Bom dia a todos eh sou a kelia gopi sou pós-doutor no centro de síntese US cidades globais é um imenso prazer eh iniciar essa manhã com o nosso Urban suul sobre cultura cuidado e Regeneração de rios eh mas antes dos nossos dois painéis gostaria de eh fazer essa breve mesa de abertura convidando pessoas muito importantes eh para nós pesquisadores e pro programa eh então que eu gostaria de começar dar a palavra Pra professora Roselie dá suas boas-vindas Bom dia Kell é um prazer est aqui com você Professor Renato professor buid é um prazer estar com
todos vocês né daqui que participam do Urban SUS de todas as iniciativas do cidades globais eh cumpr entar que eles estão e nos acompanhando ao vivo e aqueles que vão assistir esse vídeo depois então trazer a saudação da diretoria do Instituto de estudos avançados para aqueles que estão Assistindo pela primeira vez que ainda não conhece o Instituto eh convidamos vocês a olharem todos os materiais que a gente tem o Instituto de estudos avançados é justamente um espaço né da Universidade de São Paulo onde a gente traz questões de grande complexidade e que são aí estudadas
por equipes multidisciplinares e que tem um trabalho interdisciplinar né problemas de de grande envergadura né como os que são tratados né pelo ospd Ades globais eh eu Queria falar que desse tema de hoje ele é especialmente importante para mim sempre Morei muito próximo né ao Rio TT quando eu morava em Guarulhos então o bairro onde eu morava era muito próximo do Rio TT a gente tinha que atravessar aquela ponte ali né em cima do rio TT para chegar na Penha né então para chegar em São Paulo e atualmente moro aqui muito próximo do rio Pinheiros
então eu sou testemunha viva das dificuldades que a gente tem Tido e dos muitos programas que foram criados com o objetivo de regenerar aquilo que o ser humano eh destruiu né ao longo do tempo e e acho que é muito importante que a gente tenha grupos de grande envergadura como esse aqui no Iá para que a gente possa trazer dados trazer evidências científicas trazer propostas que tenam Impacto eh nas políticas públicas e também traga um esclarecimento pra população em geral para que a gente possa cobrar né que Aquelas propostas de qualidade sejam realmente implementadas e
que tenham continuidade Então eu queria cumprimentar né a todos em especial aqui o professor buquer que deu início a esse trabalho com o professor Arlindo né Eh a todos que estão aqui professores pesquisadores mandar um abraço grande também PR Vanda que não pode estar aqui com a gente por questões aí de saúde né mas tenho certeza que tá com acompanhando e que ela melhore rápido Bom passo a palavra a vocês de volta obrigada obrigada professora roselia um prazer ter-la conosco agora professor Marcos se puder dar também umas boas-vindas Obrigado Kelly bom dia bom dia a
todos dia ros eh Professor Pedro bom nós nós fundamos o esse esse programa que depois transformou no centro de síntese lá atrás em 2016 mas como como como uma sequela não sequela coisa ruim né como uma consequência de Um grupo eh tá aqui o Pedro que Távamos nós dois juntos que foi o grupo Água né então o os cidades globais começa com água né ele começa examinando a crise de 2013 2014 né que foi aquela crise crise onde não Choveu durante o verão e gerou um problema enorme e nós ficamos estudando isso publicamos o livro
branco da água e a partir dali eh a gente Tomou gosto né Pedro pela por esse por esse trabalho com as cidades as cidades são tremendamente importantes e Essa questão da água é uma questão que foi fundamental como vocês veem há mais de uma década eh nos estudos daqui já antes disso já havia outros estudos mas por durante essa a essa década né de vamos pegar aí 2014 né 2024 né vários estudos fizemos eh um um eh dossier o dossier água também né coordenado pelo professor eh Wagner Ribeiro também membro do grupo água então é
muito interessante é especial Realmente não é não é que fala para todos não mas é especial esse esse tema Ah eu não vou poder ficar aqui hoje mas eu vou assistir depois tudo o que vocês vão eh comentar aqui e conversar eh porque é um tema Fundamental e será um tema eh crítico eu diria para os próximos anos dado dada a dado o avanço que acho que que agora todo mundo já entendeu a diferença entre exponencial e linear a mudança climática não avança linearmente Ela avança exponencialmente Então o ano que vem não será um pouco
