente que se importe com gente gente que consiga ler gente lente que pare de ficar julgando apontando o dedo temos a mania péssima mania o péssimo hábito de julgar nós não escutamos para validar escutamos porque nós estamos esperando a primeira oportunidade para rebater escutamos porque nós queremos de todas as formas sermos a última palavra da vez porque nós queremos escutar a nossa voz a nossa voz como sendo a voz da verdade nós queremos ser os detentores da verdade nós queremos que ó Que lindo que maravilhoso eu disse eu sei para que esse discurso egocêntrico narcisista sem a menor necessidade no mundo que estamos vivendo de pessoas sofrendo pessoas sendo maltratadas no universo de pessoas indiferentes culpa minha e sua que nós estamos contribuindo em maior e menor grau Porque nós não estamos sabendo fazer a leitura ideal das pessoas Ah mas eu sou mediador de conflitos Olha eu fiz um curso com a professora sim e olha tirei 10 em todas as disciplinas para que buscar um 10 de forma técnica se você não comportamento é um zero eu prefiro que você busque muito mais um comportamento alinhado humano com raposa busca muito mais é melhorar a sua comunicação melhorar isso aqui ó gente que sente do que ficar focando somente na técnica pela técnica porque a técnica ela vai te levar até um determinado ponto mas gente que se conecta com gente vai estar à frente de muitas outras pessoas O mercado está buscando autenticidade o mercado está buscando Skills mercado não está buscando somente a técnica está buscando pessoas que se importam com pessoas e não adianta você fazer um curso de mediação se você é resistente ao ouvir se você não tem paciência para ouvir se você é uma pessoa que não tem tempo hábil para se desconstruir Ai eu não tenho tempo Silvio Ah eu não tenho tempo para fazer determinada coisa eu não tenho tempo você não sabe comer minha vida todos nós temos uma vida atribulada todos nós temos vários compromissos todos nós estamos passando por alguma dificuldade todo mundo carrega dentro de si uma dor e isso não é desculpa para você matar o ser humano que tem dentro de você isso não é desculpa para você não entregar o seu melhor isso não é desculpa para você não buscar excelência Isso não é desculpa para você matar o ser humano que existe dentro de você pessoas feridas ferem pessoas curadas curam independentemente da sua profissão independentemente da idade que você tem independentemente do grau de maturidade que você tem independentemente da densidade emocional que você tem nunca é tarde para que todos nós possamos resgatar aquilo que nós nascemos tendo humanidade E para isso todos nós precisamos resgatar isso E você tá fazendo um curso de mediação para mediadores mediar conflitos em que desde o início eu tô falando a mesma coisa se você ainda não entendeu eu convido você internalizar isso é preciso que você desconstrua e Resgate aquilo que você perdeu de ser humano senão você vai ter uma grande dificuldade de continuar com esse curso porque é preciso ser gente você vai escutar histórias doídas difíceis muitas vezes você vai chorar em sessão porque você é gente e eu vou te perguntar uma coisa o que que você vai fazer Existem várias várias histórias para exercer várias histórias pessoas que estão ali chorando mediador não tem coragem de pegar um copo d'água e dá para aquela pessoa a pessoa está ali se desaguando contando relatos profundos porque encontrou um ambiente Seguro para fazer relatos e o mediador sequer olha para a cara daquela pessoa e simplesmente pergunta Tem acordo vontade que eu tenho arrebentar a cara da pessoa e eu te pergunto se fosse você contando uma história difícil dolorida se você encontrasse um ambiente seguro com uma pessoa que você se sente confortável e começar a se ali no momento Perdigão no momento Fala Que Eu Te Escuto abrir o seu coração você ia querer que esse profissional fosse tão desumano que olhasse para você e certamente friamente perguntasse tem acordo como você iria reagir e diz Imagine você sentindo uma dor dor insuportável dor vamos pegar covid época de convite eu acho que é sempre mais próximo todo mundo passou pelo Desespero de convite quando você tava naquele momento que é um conflito interno quando você foi para o hospital o que que você queria ser atendido de que forma você queria ser atendido a humanidade de qualquer jeito no estado de pânico que todo mundo estava você esperava no mínimo humanidade você precisa esperava no mínimo respeito você esperava no mínimo compreensão você esperava no mínimo acolhimento quando você não recebe isso você se revolta um absurdo a forma como foi tratado um absurdo um absurdo um absurdo Meu Deus um absurdo aí vai para rede social aí vai para o Bom dia comunidade Olha o absurdo foi maltratada não sei o quê