E convida os irmãos, se puderem, por favor, abrir a sua Bíblia no texto de do Evangelho de João, no capítulo de número 17, por favor. João 17. E João narra assim: "Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao céu e disse: "Pai, é chegada a hora.
glorifica teu filho, para que o filho te glorifique a ti, assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda vida eterna a todos os que lhe deste, e a vida eterna é esta, que te que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste a fazer. E agora glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.
E então Jesus prossegue a sua oração. Há um escritor chamado Brenam Mening, ah, razoavelmente conhecido, digamos assim, e que conta, narra em um dos seus livros uma história muito interessante de um garoto, um menino, uma criança judia, um menino judeu e que, na verdade, desde a sua infância, os seus pais insistiam para que ele pudesse estar na sinagoga aos sábados, dia da reunião, obviamente, dos judeus. E assim, todas as sábados os pais o obrigavam a ir e sempre que podia, a qualquer circunstância, ele fugia e ia para o campo, subir nas árvores, observar passarinhos, nadar em rio, que era a diversão dele.
Isso obviamente começou a preocupar os pais. Depois de muito castigo e bronca e surra, começaram realmente a se preocupar, porque qualquer oportunidade que ele possuía quando chegava a sinagoga, ele fugia e ia paraa mata. Por fim, falaram com o rabino e o rabino deu uma senhora bronca daquele menino para que ele não fizesse mais isso, para que ele no sábado, que era dia de reunião, ele deveria estar presente na sinagoga.
E obviamente no próximo sábado, quando os pais se preparavam para ir pra sinagoga, o menino já estava na mata. sem achar solução, com a visita de um grande rabino, maior autoridade naquela região, eles resolveram compartilhar com aquele rabino o problema e conversaram com ele. E o rabino ouviu atentamente o que disseram e depois disse: "Tragam um menino para que eu fale com ele".
E então o menino foi para aquela conversa agora definitiva com o grande rabino. E sentado ali à espera, enquanto ele conversou e tomou ciência do assunto pelos pais, ele finalmente pediu para os pais se retirarem e mandou o menino entrar. O menino entrou e encontrou o velho rabino que simplesmente o abraçou do lado esquerdo e ficou assim por alguns minutos.
Depois disso, esse menino nunca mais deixou de ir à sinagoga. Ele primeiro ia sinagoga, depois ele ia paraa mata. Essa pequena história fala que o menino mudou sua concepção porque ele ouviu o coração do criador no coração do grande rabino.
Eu gostaria que você entendesse exatamente o texto que nós apenas começamos a ler. Esta é nada mais do que uma oração, mas é a ocasião em que Deus permite que eu e você ouçamos ou talvez leiamos a oração do nosso grande rabino, a oração que Jesus fez por nós. E não sei se isso se reveste de importância para você.
Para mim, de certa forma, sim. É muito eh gratificante, é muito abençoador ouvir as pessoas orando por você quando você inclusive não é conhecido. Ah, há com bastante anos atrás, por volta de 30 anos atrás, 35 anos atrás, aprove a Deus levar a minha primeira esposa.
E quando ela estava enferma e internada, houve um, em Goiânia, onde eu morava na época, uma grande comoção. Afinal de contas, eu era um seminarista e na realidade ela estava acabava de dar a luz aos 20 anos de idade a duas meninas e, portanto, estava em estado grave e veio a óbito exatamente cinco dias depois que deu a luz. No mês de fevereiro começaram as aulas do seminário e eu passei em uma livraria para comprar os livros, alguns livros daquele semestre.
Enquanto estava ali comprando, a pessoa não me conhecia, eu não conhecia aquelas pessoas. Duas senhoras, irmãs de uma outra igreja, nem sei qual denominação eram, começaram a compartilhar uma com a outra o que havia acontecido com o jovem seminarista. E como ele havia perdido a esposa e como a igreja delas estava intercedendo primeiro pela esposa que faleceu e agora intercedia por ele.
Ouvir pessoas orando a seu favor, sei que talvez nem conheça e saiba quem você é. Pois diante de nós, nós temos um privilégio maior ainda, que é ouvir o nosso próprio redentor orando por nós e suplicando a Deus a nosso favor. Essa é a oração do capítulo 17, chamada de oração sacerdotal.
