Então, hoje a gente vai tentar tatuar a nossa alma com uma coisa diferente, que é perceber os hábitos e saber que a gente pode se livrar deles quando não são bons. E melhor ainda, pode adquirir outros que sejam bons e que trabalhem a nosso favor. Isso aí faz uma diferença tremenda. [música] Eu [música] Peguei um assunto que normalmente a gente não dá tanta importância, que são hábitos, gente. Nossa vai falar de hábitos, que coisa assim pouco relevante, né? Mas não é, quando a gente para para pensar, os hábitos ocupam grande parte do nosso tempo de
vida e nós podemos trabalhar para que eles colaborem com a gente ao invés de trabalharem contra nós. Os vícios são hábitos negativos. Se a gente não souber trabalhar com esse mecanismo de hábito, Que é bem mecanismo mesmo, acaba que ele se volta contra a gente, né? Não sei se vocês tiveram a oportunidade de assistir naquele podcast que eu faço, que é o Dalma Talks, o último encontro que eu tive com o Iverson Nunes, e tem um determinado momento que ele chega para mim e fala: "Que que você acha das minhas tatuagens?" Eu falo: "Bom, você
deveria tatuar a alma." Aí ele brinca comigo. Ah, então a gente vai fazer uma loja de tatuar alma, vamos ganhar muito Dinheiro com isso. E no fundo eu parei para refletir. O que a gente tá tentando fazer é tatuar a alma mesmo, não é isso? é trazer ensinamentos profundos que possam marcar a gente intimamente e fazer com que a gente a partir daqui viva de uma maneira diferente. Então vou mandar dizer pro Winderson que eu já abri uma loja de tatuagem de alma [risadas] há muito tempo e não tinha percebido. A gente vai tentar tatuar
a nossa alma com Uma coisa diferente, que é perceber os hábitos e saber que a gente pode se livrar deles quando não são bons. E melhor ainda pode adquirir outros que sejam bons e que trabalhem a nosso favor. Isso aí faz uma diferença tremenda. Quem já enfrentou um hábito e conseguiu vencê-lo, percebe que isso dá uma sensação de poder muito grande. Ou seja, eu sou dono de mim mesmo. Quem já parou de fumar, quem já parou de beber, quem já interrompeu algum hábito ruim, Sabe a sensação de poder que isso dá. Puxa, então eu posso
ser aquilo que eu quero ser. Não sou escravo dos hábitos e posso usar esse mesmo mecanismo para adquirir coisas boas e colocar aí no lugar. Existem pessoas que trabalham com os mecanismos da mente humana e que pesquisam, por exemplo, sobre hábitos. E eu vi uma pesquisa onde esse pessoal dizia uma universidade americana que um ato repetido por três meses todos os dias tem a tendência a se tornar um Hábito depois. Aí eu falei: "Bom, se então por que que a gente todos os dias durante três meses não lê belos pensamentos filosóficos para virar hábito?" E
foi baseado nisso que eu escrevi esse livro, Agenda Histórica, uma proposta de incorporação de hábitos filosóficos, tá? Então, hoje nós vamos conversar sobre isso. Então, como é que a gente trabalha com hábitos para que eles possam ser favoráveis? Se você sabe trabalhar com eles, pode gerar uma Transformação muito significativa na tua personalidade. Hábito é piloto automático, é mecanicidade. Você pode tirar a mecanicidade ruim e colocar mecanicidade boa. É bem verdade contar uma coisa para vocês que é um sábio completo, aquilo que a gente nunca viu, mas a gente imagina, um ser de extrema sabedoria, não
tem hábito nenhum. Ele age o tempo todo com consciência. E hábito é sempre diminuição de Consciência. Quando eu tô executando uma coisa por hábito, eu não tô nem vendo o que eu tô fazendo, não é isso? Então o hábito é sempre diminuição de consciência, mas no nosso nível, que não somos sábios, nós temos que usar esse recurso. Ele nos ajuda bastante, porque ele dispensa tempo e atenção pra gente dedicar a outra coisa, enquanto as coisas boas que a gente se preparou para fazer ficam sendo feitas automaticamente. Nós adquirimos um dia Na nossa vida o hábito
de andar. E vocês não sabem que se a gente parar para fazer um estudo do movimento de quando o homem anda, é um processo complicado. Você tá plenamente equilibrado aqui nos dois pés. Você avança uma perna, você produz um estado de desequilíbrio para poder conquistar o equilíbrio de novo aqui na frente. Aí junta esse e avança. Não é um processo simples, mas a gente mecanizou. Agora imaginem vocês o que que eu faria se eu tivesse que ficar Pensando até hoje nessa operação. Agora desequilibrou, agora vai equilibrar. Não, não iria muito longe, não é isso? Eu
automatizei essa operação de tal maneira que me permite fazer isso como hábito e a minha mente está trabalhando com outra coisa. Então, no nosso nível ainda precisamos da mecanicidade, precisamos dos hábitos, mas uma mecanicidade direcionada por nós, que trabalhe para aquilo que a gente precisa, que aí a gente vai introduzir Essa ideia que é importante. Dá pra gente adquirir hábito, dá pra gente manter hábito, dá pra gente abolir hábito. Podemos fazer isso. O hábito é algo maleável sobre o qual você pode trabalhar. Vai exigir vontade, vai, mas qualquer coisa na vida vai exigir vontade. vai
exigir disciplina, vai, mas qualquer coisa na vida vai exigir disciplina e trabalhar com isso ajuda bastante. O hábito é o piloto automático da alma. Acordamos, escovamos os dentes, Pegamos o celular, tomamos café, seguimos pro trabalho, reagimos às mesmas situações, com as mesmas emoções e raramente nos perguntamos: "Quem está vivendo a minha vida? Eu ou os meus hábitos? Ou seja, eu tô vivendo ou sendo vivido?" Eu me recordo, já contei isso em um monte de palestras. Aquele que já assistiram palestras minhas online, já devem ter ouvido essa história que eu tinha, sei lá, meus 13 anos,
tava assistindo sessão da tarde com a minha Mãe, as duas sentadinhas na frente da televisão. Naquele tempo tinha muito, não sei se ainda tem hoje, aqueles filmes de eh forte a parte de americanos combatendo os índios, coisas desse tipo. Aí tinha lá uns índios que estavam fazendo uma dança em volta do fogo para invocar a chuva. Aí eles batiam tacap no chão, faziam assim, faziam assim, davam rodadinha, começavam tudo de novo e ficavam fazendo aquilo repetitivo em volta do fogo. Uma hora eu olhei para Aquilo, virei paraa minha mãe e falei, foi uma das vezes
que eu descobri que eu era filósofa, quando eu quero ter certeza que eu sou filósofa, eu lembro algumas coisas desse tipo. Falei: "Mãe, a minha vida é igualzinha a isso aí. Ela me olhou, evidentemente, minha filha enlouqueceu. Ela acha que é índio e norte-americano ainda por cima. [risadas] Minha filha é igualzinho isso aí. levanto, tomo café, escovo o dente, vou Pro colégio, volto pro colégio, faço dever de casa, vejo de televisão, vou dormir, levanto, vou pro colégio, volto pro colégio, igualzinho. Só tem uma diferença. Eles sabem para que que estão fazendo isso aí. Eles estão
invocando a chuva. Eu tô invocando o quê? Isso me rendeu uma visita ao psicólogo, é claro, evidente. Porque afinal de contas ninguém sabia que isso podia ser filosofia. Então vai pro psicólogo. Mas enfim, é interessante porque naquela Idade eu percebi, mas minha vida é um hábito atrás do outro, não tem sentido. Eu não sei onde eu quero chegar com tudo isso. A gente tem que ter sentido na nossa vida. E aí os hábitos trabalham para colaborar para esse sentido. Então a qualquer momento da nossa vida, a gente deveria parar e perguntar por quê? E ter
uma resposta. Já pensaram nisso? Para a cena. Sabe aquelas danças de festa da junina que a gente faz aquela brincadeira? Fotografia, todo mundo Para. Pois dizer, para cena, onde você estiver e pergunta, por que é mesmo que eu tô fazendo isso aqui? E várias vezes você vai ver que não vai ter resposta. Tô fazendo porque eu faço sempre, mas isso contribui paraa minha vida? Não, às vezes até atrapalha. Então por que que eu tô fazendo? Ou seja, piloto automático não pode ficar girando assolto, à toa, assim, sem nenhum sentido. Tudo que a gente faz, até
mesmo os hábitos deveriam ser selecionados, Escolhidos por nós e deveriam contribuir pra nossa vida em alguma coisa, né, né? senão eles, aquilo que não contribui acaba atrapalhando, não é isso? e às vezes atrapalha muito. Então, os hábitos são como trilhos invisíveis, facilitam o caminho, mas também podem nos levar a destinos que nunca escolhemos conscientemente. Mecanicidade. Se você bobear, a vida toda tira um hábito, toda. Ou seja, me mandam ter sucesso e ganhar dinheiro. Aí eu vou lá atrás de Fazer tudo que é necessário para ter sucesso e ganhar dinheiro. Aí me mandam casar e ter
filhos. Eu vou lá a casa e tenho filhos. Aí me mandam tá sempre procurando o jeito de ter mais sucesso e mais dinheiro. Eu fico atrás de mais sucesso mais dinheiro. Aí o dinheiro vem, não sei se vocês viram uma cena engraçada já que é do cachorro quando corre atrás de uma motocicleta ou de um carro, quando o carro para que ele fica sem saber o que fazer com pneu, queria Tanto aquilo e de repente [risadas] é mais ou menos isso. O dinheiro chega e e o que que é mesmo que eu faço com esse
dinheiro? Manda os meninos pra Disney, volta da Disney. Manda de novo pra Disney, volta da Disney. Chegar a hora que não tem mais graça a Disney. E aí é o quê? Que que eu tava querendo com isso? Onde eu queria chegar com tudo isso? Chega um determinado momento que isso gera uma crise existencial. Quando gera é bom, porque a gente muda, pior é Quando não gera, porque a gente fica pela mecanicidade até o túmulo, né? Então, se a gente não tiver atento, a vida inteira virá hábito. E eu não sei nem quem foi que pensou
e quem escolheu a minha vida. Não fui eu. Alguém foi autor da minha vida. É um trilho que a vida sai correndo mecanicamente para ali e eu não faço a mínima ideia nem por, nem para onde. Ou seja, a vida toda se mecanizou. Temos que ter muito cuidado com isso, tá? Hoje não falaremos de produtividade apenas, falaremos de algo mais profundo. Os hábitos como arquitetos do caráter. A gente de vez em quando usa palavra, de vez em quando eu tô sendo muito bondosa. Quase sempre a gente usa palavras que a gente não sabe o que
