Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre a hipocalcemia em vacas bom a hipocalcemia ela também pode ser chamada de febre do leite febre vitular ou paresia puerperal ela tem um pico de ocorrência até 48 Horas pós parto Mas pode acontecer logo nas primeiras horas antes nas últimas horas antes do parto e um pouco além das 48 horas mas em geral ela vai acontecendo no máximo ali até esses dois dias após o parto tá tá muito associadas às vacas de alta produção leiteira porque elas têm uma demanda maior de cálcio para produção
de leite quando eu falo vaca de alta produção leiteira aí Aqui já é meio subjetivo a gente fala às vezes ah vaca de alta produção leiteira é a vaca holandesa que produz 20 40 l de leite mas é uma doença que pode ocorrer em vacas lá de sem raça definida de pequeno proprietário vaca que dá 10 l de leite pode ocorrer esse quadro de hipocalcemia então assim é vaca de alta produção leiteira porque ela tem uma alta demanda de cálcio para produção de leite mas essa quantidade em litros aí a gente tem que tomar cuidado
que às vezes o animal de 10 l de leite dá esse quadro de hipocalcemia tá E tá muito relacionada ao erro de manejo no período de transição por quê quando animal tá lactante é a fase que Ele tem uma demanda maior de cálcio porque o leite para produzir o leite ele precisa colocar cálcio ali dentro do do leite a composição do leite vai ter grande quantidade de cálcio então eu tenho maior demanda de cálcio enquanto o animal tá lactante outro momento que eu tenho grande demanda de cálcio nos maior nos momentos de maior crescimento fetal
de maior deposição de cálcio nos ossos do feto quando que eu vou ter maior crescimento fetal no terço final de gestação então junta final de gestação com maior demanda de cálcio últimas semanas ali do pré-parto produção de Colosso imediatamente após o parto que o animal passa ele tava produzindo poucos litros de Colosso para produzir vários litros de leite por dia então tem esse aumento súbito da demanda de cálcio que excede a capacidade do animal de manter esse cálcio circulante então o animal desenvolve um quadro de hipocalcemia outra coisa também que pode aumentar essa demanda de
cálcio seria os partos laboriosos quando o animal passa por muito tempo parindo em quadros de distocia que o cálcio ele atua ali na contração uterina então é feito um gasto excessivo desse cálcio então reduz ainda mais o cálcio então animal que passa por parto distópico tem mais chance de hipocalcemia também e aí o que que se faz nesse período de transição para prevenir a gente tem dietas mais adequadas a esse período de transição que aumentam esse cálcio circulante no momento do parp para prevenir quando a gente não faz isso a gente aumenta a chance de
ocorrência de hipocalcemia então o que que seria o princípio aí dessa dieta de transição Qual que é o que que acontece que leva a hipocalcemia a gente tem o paratormônio e a vitamina D atuando em conjunto um hormônio a vitamina para aumentar os níveis de cálcio circulantes ali na circulação sanguínea no metabolismo do animal paratormônio aí atuando na reabsorção de cálcio dos ossos e a vitamina D principalmente aumentando a absorção de cálcio lá no intestino então objetivo dos dois em conjuntos aumentar o cálcio circulante e a gente tem a calcitonina que faz o contrário ela
reduz o cálcio circulante reduzindo a absorção intestinal e aumentando a deposição no cálcio dos ossos ou reduzindo a reabsorção do cálcio tá então esses dois aumentam e esse diminui quando eu tenho um animal que não tá lactante que a demanda de cálcio é baixa eu tenho elevação da calcitonina para reduzir os níveis de cálcio circulante e redução do paratormônio e vitamina D quando o animal tá lactante Aumentou a demanda de cálcio aumenta a vitamina D e paratormônio para aumentar os níveis de cálcio reduz a calcitonina Então a gente tem esse equilíbrio no organismo do animal
essa troca essa mudança desses hormônios para elevar o cálcio ela vai demorar de 24 a 48 horas então não é algo que acontece de um dia pro outro a elevação é gradual E aí eu tenho um animal que tava produzindo poucos litros de Colô ali no preparto Uma demanda baixa de cálcio então o que que tava acontecendo nesse animal a calcitonina agindo reduzindo a absorção intestinal reduzindo a reabsorção ósseo mantendo esses níveis de cálcio baixo o animal para e começa a aumentar a produção de leite de um dia pro outro tava produzindo pouquinho colero em