Não porque Jesus faça alguma alusão a isso, mas porque essa oração, ela é muito semelhante às orações feitas pelos sacerdotes no Antigo Testamento, que na realidade oravam antes de fazer o sacrifício. E, portanto, por isso foi entendida como uma oração sacerdotal. Ela é, obviamente, uma revelação clara de Deus e de sua verdade, mas é um texto fundamental e que nós precisamos compreender como ele é.
Você pode ler todo o capítulo 17, você não vai encontrar um imperativo. Não há exortações, não há mandamentos, não é necessariamente um texto de ensino, embora ele nos ensine muito. O que lemos é nada mais do que de fato o texto é uma oração.
Eu e você estamos ouvindo o que Deus intercedeu a nosso favor. faz parte desse, digamos, dessa segunda parte do Evangelho de João, chamado de ministério particular, quando Jesus, na verdade, conversa com seus discípulos no cenáculo antes da sua morte. Esses textos que começam do capítulo 13, que alguns autores entendem, inclusive, que foi escrito num estilo judaico que é chamado de piramidal, cuja introdução é o 13.
O 14 fala do Espírito Santo como ensinador, o capítulo 15 fala exatamente de Jesus como a videira verdadeira. capítulo 16 fala do Espírito Santo como nosso consolador e conclui, obviamente com oração. É a conclusão desse discurso, desse diálogo de Jesus, preparando os discípulos exatamente para sua ausência.
É isso que o texto, na verdade, nos traz. E nessa oração, obviamente, Jesus faz pedidos, sem dúvida alguma. Se você está com a sua Bíblia aberta, observe que do verso primeiro ao verso 8, Jesus ora por si mesmo.
Jesus intercede por si. Do verso de número 9 ao 19, Jesus ora diretamente pelos seus discípulos. Mas obviamente do verso 20 ao 26, Jesus ora por todos, não somente estes, mas aqueles que vierem a crer no teu nome.
Portanto, a oração abrange todo mundo. E, portanto, é a oração que é feita também a nosso favor, feita naquela ocasião no Getsem, a nosso favor. Portanto, Jesus orando por todos eles.
Nosso tempo, com certeza, é muito pequeno para que de alguma forma nós possamos nos debruçar sobre toda a oração eh de Jesus. É por isso que, na verdade, os pastores quando são convidados têm essa situação bastante confortável. A gente cria problema para o pastor da igreja resolver depois, que cabe a ele complementar exatamente aquilo que de certa forma nós suscitamos.
Mas eu gostaria de pensar com os irmãos apenas num pequeno ponto dessa oração. Jesus ao orar por si, ele só pede uma coisa ao Pai. Se você leu bem, a glória.
Ou se você puder, leia novamente. Diz Jesus: "Pai, é chegada a hora. glorifica a teu filho.
Esse é o pedido. Jesus está pedindo exatamente que Deus lhe conceda glória. Agora, a palavra glória aqui, obviamente no original em si, né?
Ela tem uma série de possíveis traduções e possíveis aplicações que nem sempre nós, digamos assim, compreendemos tão claramente. Ela não somente se aplica à questão de glória como conhecemos, mas ela pode ser traduzida como preeminência, como honra, como ah, talvez a questão de alguma exaltação em si, a primazia que lhe cabe também é uma palavra bastante usada. E todas as esses aspectos, altura, alteza, são palavras que traduzem a ideia dessa palavra glória que foi usada por Jesus.
Nesse sentido, todos nós também quando oramos pedimos a mesma coisa que Jesus. Nós pedimos glória, ainda que usemos outras palavras, nós pedimos honra, nós pedimos êxito, nós pedimos de certa forma sucesso, nós pedimos de alguma forma eficiência, pedimos para que as coisas corram bem, intercedemos constantemente por nós, pelas nossas carreiras, pelos nossos filhos. Em todos esses pedidos, na verdade, em última instância, nós estamos pedindo ao Senhor que nos conceda glória, a honra, a exatamente esse êxito, esse sucesso em nossas ações.
