Eh a gente utiliza eh esse recurso da das gravações para que vocês depois possam acessar né Caso vocês tenham dúvidas Caso vocês queiram se aprofundar eh nos conteúdos que a gente vai mobilizar aqui hoje tá mas sempre lembrando que é para fins pedagógicos tá gente então Lembrando que a gente tá num contexto de de aula né Eh estamos aqui dialogando conversando então eh não é nada não é algo Eh definitivo eh único né é o conhecimento sendo construído sendo articulado aqui por todos nós tá bom eh então eu vou me apresentar eu sou a Karina
eu tenho formação em pedagogia Sou formada em pedagogia pela Unifesp eh tenho mestrado em educação pela PUC São Paulo e atualmente estou doutoranda no curso de Ciências Sociais da Unesp de Marília eu venho pesquisando políticas públicas eh para jovens né para juventudes Políticas públicas da educação para as juventudes sobretudo paraa Juventude Negra eh de pessoas pretas e pardas né Então essa é minha pesquisa é lá desde de a graduação no mestrado também e agora eh no doutorado eu dou continuidade a essa temática eh eu vou deixar aqui meu e-mail para vocês Caso vocês eh já
vou deixar logo no começo porque às vezes eu esqueço E aí eh eh meu e-mail tá aqui é Karina Zacarias Fazendo a leitura com vocês eh da apresentação da eh desse encontro né normalmente eu eu falo eh sempre nas minhas eh nas turmas que eu encontro né que aqui são encontros né não são aulas são encontros ou seja Eh estamos entre pares né Vocês são professoras professores Eu também estou me formando me constituindo professora pesquisadora eh então é justamente pensar esse Momento do encontro da roda para quebrar essas hierarquias né do de conhecimento estou aqui
hoje conduzindo facilitando mobilizando esses conhecimentos mas todos vocês aqui eh tem uma trajetória tem repertório um arcabouço né Tem repertório de experiências então Eh estamos numa roda de conversa né Eh onde todos aqui podem participar contribuir Então por por isso eu já deixo avisado né se vocês quiserem me eh quiserem falar fiquem à vontade para expor para Se expressar é só eh levantar a mãozinha eu paro e aí vocês podem falar tá sem nenhum problema não não precisa eh falar ao final porque senão Às vezes a gente acaba eh perdendo muito né O que a
gente gostaria de falar mas sintam-se à vontade tá para eh opinar expor enfim contribuir com relatos de experiência então um primeiro ponto né Eh Depois de falar eh de como eu conduzo eh esses momentos que para mim são encontros eu sempre também Reforço a importância da gente pensar as nossas experiências né enquanto professoras e professores e por que eu falo isso porque eu tenho adotado a experiência como metodologia também a partir dos estudos de a partir dos nossos relatos de experiência né Eh trazendo aqui para pra roda né para que a gente possa falar eh
das nossas experiências né a gente tá aqui tentando construir um espaço de reflexão acerca do que a gente vive eh No cotidiano E aí essas reflexões elas são amparadas né Por eh outros pesquisadores e pesquisadoras que também atuam em sala de aula nas escolas fora das escolas em educação formal e não formal enfim coletivos culturais eh para que a gente consiga expandir né a as nossas experiências né E como diz eh nego Bispo para que a gente consiga perceber essas confluências né entre nós assim então Eh esse é um outro ponto né Eh falarmos Sobre
nossas experiências os nossos relatos de experiência e a gente vai perceber que isso na educação inclusiva eh e na educação especial é extremamente importante porque eh fazendo uma um levantamento né de Pesquisas eh atuais mais recentes entre teses e dissertações artigos científicos É nos repositórios digitais que a gente tem de universidades públicas e nos repositórios né nos eh de pesquisa científica como a Biblioteca digital de teses e dissertações eh Portal Caps celo eh e outros a gente percebe que a experiência eh eh o relato de experiência como metodologia tá sempre presente né nos trabalhos nas
pesquisas eh e eh fazendo essa análise né o que eu pude perceber que por meio dos relatos de experiência Você tem aí a a presença né a fala né Eh dessas pessoas né desses sujeitos que são sujeito os históricos né estão eh Interagindo intervindo na na realidade né então Eh as pesquisas São realizadas com os sujeitos e não mais sobre os sujeitos e as sujeitas Então existe esse cuidado né Eh já de pesquisadores que e pesquisadoras que estão assumindo eh essa metodologia para fazer esse deslocamento né ou seja Eh esses esses sujeitos essas pessoas não
são mais eh definidas enquanto objeto de pesquisa mas sim sujeitos de pesquisa portanto eu Como pesquisadora estou pesquisando com essas pessoas né Estou construindo conhecimento com essas pessoas isso tem sido observado nas pesquisas então Eh por isso é importante a gente olhar para as metodologias né para como essas eh pesquisas estão sendo mobilizadas construídas né né e eh a gente também tem um grande assim um grande eh volume né de Pesquisas enfim de dissertações teses e artigos que falam então da experiência empírica né então Tem muito eh estudo de Campo eh onde os pesquisadores estão
se deslocando né para o campo para pensar eh essas realidades para compreender essas realidades isso vem de uma perspectiva antropológica né mas a gente aqui tá falando de uma antropologia crítica claro que para pra gente trabalhar com uma abordagem crítica A gente tem que entender também como a antropologia se insere Nesse contexto mas é importante a Gente olhar eh né paraa antropologia nesse lugar também eh já eh com essa perspectiva crítica então estar em campo né estar com sujeitos eh eh aproximar das realidades também gera alguns desconfortos né então eu também falo isso porque a
minha pesquisa de Mestrado eh eu também fui para campo e eu tive esses desconfortos E aí gente acho que um ponto das pesquisas é é eh a Gente tem que observar que é para isso também né para que a gente vivencie eh desconfortos então eh Posto isso a gente começa o nosso encontro das 10 ao meio-dia a gente para do meio às 13 para o almoço e retornamos a 1 hora e seguimos até às 3 né Eh aonde a gente vai finalizar o nosso encontro eh normalmente na primeira parte eh eu apresento alguns vídeos porque
eu também acho importante a gente trabalhar com audiovisual trabalhar com poesia Trabalhar com eh a leitura enfim para que a gente eh consiga se sensibilizar né uma forma de de sensibilização por meio da arte por meio da experiência estética e artística né para que a gente eh enfim se encaminha para outros eh pontos né importantes de discussão então eu vou tentando fazer essa mescla né entre essa abordagem pela experiência estética e artística e eh com discussões teóricas né então acho que é importante Também a gente eh ter essa dimensão né de que quando falamos eh
de educação inclusiva Educação Especial acho que quando falamos de pessoas com deficiência eh a gente também tem que reconhecer eh as múltiplas né dimensões né então pessoas com deficiência produzem conhecimento né pessoas com deficiência eh T subjetividades portanto gostam portanto não gostam portanto vão ao Cinema não vão ao cinema Tem famílias transam brincam choram trabalham estudam vivem né Eh suas vidas tentam viver nesta sociedade que eh os exclui o tempo todo pessoas com ciência são pessoas negras na maioria das vezes pessoas com deficiência são pessoas eh enfim pessoas trans também pessoas trans com deficiência eh
então também é importante que a gente Observe as interseccionalidades né presentes nas subjetividades nas vidas né dessas pessoas né então eh não com com isso quero dizer que não há um a acúmulo né não é pensar como eh um acúmulo né de identidades mas pensar que essas identidades elas se entrecruzam e que essas diferenças elas foram em nossa sociedade eh definidas como desigualdades sociais né E aí gente não tem como a gente Eh eh iniciar Nossa aproximação com a educação inclusiva com a educação especial sem que a gente pense né Eh as questões que atravessam
Essa sociedade que é Nossa a brasileira né então falando da história do Brasil que é uma história eh de escravização né dos povos originários e das populações negras Então isso é um ponto nossa sociedade foi fundada eh por essas violências né E aí é bom que a Gente importante que a gente nomei né Eh de quais violências estamos falando então estamos falando da escravização do processo de escravização né do estupro de mulheres negras do est do estupro de mulheres indígenas né pessoas que foram sequestradas em África e trazidas eh para o território que hoje é
definido por Brasil Então são violências históricas que não estão no passado e que estão né Eh no presente né porque a forma como Isso a a forma né como a sociedade brasileira foi constituída ela se mantém pelas instituições pelas relações de poder né então a gente também precisa Observar isso quando a gente vai estudar educação inclusiva porque um primeiro ponto a ser falado é educação inclusiva estamos falando de pessoas com defici mas também estamos falando dos grupos minoritários e minoritários porque não estão eh em impostos né em Pontos de Eh gestão de definição eh de
poder de definição né de por exemplo políticas públicas mas são maioria né Eh porque temos aí dados né oficiais a maior eh eh a população negra no Brasil eh É é tem uma maioridade né então mais de 50% da população brasileira é constituída por pessoas negras pretas e pardas né Eh fora do continente africano é a segunda população maior eh é a segunda População maior né em termos de números então pra gente Observar isso né não dá pra gente eh falar sobre educação inclusiva educação especial sem observar essas questões né Eh e também gente não
é sobre hierarquizar opressões mas é entender como essas opressões elas se entrecruzam como essas opressões estão presentes né Eh nas realidades nas vidas e na subjetividade dessas pessoas né Eh esses atravessamentos que a gente Fala é sobre entender que uma pessoa eh negra com deficiência eh sendo sendo ela mulher ou sendo ela homem ela vai passar por experiências diferentes e passando por experiências diferentes elas eh não serão as mesmas né após vivenciarem essas violências né e eh essas violências têm impacto nas nossas subjetividades não só nas nossas subjetividades mas na nossa vida material né Eh
como se dá o acesso de Pessoas com deficiência ao mercado de trabalho como se dá o acesso de pessoas com deficiência ao ensino superior né Eh como que a gente eh define o que é deficiência né a deficiência está na pessoa que tem uma característica diferente Ou está na sociedade ou está eh nas pessoas que enxergam aquela característica como uma deficiência né todos nós de uma certa maneira temos deficiências temos nossas limitações Mas por que que eh quando a gente se refere A pessoas com deficiência eh a essas pessoas que têm deficiência essa característica eh
ganha outros contornos então a gente precisa também entender como eh essa concepção de deficiência foi sendo construído historicamente né Eh E se a gente pensar eh as pessoas negras com deficiência né onde elas estão né como na história elas aparecem né então como na história da educação na história da sociedade Brasileira elas são eh enfim eh a história dessas pessoas são mobilizadas na história da educação e na história da eh da sociedade brasileira né então eh a gente precisa pensar sobre isso e pensar que quando eh as primeiras eh legislações que eh enfim eh versavam
ali sobre eh a educação uma educação antirracista Também foram constituídas pensando numa educação para pessoas com um deficiência né E aí a gente tem algumas eh algumas questões aí para que a gente vai discutir ao longo do tempo mas a minha ideia ao longo do dia mas a minha ideia também é apresentar para vocês eh coletivos grupos eh que estão mobilizando essa temática né nas redes sociais fora das redes sociais mas que mobilizam também eh em outros lugares né enfim ocupam politicamente eh Eh as discussões sobre essa questão então eh eu gosto de iniciar pontuando
Eh esses termos porque eh a gente tem que compreender que educação inclusiva é sobre falar né como esses grupos que minoritariamente são que são minoritários como eu já disse porque não estão nesses lugares de gestão eh são excluídos e marginalizados né nesta sociedade brasileira né E por são marginalizados né e E aí a gente também se encaminha para pensar como os Nossos imaginários eles são constituídos e construídos historicamente né porque eh corpos dissidentes eh corpos que não estão nessa normatividade são excluídos e marginalizados a gente precisa fazer essa essa essa esses questionamentos e gente a
gente também vai observar que nas próprias legislações há uma série aí de de equívocos né Eh enfim por exemplo quando você pensa educação inclusiva se a gente for olhar Para o termo né educação inclusiva eh se tem uma uma uma uma compreensão de que quando falamos inclusiva o termo inclusiva termo inclusiva dá conta né de eh de definir o que é esta essa educação inclusiva então a gente também precisa eh esses conceitos né porque eles são construções históricas portanto se são construções históricas tem intencionalidades de grupos que eh de grupos hegemônicos mas que também tem
intencionalidade de grupos que que São atingidos né Eh por essas definições Então o que eu quero dizer que há sim disputas né Eh em torno do do que se compreende educação inclusiva né eh Há sim disputas de narrativas porque as disputas de narrativas são disputas de poder então pensar que assim a gente não tá só estudando um conceito né a gente tá estudando um conceito que atravessa a vida de pessoas né e eh pessoas que historicamente eh nesta sociedade já já Vivenciam eh a exclusão a marginalização né a o estigma A estigmatização então é preciso
entender os conceitos né a partir desse do ponto de vista histórico né histórico social cultural eh mas principalmente histórico porque eh ele tá relacionado com contexto um tempo né grupos eh que enfim articularam esses que articulam e articularam com conceitos né a gente não a gente vê isso não só na educação inclusiva mas na educação de Uma maneira geral em outras áreas do conhecimento né então posto isso eu queria começar eh eh de um jeito mais eh pra gente ir se soltando né para enfim pra gente se conhecer mais pra gente trocar aqui também pensando
nessas metodologias pensando nas metodologias que eu vou trazer aqui eh eh para os encontros que vocês enfim poderão vir a ter na experiência de vocês eh porque eu sempre fico pensando não Sei se isso é algo que também eh alcança vocês eh como pensar uma didática que eh enfim desloque eh nos desloque para outros caminhos que não esses eh eurocêntricos estadunidenses que eh a gente possa se aproximar que a gente possa eh perceber o outro não pelas suas eh não pelas desigualdades né que eh que são colocadas mas sim pelas suas singularidades né que a
gente consiga Reconhecer as singularidades eh as subjetividades então enquanto professora iso tem me atravessado né porque eh a gente atua aí em salas com eh um grande contingente de alunos e alunas né Eh como a gente tem feito isso né e mais né como a gente pode a partir de outras referências eh nos deslocarmos né de posições que foram naturalizadas né em relação a esses grupos né então o por isso é importante a gente recorrer às Legislações mas não só às legislações mas ao que se tem produzido né a outras referências recorrer a à história
a história da educação eh para entender e essa a história da Educação não é essa contada eh eh pelo ponto de vista eurocêntrico estadunidense mas uma outra história né que seja próxima à nossa experiência né de sociedade brasileira marcada por violências históricas como o processo de escravização de pessoas negras e pessoas Indígenas então eh e aí não para ficar eh somente na escravização mas olhar para esse processo também como um processo de resistência desses povos né então entender que eles são eh eles estão produzindo conhecimento que eles produziram tecnologias né tecnologias de afeto de conhecimento
de partilha e como que a gente recup retoma isso paraa nossa experiência né então acho que eh eu tenho essa abordagem nos Meus encontros e eu não consigo falar de educação inclusiva se eu não trazer eh a interseccionalidade se eu não não não realizar esse debate né porque a gente tá falando de de pessoas com deficiência mas pessoas com deficiências são pessoas elas não existem em abstrato né E mesmo quando a gente fala pessoas com pessoa com deficiência eh a gente tem uma materialidade mas ainda assim uma uma uma abstração né porque tá a gente
tá falando de uma Deficiência mas de qual deficiência né como essa pessoa ela existe ela tem né Eh cor raça sexo sexualidade ório né então eh a gente precisa tornar isso eh tornar mais presente né Eh não tão abstrato né Eh mas essas pessoas elas existem né Elas existem pelas suas singularidades né E aí eu queria começar com uma atividade que é assim eu vou fazer a leitura de um poema Para vocês eh e aí eu queria eh eu vou projetar depois esse poema e eu vou pedir para que depois vocês todos eh façam a
leitura ao mesmo tempo né abram o microfone vocês podem manter a câmera fechada mas que vocês eh façam a leitura ao mesmo tempo para vocês eh vivenciarem uma experiência que foi feita pela artista J eh mombassa que é uma artista eh das artes visuais eh em que ela propõe Né a leitura de um poema ao mesmo tempo por várias pessoas e para que depois a gente pense né Eh sobre o que a gente sentiu a ouvir ao mesmo tempo outras pessoas narrando o mesmo poema e narrando e a gente mesmo narrando esse poema né a
gente vai perceber uma polifonia aí né de vozes né e eh e depois a gente pode falar sobre o que a gente sentiu e qual é a intenção de trazer essa essa experiência realizada por uma artista visual J mombassa depois Vocês eh posso até apresentar um trecho de uma entrevista dela mas é também uma referência pra gente pensar aí eh o quanto eh a gente pode aproximar a educação inclusiva e a educação especial eh da arte educação né da da experiência da arte e educação eh mobilizar essa experiência estética e artística né E então queria
saber se vocês estão dispostas a fazer essa atividade é simples Eu vou começar vou fazer a Leitura individual do poema depois eu vou projetar para vocês e aí vou pedir para vocês eh fazerem essa leitura ao mesmo tempo né com os microfones abertos e aí podem enfim manter a câmera fechada não tem nenhum problema mas pra gente sentir eh esse momento assim e também entender né como que a gente se a gente passa por por situações assim no nosso cotidiano e o que a gente sentiu n é uma é uma provocação estética uma uma Provocação
que eu estou fazendo propondo para gente falar sobre como isso nos nos atinge eu vou ler um poema da Conceição eiz né é uma escritora Negra ela é linguista ela tem alguns livros já publicados E aí o livro que eu vou trazer o poema é poemas da Recordação e outros movimentos da Conceição Evaristo esse livro aqui e o livro e o e o poema aqui eu vou ler vozes mulheres eh gente aqui na minha casa tá tendo reforma aqui em cima porque eu moro num Apartamento no apartamento de de cima tá tendo acho que reforma
se o se os ruídos passarem eu peço desculpas mas sábado né é um dia que as pessoas vão fazer várias coisas inclusive reformas então peço desculpas mas é assim que é eh Então vou ler aqui depois eu projeto para vocês a gente faz a leitura juntos eh vozes mulheres a voz de minha bisavó ecoou criança nos porões do do navio ecou lamentos de uma infância perdida a voz de minha avó ecou obediência aos Brancos donos de tudo a voz de minha mãe ecoou baixinho revolta no fundo das cozinhas alheias debaixo das troux das trouxas roupagens