pior do que esse ano será bem pior e a e a coisa vai avançar mais e cuidar dos rios nós temos exemplos aqui como o Vittor Quino que tá aqui que é um defensor um um lutador em prol do Rio com o seu barco lá no Rio tit e tudo então nós nós temos essa essa luta mas não só pelo rio GT mas por essa malha toda que vocês vão falar aqui né nesse sistema curiosíssimo aonde o rio corre ao contrário ele não corre pro mar Ele corre pro mar mas antes de correr pro mar
ele dá uma volta no nosso estado né E irriga o nosso estado e faz com que esse estado seja é um é um é um dos elementos fundamentais para que esse estado tenha toda essa pujança ã agrícola que a gente sempre teve toda essa pegada né então meus parabéns pela pela pela ideia de fazer esse Urban SUS eu espero que as discussões sejam muito frutíferas tem relatores né deixar deixar os documentos então a gente deixa Sempre o vídeo viu então fica tudo na videoteca forma um documentos eu tô vendo o Pedro aqui quando o Pedro
tá tá ligado à coisas geralmente vai sair algum paper alguma coisa nessa sai uma publicação boa a respeito né Eh talvez Pedro eh devesse pensar em eh continuar o livro branco aí nesse sentido olhando não só mais a água de forma geral mas olhar especificamente essa rede de rios que a gente tem aqui como é que ela Funciona seguindo V vou deixar aqui uma sugestão né com vocês né também de olharmos como nós olhamos o problema da crise hídrica de 2013 eh olhar o que é o problema que eu acho que vocês vão discutir hoje
ah o que que pode acontecer no futuro e o principal que o ia o ia se preocupa muito quais soluções né o que como nós podemos agir como nós podemos atuar Quais são os elementos e quais são as políticas públicas que o governo as Empresas as ones né devem adotar para que a gente Evite o esses problemas que vocês vão levantar e discutir hoje aqui então essa mensagem que eu gostaria de deixar para vocês uma mensagem de ação positiva vamos discutir Mas vamos sair daquele ponto de ser acusados de ficarmos no na Torre de Marfim
Aqui estamos estamos aqui em cima não não vamos ficar na Torre de Marfim vamos ver se a gente dá o passo e produz eh produz Soluções nos aponta para soluções pro Futuro então muito obrigado por me deixarem participar aqui hoje meu abraço paraa Vanda tô aqui Em substituição a professora Vanda gutter Obrigada Professor agora convido o Professor Renato simbalista também fazer sua fala eh queria eh agradecer muito o convite agradecer ao I aos professores colegas eh aqui na mes agradecer Principalmente ao Eduardo e ao vor E a Vivi que foi a Partir de uma conversa
que a gente tá tendo já há cerca de um ano que eu acredito que eu tenha sido convidado para essa mesa de abertura eu sou Renato simbalista eu sou docente aqui da USP para mim é uma alegria muito grande orgulho muito grande est aqui com vocês no i quando eu recebi o convite eu fiquei bastante em dúvida e eu confesso que Continua em dúvida até agora com que chapéu eu vou atender esse convite a gente tem vários chapéus a gente usa Vários chapéus né tem aqueles e-mails que agora a gente tem aquelas assinaturas né professor
da faus diretor de não sei que lá coordenador de não sei que lá Conselheiro de não sei a onde não sei que lá vai trocando né é e eu fiquei pensando né Qual é o chapéu e eu realmente resolvi falar um pouco desses chapéus tem o chapéu com o qual eu não vou eh eh falar um pouco aqui sobre eh essa questão que é o meu chapéu sobre Docente docente da fa USP que eu poderia aqui dar uma palestra inteira sobre a relevância de porque que é importante tratar dos rios na cidade porque que isso
é importante pra cidade pro urbanismo me parece que isso é completamente desnecessário ser feita meu segundo chapéu com o qual eu queria dar as boas-vindas é o chapéu de diretor de direitos humanos e políticas de memória justiça e reparação aqui da prip da pró-reitoria de inclusão e Pertencimento eh da USP que é digamos assim uma pr-reitoria que reconhece que a USP não é diferente da sociedade está sujeita a todas as contradições da nossa sociedade homofobia transfobia racismo assédios importunações assim assimetrias de poder e assim por diante ela precisa cuidar da sua própria comunidade e eh