Estamos também como Jesus pedindo a glória e que em si não é errado. Porém, e esse é o ponto que eu gostaria de que nós pudéssemos pensar, há uma grande diferença da maneira com que Jesus suplica a glória para si e a forma como nós o fazemos também. Não precisamos ficar envergonhados de desejar a glória.
Isso não é falta de humildade. O problema é como que glória é essa que nós de fato requeremos para nós. E para entender isso, eu creio que é fundamental compreendermos essa forma ou a glória que Jesus de fato pede ao Pai, que eu quero que gostaria que você pudesse observar comigo, pelo menos em quatro observações.
Eu espero que sejam suficientes. E a primeira delas é clara, começa com essa expressão de Jesus. Pai, é chegada a hora, glorifica o teu filho.
Observe bem que essa referência à hora que Jesus faz aqui, ela não é simplesmente uma ah circunstancial, apenas uma situação decorrente do momento em que Jesus está vivendo. Isso tem claramente uma implicação teológica. Vocês devem se lembrar que o primeiro milagre que Jesus realizou dialogando com Maria lá em Caná da Galileia, Jesus diz a Maria: "Mulher, não é chegada a minha hora".
E a partir daí o Evangelho de João vai repetindo diversas vezes. Querem prendê-lo, mas ninguém lhe põe a mão, porque de João não é chegada a sua hora. O tempo todo o evangelho vai nos dizendo que a hora não é chegada, não é chegado o momento até exatamente este ponto em que Jesus diz: "Pai, é chegada a minha hora".
Chegou exatamente o momento que para o qual Jesus Cristo de fato veio. E quando imaginamos a glória, e é esse o ponto fundamental, essa glória que Jesus se refere e esse momento dele ser glorificado não se refere ao momento da sua ressurreição, nem da sua ascensão aos céus. Jesus está se referindo, obviamente, à sua cruz.
A cruz que nós, na verdade, tanto, de certa forma relembramos e que para nós sempre é o ápice de toda a humilhação que o filho de Deus poderia sofrer. O Deus da glória está exatamente ali crucificado. E para nós esse ato é um ato de profunda humildade.
Contudo, como é atributo de Deus, essa chamada simplicidade, essa integridade em suas ações, ao mesmo tempo que a cruz é a manifestação da maior mais profunda humildade e humilhação que o filho de Deus poderia sofrer, é ao mesmo tempo o lugar aonde ele é glorificado. Conforme diz o próprio Paulo em suas cartas, é na cruz que ele triunfa de todos os principados e potestades. Ou seja, a cruz é exatamente a manifestação dessa glória.
Ele é glorificado exatamente nesse ponto. Se você puder, volte um pouquinho no Evangelho de João e veja no capítulo de número 13, por favor. Aqui Jesus celebra a ceia com os discípulos e no verso 31 diz que quando saiu ele saiu esse ele é Judas disse Jesus agora foi glorificado o filho do homem e Deus foi glorificado nele.
Agora, na traição de Judas, na cruz, em todo processo de sofrimento, em toda angústia que ele passa, inclusive orando lá no Getsemane. Em toda essa situação, Jesus é glorificado, embora ele esteja padecendo exatamente do mais profundo sofrimento e angústia e, obviamente, todo o peso do pecado humano lançado sobre ele, o que claramente distingue da glória que, de certa forma, eu e você buscamos. Os nossas perspectivas não vêm à glória como de fato um ato de humilhação.
A nossa visão é que quanto menos humilhado, mais glorificado nós somos. Nós invertemos esse esse esse processo de tal maneira que para nós a humilhação é exatamente oposto da glória. Concorda?
é o exatamente o inverso. Gostamos muito de ser, de certa forma chamados de humildes. O que nós não gostamos é de ser humilhados.
E alguém, por favor, me explique como é que eu posso ser humilde sem ser humilhado. Para nós, a glória vem exatamente desse dessa condição, dessa situação em que as pessoas, na verdade, nos honram, as pessoas nos vêm, as pessoas na verdade demonstram por nós uma profunda admiração. As pessoas, na verdade, exaltam tudo aquilo que fazemos ou que somos.
Os resultados são sempre os melhores. Ganhamos e estamos sempre sendo aqueles, digamos, que mais conseguem conquistas e resultados. Para nós não existe um condição de sermos de fato glorificados num ato de humilhação, mas é exatamente aqui na cruz que Jesus diz que ele vai ser glorificado.