sujas dos brancos pelo caminho empoeirado ruma à Favela a minha voz ainda eca versos perplexos e com rimas de sangue e fome a voz de minha filha recolhe todas as nossas vozes recolhe em si as vozes mudas caladas engasgadas nas gargantas a voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato o ontem o hoje o agora na voz de minha Filha se fará ouvir a ressonância o Eco da vida Liberdade eh esse poema é da Conceição Evaristo E aí Traz eh né esses relatos né Essa a experiência né da escravização eh vou
pedir para vocês eh fecharem o áudio porque senão me concentrar aqui então é um poema que fala eh não só sobre o processo da escravização Mas fala né da Resistência Eh dessas mulheres né que eh enfim de mulheres negras da experiência de mulheres negras pretas e padas que vivenciaram e vivenciam a experiência da escravização né E porque eu falo vivenciaram e vivenciam porque aqui a gente consegue ver vários tempos né Eh a voz de minha bisavó a voz de minha avó a voz de minha mãe a minha voz né então são gerações eh que iniciaram
né a experiência da escravização né então a gente tem as as Imagens né porões do navio eh obediência eh nas cozinhas nos nos porões eh e a voz né mais recente da filha eh que está narrando né A minha voz ainda ecoa versos perplexos com rimas de sangue e fome né traz algumas eh alguns algumas indicações de que essa escravização de que esse processo ainda eh se mantém né na contemporaneidade né então Eh e aí por fim vai trazendo ali né a voz de minha filha recolhe todas as nossas vozes recolhe em si as vozes
mudas caladas engasgadas nas gargantas a voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato o ontem o hoje e o agora na voz de minha filha se fará ouvir a ressonância o Eco da vida liberdade então essa essa geração que eh da filha né que fará a que fará a voz a fala Ressoar né Essa ressonância desse Eco de uma vida eh Liberdade né E aí vida liberdade hifenizada então é importante também observar Como se dá a construção né desse desse poema mas entendendo que eh isso diz sobre nossa história história do
Brasil sobre a experiência de mulheres negras Então são vozes mulheres né e vozes mulheres também aí eh com ifen aí eu vou projetar gente para vocês aqui o poema e vou pedir para todo mundo eh quem puder claro né Fazer a leitura eh Ao mesmo tempo vamos ver aqui se eu acho vocês estão vendo sim então eh acho que agora eh a gente pode fazer a experiência então Eh vocês podem permanecer com a câmera fechada não precisa abrir mas vou pedir para que vocês então abram o microfone e que vocês que a gente faça a
leitura coletiva ao mesmo tempo né deste poema vocês vão aí depois eu quero de vocês o que vocês sentiram que vocês conseguiram E enfim compreender dessa experiência então eh podemos então começar vou pedir para vocês eh fecharem os olhos quando vocês aliás não vai não vai é não vai dar mas para que vocês consigam sen ouvir e ver qual o sentido que mais aflora quando as pessoas começarem a ler ao mesmo tempo então Vamos lá gente você vai você vai ler o título e o Nome dela e a gente começa na voz de minha bisavó
isso isso então Vamos lá gente vozes mulheres Conceição Evaristo vamos lá a voz de pode voz a voz de minha bisavó ecoou criança porões do navio ecou lamentos lamentos de uma infância perdida a voz voz de mincia aos brancos donos de tudo voz de minha mãe e com o baixinho revolta no fundo das cozinhas al cozinhas alheias debaixo das Trouxas suado favela a minha voz ainda ecoa versos perplexos com rimas de sangue e fome sangue e fome a voz de min a voz de minha filha recolhe todas as nossas vozes recolhe em si as vozes
mudas caladas Vas gatos nas gargantas voz de minha filha recolhe fala e o at ontem hoje de minha filha se fará ouvir a ressonância o Eco da vida liberade vida Liberdade todo mundo conseguiu fazer Gente mais ou menos a gente pode tentar fazer de novo mas o Legal seria que todo mundo eh pudesse participar porque a gente vai perceber uma uma polifonia né de vozes eh ao mesmo tempo e aí eh eu queria falar dessa experiência de como é se ouvir em relação a essa a essa relação às as outras vozes né ao mesmo tempo
e o que que vocês sentiram Porque existe uma existe uma intencionalidade quando a gente faz isso Né A pergunta é como é que a gente tá se ouvindo se a gente eh teve dificuldade para ler ouvindo do outro eh enfim dessas milhares de vozes ao mesmo tempo milhares não mas todas as vozes que estão aqui ao mesmo tempo eh a gente a gente conseguiu se ouvir a gente conseguiu eh sentir o que estávamos falando então é uma experiência eh provocadora mesmo né a partir de uma uma experiência estética artística pra Gente eh se perguntar né
Nós estamos nos ouvindo Eh enfim Se alguém quiser falar deixa eu ver aqui no chat Como tá as as questões eu achei que Quando Todo mundo começou a ler como se o poema tivesse se revivendo Como se eu tivesse ouvindo as vozes que ela fala eu ache eu senti isso obrigado quem mais você vocês quer oi oi Po falar Pode Eh eu não li mas eu fiquei observando e e eu senti assim como se a gente fosse totalmente pequena tentando falar algo mas as pessoas estão ali ouvindo mas não dão a devida atenção eh como
se a gente fosse eh digamos assim um bebê tentando eh avisar que está com fome está com dor tentando puxar atenção mas as pessoas hoje em dia são tão aceleradas né que às vezes até mesmo a gente Professor a gente não presta atenção na fala das Crianças eu me senti assim como se fosse pequena e tentando pedir socorro digamos assim e e não é ouvido não é escutado é eu acho que né tem essa parte né Eh a voz de minha filha que é já mais pro o final né recolhe em si a fala e
o o ontem o hoje e o agora na voz de minha filha se fará ouvir a ressonância aí quando você fala eh dessa experiência que você sentiu né de que é como se a gente não estivesse sendo escutado mas ainda assim fica ressoando né essas Vozes ISO está ressoando em você talvez porque você não eh teve essa sensação né de não conseguir ser ouvida então de alguma forma eh ressoou né então Eh essa ideia da ressonância também né ainda que a gente não consiga se ouvir se entender há uma ressonância né Eh o que essa
o que te atravessou o que ficou né então e que aí justamente é um Eco eh o Eco da vida Liberdade porque talvez Eh pra gente ouvir essas outras vozes a gente tem que eh romper com algumas né como você disse romper com algumas eh violências que já são naturalizadas eh cotidianamente né de não ouvir o outro eh de não ouvir esse outro que tem eh né Muito provavelmente alguma deficiência né ou ouvir de uma forma também eh violenta essencializar né então Eh também trouxe esse poema para pensar assim quantas vozes né Eh quantas vozes
de quantas vozes né somos constituídas né a partir da nossa experiência né e também eh os nossos espaços em que atuamos são constituídos de vozes né de diferentes vozes né Eh de mulheres mulheres negras de homens homens negros de pessoas com deficiência pessoas negras com deficiência pessoas indígenas pessoas de territórios Diferentes né então são vozes eando né E essa ressonância dessas vozes né Eh estão presentes na nossa educação Então Eh foi muito para mobilizar isso né Eh estamos eh prestando atenção ouvindo essas pessoas e mais né quais gritos a gente escuta né quais gritos a
gente não escuta eh e por isso acontece né Não dá paraa gente então Eh se distanciar desse contexto histórico né então o que eu quero dizer quais vozes são legitimadas quais não são legitimadas né quais têm Espaço garantido quais não tê né então E por que que isso acontece né e quais são os efeitos disso quando a gente tá falando eh eh de uma educação inclusiva e de uma educação especial né Principalmente se a gente for pensar políticas públicas né como é que a gente eh alcança essas pessoas né Essas pessoas estão aonde onde estão
as pessoas com deficiência onde estão as pessoas negras né Eh Então onde estão as pessoas quando a gente fala de vozes também de onde essas vozes vêm né então tem as imagens ali né o o o os navios das cozinhas eh de onde essas vozes emergem né então a gente também precisa eh olhar para essas questões e aí gente eh então dando continuidade aqui eu queria apresentar para vocês experiências antes da gente ir pro texto experiências de eh pessoas né intelectuais que estão se mobilizando que tem aí uma trajetória de mobilização Política eh referente às
eh ao trabalho ao acolhimento de pessoas com deficiência né trazendo aí essa abordagem da interseccionalidade tá eh eu vou compartilhar com vocês um vídeo pra gente também pensar como eh seria uma sociedade eh invertida tá eh eu acho esse vídeo extremamente importante também para uma reflexão você tá fazendo assistindo aulas deixa eu ver como você Ficou vocês estão estão vendo o vídeo ó vou dar play estão [Música] vendo eu vou voltar aqui pera [Música] aí voltar aqui esse P ele é curtinho [Música] Hello I like to Open a b account [Música] [Aplausos] [Música] hoje de
novo vocês conseguiram assistir entender pera aí pensar uma cidade eh invertida né o mundo [Música] [Aplausos] is the SEST Experience you ever [Música] know Yes it's the SEST Experience you ever know [Música] Vocês já tinham visto esse filme esse não é bem filme né é um vídeo vocês já tinham visto alguém quer comentar o que percebeu que sentiu é a primeira vez que eu vejo e eu nossa tudo tá me fazendo refletir muito alguém quer falar sobre o que sentiu eh professora deixa ver como as coisas simples passam eh no automático pra gente né porque
a Gente tá tão acostumado com o mundo pra gente que a gente esquece de olhar pro outro a gente esquece de olhar a diferença do outro né E aí quando a gente vê um vídeo desse a gente fica perplexa porque a gente não para para para pensar sabemos que tem nas políticas públicas nas leis que a gente precisa olhar pro outro mas a gente anda tão no automático que a gente vive a nossa vida e esquece né que nas nos pequenos Detalhes existe o envolvimento do outro né que nem eh o fato do rapaz tá
deslizando numa plataforma eh você vê uma coisa simples é uma plataforma que as pessoas né vão subir e ele simplesmente desliza porque ele não tem as rodas que os outros TM né Engraçado então e aí assim que a gente tem uma questão também né a gente a gente naturaliza vejam andar não é natural a Fala ela não é natural a gente aprende então tudo que aquilo que a gente aprende passa por esse processo de Então não é natural que a gente eh eh fale né a gente aprendeu a falar eh não é natural que a
gente ande a gente aprendeu a andar né então como é que a gente naturaliza a ideia talvez do vídeo é provocar esses deslocamentos né e fazer a gente pensar assim a nossa o fato da gente andar não é natural é uma Construção a nossa fala também é uma construção e como então a gente naturaliza eh as pessoas que que utilizam cadeiras de roda as pessoas que eh precisam utilizar eh algum suporte né muleta ou precisa eh ou precisem usar eh libras como é que a gente naturaliza eh essas experiências no nosso cotidiano né Eh então
eu entendo que a gente passa a naturalizar ou que a gente pode enam Se encaminhar para esse lugar né assim de naturalizar no sentido quando a gente vê pessoas com eh utilizando cadeira de rodas eh hoje talvez eh Talvez as pessoas estejam mais eh compreendendo e acolhendo né Eh as as diferenças mas ainda ainda assim dependendo do lugar infelizmente que você chegue eh se você utilizar cadeiras de rodas você vai ter todo um um eh vai ter algumas questões ali né você vai ter limitações né de acesso a rampa Eh e aí o que comumente
deveria ser eh natural eh e natural não nesse lugar eh pejorativo mas a pessoa ela para a pessoa com deficiência que utiliza cadeira de rodas ela não precisaria passar por isso né de estar nesses lugares e eh se ver constrangida por não ter o acesso eh apropriado ali para Que ela possa circular por exemplo né isso a gente tá falando de um direito né o direito de ir e vir né Eh assim como por exemplo pessoas negras né para Saírem de suas casas precisam sair eh com um documento não podem sair eh eh como eu
posso dizer tem que sair arrumada não pode ser com com qualquer eh traje de roupa eh o cabelo dependendo dos espaços onde eh as pessoas atuam elas vão ser orientadas né a mudarem seus cabelos né acho que Talvez vocês já devam ter passado por isso algumas de vocês eu eu posso falar falar que pela minha experiência que sim né Eu já vivenciei isso então assim como é que a gente inverte desloca né o nosso olhar né para essas diferenças que são diferenças são singularidades nossas mas que nessa sociedade eh alcança esse lugar da desigualdade né
da inferiorização né da definição do outro nesse lugar de inferior como é que a gente desloca Eh e faz com que as pessoas eh percebam que o uso de uma cadeira de rodas para aquela pessoa é importante o acesso é importante Isso faz parte Isso é uma característica dela né como é que a gente convive com essas diferenças sem hierarquizar sem definir eh né pessoas que são dissidentes desse eh dessa normalidade como o outro né então eu acho que assim a gente vai provocando essas reflexões né a gente tá tão habituado Eh a acessar espaços
eh né a andar a falar e e e a gente não pensa sobre eh o andar e falar como uma construção e não pensa que pessoas eh não t né Eh esse direito né de andar de ir e vir garantido porque não é pela caracterí dela né pela condição em que eh pela característica dela mas sim porque a sociedade não está eh preparada eh para eh acolher e receber e entender essas pessoas com essas características E aí gente eu gosto eu acho importante a gente falar das características e não da deficiência porque há também eh
já pensadores e pesquisadores trazendo aí o texto fala um pouco sobre isso eh de deslocar Inclusive essa compreensão de deficiência que a deficiência não está na pessoa né a deficiência está fora da pessoa porque como essa sociedade entende e compreende pessoas que TM características Diferentes né então você precisa Eh enfim diagnosticar essa pessoa você precisa medicalizar essa pessoa você precisa através de uma eh compreensão eh biopolítica né e trazendo eh o Foucault para para nossa conversa eh definir né esses corpos os lugares onde esses corpos estarão como estarão né Eh Porque isso é uma forma
né de de governar né esses corpos essas subjetividades então eh uma sociedade Como a nossa ela é por Excelência né uma sociedade eh de massacre né de aniquilamento E aí a exclusão ela tá nesse contexto Então você define né Eh eu falando você é o estado né E a sua governança e as suas políticas né E aí por isso que eu comecei falando lá do eh das contradições também que há estão presentes né nas políticas públicas né ao mesmo tempo que a gente tem políticas eh Que promovem o acesso a gente também tem políticas né
de extermínio e e onde tá a questão né Eh precisamos tensionar cada vez mais esses espaços né tensionar questionando agindo né então acho que os movimentos sociais eles são importantes né nesse contexto movimentos sociais que vão aí eh assumir as pautas né das pessoas com deficiência Justamente por isso né né porque hoje por exemplo a gente tem uma notícia recente eh de uma definição né do do Ministro da Economia de um projeto de lei que tira aí eh reduz ou retira eh parte né de um benefício que atende na sua maioria as pessoas com deficiência
né E aí gente o que que isso significa né quais são os impactos disso e quais são os efeitos disso se a gente tem a maior parte da população brasileira formada por pessoas negras pretas e pardas a gente também tem um contingente eh grande de pessoas com deficiência né pessoas negras com Deficiência eh a gente sabe que eh a inclusão de pessoas com deficiência eh ela está sendo feita e realizada mas ainda não está eh ainda está muito a quem do que deveria eh ser ela é um eh está em processo E aí quando você
tem um retrocesso como esse eh Quais são os efeitos disso para essa população né se a gente já sabe de todas as dificuldades de acesso seja dificuldade de acesso físico emocional eh financeiro Econômico se você tem a retirada de um benefício que atinge na sua maioria as as populações com deficiência né Essas essas pessoas eh Então quais são os efeitos né se elas já vivenciam dificuldades sem esses benefícios eh essas dificuldades eh né enfim passam a ter outro eh outro lugar né assim serão cada vez mais complexas né Eh ess as pessoas chegaram num estágio
de vulnerabilidade eh Enfim muito maior do que elas já vivenciam E aí gente assim eh por isso é importante a gente conhecer as leis as legislações e como elas foram construídas entender que nada eh está dado né se não houver aí esses eh o movimento né Eh o nosso movimento em relação a isso né então os movimentos sociais em relação a essas essas decisões né então Eh por isso eu falo do ponto de tensionamento a gente precisa tencionar A gente precisa estar nesses espaços se mobilizar né E aí acho que tencionar dos lugares onde a
gente fala eh com as pessoas próximas mas também organizado institucionalmente em algum grupo em algum coletivo mas de uma certa forma eh tensionar porque a gente vê esses retrocessos acontecendo Então não tá eh garantido né para algumas pessoas alguns grupos eh privilégios foram garantidos historicamente aí quando a Gente vê notícias como essa eh a gente começa então não é quando a gente vê a gente a gente sabe né infelizmente sabemos que eh isso acontece eh e não é no sentido da gente se eh enfim se eh não se mobilizar Pelo contrário né entender que esse
jogo ele tá posto tá em processo Então ora você tem retrocessos orora você tem avanços eh muitas vezes esses esses avanços também não vão eh Eh são falsos avanços né mas assim não se tem eh por exemplo eh a escuta né das pessoas que precisam né que eh utilizam esses benefícios né E aí se tem uma escuta muito invada né de que pessoas que não precisam podem estar eh eh utilizando mas ainda assim né Não dá para você simplesmente retroceder numa política pública considerando que há um contingente grande né de pessoas que utilizam esse benefício
então eh é isso que a gente também a gente Precisa mobilizar as discussões as reflexões também nesse lugar não sei se vocês acompanharam depois até posso projetar aqui essa eu vou trazer algumas notícias também essa pra gente pensar mas eu não sei se vocês chegaram a acompanhar eh essa enfim essa esse PL né que eu não sei eu acho que tá para ser votado ou já foi votado mas assim a gente vê que esses projetos de lei a própria assim Suscitar projetos de lei nesse lugar né de retrocesso já é eh enfim né traz um
pouco de de pavor né assim então eh e aí você vai olhar né você vai eh entender né porque não dá para entender mas enfim não dá também para você só considerar eh o ponto de vista econômico né do tipo muitas muitas falas no sentido de que esses benefícios eles trazem gastos né paraa economia Brasileira né Acho que vocês já devem ter escutado isso em algum momento mas eh a gente tá falando de sobrevivência né a gente tá falando de pessoas que não conseguem acessar o mercado de trabalho ensino superior eh não conseguem eh enfim
ter a dignidade né Eh respeitada justamente porque tem esses acessos negados né Eh o direito à Vida o direito de ir e vir então assim eh não dá pra gente também compreender nessa nessa Chave né de que eh São gastos né Eh não são né então também a gente a nossa luta também e passa por esse lugar da linguagem né quando a gente se depara com discursos assim a gente também tem que tensionar né por isso eu falo a nossa tensão ela tá nos movimentos sociais institucionalizados em coletivos grupos mas também tá no cotidiano né
