[Música] [Música] a Amazônia Ela é super heterogênea em termos não só de biodiversidade né Tem áreas da Amazônia que tem certas espécies que não tem outras áreas né mas ela também é e heterogênea quanto aos tipos de rios aos tipos de solo tem uma heterogeneidade do clima então tem muitos aspectos que a gente chama assim de chamar de abióticos que não estão diretamente não são animais ou plantas mas estão intimamente ligados né com a biodiversidade eh que de certa forma é a geologia da Amazônia uma pergunta fundamental da ciência né não é só da ciência
Amazônica é a Amazônia é uma região do planeta se pensar assim no planeta Terra como um todo é uma região é uma pequena parte do planeta né Eh é uma parte Grande do Brasil mas é uma pequena parte do planeta e essa pequena parte do planeta ela abriga uma quantidade um número de espécies de animais e plantas muito grande é uma zona é uma região que tem uma eh um número de espécies muito grande né maior do que qualquer outra região do planeta e entender as causas disso é uma questão fundamental da ciência né isso
Não envolve só a biodiversidade envolve a a geologia né envolve Ah tem espécies que vivem em áreas altas tem espécies que vivem em planícies tem espécies que vivem em áreas que os rios inundam todo ano tem espécies que já não gostam desse ambiente né então entender essa elevada biodiversidade passa por entender eh como que esse mosaico de ambientes eh foi formado na Amazônia né E aí a a pesquisa em Geologia entra eh nessa vertente que é entender como os ambientes esses diferentes ambientes são formados como eles mudam essas mudanças existem mudanças naturais né antes de
existir natural sem interferência humana direta vamos dizer assim né então a As populações humanas elas são muito importantes na Amazônia estão distribuídas por por toda a Amazônia eh acho que há pelo menos uns 10.000 anos assim né Acho que o Eduardo Neves certamente deve ter mencionado isso né com muita propriedade mas a a biodiversidade que existe hoje ela foi originada numa num intervalo de tempo muito mais amplo de milhões de anos quando não existia população humana no planeta né Então essa nossa pesquisa geológica ela olha também para esse tempo mais profundo né Eh de como
o os ambientes mudaram Como que o clima mudou como que a biodiversidade Foi influenciada por isso e como a biodiversidade influenciou isso né a biodiversidade também influencia o clima também molda os ambientes né então a geologia ela olha também para esse tempo mais profundo né Eh a partir do momento em que eh as populações humanas passam a ocupar a Amazônia elas passam a influenciar esses ambientes né Eh isso tem estudos que sugerem né que essas populações pré-históricas elas eh de certa forma até ajudar a moldar a floresta que a gente tem hoje tem alguns estudos
que sugerem isso e se a gente vem para os tempos mais mais recentes né a as atividades humanas tanto locais pegar desmatamento né Isso é um um efeito Severo que tá mudando tá gerando perda de biodiversidade numa escala Global aumento de gás de efeito estufa na atmosfera induzindo mudança climática E isso também tem um efeito na Amazônia e a Amazônia a perda de Floresta na Amazônia também contribu PR intensificação da mudança climática porque a Amazônia é um elemento importante do clima Global então existem muitas interações né de de duas vias e e a geologia também
ela aborda né Essas interações porque nessas pesquisas para entender esse passado mais remoto a a nossa referência é sempre o ambiente moderno então a gente também precisa entender como que o nosso ambiente atual funciona né Por exemplo eh se passa a chover menos numa determinada região da Amazônia os rios vão mudar vai ter menos vazão no rio Como que essa redução da vazão do Rio vai afetar a a floresta aluvial que depende do alargamento anual né e os animais que só vivem nesse tipo de Floresta como eles vão ser afetados As populações humanas que às
vezes a maior parte dos alimentos vem dessa Floresta aluvial ou vem dos ambientes aquáticos como que isso vai ser afetado disponibilidade de água então Eh essa Trama de de interações entre ambiente biodiversidade e populações humanas que ocorrem atualmente na Amazônia também é um tema né que a geociências eh contribui né e interagindo com com a Biologia né a Ecologia até a antropologia né as ciências atmosféricas muitas outras ciências que a geologia começou a entrar nessa área ambiental quando o desenvolvimento sustentável começou a ganhar mais relevância Global com a mudança climática as emissões de gás de