Glorifica o teu filho. Essa é obviamente a primeira observação que ele faz. glorifica o teu filho, pois é chegada a hora.
A cruz é onde Jesus também é glorificado, porque ele é tanto humilhado como glorificado nesse ato. Deixe-me tentar exemplificar isso para vocês novamente com o Evangelho de João, apenas para concluir, tem uma passagem em João 13 que já acabamos de ler, mas tem uma passagem que eu não consigo entender, confesso. já com todo a possibilidade de estudos que já fez, mas eu não consigo compreender e acho que eu não sou o único, tá?
Eu acho que nesse caso Pedro faz companhia a mim ou a ele, né? Tanto faz. Mas veja, no capítulo 13, no início, diz que Jesus levantou-se, cingiu-se e começou a lavar os pés dos discípulos.
E então Pedro se aproximou, quando Jesus se aproximou de Pedro, Pedro disse: "Senhor, verso 6, tu me lava os pés a mim. " E Jesus diz: "O que eu faço agora, não entendes? Entend compreendê-lo depois.
" Disse Pedro, nunca me lavarás os pés, os pés. Respondeu Jesus: "Se eu não te lavar, não tens parte comigo". Pedro está corretíssimo.
Pedro foi, quem sabe dentre os discípulos, o único que percebeu o fato de que aos seus pés está o Deus da glória. Neste exato momento, Pedro olha para o Senhor de cima para baixo. Não é ele que se curva aos pés de Pedro.
Não é Pedro que se curva aos pés de Jesus. É Jesus quem se curva diante dos pés de Pedro para servi-lo. É verdade.
Não para adorá-lo. Mas ele está nos aos pés. Se você puder me explicar como Deus da glória, o Senhor dos senhores, o Rei que nós hoje cantamos e falamos da sua majestade, cantamos cânticos aqui exaltando exatamente o seu esplendor e toda a sua glória, como esse Deus da glória em um determinado momento pode estar aos seus pés para servi-lo, porque se ele não fizer isso, você não tem parte com ele.
Se você conseguir compreender, porque eu gostaria de entender, a glória de Cristo vem exatamente daí, diferente da nossa. Na sua humilhação, Cristo é glorificado. Mas se você puder observar ainda nesse mesmo texto, por favor, diz Jesus: "Pai, é chegada a minha hora.
Glorifica o teu filho, diz ele, com a glória que eu tinha antes, que tinha contigo, diz ele. E no verso de número quatro, Jesus estende um pouco mais essa palavra sobre a glorificação e diz: "Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me enviaste a fazer". Exatamente como Jesus glorifica o Pai.
Primeiro na terra. E isso é importante porque tem uma referência, obviamente, à sua encarnação, ao fato de que ele vem exatamente com esse propósito para glorificar o Pai. E, portanto, isso traz, obviamente, a perspectiva, como eu já disse, da cruz.
Mas veja, ele diz isso que diz exatamente que o glorificou consumando a sua a obra exatamente que o pai lhe deu e o que o pai lhe confiou a fazer. Ou seja, exatamente cumprindo cabalmente o que o pai determinou. Ou seja, a glória do Filho se encontra em sua obediência.
A maneira com que Cristo glorifica o Pai e a maneira como Cristo alcança sua própria glória é exatamente por meio da sua obediência plena, consumando. Essa palavra tele consumando é a mesma palavra que ele usou na cruz quando ele disse está consumado. Ou seja, exatamente no cumprimento da vontade absoluta de Deus, obedecendo, como diz Paulo, até a morte e morte de cruz.
A glória vem exatamente dessa obediência. E se me permitem mais uma vez ser franco com os irmãos, muito distinto da nossa. Se eu estiver equivocado, me corrijam, tá certo?
Só peço para fazer isso no final, não agora, mas me corrijam. Mas a nossa visão é de que quem obedece é menos glorioso do que quem é obedecido. Concorda?
Quem exerce essa autoridade e determina, esse detém a glória. Quem recebe a ordem e obedece, esse é claramente alguém não glorificado, não honrado. A honra está para nós exatamente na capacidade de nós darmos ordens, de nós dar terminarmos as coisas, de nós exercermos autoridade.
