Caros amigos, bem-vindos a mais um episódio de hoje no mundo militar. Neste vídeo, falaremos sobre a versão israelense do icônico F15E Strike Eagle e do por Israel prefere esse caça quando a missão envolve arrasar posições inimigas. E se ainda não está inscrito no canal, inscreva-se já e acione o sino das notificações para não perder nenhuma novidade.
Poucas aeronaves na história da aviação militar moderna conseguiram o que o F15 conquistou. Mais de 100 vitórias em combates aéreos e nenhuma derrota. Mas por trás desse feito impressionante, há uma história que remonta aos anos 60, quando os céus começaram a ser dominados por caças soviéticos cada vez mais avançados.
Hoje vamos falar sobre o F15i Han, o trovão da força aérea silence. Um caça modificado sob medida para Israel, com alcance ampliado, poder de fogo devastador e uma missão clara, destruir ameaças antes que elas se tornem fatais. Mas antes de falarmos do Han, precisamos entender de onde veio o F15 e por ele continua sendo uma das armas mais confiáveis do arsenal israilense, mesmo agora na era dos caças de quinta geração, como F35.
No fim dos anos 60, os Estados Unidos enfrentavam um dilema nos céus do Vietnã. Os caças multifunção F4 Phantom 2, embora modernos, estavam sendo superados por aviões soviéticos mais leves e manobráveis, como o MIG2. As perdas crescentes e a necessidade de superioridade aérea levaram a Força Aérea Americana a repensar a sua doutrina.
E foi aí que surgiu o programa FX, que mais tarde resultaria no nascimento do F15 Eagle desenvolvido pela McDonald. A proposta era clara. Um caça puro de superioridade aérea, capaz de dominar os céus com velocidade, manubrabilidade e armamento superior.
O primeiro voo ocorreu em 1972. O F15 não apenas cumpriu as suas promessas, como superou as expectativas com motor duplo, velocidade máxima superior a MAC 2. 5, radar poderoso e capacidade de engajar múltiplos alvos ao mesmo tempo, com tudo isso se combinando para marcar o início de uma nova era.
Com o sucesso do F15A e F15C, vieram novas versões, com a mais importante delas, tendo-se do F15E Strike Eagle, que adicionava à plataforma original a capacidade de ataque ao solo com precisão cirúrgica, sem comprometer a superioridade aérea. Essa versão introduziu sistemas de navegação noturna, sensores infravermelhos e suporte para armamento guiado. era a evolução natural de uma aeronave que já dominava os céus.
Após a guerra do Golfo em 1991, Israel se viu diante de um novo desafio estratégico com o lançamento de mísseis balísticos Scud por parte do regime de Saddã Hussein, revelando uma vulnerabilidade preocupante, a capacidade limitada da Força Aérea israelense de atingir alvos a longa distância, com precisão e rapidez. O recado era claro. Israel precisava de uma plataforma de ataque de longo alcance, capaz de operar em profundidade no território inimigo, carregar um grande volume de armas e, ao mesmo tempo, enfrentar caças hostis com F15E Strike Eagle, parecendo a escolha ideal.
E foi assim que nasceu o F15. Em 1994, Israel assinou o contrato de aquisição de 25 caças F15i, a versão israelense do F15E. Mas como é de pras, os israelenses não aceitaram o pacote básico.
Eles queriam mais e por isso o F15i viria com aviônica modificada, sistemas de guerra eletrônica de produção nacional e compatibilidade com armamentos israilenses. O radar APG70 de abertura sintética permitia mapeamento de terreno e identificação de alvos em qualquer condição climática. O cockpit contava com o capacete Lbit e o visor holográfico Kaiser, que garantem aos pilotos um nível de consciência situacional raro mesmo para os padrões modernos.
Os motores Pret and Whtney, com 29. 000 1000 libras de empuxo cada permitem ao HAM atingir velocidades superiores a MAC 2. 5.
E com autonomia de mais de 4. 300 km sem reabastecimento, o F15i pode atingir alvos tão distantes como o Irã e retornar com segurança. O F15i é um verdadeiro arsenal voador, podendo transportar até 8 toneladas de armamentos, desde mísseis R ar até bombas guiadas como as Jam com ogiva penetradora, projetadas para atravessar metros de concreto antes de explodirem.
Foi exatamente com essas armas que em setembro de 2024 oito caças F15i do Esquadrão 69 decolaram da base de Radzerin Ruma Beirut. O alvo era Rassan Nassalá, líder do Resbolá, com as aeronaves lançando uma sequência precisa de J Dams de 900 kg cada, sobre o seu centro de comando subterrâneo, resultando na completa e imediata eliminação do alvo e do seu quartel general. Desde a sua introdução, o Han tem sido usado exaustivamente em conflitos contra alvos em Gaza, Síria e Líbano, com os pilotos israilenses o operando com uma taxa de prontidão impressionante.
O jato é considerado o cavalo de batalha da Força Aérea, sempre disponível e sempre letal. Além disso, acredita-se que o F15i tem a capacidade de empregar armas nucleares, apesar desse aspecto permanecer, como é óbvio, altamente sigiloso. Mas então, por que Israel escolhe o F15i em vez do moderno F35 para ataques decisivos?
A resposta é simples. O F35 é uma plataforma furtiva, excelente para infiltração em áreas fortemente defendidas, coleta de inteligência e ataques cirúrgicos, mas é limitado em carga útil e alcance sem reabastecimento. Já o F15i não se esconde, ele impõe respeito.
Quando a missão é eliminar um centro de comando enterrado a dezenas de metros no subsolo, quando o alvo está a mais de 2. 000 km de distância e quando é necessário levar oito bombas pesadas com guiagem precisa, o Han é a escolha natural. Ele é literalmente o trovão que vem do céu.
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