o nosso cotidiano ele é político né então discursos assim não sei se talvez vocês Já devem ter se deparado eu eu já eh e aí é o momento também de tencionar E aí assim a gente assume algumas coisas né e eh corre riscos mas acho que os riscos que corremos em relação ao que a gente vê né Eh eles precisam ser assumidos sim né porque olha só esse retrocesso e tanto os outros que a gente vê aí né não sei se vocês querem comentar porque é uma é uma notícia recente mas senão a gente Vou
dar continuidade aqui a às às apresentações Se alguém quiser comentar não então gente Eh aí eu vou trazer agora pra gente também eh continuar dar continuidade Às nossas reflexões mas aí eu quero ouvir vocês tá quero que vocês falem sobre e como vocês estão eh sendo atravessadas aqui por essas experiências n e por eu tô trazendo esses vídeos esses momentos pra Gente pensar as nossas metodologias em sala de aula né como que a gente alcança diversos públicos né Por exemplo nós estamos aqui no online aqui eu não sei se Provavelmente o c tem esse trabalho
n se nós tivéssemos aqui umaa precisasse né do recurso de libras então a gente teria que ter esse recurso aqui para eh facilitar o acesso de pessoas né que precisem né dessa tradução mas a gente Também tem outros recursos como a legenda como audiodescrição né a gente tem recursos também eh eh na forma como a gente vai fazer a apresentação né a gente pode utilizar eh letras né tipologias de letras que sejam mais eh visíveis e que não Tragam eh confusões né para por exemplo pessoas que tenham baixa visão né então a gente tem recursos
né Eh que que são eh importantes né para pensar acessibilidade Então se a gente trabalha com recurso audiovisual eh pessoa pessoas que não eh não enxergam vão fazer Vão ouvir pessoas que não eh escutam vão ter ali o acesso à legenda à imagem né então eh como é que a gente também pode mobilizar eh essas metodologias para tornar os nossos encontros né as nossas trocas mais acessíveis e eu não estou falando Somente eh eh para pessoas com deficiência mas quando a gente pensa eh no nosso planejamento né quando a gente vai pensar os nossos Planes
de aula como é que eu torno o meu conteúdo eh mais acessível é por meio da linguagem também sobretudo por meio da linguagem quais linguagens eu estou utilizando né quais recursos eu vou lançar mão né então Eh eu posso ter recursos eh audiovisuais como eu disse eh posso eh trazer uma experiência estética Como a gente fez posso eh pensar minha apresentação no PowerPoint que seja mais acessível então usar as letras grandes trazer eh cores não tão contrastantes para que a pessoa que que esteja eh vendo consiga acompanhar né fazer audiodescrição né Por exemplo algo que
a gente fazia né que eu ve vejo que tem diminuído aí é fazer Audi descrição a sua audiodescrição como é que você se Descreve né quais as características que você traz como referência que te define então cabelo óculos cor da pele eh a roupa que você está utilizando então o quanto isso é importante né para que a gente eh possa garantir minimamente né eh não só o acesso mas essa experiência né de de estarmos aqui nesse encontro trocando construindo eu não sei se vocês eh na prática de vocês eh eu acredito que sim Vocês tenham
esse olhar mas eh se vocês quiserem dividir também por relatos de experiência como é que vocês fazem isso no dia a dia né então Se alguém quiser falar também fiquem à vontade mas eh eu também tenho pensado eh nisso né Não só de agora mas eh quando a gente vai para algumas atividades alguns cursos a gente vê uma apresentação do PowerPoint muito maravilhosa mas aí a letra pequena aí São cores contrastantes aí é tipologia eh com serifa que é aquela por exemplo a times New New Roman que tem a serifa aquela perninha né que vai
puxando outras letras eh e aí as as letras ficam ficam muito coladas né Umas à outras o ideal é usar Aral porque aí você consegue ver mais eh nitidamente né as letras a leitura Então passa a ser eh facilitada aumentar né a fonte então evitar siglas né porque nem todo mundo tá dentro do contexto em que Estamos então a gente precisa também né Eh não repetir esse né mas trazer as definições Então são essas pequenas coisas que pra gente eh no nosso dia a dia né Eh estão tão naturalizadas que para as pessoas que têm
características diferentes eh por por eh não eh enfim não terem esse acesso isso acaba né se tornando um io né para para acessar outros conhecimentos outras áreas do Conhecimento na verdade a pessoa não tem acesso não porque ela né Eh aí a gente também tem que cuidar da nossa linguagem né só não tem acesso eh não é a responsabilidade dela não teve o acesso porque aquele espaço aquele grupo não e aquele local aquele território enfim não olhou para essas questões né então Eh ela teve o acesso impedido né de vivenciar essa experiência Sem essas questões
eu não sei eu queria ouvir Vocês porque eu tô falando bastante mas como eh para vocês T se apresentado isso vocês quando eh preparam as suas aulas o plano de aula como é que vocês eh enfim estão se preparando e se mobilizando para para essas questões eh Alé eh puder falar eu queria ouvir vocês não a gente também né Eh no nas nos cursos de pedagogia a gente tem eh as aulas né de libras Mas é uma carga horária reduzida né Eu acho que vocês Devem ter passado por isso também eu também passei e a
gente entende que eh é preciso pensar formação continuada né mas a gente vê poucos professores surdos né ministrando aulas eh enfim a gente vê né poucos professores com deficiências eh ministrando né aulas então Eh Onde estão né os professores Onde estão os intérpretes de libras eu na minha pós--graduação eu passei por situações eh de que não tinha né a instituição ela Não se eh comprometeu a garantir né intérpretes de libras para pras aulas né Eh considerando aí que tínhamos em turma pessoas que precisavam né e gente é horrível né para não dizer o mínimo Então
você tá na pós-graduação e assim nos dois momentos né tanto no mestrado como no doutorado eu me deparei com essas situações né E nós nos mobilizamos né Então nós não não nós paramos né a a as aulas enquanto não tivesse o intérprete de libras para Eh atender com qualidade aquele aluno aquela aluna que eh Estava eh que precisava né daquele recurso então Eh essa foi uma maneira da gente também intencionar e a gente tencionou de outras vias né nos posicionando recorrendo à direção a coordenação mas eh a situação né de constrangimento para aquela pessoa né
já eh estava acontecendo Então assim foi uma experiência muito difícil eh até para para relatar aqui para vocês mas Assim porque a gente pensa o seguinte né a pessoa ela quando a gente acessa mestrado doutorado e muitas pessoas vê de fora de outros territórios né Eh não estou falando que isso é específico né da pós-graduação isso também acontece Na graduação né E aí a gente pensa na sociedade de Brasil né para chegar a o mestrado a doutorado a gente já tem todo um eh questões de acesso né Eh que atingem As populações negras né pretos
e pardos Pessoas com deficiência os grupos minoritários E aí eh passamos por todo esse processo acessamos esses lugares muitas vezes estamos eh vivemos experiências solitárias porque somos poucos né E aí eh a pessoa chega e eh para ter a aula e não né pessoa com deficiência no caso um jovem negro surdo que vinha de outro território ass assistir as aulas né Eh não conseguia porque eh não tinha uma intérprete de Libras não tinha um intérprete de libras ali no no espaço né na Instituição eh e aí as respostas né que a gente tem são respostas
burocráticas né o contrato encerrou contrato está encerrando a pessoa eh só temos eh um intérprete que veio na parte da manhã na parte da tarde não não daria porque vai passar ultrapassar o número de de horas né que o intérprete precisa pode cumprir pela legislação eh São respostas burocráticas né E para Questões que sim né passam mas eh estamos num contexto né racional uma pessoa eh a gente tá falando pessoas né a gente tá diante de pessoas pessoas que possuem uma característica diferente né Tem uma uma deficiência né Eh nesse caso se coloca como deficiência
porque a instituição não se organizou para para minimamente atender né Eh essa situação essa questão E aí isso vai tomando outros lugares né eh e aí se a gente por exemplo pensa na Educação Básica né nos anos iniciais na na creche na pré-escola né Eh turmas cada vez eh numerosas e a gente vê aí pesquisas que nos indicam altos eh índices de autismo TDH né Eh como que a gente tem feito né A assim os enfrentamentos a essas questões né então muito vai se responsabilizar os professores e as professoras né as escolas porque precisam devem
dar conta Sim a escola é um espaço que precisa eh estar preparado né para acolher mas eh não é somente a escola né é uma articulação de instituições né Eh uma série de de de ações que tem que precisam ser assumidas não só pela escola mas por outras instituições né então eu diante dessa situação na pós--graduação eu fiquei eh assim né talvez não sei se como é que vocês ouviram mas eu fiquei um pouco chocada mas já passei como eh mais não No sentido de me conformar né infelizmente passamos por experiências anteriores né estando como
aluna e aluna nesses espaços eh tendo precisado de alguma de alguma algum suporte não não não não tive mas assim eh quando a gente fala né de pessoas com deficiência que precisa do recurso de libras precisa de uma cadeira de rodas precisa de um cuidador né Precisa de um [Música] eh de uma estrutura né para ter o seu Direito de ir e vir garantido seu direito de acessar os espaços de educação eh e você vê que eh esse direito não é garantido né atinge esta pessoa e atinge todas as outras e atinge também né Eh
a comunidade escolar porque não dá né Eh pra gente não se mobilizar diante desta falta né que assim é uma falta que poderia ter sido evitada né trazendo a experiência que eu relatei aqui para vocês assim como tantas outras e não dá Pra gente receber respostas institucionais burocráticas do tipo ah o contrato acabou ah não não é isso né então eu né trago isso pra discussão assim porque acho que é algo que infelizmente a gente vê né se repetindo em vários níveis da educação né e e é o que tá posto na sociedade infelizmente então
enquanto P que presenciou eu tentei tonar né Não só eu como os demais colegas eh e não só aquele momento né acompanhar Depois Como é que os desdobramentos disso né porque eh a a proposta não é que não é resolver somente aquela situação mas é que fazer com que isso não aconteça novamente né então a gente se se mobilizou de outras maneiras né Eh criando comissões chamando para conversas e diálogos chamando coordenação direção então assim por isso eh a nossa participação nesses espaços é Também uma participação política né sobretudo política porque eh a gente também
tá nesses espaços para tencionar né Tem eh um comentário aqui da Di Jane eu estou vendo que tenho que continuar estudando me aperfeiçoando eh que tenho que aprender muito ainda para tornar a vida do outro melhor então assim são questões que a gente às vezes pode não eh eh que vão acontecendo e a gente não tem esse tempo para refletir e pensar Né E aí esse espaço é para isso né Assim como é que a gente vai mobilizando a as pessoas porque se a gente pega a legislação pela legislação ela tem os prazos né então
são essas respostas burocráticas que a gente vai ter ai porque o contrato acabou porque é licitação porque vai demorar porque então mas existem outros caminhos né Eh para que a gente consiga ter um profissional intérprete de libras eh em sala né para essa demanda né Eh enfim e e a gente tem que tensionar tem que olha não tá dando certo aqui eh vamos eh propor outras né outros projetos de lei eh enfim para dizer tudo isso para dizer o seguinte gente que assim não é aceitável que a gente tenha respostas eh para Qualquer que seja
a a falta de que essa como essas que a gente escutou o contrato acabou só tem um intérprete de libras não dá para vir Na parte da tarde não é a gente eh a gente compreende que existe uma legislação assim mas esse tipo de resposta eh para uma situação que eh passa né por outros lugares como como eu iniciei a a o nosso encontro né Eh não dá né então por isso é que a gente tem que conhecer mais sobre as leis eh não só também somente sobre as leis mas muito mais Eh entender que
as pessoas com deficiência as pessoas que fazem parte de grupos minoritários elas eh São atravessadas por essas violências por essas opressões e que essas opressões marcam as suas subjetividades né Eh aí não sei se alguém mais quer falar eu vou então trazer uma outra eh uma outra organização eh política um outro coletivo que tem se organizado eh politicamente para falar dessas questões e aí gente por que que eu acho Que é importante só eu gosto também de de deixar isso eh bem explícito porque assim eh a gente também precisa eh ter como referência experiências que
estão acontecendo né no nosso nos nossos cotidianos né Eh e ter acesso a essas experiências a essas ações e elas eh estão acontecendo né e como que a gente faz eh com que elas cheguem a nós né então acho que também esses encontros eles eh são Importantes para isso porque por exemplo eu já tive e acho que vocês também já tiveram eh nas experiências de vocês aulas eh sobre educação inclusiva que eh eh fica eh muito na leitura né de legislações que novamente eu reforço é importante extremamente importante eu também eh assumo né Eh como
parte da dos nossos encontros mas por exemplo às vezes assim a gente fica um pouco Eh necessitado necessitada de de ações né Eh a gente também quer Eh saber né de experiências de pessoas que estão de alguma forma mobilizando outros lugares outros saberes outras práticas né porque a gente também precisa atualizar as nossas referências né então às vezes acho que falta um pouco né dessas articulações nos nossos encontros então se eu sei que existem grupos que estão se mobilizando Por que não compartilhar né Eh e trazer né como parte dos nossos encontros então eh só
para eh eh trazer aí as minhas intencionalidades nesse encontro né bom que também a gente pensa nas nossas intencionalidades e a intencionalidade como prática né Eh tudo que foi colocado aqui tem uma intencionalidade para que vocês eh compreendam que essas pessoas elas estão se mobilizando politicamente né E essa mobilização política ela é coletiva Né então vou passar aqui para vocês eh o vídeo vou passar aqui um vídeo que é de uma eh de uma articuladora ela tem um uma ação eh com as pessoas com deficiência e eu vou passar aqui depois a gente comenta as
pessoas negras elas são mais propensas adquirirem deficiência primeiro ponto a gente tá mais suscetível a à vulnerabilidade e a violência uma bala perdida que nunca é perdida ela é sempre achada né ela tem o Corpo certo você pode adquirir deficiência porque você não teve foi negligenciado pelo sistema de saúde você pode adquirir deficiência porque você foi negligenciado de saneamento básico e aí a gente tem como exemplo por exemplo as mães de zica Que que é esse surto de zica que chamam de surto mas das Mães lá do norte do nordeste do país que em função
da falta deamento básico pariram filhos com microcefalia Isso é uma responsabilidade do estado e A maior parte 89% 85% dessas mães são negras eu acho que essa é a conclusão mais óbvia do que a gente tem mas a gente também tá mais mais suscetível a não ter direito de uma pessoa com deficiência sala sensorial no aeroporto não na luz né então a gente tá uma sala sensorial para autistas regular no aeroporto e não tem na luz não tem nenhuma mobilização pensando a sala sensorial na luz pras pessoas autistas que pegam o trem lotado muito se
fala Sobre as mortes que a colonização causou mas pouco se fala com o impacto da colonização na na construção de deficiência né então quantas pessoas negras eh que foram escravizadas que adquiriram deficiência em função da tortura da Colonia eh eu trazendo esse vídeo para vocês para pra gente pensar eh essas questões né Eh que estão não estão no passado mas estão no nosso presente na nossa Cotidianidade eh e aí eh Noa ente né Há um projeto eu vou expor aqui a página que é o Instituto e vidas negras com deficiência importam eu não sei se
vocês conhecem esse trabalho mas e é importante né a gente tem até o Eu acho que eu vou isso vou projetar a página eh do coletivo né do grupo enfim dessa mobilização porque não é só um grupo mas é um coletivo né de pessoas pessoas negras pessoas negras com ou ou Sem deficiência que estão atuando aí eh nessa perspectiva com essa abordagem né Eh interseccional para pensar as eh ações políticas públicas né para o acolhimento de pessoas com deficiência então Eh eu vou projetar aqui para vocês conhecerem eh que é essa página aqui então vidas
eh negras com deficiência importam E aí essa que nós escutamos aí no vídeo é a Luciana Viegas né ela é Ela tem autismo E ela é autista ativista assim como ela se define mãe de autista ela é pedagoga e professora da rede pública estadual de São Paulo e ela é membra né da abraça e uma das idealizadoras né do movimento eh eu falo coletivo grupo eh organização mas é um movimento acho que a palavra que define eh essa experiência que eu tô projetando aqui para vocês é movimento né o movimento vidas negras com deficiência eh
importam e aí a gente tem outros integrantes né o Anderson Natanael Vinícius Fideles eh a Gabriela Guedes J Marques Aim Sá então Eh é um movimento né que está articulado não só nas redes sociais mas para além das redes sociais porque são pessoas ativistas que estão aí eh percorrendo vários espaços né espaços políticos de educação eh enfim Empresarial institucional para enfim trazer esse debate né Eh das políticas públicas para o acolhimento de Pessoas com deficiência numa abordagem interseccional né E aqui eles eles eh disponibilizaram esse relatório que acho que é até importante a gente ter
Eh esses relatórios né como fonte mesmo de pesquisa e análise porque eh pra gente demandar né políticas públicas a gente precisa de dados né E como é que a gente tem feito a coleta desses dados né como é que a gente tem alcançado as pessoas com deficiência né para enfim a coleta Desses dados e não só né Eh a coleta mas para paraa formulação de políticas públicas né então depois se vocês eh tiverem curiosidade eu vou encaminhar mas é importante que vocês tenham acesso né a a esse relatório que é um relatório eh recente que
eu vou até colocar aqui em tela para vocês esse relatório relatório alternativo para a comissão para a eliminação da discriminação racial né revisão do relatório periódico do Brasil então e aí Traz eh enfim não só eh as questões que se referem à discriminação racial mas também né as a discriminação racial e né para as pessoas com deficiência né pessoas negras que e com deficiência então é importante a gente também ter eh em mente que quando a gente vai pensar a formulação desses dados a gente também tem que pensar a interseccionalidade entendeu E a pessoa negra
ela né muitas Vezes vai passar por uma experiência como eh a que a gente viu aqui né pode ter autismo né enfim então eh não tem como a gente eh fragmentar essas análises né isso também é uma é uma é uma provocação assim é muito transgressor a gente Trazer isso como uma abordagem porque em geral gente quando a gente vai falar sobre eh inclusão eh Educação Especial a gente Eh a nossa abordagem acaba fragmentando ainda mais né E aí eu acho que aí é que tá a questão né a gente tá em sala de aula
com os nossos com as nossas crianças eh as experiências que a gente a gente tem eu falando a partir da minha crianças eh negras com deficiência eh nas experiências que eu tive de trabalho estágio elas são eh muito mais né excluídas né do que pessoas do que crianças negras ou do que Crianças brancas com deficiência porque a gente tá numa sociedade como uma sociedade brasileira né Eh que vive a experiência do racismo de marca então o que eh vem que emerge é a cor da pele né então eu já vivenciei experiências em que numa mesma