que significam. Quem aqui que nunca disse que alguma pessoa tem mau caráter? Quem não disse atire a primeira pedra? E a gente sabe o que que é caráter? Sabe assim explicar bem explicadinho, não sabe. Mas os anos abertos. Você não sabe nem do que se trata, mas pumba e tira, atira em cima do outro, não é isso? O que é caráter? caráter. Se nós formos pegar a definição platônica de inclinações, que é exatamente a definição de caráter, Platão diz que desde o nascimento nós viemos com inclinações para gostar de algumas coisas e rejeitar outras. e
que essas inclinações deveriam ser educadas Para que a gente gostasse de tudo que nos faz crescer como seres humanos e rejeitar tudo que nos animaliza, que nos bestializa. Então, a gente deveria gostar de tudo que nos leva na direção de valores, virtude, sabedoria e não gostar de tudo aquilo que desenvolve paixões desenfriadas, instintos descontrolados, cólera, tudo que é animalizante. A gente deveria rejeitar isso naturalmente. Por quê? porque foi educado para isso. Isso é um bom Caráter. Cidadão que naturalmente ele gosta do que é bom para ele e rejeita o que é mal. Vamos e venhamos
com essa definição. Quem de nós pode dizer que nós somos tão bom caráter assim? Tudo que vocês gostam é maravilhoso ou tem umas coisinhas, tudo que nós gostamos tem umas coisinhas que são péssimas. Sabe aquele chocolatezinho em cima do sorvete? Bastante calda. [risadas] Tem um monte de coisas que a gente gosta que não são boas para nós. O sorvete ainda tira de letra. Tem coisa muito pior e tem coisas que seriam ótimas para nós que a gente rejeita e aceitamos e às vezes sabemos e aceitamos isso como se o nosso gosto não fosse uma coisa
que pudesse mudar. Pode mudar. Nós podemos e deveríamos aprender a gostar. Gostar daquilo que nos faz crescer e rejeitar aquilo que nos faz mal. Deveríamos aprender a trabalhar o Gosto, porque o paladar a gente trabalha, a gente aprendia a gostar do gosto de uma comida que não gostava. Vocês já fizeram isso? A gente aprende. Você acha que o paladar mais sutil não dá para trabalhar também? Dá também. Dá para eu gostar de pedir desculpas? Dá para eu gostar de ter paciência? Dá para eu gostar de ser mais compreensível com o outro. Dá para gostar de
tudo aquilo que é bom e rejeitar tudo aquilo que é ruim. Rejeitar a impaciência no Trânsito, rejeitar o egoísmo, a ansiedade de sair empurrando todo mundo para ser o primeiro a entrar no elevador, a ansiedade de querer não deixar querer que a pessoa passe na sua frente no trânsito. Enfim, dá para rejeitar todas essas coisas, olhar e dizer: "Ecaa, que nojo, que coisa mais animalizante, parece um bicho por trás de uma máquina. Não gosto de nada disso." A gente pode aprender isso, não. Só pode como deve. Ou seja, o caráter é algo em construção. Houve
um grande filósofo chamado Epiteto, que era da escola hisóica, que ele dizia que a bondade é o sutil ajuste do nosso caráter pela vida inteira, como se afina as cordas de instrumento. Eu acho essa imagem maravilhosa. Ou seja, a vida inteira a gente fica aprendendo a gostar do que é bom e rejeitar o que é mal. Isso é caráter. E uma vez que você faz isso, você cria hábitos que te ajudam para caminhar pro que é bom e Rejeitar o que é mau, né? E fica atento para não adquirir hábitos que façam o contrário, porque
pela desatenção a gente também adquire hábitos. Às vezes sem perceber pelas fritas da desatenção, você tá fazendo uma bobagem. A gente que ensina oratória, fui muitos anos professora de oratória, é incrível porque você ensina tudo bonitinho pro aluno. De repente ele vai falar, começa, eh, né, né, né, onde você tirou isso? A gente ouve alguém fazendo fup, daqui a Pouco tá com hábito. Eu te ensinei isso? Não, mas eu vim em algum lugar. Ou seja, hábito também entra por inconsciência. Então, tem que ter cuidado com isso, tá? Vamos continuar lá. Então, por no fim das
contas não somos aquilo que pensamos ser, somos aquilo que fazemos repetidamente. Isso diz o Aristóteles, com toda a certeza. Somos aquilo que fazemos repetidamente. Ou seja, eu tenho as melhores boas intenções do mundo. Eu Queria ser fraterno, eu queria ter compaixão da dor alheia, mas na prática eu só me comporto com egoísmo. Pelas vossas obras vos conhecerei. Nem pelas voss, não é pelas vossas boas intenções que eu vos conhecerei. Alguém que vai querer julgar como você é, vai ver o teu rastro no mundo, vai ver o que você anda fazendo e não o que você
acharia que deveria ser certo. Às vezes entre o que a gente pensa e o que a gente faz tem uma distância muito grande. Somos cheios De boas intenções, mas o nosso rastro pro mundo, pelo mundo, vai nos mostrar no que que a gente realmente acredita. E esses rastros muitas vezes são resultados de hábitos, de mecanicidades, que a gente não tá nem tomando consciência do estrago que eles fazem. A ansiedade de ser o primeiro na fila é um hábito, né? A ansiedade de ser o primeiro a levantar naquele corredor do avião. Vocês já viram? [risadas] É
um hábito. O primeiro é pegar a Malinha lá em cima. É um hábito. Por que carga? A maioria das pessoas não tão com pressa [risadas] nenhuma. Você for entrevistar um por um, tão ficando ali mesmo, não tão perdendo conexão. São raros os que realmente estão com pressa. A maioria é só hábito e mau hábito, né? Vira uma confusão fora do comum. Mas como eu falei para vocês, tem coisas muito mais graves. Às vezes temos hábitos herdados dos nossos pais de reagir a determinadas Coisas do jeito que eles reagiam. Às vezes você se olha assim: "Opa,
olha o meu pai lá no espelho ou minha mãe." Igualzinho. Coisas que você não tomou consciência e que inclusive quando você era vítima desses hábitos não gostava e agora tá reproduzindo pela vida fora por inconsciência, né? Então, nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Se eu puder tirar essas coisas que eu tô fazendo repetidamente, tomar consciência delas em primeiro lugar, uma vez eu Peguei um aluno meu que tava dando aula e contei quantas vezes ele falava, né? De umas 25 ou 26 em meia hora e ele não tinha visto que tinha falado nenhum, nenhum, né, professora,
eu resolvi o meu problema do né, né? Falei: "Você falou 26 né?" Não acredito. Acredita? Olha lá a gravação. Então gente não tem consciência. Tem que prestar atenção para localizar, porque essas são as coisas que estão deixando o rastro do Mundo. Mais uma vez tô dando exemplos inocentes para vocês, porque tem hábitos que são barra pesada e destrói a nossa vida e a vida das pessoas à nossa volta. O que é um hábito? A força da repetição. Um hábito é um comportamento repetido até se tornar automático. Ou seja, repete, repete, repete. Daqui a pouco você
não tá nem vendo mais o que você tá fazendo. Automaticamente acontece. Nós criamos hábitos conscientemente. Por exemplo, eu vou aprender a dirigir. Aquilo ali é antinatural quando a gente chega diante daquele monte manivela, daquele daquele aquilo não é. Pelo menos eu não brincava de carrinho de bate bate em parque de diversões quando era pequena. Primeira vez que sentei no volante, aquilo ali era absolutamente estranho para mim. Eu tive que criar o hábito. Hábito de sentir que o carro tava pedindo a marcha. Quando o instrutor me falava isso, eu disse: "O carro não tá pedindo nada,
meu car. Carro não fala, não tô sentindo ele pedir nada. Tá pedindo, você tem que sentir. O carro tá pedindo a mágica. Hoje a gente sente o carro pedindo a mágica, né? adquirir o hábito e faz tão mecanicamente que eu não sei dizer para vocês quantas vezes mudei a marcha para chegar na minha casa até aqui, automaticamente vai fazendo. Eu quis adquirir esse hábito, me esforcei, fui paraa autoescola, aprendi a adquirir esse hábito. Então esse é um hábito Ativo que foi adquirido como ato de consciência. Tem um detalhe muito curioso, a gente vai ver isso
inclusive mais adiante. Quando você adquire um hábito com consciência, na hora que você quiser se livrar dele é muito mais fácil. Mas aquele que você admire, aquele que você adquire porque estava de bobeira e copiou o que todo mundo estava fazendo sem ter muita consciência, esse é mais duro, porque esse é mais difícil de você ver, você não consegue Percebê-lo. O outro que foi adquirido de forma consciente, na hora de você se livrar dele, você consegue com muita mais facilidade. Esse que entra pelas fritas da desatenção, você vai ter muito mais dificuldade para abolir. Isso
é um detalhe. O cérebro adora automatizar. Isso economiza energia. Se tivéssemos que decidir conscientemente cada gesto do dia, entraríamos em colapso mental antes do meio-dia. Entraríamos mesmo. Abre o Olho de manhã, que que eu faço agora? Coloca um pé fora da cama. Qual é o pé? Como é que eu piso do chão? Agora eu vou fazer o quê? A escova de dente. Como é que eu faço? Que que eu ponho na escova de dente? Como é que eu escovo? Não dá. A gente faz isso tudo no automático. Quando você vê, tá lá no meio-dia que
você já viu, já fez 1000 coisas. Se você fosse anotar, cada pequena coisa que você fez, fez 1000 coisas, todas elas no piloto automático. Isso te permitiu Pensar na programação do seu dia, pensar acerca dos problemas que você tem. Ou seja, multiplicou a sua energia mental. O corpo tava fazendo uma coisa, a mente tava fazendo outra. Isso é bom, isso é necessário. Falei para vocês, um dia seremos sábios. E parece que sábio não é permitido ter hábito nenhum, mas por enquanto para nós é necessário. Estamos muito longe de sermos sábios. Temos que trazer consciência paraa
nossa vida, sim, mas em coisas prioritárias. Deixa o Hábito de escovar o dente, deixa o hábito de dirigir que esses são bons. Deixa eles aí. O hábito é, portanto, uma estratégia da natureza para preservar energia. Da mesma maneira que a tecnologia vai avançando e vai passando paraa máquina certas coisas que são automáticas para poder liberar o homem para fazer coisas mais inteligentes, mais criativas. Então hoje você não precisa, em muitos casos, não precisa mais digitar nada. Você fala E a voz é transformada em texto. Isso é uma coisa que se faz mecanicamente. É muito simples
para uma máquina fazer. Então, esse homem tem tempo livre para criar alguma coisa, para intuir alguma coisa, para fazer coisas próprias do ser humano. Grande problema é que muitas vezes o ser humano só fazia coisas mecânicas e agora a máquina tá roubando a única coisa que ele tinha, [risadas] porque ele tá se sentindo despejado para fora do seu Emprego. Agora ele vai ser obrigado a desenvolver coisas humanas, criatividade, imaginação, intuição, inspiração e muitos outros poderes, visão simbólica que só o ser humano tem, tá? Então, às vezes, mecanizamos a nossa vida de um jeito tal que