eu acho que eh por conta dessa afiliação que eu tô eh sendo chamado aqui para essa eh mesa de abertura Queria Dizer para vocês que para mim Essa temática que é a temática dos rios a Universidade de São Paulo não é só o campus do Butantã né são diversos territórios no Estado de São Paulo todos eles têm a ver com cursos d'água começar rcho do Ipiranga que tem totalmente a ver com o Museu Paulista que é nosso eh também e eu acredito profundamente que lidar com os rios que dizem respeito aos nossos territórios é algo
que pode dizer respeito a uma Diretoria de direitos humanos e políticas de memória justiça e Reparação Inclusive a ideia de reparação da paisagem e eu cheguei para minha PR reitora quando a gente começou a conversar sobre isso falei olha isso é muito interessante é muito importante a gente lidar com esse tipo de reparação podemos fazer alguma ação nesse sentido e a diretora ela responde sempre com a a pró-reitora ela ela responde sempre com a mesma frase nós podemos construir um programa para lidar com essa situação genericamente e não agir eh topicamente Em relação a um
projeto em alguma coisa senão a gente vai virar um balcão e é especificamente essa pró-reitoria que tá começando e especificamente essa diretoria que tem uma estrutura administrativa que é quase zero ela muito difícil ali dar na chave do eh do balcão mas eu queria dizer para vocês que eu tenho um sonho enorme que a gente quando tá lidando com Direitos Humanos memória justiça e reparação Esteja também trabalhando com os direitos Humanos e memória justiça e reparação relacionada aos nossos corpos d'água o terceiro chapéu com o qual eu acho que eu posso eh fazer essa fala
de abertura eu eh Pedro Jacob que tá aqui que conhece já há muito tempo eh conhec eh a minha vertente que é uma vertente ativista eu sou um docente mas eu tenho um temperamento ativista e não governamental eh muito forte eh em mim e eu faço parte eh da direção de uma ONG Que chama Associação pela propriedade Comunitária que trabalha com moradia social e ela faz a gestão de edifícios eh para eh trabalhar com moradia social e um dos nossos projetos é uma moradia estudantil que fica a 100 m de um dos portões aqui da
USP e exatamente em frente a nascente do Iquiririm que é um lugar de um grau de inspiração incrível não sei se todos vocês já conhecem a do Quiririm eh é é muito interessante eh esse lugar eh o Iquiririm metade dessa Nascente fica numa praça eu até hoje não sei se terreno é da USP ou não é da Usp eu suspeito que aquele terreno seja da USP mas eu não tenho certeza eh mas tem um muro que divide essa Nascente a outra metade está dentro eh daqui do nosso campus da USP eh conviver com essa Nascente
dentro desse projeto é algo muito absolutamente inspirador é algo muito confortável a temperatura é diferente a fauna é diferente a flora é diferente eu tenho aqui já que a gente Tá pensando em projetos em questões reais uma sugestão para fazer pra gente mesmo pra nossa comunidade todos os lugares onde eu vou nesse caso eu tô aquiar pra gente pensar em fazer alguma coisa que tem um potencial de reverberação social aquela Nascente incrível a comunidade cuida da Nascente a comunidade descobriu a nascente e até agora a USP está não nós não conseguimos fazer alguma coisa decente
com aquela Nascente que tá metade do nosso Território a gente não conseguiu nem colocar a nascente no nosso mapa eh e o muro que eh divide essa Nascente em dois lugar em dois territórios é um muro que eu posso dizer machuca muito a comunidade a gente com relativamente pouco esforço institucional conseguiria mexer esse muro 5 m eh para trás e deixar a comunidade fazendo aquilo que ela já está fazendo que é Cuidado aquela Nascente maravil osamente bem e receber todos os créditos por isso como eh Universidade acho que a relação custo benefício de uma ação
