Pessoas que querem trembala no Brasil, tudo bem com vocês? É isso aí, parece que a China quer rasgar o Brasil de trembala. O Brasil estreita relações com a China e a Simone Tebet, que é a ministra do Planejamento e Orçamento, comemora dizendo que a China vai rasgar o Brasil ou a China quer rasgar o Brasil.
Ela não falou isso no mau sentido e a gente vai entender isso aqui. Ela falou isso no bom sentido de que a China quer introduzir novas ferrovias no Brasil, conectando portos e levando o Brasil a ter acesso, veja você, ao Oceano Pacífico, que facilita inclusive transporte e comércio com a própria China. Olha só que interessante, Simone Tebet, inclusive que ela está, ela vai a caminho, né, de Pequim, vai paraa China porque depois lá do dia da vitória, foi o dia 9, que foi dia 9 de de maio, o Lula, o Xijin Ping se encontraram lá com Putin na aí aí aí começou Rússia e depois o Lula vai pra China e a Simone Terbet vai encontrar com o Lula na China e com o Xin Ping para discutir isso.
Viu isso com bons olhos, com comemoração. E eu fui convidado, né? Vai rolar um evento segunda-feira, eu fui convidado para ir nesse evento com o Lula, mais um monte de gente, né?
Não só eu, né? Eh, só que eu não vou poder ir por motivos de que o meu passaporte nesse momento tá lá no no consulado dos Estados Unidos, porque eu preciso tirar um visto dos Estados Unidos novo e aí eu não vou conseguir, né, cara? Eh, não vai rolar, não vai ser dessa vez.
A gente vai entender isso. Primeira coisa, por que que o Brasil não investe em ferrovias? O Brasil mesmo pega dinheiro brasileiro ao longo da história.
O Brasil já teve, tem ferrovias, eu sei, mas ainda isso não é o padrão brasileiro, né? O Brasil, principalmente no começo do século XX, o Brasil já tinha lá ferrovias atuantes relacionadas à economia brasileira, principalmente para levar do interior do Brasil, principalmente do interior de São Paulo ao Porto de Santos, o café brasileiro. Só que com a crise do café, o Brasil não investiu mais, não colocou mais ali o seu dinheiro em relação às ferrovias.
E aí a gente optou mais pela questão rodoviária. Para quem quiser entender, eu tô falando aqui de uma maneira mais direta para vocês, mas, por exemplo, quando a gente chega na década de 50, quando tem o governo do Juselino Cubcheque, olha só, veja você, o Brasil optou por transporte rodoviário. O motivo de ter optado por transporte rodoviário ter estradas para rodar os automóveis que seriam construídos no Brasil.
Estos igual, cara. Igual aos Estados Unidos. É igual aos Estados Unidos.
Tô conversando com o meu cunhado, para quem não sabe, meu cunhado é dos Estados Unidos, né? A minha irmã mora lá. E aí ele largou: "Ah, os Estados Unidos é muito grande para ter ferrovias".
Aí eu assim, cara, a China é quase do mesmo tamanho dos Estados Unidos, cara. E eu vou daqui lá na divisa com o Afeganistão de Trembala, se eu quiser. Quer dizer, não é bem na divisa, né?
Mas é, eu falei dessa forma para ele ter uma noção mais ou menos quão longe é, né? A China tem 42. 000 km de linha de trembala.
Essa história dos Estados Unidos de é muito grande ou então no Brasil, o Brasil é muito grande. Ah, porque tem montanha, cara. Aqui na China eles não estão nem aí.
Tem montanha, beleza, a gente rasga as montanha, tá aí uma forma positiva de usar o verbo rasgar. A gente rasga as montanha e vai embora, cara. Vai embora.
Então não tem, é só desculpa, mano, de verdade, assim, é só desculpa. Nós falamos lá que os principais os principais eh as principais indústrias que ele trouxe pro Brasil, como a Volkswagen, a General Motors, né, são da indústria rodoviária, né, da da indústria automobilística, desculpem. Só que como é que você vai justificar essa indústria automobilística sendo produzida, sendo feita, sendo instalada no Brasil, automóveis sendo produzidos no Brasil, bens de consumos, né, ele investe em meos de consumos tanto duráveis quanto não duráveis.
Se você não tem, a população não ia comprar os automóveis que são fabricados no Brasil se você não tivesse estrada de rodagem. Então você tem o investimento. É por isso que durante o governo do Jurelino Pheque você já tem aquele planejamento, é um governo de planejamento, né?
O plano de metas que é o o desenvolvimentismo, né? Que é a construção das BRs, das rodovias federais que ligariam inicialmente, tá? O plano inicial ligar a Brasília, todas as outras capitais naquele período não ficaram prontas, mas algumas só.