Tudo está sobre exatamente os nossos pés e nós seremos sim aquele superior que determina. A glória de Cristo está em sua obediência. Exatamente o contrário do que nós imaginamos em geral ou que na verdade nós aprendemos no mundo.
Você olhar aqui paraa cidade de Palmas, vocês vão entender exatamente isso. Quem são as pessoas mais honradas em Palmas? As que obedecem.
Você concorda? São elas que recebem o título de cidadão da cidade. São elas que, na verdade, recebem algum tipo de de demonstração, de reconhecimento público pelo que fizeram.
É assim que funciona? Não é nem aqui, nem em lugar nenhum. Porque os a nossa sociedade entende que na obediência, no obedecer, não existe glória, apenas humilhação.
E na realidade Jesus conclui ou pelo menos manifesta a sua glória exatamente num ato pleno de obediência. no coração exatamente dessa obediência é que está claramente aqui a glória dele. Observe de Jesus ainda no verso 5: "Agora glorifica o meu Pai contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti antes que houvesse mundo.
" E aqui o termo é muito importante, porque na realidade a glória que Jesus se refere é uma glória que na realidade só pode ser exercida e só pode ser usufruída por meio obviamente daquele a quem ou em comunhão plena, absoluta com o Pai. O que Jesus está dizendo é que não, ele sempre obteve essa glória, essa glória sempre lhe pertenceu. Ele agora vai de fato receber essa glória da parte de Deus.
Mas sim, essa glória só existe, porque na realidade ela é uma glória em favor do próprio pai. Observe que essa é uma um ponto fundamental, porque na realidade o que João descreve, o que descreve da oração de Jesus é que Jesus sim está afirmando que a única possibilidade de ser glorificado é se ele for glorificado junto com o Pai. Se você quiser ler, nós temos várias passagens que tratam disso, tá?
Você poderia ler, por exemplo, a o textos em que Jesus diz no capítulo 8 verso 50 que eu não procuro a minha própria glória. Há quem procure e ajude. Você pode ler João 4, onde na verdade o próprio Jesus diz que o Pai procura como verdadeiros adoradores aqueles que adoram em espírito e em verdade e reconheçam quem ele é.
Você pode, na verdade, ler vários textos, absolutamente vários de João. E em todos os casos, o texto deixa bem evidente que Jesus não procura sua própria glória. E mais, que Jesus não aceita glória, a não ser que essa glória venha por meio do pai.
Se o pai não glorificá-lo, Jesus não é glorificado. É isso que ele está afirmando. A consequência disso é bastante ampla.
Como eu disse, acabamos de cantar aqui vários cânticos e eu pergunto, qual de vocês garante absolutamente que Deus e que o nosso redentor Jesus Cristo foi glorificado hoje por nós? Por quê? Porque cantamos bonito, afinados, porque nos emocionamos com os cânticos.
Porque na verdade a teologia dos nossos cânticos é boa. Se o pai não glorificar o filho, esta noite não haverá adoração e nem glória, porque depende dele. É isso que Jesus está dizendo.
Pai, glorifica o Filho para que o filho glorifique a ti. Porque sem o Pai ser glorificado, o Filho não será glorificado. E sem, na verdade, a glória do Pai, o Filho também não será.
A comunhão perfeita do Deus triuno exige que, na realidade, eles sejam glorificados sempre juntos e absolutamente em comunhão. E mais uma vez eu ressalto aos irmãos, não é essa a nossa glória. Não é assim que funciona muito bem as nossas lógicas, digamos assim.
Porque em geral nós sim imaginamos que a glória que nós recebemos e oramos e buscamos em grande parte, ela não está relacionada diretamente a ver o Pai glorificado. Eu quero ter uma grande carreira profissional, mas em que sentido esse desejo do meu coração está relacionado com a glória do Pai? Eu quero, na verdade, ser um pessoa, digamos assim, de um grande êxito familiar.
Eu quero ter filhos, quero ter uma família muito bem elaborada, construída. A pergunta é: até que ponto isso tem a ver com a glória do Pai? São esses atos que revelam exatamente o que se passa em nosso coração mesmo.
