e aí e numa produção de sala de guerra sala de cinema versão brasileira júlio césar guedes episódio de hoje é e a estrada 47 essa é a primeira e até agora única grande produção dramática nacional sobre a força expedicionária brasileira e é um triunfo técnico tanto em relação à representação mediática da feb quanto ao próprio cinema brasileiro em si o filme na verdade é uma produção conjunta brasil-portugal em itália esse filme foi dirigido pelo vicente ferraz um cineasta que tem uma grande carreira na direção de documentários sendo este seu primeiro filme dramático o vicente ferraz
também assina o roteiro do longa a estrada 47 se passa poucos dias antes do natal na frente de batalha italiana em dezembro de 1944 que retrata um grupo de soldados do 9º batalhão de engenharia da feb que recebeu a missão de limpar um campo de minas no topo da cordilheira dos apeninos mas devido a um ataque de pânico eles acabam abandonando o posto daí ele se reagrupam e com o auxílio de um correspondente de guerra poliglota brasileiro se alguém que um campo minado alemão está impedindo o avanço americano pela tal estrada 47 e para se
livrar de uma possível corte marcial por abandono do posto eles decidem eles mesmos limpar o campo minado nesse ínterim eles se envolvem com o soldado alpino italiano desertor e um capitão alemão ferido que comandou a montagem do campo minado na estrada o elenco desse filme é muito pouco conhecido do grande público tendo apenas um nome mais famoso que é o daniel de oliveira no papel do soldado guimarães ou guima mas também tem o júlio andrade no papel do tenente penha thogun teixeira como o sargento laurindo francisco gaspar como piauí milhem cortaz como o coronel lourenço
o português ivo canelas como rui ricardo zambelli como coronel mayer e sergio rubini como roberto em toda a lista que eu procurei o personagem do rubinho e tá tratado como roberto e bora no filme ele chama ele de giovani vai que a giovana e roberto o roberto giovanni sei lá pô o objetivo desse filme são muitos e como eu falei ele é um triunfo técnico da cinematografia nacional pela primeira vez um filme de guerra brasileira usou locações originais na itália e no momento certo né no meio do inverno o que confere uma autenticidade incrível para
a trama toda os uniformes não estão só corretos eles aparentam realmente ser verídicos os todos os militares estão sujos e molhados como deveriam naquele inverno de 1944 a produção também utilizou os veículos corretos como jeep willys o caminhão cckw o tanque sherman e até mesmo um opel blitz alemão que eles incrivelmente conseguem atolar de forma inteiramente verocimio numa cena do filme e é isso que eu quero dizer para vocês essa uma produção de valor e o brasil nunca atingiu esse mesmo nível de esmero antes ou depois da estrada 47 o armamento um charme à parte
porque tudo ali está correto o pequeno pelotão do tenente pm cd além do armamento de infantaria da feb ele mesmo usa uma sub-metralhadora thompson o sargento usa uma carabina m1 o guima usa um fuzil springfield m1903 e o piauí surpreendentemente porta um fuzil em um galã explicando para vocês por quê que isso tão bacana a febre foi equipada com um fuzil springfield devido a uma negativa dos estados unidos de fornecer o garam para as tropas brasileiras isso gerou uma defasagem de fogo da feb em relação as divisões americanas mas rapidinho soldados brasileiros começaram obter garance
retirando de soldados mortos ou mesmo furtando de alguns soldados descuidados porque a questão de sobrevivência era o mais importante na época e os soldados americanos sempre podiam conseguir outro fuzil então muito tacitamente a produção te diz que o piauí conseguiu ilegalmente aquele garanhão uma de suas patrulhas isso a produção de valor e claro esse nível de autenticidade aí foi garantido pela consultoria store o profissional do meu amigo giovanni sua um apaixonado pela febre abração aí para você giovanni a fotografia e o som desse filme são fantásticos o que aponta o talento o técnico apurado do
vicente ferraz na produção dos seus documentários é um filme de guerra e sua cabeça está naturalmente acostumado a escutar vozes em língua estrangeira mas passados alguns minutos o português começar a assentar na sua mente a experiência fica muito boa todas as atuações desse filme são elogiáveis e eu faço um adendo meiry tozzo ao português vivo canelas que conseguiu esconder com muita eficiência ou sotaque lusitano e eu só fui descobrir que liga portuguesa depois pesquisando sobre o elenco mas o destaque mesmo tem que ser dado para o trabalho fantástico do francisco gaspar como piauí que age
tanto como alívio cômico da trama quanto como uma reserva afetiva depois que ele desenvolve um amistoso relacionamento com o capitão alemão interpretado também com maestria pelo rei casamelo que tá eu já tinha visto em bastardos inglórios de 2009 esse filme contudo enfrenta um chumbo muito grosso de boa parte da audiência que diz que ele mostra os soldados covardes e que deprecia a participação do brasil na segunda guerra mundial muito pelo contrário e se você pensa isso é bem possível que não saiba muito da história da febre porque em dezembro de 44 a divisão brasileira passava