Mas a ideia é essa, já que tá fazendo indústria automobilística, investe em transporte rodoviário, tá bom? ao longo do tempo. Então, essa foi a a tônica do Brasil, até mesmo porque o Brasil também aí do do ponto de vista de fatores econômicos, esse a gente falou dos fatores práticos, mas dos fatores econômicos, o transporte ferroviário, ele necessita de um planejamento a longo prazo.
E por questão de campanha eleitoral, essas coisas aqui no Brasil, ninguém quer botar a mão do fogo para isso, né? a longo prazo e um planejamento que que exige um investimento econômico muito grande, muito grande e a longo prazo. Então a gente sabe que nessa cultura do Brasil, não é só no Brasil, né, mas de para eh de fazer um uma política e fazer o tudo que se pode naquela política para aqueles 4 anos de governo ou no máximo ali 8 anos de governo quer ser lembrado por algo, mas não deixar os louros, por exemplo, para depois.
Então construções de ferrovia iriam ser a longo prazo. Então esses pontos. Mas nesse caso aqui que a gente tá falando, o investimento seria chinês, certo?
Colocar aqui o mapinha para vocês, para vocês verem que seria esse explicar, já vou explicar esse ponto aí. E a Tebet já detalhou, seria um inicial, mas ele já é grandioso e se a gente olhar. Então nós temos aqui um mapa.
O investimento inicial seria essa ligação por ferrovias entre essa região aqui do Peru. A gente tá falando de Porto Chacai, tá bom? nessa região aqui do Peru, porto Chacai, que já recebe essa toda essa essa o porto do Peru recebe todo esse investimento chinês, 3,5 bilhões de dólares investimento chinês.
Então, ou seja, tá conectado com o investimento chinês e nós teremos, eu vou passar aqui um panorama mais ou menos ali, tá? Do que que a Tebet falou sobre esse rasgar e vocês vão entender o que que seria rasgar. passaria uma ferrovia que conectaria o Peru, ou seja, o oceano Pacífico, certo?
onde a gente poderia ter um acesso maior para para poderar com a China. Long é longe. Passando pelo Acre, tá lá Amazonas, Pará, chegando em Tocantins até o litoral da Bahia.
Ou seja, quase uma madeira mamoré nova aí, né? mas agora com grande investimento do capital chinês e você aumentaria demais as exportações brasileiras paraa China, como também poderia aumentar as importações brasileiras, das importações da China para o Brasil, né? As importações do Brasil, enfim, vocês entenderam.
Ou seja, é um início. A Tebet, ela falou que isso seria muito bom pro Brasil e disse que é uma medida importante, já que é um investimento gigantesco, muito caro e de alto risco. Mas nesse caso, esse alto risco tá contando com uma economia sólida.
Qual que é a economia sólida? É economia chinesa. Então, deixa eu mudar, ver se eu consigo mudar minha câmera pro outro lado aqui.
Pronto. Eh, qual que é o interesse da China nisso aí? tem basicamente dois interesses, né?
Um deles é escoar as coisas mais rápido do Brasil pra China, que de modo geral são commodities, né? A China compra muito commodity do Brasil, então eles têm interesse que isso chegue mais barato, mais rápido, etc. , né?
Esse é um interesse. O segundo interesse é o seguinte: A China já tá chegando no limite da quantidade de ferrovia que dá para ser construída aqui, né? Eh, o país não vai crescer mais, né?
Não ser que a China invada outros países. Então, já tá chegando num limite. E aí a China tem toda essa indústria de de trens, ferrovias, etc.
, que vai ficar sem trabalho, vai ficar sem produzir nada. Então, o que que eles têm que fazer? começar a exportar isso aí pro resto do mundo.
Tem que mandar essas empresas trabalhar pro resto do mundo, porque logo não vai mais ter trabalho na China, porque a China tem um limite de tamanho, um limite de ferrovias que pode ser construído, é porque a população da China tá caindo. Então, muito da da infraestrutura que tá sendo construída hoje aqui na China não vai ser usada daqui 50 anos, porque a população da China continua caindo, caindo, caindo, caindo a ponto de que muito do que a gente tá vendo aqui não vai ser, simplesmente não vai ser usado. Então, a China tem que exportar isso aí para poder continuar ganhando dinheiro e para poder continuar dando trabalho para esse povo todo, porque é uma tecnologia, indústria gigantesca que se eles não exportar vai ficar parado, cara.
Certo? Então, o Brasil, isso seria inicialmente, tá? Isso seria inicialmente.
Ah, mas eu sei que vai ter muita gente que vai falar assim: "Nossa, mas isso vai ser péssimo porque vai favorecer só os grandes empresários e tal". Mas também pior, os grandes empresários chineses também pode favorecer a população. Eu quero saber de vocês, o que que vocês acham disso, que vocês acham?