a nossa vida profissional era toda hábito. A máquina, tudo que era hábito, a máquina faz melhor do que a gente. Pode ter certeza. Tudo que é hábito, dirigir é hábito, é, daqui a pouco vai ter volante automático Para cá e vai ser melhor do que a gente. Não vão bater, não vão passar da velocidade, vocês vão ver ainda vão economizar mais combustível. Hum. Então, tudo que é hábito pode ser passado por uma máquina, porque é mecanicidade mesmo. Mas aqui surge a primeira reflexão importante. A natureza busca eficiência, mas a consciência busca sentido. Nós viemos ao
mundo, e isso é uma tônica fundamental, nós viemos ao mundo para Crescer. Não tenham dúvida se alguém fizer essa pergunta para vocês. Que que a gente vem fazer no mundo? Qual é o sentido da vida? crescer, sair daqui mais humano do que a gente era quando chegou, apurar todos os nossos valores humanos, nossas virtudes, apurar no máximo os atributos da condição humana, mais justiça, mais fraternidade, mais bondade, uma consciência mais ampla. Nós viemos aqui para construir a nós mesmos a construção de qualquer outra coisa Secundária. Sempre comento isso nas minhas palestras, né, que a gente
acha que tá fazendo muita coisa porque nós estamos construindo máquinas. Imagine a gente falando com a natureza, olha, eu construí máquinas voadoras. A natureza chega para você e diz: "Meu caro, tem milhões de anos que eu botei tudo voando nesse universo. Não precisava de você para isso. Ah, mas olha, eu construí máquinas super rápidas. Vem cá, deixa eu te contar. Eu construí a velocidade da Luz bilhões de anos antes de você pensar esse tipo. Seja, eu não tô precisando de você para fazer isso. Eu tô precisando de você para construir a si mesmo, porque isso
eu não posso fazer. Tem uma lei chamada livre arbítrio que não me deixa fazer isso. Quem tem que fazer é você. Só isso. Portanto, você pode ter feito tudo no mundo. Não construiu a si próprio. Do ponto de vista do que a natureza esperava de você. Você não fez nada. Fez 1000 tecnologias, descobriu 1000 aparatos, não cresci como ser humano, não fiz nada. Não sei se vocês já tiveram essa experiência de você fazer uma agenda. Eu preciso fazer três, quatro coisas importantes durante o dia. Aí você passa o dia todo super ocupado, corre para lá,
corre para cá, faz mil coisas, não para quieta de um minuto. Quando você vai olhar à noite, nenhuma das quatro coisas que você tinha que fazer você fez, mas passou o dia inteiro Correndo. Já tiveram essa experiência? Um dia eficiente não é um dia onde você faz muitas coisas, mas o dia onde você faz as coisas certas. E nós cansamos de fazer essa bobagem. corremos o dia inteiro, você vai olhar aquilo que a gente tinha que ter feito, não fez com a vida. A gente também faz isso, corre a vida inteira quando vai olhar a
construção de si próprio como ser humano para dar exemplo pros nossos filhos, Para dar exemplo pra humanidade, para mudar um pouco o mundo, não fizemos. Então é muito importante a gente estar de olho nisso. Viemos aqui para crescer. E aí entra essa questão, né? consciência, natureza busca eficiência, praticidade, ou seja, o que é mecânico se realiza de maneira mecânica. A consciência busca sentido. Então, ela tem que pegar e escolher os hábitos que ajudam ela a crescer, escolher os hábitos que ajudam ela a aprender coisas Novas, que ajudam ela a ser cada vez mais tolerante, que
ajudam ela a ser cada vez mais compassiva, ajudam a desenvolver as virtudes que ela tem que desenvolver. Ela não pode sair carregando um monte de tranqueiras de hábitos que estão trabalhando contra ela, porque isso é gol contra. Nós não podemos sair carregando um monte de hábitos que nos atrapalham, que é como se a gente tivesse entregando a arma pro inimigo atirar na gente, né? Ou seja, Estamos cultivando um hábito que ao invés de nos ajudar a andar, nos puxa para trás. Não podemos nos permitir isso. Sem desperdício de energia, estamos trabalhando em prejuízo próprio. Nem
tudo que é prático é significativo. É importante que vocês entendam isso. Um hábito é praticidade. Ele pega as coisas que você precisa fazer mecanicamente. Pá, pá, pá pá pá. tô fazendo. O fundamental na vida humana é aquilo Que é significativo, é aquilo que eleva a consciência, aquilo que desperta em nós a semente da bondade, do amor, da compaixão. O fundamental é o significativo. Então, o hábito cuida da casa para que você possa se fixar naquilo que é essencial. Falei, por exemplo, uma obra de arte não tem nada de prático. Imagina você o que que é
um cidadão passar como o Leonardo da Vent anos a fio em cima de um uma tela para pintar uma dioconda. Olha, não gerou comida, não gerou moradias, não gerou nada prático pra vida, gerou um negócio pintado num pedaço de tela. Para que serve isso? Que perda de tempo. Se a gente pensar de maneira prática, a arte é uma besteira. Agora, se a gente pensar de maneira humana é das coisas melhores que existem, porque ela é capaz de puxar a nossa consciência para cima. Então não podemos ser só práticos, porque senão M Betovem, tudo esse pessoal
foram Desocupados, que nada que eles fazem enche barriga, como se diz popularmente, né? A arte não enche barriga, mas enche a alma. Então, nós não podemos guiar só pelo que é prático. A nossa consciência tem que buscar elevação e os hábitos cuidam da casa para que a gente possa ter energia para isso. Ou vocês acham mesmo que os artistas são todos uns desocupados? Fala isso não, que tem artista aqui, tá? [risadas] As vantagens dos hábitos aliados da excelência libertam energia mental. Então, eu posso estar fazendo alguma coisa pensando em outra. Eu posso estar fazendo alguma
coisa e liberando a minha consciência para outra. Quando automatizamos o que é essencial, abrimos espaço para o que é criativo. Grandes mentes cultivaram hábitos sólidos. Aristóteles dizia que a excelência não é um ato, mas um hábito. Então você vai automatizando coisas. E Aí é que é o interessante do hábito positivo, do hábito que você adquire. Você pode ir automatizando coisas não só no plano físico, mas também no plano psicológico. Ou seja, quando uma pessoa falar comigo de maneira irritada, como eu respondo? Com paciência. Eu não vou deixar que essa pessoa determine como vai estar o
meu humor. Então, se uma pessoa tá estourada, automaticamente eu vou pensar, ela deve estar com problemas, eu não estou. Então, ela que fique com o problema dela e eu não vou adquirir esse problema. Automaticamente, quando uma pessoa me fechar no trânsito, eu vou pensar: "Paciência, deve estar com mais pressa do que eu". Você pode automatizar isso, sabia? Você pode automatizar reflexos no plano psicológico também. Automaticamente abrir o elevador, vou esperar o último ser vivo que tem lá dentro antes de eu querer me meter a entrar. Vou olhar para Ver se tá saindo mais alguma coisa.
Saiu tudo até a última formiga. Aí eu vou entrar automatizando respostas mais humanas. exatamente naqueles pontos onde eu tô mais animalizado. Quando acontece tal coisa, eu sempre estouro. Pois é, vou criar um hábito para acontecer tal coisa e eu não estourar. E vou fazer isso mil vezes até virar hábito. Cidadão me respondeu de maneira grossa, eu respondo de maneira Extremamente delicada, mais delicada do que o normal até para dar um tapa de com luva de pelica. Muito obrigada pela gentileza. Até a próxima. Vai ser assim que eu vou responder. Isso também vira hábito, sabia? Você
também pode ter hábitos no plano psicológico. Agora, olha que praticidade isso. Eu adquiri esse hábito. Isso está me ajudando a dominar as minhas emoções. Está me ajudando a me humanizar, a não Deixar que o outro seja dono do meu estado de humor. Tem uma passagem de um conto Zen que eu acho interessante que diz que havia um jovem que chegou no mosteiro porque esses mestres eram grandes artistas marciais também, né, nesses tempos budistas. Aí os jovens de outros mosteiros iam lá para desafiá-los, para ter um combate e mostrar que eram melhores do que eles. Aí
chegou lá nesse monteiro e começou a ofender o mestre para poder travar um Combate com ele. Ofendeu, ofendeu, ofendeu e o mestre fazendo os afazeros dele um dia inteiro. Já que ele cansou, foi embora. Aí os discípulos, mas mestre, aquela quantidade de desaforo que aquele garoto falou pro senhor, o senhor não fez nada. Aí o mestre diz: "Bom, se você me dá um presente e eu não aceito, o presente é de quem?" é seu, você vai ter que ir embora com ele, não é isso? Ele me deu um monte de presentes, eu não aceitei nenhum,
são Dele. Ele teve que levar tudo embora. Por que que eu ia esquentar a cabeça com isso? Ou seja, toda vez que alguém for grosseiro comigo, vou lembrar do conto do mestre. O presente é dele, eu não aceitei, ele vai embora. Não tenho por deixar que qualquer pessoa determine o meu estado de espírito. Assim, eu sou um escravo das circunstâncias, não é isso? Então, entendi a história do mestre oriental. A partir de agora vai ser assim, cidadão Tá, cidadão tá grosseiro, eu respondo 10 vezes mais delicado do que eu sou normalmente. Só para ele sentir,
para ele se sentir bem brutamonte mesmo, pelo contraste. [risadas] Então eu respondo mais delicadamente do que eu respondo sempre. Ué, vira hábito, meus caros, vira hábito. De tanto você fazer, de tanto você praticar, vamos criando uma mecanicidade que vai revertendo esses pontos críticos onde a gente se animaliza. E dá para Fazer. E não só isso, devemos fazer. Leonardo Davin cultivava o hábito da observação constante, ou seja, por que que ele era brilhante? Ele tinha o hábito de estar inteiro no momento presente, observando todos os detalhes da vida, dos objetos, todos os ângulos, todos os cantinhos,
de tal maneira que ele pudesse entender um pouco mais o mundo à volta dele. Um hábito maravilhoso, né? Viver o presente em plenitude. Estar corpo, mente e alma Aqui. Nós temos o hábito de fazer o quê? A gente senta o nosso corpo numa cadeira e a mente vai para onde ela bem entende, não é assim? E as emoções pro outro lado. Que saudade de fulano e a mente e o supermercado que eu tenho que ir depois. Isso é um hábito, sabia? Cada vez que a gente quiser fugir, você pergunta: "Por que que eu tô aqui?