efeito estufa a a mudança climática eh e tem áreas da geologia que também se dedicam especificamente a isso né Por exemplo ah os os nossos registros climáticos históricos né de observações Eles são muito curtos né Eh a e para entender assim como o clima muda se a gente ficar restrito ao último século Isso é uma é uma é um momento curto ali do da vida do clima vamos dizer assim né se se é que o clima né vai acabar um dia mas então para entender o clima de uma forma mais Ampla a gente precisa entender
ou eh achar formas de reconstituir como o clima mudou no passado essa é uma área chamada paleoclimatologia eh que a geologia tem uma contribuição muito forte porque ela consegue usar eh materiais geológicos para reconstituir ah como foi a chuva na Amazônia tempo né passado como foi a vegetação na Amazônia Como eram os rios da Amazônia né Então essa também é uma área da das geociências né a paleoclimatologia que é mais recente que tem uma participação muito forte na pesquisa de geociências na Amazônia o ciclo do carbono né então hoje paraa gente entender o quanto de
carbono a humanidade emite paraa atmosfera a gente além de entender esse carbono que é emitido pelos comb queima de combustíveis fósseis a gente tem que entender também as fontes naturais de carbono né Eh então as planícies dos rios que alagam elas são grandes Fontes naturais de carbono né isso ainda não é muito bem compreendido que essa fonte natural contribui pra emissão de dióxido de carbono e metano pra atmosfera se a gente induz uma perturbação num rio constrói uma barragem e um grande Lago de hidroelétrica isso também muda a a participação do Rio no ciclo do
carbono né Então aí é uma atividade humana gerando uma perturbação né num ambiente natural que contribui pro pra emissão ou pra captura de carbono da atmosfera tem o projeto chamado projeto de perfuração Transamazônica a motivação desse projeto é a questão fundamental do por existe tantas espécies de animais e plantas na Amazônia como é que isso aconteceu né E essa é a motivação do projeto né E por que perfuração então e a gente busca reconstituir eh como era a Amazônia no passado na verdade desde a sua origem né então a gente quer reconstituir como era essa
região do norte da América do Sul eh idealmente antes de existir Amazônia que que existia ali antes de existi a Amazônia eh Quando que a amazônia apareceu e como ela se transformou até chegar ao que temos hoje né como é que nós fazemos isso nós eh estudamos os sedimentos que se acumulam em bacias sedimentares bacias sedimentares são áreas da superfície terrestre que estão afundando mas numa velocidade muito lenta né E essas áreas elas acumulam sedimentos que são detritos de eh rochas eh detritos de florestas de microrganismos que vivem no solo na água esses detritos eles
são transportados pelos Rios por vento e se acumulou nas bacias sedimentares ISO vai se acumulando em camadas né então eh essas camadas de sedimentos depois de um tempo elas podem virar rochas né Então as bacias sedimentares elas são arquivos do passado da terra e as bacias sedimentares da Amazônia elas são representam um arquivo né é um livro aí da história da Amazônia eh que a gente usa diversos métodos analíticos consegue ler esse livro né então consegue alguns métodos nos permitem dizer de eh num determinado tempo né Há 25 milhões de anos atrás eh como eram
de onde vinham os rios que levaram né a aqueles sedimentos para aquela região eh como que eram as florestas tinha mais eh Floresta aberta as florestas eram fechadas a diversidade plantas era igual a que tem hoje era maior era menor existem alguns estudos que mostram que o mar do Caribe num determinado momento conseguiu entrar na na parte Oeste da Amazônia Então teve um período em que né tinha até mar na Amazônia e esse eh isso tá registrado porque tem fósseis de organismos marinhos em algumas camadas então o o sedimento e as rochas sedimentares eles são
arquivos do passado né O problema é que na maior parte da Amazônia e somente as rochas mais recentes ou os sedimentos mais recentes é que estão expostos na superfície né Então muitos dos nossos projetos anteriores a gente né fazia expedições pra Amazônia faz isso ainda muito né Então pega um barco vai lá ao longo dos rios aí aqueles bar bancos de rio ali são as camadas mais recentes né dos dos últimos centenas de milhares de anos então fazendo essas expedições acessando materiais que estão na superfí a gente consegue reconstituir esse passado mais recente da Amazônia