sala tínhamos crianças com crianças brancas com deficiência crianças negras com deficiência e havia tratamentos Diferentes né com isso gente eu não Estou dizendo que crianças brancas não vivenciam opressão né mas o tratamento eh para com as crianças negras com deficiência eh ele não é dado da mesma forma né para crianças brancas com deficiência há muita negligência há muito abandono né Eh e isso a gente viu aí tem visto pelas falas né das pessoas que são ativistas que é há uma intencionalidade né Há um né Eh H há um motivo né para que isso aconteça então
e olhando pra história né da nossa sociedade a gente consegue entender algumas questões aí então Eh eu fiz né trouxe esse vídeo para que vocês conhecessem o trabalho apresentei a página desse movimento que é importante né depois se vocês puderem ler um pouco mais e recuperar ess informações é importante né Para paraa nossa prática mesmo né também não só para atualizar mas para ter como Referência E aí eh existe um outro eh um outro trabalho também de relatos eh que é feito por um outro movimento que é um movimento social também né Eh que traz
aí relatos de pessoas com deficiência pessoas negras com deficiência que Então vão falar da sua experiência eh enfim falam também da abordagem eh interseccional para pra prática e pro trabalho que realizam E aí eu vou projetar aqui para vocês Para vocês também eh conhecerem um pouquinho tá Esse trabalho é um trabalho do Olhar cotidiano né E aí eu vou trazer vou apresentar aqui para vocês um relato tá [Música] esse depoimento contém áudio descrição libras e legenda em português Olá Olá tudo bem Meu nome é Isadora Nascimento Sou uma mulher negra tenho 23 anos Sou formada
em Direito sou feminista militante e sou pessoa com deficiência visual eu nasci com baixa visão e hoje eu tô aqui para falar de Deficiência Claro mas para pensar com você em interseccionalidade por quê porque existem fatores existem questões em nossas vidas que nos atravessam de uma forma que não atravessam outras pessoas como eu já disse eu sou uma mulher negra tenho deficiência o fato de eu ser uma pessoa negra ele me difere de outras pessoas que não são negras por existem diversas situações de Discriminação o racismo é estrutural na sociedade também sou mulher então o
machismo ele me atravessa sexismo também sou pessoa com deficiência a gente pensa né em capacitismo mas o capacitismo ele é estrutural na sociedade então é importante a gente pensar quando vai falar de deficiência quando vai abordar a questão da deficiência nos debates eh sobre quais corpos nós estamos falando quais corpos estão ocupando as diversas Esferas na socied educação a saúde ela tá chegando para todo mundo todo mundo tem o mesmo acesso mercado de trabalho Quais são os corpos que são mais aceitos Então tudo isso tem que ser considerado quando a gente fala inde deficiência também
pensar eh sobre mulheres negras 30,9 dessas mulheres são mulheres com deficiência é um número muito grande mulheres negras que sofrem vicia temos inúmeros dados aí de violência né contra Mulher mulheres com deficiência precisam ser consideradas precisam ser quantificadas tem que existir políticas públicas de de informação de garantia de acesso ao direitos também pensar que as pessoas com deficiência estão em grande maioria nas periferias Então como é que tá o acesso dessas pessoas nos espaços você tá falando para quem quando você fala de militância você tá considerando Quem você tá só focado em uma pauta a
gente tem que pensar em pautas diversas por se eu já me considero livre eu também tenho que entender que outras pessoas ainda não chegaram nesse lugar então eu ainda tenho que lutar eu ainda tenho que garantir a abertura parar de monopolizar as falas abrir espaços eh não falar por pessoas com deficiência tudo isso tem que ser considerado tudo isso tem que ser posto em prática para que a gente tenha um mundo mais Inclusivo mais diverso é isso que eu tenho para trazer para você hoje Espero que tenha gostado Me acompanhe nas redes sociais olhar cotidiano
Instagram e Facebook e vamos continuar essa luta um abraço logos da Abaçaí cultura e arte memorial da inclusão e Secretaria de Estado dos direitos da pessoa com deficiência Governo do Estado de São [Música] Paulo eh esse vídeo né ele Eh enfim apresenta aí a a Isa né que é uma eh mulher uma mulher negra que tem eh uma deficiência visual e que ela tem esse movimento né olhar cotidiano para falar né sobre várias questões eh eu vou abrir depois a página aqui pra gente ver mas principalmente ela vem também tensionando né Eh enfim essas questões
e aí gente eu acho que também eh muito se fala né das redes sociais eh Como um lugar eh alguns defendem outros não de novo não existe eh uma ingenuidade né de achar que as redes sociais eh são o podem né e deveriam ser o único caminho de mobilização social não é isso e a gente também sabe que são espaços privados né são empresas né Mas por outro lado eh são espaços também que podem mobilizar então Eh acessar né esses perfis esses trabalhos Eh a gente parte desse lugar né de acessar essas informações e expande
né pode expandir ampliar né tendo como referência articulada a outras experiências eh mas o que eu quero dizer eh sabemos que as redes sociais elas elas se apresentam como uma possibilidade não a única então eh a gente tem acesso a esses trabalhos esses movimentos como o da Isa né Eh olhar cotidiano que faz mais esse debate né mas não só porque assim é muito Complexo e difícil a gente ter referências de pessoas negras né Eh com deficiência Se vocês fizerem agora neste momento um teste jogarem no Google pessoa com deficiência Possivelmente vocês vão ter poucos
resultados ou nenhum né que eh apresentem pessoas negras com deficiência então assim eh isso não foi observado só por mim mas está sendo observado neste momento mas por essas Duas ativistas intelectuais que eu apresentei anteriormente elas falam sobre isso né das poucas ou nenhuma referência eh enfim de pessoas com deficiência né não só quando a gente vai fazer essa busca mas nos Espaços por onde elas atuam né então eh eu acho que tem esse lugar de mobilizar também para essa eh essa representatividade aí lembrando dos riscos de representatividade que a gente Também eh tem que
se questionar né mas eh a pergunta que eu me faço de que maneira a gente pode mobilizar esses espaços né as redes sociais para trazer esses eh movimentos esses conteúdos eh para mobilizar pessoas para alcançar pessoas sabemos que eh Nem todas as pessoas têm acesso à internet mas quem tem de que maneira isso pode ser mobilizado isso pode reverberar para outras ações eh pode ser também um espaço de Organização política sim porque não né mas novamente não é o único então elas estão aí fazendo um trabalho né de alcance de importância de mobilização social né
Eh ações que repercutiram né Eh por exemplo como eu relatei esse PL que eh representa um retrocesso isso foi amplamente eh difundido nas redes sociais casos né como eh o de uma empregada doméstica da Sônia uma mulher negra que vive ela tem uma deficiência Eh uma deficiência auditiva eh eu não sei exatamente mas ela vive eh em cárcere eh é uma história horrível porque eh ela trabalhava para uma família eh de pessoas brancas né E essas essa família alegou que ela não eh pode retornar para a família porque a família não teria condições de cuidar
eh dela eh e aí a justiça né né como né Tem um viés né Eh deu eh Eh enfim ação deu ganho né de ação paraa família que tá eh com a a Sônia né Então aí tem várias complexidades várias irregularidades várias violências né Eh por isso que não dá pra gente pensar eh as questões né Eh de uma educação inclusiva de uma eh de um movimento que se coloa inclusivo eh sem a gente pensar as questões sociais porque Vejam uma mulher uma mulher negra empregada doméstica que tem uma deficiência que trabalhava para uma Família
Branca eh não pode tem um direito retirado de retornar pr pra sua família e a alegação da família branca é justamente o fato dela ter uma deficiência ah colocando em cheque a condição da família né dela eh do cuidado olha quão isso é violento então Eh essa mobilização ela não está somente nas redes sociais mas as redes eh ampliaram né eu vou também depois compartilhar com vocês Eh então pra gente ver como assim entender como essas coisas vão se se apresentando pra gente né não são coisas isoladas não são fatos isolados não são fatos eh
de agora do contemporâneo eh como pelo relato né das intelectuais que eu compartilhei aqui com vocês intelectuais ativistas eh é algo né histórico que vem do período da colonização e também se mantém né porque quando a gente vai pensar que a ch a as Chances de uma pessoa negra eh vivenciar essa experiência né passar a ser uma pessoa com deficiência se a gente for pensar eh nas faltas né que temos na nossa sociedade nos territórios então podemos ter como foi dito eh questões né como a a o momento em que a gente teve aí o
zica né que as crianças eh nasceram Nesse contexto já com eh comprometimentos né eu quando eu tava Fazendo estágio eu tive eh contato né com crianças que que nasceram né nesse contexto e assim eram crianças negras que passaram né Eh enfim tiveram esses comprometimentos e novamente já viv já vivenciavam uma exclusão por serem crianças negras com eh eh as consequências né a da do Zica que vem né aí da na na hidrocefalia é aumentava né então como eu Karina diante eu professora Karina numa sala eh e tendo consciência disso Eh percebendo né esses contextos Quais
Quais são Qual é o meu posicionamento né Eh diante disso é é perpetuar a reprodução de violências e opressões ou é eh pensar outras práticas didáticas referências ações eh atitudes mobilizações movimentos para que essas eh diferenças não sejam eh enfim compreendidas na chave das desigualdades melhor dizendo como é que a gente combate essa as opressões como é Que a gente enfrenta essas opressões né então acho que trazendo eh uma abordagem interseccional é um caminho eh eh mobilizando por meio de movimentos também é um caminho importante eh pensando reflexivamente e criticamente as minhas práticas é um
é um é um caminho importante mobilizar isso em coletivo com outros docentes professoras e professores sobre as nossas práticas a linguagem né a nossa linguagem né Eh como eu me Refiro a essa criança né Eh eu lembro trazendo uma outra eh um outro momento né que não é tão eh legal aliás que é eu não tenho nenhuma nem palavra para definir mas no momento em que a gente estava como estagi né nas nas salas dos professores nas horas de formação e os professores muitos eh eles Riam de crianças com deficiência né faziam chacotas né e
e isso é de uma perversidade assim sem Tamanho né e a gente enquanto enquanto estagiário tem uma uma ação um tanto limitada né mas não por isso a gente não eh se posicionou né Eh mas a gente vê que assim como eh isso tá presente né E aí gente não tô responsabilizando eh professores e professoras eu não estou generalizando também mas eh essa experiência para mim foi muito eh chocante né num espaço de Formação que você teria ali para Conversar né para eh para trocar eh enfim para compartilhar experiências leituras formações vivências né referências eh
naquele dia né Eu só consigo falar desse dia não sei se tiveram outros mas a a o que aconteceu ali não não foi nada né assim pedagógico eh e aí novamente Não estou generalizando não estou dizendo que todos os professores eh são assim agem Assim mas isso trouxe um eh alguns questionamentos né Eh para mim assim já eu já tinha e naquele momento eles afloraram então Eh paraa gente vê que eh as violências estão presentes dentro da escola né nas relações porque a escola é um lugar de relações né relações de poder relações que são
atravessadas pelo racismo pelo capacitismo eh pelas violências de gênero pelas violências de classe então Eh é importante também né a Gente Observar isso né né E porque aí a gente vai entendendo que a escola ela não está eh aliia fora desse contexto mas para Além disso como mobilizar então né na naquele momento da minha prática eh diante do Choque depois eu conversei com a professora né Eh e falei né sobre como aquilo poderia ser eh como que ela tava ali eh eh na atitude dela reproduzindo muitas violências né e muitas opressões e como Aquilo poderia
eh trazer né consequências para pras crianças né pro ambiente escolar pra comunidade escolar para aquele espaço de Formação eh e aí depois como a gente é estagiário a gente compartilha né com os professores que estão nos acompanhando E aí foi feito uma formação eh isso de acordo com o professor né Eh para mobilizar né os docentes ali acerca dessas dessas questões Não sei não acho que seja o suficiente mas é um comesso Também eu acho que a gente tem que ter uma uma postura né educativa pedagógica e não de punição não punitivista né porque eu
também não vou reproduzir essa lógica né da sociedade com que a gente vive né Eu acho que eh existem caminhos pedagógicos né educativos para pra gente discutir construir né não reproduzir dizendo esse punitivismo mas eh é importante também a gente se posicionar né práticas como que a gente viu ali como que eu vi como as que eu vi elas Não são desejáveis né Eh num espaço de Formação né de professores e aí eh e não estou dizendo que isso não vai acontecer né mas eh a nossa eh ação também fica um pouco limitada né dependendo
do dos contextos mas não não por isso a gente não deixa de falar né Aí não sei se vocês querem falar alguma coisa eu tô falando bastante mas é que é um tema né Eh como eu comecei a falar né a gente tem que trazer as nossas Experiências do cotidiano né Eh para pensar como eh né Essas relações de poder el el estão presentes e elas Eh ratificam aí né Essa essas opressões né então Eh rir de uma criança negra com deficiência eh precisamos nomear né então isso tem nome é racismo capacitismo eh mas num
ambiente de formação de professores Né a gente precisa também se posicionar atencion né Eh e muitas vezes sim né Eh ter atitudes assim eh firmes né denunciar né porque eh a gente vê aí é casos e mais casos né de experiências que eh chegam mas para além da denúncia para além do punitivismo eu Kina também Defendo eh ações pedagógicas né de formação continuada constantes eh construção de espaços né que a gente onde a gente possa refletir eh e agir né Eh com outras né abordagens outras compreensões outras interpretações né com outras metodologias né que eh
de enfrentamento e com né a essas práticas né então Eh é delicado né é muito delicado mas acontece E aí Eh a gente quando a gente entra na escola né para fazer estgio ou a gente inicia a nossa a nossa jornada eh eu não sei como foi para vocês mas para mim eh essas questões eram elas sempre foram muito sensíveis a mim por experiência de vida né eh e aí novamente eu não falo eh por eh pessoas né não falo em nome de eu falo a partir da minha experiência né Eh pessoal de vida eh
e também enquanto Professora enquanto professora que eh entende né a importância e defende a importância de uma educação antirracista anticapacitista anticapitalista mas eh eu sempre fui M sensível a essas questões né e de alguma forma eu sempre eh tensioni e sabemos né que ao tensionar essas questões a gente também tem algumas consequências né nos Espaços por onde passamos mas não por isso nem por isso eu deixei de de eh tensionar de alguma Maneira porque para mim enquanto enquanto as pessoas Riam aquilo era um motivo de eh de desespero né eh e aí me me importava
mais assim saber como era essa como essa criança estava na né em sala eh com essa professora ou com esse professor então eh e aí eu acho que é isso não eu não não acho que ter uma postura assim eu acho que é preciso eh denunciar punir mas para além da denúncia e da punição Então eh a gente também precisa ter um eh um processo pedagógico né um ações pedagógicas de formação de reflexão de escuta né Eh e as legislações são importantes para isso né gente porque elas institucionalizam eh direitos né que já estão previstos
né na Constituição Federal que já estão previstos na LDB mas que e eh como vivemos numa sociedade como a do Brasil Né a brasileira sociedade brasileira experiência brasileira eh as leis né Elas também são motivadas né pelos movimentos sociais porque são instrumentos de luta né né então e e pensar também nos documentos da educação né diretrizes né Eh paraa educação inclusiva para educação inclusiva eh para educação especial né que lá também diretrizes a gente eh os interlocutores são os professores e as professoras então ou seja são diretrizes né para Professores e professoras pensando as ações
né então [Música] Eh nesse nesse sentido né a gente tem tem que lançar mão desses documentos né des porque eles dizem sobre esse lugar né Para que essas questões não aconteçam ou para que essas questões sejam eh enfrentadas e combatidas a gente precisa de uma legislação que esteja eh atualizada que esteja de acordo né com os contextos em que a gente vive Então infelizmente a gente vive em contextos né Eh pensando a nossa sociedade de de violência né de interditos de interdições né de opressões né eh não acho que eh não dá pra gente também
pensar o seguinte que eh as pessoas teriam interesse naturalmente para essas pautas eh sem também eh a obrigatoriedade né das leis Não dá pra gente acreditar em boas intenções na educação né gente então Eh nesse sentido que eu trago eu sou eu sei que já deu meio-dia mas eu vou aqui eh eh Enfim acho que a gente então eu ia só expor para vocês eh a o caso né da Sônia eh que é o relato que eu trouxe aqui de uma empregada doméstica eh que é um caso eh emblemático e triste Né e no mínimo
vergonhoso para paraa nossa sociedade mas que eh existe né é real não é isolado né então esse eu tô projetando aqui gente eh a página né do movimento que é eh Sônia livre então eh e é uma campanha né Global né não é nem mais nacional que enfim tá acontecendo aqui em São Paulo mas que é de sobre essa questão né que eu trouxe para vocês Então uma mulher uma mulher negra tem uma deficiência que trabalhava numa fam para uma família branca que eh enfim entende que a família não eh enfim tem condições de cuidar
né da Sônia então entrou com essa ação e eh e aí a gente tem aqui né uma decisão judicial que devolveu né os os investigados no caso a família Branca eh enfim contrariando inclusive né os protocolos aí do combate ao trabalho Escravo né E aí ela enfim está vivendo com essas pessoas a partir dessas relações e ela tem né Eh uma deficiência então eh não só pel pela deficiência mas aí a gente consegue agora vocês talvez consigam entender com esse exemplo como eh as opressões elas se entrecruzam elas estão embricamento análogo ao trabalho escravo tem
uma deficiência a família que que paraa qual ela trabalhou Eh né enfim supôs que a que a família dela não tem condições de cuidar então tem é é também isso mas é sobretudo né Essa questão né que atravessa a sociedade brasileira né Eh do trabalho escravo né da escravização de pessoas negras né do trabalho doméstico né porque trabalho doméstico na sua maioria realizado por mulheres negras então Eh são todas essas questões que Eh a gente consegue visualizar eh na eh nesse relato né Então aqui tem uma uma apresentação né a lei Sona Maria de Jesus