Isso é benéfico pro Brasil, visto que esse investimento o Brasil vai fazer concessões, logicamente, tá? A China tem que ganhar em cima disso também, mas ela ganha com esse comércio. É mais uma vez a China dando aquelas cartas contra os Estados Unidos, já que a guerra tarifária deve reduzir.
Inclusive, China e Estados Unidos são reunidos na hora que eu tô gravando esse vídeo lá em Genebra, eu tô de olho para ver como é que vai ser. Por enquanto não dei nada, né? Essa conversa aí, Bras e China, Estados Unidos, lá na Suíça, por enquanto, não deu em nada.
China, dessa guerra tif deve reduzir, mas como eu já falei mais de 1000 vezes para vocês, é incerto o futuro, principalmente no governo de Donald Trump, porque o Donald Trump de repente só reduz um pouco essa guerra tarifária, mas ela não acaba. De repente o Trump ele volta depois. Então é sempre um momento de tensão e a China tem que fazer por onde?
Tem que buscar ali os seus caminhos. E o Brasil vai se encontrando com a China. ele vai buscando esses caminhos junto com a China que estão sendo bem interessantes, na verdade, do ponto de vista econômico ou pensando do ponto de vista econômico mesmo pro Brasil, isso tá sendo bem interessante.
Tá bom? Mas eu quero saber de você, qual que é o problema que eu vejo nisso? Eh, o que a gente já falou várias e várias vezes aqui, né?
A China vai constrói aí os trens bala, vai ter uma pressão gigantesca em cima de eh legislação ambiental e essas paradas, porque vocês estão vendo aí, né, que vai ter que cruzar a Amazônia, vai ter que cruzar um monte de terra de um monte de gente, então, né, vai ter uma pressão gigantesca. A, além disso, é o que a gente já falou várias vezes de que não tem transferência de tecnologia por por enquanto, né? Eu não ouvi falar disso.
Aí o chinês vai constrói tudo e o brasileiro não aprende como é que faz trembala. E aí vai ficar sempre dependendo do do chinês para construir. Tem que fazer o que os chineses fizeram, que é o seguinte, China, vocês querem construir trembala aqui, OK?
Vocês vão vir para cá, vocês vão ensinar a gente como constrói trem bala, vocês vão fazer transferência e tecnologia e aí vocês podem construir, porque depois o Brasil cria uma indústria de trembala estatal, que é o que a China fez. pega essa indústria estatal e sai espalhando o trembala pelo país. E não depende mais da China em, sei lá, 10 anos, não depende mais da China, até menos dependendo da quantidade de investimento.
Porque foi isso que a China fez, cara. Foi isso que a China fez. A China não não entendia nada de Trembala.
Den Shpin foi pro Japão, viu lá os caras voando de Trembala no Japão e falou: "Mano, é isso aqui, esse é o futuro". voltou pra China e falou: "Traz aí, quem quiser vir construir trembala na China pode vir". Aí veio uma empresa japonesa que eu não lembro o nome e se eu não me engano veio a Auston também, que é a empresa francesa.
Eles vieram para cá, começaram a construir transferência tecnologia, ensinar chineses, fornecedores chineses, tá? E a China hoje exportando trembala muito melhor que o resto do mundo, entendeu? Então não, isso aqui a gente não vê no Brasil, né, cara?
Esse é o grande problema. É o grande problema dessa história toda. É o grande problema da BID no Brasil.
É o grande problema de qualquer indústria grande no Brasil. Não tem transferência, tecnologia. O brasileiro não aprende e o Brasil continua sendo um fazendo.
Gigante. E vocês, o que que vocês acham? Vocês podem deixar aqui os seus comentários.
Serão sempre muito bem-vindos. Vocês podem acrescentar, vocês podem contribuir, não só podem, como devem contribuir. E a única coisa que eu peço mesmo é que vocês não deixem de comentar esse vídeo de vocês, nem que seja para me mandar um abraço e não deixem de curtir esse vídeo pra gente continuar fazendo esse trabalho, porque eu sempre peço isso no final depois de mostrar o conteúdo para vocês, porque é isso aí, minha gente.
É isso aí. Vocês segue aí o professor também, não eu, né? Ele segue lá o canal dele, Parabólica.
E tá aí, né? O Brasil Lula chegou hoje. Hoje não, ontem aqui na China, né?
Acho que a Simone Tab tá vindo para cá também para discutir essa questão dos trens, se eu não me engano vai começar lá pelo norte do Brasil, né, para ligar ali Bahia e outros estados. Eh, é alguma coisa assim que eu me lembro de ter visto isso em algum lugar no Twitter, os caras mostrando mapinha de onde é que vai começar, né? Então, tomara que dê certo, né?
pelo menos isso.