você sabe diferenciar a disgrafia da disortografia nos seus alunos e quais estratégias práticas você pode utilizar para melhorar a habilidade de escrita deles em sala de aula Olá eu sou a Mara Duarte da Costa mentora aqui do grupo ranor educação e eu estou muito animada em trazer para vocês o professor Gustavo Taylor especialista em educação especial e também especialista em educação inclusiva e nessa palestra Nós Vamos explorar a diferença entre a disgrafia e a disortografia para ajudar você a identificar e compreender as necessidades individuais dos seus alunos e além disso vamos apresentar atividades práticas desenvolver
habilidade em sala de aula então se inscreve nesse canal Ative o Sininho você reber mais conteúdos aí tá vamos juntos aprimorar Nossa prátic pedagógica e ficar cada vez melhor naquilo que nós vamos fazer professor é com você [Música] eu sou o professor Gustavo França sou mestre em educação sou graduado aí na área da psicopedagogia e tenho aí especialidades na área da psicofarmacologia da psicopatologia né Trabalho tanto no âmbito Clínico quanto no âmbito Educacional E aí eu vou discutir com vocês estratégias para eh trabalhar com esses estudantes em sala de aula mas como a professora Mara
muito bem me conhece ela sabe que vai sair um pouquinho de clínica também aí no meio então assim né a gente que trabalha dos dois lados e é difícil né falar de uma coisa só e eu sei que vocês também gostam né então vamos lá pessoal deixo aqui meus contatos para vocês quem quiser conversar comigo Mandar mensaginha tirar a dúvida ai professor Gustavo eu tô ali com um aluno com disgrafia que que eu faço aqui meus contatos tá fiquem bem à vontade e E aí pessoal quando eu falo com vocês o seguinte como que eu
faço um diagnóstico de disgrafia disortografia eu tenho que saber de onde isso vem né quem que propôs isso primeira coisa disgrafia e disortografia são transtornos do neurodol né para quem tá chegando agora que que são esses transtornos do neurodesenvolvimento são características são sinais e sintomas que vão aparecendo logo ali antes eh do ingresso dessa criança na escola essa criança nasce vai aparecendo sinais vão aparecendo sintomas aquela criança que costuma cair muito aquela criança ali que às vezes não sustenta o olhar são sinais de que alguma coisa está acontecendo de diferente nesse neurodesenvolvimento E por que
eu sempre dou essa introdução muitas pessoas confundem disgrafia e disortografia como dificuldades de aprendizagem mas nós precisamos lembrar o seguinte dificuldade ela é transitória ela é passageira a dificuldade de aprendizagem ela pode ser por nes fatores pode ser por exemplo por uma separação familiar pode ser por um luto de alguém da família que faleceu pode ser também por um luto de um pet ai professor Gustavo mas um pet sim um pet pode ser por uma formação inadequada daquele professor né a didática a metodologia o currículo da escola que talvez pode estar inadequado ai professor Gustavo
mas o currículo da escola pode ocasionar dificuldade de aprendizagem pode Principalmente quando é um currículo defasado demais ou quando é um currículo avançado demais para aquele perfil de alunado Então tudo tem que estar em consonância tudo tem que estar andando na mesma página certo pois bem então quando eu falo com vocês assim ó a disgrafia e a disortografia São transtornos de aprendizagem significa dizer que são condições permanentes que já nascem com essa pessoa e que afetam aí o neurodesenvolvimento certo mas Professor Gustavo Então a a disortografia e a disgrafia São doenças a gente tem que
tirar essa conotação de adoecimento certo são características essa pessoa funciona de uma forma diferente o neurodesenvolvimento dela funciona de um jeitinho diferente aí e somos nós professores psicopedagogos psicomotricistas terapeutas ocupacionais fonodiólogo queremos pensar estratégias práticas para fazer intervenções nesse Campo linguístico né nesse Campo motor para melhorar o neurodesenvolvimento e as habilidades que essa criança precisa desenvolver que que acontece nós temos esse livrinho aí ó que tá na tela para vocês esse livrinho roxinho azulzinho que a partir de hoje vai se tornar o melhor amigo de vocês quer conhecer crité sintomas prevalência comorbidade de qualquer transtorno
mental é o dsm5 que que é o dsm5 professor Gustavo manual diagnóstico estatístico dos transtornos mentais em sua quinta edição esse livro ele foi escrito pela associação americana de psiquiatria tá ele re toda a que que é semiologia Gustavo sinais sintomas características formas de Diagnóstico quando aparece Qual que é o público de prevalência se é são meninos se são meninas de todos os transtornos mentais dos transtorn do transtorno do espectro da esquizofrenia até os transtornos de aprendizagem Então pessoal que que acontece esse livro ele tem que ser Nosso melhor amigo por ele é um material
de consulta ele não é aquele material ali que você vai fazer uma leitura do início ao fim até porque tem quase 1000 páginas mas é um material de consulta Ah tô com dúvida Quais são os critérios da disgrafia vou lá no dsm5 vou dar uma percorrida lá no capítulo de transtorn do neurodesenvolvimento e vou descobrir V ou vou relembrar né então assim nós temos uma nova versão do dsm que é o dsm5 TR tá só que a gente ainda no Brasil a gente ainda está se acostumando com o dsm 5tr tá foi lançado recentemente acredito
que Deva sofrer novas revisões tá então nós ainda continuamos utilizando o dsm5 professor Gustavo tem mais uma pergunta para você hum qual é eh Por que que o senhor tá falando de dsm5 e não está falando de CID 10 e Cid 11 primeiro gente os a a acid 10 e acid 11 que que é acid para quem não conhece classificação internacional de doença é uma linguagem mais médica não que nós não possamos utilizar porém o que fica muito mais próximo da nossa realidade e o que a gente precisa fazer uso ã como mais intensidade é