eh recebe parecer favorável né da da comissão de defesa dos direitos das pessoas com deficiência eh então e aí tem essa eh essa toda essa questão que tá aí eh enfim são são tantas tantas questões né gente que a gente ainda fica eh até é difícil né de falar sobre isso mas é por isso que eu que nós defendemos Né enfim intelectuais negras negros pessoas que participam né de movimentos que a gente tem que ter essa sensibilidade interseccional né Eh e que elas essas opressões Elas Não elas não vão eh se somatizando né não é
uma somatória Mas elas se entrecruzam né então Eh Quais são as consequências disso Quais são os efeitos disso né e o que isso significa Quais são os sentidos e significados que Eh essa notícia né da Sônia que não é isolada tem pra nossa sociedade sobretudo quando a gente vai pensar as populações negras né formadas por pessoas pretas e padas então fica a a reflexão pra gente e para que a gente também eh acompanhe mobilize assine né a a o abaixo assinado enfim porque não é só assim é sobre a Sônia mas é sobre outras mulheres
negras que foram eh eh interditadas que foram encarceradas né no contexto de trabalho Doméstico e que são mulheres negras são mulheres negras pretas e pardas que têm deficiência né ou que Possivelmente também passaram a ter deficiência depois de experiências traumáticas como eh essa que a gente vê né experiências de racismo então Eh é a gente precisa pensar sobre isso né n e não só pensar mas agir né então o poder das redes sociais também eu acho que a gente precisa direcionar para para para esses movimentos assim tá bom gente Passou um pouquinho passaram-se 6 minutos
mas aí a gente volta eh 1:6 da tarde eu vou falar um pouco desse livro aqui que eu queria trazer para vocês que é da professora Rosana Ramos inclusão na prática estratégias eficazes para educação inclusiva E aí a gente também vai discutir o texto que eu sugeri de leitura não sei se vocês acessaram se vocês receberam conseguiram acessar no portal e também vou falar um pouco da da atividade que Vocês eh Precisam fazer né para para me enviar até amanhã tá bom eu vou passar retornando o segundo bloco tá bom Andreia e é isso gente
Desejo para vocês Bom almoço a gente volta 17 tá bom gravação vocês estão aí eh eu coloquei aqui já no chat o a atividade que vocês precisam me entregar até amanhã as 22 horas né para eu poder eh atribuir notas né Eh para vocês né Eu não trabalho muito com esse conceito de notas mas a gente precisa atribuir um conceito né Fazer uma avaliação mas de antemão avaliação ela não é só em relação a vocês também é em relação ao meu trabalho eh eu coloquei outras indicações aqui no chat que vocês podem ver né então
tem a atividade tem o abaixo assinado eh do movimento eh Sônia livre que vocês podem assinar também tem O site vidas negras com deficiência importam né Eh para vocês também se aprofundarem tá aqui gente ó deixa eu só copiar e colar novamente eu vou fazer junto com vocês para para não ficar Nenhuma Dúvida tá esse daqui é o link da atividade aí eu vou pedir para todos vocês então acessarem para ver se tá abrindo se vocês puderem falar se tá se vocês conseguiram Abrir então Eh esse é o link que eu fiz né da atividade
então educação especial é importante que vocês informem o e-mail de vocês nome completo A turma em que vocês estão E aí a pergunta a primeira pergunta para reflexão né para o exercício de reflexão de vocês eh a partir da Leitura realizada em aula né do texto educação inclusiva diferenças entre acesso acessibilidade e inclusão do professor Marcos César de Freitas Esse é um texto de 2023 eh defina né com suas palavras acesso acessibilidade e inclusão E aí a outra pergunta que vocês eh vão ter que né realizar uma reflexão di sobre a partir eh do que
discutimos em nossos em nosso encontro reflita sobre como a sensibilidade interseccional entre cruzo né das opressões de raça gênero e classe pode contribuir para a Constituição de outras análises e interpretações para a experiência de Pessoas negras com deficiência tá eh deixa eu ver aqui no chat eh a André respondeu que está ok a Helene sumiu de novo Será porque saí sem querer não sei te dizer eh o link está eu vou copiar novamente e vou colocar no chat para vocês tá lembrando que essa atividade ela tem que ser finalizada até amanhã às 22 horas está
aqui vou deixar meu e-mail eh Caso vocês tenham dúvida vocês podem Me inscrever Tá e agora a gente então vai falar Eh sobre primeiro eu queria saber se vocês querem eh primeiro eu gostaria de ouvir vocês né sobre o que a gente viu Nessa primeira nesse primeiro momento do encontro como eu disse assim eu eu sempre Eh tenho uma abordagem eh mas eh contemporânea atual eh trazendo aí Outras possibilidades né de metodologias eh trazendo outras linguagens literatura o audiovisual música eh trazendo também Eh esses movimentos né que que estão eh tendo ilidade atualmente nas redes
sociais mas não só nas redes sociais então Eh queria saber se vocês querem se vocês gostariam de falar alguma coisa se ficou alguma dúvida Eh enfim como eu disse eu também trago muito eh o lugar da experiência que acho que é eh é importante paraa gente né porque a experiência se faz no cotidiano e o nosso cotidiano ele é político então Eh é importante que a gente fale cada vez mais das nossas experiências né professora Aida falando das experiências eh os rótulos sempre me incomodou muito também a gente às vezes rotula outra pessoa sem perceber
Ah é o baixinho é o Gordinho é o escurinho é o do cabelo assim assado isso sempre me incomodou muito e como a primeira moça falou a gente sempre se preocupa com algumas coisas mas outras passam batido eh o rótulo de ah a menina gorda a gordinha né Ah quem quem é a gordinha do segundo ano l a né esses rótulos me incomoda e às vezes a gente vê dentro da educação esses rótulos ser uma justificativa Ah porque a menina é Diferente ué mas eles não se preocupa em em perceber que aquilo machuca né e
dentro da da LDB ele fala pra gente não rotular as pessoas pra gente tomar cuidado com as palavras mas a gente vê muito eu sofro muito esse esse rótulo porque além de mulher de negra sou gorda e isso é uma coisa que incomoda muito eh gostaria que tivesse mais formações nesse sentido não só né Eh da parte da educação especial Mas da educação como um todo né que a gente esquece e esses rótulos são extremamente perigosos então é sempre numa perspectiva né de definir o outro ou a outra num lugar de inferioridade né então a
gente precisa tomar cuidado com a linguagem que a gente assume né Eh porque a linguagem ela também é um lugar de definição né Eh o prazo para entregar atividade é até domingo às 22 horas E aí se precisar Estender mais aí eh quem eh mandou aqui a André você precisa entrar em contato com a coordenação pedagógica do Instituto porque a orientação que eu tenho eh para estabelecer o prazo até às 22 horas né do domingo e aí se você precisar de um pouco mais de tempo você tem que conversar com a coordenação pedagógica tá bom
eh eu eu entendo ida que esses rótulos que Normalmente eles não são só Rótulos né eles eh vê aí revestidos de preconceito discriminação reprodução de violências né de opressões de racismo muitas vezes eh eles eh são mobilizados para definir né o outro sempre numa condição de inferioridade então Eh você não eh nós não precisaríamos de rótulo né Nós não precisamos de rótulo né porque a pessoa tem um nome ela tem uma história ela tem uma identidade ela tem Uma singularidade né então eu sempre sou perguntada assim né ai eh como eu devo eh enfim eh
chamar a pessoa identificar a pessoa né eh e aí eu sempre eh desloco a pergunta né Eh acho que seria interessante a gente perguntar pra pessoa como é que a pessoa gostaria de ser chamada definida né Eh porque aí a gente [Música] eh sai desse lugar né de estar sempre Definindo o outro e o outro numa condição de inferioridade porque essa é uma é uma ação é uma atitude muito Colonial né a gente tem isso na nossa sociedade definimos os outros a partir de um de um lugar de superioridade em relação eh colocando outra a
outra numa condição de inferioridade E aí a gente tá numa sociedade como a nossa experiência brasileira que eh hierarquiza né os nossos corpos e as Nossas subjetividades a partir da experiência do racismo do sexismo eh uma sociedade capitalista né em que os meios de produção definem todas as relações né relações pessoais relações eh interpessoais que as relações de trabalho elas eh definem né todas as outras relações então que com isso a gente vê assim que a que a gente vive numa sociedade capitalista competitiva Então essa condição de Definir o outro pela inferioridade é diz muito
né sobre a sociedade em que a gente vive né então mas con né de uma forma mais concreta né falando né eu defino o outro a partir das características físicas da cor da pele do tipo de cabelo dos traços eh enfim das características né que essa pessoa tem que são definidas aí como deficiências então eu vou definindo esse outro essa outra como inferior e ao fazer isso eu vou Eliminando essas pessoas né eu eu vou aniquilando eu vou eh fazendo com que elas fiquem confinadas né em espaços territórios eh Então isso é uma forma de
aniquilar é uma forma de eliminar né quando a gente tá falando de eliminação é eliminação física eliminação subjetiva né da subjetividade dessas pessoas da existência dessas pessoas né da história dessas pessoas que compõe a história de coletivos né então Eh eu penso que quando a gente fala em rótulos a gente tá falando de todas essas opressões né opressões de gênero de raça de classe eh muitas vezes na escola se confunde né bullying com racismo né existe uma diferença né entre o que é bullying e o que é racismo né Eh então a gente precisa também
eh problematizar essas falas porque senão muitas vezes a gente assume uma linguagem que vai inclusive eh escamotear né Essas violências de raça Gênero e classe eh que vai escamotear a experiência do racismo que vai escamotear eh as discriminações raciais de gênero e classe então eh eh eu acho que para isso um primeiro passo a gente ocupar os espaços onde a gente está com essas problematizações né com trazendo as nossas experiências e também eh fundamentações né que é o que a gente Vai ver agora então Eh na segunda parte do nosso encontro e eu queria saber
se vocês tiveram acesso ao texto se vocês conseguiram ler o texto como foi a leitura do texto para vocês eh é importante saber porque a gente aqui é uma roda né A ideia é fazer uma roda de conversa para que vocês também falem né participem eh de toda maneira gente assim eu vou compartilhar com vocês então eh uma apresentação que eu fiz né a Partir do texto que eu pedi para que vocês fizessem a leitura eh eu vou tentar também expandir um pouco trazendo aí uma abordagem da sociologia das deficiências que eh o as deficiências
né então os estudos sobre as deficiências eh passam então a ocupar um um espaço né um campo de pesquisa né e é importante a gente eh se aproximar desses estudos dessas discussões para entender inclusive como a deficiência Ela é é também parte de uma construção social que eu quero dizer hoje nós entendemos deficiência a partir de uma abordagem que é essa abordagem que eu trouxe lá no primeiro no primeiro momento que é eh não atribuindo à pessoa né é que tem uma característica diferente eh uma deficiência né mas sim deslocando essa deficiência eh para eh
enfim a sociedade que eu quero dizer é o Seguinte a gente não pode definir né a pessoa pela deficiência porque a deficiência de acordo com alguns pesquisadores e pesquisadoras enfim e também de acordo com o professor Marcos César de Freitas que é quem eh eu convido aqui né para participar dessa conversa convido poeticamente né Eh a deficiência Não está não deve ser eh eh um ponto né de definição da pessoa da existência daquela pessoa né porque a deficiência está justamente Eh fora né na no espaço em que não está preparado nas pessoas em que por
vezes eh não possuem atitudes eh inclusivas né então a gente desloca eh esse essa compreensão de deficiência na pessoa para eh entender o contexto né em que essa pessoa está localizada enfim em que a experiência dessa pessoa está localizada portanto não é uma condição mas uma situação portanto a gente não né Eh a gente deve romper com essas ideias Com essas noções de definir a pessoa pela sua pela sua deficiência ou eh definir a pessoa nesse lugar de inferioridade por alguma característica que ela tenha né eh e aí a gente observa isso também quando a
gente tá reivindicando uma educação que seja antirracista anticapacitista anticapitalista né antimisiles a essas opressões de raça gênero classe capacitismo território né então Eh é importante a gente os rótulos eles eles existem eh eles vão continuar existindo E se a gente traz paraa experiência da sociedade brasileira esses rótulos eles eh muitas vezes são mobilizados né para inclusive escamotear eh ou ainda assim para eh confirmar a existência né do racismo né das opressões de raça classe e gênero e para confirmar né afirmar essas Eh capacitismo que que está presente né Na nossa sociedade na nossa educação nas
nossas experiências de vida nas nossas jornadas então eh e aí como eu falei do do bullying também né pra gente também separar né até que ponto que a gente pode entender tudo como bullying né e e quais os limites né do que é o bullying e do que é a experiência né do racismo né a gente pode entender que quando eh alá ali eh rótulos né que ofendam eh coletivos Historicamente grupos né sociais que foram historicamente subjulgar a gente tá tratando de uma experiência eh né de racismo e E aí a gente tem que ter
algumas atitudes né atitudes sim de denúncia de punição mas também atitudes pedagógicas Como eu disse no primeiro momento bom gente eu vou então aqui eh eh projetar a a minha apresentação E aí qualquer Poisa se vocês tiverem dificuldade eh para visualizar para me ouvir por favor me pontuem Aqui pelo chat tá bom Se quiserem eh falar explorar alguma algum ponto que ficou com dúvida podem também me interromper tá bom bom essa daqui então minha apresentação né Eh iniciando com vocês eu queria falar de um Marco né que é sempre alguns Marcos aí para enfim paraa
educação mas eh a gente tem aí como referência a Conferência de JN xen de 1990 que define aí né algumas orientações para pensar eh uma educação que alcance eh maior número de pessoas que alcance eh né uma pluralidade de né de sujeitos e sujeitas mas é importante a gente gente olhar para esses Marcos históricos e também entender eh os contextos né e assim o que veio antes e o que vem depois né então a gente também precisa retomar eh a Constituição Federal de eh 1988 a gente tem aí o início de uma década década de
90 que traz muitas eh mudanças né paraa educação brasileira sobretudo quando a gente vai pensar eh no eca na na LDB nas diretrizes curriculares né Eh e também nas legislações que eh que envolvem né os grupos minoritários então é importante a gente entender que eh esses documentos essas declarações essas legislações Elas têm né Intencionalidade Elas dizem sobre um contexto mas também dizem sobre eh grupos né Eh sociais eh hegemônicos ou não hegemônicos no sentido de que são eh documentos que são eh formalizações institucionalizações né desses grupos hegemônicos que estão pensando a educação que estão pensando
eh não só educação mas definindo por meio de conceitos né Eh a vida de muitas pessoas né então quando a gente fala de Uma declaração que vem ali com eh pontos orientações definições são definições eh pragmáticas mas são definições também que eh permanecerão né por muito tempo né Eh e que esses movimentos né paraa ruptura para mudança eles também acontecem de forma processual né o que eu quero dizer educação é é processo né acontece de uma maneira pessal é histórico existem movimentos mobilizando tensionando né então Eh antes da declaração existiam outras eh existia um movimento
social né de mobilização né antes de 1990 a gente tinha a gente teve aí o movimento né da constituinte que deu originou eh na Constituição Federal mas antes da constituinte a gente tinha os movimentos eh tensionando né aquele período antes da da redemocratização do Brasil que eh é o período da ditadura militar no Brasil eh que como todas e todos vocês sabem Foi um Momento difícil né paraa nossa sociedade eh de muitos interditos de muitas interdições de muuito violência né então eh a gente precisa olhar para isso por quê porque eh tem-se a impressão de
que quando a gente passa né pela ditadura que a ditadura está lá no passado ou que eh o processo de escravização e colonização que a gente viveu ficou lá no passado que a ditadura ficou lá no passado que eh eh a gente não vive ou vivencia os resquícios desses momentos Então institucionalmente a gente não vive mais né A a escravização a gente não vive mais colonização a gente não vive mais a ditadura mas o que a gente tem hoje são os resquícios né desses processos anteriores e isso a gente vê na educação e isso a
gente vê provavelmente eh nesses documentos ou pela ausência né desses debates ou pela afirmação eh dessas pressões nesses documentos Então Não dá pra gente ignorar né a história do nosso da nossa sociedade né não dá pra gente ignorar um passado de escravização de colonização e de ditadura eh e aí num outro texto que eh professor Marcos César o professor Marcos César de Freitas é um professor da Universidade Federal de São Paulo eh ele é atua como professor livre docente eh ele está à frente né das das disciplinas e dos conteúdos relacionados À educação especial ele
tem eh um trabalho de pesquisa muito importante para para esses estudos é importante falar sobre isso eh ele organizou o ano passado um livro né Eh que está disponível também na internet depois eu vou colocar para vocês aqui a referência que né Eh onde há vários artigos né que vão aí discorrer sobre a educação especial eh para o texto eh que a gente vai trabalhar hoje tá um pouco mais à frente Mas eu quis trazer esse essa compreensão do professor Marcos César que está presente num outro texto que é a categoria diferença como desafio para
o atendimento educacional especializado pra gente refletir eh sobre algumas questões então o professor ele diz assim em minha opinião a política nacional de educação especial na Perspectiva da educação inclusiva Não exatamente conflitou mas sim delineou para educação especial um Campo de autoridade argumentativa próprio pois ficou mais claro que tínhamos acumulado até então conhecimentos que adensavel a conteúdos escolares a complexidade da convivência que é a experiência estruturante dentro da qual entre aspas a diferencia nacionalmente se faz entre aspas não somente né a política nacional de educação especial acrescentava uma nova perspectiva a tudo que estava Acumulado
como também instaurava um campo argumentativo próprio que não é simplesmente um complemento da acessibilidade mas também uma perspectiva para reorganizar fluxos e procedimentos que em muito ultrapassam as fronteiras do ensino e da aprendizagem então assim ele Ele defende a partir desse dessa desse trecho que a gente fez e enfim da discussão que ele vai tercendo ao longo Do texto que a educação inclusiva está para além né Eh o que se foi produzido que se tem né Eh de registros está para além né das Fronteiras ultrapassam as fronteiras do ensino e aprendizagem por por isso é
que a gente fala né e traz a a a experiência né como um ponto importante a ser eh debatido e problematizado né nos encontros que a gente faz que a gente faz né acerca do que é educação especial porque eh sim Está no campo do ensino sim eh diz sobre uma aprendizagem mas tá ultrapassa essas fronteiras porque está no nosso cotidiano está no nosso cotidiano familiar nosso cotidiano no trabalho nas relações eh isso também justifica justifica a minha escolha inicial em trazer Eh esses movimentos que a gente viu na parte da manhã que estão mobilizando