desse tipo seria muito proveitosa para USP porque ess é o terceiro chapéu com o qual eu gostaria de encerrar essa minha fala de abertura e desejar para todos um eh encontro proveitoso e eh dizer que eu tenho muito orgulho e tô muito honrado de estar aqui obrigado obrigada professora a gente fez eh para quem não sabe a gente fez uma expedição por organizada pelo Vitor pela vive então foi super super interessante A gente conhecer inclusive as iniciativas comunitárias que acontecem né Por causa em volta do Rio né Eh bom eu queria na verdade só primeiro
começar agradecendo todo mundo que veio presencialmente que tá assistindo a gente agradecer a equipe do iaa técnica que tá fazendo essa transmissão eh e também as pessoas que ajudaram a trabalhar nesse evento Então a Sandra a Dilma eh agradecer a professora Vana coordenadora do nosso programa também Que infelizmente não pôde estar aqui e sobretudo queria agradecer os meus colegas que também eh estão co organizando esse evento comigo já faz eh longos meses eh Então nominalmente queria agradecer a Vivian blazo Vittor Quino eh a Sandra Sandra Braz e o Pedro lombarde eh por essa organização Pelas
nossas conversas e também os nossos supervisores aqui de cada um eh do pós-doutorado então Professor Alessandro Soares professora janin nuque Professor Pedro Jacob eh que está aqui e a professora Vanda também também é supervisora de um dos nossos colegas bom acho que contar um pouco do que que é a ideia desse desse Urban suus desse evento eh e aí eu acho que assim a a partir da minha perspectiva acho que o principal desafio Inicial foi a gente pensar em um tema que fosse eh transversal Entre todos os temas de pesquisa eh de nós né todos
pesquis desadores que estão envolvidos nessa Nesse Urban su especificamente então eu estudo gênero a viv estuda afetividade osor estuda rios e a arte cultura o Pedro estuda eh resíduos então a gente ficou né pensando como que a gente vai pensar num tema que seja de fato transversal que consiga eh incorporar né as nossas pesquisas e que a gente consiga dialogar de fato E é claro que a gente tá num programa né um centro de síntese que os temas são transversais as questões urbanas elas são transversais a Gente não consegue pensar por exemplo numa questão ambiental
sem envolver toda né a discussão social e aí eu acho que um pouco nessa reflexão eh a gente chegou né à conclusão de que essas construções sociais essas relações sociais muitas vezes desiguais eh tem reflexos né em como a gente se relaciona em como a gente cuida também do meio ambiente Mais especificamente dos nossos Rios né Eh então acho que essa foi esse foi o fio condutor né das nossas Pesquisas e que acho que vai ser também um pouco o fio condutor eh desse debate de hoje eh e aí a gente acabou escolhendo né o
tema dos rios eh pensando né acho a questão dos rios muito além né de ser uma fonte de recurso natural de ser apenas a questão da água em si mas como o rio na verdade perpassa todo o nosso nosso cotidiano então tem uma questão obviamente conectada à questão do cuidado né A questão da alimentação a questão da Higiene a questão de gênero que é por exemplo que eu estudo eh tem uma questão ligada à mobilidade urbana eh tem uma questão conectada eh também a questão da arte e cultura da convivência entre as pessoas né como
a gente poderia transformar eh os rios também em espaços públicos eh de convivência tem uma questão relacionada diretamente com o equilíbrio do clima com as temperaturas nosso bem-estar eh nos centros urbanos então a gente consegue mesmo acho que Pensar nos rios de forma bem transversal eh e aí eu acho que o objetivo né o nosso grande objetivo com esse evento é eh e aí eu acho que eu vou para frasear o Vitor é tentar pensar em uma nova cultura de cuidado das águas Então como a gente consegue resgatar a nossa a cultura de pertencimento dos
rios às cidades e às cidades eh aos Rios eh e aí eu acho que Com todas essas questões que são transversais né então questão social questão ambiental Eh a questão de ocupação de espaço públicos a questão da arte da Cultura a questão do direito à cidade do acesso à cidade eh tendo em vista que a gente vive num contexto eh em que os nossos Rios historicamente eh a partir da nossa né formulação de políticas públicas urbanas Eles foram canalizados né Eh e eh Acabaram dando espaço né para esse adensamento imobiliário e por uma uma lógica
