[Música] [Música] m [Música] ca teori o meu sanger eu sou filho eu sou neta de Aruanda [Música] tior CAA erei aerei o meu sang eu sou filha eu sou neta deanda Eu sou filha de índio que minha bisavó era índia Eu sou filha de África que meu bisavô era africano a minha mãe descendente de África e sou filha de também porque meu pai era descendente de português com [Música] africano [Música] [Música] eu sempre digo que o pior dia pra gente não foi o dia 13 de Maio de 88 foi o dia 14 dia [Música] 14
porque até o dia o dia 12 tinha uma boa alimentação porque o Senhor de Engenho precisava de de de de alimentar os seus animais como ele chamava né e Mas a partir do dia do dia 14 terminou tudo terminou alimentação eles não tinham mais alimentação e aí tiveram que se virar né E aí deixaram totalmente abandonado que até hoje eu pergunto que escravidão foi essa que foi abolido que foi uma fáil abolição porque você não vai abolir ninguém para depois você deixar totalmente abandonado sem alimentação sem sustentabilidade sem saúde sem educação sem nada né então
não é uma uma não abolu ninguém os nossos ancestrais eles mesmos que se aboliram o importante isso porque a gente busca sempre o passado dos nossos ancestrais para atualizar o presente com os filhos netos e bisnetos dos nossos ancestrais Eles foram ser individualizado a partir do momento que arrancaram eles da da África cá para cá para servir de escravo né porque até lá eles era muito coletivamente E é isso que a gente tá que a gente tá fazendo hoje a gente buscou eh mesmo sem o sistema perverso querer a gente foi buscar essa harmonia coletiva
entre as as pessoas das Comunidades né pra gente fazer uma transformação e dizer para o mundo que o novo modelo de envolvimento é possvel [Música] e quando a comunidade recebia as as a certificação a gente I discutir com a comunidade E aí veio na ideia Ah vamos formar um conselho porque são Muitas comunidades a gente não vai ter condições de dar perna nesse negócio pra gente conseguir algo dentro das Comunidades né a gente precisava além dessa forma desse trabalho que os nossos ancestrais já tinham deixado pra gente a gente precisava também nos organizar de forma
coletiva para que chegasse algo dentro das comunidade a gente conseguiu dentro dessas comunidades eh formar o concelho quilombola com titulares e suplentes né como começamos primeiro com cinco comunidad caú calembá Dendê Engenho da ponte Engenho da Praia aí as outras quando foram recebendo a certificação foram fazendo a mesma coisa o mesmo processo E aí elegeu o o o o o conselho das Comunidades quilombola esse conselhos se reúnem desde quando foi fundado se reúne de mensalmente né todo do final do mês Domingo de cada final do mês eles a gente se se se reúne em comunidad
diferent rotativa as reuniões cada mê uma comunidade diferente para todo conhecer os problemas de todos e todos ajudarem a todos é dessa forma que a gente acredita que a organização coletiva conselho quilombola Hoje ele é formado dentro dessas 18 comunid quatro titular e quatro suplente se tiver dois homens tem que ser duas mulheres se tiver dois jovens tem que ser tem que ter eh dois idosos E assim a gente consegue trazer vários benefícios pra comunidade a gente tem hoje a energia nin foi através da organização do Conselho quilombola a gente tem água para todos através
da organização do Conselho quilombola eh projetos de construções minha minha casa minha vida núcleos de produções como núcleos de ostra núcleo de apicultura núcleo de azeite de dender núcleo de artesanato núcleo de turismo Várias Vários vários vários benefícios que ess comunidade tem através da organização para além disso a questão de Formação a gente faz muita formação política na verdade a reuniões já é uma formação política e a gente discute muito a questão a a questão da sustentabilidade das Comunidades eh algum tempo atrás dentro dessas comunidade se as pessoas viessem ou da roça ou da mariscagem
né com com com balá com cofo na cabeça que é o que eles utilizam para ir para pra mariscagem né Cheio de marisco as pessoas se escondiam porque tinha vergonha né E hoje a gente hoje as comunidade você não vê isso é se você vier encontrar as pessoas vindo da mariscar as pessoas se sentem se senta importante porque sabe né O que é ser reconhecido O que é dizer eu sou marisqueira de de de de profissão né e tenho algo como eu tô colocando para você eu sou marisqueira de profissão né mas tô cursando um