Se eu tenho que pensar no supermercado, então vou levantar agora e vou pro supermercado?" Não, não. Então fica Aqui. [risadas] Você pode criar esse hábito. Cada vez que os veículos começarem a ir um para cada lado, você quer ir para outro lugar? Vamos agora. Não quero ficar aqui. Então vamos ficar aqui. Hum. É um hábito. Que mais? Vittor Frankel desenvolveu o hábito interior de buscar sentido, mesmo em circunstâncias extremas. Acho que vocês conhecem a história de Víctor Frankiel, né, que viveu, foi um Prisioneiro de guerra da Segunda Guerra Mundial, viveu em campo de concentração e
desenvolveu o hábito de, ao invés de ficar revoltado, olhar para as coisas e ver o que que ele poderia aprender com aquilo para se tornar um ser humano melhor. A mesma coisa que Gordif também se desenvolveu, não sei se vocês conhecem, Gordif, o grande escritor, ele viveu também na prisão, na Rússia durante vários anos. Ele desenvolveu esse hábito Também, diz que saiu muito mais sábio do que entrou da prisão. Tudo que acontecia buscar um sentido, porque que a vida tava trazendo aquilo para ele e como ele podia se tornar melhor a partir daquilo. Ao invés
de ficar imprecando com ódio, com injúrias, porque a prisão dele foi injusta. Ou seja, hábitos, muitos hábitos muito bons que a gente pode pegar como referência e começar a adquirir. Aconteceu uma coisa que eu não Gosto. Vem a cola. Opa. Deixa eu imitar o Vitor Franquio. Que que a vida tá querendo me ensinar com isso? Que que eu posso aprender disso? Não é pra gente incorporar isso como hábito, gente. Isso é a grande chave. É um botão da nossa psique que a gente não tá sabendo acionar. Esse negócio tem que trabalhar a nosso favor e
não contra nós. Dá pra gente adquirir um monte de hábitos maravilhosos que outras pessoas Já tiveram na história. Hum. O hábito quando bem direcionado consolida o caráter. Então ele te ajuda tremendamente a gostar das coisas boas, porque ele vai mecanicamente te empurrar na direção do bem. Se é um bom hábito. Agora, se é um mau hábito, é terrível. Vícios de todos os tipos, hábitos psicológicos terríveis que é de sempre tá julgando o outro, sempre tá criticando o outro, tornam a vida um inferno. Um hábito de criticar, ele cansa mais. Eu garanto para você, se você
passar um dia inteiro mentalmente criticando Deus e o mundo, que em geral a gente faz, cansa mais do que você passar o dia inteiro carregando pedra. Exaure a energia mental vai lá embaixo, suga a nossa energia. Um hábito horroroso que a gente não sabe e não sabe sequer que grande parte do nosso cansaço vem daí. Olha pras coisas já procurando defeito, morbidez, hábito negativo. Por que que Eu não faço o contrário? Cre o hábito de procurar sempre o aspecto positivo de tudo. A gente não sabe quanto a mente exaura a energia da gente. A gente
acha que cansa só pelo que fez fisicamente. Observem os dias que você chegar mais cansado à noite e vai procurar porque foi. As formas mentais acabam com a gente, sugam a nossa energia toda. E nós temos um monte de hábitos desse tipo. São vícios, vícios terríveis que às vezes inviabilizam a nossa vida. Quando A gente pensa em vícios, a gente pensa em droga, embriaguez, cigarro. Esses são péssimos. Mas tem uns vícios psicológicos que também não são brincadeira, viu, gente? E que também prejudicam demais a nossa vida. Então, o hábito quando bem direcionado ajuda a consolidar
o caráter. Eles criam identidade. Ou seja, o que que significa isso? Não é o que você faz uma vez que define quem você é. É o que você faz todos os dias. Aí hoje eu vi uma palestra legal. Vou sair daqui, vou ter paciência com todo mundo no trânsito até em casa, mas amanhã vai ser outro dia, né? Março vai ter mudado. Amanhã volta tudo ao normal. Isso não define nada na sua vida, só o que você fez hoje. Define o que você faz todos os dias. Isso é você. Vejo o fulano todos os dias
passando e fazendo tal coisa. Bom, o fulano acredita nisso. Um dia que ele fez uma coisa diferente. Ah, aquele aquele dia ele tinha sido Influenciado por alguém, mas se ele não mantém isso não é ele. Isso não é ele. Uma coisa que você fez um dia só não é você. é você aquilo que você sustenta através da sua vida dia após dia. Então, os hábitos vão constituir a nossa identidade. E o que é curioso é que se você anotasse numa folha de papel nesse momento todos os teus hábitos, daria para deduzir que tipo de ser
humano é aquele. Talvez você não se identificasse com esse ser humano, disesse: "Não, eu Não quero ser isso aí, não". Mas cultiva hábitos que não tem nada a ver com aquilo que você gostaria de ser. Olha que a pessoa cri tem o hábito de criticar terrivelmente. Eu cri cri e não quero ser assim, mas você tá cultivando um hábito que te faz ser assim. E nem consciência disso não tem. Nem consciência disso não tem. Sempre conto uma história que é velha também, que é do uma vez que eu fiz uma experiência com os meus alunos
de Nova Própole, que Eu pedi, perguntei para eles, vocês são críticos? Não, imaginem vocês, era um grupo de 20 pessoas, ninguém era crítico, uma coisa milagrosa, [risadas] ninguém aqui é crítico. Aí eu falei: "Tá bom, vamos fazer uma brincadeira. Você vai pegar um dia dessa semana, vai pegar um pedaço de papel e vai anotar toda vez que vier um pensamento crítico na sua mente. Sabe aquele negócio de fazer um risquinho, outro aí faz um quadradinho, risca no meio, começa outro. Você vai Fazer isso, vai ficar com uma folha de papel. Toda vez que você tiver
um pensamento crítico, você risca esse papelzinho. A aula é só uma vez por semana, né? Outra semana lá vem eles abatidos, [risadas] aqueles que fizeram exercício, evidentemente, professora, nem te conto. Olha, eu arrisquei tanto aquele papelzinho que eu tinha que parar o carro para riscar o papelzinho. Eram folhas e folhas de papelzinho. Eu nunca imaginei que eu fosse tão crítico assim na minha vida. Aí eu fiz a segunda parte da brincadeira, né? Passei para ele o seguinte: você vai passar um dia dessa semana, toda vez que você tiver um pensamento crítico, você joga ele fora
e coloca uma coisa positiva no lugar. Lembra de uma coisa boa, de uma coisa positiva, de uma coisa bela, vai passar um dia fazendo isso, o dia inteiro Cortando os pensamentos críticos. Uma semana depois, lá vem eles. Sabe o que que aconteceu, professora? Eu fiquei sem assunto mental, porque tudo que eu pensava era crítica. que deu aquele vazio. [risadas] Aí eu tive que virar para fora, começar a observar mais as coisas na minha volta, porque se eu pensasse eu criticava. [risadas] Então percebi que tinha uma sanca na sala do meu trabalho, que eu trabalho ali
há 10 anos, nunca Tinha visto aquela sanca. De tanto que a gente fica nessa mecanicidade do engem mental criticando Deus e todo mundo. Ou seja, a gente nem sabe os hábitos psicológicos que tem. Esse aqui é pior. Quando a gente vai procurar, vai atrás perguntar para si próprio porque eu faço as coisas que eu faço? É que você vai descobrir os hábitos. À noite, um diáriozinho onde você lembra todas as bobagens que você fez, pergunta: "Por que eu faço isso?" Aí você descobre um hábito que você nunca tinha visto. Por isso que Pitágoras recomendava diário
pros alunos dele, porque vai trazendo consciência para dentro da nossa vida. Aquela bobagem, por que que eu fiz? Opa, é um hábito. Eu sempre respondo dessa maneira. Por que eu tenho esse hábito? Não acredito nisso. Não tinha nem consciência que tinha. Esses meus alunos nenhum era crítico, nenhum. Eram santinhos. 20 santos acima de qualquer crítica. E foi muito interessante essa experiência de constatação, né? Você não é alguém que corre, você é alguém que tem o hábito de correr. Você passou correndo um dia, as pessoas vão até assustar. Deve ter ladrão, deve ter alguma coisa. Agora
passo todos os dias, ele é o corredor, não é isso? Você adquirir identidade a partir do momento que as coisas tem perseverança e constância. Aí Você tem identidade com aquilo. Uma vez que eu fiz, eu não crio identidade em torno disso, não me identifico com isso, não me defino por isso, né? Por isso que eu quis que todo mundo ficasse um ano praticando máximas históricas. O sonho da minha vida com esse livro é que depois de um ano uns dois ou três hábitos históricos pelo menos tivesse adquirido, porque é assim que funciona. Seja todos os
dias pensando nisso, todos os dias pensando nisso, tentando Praticar uma hora uns dois ou três hábitos históicos seriam meus, não seriam mais meus históicos, porque bons hábitos não cobram direitos autorais, passam a ser nossos. Então, identidade é repetição consolidada. Aí, como eu falei para vocês, existe a fase de aquisição, fase de estado e fase de remoção. Em todos os casos, o que que determina? Na fase de estado, não, ele funciona mecanicamente, mas tanto para adquirir quanto para Abolir um hábito, você vai necessitar de disciplina e de vontade. Você quer adquirir um hábito, repetição todos os
dias, que ali tem que ser uma disciplina mesmo. Todos os dias eu repito, chega uma hora que você não vai nem lembrar mais e vai continuar repetindo. Depois, para pará-los é a mesma coisa. Você tem que colocar a consciência em cima do que você tá fazendo para descobrir quando é que você tá fazendo, criar uma lei dentro de você Que diga não mais e vai espaçando aos pouquinhos até que uma hora você consegue vencer isso. Ou seja, romper um hábito é vontade. É dizer não quero mais fazer tal coisa. Aí tem uma falhazinha. Não desisto
porque eu tive uma falhazinha. Bom, eu só falhei uma vez. Antigamente eu fazia isso todo dia, agora tu faz no dia sim, dia não. Melhorou 50%. Aí continua dois dias sem fazer, fez de novo. Opa, agora aumentou o prazo. São Dois dias sem um com, não vou desistir nunca. Vou batalhar, batalhar, batalhar, batalhar, perseverança e constância até chegar do outro lado. Isso os egípcios falavam no caibo, né? No princípio da polaridade, você pega um uma dualidade, por exemplo, entre preguiça e proação. Eu olho pro outro lado, você é uma pessoa proativa e trabalho todos os
dias já me vendo lá, acreditando que eu estou lá, já me vendo como uma pessoa proativa. Quando tem uma recaída, reage, Batalha, batalha, batalha, batalha. você reconstrói a si próprio, leva a tua vida para outra polaridade. Podemos fazer isso, podemos. Existe uma preocupação que eu tenho, não que eu tenha nada contra isso, mas eu tenho uma preocupação que as pessoas se definam demais por coisas do tipo horóscopo, horóscopo chinês, seja lá o que for temperamento de galeno, seja lá o que for, sabe? Por quê? A pessoa fica engessada naquilo. Então, Capricórnio, Que é o meu
signo, é ambicioso. Ah, eu não vou nem lutar, que que eu vou fazer? Capricórnio é assim, deixa ficar, né? Eu sou Capricórnio. Que Capricórnio é ambicioso, eu não vou ser ambiciosa. Por quê? Porque não quero um ato de vontade. Eu sou aquilo que eu escolhi conscientemente ser. O professor Jorge Ângelo Livraga, que é o fundador de Nova Acrópole, ele dizia: "A diferença entre um tronco de madeira e um barco feito da mesma madeira é que Esse segundo possui remos e pode navegar contra a corrente. Nós possuímos remos que é à vontade. Podemos navegar contra a
corrente. Horóscopo ocidental, chinês, japonês, seja lá onde for que haja horóscopo, diz que eu devo ir para lá. Eu quero ir para cá, eu vou para cá. Porque sobre os homens os árstinam, mas não determinam. Porque o homem ser dotado de vontade. Então, cuidado para nenhuma definição do mundo congelar você. Ah, eu sou de peixes, eu tenho que Ser aéreo. Não, eu não quero ser aéreo. Eu quero ter os pés no chão. Os peixes que se virem, tá? Porque eles nem pés não têm, mas eles vão ter que ficar no chão, porque eu não quero
isso para mim. Entendem? Então, cuidado com definições. Não que astrologia goste mais da astrologia. Astrologia nasceu em antigas civilizações como Egito, como Índia, China, são maravilhosas. Mas esse negócio da gente querer usar a justificativa da astrologia para se Acomodar nos nossos maus hábitos, não. A astrologia pode dizer o que ela quiser. Eu vou ser do jeito que eu escolhi ser e vou trabalhar com disciplina e com vontade para esculpir a mim mesmo. Por quê? Porque é isso que eu vim fazer aqui, que através da construção de hábitos positivos e abolir hábitos negativos, você vai construindo
a si próprio. Não esqueça, abolir hábitos é perseverança e constância, sem pressa e sem pausa, todo dia lutando contra Aquilo, anotando num diário. Hoje não fiz, hoje fiz uma vez, amanhã vou prestar mais atenção. Hoje consegui não fazer. Hoje eu errei numa circunstância que eu não tinha percebido. Vou prestar mais atenção nessa circunstância. E ali é administrando e colocando vontade e não desistindo até uma hora que você consegue limpar o hábito. Não é um processo rápido, mas exige que você acredite em si próprio e tenha perseverança e constância. Todos nós Sabemos que tem pessoas na
humanidade que conseguiram vencer hábitos de drogas pesadíssimas e conseguiram sair do outro lado. Se é possível para essas pessoas, é para nós também. Nós podemos vencer qualquer hábito negativo, qualquer coisa que nos prejudique. Aquele hábito de toda vez que eu vou na casa da família no domingo, eu perco a paciência para alguma coisa. Aquele primo chato que tá sempre lá. Bom, você sabe que o primo Chato tá lá, prepare-se pra chatura do primo chato e vou responder de tal maneira, vou brincar, não vou levar a sério. Então você pode se programar para reverter todos os
maus hábitos. Se um ser humano pode, a gente também pode. Os hábitos nos protegem em tempo, em momentos de crise protegem, porque os hábitos são reflexos, né? Nós temos hábitos físicos que são reflexos. Rapidamente você jogou alguma coisa em Mim, eu não penso. O corpo já faz isso. É um hábito. Os reflexos são uma forma de hábito, ou seja, é uma reação quase que instintiva na hora que o perigo vem. Se você tem bons hábitos, você sabe exatamente o que tem que fazer. Eu tenho o hábito, por exemplo, o pequeno hábito que eu acho positivo
no trânsito de nunca jamais aconteça o que acontecer, grudar atrás do carro que está na minha frente. Isso já me salvou de cada situação em trânsito que não é Brincadeira. Aí eu vejo o pessoal ficar todo coladinho. Isso não dá certo. Cidadão lá na frente freia porque qualquer coisa, porque foi atender os telefone celular. Pumba, acabou. Problema batida. Seja, é uma coisa boa, mas apenas porque vocês percebam como foi isso. Foi um hábito. Eu disse: "Jamais grudarei atrás do carro da frente" e botei o piloto automático e não grudo de jeito nenhum. Nem penso nisso.