o dsm5 então nós utilizamos essa linguagem aí proposta pela associação americana de psiquiatria para nos auxiliar certo no dsm ele tem um capítulo específico que fala sobre os transtornos do neurodesenvolvimento certo e nesses transtornos do desenvolvimento do neurodesenvolvimento nós temos o quê eh o transtorno do desenvolvimento intelectual né que nós chamamos aí de deficiência intelectual nós temos o transtorno do espectro do autismo o déficit de atenção e hiperatividade nós temos os transtornos motores né que aí entra transtorno de coordenação motora transtornos de tique transtorno do movimento estereotipado nós temos também os transtornos de comunicação que
aí entram os transtornos de comunicação social trno de fluência com início na infância transtorno de fala transtorno de pragmática e tem um subcapítulo lá que se chama transtornos específicos de aprendizagem tá como que é e como que tá estruturado esse transtorno específico de aprendizagem nós temos gente algumas subclass tá que por sua vez é essa que vocês estão observando aí na tela tá olha só o transtorno específico de aprendizagem ele é identificado no dsm5 pelo código 315.1 P2 perdão e no Cid f81.81 não precisam se preocupar com esses có Có tá é muito mais interessante
vocês compreenderem o funcionamento e como vocês têm acesso ao material depois vocês podem copiar o código e jogar além num mecanismo de pesquisa da internet que vai trazer para vocês a descrição o transtorno de aprendizagem transtorno específico de aprendizagem ele pode se dar de três tipos tá com prejuízo na leitura com prejuízo na matemática e com prejuízo Na expressão escrita certo e como o nosso assunto aqui é disgrafia e disortografia esses transtornos vão entrar nessa categoria tá profe Por que que no dsm5 não vem escrito eh disgrafia E disortografia lembra que nós estamos falando de
uma linguagem médica então então nós utilizamos uma terminologia técnica lá no dsm ele não vem escrito disortografia e disgrafia ele vem escrito transtorno específico de aprendizagem com prejuízo Na expressão escrita certo que que esse transtorno específico de aprendizagem com prejuízo Na expressão escrita traz de prejuízo né traz de dificuldade traz ali uma dificuldade na precisão da ortografia que que é ortografia a forma correta de se escrever as palavras né ortograf Depois dificuldade na precisão da gramática e na pontuação e depois tem também uma dificuldade na clareza ou organização da expressão escrita então pensem em uma
coisa uma criança seja na escola seja na clínica que possui essas características são crianças que estão muito propensas a receber um diagnóstico de disgrafia ou disortografia E como que eu faço esse diagnóstico né Nós temos aí instrumentos eu sempre brinco o seguinte o melhor instrumento para fazer esse tipo de Diagnóstico é a produção textual da criança não Não tem melhor teste pede a criança para fazer uma produção textual faz uma chave de correção Como assim uma chave de correção que que ela precisaria ter alcançado naquela produção textual em questão de expressão escrita de letra de
grafia de pontuação de gramática e de semântica né semântica o significado então eu vou pegar essa produção e vou fazer uma comparação essa essa letra tá ilegível tá dando para entender que que essa criança quis dizer aqui nossa tá faltando muita pontuação essa letra não dá para entender meu Deus e eu sempre digo o seguinte o diagnóstico ele vai ser feito de forma mais assertiva quando esse professor que está em sala de aula nos encaminha por exemplo lá na clínica um relatório viu dizendo de como está o desenvolvimento dessa criança e quais são os sinais
que ele tem observado de dificuldade certo ah aqui na Rema um dos cursos que eu dou aula inclusive faz um bom tempo tô com a Mara mas o Fábio aí faz um certo tempo é o curso de psicopedagogia né psicopedagogia atuação Clínica escolar Empresarial e hospitalar e uma das disciplinas que eu Ministro no curso eh além do estágio né supervisionado de supervisão de caso Clínico são as disciplinas voltadas para dificuldades da área da da linguagem né e eu sempre falo com os alunos assim não tenham medo de conversar com os professores os professores são os
nossos maiores Aliados eu preciso que este Professor esteja do meu lado para conseguirmos chegar em um diagnóstico em uma hipótese diagnóstica assertiva para eu conseguir fazer a intervenção adequada para esse estudante lá na clínica e para fazer com que eu enquanto profissional Clínico consiga recomendar para esse professor estratégias adequadas para ele conseguir desenvolver com esse estudante E aí é uma parceria de Mão Dupla tanto esse profissional Clínico precisa ter uma abertura quanto esse profissional da escola também tamb precisa ter essa abertura por gente no meio disso tudo tem o estudante né tem ali essa pessoa
que precisa desse acompanhamento que precisa desse carinho certo então assim eh é muito interessante que a gente consiga refletir que traumas também podem prejudicar essa criança talvez ah eu não tô num bom dia E aí eu falo um pouquinho mais firme que essa criança tá tudo errado Faz de novo né então nós temos também que ter esse cuidadinho aí na nossa fala também né as a a a e aí essa construção desse diagnóstico essa construção dessa hipótese precisa ser contextual precisa ser multifatorial né eu preciso recolher informações de múltiplos ambientes da escola de casa eu