imagine isso na mediação imagine sendo você o mediador simpatia imagine sendo você o mediador sem compreensão sem acolhimento imagine sendo você o profissional que não te atendeu bem como você reagiria E aí nós estamos nesse exato momento falando de humanização dos profissionais como algo relevante como algo essencial para todas as profissões e se exige muito mais de você mediador esse tipo de comportamento porque você está lidando com as dores dos outros com os conflitos dos outros e não se engane a parte que a gente consegue ver aquilo ali é só a pontinha do iceberg existe muito mais por trás existe muito mais as questões elas estão ali mas um bom mediador um mediador de gente um mediador humano ele consegue ver o interesse e é o interesse que tá por detrás daquilo que a gente não consegue ver e é aquilo que a gente não consegue ver meu amigo e minha amiga é o x da questão então é por isso que o que economias na quarta onda ele traz a necessidade da humanização dos profissionais jurídicos E aí eu faço parênteses e tiro jurídicos e faço uma ampliação para humanização de todos os profissionais a quinta onda do próprio Kim economires ele diz o seguinte a internalizar a internacionalização da proteção dos Direitos Humanos o modelo de estado democrático de direito ou seja os direitos humanos eles precisam ser internacionais Nós não estamos mais na Esfera do direito restrito na Esfera individual na Esfera do meu contexto nós estamos Agora Numa esfera de humanidade proteção dos direitos humanos e esses direitos humanos eles fogem da esfera do íntimo eles fogem da esfera privada e se torna um direito internacional se torna pois pois eu pois cidade pós-nação e ela vai se expandir para todos os países então se torna esses direitos internacionais e que precisam ser protegidos precisam ser resguardados com isso nós temos modelos de estados Democráticos de direitos e aí nós não vamos chegar na discussão se o estado é democrático ou não se estamos obedecendo as regras democráticas ou não porque isso é uma outra questão uma questão jurídica que nós não vamos adentrar se estivéssemos no curso de direito aí sim a gente poderia entrar numa questão no debate bem interessante mas como nós não estamos nós não vamos avançar nessa questão do Estado democrático de direito Ok E aí percebam nós começamos nos masques no Brasil na evolução histórica nós conversamos com conciliação com arbitragem nós evoluímos para as três ondas de Mauro capeletti e nós chegamos aonde especificamente para chegarmos nos juizados de Pequenas Causas vocês lembram dentro do contexto jurídico é um pouco de legislação gente mas eu estou tentando não deixar isso de uma forma tão jurídica e tão técnica nós tivemos o juizado de pequenas causas e detalhe essa lei de 84 a lei 7. 244 falava de que de conciliação percebam que até agora a gente não falou de mediação a gente fala de conciliação Vai um pouco para arbitragem volta para conciliação e nada de mediação Então esse juizado de pequenas causas de 84 falava de quê de conciliação Vamos tentar resolver os problemas através da conciliação evoluímos Chegamos na Constituição Federal de 88 onde tivemos aqueles nossos primeiros direitos né artigo quinto da constituição pelos direitos lindos e maravilhosos que todo mundo sabe é de salteado nossas cláusulas pétreas e etc etc etc então Nesse artigo né nessa constituição nós tivemos uma série de direitos e de garantias fundamentais lindo maravilhoso é aquela coisa que cai em todas as provas de concurso todo mundo fica Hum que delícia todo mundo decora o artigo 5º artigo sexto sétimo porque cai na prova os primeiros artigos da Constituição prévio Que lindo tivemos a nossa Constituição Federal de 88 Tácio Ok tivemos essa evolução Mas cadê a mediação nada nada de mediação começamos começamos a falar a tocar em mediação com o projeto de lei da deputada zulaê cobra um projeto de lei Salvo engano com alguns artigos tentando falar sobre mediação Então os primeiros Marcos as primeiras tentativas da gente falar de mediação no Brasil foi com esse projeto de lei da deputada zuna e cobra só que um projeto de lei não é lei e não é ainda algo que nós iremos utilizar como referencial objetivo que serve para todo mundo que vai ser algo aplicável para todo mundo é um projeto que pode seguir ou não é um projeto uma ideia então nós tivemos esse projeto de lei depois nós tivemos a lei 9. 099 de 95 que a lei utilizados especiais cíveis e criminais onde boa parte dos mediadores judiciais parentes que não é o nosso curso fazem as mediações nos cejusc geralmente são no juizados Que bom algumas das mediações elas são realizadas algumas são nas varas e algumas outras a depender da da causa e a depender do valor da causa podem ser feitas também nos juizados especiais é uma matéria mais técnica mais jurídica Mas é só para vocês terem uma noção tá E aí nós tivemos novamente de concreto percebam o projeto de lei da deputada zona e cobra ela trouxe um início de mediação mas nós não tivemos de concreto algo que nós pudéssemos dizer olha aqui é mediação ó nós temos algo que pode nos respaldar sobre a mediação tá aqui nós temos algo que possa nos dar Amparo que possa nos dar respaldo técnico não é só um projeto ó uma ideia vamos pensar sobre E aí nós o que nós tivemos lei de arbitragem vejam que até agora de mediação só uma ideia solta no universo então nós tivemos a arbitragem com a lei 9.