uma duas semanas para chegar naquela quantidade de Colô depois de um dia pro outro ela tem que produzir Grand grande quantidade de litro de leite todo dia então aumenta subitamente essa demanda de cálcio então aumenta a necessidade de aumentar esses níveis de cálcio só que eu tenho a demanda aumentando de uma vez e essa mudança aqui paratormônio vitamina D para calcitonina demorando subindo devagar de 24 a 48 horas então eu tenho esse período aqui que eu tô precisando de mais cálcio mas está chegando menos cálcio por isso que a hipocalcemia é mais frequente até 48
Horas pós parto porque passou disso já houve a reversão desses hormônios os níveis de cálcio já aumentaram então é por isso que a gente tem aqui essa maior ocorrência até 48 horas de pós-parto tá então seria esse o princípio da hipocalcemia o que que pode piorar isso aqui e fazer aumentar a chance de de desse de ocorrer a hipocalcemia além dessa produção leiteira ali aumentada dificuldade no parto quadro de distocia vai gastar mais cálcio e animais que estavam recebendo uma quantidade excessiva de cálcio no preparto então erro lá na dieta de transição animal tá ingerindo
muito cálcio sinaliza pro organismo esse excesso de cálcio então reduz a absorção intestinal e aumenta a deposição ósseo então isso fica mais mais extremo ainda E aí para e começa a ter uma demanda muito grande por cálcio e aí até a ver essa regulação aí dos hormônios Vai demorar um pouco mais de tempo e aí levando a esse quadro de hipocalcemia E aí quando eu tenho o animal hipocalcemia Quais são os sinais clínicos a gente tem três fases da hipocalcemia a gente tem a primeira fase que é de início e aí ela evolui pra segunda
e evolui pra terceira que é a mais grave na primeira fase quando essa demanda de cálcio aí tá aumentando e eu tenho pouco cálcio que que eu vou ter de início de sinal Clínico Eu tenho um animal que ainda vai est capaz de se manter Estação ainda vai est de pé Só que vai começar a ficar mais agitado apresentar essa hipersensibilidade é o animal mais ansioso mais agitado apresenta tremores musculares aquelas mioclonias aquela músculo tremendo ali um pouquinho parece que o animal tá tremendo de frio mas é esse tremor por conta da hipocalcemia que o
c ele atua na contração muscular o animal apresenta taxia apatia fica vocalizando e essa dispneia animal que fica respirando com a boca aberta mugindo o tempo todo muito agitado ainda de pé mas com essas alterações à medida que o nível de cálcio vai abaixando mais que que vai acontecer o animal perde a capacidade de se manter em estação então entra em decúbito ainda consegue ficar deitado em decúbito external que é o normal pra espécie bovina mas já não consegue mais ficar em pé tem essa característica de ficar com a flexão lateral do pescoço então ele
deita com o pescoço voltado pro abdômen se eu puxo a cabeça desse animal e Tento colocar ele em linha reta Eu percebo que o pescoço ele faz uma curvatura ainda mesmo que eu mantenha ele em linha reta ele ainda fica curvado isso é característico da doença e se eu solto o animal tende a voltar e flexionar novamente esse pescoço é bem Car da hipocalcemia apresenta também apatia anorexia vai reduzir ou parar de ingerir alimentos pode evoluir com hipotermia temperatura baixa e taque Cardia compensatório o cálcio ele atua na contração tanto da musculatura esquelética quanto musculatura
Lisa e musculatura cardíaca então se eu tenho pouco cálcio Eu tenho pouca capacidade de contração cardíaca e aí eu começo a ter Tac cardíac que que seria isso aumento da frequência cardíaca para para compensar essa baixa capacidade de contração e tentar manter a circulação sanguínea então taquicardia hipotermia flexão lateral do pescoço e o animal deitado em decúbito external certo mais característico da hipocalcemia também pupilas dilatadas e com pouco ou eh ausência de reflexo ali quando eu faço os testes de luz quando eu coloco a luz essa pupila continua dilatada tá E aí evoluindo abaixou ainda
mais esses níveis de cálcio a gente entra na fase três que é o animal que já tá em decúbito lateral ele não é capaz de se manter em decúbito external mais pode apresentar perda de consciência ou redução da consciência e aí entra em coma e em óbito até a fase dois a gente tem boas chances de tratar e assimm se recuperar na fase três o prognóstico já é desfavorável a chance de recuperação já é muito baixa tá como que eu faço o diagnóstico o diagnóstico da hipocalcemia ele deve ser estabelecido pelo exame Clínico se baseando