preciso ver o comportamento dessa criança e quando eu transporto isso para os transtornos específicos de aprendizagem isso vai gerar lá na frente ou já está gerando um incômodo muito grande para essa criança uma ansiedade muito grande para essa criança porque ela vê assim nossa todo mundo faz correto eu não consigo produzir um texto eu não consigo produzir uma frase eu tenho uma Estudante em sala de aula Ah que me corta o coração que ela sempre diz assim professor Você pode me ajudar Professor eu não consigo fazer é uma criança que eu preciso ditar para ela
tem que ser em letra bastão porque cursiva ainda não vai é uma criança que tá em processo de investigação E aí eu digo para vocês o seguinte Qual que é a forma correta de construir isso com essa criança e é uma criança que tem dificuldade na expressão escrita tá a expressão escrita não vai ela não consegue fazer as conexões dessa expressão escrita e isso está impactando o emocional dela e quanto mais impacta o emocional mais vai travando a aprendizagem mais a letra vai ficando ilegível mais e eu vou dizer uma coisa para vocês eu sou
um defensor número um da Educação Infantil tá gente eu sempre brinco o seguinte criança que faz educação infantil tem os dois pés na frente da criança que não faz por quê Por que que essa criança tá com essa dificuldade gritante na expressão escrita na dificuldade ser alfabetizada na letra que ninguém consegue entender é porque não tem consciência do cor ainda que que é a grafia a grafia é um movimento motor e onde que a criança é mais estimulada no contexto da psicomotricidade da neuropsicomotricidade na educação infantil Então essa criança que ainda não consegue avançar nessa
escrita não consegue respeitar as margens do caderno não consegue itar ali as linhas porque ela não tem uma noção espacial não tem uma coordenação olho mão né ela não tem aquela noção de de lateralidade o que faz com que isso seja transportado pro caderno e aí a gente chama de mecanismos de projeção né lá da psicanálise a gente essa criança projeta no caderno toda aquela dificuldade todo aquilo que não foi estimulado no desenvolvimento não foi trabalhado psicomotricidade gente essa criança precisa correr essa criança precisa cair essa criança precisa subir em coisas para desenvolver a consciência
corporal tá E aí Nós entramos né Passamos um pouquinho do dsm né que agora que nós já sabemos como que é essa construção desse conceito né dessa investigação porque o dcm ele é um livro de investigação e entramos agora no contexto gente da caligrafia pronto e por que que esse assunto né da expressão escrita interessa tanto os professores quanto os profissionais do contexto e do âmbito da Saúde da Clínica né Eh justamente porque uma coisa está atrelada à outra Quando eu digo por exemplo que esse psicopedagogo institucional que tá lá na escola né Eh faz
um encaminhamento para um psicopedagogo que tá lá na clínica esse psicopedagogo que tá na escola ele já sabe o que que tá acontecendo porém lá na escola ele não pode aplicar testagem nessa criança ele pode pode investigar mas a testagem clínica que vai me dar um possível veredito de que essa criança H tem a hipótese de disgrafia e disortografia é o profissional da psicopedagogia Clínica quem vai precisar realizar por quê Porque ele vai emitir pareceres vai emitir relatórios vai emitir eh eh observações clínicas que vão ser encaminhadas eh para profissionais médicos para fechamento de um
laudo e esse relatório também vai ser encaminhado para a escola paraa escola conseguir entender de que maneira ela vai manejar as estratégias para essa criança de que forma essa escola vai adaptar esse currículo então Eh todos esses assuntos eles estão Entrelaçados de uma forma sistêmica ou seja para se construir um diagnóstico eu preciso do que nós chamamos de equipe multidisciplinar ou equipe multiprofissional certo ah quando eu construo toda esse esse arcabouço teórico e técnico de conhecimento voltado aí para esse diagnóstico Eu também preciso ter um conhecimento pedagógico de como tudo isso funciona por que pedagógico
eu preciso entender como como que se dá o desenvolvimento da linguagem eu preciso saber como se dá o desenvolvimento ã neuropsicomotor por se eu não sei como que é o desenvolvimento neuropsicomotor dessa criança eu não vou conseguir entender o por que ele não está avançando na escrita se eu não tenho por exemplo a um pouco da história dessa criança eu não vou conseguir entender eh o Por que essa criança não está conseguindo ter uma letra legível Mesmo tendo sido ensinada então Eh percebam tudo isso perpassa pelo nosso interesse pedagógico tá eh e também pelo interesse
psicopedagógico E e essa construção desse diagnóstico precisa ser com cautela precisa ser com carinho tá então as estratégias precisam ser pensadas de forma individualizadas eu não posso por exemplo e eu gosto muito quando a a a professora Mara vem trazer essa questão de personalização pros pros currículos né pros projetos aqui do Rema eh por a gente pensa eh quando a gente vai fazer uma avaliação de estudante para estudante eu não vou pensar numa avaliação massiva certo eh vou trazer mais um caso para vocês que eu gosto muito de trabalhar com estudos de casa eh no
início desse ano a gente tava né lá na na na especialização na pós relação de psico e eu estava numa supervisão de caso Clínico com as com os estudantes E aí uma delas falou para mim assim pro essa criança até 3 meses atrás ela estava conseguindo eh era uma criança aí de 7 8 anos ela estava conseguindo desenhar com clareza escrever com clareza conseguia fazer leitura com clareza de 3S meses para cá ela não consegue fazer mais ela não consegue escrever porque reclama que tá com dor na mão ela não consegue eh ela não consegue