Não grudo. Enfim, em situações críticas do dia a dia, quando você adquire certos hábitos bons, eles te poupam de muita coisa, te protegem de muita coisa, né? Quando estamos cansados, estressados ou inseguros, não agimos segundo os nossos ideais, agimos segundo os nossos hábitos, atos reflexos. Então, às vezes a gente tá disperso, é o hábito que vai lá e funciona. E se é um bom hábito, te salva de muita coisa. E se é um mau hábito, pode te colocar em muitas Fresas. Uhum. Então, você vê, por exemplo, um prédio está em chamas. Às vezes a pessoa
tem o hábito de se descontrolar emocionalmente, totalmente diante de de situações de perigo, de tal maneira que ela fica irracional. Ao invés dela tentar alguma forma que desse alguma chance para ela, você atira pela janela. É a pior coisa que pode acontecer. É a pior alternativa em geral. Morre lá embaixo. Ela tem o hábito de não Raciocinar diante de situações de perigo. Vocês já perceberam que isso é um hábito? Não consigo controlar as minhas emoções e ficar sereno em situações de perigo. Portanto, eu sempre faço a pior coisa. Quem não raciocina em situação de perigo,
corre pro colo do perigo ao invés de correr dele, né? Entra em pânico, desequilíbria. É um treino. É um treino que a gente faz pra vida inteira. As coisas deram errado, eu vou respirar Fundo e vou ficar sóbrio, porque é sóbrio que eu tenho condições de achar a melhor saída, que pode salvar a minha vida, pode salvar a vida de muita gente à minha volta. Quando tem muitas vezes incêndio em determinados espaços públicos, morre mais gente pisoteada do que gente queimada pelo hábito de não se controlar quando acontece alguma situação de perigo. Não consigo esperar
fundo e ficar lúcido e procurar a melhor Solução. Bom, isso se treina nas pequenas dificuldades do dia a dia. É o mau áo psicológico. Qualquer coisa que faz o meu controle, as emoções tomam posse da minha vida, tomam o comando. E eu só faço bobagens. Temos que reverter isso aí, temos que trabalhar com isso, né? Se o hábito é nobre, ele nos sustenta. Se ele é inferior, ele nos trai. Aí você é uma pessoa super controlada, que todo mundo acha maravilhoso, mas você não Desenvolveu ainda o hábito psicológico de não perder a cabeça quando alguém
pisa no seu carro, que aí de repente na frente de todo mundo que confia em você, uma pessoa pisa no seu carro. Você vira bicho na frente de todo mundo, ou seja, você trai a si próprio porque não venceu um maldito hábito. Já que se alguém pisou no seu calo, você tem que imediatamente morder. Não é assim? E o que é engraçado às vezes é que a gente até tem orgulho Desse tipo de hábito. Quando não temos referenciais, esse aqui é o problema. Nós sabemos distinguir o que é um hábito bom do que é um
hábito ruim. Já contei para vocês que uma vez eu tava passando pela rua, nunca me esqueci dessa ocasião, tinha duas pessoas conversando aí, dois rapazes, um deles virava pro outro e falava assim: "Se pisar, se mexer comigo, você vai ver, eu viro bicho". Ele tava tão orgulhoso disso, gente. Falei: "Gente, mas virar Bicho é fácil. Vira ser humano que eu quero ver. Virar bicho, todo mundo vira". Você orgulho que ele tava falando isso. Se mexer comigo, eu vira o bicho. Que que você tá dizendo? Que se alguém pisar no seu calo, você perde o controle.
Isso é coisa pra gente se envaidecer, não é? Esconde, não conta para ninguém, não. Tenta trabalhar aí nos bastidores, não espalha eu não vou contar, não [risadas] é isso? E trabalha isso aí. Quando a Gente não tem muito discernimento, não tem muitos valores, às vezes tem até orgulho dos hábitos negativos e aí não tem jeito de vencê-los. Até alimenta, aí não tem jeito de vencê-los. As pessoas confundem hoje cólera com coragem. Seradão corajoso, como dizia Platão, aquele que se mantém lúcido nas situações de medo e desejo, nas situações de perigo. E aí toma melhor decisão.
Você que estoura, ele não é corajoso, ele é covarde, ele não tem Controle nem de si próprio. A sua personalidade o domina, ou seja, ele não é vítima do animal externo, é vítima do animal interno. Se for um leão, o leão vai ser o segundo bicho que vai devorá-lo, porque o primeiro foi o animal dele mesmo. Uhum. Ou seja, ele não tem peito para segurar as régias do seu eu animal. Isso não é um corajoso. Isso é um covarde. Aquele que vira bicho é um covarde. Não é um corajoso. Isso é uma coisa que a
gente deveria ter claro. Corajoso é aquele que o mundo tá pegando fogo, ele tá lúcido. Isso é corajoso. Tá lúcido e tomando decisões inteligentes. Esse é o corajoso. Esse tem fibra. Esse tem garras. segure as rédias do eu animal e ele tá no comando da vida dele. Os perigos dos hábitos, o adormecimento da consciência. Aqui começa a parte delicada. Então, a gente já se convenceu que hábito é uma coisa maravilhosa até que ele começa a nos escravizar e nos possuir. E tudo na Nossa vida é hábito. Não tem reflexão, não tem escolha, não tem consciência,
não tem inspiração, tem criatividade, nada. É tudo hábito de manhã à noite. Aí viramos uma máquina, né? O risco do piloto automático. Você já percebeu como pode dirigir quilômetros sem lembrar do trajeto? Se é um trajeto que você já fez várias vezes, dirige quilômetros, você não sabe nem que você tá fazendo. Parece que o carro vai sozinho, né? Agora imagina o carro da Tua vida ir sozinho sem você saber nem o que tá fazendo, em nenhum momento parar e dizer: "Bom, tem ali uma pessoa que tá sofrendo, deixa eu parar o trajeto para atender aquela
pessoa." Bom, tem ali um trabalho que precisa da minha participação, deixa parar o trajeto para ir lá ajudar nesse trabalho. Em nenhum momento entra criatividade, inteligência, inspiração, intuição. Em nenhum momento eu me supero. Eu fico inteiro tempo inteiro repetindo a mesma Coisa. em nenhum momento me torno um pouquinho melhor do que eu era no passado. Porque o hábito ele não aperfeiçoa, ele só repete. O hábito não aperfeiçoa, ele só repete. Então eu tô andando, eu não vou andando cada dia um pouco melhor, não. Ando sempre do mesmo jeito. Precisa consciência presente para ir lá e
aperfeiçoar. De vez em quando a gente son capaz de parar o mecanismo do hábito e ver onde a nossa presença humana é Necessária e agir com a consciência desperta, viremos uma máquina. Aí todo dia eu tenho o hábito de dizer bom dia para as pessoas. Bom dia. Nem olho pros olhos dela. Aí um belo dia você olha pros olhos da pessoa e percebe que ela te disse bom dia, mas ela não tá nada bem. Ela tá precisando de você. Precisaria ali de alguns minutos, mas o hábito até bom dia e nem olhar ir embora. Você
se mecanizou. Você não tá vendo as coisas que estão Acontecendo à sua volta. Então o hábito não pode bloquear a consciência. Tem uma hora que você tem que saber parar o mecanismo do hábito. Opa, desliga o piloto automático aqui, eu vou assumir o volante. Então essa pessoa precisa de mim, essa circunstância precisa ser melhorada. Esse processo desse trabalho não tá bom, tá sacrificando excessivamente as pessoas, não tá inteligente. Deixa eu mexer nisso aqui, né? Essa maneira como isso é feito não é A mais objetiva, não é a que valoriza as pessoas, não dá elas uma
oportunidade de de participarem do processo. Deixa eu parar isso aqui e rever esse esquema. Ou seja, tem que ter uma hora que a gente sabe desligar o hábito e botar para funcionar a consciência. Porque reitero, o hábito não aperfeiçoa. Quem aperfeiçoa é a consciência. E se você só age no hábito, ele só repete as coisas sempre do mesmo jeito. E você vai chegar daqui até o final da vida Igualzinho. Não cresce nenhum milímetro. E se existe uma coisa que a gente tem que exigir de nós mesmos, é estarmos crescendo. Sempre fala essa história, né, que
é a bendita fotografia do ano novo. Eu falo porque eu faço exatamente isso. Vou lá e olho lá no meu celular, porque hoje a gente não revela mais foto, né? Olho lá no meu celular as fotos do ano novo passado e vejam, eu mudei alguma coisa. Um ano é bastante coisa. Uma Coisinha assim mudei, não mudei nada. Eu tô estacionada, tô estagnada na minha vida. Um ano não é tão pouca coisa assim. É uma unidade bem significativa da nossa vida pra gente ficar tão igualzinho assim. A gente deveria ter ganho alguma coisa, uma habilidade para
lidar melhor com a vida, com o outro, conosco mesmo. Alguma coisinha tinha que ter avançado. Se não tem participação da consciência, não muda nada. Então, cuidado com piloto automático. Agora, imagine anos assim, né, no piloto automático, a vida inteira assim. Quando tudo vira automático, deixamos de perceber a beleza, os detalhes, as oportunidades de crescimento. A rotina pode nos anestesiar e paramos de aprender, paramos de crescer. Eu me recordo que aconteceu, vocês devem ter lido isso porque andou pela internet muitos anos atrás, mais de uma década, tinha um grande, tem um grande violinista maior do mundo,
Joshua Abel, Que ele foi a Nova York e fez um concerto caríssimo. Os ingressos esgotaram, todo mundo querendo assistir Joshua Abel. Aí que que aconteceu no dia seguinte? alguma empresa fez lá um um trato com ele, que ele foi pra estação do metrô de Nova York, vestido com uma roupa super simples, um bonezinho, um moletom e ficou tocando lá com chapeuzinho na frente e tocando as coisas mais maravilhosas do mundo. E o pessoal passava no piloto automático e Ninguém parou para ouvir Joshua Abel na estação do metrô de Nova York. Chapeuzinho dele lá tinha umas
duas moedinhas. Na véspera tinham pago uma fortuna para ouvi-lo. Por quê? Porque sabiam que era Jorge Abel. Imagina o que que é uma pessoa ser um virtuose, tá fazendo uma loucura no violino e você não ouve, você tá no piloto automático para pegar o metrô. Se tivesse o Leonardo 20 pando, pintando a Monalisa ali na sua frente, você não via, porque Você tinha que pegar o metrô. É incrível o que que a mecanicidade faz com a gente. Podia ter o ser mais maravilhoso do mundo ali, ia passar batido, batido. Porque todo mundo tava pensando no