de mobilidade urbana pautada eh No transporte individual motorizado né Então como que a gente tendo em vista esse contexto como é que a gente consegue de fato fazer o resgate dessa cultura dos Rios né Eh então acho que é um é um Desafio eh bem grande eh Que bom que a gente tá falando sobre isso aqui num espaço eh em que a gente tem profissionais de todas as áreas de Formação por exemplo de relações internacionais mas a gente tem Engenheiros a gente tem eh pessoas da da Área da economia Enfim então acho que esse é
o grande eh a grande riqueza desse evento e a gente buscou também trazer outras perspectivas e outras visões né então também sai um pouco do ambiente acadêmico porque a gente sabe que a academia tem que dialogar eh com outros setores da sociedade então com iniciativas da sociedade civil de quem também tá lá na ponta Então acho que esse evento vai tentar também eh trazer um pouco essa discussão plural diversa Eh Então acho que a gente pode começar os trabalhos do nosso primeiro painel eu vou então pedir para pra nossa mesa se desfazer e a gente
vai começar com o nosso primeiro painel eh sobre arte Regeneração de rios urbanos Vou chamar o meu colega Pedro lombarde para fazer a moderação ah e também queria muito agradecer nominalmente as pessoas que estão fazendo a relatoria os nossos colegas do centro de ces também a Luciana a Márcia E o Felipe fa e também eh o Eduardo muito obrigada eh Pedro passo a palavra para você Bom dia eh essa é a primeira mesa eu vou a primeira mesa ela é composta pela professora Maria Cristina que vai falar de forma online e a segunda palestrante é
a Marília Piraju se puder já subir aqui eu agradeço que vai falar também aqui já presencialmente na parte do dos movimentos do parque e Tal eh acho que a gente acho que todos os agradecimentos já foram feitos né Acho que não faltou ninguém aí tá tá tudo certo e aí eu só vou dar uma uma explicada rapidinho aqui que são eh eh aproximadamente aí 20 minutos por pessoa por palestrante né para poder fazer a as exposições eh eu tem vou mais Sutilmente Vou tentar dar um aviso aí quando faltar uns 3 minutos para terminar só
paraa pessoa se localizar dentro da sua Exposição tá E e é isso na parte do a parte da das eh das dúvidas e o pessoal que tá assistindo aí online eh não não são abertos chats no nosso YouTube tá então as perguntas elas vão pro e-mail e o e-mail é é o iear responde @ usp.br então no final quando tiver a parte dos debates eh as perguntas já vão ser encaminhadas já vão encaminhando elas Por e-mail E aí depois no debate a gente já vai colocando as perguntas para cada palestrante Ok então aí eu gostaria
de passar a palavra paraa Professora Cristina da Universidade eh Federal da eu vou falar um pouquinho sobre o currículo dela só para dar uma introdução né Ela é graduada em ciências biológicas pela Universidade Federal da Paraíba doutorado em Ecologia e biossintética pela Universidade de Lisboa eh pós-doutorado em economia Ecologia aplicada Ela é professora titular da titular da Universidade Federal da Paraíba e tem tem experiências na área de Ecologia eh enfase em ecossistemas eh Zoom planct semiáridos eh biodiversidade espécies eh aquicultura gestão ambiental e realiza projetos de extensão junto a comunidades pesqueiras e rurais para Regeneração
de rios na área de aquicultura familiar e construção de fossas ecológicas então é uma experiência muito interessante aí Que vai compor bem a nossa o nosso tema se puder eh falar um pouquinho Maria Cristina agradeço já se pode entrar na sua palestra obrigado bom dia a todos é um prazer estar aqui Agradeço ao Professor Pedro lombarde pela lembrança né eh eu comungo com vocês sobre tudo isso de tentar melhorar a qualidade dos rios acho que a gente tá muito atrasado já em fazer alguma coisa em relação a isso eh como o professor falou eu sou