fazer a leitura porque o olho dói e aí nós som investigar isso né porque na supervisão de casos por exemplo da psicopedagogia a gente trabalha com profundidade a gente discute muito tempo em cima daquele caso com os estudantes da pós-graduação pra gente conseguir construir um diagnóstico pra gente conseguir auxiliar essa famíli e nós chegamos gente eh foi feito encaminhamento para um neuropediatra dessa dessa criança e por incrível que vocês por incrível que pareça tá foi uma criança que foi diagnosticada com câncer cerebral e se não fosse essas alunas desse curso de pós-graduação em psicopedagogia a
gente não sabia se essa criança teria recebido diagnóstico era uma família muito simples era uma família que não estava entendendo o que que estava acontecendo Então eu sempre digo o seguinte né só que pra gente fazer um encaminhamento desse a gente tem que ter aprofundamento teórico e prático porque se eu não tivesse esse aprofundamento se essas estudantes não tivessem essa clareza que que ia acontecer elas iam falar assim ó ai parece ali um diagnóstico de disgrafia a condição final era dificuldade na escrita mas a condição primária era uma lesão neurológica grave então vocês percebem a
importância do trabalho do profissional por exemplo aí de psicopedagogia seja na escola seja na clínica seja no hospital que trabalha ali com com muitos elementos de cuidados paliativos com bem-estar com ludicidade então assim eh Nós precisamos trabalhar gente num a gente precisa se vestir de profissionais que T aprofundamento de profissionais que trabalham com uma verdade não é só um profissional que vai lá faz uma coisinha faz outra não o olhar precisa ser cuidadoso só que para isso eu tenho que me especializar para isso eu tenho que ter teoria técnica e prática né para isso eu
preciso entender Quais são os conhecimentos necessários eh para um profissional da psicopedagogia para um profissional da análise do comportamento eu digo que esse profissional de psicopedagogia ele conecta todos os outros profissionais porque geralmente somos nós quem conduzimos o processo tá E aí eh em resposta né só para finalizar o caso com vocês que inicialmente acreditávamos que era um caso de disgrafia e des ortografia eh chegou aí né nessa nesse diagnóstico neurológico desse desse dessa lesão neurológica eh foi feito aí os acompanhamentos e tudo mais a criança passou por vários processos cirúrgicos certo e aí eh
eu E e essa equipe né de Estagiários a gente tem acompanhado e inclusive essa turma se formou recentemente e essa paciente Zinha né dessa psicopedagoga continua com ela promovendo aí elementos de reabilitação psicopedagógica né para vocês entenderem como o nosso processo não fica só em nós é um processo amplo é um processo que envolve que envolvem outras pessoas tá então quando a gente fala sobre caligrafia que que é isso é o resultado gráfico quando eu falo gráfico é visual tá dos processos motores então isso significa dizer que uma criança que não tem a consciência corporal
de uma criança que não foi ensinada lateralidade que que é direita esquerda em cima e em cima embaixo frente e atrás ela vai ter dificuldade de trabalhar caligrafia ela vai ter dificuldade de entender que a leitura é da esquerda paraa direita ela vai ter dificuldade nos processos de atenção por na Hora da Leitura ela vai se perder ela ela vai começar lendo na primeira linha e quando assustar tá na quarta ela não vai conseguir ter essa comparação de sequenciamento tá do que que vem em primeiro segundo terceiro quarto quinto além de uma desorganização no papel
muito grande vocês vão perceber que geralmente a criança que tem uma uma disgrafia é uma criança que reclama muito de dorzinha na mão é uma criança que usa muito a borracha E aí você não sabe o que que você tá lendo se foi aquilo que foi apagado ou se foi aquilo que tá passado por cima Então essas observações precisam ser constantes eh nós temos também o seguinte que essa expressão gráfica também é o resultado dos processos de percepção e dos processos de cognição certo quando eu falo sobre os processos de percepção eu estou falando também
do mecanismo de atenção do mecanismo atencional certo gente Por que que é importante ter atenção e desenvolvermos a percepção se a minha percepção não estiver bem desenvolvida Acontece aquilo que eu disse para vocês começo lendo na primeira linha daí acho que tô na segunda e tô na quinta por essa criança não conseguiu distinguir ela não conseguiu ter uma imagem completa da folha primeiro uma estratégia muito boa tá é vocês vão né vamos supor vocês vão dar um texto para criança né esse texto preferencialmente tá mesmo que a criança tem algum tipo de deficiência visual ou
não é interessante que este texto seja impresso em letra bastão ou letra de forma ai pro mesmo que a criança tá escrevendo cursivo sim letra de forma ou letra bastão tá pelo menos Arial 14 tá se quiser colocar ótimo se não quiser não tem problema Por que esse tipo de estratégia a essa criança ela vai ter uma visão das Letras maiores o que faz com que impeça dela se perder mais facilmente então primeiro eu penso em estratégias maiores para depois ir pensando em estratégias mais personalizadas até chegar no momento que essa criança consiga ela mesma
ela mesmo colocar ali no papel tá então primeiro Eu ofereço o recurso e depois eu estimulo essa criança a ir conduzindo o processo sem o recurso tá primeiro eu dou o auxílio né é estímulo resposta estímulo resposta estímulo resposta tá eh e quando eu falo nos aspectos cognitivos eh pensem assim o nós temos um autor que se chama Alexander lúria né Eh trabalhou com o vigotsky né que são autores aí da área da Educação da área da da psicopedagogia da área da Psicologia eh e eles falaram o seguinte nós temos funções psicológicas superiores ou funções