quê? Em nada. O hábito tava levando todo mundo pro metrô, todo mundo apressado, cumprindo a rotina. É incrível. Essa foi uma experiência que eles fizeram que mostrou claramente quanto a mecanicidade nos rouba a beleza da vida, nos rouba as oportunidades da vida. Então vocêia Deixar de conhecer Leonardo da Vin pela mecanicidade do hábito, porque não sabe parar o hábito e colocar a consciência para funcionar. o hábito para poupar a sua mente, para que ela possa estar atenta a outras oportunidades. Você apaga a mente e deixa só o hábito. Aí realmente não dá. A cristalização emocional,
aí é que vem o feio da história, que é o que a gente já falou, né, que são os hábitos emocionais. Repetimos não apenas ações, Repetimos reações. Sempre a mesma irritação, com a mesma coisa. O trânsito todo dia tá ali no mesmo lugar, a mesma hora. E o que que eu faço? Me irrito. Aí amanhã o que que vai acontecer? O trânsito tá lá na mesma hora. Só falta o GPS dizer trânsito em tal lugar e você vai se irritar. Daqui a pouco ele vai dizer isso, que é tão previsível que ele vai te dizer
isso. Trânsito tá lá, você irrita novamente. Ah, mas é Porque eu vou chegar atrasado. Sai meia hora mais cedo, meu cara. Porque pode ser que você se irrite menos. Lembram do epiteto? O que que ele dizia? PT era um escravo. E aí o pessoal ficava debochando dele. Você fala de liberdade, você é um escravo, você pode ensinar isso? Ele disse, sabe o que que é um escravo? É aquele que naquilo que não depende dele fica imprecando contra o destino e naquilo que depende dele não faz nada. Então eu fico no engarrafamento brigando por causa do
motorista, por causa da da administração de Brasília, por causa disso, daquilo, daquilo outro. Coisas que eu não posso mudar, mas naquilo que depende de mim, que é sair meia hora mais cedo de casa, eu não faço nada. Isso é um escravo, totalmente escravo das circunstâncias. Esse é um conceito de escravidão moderna. Nada que depende de nós, a gente mexe, mas briga com todo mundo. Uma maneira que não muda Absolutamente nada e estraga o nosso humor. E eu faço isso todo santo dia. Virou o rito, o rito da irritação, o irrito, né? Que mais? O mesmo
ciúme, mesma coisa. Alguém foi cumprimentado e eu não fui. Ciúme. Alguém recebeu uma promoção, eu não recebi. Ciúme. Alguém que eu gosto deu mais atenção outra pessoa do que a mim? Ciúme. Eu sempre reajo desse jeito. Não posso ver uma pessoa tendo um benefício que eu sinto o ciúme. O que Que é isso? Vou aprender, vou pensar sobre esse processo, vou ver porque que ele acontece, vou ver qual é a carência que existe dentro de mim que provoca esse negócio, de tal maneira que eu possa ver um colega de repartição levando uma contigoração e eu
não e não sentir absolutamente nada de negativo. Vou romper esse maldito hábito de achar que todas as coisas boas do mundo tem que vir na minha direção. Quando vem na Direção do outro, eu me sinto desconfortável. Por que isso? Ninguém no mundo merece reconhecimento, só eu eu sei que isso não é verdade. Então, por que tenho esse comportamento infantil? Vou abolir esse hábito. Vai ser fácil? Prepara para brigar. Prepara para brigar. Isso aí vai ser pior do que parar de fumar. Talvez pior do que parar de beber. Isso aí vai demandar uma energia mental danada.
Mas você vence. O dia que uma pessoa ganhar uma Condeoração que poderia ter sido tua e você ficar alegre, você pode dizer: "Venci o hábito". né? É possível. É possível. Vários seres humanos já fizeram. É possível. É uma questão de se programar para tanto. Que mais? A mesma impaciência, a mesma autossabotagem. Quando você não quer fazer uma coisa, mas faz de conta que quer, né? Hoje eu tô doente, hoje eu não tenho dinheiro, hoje não vai dar. e fica prorrogando as coisas que você tem que Fazer eternamente. Chega uma hora que você chega na frente
dos per, você quer fazer tal coisa ou não quer? Porque se você quer, faz agora. Se você não quer, risca da sua agenda e assume que você não quer. Imagina que você dentro do terreno da filosofia, que é o que a gente conhece bem, você vai ler um negócio complicado. Negócio complicado, eu recomendo Emanuel Cant, é uma beleza. Aí você precisa ler Emanuel Cant. Preciso, tem uma Necessidade. Vou dar aula disso. Preciso ler o Emanuel Cant. Vou colocar na minha agenda. Que horas que você coloca para ler Emanuel Cantes? Meio dia e meio, uma hora
logo depois do almoço, >> né? Com estômago bem cheio. Quando vem aquela horinha ali da sexta, você vai ver a fundamentação da metafísica dos costumes, certo? Prepare-se para sonhar com cântico, porque é evidente que você não vai ter condições de ler isso nesse horário. Então, sabe o que que você tá Fazendo? Tá se autossabotando. Chega na frente do espelho e diz: "Você vai ler o canter o cant? Vamos, vamos parar de brincar com a vida. Se você não quer ler, tira da sua agenda e assume. Não vou ler, não vou dar aula disso." Mas se
você quer ler, coloca numa hora que você tem condições de fazer. Para de brincar com a vida, né? Esse hábito de se autossabotar para fazer de conta que eu quis fazer as coisas e de fato não não aconteceram, é muito comum na nossa Vida, né? Então, a mesma impaciência, a mesma autossabotagem, mesma irritação na fila disso, na fila daquilo, na fila daquilo outro. Você não quer fila? Muda pro interior com uma cidade de 20.000 1000 habitantes. Não, eu quero morar aqui. Não acostuma com a fila, meu caro. Tom decisões coerentes e as honrem e dizemos:
"Eu sou assim". Mas não somos assim. Estamos por hábito. Prestem atenção que esse negócio agora é Importante demais da conta. Santo Agostinho dizia isso e é uma verdade. A natureza humana pura não tem defeitos. Defeitos não são parte de nós, são agregados, são coisas que grudaram em você. Não se identifique com defeitos. Não diga: "Eu sou preguiçoso". Não, eu estou, mas eu vou vencer esse negócio. Esse negócio não faz parte de mim. Eu sou desorganizado. Não é você está. A natureza humana tua pura não tem defeitos. Isso são agregados. Coisas que Grudaram em você por
maus hábitos que se você quiser pode vencer. Então não venha com essa história dessa síndrome de Gabriela, né, tão conhecida. Eu nasci assim, eu cresci assim e etc e vou morrer assim, tá? Não tem nada disso. Estamos assim por hábito. E se é hábito, dá para abolir, dá para vencer. Não se identifique com defeitos, porque aí você começa a querer defendê-los. Inclusive, né? Pessoas que você disser: "Para de ser desorganizado, não, isso é o meu Estilo. Que estilo? Coisa nenhuma. Isso é um vício. Ser humano nenhum é desorganizado. Isso é um vício. Não, isso é
o meu estilo de organização. É assim, conversa fiada, né? Enfim, o hábito cria ilusão da personalidade rígida e imutável. E é isso mesmo. A gente começa a achar que o hábito somos nós. Então, o hábito chegar em casa, largar as coisas em tudo quanto é lugar e no dia seguinte não achar nada, isso Sou eu, isso é o meu jeito. Não é coisa nenhuma. Isso é um mau hábito que você pode corrigir. Hum. Então cria aquela sensação de que a personalidade é uma coisa pronta. Então quando dizem que que você pretende do futuro? Isso é
muito engraçado se perguntar para as pessoas o que que elas pretendem no futuro. Elas pretendem mudar a casa, mudar o carro, mudar a cidade, mas mudar a si próprio não, porque acha que isso não é possível, que A personalidade tá acabada, rígida, que é desse jeito até morrer. Homem, secul seculorum. Amém. Não é assim. A personalidade tá em construção o tempo todo. Então, deixa a casa, a cidade em segundo, em terceiro, em quarto lugar. Muda você dá para mudar. Nós não precisamos ser a mesma coisa. Eu gosto muito daquela frase que diz que nós devemos
mudar tanto que as pessoas precisem nos conhecer novamente. O hábito como prisão invisível. Quanto mais repetimos algo, mais confortável se torna. E quanto mais confortável, menos questionamos. Quanto mais repete, mais fica. aquele local de de conforto, não é? Aquele local que você está acostumado. A zona de conforto não é confortável para a alma, é apenas familiar. E o familiar, mesmo que nos faça sofrer, dá a sensação de segurança. Ou seja, tá confortável para o seu corpo, para a sua alma, tá um inferno. E daí vem a sua Tristeza, a sua frustração, às vezes angústia, às
vezes até a depressão. E você não sabe por quê. Por quê? Você tá obrigando a sua alma a tá sentada em cima de um espinho. Tá confortável pro corpo, pra alma não. Porque a alma humana, ela veio ao mundo para se expressar no mundo e se expressa através de valores, através de virtudes. E você não tá dando espaço para ela, porque o corpo tá engessado em hábitos. Então o corpo, ao invés de se tornar um veículo Paraa alma se expressar, se expressar, ele se torna um bloqueio de que ela não consegue mover um dedo no
mundo, porque tem um bloqueio de aço todo, todo imobilizado por hábitos. É óbvio que isso dá uma angústia interior fora do comum, que a gente não sabe por que é uma desmotivação tremenda, porque a vida fica sempre a mesma coisa e você não vê mais graça em nada e não tem mais nenhum tipo de sonho, não tem motivação. Claro, é uma vida monótona demais, não dá, não Dá para viver desse jeito. Quando você considera que a paisagem na sua janela tá sempre a mesma e começa a dar monotonia, por que que a paisagem na janela
de um carro é sempre a mesma? Porque o carro tá parado, meus caros. Porque o carro tá parado. Aí a paisagem é sempre a mesma. Você não tá crescendo, a paisagem vai ser sempre a mesma. E você vai ficar entediado, desmotivado, angustiado, se bobear até deprimido, porque começa a vida não tem sentido Nenhum. Você não consegue encontrar o que você veio fazer aqui, não consegue dar o seu recado ao mundo, não consegue construir o melhor de si, a tua obra prima, a nossa obra prima é a construção de nós mesmos como os melhores seres humanos
que a gente possa ser. A gente tem que sonhar com isso, sonhar com aquela pessoa equilibrada, serena, elegante, que é capaz de responder as circunstâncias da vida sempre de maneira mais sábia, mais ponderada. Eu vou ser Assim. Eu sonho com isso. Sonhar com aquela pessoa que sabe sempre interferir de maneira eh misericordiosa, compassiva, ajudar alguém que vai cair. Eu vou ser assim, ajudar sonhar em ser aquela pessoa que sempre consegue amenizar a dor do outro, secar a lágrima do outro, sempre consegue atuar de maneira inteligente. Eu vou ser assim. Essa é a minha obra prima.
