[Música] Olá eu sou Fabiano Santos e vou trabalhar com vocês mais uma aula sobre currículo e educação na aula de hoje vamos discutir sobre o módulo 4 políticas curriculares a unidade de hoje é a unidade 1 a base Nacional como curricular e a organização curricular fazendo uma retomada dos últimos do último módulo no último módulo a gente discutiu sobre as teorias do currículo falamos da importância de pensar o currículo desde uma concepção teórica que sustenta esta prática Falamos também que nós professores professores precisamos ter Claro qual é a concepção teórica que nos orienta na prática
pedagógica essa concepção teórica não pode estar desvinculada da prática pedagógica realizada no currículo Vimos que há uma diferença entre as teorias curriculares críticas e pós-críticas essas diferenças Estão guardadas na proporção entre o que se compreende sobre modernidade e pós-modernidade também já trabalhados nos encontros anteriores a diferença da modernidade e da pós-modernidade a partir deste módulo a ideia que Nós pensamos para trabalhar com vocês é refletir afinal de contas tudo isso que nós trabalhamos desde o módulo 1 que discutiu as concepções de escola de sociedade própria currículo até as teorias curriculares como isso se manifesta na
nossa realidade Educacional contemporânea especificamente na nossa realidade brasileira então é muito importante que vocês consigam estabelecer vínculos estabelecer relações entre essas questões discutidas do ponto de vista teórico e a sua aplicabilidade sem com isso dar a entender que é possível existir diferenças de saciamentos entre teoria e prática não estou dizendo isso inclusive já fiz críticas aqui sobre compressão de pensar a existência de teoria na vida vinculado da prática o que eu estou falando aqui é a necessidade de exemplificar como toda esta teoria tudo isso que a gente viu se manifesta na realidade né se a
gente pensar naquela naquele encontro que nós falamos sobre os as formas de pensar e manifestar e produzir o currículo a gente poderia dizer que é um momento de ver como este currículo ele é prescrito ele é organizado ele é difundido para a sociedade tá gostaria de iniciar contando para vocês então e um pouco da história da base Nacional comum curricular a base Nacional como curricular é um documento que foi produzido a partir dos de 2017 né ele foi ele entrou em discussão mas ele não é não é deste período a discussão sobre uma base não
é deste momento a discussão sobre base Nacional como curricular remonta os anos 80 no processo de redemocratização da educação no Brasil pós período de ditadura militar a gente então está vivendo vai discutir aqui uma uma um documento que expressa interesses dos mais diversos E antagônicos então desde os povos dos movimentos sociais mais críticos que pensaram a educação naquele momento de redemocratização até movimentos menos críticos mais gerenciais que pensam a escola como uma empresa e que entendem o conteúdo o currículo como a colocação em prática destes deste dessa empresa se a gente pensar do ponto de
vista histórico e de legislação a base Nacional como um curricular já está presente na LDB de 1996 porque lá na base na BN na nas diretrizes na LDB a LDB fala que a educação deve ser construída sobre uma base comum curricular os movimentos críticos dos anos 80 da educação defendiam Como eu vou mostrar daqui a pouco também a construção de uma base Nacional comum curricular com outros pressupostos teóricos isso tudo que a gente está discutindo desde das duas últimas encontros teóricos diferentes mas também defendem a base Nacional como curricular essa que foi construída foi produzida
a partir de 2017 ela posso dizer a vocês que o resultado da construção dela não expressa este movimento porque o conteúdo presente nele nela é o conteúdo defendido por apenas uma parcela destas pessoas que se envolveram eu estou aqui se me referindo a parcela da população que hegemonicamente domina a sociedade o movimento todos pela base que é uma um movimento produzido construído para dar voz a base né Essa Ideia de base como uma produção histórica cultural e política ela é muito anterior e a gente é sobre isso que a gente também vai discutir aqui Vamos
retomar alguns conceitos importantes sobre o currículo né Lembrando que a base Nacional como curricular o próprio nome diz é a prescrição de um currículo por trás dela a prescrição de um currículo o currículo de uma escola é ela em seu pleno funcionamento vai dizer autora do texto de nosso encontro mobilizando recursos materiais e humanos na direção do Objetivo que é a razão de ser da sua existência a educação A escola é a própria o currículo é a própria escola na medida em que ele ele representa as intencionalidades ele materializa as intencionalidades que estão colocadas na
educação a gente já viu isso o currículo Então deveria responder ao questionamento O que se deve fazer para atingir determinado objetivo não é muito bem será que a base Nacional como curricular responde a essas perguntas vamos sobre isso que vamos falar também o currículo diz respeito então aos conteúdos da educação e a distribuição do tempo espaço que eles são destinados nenhuma novidade só estou aqui retomando algumas discussões que já fizemos no passado o currículo então ele é uma conjunto de atividades nucleares como o saviene já falou e a gente discutiu aqui desenvolvidas pela escola para
existir escola não basta a existência do corrido saber sistematizada é preciso viabilizar as condições para sua transmissão assimilação Lembra que você não me falha memória memória na segunda aula nós discutimos sobre os objetos objetivos da educação e um deles não foi no primeiro encontro e um dos objetos objetivos da educação era a transmissão de alguns conhecimentos mas não somente os conhecimentos propriamente dito mas as formas como garantir esses conhecimentos Isso daria conta dos objetos da educação aqui então estamos retomando e autora retoma essas questões para daí adentrar ao a base Nacional como curricular isso implica
então em dossá-los sequencial de modo que o estudante a criança passe gradativamente do seu domínio para o Dobby Eu costumo sempre dizer das minhas aulas que o maior desafio do professor dois dos maiores desafios do professor é a avaliação que não é o nosso objeto hoje e o segundo é a sequênciação dos conhecimentos a gente não tem o costume de pensar sobre isso ou seja como eu vou organizar os conteúdos de um bimestre na disciplina de língua portuguesa o que vem primeiro o que vem por segundo o que vem por terceiro Quais são os princípios
que utilizo a lógica as estratégias para definir essa sequência por que que eu digo que nós temos dificuldade de fazer isso porque nós não somos levados a refletir sobre esse assunto na maioria das vezes nesta cultura do do livro didático como uma única ferramenta de trabalhar né e infelizmente a bncc apresenta este problema também que é a prescrição de conteúdos quando a gente tem esses documentos prescrevendo para nós o que trabalhar a gente não se pergunta sobre como organizar isso porque já vem pronto mastigado organizado para nós a gente precisa parar de usar essas estratégias
e começar a refletir sobre tudo isso é fundamental que nós professores nós professores conheçamos a disciplina que trabalhamos os conteúdos disciplinares com os quais trabalhamos né é o professor libâneo tem um uma uma reflexão que eu gosto muito ele diz assim os cursos de formação de professores em pedagogia eles dão muito mais ênfase aos aspectos metodológicos e didáticos e menos aos aspectos dos conteúdos a formação dos conteúdos que que ele tá dizendo com isso a gente dá menos importância em termos de espaço do currículo para discussões com história geografia A maioria dos currículos tem no
máximo dois semestres de cada um desses conteúdos e aí vem a dificuldade que nós temos para organizar e sequenciais currículo porque a gente não domina muito a fundo esses conteúdos e aí a gente não sabe fazer a dosagem que é esperada aqui mas que relação e que importância isso tem gente tem porque quando eu me deparo com um documento prescrevendo determinados conteúdos que devem ser trabalhados em sala de aula e eu vejo aquilo como uma uma Norma impossível de ser alterada eu perco o sentido de autonomia que deve orientar o meu trabalho se tem uma
das coisas mais lindas e mais belas que envolve a educação na minha opinião é a autonomia que nós professores e nós professores temos em sala de aula criticadas nos tempos de perseguição do docente nos dias de hoje dessa polarização que nós vivemos nessa construção de escolas sem partido E aí por diante sim polarizado mas é fundamental que a gente tem a clareza sobre esses aspectos tá eu lembro que discutir com vocês em um dos em uma das aulas e gostaria de lembrá-los também sobre a o teto vocês devem lembrar que eu falei sobre o teto
a sociedade seria o teto em que todos as coisas que acontecem na escola inclusive o currículo acontece na sociedades primitivas Então vamos pensar um pouco nessa sociedade o que que é sociedade que nós estamos falando a educação coincidia com as atividades de trabalho educação se associava com a formação para o trabalho não havia uma instituição própria para a educação e também não era uma educação Como eu disse como nós temos nos dias de hoje era a transmissão das melhores formas para colher alguma coisa para armazenar outra e assim por diante portanto trabalhos manuais que eram
realizados naquela sociedade primitiva já na sociedades antigas e medievais com a propressão da propriedade privada as classes vão surgindo e surge uma classe que é a classe que vive do trabalho do outro a educação passa a ser oferecida primeiramente para quem pode pagar essa educação mais escolarizada só para quem pode pagar tá e com a institucionalização da Escola Via sociedade burguesa as esta sociedade priorizam outra forma de educação não mais somente para quem pode pagar essa educação escolar mas para toda a sociedade e os interesses já disse aqui nos interesses são para formar o trabalhador
que vai atuar lá no mundo do trabalho posteriormente Quais são os saberes e Como se dá a organização do currículo em torno desses contextos mais Gerais que eu apresentei os conhecimentos segundo a autora são tomados em si mesmo são objetos das ciências humanas para educação escolar o que interessa é a assimilação desses conhecimentos essa similação garante a formação do ser social que não é dada como natural por ele como já vimos Tudo bem então é um processo de assimilação desses conhecimentos que vai construindo o ser social Por que que é importante pensar isso porque com
a bncc nós vamos refletir se esses conhecimentos são os mais apropriados para garantir a formação do ser social tá o saviani diz o seguinte numa numa num texto dele se os conhecimentos produzidos socialmente no que se refere a educação não interessam por si mesmos e se o conjunto dos saberes mobilizados pelo educadores articulam-se em função do Objetivo propriamente pedagógico que se liga ao desenvolvimento do educando e não são e não são os saberes enquanto Tais que determinam a construção dos currículos escolares ao contrário disso são os objetivos educativos que determinam a seleção dos saberes que
deverão compor a organização do currículo aqui o saviani chama atenção para a autonomia do professor chama a atenção para que o professor reconheça o seu papel fundamental diretivo do ponto de vista Mais Positivo dessa directividade não do ponto de autoritarismo nada disso mas no sentido de uma diretitividade como vygots que falava do mais experiente auxiliando menos experiente o professor tem que ter consciência deste papel que ele tem certo para oferecer aos estudantes os conhecimentos mais adequados para ele e ele só tem consciência disso na medida em que ele estabelece relações entre a sua prática e
os objetivos que ele estabelece para esta prática lembra qualquer caminho serve para quem não sabe para onde vai a mesma coisa serve para esta máxima aqui do saviani qualquer base qualquer bncc serve se nós não tivermos claro que base nós queremos que conteúdos nós queremos que constitua esta base tá é o problema da educação com a respectiva organização curricular que determina a escolha dos saberes que vão entrar na composição dos currículos formativos tá é o problema da educação como a respectiva organização curricular que determina a escolha dos saberes que vão ser trabalhados segundo o savier
muito bem agora que nós vamos entrar na base Nacional como um curricular eu gostaria de retomar aquilo que eu já disse no início a ideia de base não é uma ideia atual remonta os anos 70 80 né conduz educadores passavam por uma estrutura reestruturação do que compreendemos de Escola de Educação eu vou dizer mais uns anos 80 com a redemocratização do país naquele momento a ideia de base se construir mais por sua negação do que por sua afirmação que que o savier tá falando com isso ele tá dizendo assim olha naquele momento quando os teóricos
defendiam que era prejudicial ter uma uma base toda essa discussão girava em torno sobre esta negação e não sobre a afirmação de uma possibilidade de pensar na base em outros aspectos então é A negação só fala de base para nega-la tudo bem mas felizmente Essa Ideia vai se vai se desconstruindo e uma nova visão de base vai se construindo e nesta visão de base que vai se construindo não é mais pela negação mas sim pela afirmação do que deve ser do que deveria ser uma base a legislação especificamente a LDB a lei de diretrizes e
base da educação vai defender a ideia de um currículo que deve ser estruturado por meio de uma base Nacional comum Isso parece ter sido resolvido com a criação e construção de diretrizes curriculares nacionais a gente teve Depois da LDB uma série de leis de diretrizes e bases de diretrizes orientando Como o próprio nome diz orientando a organização curricular nacional estadual Municipal e assim por diante Então veja aqui nós estamos defendendo uma educação que que uma base Nacional uma educação organizada sobre sobre uma perspectiva mais Ampla não tão específica e a LDB nos ajuda a pensar
dessa maneira tá a base Nacional como um curricular foi construída como eu falei em 2017 como lei demorou se eu não me engano 2 ou 3 anos para ser finalizada e foi produzida sob uma falsa Participação Popular é porque foi produzida sobre uma falsa Participação Popular Porque como nós vamos ver na próxima encontro os currículos municipais estaduais de educação são arremedo da base curricular e mais do que isso as milhões de participações que o governo apresentou como resultado da construção da base não garante efetivamente que essas participações tenham sido ouvidas incorporadas nos documentos Quem garante
que isso foi incorporado eu e autores Como o próprio savieri defendem a tese de que esta construção pela Participação Popular tem na verdade uma relação de construir um consenso sobre a base e qual é este consenso eu participei da construção desse documento se eu participei da construção desse documento eu não posso ser contrário a ele não é percebam que aí está o pulo do gato como diz o ditado popular quando você coloca a participação das pessoas na construção de alguma coisa fica muito mais difícil que essas pessoas façam críticas dito isso E aí colocado também
o movimento Empresarial lembra que eu falei a base o movimento pela base vários empresários preocupados com a base e preocupados com a base porque é por meio da base que esses empresários garantiriam e garantem ainda hoje conteúdos que interessam a eles na formação de uma escola instrumental não uma escola transformadora tá o saviani coloca a seguinte pergunta depois que ele faz apresentação desse contexto histórico dessa da produção dessa base ele faz a seguinte pergunta Afinal de contas já já existe uma base nacional que é LDB a ponta não é organizada em torno de diretrizes que
já estão vigentes Qual o sentido e de ter tanto empenho na produção de uma outra base já pararam para pensar nisso olha se a gente tem já tinha as diretrizes curriculares de formação de professores a gente tem as diretrizes cada estado e município tem as suas diretrizes e ali nessas diretrizes tinha né ali nessas diretrizes havia indicação do concepções de currículo de conteúdo tudo estava colocado ali porque então esta assanha tão grande para produzir um novo currículo é porque E aí talvez vocês fiquem surpresos e ninguém diz isso de forma muito explícita nos documentos que
produzem em termos de política educacional é porque o Brasil assim como tantos outros países no mundo são pressionados cotidianamente para homogeneizar os conteúdos que são trabalhados nas escolas mas porque a esta pressão pela homogeneização porque uma vez feita essa homogeneização facilita a aplicação de avaliações externas que são essas avaliações do saeb essas avaliações que as escolas participam e que criam um ranqueamento entre escolas e uma classificação de escolas consideradas boas e ruins este esse tipo de avaliação vai conduzindo os países a adotar estas bases esses currículos comuns porque aí você pode você não né os
organismos internacionais podem fazer comparações entre os países a crítica alguma como Mundial fazia o Brasil como você como a gente pode fazer uma aplicar uma avaliação Internacional No Brasil se ele não tem um currículo homogêneo uma coisa trabalhada no norte outra coisa no sul outra coisa no Nordeste e essas coisas são diferentes do que é preconizado a ser trabalhado em outros países do mundo então aqui é alimenta-se dois coelhos com uma cenoura só você oferece homogeneidade e também oferece um conteúdo comum a todos que é o que são as habilidades e competências as habilidades e
competências são um problema gravíssimo do ponto de vista teórica epistemológico como segundo alguns autores dizem como você pode tornar passível de transmissão habilidades e competências se eles não são conteúdos se eles são parte de questões cognitivas cognitivas comportar pior comportamentais como as habilidades e competências emocionais tem apresentado hoje não é então como fazer esse tipo de conteúdo tornar-se passível de avaliações Como avaliar se uma pessoa é mais participativa ou menos participativa sem levar em consideração o contexto desta participação e a história desta pessoa como objetivar esse tipo de coisa mais do que isso se é
que é possível objetivar é qual a finalidade desta objetivação a finalidade dessa objetivação está na formação que é UNESCO tem defendido do cidadão do Século 21 aquela pessoa que seja mais é que seja mais receptivas mudanças proativa resiliente né a pessoa é levada a imaginar que todos os problemas o ponto de vista econômico que ela sofre que ela passa é problema dela e não da sociedade então ela tem que correr ser resiliente dá uma volta por cima abrir um negócio próprio Porque se ela não fizer isso Ela tá desempregada e se ela tá desempregada Ela
tá desempregada porque ela quer ninguém leva as pessoas a pensarem que não é isso a reforma do ensino médio e essa ideia de disciplinas que fazem o estudante pensar no seu futuro sem considerar a realidade social que determina esse futuro é pura idealismo não depende só de mim o que eu quero para o meu futuro ainda que seja importante o planejamento do Futuro sem sombra de dúvidas é concluímos com isso então Mais uma aula e desta aula Eu Gostaria de reforçar a importância de pensarmos a bncc como um currículo prescrito pautado em habilidades e competências
que responde ao movimento empresariado brasileiro mas não só brasileiro e também Mundial com o objetivo de padronização dos conteúdos formação de uma de um estudante do Século 21 que Deva se adaptar às dificuldades impostas pela sociedade e não criticá-las não se organizar coletivamente para sua crítica tudo bem bom no próximo encontro nós vamos terminar e vamos terminar os conteúdos desse dessa disciplina pensando um Pouco Mais especificamente ainda E aí pousando sobre as relações que esta base estabelece com os currículos estaduais e municipais Muito obrigado e espero que vocês tenham aproveitado esta aula nos vemos numa
próxima Até breve [Música] [Aplausos] [Música]