executivas que que são essas funções executivas me ajudam a chegar em Algum objetivo cumprir tarefa executivas de executar executar mesmo né e uma dessas funções executivas são os processos cognitivos planejamento coordenação motora atenção Ah então as funções intelectivas né quando Essas funções não estão bem desenvolvidas ou não foram estimuladas adequadamente ou se por algum motivo exista algum tipo de lesão cerebral o resto das funções corpóreas podem ser afetadas tá um exemplo muito claro sabe as pessoas idosas quando sofrem acidentes vasculares encefálicos e que costumam perder o movimento né perdem o movimento costuma enfraquecer os movimentos
do corpo e depois começam a perder a voz a voz Vai enfraquecendo então isso acontece porque houve né houveram aí lesões extensões de lesões neurológicas em áreas responsáveis pela linguagem e pela coordenação motora né a mesma questão pode acontecer com as crianças né só que aí sem o acidente vascular encefálico mas por algum motivo essa criança tenha nascido com algum tipo de lesão pode causar também esse prejuízo Na expressão escrita tá ou nas funções cognitivas ah além da possibilidade da lesão neurológica pode ser o próprio transtorno em si né o transtorno tanto a disgrafia a
disortografia eles são orgânicos eles nascem com a criança podem ter componentes hereditários né eles estão ali por algum motivo certo então assim Eh esses recursos tanto os recursos motores perceptivos e cognitivos eles são utilizados para quê para representar objetos reais e eventos e mais tarde para entar a linguagem falada ou linguagem pensada né Lacan falava pra gente que o nosso inconsciente é estruturado como linguagem vigot que falava pra gente que esse pensamento se materializa como linguagem e a linguagem se materializa na grafia certo aliás uma das formas de se materializar a linguagem é é pela
grafia então aquilo que essa criança tá projetando pra gente que Está desorganizado que não dá para entender aquilo é uma representação da cabecinha dela imagina a insegurança que essa criança tem então se eu não eh trabalhar com ela com carinho com amor com dedicação selecionando os recursos adequados não vai avançar gente tá olha só essa imagem que que vocês me dizem dessa imagem aqui né Vocês estão entendendo alguma coisa por que que eu digo isso é uma letra que é ilegível é uma letra que a gente não consegue entender muita coisa é que nem o
Irineu sabe Você conhece o Irineu você não sabe nem eu então é exatamente isso a gente não consegue entender alguma coisinha ou outra a gente consegue observar né a gente consegue entender mas quando a gente junta isso num concreto em um todo não vai certo Então olha só ali ó não dá para entender muito bem que que tá falando né a a não tem o espaço de escrita de uma palavra para outra parce tudo a mesma coisa né a gente não consegue entender parece que tem ali na primeira segunda terceira quarta linha Um Ser né
segunda palavra um c mas não dá para saber se é um s se é um P né daí depois Parece que tem uma palavra rima mima não dá para entender né e uma coisa que é extremamente importante gente paraa criança des gráfica Não dá para ser gente eh não dá para ser um papel sem pauta tá Não dá para ser um papel sem pauta pro Como assim Como assim a pauta vai me auxiliar a desenvolver a atenção não adianta a gente dar um papel sulfite pra criança sem pauta e mandar ela escrever não vai tá
as meninas falando parece letra de médico é daí para pior gente é daí para pior porque o médico ainda dá pra gente inferir né ah de pirona ah meti fenidato aqui não dá porque aqui é um texto concreto que que Teoricamente era para ter início meio e fim contexto conteúdo e entendimento a gente não tem isso aqui então é importante que a gente entenda a diferença do que é uma letra feia a minha letra não lá grandes coisa né minha letra letra pedagógica mas não é lá aquele suprassumo e o que que é uma letra
patologicamente feia quando eu digo patologicamente feia é que possuem prejuízos muito acima do esperado tá então as meninas falando tá em italiano é nesse movimento pesso então assim não é possível a gente conseguir compreender esse movimento de diferenciação porque a gente pensa assim ó e aí é a virada de chave para vocês Ah não meu aluno tá com a letra esquisitinha letra esquisitinha não é disgrafia o aluno só tem a letra feia mas vocês ainda estão conseguindo compreender não é disgrafia para ser disgrafia não dá para entender não dá para construir o conceito contexto o
conteúdo e detalhe nem o aluno vai conseguir entender depois por quê porque ele não sabe o que que ele tá escrevendo ele sabe na hora na cabecinha dele depois você pede ele para reler ele não sabe tá tá ele não consegue construir aí essa conexão tá gente eh isso a letra pode ser feia mas compreensível que nem a minha por exemplo né pedagógica Mas como eu disse para vocês não é aquele suprassumo né n mas dá mas vai né Eh ó uma pergunta extremamente importante pro em qual profissional eu tenho que levar essa criança primeiro
gente isso é uma polêmica mas o correto sabe o que que é numa avaliação psicopedagógica ou numa avaliação neuropsicopedagógica depois que essa avaliação tiver pronta aí sim a gente leva no neuropediatra por que que eu digo isso para vocês se eu levar no neuropediatra Pode ser que aconteça diagnóstico errado certo e essa criança volta pra gente ou chega no nosso consultório ou chega na escola a gente não sabe o que fazer a gente não sabe o processo que foi feito a gente pergunta pra família foi feita uma avaliação ninguém sabe dizer então o correto é