Há um momento importante na igreja que eu acho que deveria ser um dos momentos mais celebrados. não é aniversário e não tem a ver com nenhuma data festiva, embora eu seja bastante favorável à festas, tá bom? Mas não é por isso.
Mas veja, nós acabamos de receber algumas crianças em batismo aqui e quando digo nós recebemos, eu quero dizer que nós como igreja acolhemos essas crianças de coloi bem, né? Essas crianças vão crescer e quando se tornarem jovens, talvez na adolescência, quem sabe na pré-adolescência, se Deus permitir, nós oramos para que essas duas crianças que vimos hoje serem batizadas, estejam aqui com sua própria voz, professando a sua fé. momento mais glorioso da paternidade.
Porque a fé que eu ensinei ao meu filho e o que eu pactuei com Deus é exatamente a fé que ele professa. Porém, nós vamos fazer muito mais festa quando eles passarem no vestibular do que quando eles professarem a fé. Quem puder dará um carro pro filho na formatura.
E talvez a profissão de fé passe sem nenhuma festinha, nenhum bolinho para comemorar, para celebrar. Isso revela a importância que eu e você damos a este ato, porque a nossa glória não é necessariamente a glória do Pai. Queremos uma glória para nós, que nos exalte, que faça com que o nosso ego realmente infle, que sejamos reconhecidos, que sejamos admirados, mas não necessariamente a glória do Pai.
Pai, glorifica o teu filho", diz Jesus para que o filho glorifique a ti. Porque o objetivo da oração é que esta glória seja a glorificação do próprio pai. E aí, claro, nós estendemos essa nosso egocentrismo para as outras áreas da vida.
Cantamos, fazemos parte de equipes de louvores, eu já fiz, e muitas vezes o desejo é ser admirado. pregamos como faço esta noite. E confesso aos irmãos que é uma luta contra o próprio coração para não buscar aqui apenas a glória pessoal.
É nessa esteira que, na realidade, para alguns pastores a sua carreira ministerial é mais importante do que o evangelho. O evangelho é menos importante para muitos de nós do que as nossas necessidades pessoais. Por isso, obviamente, diz Jesus aqui que a sua glória é a glória que depende, obviamente do Pai, é a glória do Pai que o glorifica para que ele possa glorificá-lo e assim realmente o Pai e ele usufruírem ou exercerem essa glória absoluta.
Eu gostaria de somente fazer mais uma observação. é que em todo esse pedido que Jesus faz de oração, ele na realidade pede ao Pai para que determinadas consequências possam acontecer na sua oração. Se você puder, observe mais uma vez.
Verso 17, para que o filho te glorifique a ti. Verso de número dois. a fim de que ele conceda vida eterna a todos os que lhe deste.
Ou seja, a vida eterna a qual ele se refere ligada, obviamente à sua autoridade é obviamente um resultado natural da glorificação dele e do Pai. Nós, na verdade, estamos recebendo aqui essa manifestação da sua glória que nos torna aí sim pessoas que vivem eternamente num conceito que precisa ser sim bastante aprofundado. O que eu pretendo que o irmão compreenda é que nesse pedido que Jesus faz, exatamente para que o propósito seja, não ele, mas seja o pai, há um salmo que nos ensina bastante sobre essa mesma perspectiva.
Se você puder, nós lemos e e normalmente recitamos este salmo com certa frequência, mas se você puder, Salmo 67, puder ler comigo, eu sei que está sendo projetado, então você, por favor, diz assim o Salmo 67, veja bem, seja Deus gracioso para conosco e nos abençoe. Faça resplandecer sobre nós o rosto, para que se conheça na terra os teu caminho, em todas as nações, a tua salvação. Louvem-te os povos, ó Deus.
Louvem-te os povos todos. Alegra-se exultentes, pois julgas com equidade e guias na terra as nações. Louvem-te os povos, ó Deus.
Louvem-te os povos todos. A terra deu o seu fruto e Deus, o nosso Deus, nos abençoa. Abençoe-nos Deus e todos os confins da terra o temerão.