eh estão tendo visibilidade então Eh a gente pode falar que a experiência da da Sônia que vive que vive aí né uma experiência análoga ao trabalho escravo eh e que é uma deficiente auditiva uma mulher negra que trabalhou eh que trabalha né em condições análogas ao escravo eh ao trabalho escravo eh é um exemplo né desses eh enfim dessas experiências que ultrapassam esses fluxos esses fluxos né esses procedimentos que estão circunscritos aí ao ensino e Aprendizagem né Eh eu sempre quando eu vou reler esse trecho esse texto eu eh eu entendo que a educação eh
especial a educação inclusiva ela tá para além da do espaço escolar né é uma forma até de pensar a educação especial na sua forma né na forma na perspectiva de uma educação inclusiva é desescolar né Eh então pra gente refletir aí e aí a gente tem eh uma outra contribuição da Kelly Cristina dos Santos Silva que também tá nesse nesse trabalho né que o professor Marcos César organizou que é o artigo eh impactos Da Lógica medicalizante nas políticas de Educação Especial no Brasil eh inclusive esse tema né a lógica medicalizante foi tema de redação eh
da prova né da nesp esse ano né para as pessoas que para os estudantes que vão ingressar aí o ensino superior eh curiosidade né pra gente ver também Que assim o quanto é importante esses temas serem mobilizados também nesse momento de eh de desenvolvimento de né redações pro acesso ao ensino superior enfim isso isso também é uma forma de eh diria Assim menos Talvez Mas é uma forma de intencionar de fazer com que os estudantes né tenham que mobilizar os seus conhecimentos os seus repertórios para pensar acerca né do que é uma educação medicalizante né
então a Kell ela diz eh Nesse texto né trazendo aí recuperando outros autores e autoras que eh esse modelo né ele foi eh enfim recuperado né existe um modelo médico psicológico né que diz então ela disse assim contudo a modificação da terminologia né não supera uma compreensão eh referenciada no desvio e na necessidade de ajuste dos alunos à sociedade mantendo portanto suas aproximações com uma visão funcionalista Por há eh né uma substituição ou uma intenção em substituir eh esse essa terminologia né Eh desse modelo eh Há uma intenção de romper com esse com esse método
né com esse modelo médico psicológico né da medicalização mudando a terminologia então trazendo essa essa terminologia necessidades educacionais especiais só que ela vai a partir da Análise que ela faz dos diálogos que ela vai vai traçando ali com outros autores e autoras pesquisadores eh essa modificação né De acordo com a Kelly eh não supera essa compreensão de que a gente precisa resolver o problema do desvio a gente precisa ajustar os alunos e alunas a esta sociedade né então eh não rompe com essa visão funcionalista eu preciso fazer com que aquele aluno pare quieto né não
é assim Que a gente eh Talvez isso não seja dito explicitamente né mas eh a medicalização vem nesse lugar né a o seu aluno é muito imperativo seu filho é muito imperativo precisa observar e e e e essas ações esse comportamento ele não é visto como uma característica daquela criança né mas sim como algo que precisa ser resolvido um problema que precisa ser resolvido E aí quando a gente eh a partir de uma abordagem Interseccional pensa uma criança negra né que tem eh eh essas características né que tá sempre eh buscando pesquisando que é uma
criança curiosa que é uma eh vai ser atribuído né Eh essa essa condição né de precisamos resolver esse problema né Eh também por ela ser negra né ou eh melhor dizendo eu preciso diagnosticar eu preciso eh confinar a experiência dessa criança né Eh nesses moldes né nesses modelos né de medicalização né e o que quais são os impactos e eh os efeitos disso né você vai eliminando né vai excluindo vai eliminando eh a presença dessas crianças né Eh na escola eh em outros espaços né vai aí eh acontecendo que a gente também entende por epistemicídio
né que é justamente a o apagamento né dessas subjetividades eh eh o desrespeito a essas dignidades né a a enfim a exclusão né as pessoas no Espaço não só no espaço da escola mas de uma maneira eh na sociedade né Então essas crianças elas não são vistas como crianças que produzem conhecimento né elas não têm o seu conhecimento legitimado então portanto elas são eliminadas de alguma forma e a medicalização é uma maneira de você eliminar né Eh a experiência dessas crianças né na não só não digo só na escola mas eh na sua relação com
a produção de conhecimento e aí o que que Isso significa né diante do contexto Brasileiro né Isso significa que eh temos aí um apagamento da memória né dessas populações negras e indígenas né então a gente se pergunta né Onde estão os jovens negros Onde estão os jovens os meninos jovens negros onde estão as meninas né onde estão as pessoas negras com deficiência onde estão as pessoas com deficiência né então eh a medicalização ela também eh tem como consequência A Aniquilação o Apagamento a invisibilidade Porque pensa uma criança que ela passa a ser medicalizada como que
se dá a interação dela em sala de aula né Eu acho que a gente tem várias Talvez né infelizmente a gente tem algumas experiências que não são positivas que são difíceis até da gente tá né mas que dizem sobre esse lugar então crianças que são eh curiosas que enfim que são crianças né né Assim elas ainda não estão institucionalizadas né Eu sempre Trago essa relação porque é nesse caminho né então eu preciso institucionalizar as crianças eu preciso medicalizar eu preciso eh resolver esses problemas né de que maneira eh medicalizando né é um eh se apresenta
como uma das maneiras de resolver um problema né mas não é resolver um problema né problema de quem né não é um Problema né E aí eh acho passei aqui eu passei rapidamente esse essa lâmina então aqui eu já dou início ao texto que eu eh sugeri dei ura né se vocês não conseguiram fazer para o encontro de hoje vocês podem fazer em outro momento com mais tranquilidade mais aprofundamento não tem problema Sim claro que a nossa discussão não vai ser tão eh enfim eh participativa mas assim vocês podem Colaborar com a experiência de vocês
também então o texto é educação inclusiva diferenças entre acesso acessibilidade e inclusão professor Marcos César também está no no livro que ele organizou o ano passado então ele traz aqui inicialmente uma contextualização histórica né pra gente eh então pensar educação inclusiva né Eh a partir de uma perspectiva de educação eh da Educação Especial enfim ele vai dizer assim desde a década de 1990 no Brasil a escolarização de pessoas com deficiência e as estratégias para garantir seus direitos educacionais de modo geral São temas que tem proporcionado intenso e cumulativo uso corrente das palavras acesso acessibilidade e
inclusão são também palavras chaves eh para que se possa nacionalmente compreender o processo histórico interno de reelaboração crítica da Educação Especial que há muito está em andamento e que a partir De 2008 com a publicação da política nacional de Educação Especial na Perspectiva de uma educação inclusiva eh do Ministério da Educação tornou prescindível eh também paraa educação especial diferenciar acesso de acessibilidade e ambos da onipresente palavra inclusão então ele tá partindo do pressuposto que acesso acessibilidade e inclusão não são sinônimos e eu concordo né com ele Eh muito também pelo que ele apresenta né de
argumentação mas assim também por pela nossa experiência e pela nossa Pelas nossas observações né aí ele ele vai recuperando nesse texto eh algumas pesquisas alguns trabalhos que dialogam eh com a educação inclusiva e com a educação especial num primeiro momento ele vai retomar a obra do Ronald M Ronald mess acho que é assim que se pronuncia que é o criador da categoria Universal eh design né que é que foi criada ali em 1985 e que passa a ser continuamente citada inclusive no campo Educacional Então essa categoria eh Universal eh do Design então pensar um design
Universal eh ela é estabelecida em 1985 por esse arquiteto norte-americano eh e aí vocês podem perceber como a influência norte-americana está presente né A aqui noo Global na educação mas enfim para Além desse contexto que a gente sabe dessas influências é importante olhar paraa produção desse conhecimento e ver o quanto que essas categorias influenciam eh a formulação né de políticas públicas diretrizes curriculares né enfim inclusive também as nossas práticas eh e aí eh o professor então Eh segue trazendo outras eh definições Por que que ele inicialmente fala eh desse design Universal porque a gente Vai
ver mais à frente que quando a gente tá falando de educação inclusiva educação especial eh não dá pra gente falar Eh sobre eh assumir essas posturas gente eu tenho um gato e o gato pulou aqui em cima da minha cama Desculpa acho que pareceu que eu tomei um susto mas é porque o gatinho subiu aqui tá gente desculpa eh não dá pra gente pensar educação inclusiva Educação Especial numa perspectiva Universal porque essa suposta universalidade ela não existe né ela existe a partir de cosmologias hegemônicas que desconsideram a experiência de grupos que foram historicamente sub alaniz
ados Então a gente vai ver mais a frente no texto na na conversa que a gente tá tendo aqui que essa suposta noção de Universal ela eh não se sustenta né E aí o professor ele segue né então trazendo algumas definições né do que seria o Acesso então ele diz acesso é um vetor de democratização de de ampliação de número do número de usuários beneficiários participantes votantes princípio esse que se move sempre com representação da universalização porque ele já vai problematizando entendeu já a acessibilidade ele recupera outros autores né Eh como Mazine que vai enfatizar
né Eh diz respeito que vai enfatizar algumas questões mas Principalmente acessibilidade no que diz respeito a produtos concretos que possibilitam usos específicos então a acessibilidade ela é percebida academicamente socialmente como inseparável n possibilidades tecnológicas sendo necessário lembrar que o próprio aparato jurídico relacionado ao tema estabeleceu e disseminou conjuntamente a noção de tecnologia assistiva então pra gente Eh já ir assim observando como eh a acessibilidade ela é definida e ela é relacionada a uma perspectiva tecnológica né as possibilidades tecnológicas né de usos né de dispositivos concretos de produtos E aí ele retoma também a os estudos
de um antropólogo né o tin Gold que aí ele vai oferecer não contribuições específicas a educação inclusive educação especial mas para pensar eh enfim ele traz outras contribuições Né mas então ele vai dizer sobre a percepção como é que as pessoas se percebem nesses espaços e como elas são percebidas então como é que as pessoas com deficiência se percebem nesses espaços e como elas são percebidas E aí pro percepção diz respeito a estar vivo movendo-se permanecendo interagindo e no e no transcorrer do fluxo que permite reconhecer onde se está e principalmente como se está refere-se
também à nossa possibilidade de compreender que nessas Experiências do estar despontam propões propia ações que é um conceito que ele traz né que são recursos com interfaces interações possibilidades de ação vias de acessibilidade sinalizações que configuram o perceber de quem percebe Então essa relação né como eu me percebo nesses espaços como sou percebida e essa relação do perceber de quem percebe né como as pessoas com deficiência são percebidas nesses espaços né Como as pessoas com deficiência são como as crianças com deficiência são percebidas no espaço escolar como as crianças negras com deficiência são são percebidas
nos Espaços escolares primeiro elas são elas são percebidas né são questões que a gente vai trazendo aí pra nossa reflexão eh não se trata né então o professor ele continua na explanação dele trata somente do uso individual de certos recursos e aparelhos né Eh que proporcionam enfim acessos mas também principalmente de entender como a experiência de estarmos juntos suscita interações em que as pessoas mostram que se percebem participantes de uma comunidade de tempo né Eh Ou seja um ambiente que só se constitui com a presença D com a interface entre com sinr que se estab
que se estabilizam então eh a presen a forma como a gente percebe como a gente é percebido Eh também está relacionado com a nossa presença né não dá pra gente falar dessa percepção sem eh falarmos de presença eh se não há presença há é ausência né a ausência ela também é percebida ela também é problematizada espaos educacionais né e a ausência ela também é construída né porque se você se a gente pensar no exemplo que eu dei da medicalização eh é uma forma né de eh disseminar essas essas ausências né Porque a criança tá presente
tá e não tá ali né ela não tá interagindo ela não tá eh eh enfim eh eh realizando interações né ou está realizando interações controladas né então ela não está fazendo parte ela está sendo excluída dessa comunidade do tempo né Desse fazer junto desse estar junto né então Eh é um é uma forma de exclusão né Eh por dentro então é é difícil até falar disso mas é é é nessa nessa Perspectiva que a gente precisa também eh observar e problematizar então a noção de design Universal se reelabora e deve se reelaborar de acordo com
o professor com o que Ele defende não só ele como outros intelectuais eh se reelaborar como um design interacional né E aí essa reelaboração inclusive ela eh combate né essas ideias essas noções de desenvolvimento e produtivismo né então quando a gente a gente pensa eh nesses deslocamentos né de um design Universal supostamente Universal que exclui e define quem é universal eh para um design interacional a gente rompe inclusive com essa eh né ideia de desenvolvimento produtivismo na educação né em que a gente tem que entregar em que a gente é número em que a gente
é estatística em que a gente é produção atrás de produção entrega entrega entrega produz produz produz né Eh não né E aí o professor ele fala né a proximidade com os propósitos Da educação inclusiva se revela quando a argumentação né do autor o tining demonstra que no seu entender a presença de cada qual né de de cada indivíduo nos Espaços institucionais compartilhados não deve ser reduzida ao esforço para que todos adquiram condições de participar do Progresso do desenvolvimento pois essa percepção natural o desenvolvimento e seus ritmos de aceleração seus ritmos e acelerações Como roteiro único
hegemônico né que é esse roteiro capitalista desenvolvimentista racista em que a gente vive se é homogêneo eu falei hegemônico mas né é homogêneo que também tem essas características de hegemônico né se é homogneo projeta-se a de cada um como consequência do esforço individual ainda que em espaços coletivos para valer se da oportunidade recebida entre aspas para equiparar-se Para equiparar-se Ou seja que a gente tá falando também de meritocracia né então a gente tá eh né nesse contexto né de eh neoliberal né inclusive eh do indivíduo do esforço individual né da culpabilização também né do indivíduo
então Eh muitas falas né do tipo ah mas por que que a outra pessoa conseguiu e você não né Mas por que que a outra pessoa passou por tantas coisas ela não Adoeceu e você adoeceu Ah mas por que que a outra pessoa consegue você não eh ah mas tem que correr atrás é mas nessa corrida tem algumas pessoas que estão bem atrás né assim eh e também existe uma falácia né de que a gente vive numa democracia racial né em que todos têm os mesmos acessos em que todos temos os mesmos direitos mas nós
não partimos do mesmo lugar né Tem pessoas que estão atrás né que já estão correndo atrás há muito Tempo né Muito em função do que eh eh de como essa sociedade se constituiu né pela violência pelo racismo enfim pelos processos de escravização colonização e também pela ditadura né então eh ele segue dizendo né O avesso dos modos competentes de progredir são os modos relacionais de existência E aí esse ponto é no meu esse trecho no meu ponto de vista é algo eh importante pra gente ressaltar né os modos relacionais de existência a gente existe em
relação A gente existe porque o outro existe a gente não existe eh individual a gente existe individualmente a nossa singularidade mas a gente existe no coletivo né então eh eu acho que isso é algo que a gente precisa retomar né A minha existência ela só é legitimada porque existe um coletivo né então Eh eu entendo que que a gente precisa retomar isso né então quando ele vai falar do Design Né que esse design universal para um design interacional ele recupera também uma outra possibilidade né que é entender o design nos termos do pluriverso né que
aí toma que tem como partida a premissa de que ninguém ou mesmo nada preexiste as relações que constituem todos e tudo eh e aí Ele defende algo que o eh que eu compreendi né a partir da Leitura dele que eu consigo também visualizar né na na minha experiência na Experiência de colegas enfim na experiência eh que a gente tem na nos Espaços escolares e fora também né então desenhar a convivialidade esse conceito convivialidade é produzir ecossistemas relacionais em que a experiência em comum com os com seus emaranhamentos e curas né que rompe com esses binarismos
produtivo improdutivo normal anormal hábil inábil né que é eh que então é o avesso né dos modos competentes de Progredir Então são portanto os modos relacionais de existência então a valorização das interdependências que equivale a recusar tomar ações interdependentes como expressões do perfeito ajudando o imperfeito eh esse ponto também eh eu faço uma pausa pra gente pensar e refletir quantas eh vezes né ou quantas eh histórias e Relatos a gente tem né Eh vivências escolares mas não só escolares Eh desse momento né o mais forte eh ou o feito ajudando o imperfeito né E aí
a gente pode eh problematizar né assim por exemplo eh se der tempo tem um vídeo que é curtinho né são 10 minutos eh Eloí é o nome do vídeo que é uma garota eh que usa cadeiras de rodas né E tem eh deficiências físicas né ela usa cadeira e ela tem algumas eh dificuldades né para eh motoras para se Eh se expressar então para utilizar o lápis e aí nesse vídeo eh tem uma personagem que fica o tempo todo querendo ajudar mas não é uma é uma ajuda definidora uma ajuda que ti que que que
tá ali presente para definir como ela vai fazer tirando retirando toda a subjetividade dessa dessa garota então Eh tá nesse lugar né o perfeito ajudando o imperfeito né o perfeito que define o outro inclusive como imperfeito e define Como ele vai eh né no caso a experiência da Eloí Quais cores eh ela vai usar para pintar para colorir o desenho dela então isso é eh perverso para dizer o mínimo né então e aí não dá pra gente também responsabilizar o outra criança que reproduz né Eh essa violência mas sim a gente tem que eh mediar
ali esses conflitos né Essas eh essa experiência de uma forma pedagógica né então Eh essa valorização das Interdependências solicita inclusive redesenhar os tempos não os tempos de cada um mas aqueles que estabelecem sincronias ou seja o fazer ao mesmo tempo no mesmo espaço com o mesmo Ponto de partida em direção ao mesmo ponto de chegada O que tem na escola Possivelmente seu exemplo mais consistente é importante a gente eh pensar né esse fazer junto eh fazer ao mesmo tempo no mesmo espaço mas assim a gente também não não pode né Desconsiderar que eh partimos de
lugares diferentes partimos de experiências diferentes né né então a escola ela tem esse eh esse ela na ela é construída assim né então você coloca maior número de pessoas eh no mesmo espaço no mesmo tempo né e eh entendendo que essas crianças precisam aprender da mesma forma do mesmo jeito no mesmo tempo e que elas saiam né Eh mais ou menos assim Né entrem de um de uma forma né com as suas singularidades as suas características e nesse processo vão se pastorando se eh padronizando perdendo a sua subjetividades né as suas singularidades então uma vida