estimular que se leve essa criança num psicopedagogo é estimular que se leve essa criança num neuropsicopedagogo e depois com essa avaliação pronta a gente devolve essa criança pro neuropediatra tá gente muito bem fiz aqui para vocês uma um exemplo da disgrafia guardem essa imagem no coraçãozinho de vocês para quando chegar lá no aluninho que vocês TM suspeita vocês tomarem essa imagem como parâmetro tá Opa Ó tem muitas chavin sendo viradas aqui ó muitas chavinhas foram viradas eh utilizem essa imagem como parâmetro tá eh de como vocês podem observar e entender tá eh as meninas falando
agora traduz pro não vou me arriscar não vou me arriscar traduzir tradução de disgrafia é difícil né E nem o Google dá jeito aí tá gente mas o psicopedagogo consegue resolver tá consegue amenizar essa situação tá junto ali com o profissional talvez neuropsicopedagogo profissional psicomotricista neuropsicomotricista esses profissionais vão conseguir dar jeito tá e o que que é então a disgrafia embora vocês já devam ter conseguido construir um conceito né que consensualmente as pessoas falam assim a disgrafia é aquela criança que tem a letra feia né não gente primeira coisa vamos tirar esse repertório tá da
nossa Fala certo gente vamos tirar esse repertório da nossa fala disgrafia não é letra feia disgrafia é um transtorno de aprendizagem que vai impactar principalmente os aspectos motores do processo necessário da escrita mesmo que saibamos que no final de tudo isso vai ter vai existir a materialidade de uma letra ilegível Beleza então assim ó que que vai ter Nesse contexto desgr dificuldade no processo motor da escrita então comecem a observar é uma criança que tem dificuldade de pegar no lápis que não faz movimento de pinça corretamente pega o lapizinho assim né Eu brinco que é
uma criança que pega o lápis assim ó mesmo que já era para est pegando assim né é uma criança que escreve com muita pressão é uma é uma é uma escrita muito tensa parece que até marca o outro lado da Folha é uma criança que reclama de dorzinha na mão é uma criança que não consegue escrever muito é uma criança que costuma perguntar para você profe que que tá escrito ali levantem sinais e suspeitas e há uma criança que no final de tudo isso tem uma letra ilegível demais levantem suspeitas tá tá levantem suspeitas porque
é de extrema importância que a gente consiga levar e construir esse diagnóstico de forma eh mais assertiva tá Eh vamos lá que mais nós temos aqui ó dificuldade no traçado E aí eh tem umas estratégias que eu vou mostrar para vocês daqui a pouquinho estratégias de grafo idade né Eh que inclusive eu sei que tem um material do Rema maravilhoso que inclusive eu uso tanto PR os meus alunos quanto na clínica que são estratégias grafomotoras tem um e-book sobre isso lá no blog do hema excelente eh que vai me auxiliar nessa construção do traçado que
vai me auxiliar no entendimento e na intervenção clínica da melhoria da qualidade desse traçado né eu preciso promover para essa criança ã possíveis recursos com que ela tenha uma eh para com que ela consiga ter satisfação nesse processo de escrita né e dificuldade na espacialidade é uma criança que não consegue respeitar as margens do papel é uma criança que não consegue respeitar as pautas do papel é uma criança que tem a letra extremamente desproporcional ora tá muito grande hora tá muito pequena na mesma frase ou na mesma palavra a gente chama pedagogicamente né que aquela
criança que sobe morro desce morro sobe morro desce morro né então E esses são elementos eh que a gente precisa entender tá eh muito bem que mais nós temos aqui ó a grafia né não é legível é uma grafia difícil de compreender nós que somos professores a gente pensa assim ó que que eu vou fazer com essa criança agora Como que eu vou avaliar pedagogicamente essa criança como que eu vou montar um plano de intervenção para essa criança primeira coisa que vocês T que fazer pedir socorro para coordenação pedagógica pela escola tá gente para fazer
um encaminhamento de uma avaliação Para essa criança outra coisa espaçamento irregular que que é isso espaçamento irregular gente eh vocês viram lá na foto anterior que o espaço entre as palavras quase não existia então né a gente precisa observar também essa questão eh de espacialidade tá depois erros e borrões esse aqui gente vai ser um dos que mais vai chamar atenção de vocês na produção escrita da criança tá porque é uma criança que apaga muito sabe sabe aquela borracha Branca pequenininha que quando você apaga fica tudo burrado fica tudo manchado o papel fica daquele jeitinho
tá tá uma coisa que é interessante é o seguinte vamos tomar Vamos tomar cuidado com principalmente com crianas al de quto ano estão quase virando ali fundamental do né seguinte o US da caneta Tá como assim o uso da caneta gente se com o lápis já tá difícil imagina com a caneta Então eu preciso ainda desenvolver habilidades preditoras para essa criança então eu ainda não posso trocar de instrumento não posso trocar do lápis pra caneta porque a insegurança dessa criança des gráfica é muita ela ela tem a necessidade de apagar porque nem ela sabe se
tá correto tá gente então a gente precisa entender que tudo isso é um conhecimento que a gente precisa ir construindo ao longo da nossa carreira ao longo longo do nosso entendimento tá eh só para responder uma perguntinha sim o aluno precisa escrever em papel pautado tá papel sulfite eh não dá tá eh não papel sufite branco ali não dá porque vai subir morro vai descer morro e a criança ela precisa de alguma coisa para se orientar tá gente não pode não pode ser papel sulfite eh que mais nós temos aqui desorganização textual E aí nós