do quaternário Agora se a gente quiser acessar esse passado mais distante que docum Amazônia desde a sua origem a gente tem que acessar o subsolo e para acessar o subsolo tirar amostras do subsolo é nós precisamos fazer perfurações então esse projeto da perfuração Transamazônica o objetivo é perfurar em bacias sedimentares que contê rochas e sedimentos desde a origem da Amazônia isso de pelo menos dezenas de milhões de anos de idade e dependendo da localidade Eh esses sedimentos eles podem estar a eh até milhares de metros de profundidade centenas a alguns milhares de metros de profundidade
a articulação desse projeto acho que começou 2012 ou 2013 né um grupo de pesquisadores começar a montar essa iniciativa né buscar o financiamento para realizar essas perfurações isso daí começou [Música] com Paul Baker né que é um pesquisador da Universidade Duke aer frit que é uma pesquisadora da Universidade nebrasca est clima da América do su professor da Universidade Federal Fluminense né ah e o Carlos Ramilo que recentemente deu a palestra lá na Fapesp que é um pesquisador do Smith sonnia eh e pesquisadores outros pesquisadores né Eh eu eu entrei na no projeto um pouco depois
então Eh primeira coisa foi reunir um grupo de pesquisadores interessados nessa questão de ciência básica da Amazônia tá eh segundo passo foi onde realizar essas perfurações então é necessário essa perfuração é muito custosa depis eu vou falar do né dos custos envolvidos então para você convencer alguém a financiar essa pesquisa você tem que ter uma certa garantia que aquele local que você vai perfurar tem os sedimentos que documentam a história da Amazônia né esse projeto Ele busca a dos útimos 6 milhões de anos que é o período cenozóico foi quando a Amazônia evoluiu e virou
o que é hoje então precisava de localidades que de bacias sedimentares onde ocorrem sedimentos acumulados nos últimos 65 milhões de anos de forma mais ou menos contínua a entra a exploração de petróleo exp ações feitas para exploração de petróleo elas não encontraram petróleo nessas localidades né mas elas geraram muitas informações que apesar das amostras não serem úteis para nós ela essas informações nos permitem eh confirmar que naquela localidade tem os sedimentos com essas idades e o projeto foi concebido para realizar cinco perfurações na Amazônia brasileira do do Extremo oeste no Acre né até a Foz
do Amazonas isso porque a Amazônia é uma região muito grande heterogênea Então se a gente fizer né só um uma perfuração é uma informação pontual que vai pegar a história de uma parte da Amazônia então por isso que foram pensadas cinco perfurações do Oeste ao eh ao leste né perto da Foz do Amazonas tá então o projeto foi concebido para essas cinco perfurações no continente mas mais uma perfuração no oceano porque aí o oceano pega numa área que recebe os sedimentos que o rio Amazonas e entrega pro Oceano Atlântico então ali tem uma informação integrada
da da bacia amazônica inteira né então eram cinco perfurações no continente Mais uma no oceano projeto foi concebido dessa forma inicialmente ele foi apresentado pro icdp que é o Inter National Continental drilling program que é um consórcio internacional para financiar a pesquisa científica que depende de perfurações né então o icdp eh concedeu financiamento de 1 Milhão meio de Dólares depois essa proposta foi apresentada para nsf dos Estados Unidos que concedeu mais um montante para perfuração cerca de 1 milhão de dólares eh depois o Carlos Ramilo conseguiu mais um recurso no smithsonian através acho que de
um doador conseguiu Mais 00.000 e aí nós apresentamos essa proposta paraa Fapesp aí eu eu entrei no né no grupo para apresentar a proposta paraa Fapesp como coordenador do projeto temático Fapesp E aí a Fapesp conseguiu concedeu mais ou menos 1 milhão de dólares só para perfuração além de recurso para bo bolsas né viagens e tal eh esses recursos Eles não eram suficientes para realizar cinco perfurações mas eh antes da pandemia a o financiamento da fapes foi concedido 2020 um pouquinho antes da pandemia Eh esses esse esse recurso né e CDP nsf smits Sonia Fapesp
