O que ouvimos aqui da Inês com ideias e dados bastante interessantes e com um desafio muito grande, por aquilo que eu percebi porque o mercado vai mudar muitíssimo nos próximos 5 anos. Não é no longo prazo, é no curto/médio. No curto médio prazo.
Como é que a vossa empresa, a vossa entidade, o vosso negócio está a ser impactado ou se posiciona com iniciativas concretas na área, precisamente, da sustentabilidade? Começando por si, Manuel. Muito obrigado.
Nós entendemos que, no nosso desígnio coletivo, quer sejamos produtores, quer sejamos distribuidores, quer sejamos consumidores de transitar para um modelo de negócio mais circular. E os dados que o Alberto aqui apresentou, mostram claramente que os consumidores já perceberam isso porque o crescimento das plataformas de revenda tem sido enorme, especialmente desde a pandemia. E neste momento, nós que trabalhamos nesta área, sentimos que também os retalhistas, que as plataformas de e-commerce também definiram como objetivo para 2023, e para os próximos anos, abrir novos canais de economia circular, porque percebem que, de facto, aqui há valor para o ambiente e há valor económico também, poupança para as famílias e retorno porque podemos vender várias vezes o mesmo produto sem necessidade de aumentarmos a produção ou o descarte desse produto.
O que nós fazemos é, com base na nossa experiência também no e-commerce, no retalho, na economia circular, das nossas próprias plataformas da The Loop co. , a Book in Loop e a BabyLoop, e da experiência que adquirimos também ao longo dos anos com os nossos parceiros desenvolvemos um conjunto de aplicações que permitem a qualquer retalhista criar um canal de revenda de produtos, de retoma de produtos, de devoluções rapidamente e sem investimento. Isto porque, apesar de haver muita vontade por parte do mercado, os sistemas que utilizamos atualmente, não estão preparados para a economia circular.
Os nossos sistemas de pagamentos, de faturação, de controlo de gestão, de gestão de armazém, de faturação, não estão preparados para receber nas lojas físicas e nas lojas online produtos no sentido contrário ao que é habitual. Portanto, não só vender mas também recomprar, recondicionar e colocar esses produtos novamente no mercado. E, por isso, é preciso um novo conjunto de aplicações e é isso que também com os CTT nós estamos a implementar em vários retalhistas portugueses e europeus.
Muito obrigado.