temos que tomar cuidado para não acharmos que é talvez eh só dislexia né que que é dislexia a questão da leitura né e que também vai se projetar mas não vai se projetar numa letra ilegível por isso que o diagnóstico ele é importante a discussão de casos é importante né as as as Minhas alunas de supervisão de estágio Clínico aqui no Rema elas falam assim professor do céu me dá uma luz daí eu falo assim me dá uma luz vocês que que vocês acreditam que possa ser e a partir da crença de vocês no que
vocês observaram no que vocês vivenciaram por meio dos instrumentos que vocês aplicaram é que nós vamos construir esse caso e vamos tentar auxiliar essa família então vejam o aluno que se ocupa né naquele momento nesse período de formação de pós-graduação né é um aluno que está em constante atuação é um aluno que está eh numa prática verdadeira eu sempre falo com os alunos assim ó eh agora Pessoal vocês estão na clínica do real que que é a clínica do Real vocês vão pra prática agora é vocês que vão avaliar vocês só vão vocês vão trazer
o material para mim nós vamos discutir isso junto mas vocês estão na clínica do real ai professor e se eu errar aí eu falo com elas com eles assim ó comigo vocês podem errar porque eu tô aqui justamente para conduzir vocês certo mas a partir do momento que vocês se formam vocês já TM o conhecimento teórico técnico prático daí fica mais difícil cometer erro não pode né E aí tem que estudar mais um pouquinho né é constante aprendizado constante aprendizado né Ou seja a gente precisa construir esse Cabedal de segurança pra gente saber qual é
o território que nós estamos pisando né gente eh que mais tá uma perguntinha que preciso responder aqui também seguinte crianças de 5 anos que ainda não foram alfabetizadas a gente tem que tomar cuidado eh para não fechar diagnóstico de forma muito precoce quando a gente tá falando de disgrafia e disortografia tá nesse caso ã O interessante é fazer esse diagnóstico aind quando essa criança está Alfabetizado né segundo ano ou né no meio do processo de alfabetização segundo ano ano terceiro ano né por eu não consigo medir nessa criança aquilo que ainda não foi desenvolvido né
então eu preciso esperar um pouquinho tá Ah e o uso de material des escrita de forma incorreta tá a disgrafia então a pessoa desgr apresenta também uma série de outros sinais que dificultam o desenho da letra né e que por sua vez também causa esse tipo de problema entre estes sinais encontra-se uma postura incorreta do material geralmente a criança vira o material ela na hora que ela vai ler ela lê assim virada a postura ergonômica dela é uma criança que não consegue sentar direito geralmente senta em cima do calcanhar na cadeira ou senta de coqu
na carteira escolar né tudo isso gente vai interferir no na qualidade do traçado tá eh que mais a questão ali da pressão que às vezes pode ser uma pressão demais ou uma pressão de menos tá quando é uma pressão de mais que que vai acontecer é uma criança é é uma criança que tem uma rigidez muito grande essa rigidez é da personalidade dela e quando essa criança tem um traçado muito fino isso pode demonstrar uma segurança muito grande e um aumento de ansiedade acima dos níveis aceitáveis tá muito bem Ah e um ritmo lentificado aí
dos processos de escrita tá então nós podemos também dizer que a disgrafia né é uma escrita mal elaborada uma escrita mais feinha né Não essa criança não consegue eh decifrar o que que ela escreveu ela não consegue entender codificar processar né Ah E aí gera todas essas dificuldades todos esses contextos que nós eh conversamos aqui muito bem pro já sabemos que que é a disgrafia e a disortografia né Di desvio ortografia vai eh vai muito ali da questão da gramática né então a disortografia ela é uma perturbação que afeta as aptidões da escrita e que
se traduz por dificuldades persistentes e recorrentes na capacidade da Criança em compor textos escritos as dificuldades centram-se ó foquem aqui na organização na estruturação na composição de textos escritos na construção frasal frásica essa criança tem a construção da frase empobrecida essa criança não consegue eh em muitas vezes construir um início meio e fim a temporalidade dela é muito ruim e aí eu volto mais uma vez né Eh tem uma uma tem estratégia né psicomotoras pra gente trabalhar esse contexto temporal com essa criança e tudo isso gente precisa ser na prática não dá para ficar no
mundo das ideias porque senão nada vai se resolver tem que ser ali ó papum tá e tem que ser intervenções pontuais tem que ser intervenções sequenciais né então assim quando eu falo nesse contexto E aí eu volto lá de novo lá na minha disciplina dificuldades da da leitura da escrita da psicopedagogia a gente tem um conteúdo muito denso um conteúdo extremamente aprofundado né que eu preciso eu sempre brinco com as alunas assim ó não fiquem bravas comigo mas eu preciso mostrar para vocês do início ao fim de forma concreta o que que vocês vão precisar
fazer às vezes eu eu a a eu mando para elas lá na na ementa né Eh 12 15 livros elas falam assim profe eu tenho que ler tudo aí eu falo com ela assim olha tudo que está na aula é sintético dos 11 livros dos 15 livros eu li os 15 né talvez separa aí para vocês se aprofundando nesse material nesse conteúdo né Por gente eh é muito denso é muita coisa né são a nós aqui na pós-graduação nós temos horas horas horas e horas de curso né Eh de aulas e são aulas muito mais