inclusiva e o professor vai falar pra gente concerne a reapropriação das tecnologias com base na premissa de que diversidade também diz respeito a esse Uno Tecnológico universo esse que só aparentemente é universal lembra do que eu falei lá que esse universal ele é supostamente né Universal né que essa ideia essa noção e essa suposta ideia né de universalidade que contempla todos não contempla todos né por isso é que você vai definir o que é o anormal O que é o inábil O que é o improdutivo io né Eh então ele diz né a tecnologia não
é antropologicamente universal Seu Funcionamento é assegurado e limitado por cosmologias particulares que vão além da mera funcionalidade e da utilidade assim não há uma tecnologia única mas uma multiplicidade de cosm técnicas né por que ele tá falando eh das tecnologias ele aqui tá mobilizando tecnologia para para a gente entender que existem eh diversas formas de conhecimento ele tá mobilizando tecnologia como Conhecimento né também como conhecimento está tá mobilizando tecnologia eh como a eh relacionada à acessibilidade a às noções de design que ele vai trazendo né o design Universal design interacional e esse design eh pluriverso
eh justamente para pensar tecnologia como conhecimento né como ciência então existem outras maneiras de ser estar no mundo de se compreender no mundo né De se relacionar de produzir conhecimento de relações né Eh não não é não está Somente circunscrita essas relações eh que definem o outro né a partir de uma de uma condição de inferioridade então Eh pensem a mudança na forma porque a gente tá falando de design muda as relações né E aí você pode entender o design como eh arquitetura né mas você entende o design como forma né então Eh por isso
que ele vai relacionar com eh por isso que ele traz né nessa perspectiva das relações como é que a Gente muda eh a forma como a gente se relaciona né Eh olhando para outras experiências olhando para outras Cosmos visões para outras Cosmos técnicas para outras formas de produção de conhecimento né E aí eh uma pergunta que eu deixo né já assim e se encaminhando para finalizar mas eu vou abordar também aspectos de uma sociologia das deficiências como eu falei para vocês eu deixo uma pergunta quais didáticas para Uma educação inclusiva né eh não só quais
didáticas né Mas quais referências quais abordagens quais atitudes né E quais intencionalidades eu assumo né para as minhas práticas pedagógicas né Lembrando que eh As Nossas ações elas são investidas de intencionalidade né É isso que faz o nosso trabalho pedagógico ser pedagógico E aí gente pedagógico né pode eh você pode ter concepções de educação eh conservadoras Bancárias como você pode ter concepções né de educação assumir né E que deveria ser assim concepção de educação antirracista anticapitalista anticapacitista e a gente também precisa observar as contradições né que mesmo aquelas concepções de educação progressistas elas também são
muitas vezes contraditórias em suas eh definições né em suas ações em suas práticas né porque se a gente Observar esses retrocessos que acontecem na educação inclusiva esses retrocessos que acontecem né na saúde eh que tem relação com as pessoas com deficiência como a gente viu no primeiro encontro no primeiro momento do encontro a gente eh ende que essa proposta de lei esse projeto de lei parte de uma eh enfim de uma pessoa né ou de um ministério que se pretende Progressista então pra gente ver as contradições que estão presentes né Eh nas nossas na nas
nossas experiências né enfim nos Espaços que a gente ocupa e na sociedade né como a sociedade ela é constituída né então esses espaços Eh institucionalizados Ou quando a gente vai pensar eh a composição dos Ministérios né pensar essa essa constituição política né atual do Brasil e a gente vai olhar para os Ministérios a gente supõe que sejam Eh enfim um pouco mais progressistas né mas aí a gente vê ess processos né então pra gente ver que assim são Campos de luta de disputa de disputa de narrativa e quando a gente fala disputa de narrativa é
disputa semântica e aí a gente consegue ver no texto do professor justamente isso porque acesso acessibilidade e inclusão não são as não são sinônimos né E aí o que eu quero dizer ele fala nesse texto que Eh tendo acesso eess ade o acesso e acessibilidade não garantem a a a inclusão o que garante a inclusão é a convivialidade é a mediação porque eu posso ter acesso eu posso ter acessibilidade Mas se eu não tiver mediação se eu não tiver convivialidade eu não tenho inclusão então por isso que não são sinônimos e é isso que o
professor ele traz eh nesse texto Nesse artigo e eu recomendo Fortemente que vocês façam a leitura desse texto assim não só para para para esse momento mas pra vida até porque a gente eh precisa desnaturalizar o uso de alguns conceitos né porque a gente vê também eh como esses conceitos eles são eh banalizados né então Eh o acesso eh ele não garante a inclusão a e a gente pode pensar eh em vários fatores né quando a gente pensa eh em políticas de acesso ao ensino Superior né Eh é importante mas é importante que existam outras
ações né Principalmente quando a gente vai pensar permanência né desses estudantes nesses espaços né Eh estudantes né que são pessoas com deficiência estudantes dos grupos minoritários então é pensarmos a permanência é importante a gente pensar a mediação né Eh nesses momentos nesses contextos então eu eh fica aqui né a a dica eu vou deixar aqui o link também do livro Eh que tá disponível também Ai pera aí para vocês eh fazerem download eh é um livro que foi se eu não me engano eh foi publicado pela Unifesp e eh eu posso eu também vou encaminhar
para vocês eh por e-mail E aí paraa coordenação e eles vão passar para vocês então gente eh não tem chamada eu passei já a atividade que vocês precisam fazer viu Cláudia que precisa ser eh entregue até amanhã às 22 horas é uma atividade que propõe algumas Reflexões eh se os colegas puderem colocar aqui no no chat para paraa Andreia tá eh deixa eu ver aqui pera aí deixa eu só já copiar e por aí novamente Vou colocar aqui de novo tá bom aí você vê se tá funcionando se se tá abrindo para você aí precisa
fazer essas duas reflexões e se possível fazer a entrega até amanhã às 22 horas tá bom eh esse esse texto que eu vou essa apresentação que eu vou fazer agora eu Não fiz como uma indicação de leitura para vocês porque eh enfim eu eu decidi trazer aqui no nosso encontro Mas eu também vou disponibilizar o texto para vocês eh enfim porque a gente eh a gente se prepara né para pra aula pro encontro mas sempre numa perspectiva de ampliar de expandir né E aí às vezes a gente consegue outras vezes não eh mas é importante
a gente discutir as Questões então que eh compõe aí esse campo de estudo e pesquisa que é a sociologia da deficiência né esse eh um texto então que eu mobiliz aqui nesse encontro né É também com esse título sociologia da deficiência vozes por significados e práticas mais inclusivas eh então é do Franco Ezequiel harlos né e da Fátima Elizabeth denar são pesquisadores aí sociólogos né que então eles fizeram eh Esse estudo da arte né eles eh foram então observar Historicamente como a deficiência né como conceito deficiência ele é mobilizado eh por várias áreas do conhecimento
então eles iniciam né definindo a sociologia da da da deficiência como eh um campo né de múltiplas vozes que apresentam léxicos e categorias discursivas né que tem aí eh por função à interpretação de elementos da deficiência para os quais a educação na Educação Especial existem poucas ferramentas analíticas né então assim Eles estão defendendo que eh o campo da sociologia da deficiência eh tem aí é como contribuição ferramentas que auxiliam A análise né interpretações mais analíticas eh a respeito né Eh dos efeitos né Eh a respeito dos fenômenos né relacionados à deficiência ou a noção de
deficiência a compreensão de deficiência então Eles seguem né Eh defendendo que sistematizar histórias e teorias Associadas com a sociologia da deficiência eh e identificar nesses elementos sistematizados vozes para repensar o significado da deficiência e a e as da Educação Especial voltadas às pessoas em situação de deficiência ou seja outras vozes aqui eles colocam novas vozes entre aspas por significados eh deixa eu ver aqui por significados e práticas Mais inclusivas e aí eh eles utilizam né para Esse trabalho uma metodologia então eles vão analisar eh eles dividem né Eh o trabalho por meio de análise então
e a publicação ela tá ali eh falando então mobilizando essas histórias e teorias interpretações que são relacionadas a sociologia da deficiência né porque esses autores eles vão Então reunir eh no seu estudo publicações diversas sobre deficiência E aí eles organizam né Eh o trabalho o estudo a partir do que eles interpretaram dessas publicações e são publicações que eh são atuais atualizadas constantemente que são referências né para quem trabalha eh para quem está na área né da educação eh especial então num primeiro momento eles têm ali uma publicação né eles entendem eles estabelecem alguns critérios né
como eles vão eh olhar interpretar essas eh publicações então a publicação ela Deve trazer histórias e teorias e interpretações relacionadas com a sociologia da educação eh cada publicação analisada né Eh deveria apresentar um novo aspecto dessas histórias teorias e interpretações e não preenchendo nenhum desses critérios anteriores a publicação só poderia ser relacionada caso fosse frequentemente citada né então eles estabelecem critérios para avaliar um conjunto de Publicações a respeito acerca eh da Educação Especial E aí a análise de conteúdo que é uma das metodologias que os autores utilizam foi empregada para análise destas obras né compiladas
sendo compreendida como um conjunto de técnicas de análise das Comunicações né Eh marcado por uma grande disparidade de formas e adaptável a todo o vasto campo de comunica de comunicação né das Comunicações não sei se vocês já fizeram Análise de conteúdo Mas é interessante também como uma metodologia que a gente tem né que se apoiar que se ancorar Principalmente quando a gente tá falando eh de conceitos mas também existe a possibilidade de análise de discurso né porque eh muitas vezes eh algumas questões não serão percebidas somente com análise de conteúdo né então A análise de
conteúdo utilizada foi a análise categorial né como eles defendem Que são categorias identificadas a partir de técnicas né então eh a partir das seguintes a partir dessas técnicas né de análise de conteúdo e dessa análise categorial eles conseguiram localizar nas publicações primeiro né parad digma médico de Interpretação da deficiência segundo eles conseguiram localizar histórias associadas com sociologia da deficiência e um terceiro ponto teorias né da sociologia da Deficiência então Eh esse paradigma médico de Interpretação da deficiência é esse modelo individual de compreensão da deficiência que traz aí esse modelo eh biopsicossocial da deficiência e esse
modelo é interrelacional então são três eh possibilidades de interpretação né que vem aí acompanhado desse paradigma médico que é compreender esse modelo individual né de deficiência então Eh esse modelo biopsicossocial né que aí Eh a gente pode eh problematizar porque vai eh se encaminhar para uma ideia biologizante né da deficiência eh positivista essencialista e esse modelo interrelacional né que eh vai aí pensar os coletivos né E aí eh as histórias são associadas as histórias são associadas com a sociologia da deficiência Então porque eles falam das histórias porque Existem Relatos de experiência né nas pesquisas que
estão sendo eh mobilizadas E aí a partir dos relatos de experiência eles chegam então nos relatos né dos movimentos sociais né E que eh estão aí eh mobilizando três né frentes que são a frente epistemológica eh Legislativa e de organização política né eh e aí eles definem né a sociologia da deficiência enquanto uma sociologia específica que Tem amplo potencial para provocar revisões em práticas educativas e sociais que estão relacionadas né com as pessoas em situação de deficiência E aí eu acho que é interessante trazer situação e não condição porque condição dá uma ideia de permanência
e situação né Aliás nem de permanência mas em que a pessoa ela eh não eh também de permanência mas que essa essa a ideia de deficiência vai definir Inclusive eh capacidade né subjetiva e cognitiva dessa pessoa né é situacional né a partir do ponto eh a partir da possibilidade que a gente tem de compreender que a deficiência ela que as pessoas não nascem com deficiência né algumas em alguns casos sim mas que eh que eu quero dizer dizer não é uma condição eh que vai definir ela eh num lugar de inferioridade né E aí trazendo
Então as teorias da Sociologia da deficiência eles conseguiram recuperar os trabalhos né do pers do goffman e do Foucault né E aí eles dão destaque aqui para as interpretações do Foucault né que é o que eh que ali o Foucault tava pensando nessa nesse conceito de anormal né que então as interpretações do Fô ao produzirem uma reconstrução genealógica do conceito de anormal uma genealogia da anomalia e do indivíduo anormal dos dispositivos que servem a definição do Mesmo e das tecnologias de poder que lhe correspondem descortinaram processos que estão na Gênese da anormalidade da própria Constituição
da categoria deficiente eh permitiram a fundação de novos Olhares Sobre as relações de poder saber que incidem sobre pessoas em situação de deficiência no cotidiano das práticas escolares e médicas voltadas a este coletivo por essas características as análises foco tianas são um referencial Indispensável para repensar se práticas discursos que levam a deficiência para o território da anormalidade e eu fundam mecanismos disciplinares como forte incidência negativa para o coletivo em questão então Eh quando eh se faz essa reconstrução genealógica Esse estudo né Eh a Gênese né Eh como surgiu esse contexto mas eh relacionado a contextos
históricos Então como esse conceito de anormalidade É mobilizado eh na história né da educ das sociedades né então o que era anormal há um tempo atrás hoje a gente já tem uma já tem outras concepções mas vejam não é porque hoje temos outras concepções que essas anteriores não estão presentes né então eh a gente passou mas muitas vezes eh essas concepções retomam né e elas estão presentes né a a luta é para que a gente não eh não não regrida né para esse lugar Por isso que a gente fala estamos em disputa disputa de narrativa
quer dizer também isso não regredir a esse estado anterior né que eh trazia que compreendia as pessoas em situação de deficiência eh como anormais né e é até interessante depois se vocês puderem realizar a leitura desse trabalho do Foucault eh como ele eh vai fazendo eh Esse estudo e ele também vai relacionando eh também com A concepção de crimin de de criminalia né Essas pessoas anormais elas são criminalizadas E por quê né é interessante a gente pensar eh nesses dispositivos quando o Foucault vai falar eh definir o que é o dispositivo são mecanismos né ele
não define como conceito como mas são esses mecanismos de eh que aqui mesmo no no texto vai trazendo para eh enfim Eh definir né eh todo um um um repertório né enfim que define portanto as relações de poder e saber né ou seja o poder em si ele eh a constituição dos poderes como a gente observa na história também tem uma relação diretamente com eh os saberes né então ou seja eh define as relações nesse lugar quando os autores estão falando aqui eh que Eh eu vou até retomar a leitura pra gente eh compreender de
uma forma mais aprofundada eh esse trabalho Esse estudo né do Foucault ele descortina esses processos né então como essa ideia de anormalidade ela é construída eh e criada historicamente né e tá muito eh próximo da ideia da categoria de deficiente então Eh quando a gente entende que há uma construção histórica que há uma Intencionalidade eh que há ali eh por parte né Eh dos grupos sociais hegemônicos essa construção né esse esse esse lugar de poder que define o outro enquanto a normal e que define essa categoria deficiência eh esse poder ele também cria condições né
Eh cria estabelece relações então é um poder que é eh se constitui não só no discurso mas na prática Então você lança mão de dispositivos de mecanismos de Tecnologias né Eh para que eh essas concepções sejam legitimadas sejam praticadas né Não só no discurso mas na ação né Eh então quando a gente observa a história eh e a sociologia das deficiências a gente vê aí por exemplo né a construção de eh manicômios a gente vê eh a instrumentalização instrumentos né para eh que são utilizados que foram utilizados com essas pessoas definidas como anormais como deficientes
eh né A o encarceramento dessas pessoas né então a gente vê todo eh uma constituição de dispositivos de mecanismos de tecnologias de instrumentos né para legitimar eh essas concepções né que não são só concepções porque não estão no campo somente da ideologia mas né Eh do exercício né do Poder né esse poder saber é o exercício do Poder por meio de tecnologias dispositivos mecanismos né e aqui eu trouxe alguns exemplos né Eh e aí Eles seguem trazendo outros pesquisadores como o eh Fest Oliver e outros né Eh que são marxistas também então eh não exclui
uma compreensão da situação da pessoa com deficiência eh né Por uma abordagem marxista né que aí eles eh vão desvelar então que as pessoas em situação de deficiência também vivem os os as consequências e os efeitos do capitalismo né E quando eh integrantes de classes menos favorecidas como apontam os os autores Que estão então dialogando com os teóricos marxistas eles experimentam a condição específica de terem sua pobreza aumentada só por terem o trabalho para vender e não poderem vendê-lo eh porque des acreditados de suas possibilidades ou porque efetivamente incapazes de trabalharem da mesma maneira que
os demais membros da sociedade então Eh as pessoas em situação de deficiência elas Eh São né alcançadas aí vivenciam também os efeitos do capitalismo porque na maioria das vezes né infelizmente Elas serão reduzidas né como incapazes diante dessa sociedade capitalista né neoliberal da produção da entrega eh meritocrata né E aí assim eu eu eh finalizo aqui o o texto dos professores se vocês tiveram se vocês tiverem interesse também por por fazer a leitura eu acho que eh vale muito a pena Eh foi publicado numa revista né Eh iberoamericana então pensando também as relações eh internacionais
assim quero dizer né no contexto da América Latina iberoamericana também pra gente pensar que são temas que eh São temas globais né da mesma forma a gente consegue mobilizar eh ações movimentos eh globalmente a gente precisa também mobilizar Eh enfim essas produções de nesse lugar também né pensar que atingem pessoas no mundo todo de maneiras diferentes mas aqui o exercício também a gente olhar pra experiência do Brasil né bom queria saber se vocês gostariam de falar alguma coisa expor algum comentário também esse texto mas eu vou deixar aqui como referência para vocês que eu acho
importante a gente debater essas questões sobre sociologia Da das deficiências eu não sei se vocês já tinham lido Se vocês tinham tido acesso a esse contexto eh das sociologias das deficiências mas eh ess é a deficiência compreendida eh na relação coletiva né Eh a partir da experiência desses coletivos que são atravessados né pela eh pela situação né da deficiência então pra gente pensar eh como que esses atravessamentos eles são constituídos historicamente e é Interessante pensar eh nessas aproximações né Por exemplo eh não dá pra gente pensar a situação da pessoa com deficiência eh sem a