Quero ver, creio que você entende como eu, que essa, esse salmo que também é uma oração, é um salmo no qual o salmista está pedindo a Deus que o abençoe desde o início. É isso que ele diz: "Seja Deus gracioso e nos abençoe. " Verso 7, abençoe-nos Deus.
sempre é um pedido para que Deus o abençoe. A pergunta é: com qual propósito? E aí você começa a perceber, verso dois, para que se conheça na terra o seu caminho, para que todos os povos o louvem.
Verso 3, verso 5. Louvem os povos, ó Deus, louvem os povos todos. Ou seja, a escritura não nos ensina que a bênção é, na verdade, um fim em si mesmo.
Toda bênção é um meio para. Portanto, quando Deus nos abençoa e nós pedimos essa bção, é porque Deus tem, de fato, nós devemos ter no coração desse pedido o desejo profundo de que todos os povos louvem o nome de Deus. Quando nós pedimos bênção, não é apenas para nos trazer, quem sabe, a solução de problemas ou nos atender em nossas necessidades.
Quando é você suplicamos a Deus a bênção, não é apenas para tornar a nossa vida melhor, para nos trazer um pouco mais de comodidade, um pouco mais de prazer, um pouco mais de qualidade de vida. Esse não é o sentido. Quando nós pedimos a Deus que nos abençoe, é para que nesta terra seja reconhecida que há um Deus e que ele deve ser louvado e que todos os povos se curvem diante dele.
Portanto, a bção não tem um fim em mim mesmo. Eu não peço a bênção para que isso me atenda. Eu peço a bênção para que por meio de mim todos venham a crer.
É este o sentido da oração de Jesus. Pai, glorifica-me para que sim o Pai seja glorificado e todos os outros também sejam alcançados por esse propósito divino. Por quê?
Porque a glória de Jesus é diferente da nossa glória, da glória que eu e você buscamos. nada errado e pedir a glória. A questão é com qual propósito, qual motivo nós na realidade pedimos ao Senhor que nos glorifique também.
Essa é a grande diferença. Eu gostaria de concluir com uma parte que geralmente nos sermões eu sempre acho que é a de menos importância. Como diz um conhecido meu, o bom sermão é aquele que a gente atrapalha o menos possível a Bíblia.
Não precisava de fazer aplicações, porque os irmãos são capazes de aplicar a Bíblia à sua vida e deveriam já sair daqui cios do que esse texto significa para nós. Mas eu gostaria de exortá-los se eu puder fazer isso. Primeiro, lembrando naturalmente que sim, eu e você podemos orar esta noite, pedir a Deus que nos conceda a sua glória, a honra, que Deus, na verdade, nos dê.
Sim, tudo aquilo que o nosso coração deseja, desde que o nosso coração deseja, acima de tudo, a glória dele, desde que tudo isso seja instrumento para a sua glória. Cantamos aqui hoje, eu percebi na letra de uma das músicas que fala sobre nós, na verdade, desejo nosso de nossos planos conectados. aos planos do Senhor.
Pois bem, planeje tudo que você quiser, desde que a glória de Deus seja o nosso motivo e o nosso propósito. Isso que na verdade devemos fazer. Uma segunda exortação que eu gostaria de fazer aos irmãos, lembre-se que nós realmente existimos paraa glória dele e que é possível que a nossa glória seja em algumas ocasiões, se não em muitas, como a de Jesus, por meio da cruz e da humilhação.
Entenda Paulo compreendeu isso quando escrevia a carta aos Filipenses falando da possibilidade do seu falecimento. Ele diz que desde agora, como sempre, ele esperava que Deus fosse glorificado em seu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Algumas enfermidades virão, alguns problemas chegarão, algumas dores teremos.
Muitas limitações se você conseguir viver muito tempo. Com certeza muitos sofrimentos. Muito disso virá.
Porém, em todos eles, Deus será glorificado em nós, quer pela vida, quer pela morte. Se momento de dor, glorifica a Deus no seu sofrimento. Se momento de enfermidade, incertezas, inseguranças, glorifique a Deus, assim como o seu Senhor o glorificou na cruz e no sofrimento.
Glorifica ao Senhor. Exatamente porque para isso, de fato, Deus nos chamou. E para que isso aconteça, alguns, seão vários de nós, teremos que passar por determinadas dores e sofrimentos que a vida nos reserva.