práticas né é aulas que a gente nós professores precisamos mostrar para vocês pegar na mãozinha de vocês e falar assim ó vocês vão fazer assim se não for assim faça assado certo Por quê vocês precisam ter a materialidade do como fazer do como construir do como aplicar do Como interpretar isso tá geralmente a escrita da pessoa desort gráfica é curta né tem presenças aí de erros ortográficos e uma má qualidade na grafia tá e como que a gente faz essa avaliação da disortografia nós precisamos observar o nível ortográfico dessa criança eh lembra lá do pré-silábico
do silábico do alfabético né que a Emília que a Saudosa Emília Ferreiro muito nos deixou né a avaliação do nível de escrita então nós podemos utilizar parte desses elementos para entender Em qual nível da escrita qual nível alfabético a criança está para eu saber se a minha cobrança e se a minha observação dessa criança está no nível adequado tá gente Ah eu tenho que mapear Quais são os erros ortográficos dessa criança quais são as frequências desses erros né ah Quais são os principais por exemplo componentes curriculares que esses erros se fazem presentes nós temos que
observar Ah e ministrar ditados para essa criança e também vem por meio do ditado eu vou fazer a correção de como é a escrita de quais são os erros ortográficos tá Ah uma coisa que tá aqui no material é o seguinte ditados sem correção e autoc corrigidos que que é isso eu vou passar uma lista de palavras para essa criança para essa pessoa né quando eu digo criança vocês entendem né gente eh e aí eu professor vou dar uma olhada vou ver que que tá de incorreto que que não está tá E que que eu
faço seja na escola seja na clínica Eu aponto pra criança e coloco dúvida nela profe que maldade vai colocar dúvida sim eu vou pegar aquela palavrinha que tá errada e vou falar assim ó Mateus Veja essa palavra aqui ó é isso mesmo que você quis escrever tá certo ou não me conta tem certeza que é assim mesmo que escreve por qu gente daí nós conseguimos Observar se a criança está chutando se ela escreveu a base do chute se ela realmente escreveu errado né Se ela tava insegura né ou se ela tava com dúvida porque ela
tava com as duas formas de escrever na cabeça ela escreveu da forma incorreta né então assim quando eu coloco a dúvida eu consigo entender que que tá se passando na cabecinha del dessa criança e aí nós temos que fazer o quê o que nós chamamos de inquérito que são as perguntas tá eh além do ditados de palavras ditados de frases né completar palavras com um ou mais grafemas completar frases né lacunas de palavras em frases né observar que que é um erro intencional tá gente entender qual é o nível de conhecimento ortográfico dessa criança Será
que foi ensinado para ela porque assim se a criança não tá aprendendo tem duas possibilidades ou não foi ensinado corretamente ou realmente tem um possível transtorno de aprendizagem aí tá Tô quase finalizando tá gente mas agora eu não vou mostrar algumas possibilidades interventivas para vocês ó quando eu falei lá do trabalho com traçado nós temos essas intervenções aqui ó tá que são intervenções grao motoras tá E neuromotoras por quê esse tipo de tarefa eu consigo estimular na criança né a melhoria da qualidade do traçado da qualidade do movimento né Eh esse tipo de estratégia por
exemplo nós trabalhamos aqui na especialização na pós né em disciplinas específicas da área da psicomotricidade né na psicopedagogia nós temos lá as intervenções psicomotoras no curso de neuropsicomotricidade sei que o tem muito trabalho prático desse tipo de intervenção mas que a gente consegue estruturar aí para essa criança tá o trabalho com sombras Por que que o trabalho com sombras é importante porque indiretamente eu faço com que essa criança movimente as mãos Desenvolva a consciência corporal né Desenvolva a consciência das mãos e que automaticamente vai me auxiliar no quê no ensino da pega do lápis então
gente tudo é intencional quando se fala em estratégias pedagógicas estratégias psicopedagógicas de intervenção tá E além desse tipo de atividade ser extremamente lúdica inclusão de palitos é muito interessante eh a gente pega esse esse eh esse porta Palitos que eu esqueci o nome agora me fugiu vamos falar do porta Palitos né você coloca vários palitinhos e Geralmente eu coloco colorido tá eu pinto esses palitinhos coloco colorido e essa criança vai assim ó incluindo um a um quando ela faz esse movimentinho aqui que que ela tá fazendo ó tá incluindo movimento de pinçar né gente aqui
correspondência entre imagem e Letra Inicial porque eu preciso trabalhar o visual com a coordenação motora e vocês vão observar que geralmente a criança des gráfica quando ela vai fazer a ligação da imagem na letra Vai um traçado todo torto certo então isso também precisa ser observado e para finalizar circular por exemplo palavras que começam pela mesma letra e aqui gente nós temos que trabalhar observem ali o modelinho de texto que inclusive tá aí no material de vocês tá são textos curtos porque textos longos vai ficar enfadonho para essa criança e ela não vai conseguir desenvolver
da forma com que você está [Música] planejando Obrigado por assistir até o final e se você gostou desse vídeo então não se esqueça de curtir e compartilhar com seus amigos isso ajuda muito a gente a disseminar o conhecimento para muito mais pessoas e se ficou alguma dúvida ou sugestão pode deixar aqui embaixo nos comentários que teremos o maior prazer em responder eu adoro quando vocês contam as histórias de vocês em sala de aula porque isso enriquece muito a discussão e aqui na Rema o conhecimento não tem fim quer saber mais clique aqui no vídeo que
está aparecendo na sua tela para aprender ainda mais até a próxima