Olá, mamães! No nosso "Conversa de Mãe" de hoje, eu vou falar um pouquinho para vocês sobre a depressão pós-parto que eu tive e conversar um pouquinho sobre esse assunto tão delicado. E por que eu achei tão importante abordar a questão da depressão pós-parto aqui no canal?
Eu já tratei sobre o assunto e contei a minha experiência lá no blog. Tem post sobre isso; vocês podem conferir. Façam o quiz e tragam aqui também, porque eu quero atingir o maior número possível de mães.
Eu quero que leiam, que vejam e que escutem sobre esse assunto, porque é uma coisa tão delicada e que se fala ainda pouco. Eu não entendo por que se fala pouco, pois não há motivo nenhum para vergonha; eu acho que sim, vale a pena falar em todos os meios e em todas as redes. Então, eu vou falar um pouquinho sobre isso.
Bom, em primeiro lugar, o que eu quero dizer é que ninguém tem culpa de ter depressão pós-parto e ninguém precisa ter vergonha de ter ou de ter tido depressão pós-parto. Ninguém precisa se esconder. As pessoas podem e devem falar abertamente sobre isso para que outras mães identifiquem o problema, vejam: "Poxa, sinto que ela está sentindo isso", e assim busquem ajuda de alguém.
Então, é importante. A gente precisa desmistificar essa ideia de que a depressão pós-parto é uma vergonha para a mãe que sente. Por que eu acho que as mães sentem tanta vergonha de assumir que têm depressão pós-parto?
Porque, veja, você teve um bebê. É como se você tivesse a obrigação de se sentir feliz, plena e realizada pelo momento mais feliz da sua vida. Por um lado, é óbvio que é, mas por outro, vêm uma infinidade de coisas junto com o nascimento de um bebê que nos ferem.
Essa é a verdade. Então, a gente está sem dormir, está com medo porque tem um bebezinho em mãos, e você precisa cuidar daquele bebê, mas não sabe exatamente o que fazer. E, principalmente, existe uma mudança tão brusca de hormônios no nosso organismo que influencia os nossos sentimentos e que realmente nos transforma.
Então, você junta tudo isso: o sono, a insegurança, e a gente pira, dá um nó na cabeça da gente. Foi o que aconteceu comigo. O que eu sentia na minha depressão pós-parto?
Ela começou devagar. Não começou assim que o meu bebê nasceu, que o Caetano nasceu; começou um tempo depois. E eu comecei a sentir que tudo era muito difícil.
Tudo, tudo, tudo! Meu dia a dia era difícil; ir ao mercado era difícil; levantar de manhã era um absurdo, era muito difícil sair da cama. Eu passei até a ter preguiça de fazer as coisas mais básicas, tipo: me arrastava para tomar banho.
Eu não me arrumava mais, não queria sair de casa. Eu arranjei todas as desculpas do mundo para não precisar sair de casa. Eu só queria ficar em casa.
Tinha medo de sair e comecei a sentir que aquilo estava me consumindo. O sentimento era de dor, era um vazio. Eu via o mundo cinza.
E aí, a gota d'água foi um momento em que o Léo teve um surto e ficou muito estressado, um dia, fazendo um escândalo. Aí, eu conversei com meu marido e falei: "Meu Deus, a gente precisa buscar ajuda para o Léo. " E o meu marido falou: "Não, a gente precisa buscar ajuda para você.
Você não está bem, você está emocionalmente abalada e eu acredito que isso está influenciando a atitude do Léo. " Gente, eu caí; eu desabei! Enquanto o problema estava atingindo só a mim, eu encarei e levei, eu sabia que tinha que levantar da cama todos os dias e seguir a vida.
E eu fiz isso. Mas, no momento em que eu vi que a depressão estava prejudicando meu filho, que estava prejudicando o Léo e deveria estar prejudicando o Caetano também, eu fui buscar ajuda. Comecei o tratamento, tomei medicação.
A psicóloga me encaminhou para o psiquiatra, o psiquiatra me receitou a medicação, e comecei o tratamento. Em dez dias, eu já estava me sentindo muito melhor. Então, se você sente alguma dificuldade, se acha que não está bem, se não está mais vendo a vida da forma que via antes, é normal por um tempo.
Agora, se isso durar alguns meses e essa angustia for muito expressiva, eu acho que você deve procurar ajuda de alguém. Essas são minhas dicas. Mais informações eu tenho lá no blog, por favor, confiram!
É só vocês pesquisarem no campo de busca "depressão pós-parto" que vocês vão encontrar muita coisa. E se você achou que esse vídeo foi útil para você, se você curtiu essa nossa conversa de mãe, deixe seu like no vídeo e inscreva-se no nosso canal. O "Conversa de Mãe" vai ao ar todas as terças-feiras, e você vai receber um aviso em seu e-mail, e vai poder acompanhar, não vai perder nada.
Gente, muito obrigada por estarem aqui. De novo, um grande beijo e até a próxima!