por seu momento mais baixo na campanha o primeiro e o 11º regimento só haviam acabado de chegar na itália e tinham sido jogados quase que imediatamente na linha de frente sem a preparação pela qual 6º regimento passou em agosto isso fez com que tanto oficiais quanto praças fossem jogadas repentinamente numa situação de combate isso é um erro básico dos manuais de guerra que gera consequências muito ruins realmente ocorreram episódios de abandono de posto e de medo generalizado mas tudo isso foi contornado nos meses seguintes uma vez que a tropa nova foi totalmente aclimatada boa parte
do o relato da febre também foi composto por tenentes oriundos do cpu r então atitude inicial meio perdida do tenente penha também não é de se estranhar a mesma coisa pode ser dita do tratamento informal que os soldados têm com sargento e com o tenente que é uma coisa até natural de acontecer no ambiente de guerra e que eu já havia elogiado na minha crítica do resgate do soldado ryan que você pode conferir bem aqui aliás o diretor escreveu o roteiro após ler muitas correspondências da febre e falar com veteranos então que está representado na
tela não está muito longe da realidade até mesmo no modo humano com que os brasileiros tratavam os alemães pois é uma prova que tinha acabado de chegar à itália sem qualquer ódio generalizado pelo inimigo muito ao contrário do italiano mostrado no filme que já tinha passado por muita coisa na guerra e não tinha qualquer empatia com os alemães a febre só começou mesmo assim brutalizar depois da ofensiva final contra monte castelo em fevereiro de 1945 e os e brutais ocorreram somente em abril o filme tem muitos easter eggs e quem conhece a febre se emociona
com isso por exemplo o nome do sargento laurindo é uma alusão à famosa a noite dos laurindos a fonte no posto de observação é uma réplica da famosa fonte de montese e o jipe tem a estampa osvaldinho quero veículo pessoal do general osvaldo cordeiro de farias comandante da artilharia divisionária isso é o que produção de valor ao meu ver os pontos negativos esse filme não são muitos e embora eu entenda que o teor das cartas do guima mudam ao longo do filme combinando no história de superação eu achei que eu tô negativo das primeiras cartas
parecia permear a tropa toda o que não era o caso soldados brasileiros foram a itália com as mais diversas opiniões uns por obrigação outros com fervor patriótico e outros ainda apenas pela aventura de conhecer uma terra longínquo a que de outra forma nunca conheceriam apesar de ser uma história ficcional e eu faço questão de a estrada 47 não existe na realidade no começo do filme é mostrado o mapa para que o espectador se situar geograficamente e mesmo que a liberdade poética os permita criar nomes de cidades fictícias pelo menos uma nomenclatura italiana né então porque
esses dois dragão aqui trago uma duas vezes o 5º exército é mostrado como a bandeira americana e uma britânica sugerindo que a unidade é binacional mas na verdade o 5º exército era americano e o 8º exército britânico combate à ao lado direito dele algumas pequenas observações técnicas também tem que ser feitas o jipe do filme é do modelo correto mas apresenta um conjunto de setas que não existia na época tendo sido provavelmente incorporado pelo proprietário do veículo para trafegar nos dias de hoje apesar de ter o personagem do ricardo zambelli é descrito como o coronel
maia ele usa divisa de capitão nos ombros e capitão uma patente muito mais condizente com o personagem dele na verdade o léo estaria em companhia de todo o estado maior e esse filme realmente gostou de representar coronet como capitães porque a cena em que aparece o coronel lourenço ele tá usando uma divisa de capitão com três estrelas sem circulado a gente pode também falar daquela cena da troca de tiros na qual muitas das armas atiram apenas digitalmente e os tiros nem sempre acompanha com perfeição trajeto das armas no quadro mas nada que chega prejudicar seriamente
a cena a estrada 47 é um belíssimo retrato humano do microcosmo da feb e um retrato bastante simpático da fase de patrulhas do inverno de 1944 este é um filme da febre não o filme da febre e porque até hoje não temos um filme desse tipo ou mesmo a minissérie muita gente saiu decepcionada no cinema porque não encontrou os combates intensos e o heroísmo patriótico que desejavam ver mas essa é uma conclusão injusta com esse filme e até hoje eu não entendo porque que academia brasileira de cinema não em rua estrada 47 para concorrer ao
oscar naquele ano a estrada 47 é uma produção valorosa feita com muito esmero que não é perfeita mas também faz um ótimo trabalho para começar a contar a história da febre nas telonas e por conta disso merece uma salva de quatro que nós e você já viu esse filme civil conta aqui embaixo o que que achou se você gostou desse vídeo não esquece de compartilhar com seus amigos da um joinha para a gente também se inscreve aí na sala de guerra eu vou ficando por aqui aquele abraço e até a próxima