ele era suficiente para realizar três perfurações né Tudo bem não são cinco mas três né uma no Oeste uma no no centro e outra no no no no leste perto da fos do Amazonas já tá bom né dá dá pra gente fazer muita coisa com isso mas aí veio a pandemia os custos de serviços de sondagem subiram demais então o nosso recurso para três perfurações virou um recurso para duas perfurações aí nós eh excluímos a perfuração do centro né da Amazônia e ficamos com a perfuração do Extremo oeste na bacia do Acre e a perfuração
do extremo leste na bacia do Marajó tá a perfuração no oceano ela estava aprovada para ser realizada pelo iodp que é o análogo ao icdp mas para pesquisa Oceânica que envolve perfuração no oceano né eh o navio oceanográfico americano que fazia parte do iodp estava agendado para fazer essa perfuração mas veio a pandemia Ah não não foi possível obter uma licença do engano do exército ou da Marinha para realizar essa perfuração e nesse tempo o iodp foi não descontinuado ele entrou no modo de revisão e esse esse nosso Cruzeiro foi cancelado né ah agora tem
um grupo de pesquisadores que tá tentando né Eh ren restabelecer essa perfuração no oceano né então a nosso desejo eram cinco perfurações no continente Mais uma no oceano a nossa realidade atual são duas perfurações no continente né ah apesar dessa redução essas duas perfurações no continente já nos fornecem materiais sem precedentes né para abordar essa questão básica da origem da Amazônia e a sonda que se utiliza é uma sonda e semelhante a que se utiliza para perfuração de poço de petróleo mas ela ela é um misto assim ela tem técnicas de perfuração para petróleo técnicas
para mineração Mas ela é Concebida para essa tagem contínua né coleta do testemunho as Universidades não têm essa infraestrutura nem faz muito sentido ter isso então para realizar a perfuração nós precisamos contratar uma uma empresa né então nós fizemos um contrato com uma empresa de sondagem eh de Minas Gerais de Belo Horizonte chamada G Sol então elaborar Esse contrato com finan quatro financiadores já foi uma complexidade grande isso a gente gastou acho que um ano quase né com assessoria da procuradoria da USP advogados da Duque para conseguir né Eh colocar isso no papel eh Então
teve essa etapa eh outra etapa importante onde fazer a sondagem então Nós visitamos locais onde a Petrobras perfurou o poço quanto mais perto do do poço melhor porque a gente tem mais garantia de que aquela informação vai tá ali no nosso poço também mas o local que é Petrobras lá no Acre né o Poço da Petrobras era no Hoje é o quintal da casa de uma pessoa então não dá para perfurar ali então Ah nós fizemos visitas para procurar um local mais adequado nós achamos um hum uma parte de uma fazenda né que tava Acho
que em torno de uns 500 m de um posto da Petrobras uma distância curta né Então aí nós tivemos que identificar o proprietário né pedir autorização para ele eh tendo a localidade exata aí nós tivemos que solicitar licenças ambientais paraa prefeitura para paraa agência Estadual de Meio Ambiente temos que comunicar a agência nacional de mineração porque envolve material micro paleontológico Então teve essa fase de eh obtenção das licenças Então temos o local temos as licenças agora nós podemos mobilizar a sonda para lá né a a empresa gels onde a sonda estava até a localidade de
Rodrigues Alves que é uma cidade no interior do Acre dá acho que quro mais de 4.000 km de distância né então o transporte da sonda né da da empresa até a localidade da sondagem já é uma logística custosa complicada né Eh então chegando a sonda lá aí nós também temos que definir a a logística do Nosso pessoal né a essas perfurações quanto mais demorado mais caro né então tem que ser tudo planejado para ser feito no menor tempo possível eh por isso a sonda opera 24 horas por dia 7 dias por semana essa perfuração do
Acre nossa ela estava prevista para ser concluída em três a 4 meses acho que a sonda chegou lá em maio junho ela tava pronta começou a perfurar se eu não me engano em 16 de junho eh nós encerramos a perfuração acho que foi 28 de dezembro então durou muito mais né a previsão a nossa expectativa era perfurar até 2000 M lá nós paramos a perfuração em 923 m tá então a realidade foi bem diferente da expectativa tá porque os sedimentos perfurados eles são já tô até falando mais sedimente não Rocha porque eles são materiais friáveis