Não abro mão desse negócio. Não abro mão. Uhum. é maior do que qualquer obra prima que Qualquer artista tenha construído ao longo da história, porque é a partir dessa obra prima que as outras se criam. Então eu não vou abrir mão disso. Se você fica nesse zona de conforto do hábito, não vai realizar esse teu grande sonho de ser esse ser humano maravilhoso que o mundo tá precisando dele. Não é só você não. O mundo tá desesperado por esse ser humano. Esse ser humano tá mais em extinção do que urso panda ou micão dourado. O
mundo tá precisando sair um Acidente ecológico. O mundo tá precisando desse ser humano. Então não é só por você, é pelo mundo. A gente tem que construir esse ser humano. Isso é uma ambição legítima e digna. Nós viemos aqui para fazer isso. Isso é o melhor que a gente pode fazer por nós mesmos, pelas pessoas à nossa volta e pelo mundo. Se a gente ficar engessado em maus hábitos, não vamos conseguir. Como usar os hábitos a seu favor? Se os hábitos são ferramentas poderosas, Precisamos aprender a operá-las. Primeira regra, consciência precede mudança. Antes de mudar
um hábito, observe-o. Compreenda quando ele surge, o que você sente antes, o que você ganha com ele. Tem que entender quando você percebe que tem um hábito que você não tinha visto ainda, dá uma refletida sobre ele. Por que foi que eu adquiri esse hábito? Ah, porque todo mundo de tal grupo social fazia isso, eu queria pertencer. Tá bom? antes de lutar para Abolir esse hábito, eu vou tomar consciência disso, de que eu tô começando a querer imitar os outros para ser amado a qualquer preço, que eu tô me violentando para ser amado a qualquer
preço. Toma consciência disso e se propõe a mudar isso, porque se você acabar só com hábito, daqui a pouco vai imitar esse grupo em outra coisa. Você não mudou o gatilho do hábito, entende? Eu tô fazendo coisas só para as pessoas gostarem de mim. Opa, eu tenho Que mudar esse comportamento aí também, porque se eu mudar só o hábito, daqui a pouco tô imitando as pessoas em outras coisas. Achava engraçado quando eu era jovem, que andava pela rua, andava pelos ônibus, eu ficava observando na época assistia televisão, assistia telenovela, eu ficava achando engraçado as pessoas
imitando de telenovela na roupa, no comportamento, no jeito. Vocês nunca viram isso? É engraçadíssimo quando tem Novela que tá fazendo muito sucesso, você vê as pessoas se vestindo, falando com com a linguagem, com as expressões, imitando o astro de telenovela. Nós somos tão eh quando não temos uma identidade própria e não somos conscientes dela, somos muito somos muito permeáveis as influências do meio. Daqui a pouco você tá com mau hábito por causa das influências do meio. Tinha uma menina que eu me lembro que era uma personagem da Lucéria Santos, Novela antiga, gente, eu já tô
um pouco velhinha, que ela só falava se escorando nas coisas, tinha uma mania, se encostava assim, cruzava a perna assim. De repente eu tô vendo todo mundo se encostando nas coisas para falar um hábito horroroso. A pessoa fica toda torta e nem percebe que adquiriu. Por quê? Se você não tem identidade, a a sociedade vai colocar um monte de coisas aí dentro, porque a natureza não deixa Vácuo. Se você não escolhe o que você quer ser, daqui a pouco tá incorporando um monte de hábito do meio e não sabe nem por tá todo torto, mas
tá. Então, compreenda quando esse hábito surge, o que você sente antes, o que você ganha com ele para você pegar o gatilho que tá te levando a fazer isso. Por que eu quero pertencer a esse grupo? Por que que eu tenho que ser parecido com eles? Eles não podem me aceitar do jeito que eu sou. Porque se eles não Podem me aceitar do jeito que eu sou, então é melhor não pertencer a esse grupo, né? Por que que eu tenho que me violentar para ficar parecido com ele? Pega o gatilho que está por trás dos
árbitos, porque senão você corta um e aparece outro. Hum. Todo hábito satisfaz alguma necessidade, mesmo os destrutivos. Cuidado com hábitos adquiridos por distração. São os mais difíceis de remover. Praticar autoobservação. Tiques nervosos, hábitos linguísticos, como eu falei para vocês como professora de oratória. Impressionante quanta coisa que as pessoas pegam de hábito, né? Tá OK, tá entendendo? Um monte de coisinhas e hábito às vezes de fazer umas flexões assim com pescoço ou fazer assim com ombro. Um monte de coisinhas que você pega pelas festas da desatenção. Quando você vê tá fazendo. E o pior é que
você não vê. As pessoas é que têm que te contar que você faz. Então muito cuidado por essas frestas de da desatenção, onde entra um monte de comportamentos estranhos. Quando a gente começa a fazer oratória, você vai perceber, meu Deus do céu, quando a gente tá conversando assim entre amigos, às vezes não aparece tanto, mas a pessoa chega aqui dentro para falar, é cada coisa esquisita que aparece que não é brincadeira. Segunda regra, substituição é mais eficaz do que eliminação. Então, como eu Falei para vocês, a natureza não deixa vário, coloca outro, o oposto daquele,
constrói outro, o oposto daquele que vai na direção que você quer. Não deixa vácuo, não deixa buraco, porque senão daqui a pouco tá você de novo com outro hábito negativo que você copia do meio. Então, vai preenchendo os espaços com hábitos construtivos. Ou seja, o melhor do que simplesmente cortar é trocar. Coloca uma coisa positiva ali. Então eu vou aprender a desenvolver um sentimento Profundo para as pessoas que estão à minha volta. Isso me ajuda a vencer o vício da crítica. Vou aprender a gostar delas, vou criar esse hábito, entendê-las como seres humanas, as necessidades
delas, as dores delas. Eu vou criar o hábito de querer compreender e gostar das pessoas que convivem comigo, ter interesse pelas pessoas. Pessoas não são simplesmente parte da da mobília, são seres humanos. Eu quero criar vínculos. Essas pessoas têm que Seres humanos para mim. Quero entendê-las, quero gostar delas, quero contribuir pro crescimento delas. Desenvolver um hábito desse tipo ajuda a vencer o hábito da crítica, coloca no lugar. Olha que maravilha de hábito. Você vai criando laços para tudo quanto é canto. Às vezes a gente trabalha anos, anos, anos num local, aí depois você se aposenta,
que é o meu caso, aí você entra pro grupo dos aposentados no WhatsApp. Vocês conhecem essa realidade? Muito engraçado. Aí aquele monte de gente falando aquele monte de coisa, você olha e diz: "Bom, eu mal conheço essas pessoas, trabalhei com elas 40 anos. Porque nós temos esse mau hábito. Eu estou ali só para ganhar dinheiro. As pessoas fazem parte da mobília. As nossas relações são muito superficiais. Eu poderia, se eu tava na vida daquelas pessoas, significa que eu tinha alguma Coisa para dar para elas. Poderia ter dado. Eu tinha alguma coisa para ensinar para elas,
poderia ter ensinado. E hoje eu olho não aconteceu nada. São meros estranhos. Professor Jorge Livraga, que é o fundador de Nova Crópola, ele dizia uma coisa muito bonita. Ele dizia: "Acropolitanos, que ninguém passe por vós e diga: "Eu passei por eles e não me deram nada". É bonito isso? Passou pela tua vida, Entrou na tua vida, ficou do teu lado, é teu colega, teu vizinho, alguma coisa eu vou tentar dar. Se a pessoa vai querer receber, eu não sei, mas eu vou tentar dar, vou tentar entregar alguma coisa. Isso é um bom hábito para substituir
o hábito da crítica, por exemplo. Bom ABS, ocupa esse espaço direitinho. Se você tenta simplesmente parar algo, cria tensão, mas se substituir por algo mais elevado, cria evolução. Não é parar de reclamar, é criar o hábito de Agradecer. Não é parar de procrastinar, é cultivar o hábito de começar agora. Gostei de uma coisa, vou levantar e vou fazer o primeiro passo agora. Ah, tal coisa. Legal, vou fazer. levanta e faz o primeiro passo. Agora não é não saber ficar calado na oratória, é olhar nos olhos do público, né? Ou seja, tem pessoas na oratória é
uma coisa incrível, as pessoas têm medo do silêncio, elas têm medo de dar o Branco. Então, quando tem uma pausa, ao invés dela ficar calada e olhar para as pessoas, ela fica, eh, ã, um, vocês já viram isso? tem medo do silêncio. Ou seja, ao invés de ficar fazendo esses sons estranhos, eu vou olhar pros olhos das pessoas e vou ver o que que elas estão sentindo do que eu tô falando. Substituir um mau hábito por um bom hábito. Vou criar o hábito de conversar com as pessoas, olhando nos Olhos dela, vendo os sentimentos dela,
né? Então, a troca é muito mais fácil do que simplesmente cortar um mau hábito. Troca, coloca uma coisa positiva no lugar. Terceira regra, constância. supera intensidade. Não é a explosão de motivação que transforma a vida, é a pequena repetição diária. Todo mundo acha que herói aquele cidadão que não fazia coisíssima nenhuma. Um belo dia ele levanta, vai lá e muda o mundo. Não É, meu caro. O herói é aquele que faz pequenas coisas todos os dias. Se surgir a oportunidade de fazer uma grande, ele faz também. Mas pode ser que não surja. E a vida
inteira ele faz pequenas coisas que lá na frente se torna uma montanha e fazem diferença e muda o mundo dele e muda o mundo das pessoas à volta dele. Ou seja, não imaginem vocês que uma pessoa chega na guerra e luta bem porque aquele dia ele amanheceu inspirado. Ele luta bem porque ele treinou em tempos de Paz todos os dias. É por isso que ele luta bem. Não acredite em sorte de iniciante, não. Então, um gesto nobre repetido 1 vezes constrói caráter. Um erro repetido 1 vezes constrói vício. Hábitos externos e hábitos internos, como já
falamos. Falamos muito de hábitos físicos, né? Eu tenho o hábito de fazer exercícios, de me movimentar, de ir à academia, de fazer alongamento. Tenho hábitos alimentares. Eu como isso, eu como Aquilo, aquilo eu não como, tenho restrições, eu tenho hábito de organizar o meu tempo, o meu espaço, mas os hábitos mais decisivos são invisíveis e que são aqueles que mais fazem diferença na minha vida. Como você interpreta os acontecimentos? Eu paro e penso nos meus valores, em toda a experiência de vida que eu tenho e a partir disso eu julgo os acontecimentos ou eu vou
procurar ver o que que todo mundo tá falando para ir na onda? Porque é mais fácil ser Pensado do que pensar. Não é assim? Aconteceu, começou uma guerra hoje. Deixa eu ver o que que todo mundo tá dizendo para ver o que eu penso. Não quero saber de ninguém. Eu vou pensar na minha experiência de vida e nos meus valores e vou chegar a uma conclusão minha. Pode ser falha, pode não ser, mas é minha. A gente pensa: "Não, mas o que o pessoal tá falando deve estar mais bem informado." Conversa fiada. Maioria das pessoas
tá falando segundo as suas Particulares paixões, predileções, sectarismos, inclinações. Confie mais na sua experiência de vida e nos seus valores. Hoje é tão raro as pessoas refletirem que quem reflete, eu confio todas as minhas figurinhas de que a opinião dela é melhor. Consulto os meus valores, a minha experiência de vida e chego a uma conclusão. Não acredite que tá todo mundo pensando melhor do que você, não. maioria das pessoas estão agindo por paixões, por inclinações Pessoais, por alienações, estão indo na onda. Quem pensa hoje é muito raro e extremamente importante. Você reage impulsivamente ou reflete?