curso técnico de Formação então assim isso pra gente para além dessa de de de nos organizar de forma coletiva nos dá o empoderamento né A questão coletiva então assim o conselho quilombola dentro dessas comunidades ele tem um papel fundamental mas a gente precisa fomentar ações real dentro dessas comunidades de quilombola projetos real dentro dilom para eles se sentir bem dentro da reunião do conselho para discutir as políticas públicas e a organização de própria comunidade e se sentir bem porque quando ele sair de casa ele tem alimentação na mesa para comer as coisas T que ser
tudo uma conjunto com a outra tudo ligado uma coisa na [Música] outra o rota da Liberdade surge a partir do Conselho quilombola da bacia e Vale do Iguape e a partir do projeto agente cultura viva onde trabalhava justamente com os jovens das Comunidades e os jovens eles tinham o papel de pesquisar sobre as atividades culturais da comunidade sobre os pontos atrativos das Comunidades os então o rota da Liberdade ele surge a partir desse potencial turísticos identificados por esses jovens e eu estou no rota da Liberdade a sua formação fizeram mapeamento das parteiras que tinha dentro
das comunidad fizeram mapeamento daquelas pessoas que sab rezas que são aqueles GES que sab rezar que fazia que trabalhava com ch charope com essas coisas Tod tá vendo que já tá ficando feio ele fica verdinho bonitinho rompão Maria Preta e Cap Sant aí eu pego tudo para fazer o o xarope aprendi com minha avó porque minha avó veio a a mãe dela veio da África e disse que lá quando tava tudo tsin não fazia charope de fia no Mat do mato aí Ela apanhou ensinou a mãe dela ensinou para ela eu conheci minha bisavó e
meu bisavô aqui dentro das comunidad a gente se cura com isso mas ninguém sabe o turista come cacaj come muqueca não sabe como é que o azeite dender é feito que é feito de forma artesanal ainda não sabe nem de onde é a Palma a questão da Pesca a questão do costurar a rede p e mapear de que é que as comunidades sobrevive foram vários e vários os roteiros que nós já fizemos e várias tentativas porque pra gente chegar a ter um um roteiro primeiro nós colocamos todas as atividades no papel e depois nós fazemos
o papel não só do contor mas também do visitante então a comunidade Apresenta pra comunidade O que é que nós temos para oferecer para o visitante e foi dessa forma que Nós criamos o nosso primeiro roteiro na comunidade que foi o roteiro dia a dia se a gente faz a mostra turismo O Turista como é que faz farinha ele tem no final ele tem que vir condenado a farinha pronta de passar massa de peneirar massa eu fao se a gente Mostra aí como é que faz V dender no final tem que ver quando nado dender
pronto aqui é a folha da Alfa vaca que é uma folha que a gente coloca pensando exatamente no processo respiratório aqui a gente coloca a folha do kyô que é uma folha descongestionante pensando exatamente no estômago para que as pessoas consumam o azeite e não sintam mal-estar e aqui a gente coloca a folha da Aroeira que é exatamente uma folha antiinflamatória ou seja se já tiver inflamado desinflama se não tiver também não vai inflamar esse azeite aqui o azeite de dender artesanal da nossa comunidade você pega um azeite desse e faz uma muqueca você sente
o sabor maravilhoso que não vai estragar o seu peixe não vai estragar sua ustra não vai estragar Sea carajé não vai estragar nada que você comer com [Música] isso então aqui nas comunidades as comunidades tinam um grande potencial de ostra dentro doos nossos ancestrais Mas eles criavam na verdade a ostra nas camb ela é no rio ela é feita ela é feita com Bambus porque a gente tem de Camboa mas a de d a gente não tinha não sabia como trabalhar essaa de D depois desse projeto junto com conselho da ba Vale de Guap a
gente conseguiu esse apoio né foram criadas várias famílias a liderar a lidar com esse trabalho e do qual Esse é esse professor de 64 é família que trabalha no cultivo de hoje hoje são só tem seis homens mesmo tudo é mulher tudo é mulher aí a gente reúne a gente trabalha na coletividade que a coletividade que sempre que bota as coisas PR frente a coletividade no negócio de eu PR mim não dá e a gente vai né brincando cantando conversando contando piada queem toma cachaça toma Lapada que como gosto de comer uma farofa atá uma
farofinha trabalha muito o dia todo e nem par parece que trabalhou o dia todo quando eu vejo alguém com a cara assim o que que tá acontecendo que tá que que tá acontecendo não tomou café hoje não o que foi aí pronto mas aí a gente tem que procurar uma estratégica né Como e levar essas Ostras ao mercado eu já fui pra Maré com o meu pai da gente tirar 80 a 100 kg de ostra e não ter a quem vender essa aqui já tá ponta de comercialização Então ela já já vi para esse lote