né eh então isso ocasionou Muitas dificuldades na operação da sonda a perfuração ela é feita de três em 3 M então perfura 3 m e a coluna de perfuração ela é um tubo vazado né com uma uma broca tipo aquelas serra copo sabe de Então ela perfura né uma sondagem rotativa 3S M aí esses 3 m é recolhido por dentro da coluna perfura mais 3 m e assim vai eh mas o o espaço entre a coluna de perfuração e a rocha ele é muito pequeno tem né isso É vantajoso ser pequeno como o material é
friável as paredes do do poço elas colapsam né eh e aí isso gera prisão da coluna eh tem várias várias situações que podem gerar aprisionamento da coluna de perfuração e quando isso acontece isso aconteceu algumas vezes no Acre você não pode simplesmente puxar com toda a força porque se você a máquina tem força para puxar a a coluna de perfuração ela é feita por astes de 3 M que são rosqueadas uma na outra né Mas aprisiona e você puxa com muita força e estour uma Aste e fica parte da coluna presa acabou o poço né
Aí você tem que tentar recuperar aquela as tá eh então aconteceram alguns eventos de prisão de coluna que demandou ali mais de mês tentando resolver né Eh chegou num ponto em que a coluna ficou presa não foi possível soltar a coluna então foi tentado fazer um desvio né introduzir uma outra coluna de menor diâmetro por dentro da coluna que estava presa perfurar a coluna presa e aí continuar o furo por trás da pelo lado um diâmetro menor e isso foi tentado acho que a gente ficou algumas semanas tentando fazer isso não conseguiu E aí chegou
num ponto que os recursos nós tí pro Acre acabaram a gente poderia continuar insistindo ali em alternativas para né Fazer o desvio ou até fazer um outro furo do lado só que aí a gente ia começar a usar recursos do Marajó Então quando chegou no fim de Dezembro né falou acabou aqui no Acre não dá para gastar mais que isso então o que que a gente conseguiu aqui fo perfurar até 923 M que já é um Não não são os 2000 que nós queríamos mas já é um material assim que vai demandar aí muitos anos
de estudos né existem alguns outros estudos né das mesmas rochas no Acre eh a gente acha que esses 920 m de profundidade pegam Talvez os últimos 25 milhões de anos a rocha o sedimento El ele é acomodado dentro de um tubo de plástico de PVC transparente aí nós cortamos em pedaços de 1 m a 1,5 m né aí são capeados identificados então a os testemunhos eles estão em tubos de eles estão ali até então na os do Acre estão aqui na na garagem eles vão ser transportados pro pro repositório de testemunhos na sexta-feira né então
esses testemunhos eles têm que ir para uma biblioteca de testemunhos né Isso aí é material de estudo para para décadas assim né então no nos primeiros do anos depois da perfuração quem tem acesso a esse material são os pesquisadores envolvidos no projeto mas depois desses dois anos esse material fica disponível né para para outros pesquisadores e ele tem que ser guardado para sempre né então por isso que ele precisa ir para o que nós chamamos de repositório de testemunhos os projetos financiados pelo icdp eles devem ir para repositórios certificados pelo icdp né tem que ser
um repositório que seja acessível pela comunidade científica e que tenha um eh uma existência longa né Tá então os testemunhos dos nossos do do nosso projeto eles vão ser armazenados no repositório da Universidade de minesota tá porque o Brasil ele ainda não tem um repositório de testemunhos para fins científicos né Eh certificado ou né Eh que trabalhe com essas normas do do icdp os testemunhos do Acre A o plano é que eles sejam transportados para a universidade de minessota chegando lá primeira coisa eles têm que ser abertos cortados ao meio Duas Metades uma metade é
arquivo outra metade é estudo né então eles vão todos serão cortados eh imad eh registrados aí em agosto nós teremos uma workshop de amostragem então aí os pesquisadores do projeto vão para mineápolis para realizar descrições detalhadas dos testemunhos e tomar amostras subamostras paraas análises eh laboratoriais no Acre foi encerrado em dezembro fim de finzinho de dezembro aí teve a a mobilização da sonda pro pro Marajó né Eh foi decidido transportá-la por Balça através do Rio Juruá Rio Solimões Rio Amazonas aí Tem uns canais que sai lá na na localidade de bagre né no sul da
ilha do Marajó e o transporte da sonda acho que a sonda eu não sei exatamente a a data que a sonda chegou lá em Bagre Mas ela ficou pronta PR perfuração na semana s [Música] [Aplausos]