aí no tipo de animal fêmeas leiteiras de alta produção em período de transição tá ali até 48 horas pós-parto na anamnese vou coletar esses dados aí de histórico do instalação e desenvolvimento dos sinais clínicos parto recente dificuldade de parto se houve ou não a realização da dieta de transição adequada tá então tudo isso eu vou coletar na annese e vou correlacionar com esses achados de sinais clínicos que eu falei então tudo isso diagnóstico de hipocalcemia a gente tem que estabelecer pelo exame Clínico Por que que tem que estabelecer pelo exame Clínico outra forma que a
gente tem realizar um exame complementar dosar o cálcio para ver se tá baixo ou se tá alto é demorado então se eu for lá coletar esse sangue e mandar pro laboratório para dosar o cálcio nesse meio tempo que eu tô esperando o resultado esse animal pode piorar diminuindo muito a chance do tratamento ser efetivo ou vir a óbito nesse tempo então por isso eu tenho que chegar a esse diagnóstico com o meu exame clínico e aí como que eu confirmo Realmente esse diagnóstico posso fazer a confirmação com o diagnóstico terapeutico o que que é isso
Cheguei ao diagnóstico de hipocalcemia que que é o tratamento repou o cálcio repus o cálcio melhorou quer dizer que grande chance grande chance de grandes probabilidade Ali era realmente hipoc então eu fiz o diagnóstico terapêutico tá que que eu tenho de Diagnósticos diferenciais para hipocalemia eh doenças que levem a que são frequentes ali nesse período pós-parto por exemplo a acetose doenças que cursem com alterações neurológicas semelhantes aí a que a gente tem no quadro de hipocalcemia por exemplo o quadro de raiva então entra também como diagnóstico diferencial e outras doenças que levem essa apatia inapetência
do animal por exemplo o animal que tá com a pneumonia com uma metrite que entra num quadro infeccioso e desenvolve essa apatia e essa anorexia Então eu tenho que diferenciar desses quadros de hipocalcemia como que eu diferencio pelo histórico pela anamnese e por esses sinais clínicos característicos aí também devo examinar sempre o animal como um todo porque é comum que nesses quadros de hipocalcemia eu tenho outras doenças associadas ou que se desenvol veram por conta da hipocalcemia ou que às vezes ocorreram ao mesmo tempo ou que levaram também ao quadro ajudaram a instalação desse quadro
de hipocalcemia então é comum que eu tenha o mesmo no mesmo animal um quadro de hipocalcemia de cetose que hipocalemia levou a redução da ingestão de alimento que levou a mobilização de gordura corporal elevou o quadro de cetose tem muita frequente junto aí com hipocalcemia e cetose retenção de placenta que faz parte de uma das etiologias da retenção de placenta a redução ali da da dos níveis de cálcio reteve placenta tem maior chance de metrite então esses animais às vezes têm tudo concomitantemente hipocalcemia cetose retenção de placenta e metrite E aí reduz a imunidade por
todo esse estresse aí vem eh mastite pneumonia vem tudo isso em num combo Então a gente tem que buscar se esse animal não tem essas outras doenças ao mesmo tempo para eu buscar fazer o tratamento específico para para elas bom E como que é esse tratamento ele se baseia na reposição de cálcio Então eu tenho um animal que reduz Aumentou a demand de cálcio e tem níveis baixos de cálcio o que que eu faço reponho o cálcio então a gente faz a aplicação intravenosa do gluconato de cálcio na dose de 1 g a cada 45
kg de peso vivo então aí a gente tem vários produtos comerciais a base de cálcio que que a gente tem que tomar muito cuidado o cálcio ele é cardiotóxicos se eu fizer muito muito rápido a infusão de cálcio eu posso levar um animal um quadro de taque Cardia e a um quadro de parada cardíaca então eu posso matar um animal se eu errar nessa infusão de cálcio então a gente geralmente faz ele diluído aí em solução fisiológica em ringer com lactato E aí faz essa infusão ou se eu for fazer ele direto eu faço uma