aqui que não adianta gente trabalhar não tem solução isso chama-se qualificação né então gestão e organização coletiva e faz muito parte da nossa história aqui dentro da bacia Vale de Guap a organização coletiva é [Música] fundamental e isso é a fonte de renda que a gente tem é isso que a gente vai colocar num uma feira quando os turistas chegar e que contin continua essa feira até hoje todos roteiros que tem aqui tem uma feira e essas feiras são produtos das outras Comunidades dos outras localidades que traz os seus produtos para vender e pro próprio
rota da Liberdade comprar para PR e para comercializar aqui no dia a dia a gente costuma arrumar quando a gente tem visita de turismo que aqui tem um rota da Liberdade onde a gente já recebe as pessoas do mundo todo E pra gente receber a gente decora não costuma as pessoas chegar e tá tudo desarrumado a gente costuma organizar tudo decorar tudo com tecidos quando a gente coloca as canecas primeiro a gente coloca os Exu é quem abre os caminhos para tudo para depois vir os orixás então e a gente coloca sempre a dosu quando
tem a gente coloca sempre a do echu na frente aí depois vem os [Música] Orixá Houve um momento que a gente bolou nossos roteiros aqui e convocou várias agências de Salvador inclusive aquelas agência famosa de Salvador para vir conhecer os nossos roteiros para validar os nossos roteiros pagamos transporte Avan pagamos alimentação aqui que foi o prato típico que é ostra né E eles vieram aí vieram para validar no final da avaliação só teve um uma agência que era nova naquele momento que disse que queria o roteiro os outros tudos disse que não queria o roteiro
porque o turista não vinha para aqui para ver isso aí puxa e aí muita gente se desanimou aí eu nada que não desanima Nada vamos que a gente vença que a gente vai vencer a gente começou a divulgar o um naquele momento com com três idiomas e sair jogando pelo mundo todo quando eles as agências ligaram para para uma agência no rio de São Paulo então em outros países os pessoal eu quero ir nesse lugar Eu quero ir nesse lugar todo mundo quero ir nesse lugar [Música] pronto então a festa da Ostra ela surge justamente
com esse intuito de fazer os ostri cultores divulgar e vender a sua produção que é uma produção na verdade hoje todas essas agências é parceir todas eles vem aqui das grandes à pequenas vem aqui porque o turista quer ver uma coisa [Música] diferente pra gente é uma felicidade porque a gente tá escando nosso trabalho a gente tá mostrando brasileiro que a ostra é um produto Limpo justo saudável é um produto que as pessoas V degusta ea né os restaurantes né as muitas pessoas entr entram em contato conosco faz o pedido a gente tem o trabalho
de levar até essas pessoas então isso pra gente é gratificante porque trabalhar e mostrar solução a festa em si não é só hoje dos ostri cultores Mas é uma festa Onde você consegue comercializar tudo que você tem na comunidade que você consegue trazer também outras comunidades outros produtos para você tornar uma grande feira de economia solidária então a festa da ura para mim é você hoje mostrar a verdadeira identidade das nossas Comunidades Quilombolas é você juntar tudo que a comunidade quilombola tem de bom de Belo e de Justo é um produto que nós vamos pro
mato colher a palha a gente traz PR casa cozinha depois que ela escorre a gente abre que a gente chama de enrolar quando ela seca a gente pega risca faz isso aqui depois de tingida a gente espera secar mais uma vez e aí a gente TCE depois que TCE a gente faz esse processo aqui nós somos do Quilombo chamado Gamba município de Entre Rios né aqui são fitoterápicos onde nós tivemos o estudo de 2 anos com o Dr Augusto quinteiro porque nós somos Quilombos ancestrais já usava ervas né PR ia sentir uma coisinha ia quava
fazia o chá e tomava aí ele veio fortalecer mais nosso conhecimento sobre isso temos a nossa cultura que é o nosso afro-brasileiro que é o Cand dombré que através das miniaturas dos nossos orais temos ali também a formação do grupo cultural negro fugido é um grupo que conta história brasileira sofrimento dos negros que foram sofridos trazendo essas gerações em gerações esse grupo negro fugido Ele é o único exclusivo da do distrito de Acupe de Santo Amaro da [Música] Purificação [Música] a criação da festa da USTA foi uma atividade pensada para ca onje mas eu acho