Você julga ou compreende? O hábito de julgar é uma maravilha, né? Todo mundo você dá uma sentença, você não sabe nem o que foi que aconteceu. Você não sabe o que aconteceu. Você tem uma informação muito fragmentada de um ato de uma pessoa. Você não sabe como é a vida dela. Você não sabe o que ela tá Vivendo. Você não conhece os detalhes. Você julga situações que você não tá vendo. Aí sabe o que que acontece? Deixa eu contar para vocês uma coisa. Plena sexta-feira, não sei se vocês estariam pleno sábado, perdão, trocando os dias.
Vocês estariam preparados para isso. Mas segundo a tradição indiana, o pior karma que existe é o karma da crueldade. Quando você julga as pessoas mal sem considerar os elementos que pesaram para Que ela tomasse aquela decisão. E nós não conhecemos, né? Tem uma passagem de livro, qual é? É o livro do Pressfield. Não, não é o livro do Préfield, não. É o epíteto, perdão, epiteto na na no naquele arte de viver. Piteto, ele diz o seguinte: você tem que procurar não julgar, avaliar e não julgar. Aí o livro dá um exemplo que eu acho muito
engraçado. Imagine que uma pessoa esteja hospedada na sua casa. Aí essa pessoa, você vê ela passar, ela Vai para o toalete tomar um banho com a toalhinha no braço. Aí você conta no relógio, passa 1 minuto, 20 segundos e 2 décimos, ela volta com a toalhinha. Você viu ela tomando banho? Não. Aí o que que você diz? Ela se lava mal num tempo desse. Deve tá, deve tá suja, ela se lava mal. Você viu ela tomando banho? Não, mas eu tô julgando pelo tempo. Ela vai [risadas] que ela é rápida, você não viu nada. Ou
seja, você joga um conceito em cima de um hábito que é teu. Você se banha em 10 minutos, ela se banha em 1 minuto, 20 segundos e 2 você não viu nada. É uma brincadeira, mas é uma brincadeira séria, porque a maior parte dos casos é assim, a gente não viu. Vocês já pararam para pensar que a maior parte dos nossos julgamentos a gente não viu? A gente viu um sintoma externo, não viu o que aconteceu, não conhece os hábitos daquela pessoa, Não sabe como ela reage. Você não viu. A maior parte dos nossos conceitos
são assim, certo? Então, cuidado com isso. Você julga ou tenta compreender, tenta imaginar as possibilidades que tem ali. Se isso cabe a você, porque se não é da minha conta, não é da minha conta. Julgar é uma coisa perigosa. Quem tem a obrigação de julgar tem aí um peso de uma responsabilidade muito grande. Se não é tua obrigação julgar, não julgue. Vai correr o risco de criar um karma Negativo por nada. Não vi, não sei. Eu posso falar daquilo que eu vi. 1 minuto 32 segundos e 10 dé. O resto eu não sei. Ahamé. Você
desiste ou persevera? Você tem o hábito de levar as coisas até o final. É um hábito também. Ah, mas isso é teimosia. Teimosia quando você descobre que algo é negativo e continua existindo. Mas se você começa algo que é positivo, que é bom, tem o hábito de levar as coisas até o final. Esse é excelente esse hábito, gente, porque senão a nossa vida um cemitério de nossa vida um cemitério de sonhos abatidos no meio do caminho. Você entra na casa da pessoa, tem uma sapatilha, que que é isso? Eu comecei a fazer dança em salão,
mas eu não aguentei não. Aquilo era muito chato. Aí tem um teclado num canto, que que é isso? Eu comecei a tocar, mas ficava aquele negócio t, Não aguentava mais aquilo. E o que que é aquilo ali? É um violão, mas tava dando um calo no meu dedo, não dei conhe um cemitério de sonhos abatidos. O tipo da pessoa que não tem confiança em si pró. Por quê? Porque tudo que ela começa a consciência diz: "Você não vai levar a sério". E ela não leva mesmo. Não. O hábito de não levar as coisas até o
final. Péssimo. Tem que procurar limpar isso, né? O verdadeiro manual do usuário não é do corpo, é da consciência. Então, Temos hábitos físicos, temos, temos que prestar atenção neles, temos. Mas os mais importantes, esses são esses aqui, os hábitos internos. Colocar consciência, percebê-los e mudá-los. Estamos cheios, cheios de julgamentos, cheios de eh impulsos que a gente não leva a sério, cheio de considerações inadequadas, um tratamento inadequado da vida. Temos que descobrir e temos que limpar isso. Disso se trata. Não esqueçam, nós viemos aqui para fazer Isso. Portanto, não existe nada mais importante do que isso.
Hum. A liberdade dentro da repetição. Aqui chegamos ao ponto mais importante. Liberdade não é fazer aquilo que a gente quer, é querer aquilo que eleva. Liberdade tá diretamente relacionado à responsabilidade. Liberdade é saber querer aquilo que é bom para mim. Não é fazer qualquer coisa, é fazer o que é humano. Uma pessoa que faz qualquer coisa é Escravo dos instintos, escravo dos impulsos, não é dono de si próprio. Uma pessoa cheia de vícios, ela não pode dizer para você, amanhã às 10 horas da manhã, eu vou encontrar com você. Sabe por quê? Se às 9
horas da manhã alguém passa com uma garrafa de bebida, ela não resiste e ela não sabe onde ela vai estar. Se às 9 horas da manhã alguém passa com alguma oferta que seja muito agradável para ela, ela vai atrás e ela não sabe Onde vai estar. Portanto, ela não tem liberdade nenhuma. Ela não é dona do seu futuro. Então, a verdadeira liberdade é aprender a gostar daquilo que nos faz crescer. Ela está estritamente associada a caráter e a responsabilidade. O homem que não tem caráter e não tem responsabilidade, cai entre nós, não espalhem. É melhor
que ele não seja livre. É melhor que ele seja tutelado por alguém mais ajuizado do que ele, que Alguém alguém pegue ele pela mão e leve ele para fazer a coisa certa. Porque quem não tem responsabilidade, não tem caráter a liberdade autodestrutiva. E isso se constrói por hábito. O hábito é uma escada. Nos degraus inferiores ele nos aprisiona. Ou seja, nos degraus inferiores, os hábitos negativos, os vícios realmente nos escravizam. nos legales superiores, ele nos liberta. Disciplina não é opressão, é organização da energia em direção ideal. Ou seja, Disciplina é nossa aliada e é aliada
liberdade. Quanto mais disciplina eu tenho, mas eu me liberto de hábitos negativos, crio hábitos positivos e posso caminhar na direção que eu escolhi caminhar. Posso construir a vida que eu sonhei para mim. E essa é a maior liberdade que existe. A disciplina te permite ser livre, se livrar de tudo aquilo que não tem nada a ver com você e construir aquilo que tem a ver com o teu sentido de vida, com os teus sonhos, Aquilo que você quer ser. Sem disciplina não há liberdade. Você não consegue abrir os seus próprios caminhos se não tem disciplina.
Eu posso ir daqui a Goiânia porque alguém teve a disciplina de construir uma estrada. Eu posso voar daqui até o rio porque alguém teve a disciplina de construir um avião e eu posso ir aonde eu quisesse. Eu tenho a disciplina de me livrar das coisas que me impedem de caminhar. Reflexão final, né? Finalmente, porque ninguém aguentava Mais esses hábitos todos, né? Todos os dias você vota na pessoa que está se tornando. É uma eleição mesmo. Você vota naqueles hábitos que você quer reforçar, né? Cada pequena ação é um voto. É como o exemplo do homem
e do animal amarrados. Imagina você que você tem o seu exemplo platônico, um homem e um animal amarrados dentro de você. O animal quer ir pras paixões, pros instintos e o homem quer ir pras virtudes, pros Valores. Que que vai acontecer? Cada um quer ir para um lado. Um vai arrastar o outro, não é isso? Quem vai arrastar? Quem? Quem estiver mais forte. E quem vai estar mais forte? Quem você mais alimenta? Todos os dias, toda ação tua, todo pensamento tem uma colher de comida na boca de um ou de outro. Um vai arrastar o
outro. Quem? Quem tiver mais forte. Todas as duas ações alimentam um ou outro. Então é como se você tivesse Votando no ser que você quer ser. Cada vez que você realiza um ato, você tá dando energia para um ou para outro. Está escolhendo, embora não perceba, você está nas tuas decisões escolhendo o ser humano que você quer ser, escolhendo quem vai conduzir a sua vida. Os hábitos são os construtores silenciosos do destino. Você não tá vendo nem que eles existem. Eles já estão levando você numa direção e estão levando com vontade e você não tá
nem Vendo e eles estão construindo a sua vida. Então deixa uma pergunta para reflexão. Se alguém observasse apenas suas repetições diárias, sem ouvir seus sonhos, sem conhecer seus valores, que tipo de ser humano essa pessoa diria que você quer ser? Se ele só visse o que você faz, que que ele diria que você quer ser? Será que ele adivinharia quais são seus sonhos, quais são as suas pretensões? Ou ele pensaria uma coisa totalmente diferente De você, julgando você só pelos seus hábitos? Se os nossos hábitos nós não temos consciência deles e alguém foi nos julgar
por eles, não vai dizer que nós queremos ser um ser humano melhor, que queremos mudar o mundo. Não vai dizer isso, né? com hábitos muito mecanicistas que só nos levam paraa inércia. Ele não vai dizer isso de nós. Hum. Porque no fim não somos aquilo que pensamos ocasionalmente, somos aquilo Que praticamos constantemente. E a grande pergunta do manual do usuário dos hábitos é: você está usando seus hábitos ou está sendo usado por eles? Essa é a grande pergunta que fica aí. Portanto, não subestimem a importância dos hábitos. Estamos cheios deles em todos os campos e
eles é que estão dando a direção da nossa vida. Constate e transforme. Substitua, crie hábitos conscientes que te levem na direção que você quer e isso será o resultante da Sua vida. Não tenha dúvidas, certo? E é isso que eu tinha para trazer para vocês. Desculpem se foi longo demais, mas eu espero que possa ter gerado uma reflexão transformadora, que possa fazer com que vocês constatem sobretudo os hábitos psicológicos que temos um monte cheios de julgamentos, cheios de opiniões não fundamentais, cheios de críticas que a gente possa perceber e possa mudar, tá certo? Muito obrigada.
เฮ [música]