307 de 96 depois nós tivemos em 2000 as comissões de conciliação prévia na área trabalhista que hoje é muito pouco utilizado também conciliação veja que na evolução nós estamos só entre conciliação e arbitragem conciliação e arbitragem conciliação e arbitragem mediação nada nessa nossa evolução em 2004 nós tivemos um pacto Republicano entre os Três Poderes qual foi a ideia desse pacto Republicano tentar modernizar o judiciário estamos percebendo que o nosso judiciário Ele está assim uma visão meio deturpada precisamos mudar precisamos dar uma nova feição dá uma nova cara vamos dar uma modernizada vamos dar uma upgrade no nosso judiciário Então qual foi a proposta desse pacto Republicano envolvendo os três poderes em 2004 tornar o poder judiciário mais rápido mais ágil pro eficiente acessível e efetivo tornar o judiciário com uma outra cara vamos mudar o nosso layout de como as pessoas nos enxergam Vamos mudar essa visão que nós temos e tornarmos mas bonitinho mas fofos mas atrativos Mas então em 2004 nós tivemos esse pacto Republicano e cadê a mediação fica a pergunta E aí nós tivemos em 2006 pela iniciativa do CNJ o movimento pela conciliação conciliar é legal Vocês pegaram essa fase conciliar É legal vamos conciliar E aí a conciliação ela consegue diminuir os processos conciliar é melhor porque as próprias Partes descendem como elas querem resolver suas próprias questões suas próprias conflitos conciliação Cadê a mediação E aí nós tivemos em 2010 a nossa resolução 125 do CNJ essa resolução é importante Sim todo mundo leu não a gente fala sobre ela sim traz informações relevantes sim porque que as pessoas não leem não sei é leitura obrigatória sim então o que que eu convido vocês a lerem essa resolução 125 do CNJ dentro dessa resolução existe o código de ética dos conciliadores e mediadores esta o judiciais que possuem informações relevantes e o porquê de vários questionamentos que são feitos na vida prática no Exercício da própria mediação iremos falar sobre ela Claro que sim não vou deixar vocês que não são da área jurídica um conhecimento sem a tradução vamos dizer assim dessa parte mais jurídica para que vocês consigam entender e aqui nós vamos incluir como eu falei todo mundo para que todos consigam entender como funciona a mediação então em 2010 nós tivemos essa resolução 125 do CNJ e o que que tivemos Depois dessa resolução do CNJ que foi o marco propriamente dito tanto para mediação como os métodos adequados de resolução de conflitos nós tivemos mais dois grandes elementos mais dois grandes referenciais legislativos para dar suporte ao que a gente faz hoje em termos de mediação nós tivemos o novo Código de Processo Civil de 2015 que a lei 13. 105 de 2015 e nós tivemos a nossa lei de mediação graças a Deus a lei 13. 140 de 2015 O Código de Processo Civil de 2015 ele possui vários artigos eu não sou da área do direito vou ter que ler o código de processo civil você falou que o curso não é para juristas Claro que não o que vai nos interessar eu vou recortar trazer para vocês e a gente vai traduzir para que todos consigam entender e é interessante que quando eu falo essa questão da tradução o que eu tenho percebido é que boa parte também E aí eu acredito não estou julgando eu acredito que existe também uma certa deficiência das nossas faculdades de direito que elas têm um gargalo na questão da hermenêutica Porque existe a quantidade de alunos que tem problemas na interpretação dos nossos dispositivos legais é algo assim assustador então para facilitar a vida de todo mundo do direito e dos que não são do direito vamos traduzir as linguagens mais técnicas essa parte mais difícil da lei para que todo mundo entenda Ok então a gente vai facilitar a vida de vocês dentro dessa parte Legislativa Então a gente vai ficar com que só com que nos interessa só com a parte suficiente para que vocês consigam exercer com segurança a mediação esta judicial respaldado com todas as garantias necessárias para que vocês não tenham problemas no Exercício prático ok então nós temos essas duas esses dois amparos legais um novo código de processo civil e a nossa própria lei de mediação lei 13.