gente pensar nos atravessamentos né e os efeitos que essa sociedade capitalista tem não dá pra gente pensar na experiência eh eh das pessoas em situação de deficiência sem a gente pensar os atravessamentos raciais então a Sociologia das deficiências elas eh a sociologia da cência das as deficiências nos auxiliam nesse sentido para entender como se se construiu historicamente né essa noção de deficiência e como essa eh noção de Def deficiência está atrelada a essa condição de anormalidade né que aí o Foucault o trabalho dele os anormais é é importantíssimo assim pra gente pensar e aí gente
pensando eh na nossa experiência Brasil a gente tem aí né Toda uma luta antimicon Nial né que Vocês devem eh creio eu eh acompanharem estarem acompanhando né porque eh a gente né passa aí por momentos históricos eh que precisam ser retomados né pra gente compreender determinadas eh violências né pensar por exemplo eh a condição da pessoa negra na sociedade brasileira né Eh em muitos M se a gente pensar ali no Início da República eh eh em que a questão né Eh com o fim do da escravização né da Abolição da Abolição conclusa ou Da falsa
Abolição ou eh a gente tem ali mecanismos e dispositivos né para e o que eu coloquei logo no início né Eh nesse segundo momento né como resolver esse problema como resolver o problema eh do Brasil né naquele momento né em que essa República foi inventada né como Eh resolver a questão do negro né da pessoa negra então o negro passa a ser uma questão né como resolver a questão das pessoas indígenas dos povos originários Então os povos originários enquanto uma questão a ser resolvida enquanto um problema ser resolvido então Eh esse confinamento né em manicômios
eh esse encarceramento institucionalizado né Eh das pessoas negras eh se constitui na história da nossa sociedade enquanto Políticas públicas né E aí fazendo essa relação com que eh Foucault nos traz né desse desse da biopolítica né que é um mecanismo de governança então eh a gente eh tem aí políticas que vão definir quem eh deve morrer né Eh não é mais sobre quem vive quem pode viver mas quem deve morrer isso gente a gente fazendo uma leitura assim eh trazendo Foucault para entender esses processos que passaram né Assim eh a gente poderia mobilizar a partir
de outras referências eh Essa é uma das referências não é a única eh a gente também deve recorrer retomar os nossos intelectuais para compreender né e e a gente tem eh várias referências no campo da sociologia da educação da história eh do negro na educação da sociologia eh do negro né que é eh desenvolvida pelo clobes Moura o Intelectual é importante pra gente pensar eh enfim essas definições essas eh contradições ali né No início da nossa República eh esses eh o pós-abolição né enfim e também movimentos de resistência né porque a gente vai olhar paraa
história do negro na sociedade para a história do negro na sociedade para a história eh das dos povos indígena sempre numa perspectiva Eh subserviente né Sem conflitos mas a resistência né então e essa resistência ela é histórica ela existe né a gente tem as revoltas eh as rebeliões né rta Revolta dos Malês então é preciso eh retomar também Esse aspecto da essa retomar nossa história a partir dessa abordagem né das resistências não só da subserviência da assimilação mas também das resistências né sobretudo das resistências eh e eu por que que eu tô falando isso porque
eh o Fô também traz Isso né onde há relação de poder a relações de resistência né eh e aí eu acho que assim não é anular ou hierarquizar ou trazer teóricos de Fora para legitimar a nossa experiência mas como a gente dialoga né Eh com esses teóricos né também a gente pode trazer a referência eh da professora Sueli Carneiro que tá dialogando com o Foucault na na na na sua tese né a o outro né eu vou depois retomar o título mas ela tem ela estabelece esse Diálogo com o Foucault porque ele vai pensar eh
justamente o biopoder né a partir das da das relações de de gênero eh mas há também eh uma relação né que tem que ser observada que as relações de poder eh relacionadas às questões raciais né então Eh as relações de poder elas são as são atravessadas pelas relações de gênero de raça e de classe então Eh tudo isso gente para dizer que A quando a gente estuda né Eh a gente não se especializa em deficiências tá e uma coisa que eu quero falar nos cursos de eh educação inclusiva educação especial eh nós não estamos formando
pessoas para serem especialistas em deficiências Esse é meu posicionamento a gente forma pessoas para eh principalmente entender né compreender porque historicamente essas pessoas em situação de deficiência foram Definidas nesse lugar de inferioridade foram definidas como outro foram definidas como anormais né eu não eh acredito nessa formação de especialização nas deficiências sabe eu acho que sim a gente precisa entender e compreender mas eu tô eh formando tentando eh formar pessoas que eh profissionais pesquisadoras pesquisadores professores e professoras também me formar porque Eh a gente não forma né a gente se forma né Eh nessa perspectiva né
então por que que esses corpos eh foram historicamente eliminados aniquilados né quais os efeitos disso para eh para eh a sociedade para os coletivos sobretudo para os grupos socialmente que foram interditados subjulgar né E aqui estamos falando né da experiência das pessoas negras das pessoas indígenas das pessoas com Deficiência das pessoas em situação de deficiência e o quanto a nossa linguagem ela é eh precisa ser problematizada né no sentido de que a linguagem ela também eh mata ela também aniquila ela também eh invisibiliza né e enfim essa Eh esses eram os meus objetivos na aula
né assim eh eu poderia passar por todas as deficiências e que seria importante também que quando eu estou eh Ministrando oficinas e cursos eu eu passo é importante a gente compreender e saber mas eh no campo da educação eh acho que a gente também precisa entender essas categorias esses conceitos porque a gente não tá falando de termos apenas né são conceitos que definem eh vidas né então quando a gente eh problematiza que acesso acessibilidade e inclusão não são sinônimos né E que a gente Eh precisa eh buscar outras metodologias né então Eh sensibilidades outras eh
precisamos nos sensibilizar de outras maneiras outras formas outras Cosmos visões eh e outras metodologias né uma abordagem interseccional métodos né Eh outros né como a interseccionalidade eu acho que a gente tá rompendo com essas narrativas hegemônicas acho não são movimentos que Se encaminham para esse lugar né do combate do enfrentamento da ruptura das mudanças eh porque tem um caráter transgressor né a gente eh ao eh debater educação inclusiva e pensar uma abordagem interseccional né porque em geral eh Infelizmente como eu disse lá no no início né do nosso encontro quando a gente faz uma pesquisa
uma busca mesmo Nas redes sociais sim assim pessoa com deficiência os resultados as referências na sua maioria são de pessoas eh brancas né E aí por exemplo Os relatos das das intelectuais que a gente ouviu na parte da manhã Eh a em relação ao autismo a baixa visão eh são sempre referenciados né pelas pessoas brancas e aí com isso gente eu não estou dizendo que as pessoas brancas não vivenciam opressão mas vejam eh são Lugares diferentes né eh e aí a gente precisa eh se tentar a isso né como profissionais da educação como pesquisadoras que
somos né porque somos pesquisadoras já diria Paulo Freire né e é isso eu aproveitando que tem 15 minutos gostaria de ouvi-las de ouvi-los mas também compartilhar eh um vídeo eh com vocês né é um vídeo curto um desenho animado de 10 minutos e tem uma Um outro também que é uma experiência eh com bonecas brancas e bonecas negras né Assim que performam eh branco que performam eh e bonecas negras não sei se vocês querem falar alguma coisa eh algum relato alguma dúvida todo mundo conseguiu abrir o Formes entenderam as questões Então beleza deixa eu ver
aqui que se eu Consigo passar o víde Pera aí só mentinho passar esse aqui quale bambola e Bianca quale bambola e Nera quale delle Due Bella questa qual quella Bella qual quella brutta e qual quella buona quale [Música] cattiva qual Buona le perché buona perché Gli occhi celesti quale cattiva [Música] perché cattiva perché Tutto Tutto Nero e qual la bambola che ti somiglia di [Música] quale bambola e Nera mi ha offeso s Tu perché perché Mi hai chiamato Nera perché ti offendo mi offend perché altri Bambini mi hanno offeso con cattiveria no Io non ho
usato Nessuna cattiveria quello sto mi Sta guardando storto eh non se se C assistido eh esse vídeo E aí acho que fala muito né sobre o que a gente a gente discutiu eh ai tem um gatinho passando aqui ah passou eh sobre o que a gente discutiu né sobre os rótulos eh que né são rótulos mas são preconceitos né eh e aí sobre a percepção né Eh esse vídeo deixa isso muito Evidente né evidenciado assim é como eh as percepções de bem né do que é bom do que é mal eh estão associadas né a
cor da pele né Eh e como as crianças se percebem em relação né a às bonecas ehg a boneca Negra e a boneca Branca né Eh no fim né do vídeo eh a garotinha fala né Eh que o entrevistado é a chama de negra não um lugar eh Eh enfim malicioso talvez não seja essa tradução mas eh de uma forma negativa né porque a compreensão do que é ser negro né Eh para paraas sociedades que passaram né Eh pela experiência da escravização e da colonização e também para os povos né porque a gente tem que
pensar eh os povos negros em diáspora né a gente tá falando ali da experiência da Itália mas que eh né existe existem pessoas negras né Na Itália existe a experiência Negra eh em diáspora na Itália Então como é que ela percebe né Eh eh O que é ser negro numa sociedade né Branca eh Então essas percepções né elas precisam eh Há um movimento né os movimentos sociais movimento negro aqui no Brasil também eh luta né pela mudança de percepção né Eh como a gente se percebe como eh somos Percebidos então assim aí estabelecendo diálogo com
o que a gente leu no texto né Eh que a percepção ela também é construída né Essa Ideia associar a o negro a pessoa negra a a coisas ruins né Eh é uma construção né se a gente olhar pra experiência brasileira né como tudo isso foi construído a partir de teorias importadas teorias né de um racismo científico eh a gente começa começa não a gente Passa a entender né e é preciso que a gente retome eh eh não para nos conformarmos para não eh retornarmos regredimos a esse estado anterior né Eh por isso a importância
das políticas públicas por isso a importância de de uma educação eh antirracista por isso eh a importância de uma educação para as relações étnico-raciais né Eh e sim sabemos que as políticas públicas elas também são forma de Controle mas também eh podem ser tension nesse lugar né de eh de redistribuição de direitos redistribuição Econômica eh de acessos né acesso a bens eh simbólicos materiais eh Então essa eu passei esse vídeo não sei se vocês já tinham visto mas quando a gente tá falando de educação Inclusive a gente também tá tá falando né de uma educação
eh também que alcança ou que deveria alcançar os grupos minoritários Aí minoritários sabendo eh que não são minoritários porque são maioria da população brasileira mas são minoritários porque não estão nos postos né nos pontos eh de gestão de definição eh que tá mudando né mas eh retomemos aí né o processo de escravização no Brasil né Quanto tempo mais de 400 anos então e é isso a Di falou eu não consegui ler o texto durante a aula caiu minha internet ele está ele está no material para estudo Sim o texto do professor Marcos César está mas
eu vou passar os os demais materiais que a gente utilizou aqui eh também serão encaminhados paraa coordenação pedagógica eh queria ouvir vocês saber se vocês estão com dúvidas se vocês querem falar alguma coisa eh dúvidas críticas eh desabafos choros é momento eu não vou conseguir passar o vídeo eh o desenho eh animado mas eu encaminho também o link Paraa coordenação pedagógica e vocês podem acessar com mais calma eh na casa de vocês né em outros momentos eh queria pedir desculpa se alguma coisa ficou atropelada enfim eh mas dizer que eh retomando O que o professor
Marc César falou né está para além eh a educação especial ela é a relação de ensino e aprendizagem mas ultrapassa essas fronteiras né então é importante a gente falar né das nossas experiências Dos nossos cotidianos porque eh defendemos né Assim como Bel hooks sempre eh fala né falava que eh eh o pessoal também é político né então eh não tem como a gente fugir disso eu tinha falado antes da gente sair pro intervalo desse livro eh inclusão na prática da Rosana Ramos estratégias eficazes para educação inclusiva e ela eh a partir da do capítulo se
ela traz inclusão na prática e são estudos de caso né eu vou deixar como sugestão para Vocês eh é é fácil é acessível localizar esse livro eu não sei exatamente quanto e está atualmente eu não tenho ele digitalizado não sei se tem PDF mas acho que é importante a gente ter eh como referência vocês de repente podem sugerir paraas escolas onde vocês atuam eh a compra do livro para vocês terem de repente fazerem grupos de estudo e fazerem a leitura eu eh tive acesso eh num grupo de estudo né que eu fazia Parte e e
eu achei eh interessante e importante porque a linguagem que ela apresenta pra gente também é é é acessível né não assim é uma linguagem próxima e e traz estudos de caso reais né da experiência estudos empíricos e uma outra eu vou pôr no chat tá e uma outra sugestão é o livro O incluso do eh deixa eu tirar aqui esse fundo porque senão vocês não vão conseguir ver gente Ai que bacana não sei tirar o fundo ah tirei tirei ó esse é o que eu falei há pouco eu vou pôr o nome direitinho para vocês
eh eu a eu achei eh interessante porque tem tem uma um exemplo que ela traz eh de um aluno de uma criança que ela não conseguia ela tinha algumas eh limitações né para para se expressar e e também coordenação motora Então ela ela sempre eh fricciona o um dos Dedinhos na mesa Assim né ficava nesse movimento e aí a professora muito atent eh passou a a a incorporar na relação com com a com esse aluno eh essa expressão então Eh ela foi trazendo outros elementos como um imã para indicar eh trabalhar com eh outros recursos
né em que eh essa forma de expressão né não não se tornasse uma um problema assim mas que fosse eh evidenciado ali como uma Característica né é parte da singularidade daquela criança assim ela contando eh é interessante porque quando isso chega na escola e como chega na escola sempre vem numa perspectiva né que é de um problema que precisa ser resolvido né então gente não né não tem nada que precisa assim a gente não tem que olhar nessa perspectiva né claro que eu não tô desconsiderando aqui que a gente não é tenha que ter eh
Eh eh outras outras que a gente não devo assumir outras eh medidas no sentido de que a gente tem que criar redes buscar redes e apoios né redes não só para para para criança mais redes para pensar formação e tal mas como a gente já vai nessa perspectiva de que aquilo é um de que aquela situação é um problema e que precisa ser resolvido né Eu acho que um um dos deslocamentos que a gente precisa fazer enquanto eh professora Professor Pesquisadora pesquisador que assim a gente não vai resolver problemas né a gente né sim e
que a gente não precisa eh entender nessa chave né de que há um problema de que eu estou diante de um eh de que essa forma como a criança se expressa é um problema que precisa ser resolvido porque aí a gente cai naquilo né precisamos medicalizar precisamos de um diagnóstico enquanto não sai o diagnóstico a criança fica no Limbo enquanto a criança não é medicalizada a criança fica no Limbo e esse ficar no Limbo é um lugar de morte também né então eh eh eu queria falar sobre isso assim antes de de encerrar e é
Rosana Ramos O livro é inclusão na prática e é da editora da sumos editorial sumos editorial Ah meu acho que eu tô passando só paraa Paula desculpa gente eu enviei só paraa Paula perdão E aí essa eh outra sugestão é o incluso que é do Paulo eh Fabião e ele é um artista ele ele utiliza cadeira de rodas né Eh ele teve eh ele tem eh alguma ele tem uma condição ele tem uma situação né né de deficiência eh Então eu não sei exatamente qual é a situação da deficiência dele mas ele faz uso de
cadeira de rodas né E aí esse Aqui só para vocês conhecerem Esse é o Paulo ele é jornalista ele é comediante eu estudei com ele né Eh a gente estudou junto a gente fez jornalismo E aí ele escreveu esse livro eu acho eu recomendo também eh eh por um eh por vários motivos mas principalmente porque é um é uma narrativa que traz eh as contradições Então não vai Romantizar a experiência eh de uma pessoa em situação eh de deficiência assim como também não vai Romantizar eh a leis a lei né de cotas para deficiência Então
acho que é importante a gente ter também essas essas abordagens essas outras perspectivas né eh justamente pra gente pensar as contradições e aí uma das contradições que ele traz e que eu achei assim eh genial ele faz uma errata colocando assim por mais que os livros passem por um trabalho minucioso em sua produção revisão e processos Editoriais ainda assim apresentam eh galias visto que todos os livros são produzidos por pessoas humanas apesar da ótima revisão realizada pela Editora alguns erros de digitação do autor que diga apenas que digita apenas com uma mão Foram deixados propositalmente
Espero que esta leitura tenha te deixado menos capacitista e que esse fato não sobreponha a obra e Paulo Fabião né E aí a editora que éter Poter editorial Então acho que já Tem aqui uma provocação né nessa errata eh vou deixar aqui também como uma sugestão para vocês editorial a gente tem um gato aqui é aí se vocês enfim tiverem interesse ele ele tem eh uma presença ativa nas redes sociais Ele é uma pessoa acessível assim disponível para conversar para dialogar e eu acho que vale também a pena a gente eh acompanhar o trabalho né
dessas Pessoas assim e também queria sugerir gente para quem tiver em São Paulo eh vai haver uma programação no Sesc eh um dos sesques novos que que abriram recentemente Ah tem um gatinho meando gente eh que fala sobre a experiência de Ateliê eu vou colocar aqui para vocês eh mas eh também vou mandar por e-mail acho que é melhor mandar para vocês por e-mail para não tomar eh o tempo mais de vocês Então queria agradecer dizer que foi eh importante esse momento aqui de conversa de troca eh é a minha última aula do ano queria
agradecer muito a presença de vocês desejar para vocês eh uma jornada eh não vou desejar uma jornada tranquila porque é uma jornada de muita tensão de muito intencionamento porque esse também é o nosso lugar né enquanto professora pesquisadora Mas desejo que vocês eh Consigam enfim seguir a as jornadas de vocês a experiência de vocês e que né a educação é um lugar eh eh que vale a pena né Que que é importante pra gente é isso que eu queria dizer e desejar para vocês Boas Festas e é isso se vocês tiverem algo a falar fiquem
à vontade mas a gente já tá encerrando Lembrando que a aula tá gravada viu e aí a gente vai subir lá pro pro site paraa página para vocês poderem acessar novamente e os materiais extras eu Encaminharei paraa coordenação pedagógica Possivelmente vocês teram acesso brevemente tá bom é isso tô entendendo que ninguém mais quer falar então vou encerrar aqui viu Gente vou encerrar a gravação finalizar a aula boas festas