[Música] A introdução da educação inclusiva no início nos deixou desconfortável, porque a gente assim não sabia como realizar, porém no decorrer aí dos anos, né, e com a prática que a gente vai adquirindo, a gente vê que é algo assim realizável. Eu tenho consciência, né, de que a educação inclusiva é um direito do aluno. >> Leme há algum tempo já trabalha com política de educação inclusiva e nós percebemos que isso vem trazendo um benefício muito grande pra nossa população.
consegue fazer um um atendimento de sucesso. Nós temos profissionais brilhantes à frente de seus cargos, né? E isso faz toda a diferença no atendimento ao aluno.
>> A educação inclusiva, ela faz parte do dia a dia, então é um direito garantido tanto por meio de legislação, então foi uma conquista ao longo dos anos e a escola é para todos, né? seja paraas para todas as nossas crianças, né, com ou sem deficiência. >> O município de Leme promoveu uma educação inclusiva, fortalecendo o alcance pelo Brasil do objetivo de desenvolvimento sustentável 4, que é alcançar uma educação inclusiva, equitativa, de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas as pessoas.
a declaração de Salamanca, que completou 30 anos, é um grande marco da educação inclusiva. E essa declaração, ela realmente apoia muito esta ideia eh da inclusão de uma forma geral e de que todos devem ter a oportunidade de aprendizagem da mesma maneira, da mesma forma. [Música] O trabalho junto com a gestão da escola é muito importante, não só com a gestão, com todos os funcionários da escola, com os outros professores que têm contato com essas crianças.
É um trabalho assim que tem uma parceria muito grande. Descobri o diagnóstico do meu filho Henrique de autismo com 2 anos e meio. Então eu teria que procurar uma vaga dentro de uma escola da prefeitura da rede para ele poder começar o as intervenções.
Eu tive uma professora que ajudando essa inclusão, ele faltava muito, ele ficava doente muito fácil. E nas faltas ela começou a falar de inclusão e de autismo. Ela falou: "Rô, eu posso falar dele quando ele não tiver aqui, porque eu quero ensinar as crianças a incluir ele, porque excluíam pelo fato dele ser diferente ou dele mesmo não se importar de estar com todo mundo.
" Então você se perguntava de amigos, ele não tinha amigos e às vezes ele chorava em casa, ele falava: "Eu não tenho amigos". E eu não sei de que forma ela conseguiu, mas ele começou a falar de amigos. A questão da inclusão, ela se dá realmente quando o professor entende que aquela criança necessita de um olhar diferenciado.
[Música] >> Em LM a gente tem um leque de serviços para apoiar, né, os alunos que são matriculados na rede municipal de ensino. Nós temos as salas de recursos, né, que os alunos são matriculados sempre no período oposto do período da matrícula regular. Além disso, nós temos eh para alguns casos o ensino colaborativo.
Então, em todas as escolas hoje do ensino fundamental, nós temos os professores especialistas que vão até a sala de aula para trabalhar junto com o professor da sala regular, criando estratégias de como eles podem ajustar, né, o objetivo, o currículo para atender aquelas crianças. A, e, o, u, u, o, i, e, a, a, e, i, o, u. >> Hoje a demanda de alunos é muito grande.
O ano passado nós aumentamos muito e esse ano, até esse momento, nós contamos com 570 crianças com laudos de deficiência. Eh, é uma ponte que, né, a família tem entre o serviço especializado e a demanda da criança dentro da escola. O CAPT é o Centro de Atendimento e Prevenção Técnicoia de Educação, que ele funciona como justamente o nome disso, como prevenção e apoio aos educandos e as equipes escolares.
Todo o nosso trabalho é voltado para a rede escolar. A princípio, a professora da sala regular identifica algumas dificuldades que ela não consegue lidar. Aí nós temos neste momento uma psicopedagoga que atua diretamente nas unidades escolares e faz já uma pré-seleção dessas crianças e aí é indicado por uma triagem aqui no setor.
Aí primeiro passa com essa psicopedagoga, ela faz essas avaliações iniciais. Se ela identifica que é algo além realmente, que precisa de uma investigação mais cautelosa, ela traz pra gente. E aí, após esse primeiro processo, é que a gente conta com a nossa equipe de outros técnicos que existem os psicólogos, os fonoaudiólogos, fisioterapeutas e a assistente social que também faz um trabalho bem pontual com a avaliação dessa família, acolhimento, identificação, né, da do convívio familiar, como funciona essa dinâmica dentro de casa e que possam estar também influenciando esse processo.
A parceria escola e família é tudo. O nosso desafio é trazer essa família e que essa parceria seja um uma parceria mesmo, né? Não dá pra escola só ela trabalhar com um aluno, né?
Então precisa dessa continuidade em casa e essa conscientização da família. >> Uma das coisas que eu sempre coloquei eh não é um olhar de pena, de dó. o nosso papel enquanto educador, o que que eu vou fazer para mudar o que a gente sabe fazer de melhor, que trabalhar com educação.
>> Leme, como cidade de aprendizagem da UNESCO conseguiu avançar muito nesse aspecto. É muito importante para nós termos uma cidade de aprendizagem na UNESCO no Brasil que promove a inclusão, que promove a diversidade e que abre as suas escolas e o seu sistema educacional para todas as crianças. A empatia é muito importante.
A gente só vai saber quando a gente entender o que aquele aquela outra pessoa passa. Tudo que o município investe na questão de formação e qualificação dos professores, eh pensando na melhor qualidade do ensino do município de Leme, estamos trabalhando a questão de ampliar cada vez mais as escolas período integral, porque só assim nós vamos ter uma cidade mais inclusiva. >> Então a gente tem que ofertar uma educação de qualidade, né, para todos e amar, né, porque a gente ama essas crianças.
A verdade é essa. A gente quando fala, né, a nossa profissão, acho que ah, não é só por amor, mas tem que ter amor.