Estevão foi morto logo após o seu sermão paraa glória de Deus. Os discípulos foram perseguidos para a glória de Deus. E sucessivamente a história vai nos narrando fatos e mais fatos de pessoas que padecem de tudo isso, tão somente para que Deus seja glorificado.
Portanto, compreenda que a glorificação pode vir exatamente aí. Terceira exortação que faça aos irmãos, aprenda definitivamente, meu irmão, que quem descreve, quem nos ensina, quem nos ilumina compreender a verdadeira glória, não é o mundo, mas é Deus. Portanto, sim, a obediência é motivo de glorificação.
A não ser que você não queira que Deus o glorifique. Se você deseja que o mundo glorifique, tudo bem. Mas se não, se você deseja ser glorificado pelo Pai, como Jesus ora, então só há obviamente um caminho.
A obediência é esse ato contínuo de humilhação, pelo qual eu me humilho diante do Deus da verdade e diante dele, sim, cumpro a sua vontade obedientemente para que assim, por meio disso, ele seja glorificado. Porque é assim que Deus opera, é assim que Deus age, usando às vezes as coisas mais simples e aquelas pessoas com menos importância aos nossos olhos para de fato manifestar a sua glória. É uma experiência minha que eu sempre conto, sempre falo e obviamente já falo tanto que a minha esposa já é capaz de repetir até as entonações de voz quando eu falo disso.
Mas porque de fato marcou a minha vida meu primeiro ministério. Primeiro ministério, eu era pastor na Igreja Presbiteriana do setor Pedro Ludovico em Goiânia. barriga verde, novinho, conhecia muito pouco do ministério e comecei fazer o meu trabalho cheio de expectativas, inclusive.
E um dia, chegando um pouco mais cedo pra escola dominical, o zelador da igreja, que havia sido presbítero, depois pediu para ser diácono. Deixaram o presbiterado para se tornar diácono. E depois que foi diácono, ele pediu para ser zelador da igreja.
Era um servente, ex servente de pedreiro, né? nunca chegou ao cargo de pedreiro. Homem muito simples, semianalfabeto.
Semianalfabeto. Ouvia e cria na palavra por ouvir, porque ler mesmo ele tinha muita dificuldade para fazê-la. E eu chego à igreja, um templo simples, pequeno, existe até hoje o piso de cimento queimado, que lá a gente chama de vermelhão, né?
aquele vermelho que refletia. E como ele era servente de pedreiro, eu vejo que ele está amorrou o fio de prumo no primeiro banco e um fio de prumo no último banco. E aí ele ficava inclinando e tentando alinhar os bancos pelo prumo.
Um a um até o último banco. Depois passou para outra fileira e eu fiquei à porta olhando aquilo, fazendo com que todos os bancos tivessem no mesmo alinhamento. E eu então disse para ele: "Seu Antônio, por favor, né, seu Antônio?
Não precisa disso. " E ele repetiu: "Pastor, precisa sim, mas seu Antônio ninguém vai ver". Ele disse: "O meu Senhor vai, porque aquele homem com certeza terá no reino dos céus uma glória maior do que eu, porque quem glorifica é o Pai e não a glória que eu desejo ter.
" Portanto, essa é a observação que eu faço aos irmãos. vai para casa e como aquela criança, coloque o coração, o ouvido no coração do grande rabino e por meio dele ouça o coração do criador. Vá para casa, leia o capítulo 17, como ele deve ser lido.
o seu Senhor orando por você. E quem sabe aí eu e você poderemos compreender o que o capítulo 17 de fato é. Jesus pediu uma única coisa para si, a glória, cuja finalidade não era ele, era o pai e éramos nós.
Eu espero que você compreenda a oração que ele fez. por nós e você possa voltar para casa em paz, ciente de que é essa oração que o Pai ouve, não as nossas, como diz a escritura, não sabemos orar como convém. A oração que Deus responderá esta noite a favor de cada um de nós foi feita pelo nosso Senhor.
E é essa oração que nos conduzirá em segurança e nos trará enorme sucesso e muita glória em meio a êxitos e em meio a sofrimentos, mas que em todas elas jamais nós vivamos uma glória separada da glória do nosso Pai. Que Deus nos abençoe assim. Ah.