que neles mesmos sabia a dimensão do que seria mais tarde a importância de ter a festa da ustra para o Recôncavo Porque a partir daí eh criou-se o encontro das lideranças que acontece no primeiro dia do encontro né que em que eh somos 42 Quilombos né e que se reúne aqui no primeiro dia da atividade para discutir as políticas públicas voltadas para as Comunidades Quilombolas em que a gente apresenta as demandas apresenta o que foi eh O que foi o que aconteceu de melhor nas comunidades mas precisa principalmente focando no que não aconteceu do que
é nossos direitos mas que ainda não tá acontecendo e que a gente precisa ficar pautando o tempo todo para que essas políticas venham a ser implementadas nas comunidades [Música] [Música] Esta é uma carta que que é feita a partir de demandas e a partir de conquistas que a gente entrega as aos gestores públicos para que sanem esses nossos problemas eu sou Arnaldo da Comunidade de Sant território repúbl e assim ao longo do tempo a gente sempre teve as audiências as conferências né territoriais com audiência pública falando sobre a questão da sustentabilidade do meio ambiente que
a gente precisa discutir mesmo no Recôncavo a partir das Comunidades Quilombolas o desenvolvimento da maioria das Comunidades Quilombolas foi a partir da primeira carta quilombola que aconteceu em 2014 e que até hoje ela vem sendo o o o símbolo norteador das nossas ações nessa avaliação a gente vê o que foi que foi feito os representantes quando vem dizer assim ó o que foi que foi feito na minha comunidade nesse período de um ano foi isso isso isso então precisa tirar isso da carta ou acrescentar outra coisa a água de vocês vem do Poço da da
fonte da da chuva nada é o que tá dando o problema que eles estão sempr depois que a gente só tem água de carro pipa e da chuva da chuva da fonte não não a fonte muitas Fontes Sec secaram por causa de que fazem divisa com outros terrenos e outros terrenos se mataram e isso foi o que levou as comunidades a a se desenvolver hoje eu digo Através disso tudo de a gente se organizar a gente conseguiu tudo que existe hoje dentro o nosso [Música] território esse encontro é a gente pode dizer que foi acontecimento
melhor que houve no recc para as comunidades que eu [Música] moro temha programas como Brasil clom Bolem que explica quais são os deveres e direitos clomo embora a gente tenha outras políticas voltadas para povos e comunidades tradicionais essas políticas não são implementadas pelos municípios isso aí quer dizer que não estão nos vendo e quando a gente faz uma carta e apresenta o poder público é uma forma de dizer ó a gente está aqui fala né Nós das comunidades que Lola o território de Identidade do reconcavo baiano aqui reunidos presencialmente no oitavo encontro de de liderança
deste território vimos por meio deste documento fazer saber a todos os poderes públicos que nós existimos e resistimos na mesma luta travada por nossos ancestrais na busca por reconhecimento e garantia dos nossos direitos então para a nossa comunidade a gente conseguiu que a água fosse estabelecida a gente conseguiu que a energia fosse a rede elétrica foos estabelecida a gente conseguiu um trator a gente conseguiu acesso a políticas públicas como por exemplo proj de editais e a partir daí a gente hoje a gente tem um respeito grande por todos os órgãos a partir do momento em
que as Comunidades Quilombolas se juntam e trazem o poder público para um local que eles reconhecem e tem acesso às nossas demandas a gente sabe que tem uma probabilidade maior de sanar esses problemas das nossas [Música] comunidades [Música] [Música] me deixou de barri e aqui e aqui tem de ch de barriga de ch de barriga A senhora sabe escorregar no quiabo sei para ver escorrega escorregador escorrega amor escorrega [Música] escorregador eu acho que tudo isso que a gente faz aqui e que a gente fala isso vem de uma dimensão muito grande que é uma dimensão
espiritual e que essa dimensão espiritual está incluído também o espírito dos nossos ancestrais que foram arrancado da África para servir de escravo aqui nessas localidades e que eles Lutaram muito muito vocês nos fortale todos osas vocês que nós buscamos inspirações para tudo que nós fazemos Hoje a minha avó ela antes de falecer e hoje eu tô com 42 e quando ela faleceu eu tava com 18 e ela dizia eu tenho certeza que eu não vou estar viva mas nessa comunidade vai ter água vai ter energia eu tenho certeza que você vai est ajudando para chegar
e não foi diferente a gente busca o passado de vocês e atualiza ao presente para dar continuidade na luta que vocês iniciaram se vocês não me conhece e se quer me conhecer vem em nossa trib que eu est vocês [Música] trabalhoa [Música] você [Música] m m m m [Música] m