infusão muito lenta e sempre sempre fazendo a alcuta cardíaca então eu coloco a infusão coloco o meu estetoscópio lá na região do coração e se Aumentou a frequência cardíaca quando eu tô fazendo essa infusão de cálcio eu reduzo a taxa de infusão para eu não causar uma parada cardíaca Além disso eu vou fornecer o tratamento suporte esse animal provavelmente vai estar desidratado vai ter um quadro de hipoglicemia às vezes vai est desenvolvendo um quadro de cetose então eu faço esse tratamento suporte para esses outros distúrbios também reponho fluídos repõe a glicose para reduzir a mobilização
ali na cetose trato outras doenças que podem ter juntas se tem uma doença infecciosa já entra com antibiótico faça esse tratamento aí também tenho grandes chances de ter recidivas se eu fizer uma única aplicação de cálcio porque esse animal vai continuar com a demanda ali de produção leiteira e ainda tem ali de 24 a 48 horas para eu ter a reversão lá do paratormônio e vitamina D com a calcitonina e aumentar esse aporte de cálcio então às vezes eu tenho que fazer essa reposição de cálcio por um período maior até ocorrer a reversão Desses desse
metabolismo do cálcio Então eu tenho que orientar o proprietário a observar o sinais clínicos e se necessário fazer mais fazer outra aplicação geralmente de imediato a gente faz aplicação do Cácio intravenoso e às vezes a gente deixa a recomendação pro proprietário fazer mais uma pequena quantidade de ccio aí por via subcutânea ou intramuscular nos próximos dias aí até restabelecer esses níveis de cálcio E aí outra dúvida que a gente tem nos quadros de hipocalemia que a gente tem uma certa discussão aí é se eu orden ou não essa vaca que tá com hipocalcemia porque se
a gente pensar o que que tá sugando o cálcio desse animal que tem a grande demanda de cálcio é a produção de leite e aí que que é a teoria se eu não ordenhar esse animal se eu não retirar o leite eu vou inibir um pouco a produção que esse U cheio vai inibir o animal de produzir leite tá E aí se eu reduzir a produção de leite reduzir a demanda de cálcio aumentei o nível de cálcio no sangue então tirei um pouco dessa perda de cálcio aí o animal estabilize que que é o problema
disso esse Uber cheio vai causar um desconforto extremo ao animal e pode predispor a quadros de mastite E aí eu tenho um animal que já tá doente com uma imunidade baixa e um Uber cheio às vezes fica gotejando leite o sfincter tá insuficiente aumenta muito a chance de ocorrência de mastite então é uma complicação a mais Então por isso que alguns autores alguns veterinários não recomendam interromper essa ordenha ou se vai interromper às vezes não faz ordenha de amanhã da manhã e ordenha à tarde e espaçar um pouco mais essas ordenhas mas não deixar de
ordenhar por conta disso de aumentar a chance de ocorrência de mastite já outras pessoas falam que é para não ordenhar ali por um ou dois dias até esses níveis de estabilizar Então existe essa dúvida tá eh que que eu eu geralmente faço na rotina faço aplicação do cálcio intravenoso deixo a recomendação de fazer cálcio subcutâneo ou intravenoso pro proprietário por mais uns dias aí por mais um período e não recomendo não ordenhar o animal para não aumentar essa chance de ocorrência de mastite tá aí isso aí vai de veterinário para veterinário não existe um consenso
exatamente sobre isso tá E aí que que eu tenho de prevenção da hipocalcemia de novo a gente volta a falar da dieta de transição que é essa dieta que a gente vai fazer entre o animal gestante e não lactante pro animal não gestante e lactante animal com baixa demanda energética para um animal com alta demanda E aí o que que entra de princípio também nessa dieta de transição seria essa dieta aniônica o que que é isso é uma dieta ligeiramente mais ácida que cria um ambiente um pouco mais ácido o animal que favorece a reabsorção
ós de cálcio tá então tudo isso e a composição de cálcio dessa dieta e essa ligeira acidez ela tem como objetivo fazer com que esse animal ali no final de digestação início ali do e logo após o parto aumente aos poucos esse nível de absorção de cálcio circulante para quando esse animal tiver uma produção mais alta de leite ele consiga suprir essa demanda de cálcio Então tudo isso entraria ali no cálculo dessa dieta na formulação dessa dieta que é de extrema importância pra gente evitar várias doenças do pós-parto aí como a cetose que a gente
já comentou a hipocalcemia e outras que vem aí em consequência dessas doenças como a retenção de placenta e AM metrite então muito importante esse atenção especial à dieta de transição bom sobre a hipocalcemia era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula