e aí e aí e aí as canções alunos e alunos aqui professor raphael da disciplina de ecologia nesta vídeo-aula a gente conclui o ciclo de 3 semanas onde a gente tem discutido o componente biótico dos ecossistemas nesta última semana nós vamos discutir o quanto os efeitos que a perturbação em uma população se propagam através da estrutura trófica de um ecossistema nós vamos perceber que muitas vezes a perturbação sobre uma população se manifesta em populações que se querem estão interagindo e para iniciar é importante a gente compreender que o componente biótico de um ecossistema ele tá
organizada numa estrutura que nós chamamos de ter trófica ou teias alimentares nessa estrutura você tem uma série de caminhos de relações de consumo alimentar entre as espécies então fundamentalmente essas teias alimentares eu tenho as trocas são uma representação dos verbos que conecta as populações através de relações de predação essas teias alimentares a gente pode compreender como um emaranhado de cadeias alimentares uma cadeia alimentar é uma sequência linear como vocês podem ver aqui nas graminhas que são consumidas pelos coelhos e dos coelhos que são consumidos aqui pelas serpentes então várias teias alimentares o cadeias alimentares é
maranhando nesse nessa rede de interações resulta no que nós chamamos de ter alimentar ou teia trófica então a grande questão que nós vamos tratar e adiante você é como essa rede de interações é responsável pela manutenção do ecossistema e como as perturbações e uma população causam efeitos que se propagam através dessa estrutura mas vamos ver isso através de uma série de conceitos importantes que são úteis para gente compreender como as perturbações influenciam ecossistema como um todo para compreender alguns desses conceitos vamos estudar aqui uma ecossistema bem simples nesse ecossistema você tem inicialmente aqui uma espécie
vegetal que serve de alimento para essa espécie de lagarta logo a espécie vegetal tem efeitos positivos para lagarta que se alimenta dela enquanto a lagarta o efeito negativo sobre essa espécie em cima das graças você tem uma espécie de água que vai ter o mesmo tipo de interação se alimentando dessas lagartas eu vou deixar as coisas um pouquinho mas interessantes vamos adicionar nesse ecossistema uma outra espécie vegetal que utiliza os mesmos recursos que a primeira espécie utiliza para viver mas que por outro lado não interage com essa lagarta aqui porque ela tem defesas vocês estão
vendo que isso aqui é um ortiga que faz com que essas lagartas não sejam capazes de consumir as folhas essa planta então o que eu queria pedir que vocês participassem lá no fórum dizendo quais são as três interações interespecíficas que estão colocadas aí nessa imagem o máximo adiante para chegar no tipo de conceito no primeiro conceito que eu quero trazer para vocês é importante a gente imaginando que essas interações diretas aqui entre as quatro populações na conta toda a história é porque no momento em que essa espécie de ave aqui reduz a população de lagarto
se ela está interagindo positivamente com essa espécie de planta porque tá aliviando a pressão do controle aqui pela lagarto fazendo com que essa população possa crescer um pouco mais então a esse é o efeito que abre faz sobre essa planta mesmo sem interagir diretamente com ela e de forma semelhante ao favorecer na uma espécie que utiliza os mesmos recursos essa espécie de água está sendo uma inimiga aqui dá um tiro então esse tipo de interação a distância onde duas espécies se influenciam sem interagir diretamente o que nós chamamos de interações indiretas para entender como os
efeitos destas alterações indiretas podem afetar a estrutura bióticos de um ecossistema como um todo imagina que naquele ecossistema inicial foi introduzida artificialmente aqui uma serpente que vai agora ocupar o quarto nível trófico da imagine aqui primeiro nível trófico tem essas duas espécies de plantas que são produtores segundo nível trófico tem esses lagartas no terceiro essa árvore o quarto é serpente bom então essa é a introdução dessa largar dessa serpente vai primeiramente causar uma redução do tamanho da população desta espécie de água possivelmente não é equilíbrio essa espécie aqui tivesse estabilizada na capacidade de suporte com
a redução dessa população vai desencadear um aumento da população de lagartas que por sua vez leva a uma redução da população dessa planta e reduzindo essa população vai deixar mais recursos disponíveis para essa outra espécie aumentar a sua população então perceba que a introdução do predador de topo alterou completamente a estrutura de abundância das populações que compõem esses esse ecossistema a esse tipo de efeito a gente chama de cascata trófica é uma cadeia de reações que são desencadeados nesse exemplo aí pela introdução de um predador de topo fazendo com que os tamanhos das populações sejam
completamente alterados se pretender a importância dessas cascatas trocas na manutenção da estabilidade do ecossistema imaginem agora que naturalmente ecossistema possui a serpente como um predador de topo de topo de cadeia alimentar esse predador não foi introduzido como exemplo anterior ele faz parte naturalmente do ecossistema então na presença desse predador a gente observa que o tamanho das figuras aqui são proporcionais ao tamanho das populações imagine que uma perturbação por exemplo a caça provocou com a extinção dessa população de serpentes seguindo as extinção o que você vai ter um aumento da população de aves que estava sob
o controle do predador e esse aumento seguido aqui por um grande redução na população de lagartas se a população de lagartas reduz esse efeito de cascata trófica aqui vai ser traduzir um grande aumento dessa população aqui agora considere que essa população aqui ela é mais eficiente no uso de recurso do que essa espécie o que significa que ela pode a reduzir os recursos que são compartilhados pelas duas espécies mas que o nível desses recursos que impede o crescimento dessa população aqui ainda é capaz de manter o crescimento dessa população sendo eficiente nos recursos a tendência
vai ser que essa população começa a diminuir a partir de um certo ponto e consequentemente indo assistir só o momento que essa população se extingui né essa aqui vai atender aumentar mas como essa população tinha sido muito reduzida pelo tamanho dessa ave ela fica muito sujeita a extinção por fatores aleatórios não vou entrar só em profundidade sobre o que como atuam esses fatores mais para dar um exemplo imagine que após a redução dessa população dado o grande aumento desse da população de predadores aqui essa população teve o azar de passar por uma série em seguida
de anos o que choveu muito pouco nesse ecossistema fazendo com que a produtividade dessas plantas aqui seja pequena o que significa que essas lagartas vão ter menos alimento disponível e possivelmente podem diminuir até chegar a um limite mínimo de extinção lembre-se daqui na conferência passada de discutir essa questão do tamanho mínimo viável de uma população bom então uma redução drástica aumenta muito o risco de extinção aleatória de a população então nesse caso a gente perderia essa população por conta desses fatores ao acaso com essa extinção e esse predador aqui também tenderia a se instinto então
percebo que extinção do predador de topo nesse ecossistema aqui desencadeou uma cascata de eventos que fez com que o ecossistema ficasse apenas como uma espécie então de cento nós podemos perceber que a serpente ocupando a posição de predador de topo de cadeia alimentar tem uma importância desproporcional para a manutenção da diversidade de um ecossistema então na presença da serpente você tem um ecossistema com cinco espécies quando vocês ting você o ecossistema entre em colapso se tornando ecossistema de apenas uma espécie então esse tipo de espécie é denominada de espécies-chave é uma espécie que muitas vezes
nem tem uma população muito abundante no ecossistema mas ela tem um papel fundamental é em manter a diversidade manter o componente biótico daquele ecossistema é uma outra forma na qual uma espécie-chave pode contribuir para manter a diversidade é de uma maneira que nós vamos compreender nesse exemplo aqui então aqui a gente tá pegando mesmo ecossistema só que um recorte dele a gente tá trabalhando só com terceiro e quarto níveis tróficos então terceiro nível trófico agora tem três espécies de aves que se alimentam dos mesmos recursos por conta disso elas travam essas interações negativas para os
dois lados tá apontadas aqui pelas setas bidirecionais amarelas e todas elas são alimento do nosso predador de topo aqui do quarto nível trófico bom então o que acontece como pregador e ele é esperto ele tende a se alimentar das espécies então mais abundantes ele controla as populações de cada uma dessas três espécies e mantendo o equilíbrio entre elas fazendo o que nenhuma delas seja deixado de crescer e ficar muito mais abundantes do que as outras e o que acontece numa situação onde uma dessas três espécies é um competidor mais eficiente ou seja consegue utilizar um
quantidade de recursos pequeno e manter o crescimento populacional mesmo não no suprimento de recursos onde as duas outras espécies vão ter um decréscimo populacional a presença desse predador fundamental para impedir que essa população do competidor eficiente cresça demasiadamente se vocês xinga esse pregador que que vai acontecer no primeiro momento e as três vão ser liberadas dessa da mortalidade pelo predador e vão entender até crescer porém num segundo momento as espécies e eficiente consegue continuar crescendo reduzindo os recursos para níveis onde as outras duas vão começar a decrescer e o resultado vai ser também uma extinção
dessas duas espécies pela insuficiência de recursos então mais uma vez a presença da espécie chave garante quatro espécies apenas nesses dois níveis tróficos que nós estudamos se você tira o predador você não perde só ele mas se você perde outras duas espécies então você vai para uma situação de quatro espécies para apenas um essa outra forma na qual uma espécie-chave consegue manter desproporcionalmente a diversidade e estrutura bióticos de um ecossistema e esses exemplos que nós estudamos são exemplos de ecossistemas onde há um controle top-down que que é o controle top-down ela vai com o sistema
ontem abundância de todas as populações é mantida num determinado nível pela ação dos seus predadores dos seus predadores então o quanto tem de cada espécie no ecossistema é muito influenciada pela atividade dos predadores porém isso não é a única situação é possível que pro série de motivos que a gente não é o objetivo desse curso de trará os predadores não sejam capazes de controlar o tamanho da população de suas presas nessa situação que acontece mesmo os predadores e introduzindo mortalidade na população de presas população de presas ainda conseguem continuar crescendo fazendo com que o tamanho
dessas populações comece a crescer até o nível onde a competição intra-específica vai ficar muito intensa ou seja vai começar a ter uma escassez de recursos e nós já vimos na aula passada que nessas circunstâncias a população tende a reduzir o seu crescimento controlado pela competição interespecífica fazendo com que a população está bem estabiliza o seu crescimento na capacidade de suporte então esse tipo de controle achando anos de controle bora tomar uma bom então vamos ver o que acontece no mesmo ecossistema que nós estudamos anteriormente se eu ver uma forte controle botão lápis então no mesmo
ecossistema se a gente extingui o predador de topo o que vai acontecer é que os outros níveis tróficos não vão sofrer grandes mudanças porque a população de aves ah tá controlada aqui pela competição intra-específica que faz com que ela esteja mais ou menos estável na capacidade de suporte e isso é dado pela taxa de renovação de lagartas que permite a essa população alcançam no máximo que é controlado pela competição entra é mesma forma as lagartas estão estabilizados no tamanho aqui que é dado pela taxa de renovação das plantas e as plantas são tão estabilizadas aqui
no máximo que é dado pela taxa de renovação dos recursos abióticos que ela utiliza bom então esses dois tipos de controle podem ocorrer nos ecossistemas e eles vão ter consequências bem diferentes sobre a estrutura bióticos de um ecossistema e compreendendo o a importância dos efeitos de indiretos a gente pode fechar aqui uma grande síntese dessas três últimas semanas sobre o que nós aprendemos sobre o funcionamento do componente biótico dos ecossistemas então a primeira lição que a gente teve que a competição entre as interespecíficas regula o tamanho das populações e vai com o sistema então mecanismo
intrínseco de cada população fazendo com que nem uma população cresça exageradamente em relação às outras por outro lado as interações temas série de efeitos sobre as populações e sobre a organização do ecossistema então essas interações interespecíficas podem ter um papel regulatório no caso predação fazendo com que populações de predadores e presas se auto-regula e também podem contribuir para eliminação através de competição ou adição através do mutualismo de espécies a um ecossistema e o finn a organização da comunidade na forma de ter trófica faz com que haja uma rede complexa de cadeias regulatórias e isso faz
com que perturbações se propagam pelo componente biótico dos ecossistemas causando muitas vezes efeitos inesperados então essas conclusões também nos fazem retomar uma discussão que nós trouxemos quando a gente estava discutindo o efeito dos fatores abióticos sobre a abundância e distribuição de espécies de animais e plantas nesse tópico a gente viu que para que espécies ocorreram em um mesmo ecossistema importante que não haja barreiras impedindo que essas espécies cheguei lá mas além disso uma vez que ela chega em lá o ambiente precisa contemplar um nicho ecológico das espécies do contrário as espécies não vão conseguir sobreviver
e manter uma população desse ecossistema o que nós vimos nas últimas semanas adiciona um outro fator de restrição é a quantidade de espécies que pode ocorrer no ecossistema que é compatibilidade de interações interespecíficas então por exemplo se essa espécie de abelha tem muita especificidade com essa espécie de flor só ela para um desafio e vice-versa pouco importa que o solo eo clima sejam adequados para essa espécie de planta que existe nesse ecossistema se abrir não estiver presente ela não vai conseguir se reproduzir e logo não vai conseguir manter uma população auto sustentável a longo do
tempo então significa que ausência desse mutualismo vai impedir a presença da população aqui dessa flor branca no ecossistema então hoje a gente percebe amplamente que as espécies que compõem o ecossistema só acompanha ecossistema ou conta de conseguirem chegar lá de encontrar um ambiente com tempo o seu nicho ecológico e de encontrarem lá interações interespecíficas compatíveis com a sua vez bom então aqui a gente encerra não é uma grande e jornada sobre os estudos de populações e comunidades no contexto de entender o componente biótico dos ecossistemas no roteiro de estudos dessa semana vocês vão fazer um
estudo de caso mais aprofundado sobre a importância das cascatas trocas na integridade dos ecossistemas e também na no fornecimento de serviços ambientais precisa ecossistemas então leiam com atenção um roteiro de estudos tragam suas dúvidas para o fórum nos encontramos na próxima web conferência