da UFP eu sou do programa deixa eu já Colocar aqui a a apresentação desculpem que eu tenho que diminuir aqui o que tá aberto porque senão não vou achar a palestra então então eu sou professora né da da Universidade sou também professora do do programa de pós--graduação que é um programa em rede que é o prodema E aí a gente eh trabalha muito essa questão interdisciplinar e baseado nisso eh a gente vê a importância né Eu trabalho com ecologia Aquática Mas eu vi a importância da gente eh trabalhar eh como é que eu dizer o
tratamento de esgoto porque Não adianta só nós termos eh cuidado com o Rio e o esgoto continua entrando tá então com essa preocupação né de nós vermos ela agora não tá passando pronto então a o nosso maior problema né é a a contaminação ambiental como eu falei para vocês não adianta a gente melhorar os rios se depois a Contaminação continua entrando continuamente então nós temos o problema das águas cinsas que muita gente joga na rua achando que não tem problema porque não tem fezes não é não é do Boro sanitário nós temos a ausência de
de áreas de proteção permanente temos as águas pluviais que saem com muitas muito muito esgoto também resíduos sólidos e as nossas próprias foças elas são permeáveis então a gente contamina o lençol freático que o lençol freático Que abastece os rios novamente por baixo então para isso nós temos O saneamento básico né com as suas quatro Vertentes distribuição de água coleta de resíduos e esgotamento sanitário que é o que a gente vai dar mais ênfase aqui porque é o que vai gerar o maior problema eh tá passando direitinho aí sim tá passando certo obrigada então como
é que funciona o nosso esgotamento sanitário quando tem a gente coleta o esgoto nas casas de cada um transporta Esse esgoto e vai tratar Numa estação de tratamento de esgoto né centralizada quando não tem tudo isso vai para as fossas então nós temos fossas realmente impermeabil padas que tem que ter um limpa fossa que vai esvaziar quando enche mas nós temos fossas que são permeáveis e tudo isso vai para para o ambiente Além disso as águas cinsas muitas vezes não são lançadas dentro das fosses os nossos sistemas de tratamento de esgoto na Maioria do país
eles são com Lagoas de decantação que são sistemas muito precários né pouco eficientes não retiram nutrientes não retiram coliformes nem mentais nem Ceno bactérias nem nada isso E é isso que tá contaminando nossos então só para vocês terem uma ideia eh eu aqui pelata Brasil um ranking de coleta de esgoto e nós vemos que Governador Valadares por exemplo ela ela coleta 9.4% do esgoto da cidade O que é muito Bom mas se vocês forem olhar ela trata zero ou seja ela coleta o esgoto e joga no primeiro rio que aparece Então isso é o que
acontece na maior parte da das cidades né Nós temos aqueles Benditos canais que na própria fotografia do evento tem que é que é um canal que recebe o esgoto e vai lançar jeit Então isto é uma situação aqui em João Pessoa vocês V aqui um cano né um caninho de 50 de 70 que traz o esgoto da casa dos moradores ribeirinhos do rio mas a gente Vê aqui embaixo uma galeria imensa que tá trazendo todo esse esgoto que não é da comunidade Ribeirinha então muitas vezes a gente diga Ah o problema é os ribeirinhos que
poluem os rios mas não é eh a maior parte do esgoto É coletado nos Barros e lançado nos rios também em Natura então vejam aqui a situação que é é o mesmo Rio né em outro bairro que é a mesma situação isso aqui não é não são os moradores que colocam essas tubulações isso é tubulação pluvial que A própria empresa né que coleta esgoto trata esgoto não trata e joga no rio mesma coisa na nas casas individuais que a gente joga aquela aguinha cinza né pro meio da rua achando que não tem problema só tem
sabão mas o sabão é rico em fósforo e ele contribui com o aumento de atrofiação nos rios Além de que vai manter um ambiente propício para moscas para baratas por trás restinho de comida de de de louça né da pia enfim eh fungos bactérias tudo aí é um habitate que Favorece a transmissão das doenças de veiculação hídrica bom e o resultado é isso né aqui é o rio tit de vocês eh ou nós temos muitas microalgas deixando água verde ou nós aqui é o rio aqui em João Pessoa ou nós temos um monte de plantas
essa aqui é Baronesa água pé que vai crescer e vai eh deixar o Rio pior ainda Além Além da questão da saúde né então aqui é um trabalho também realizado em João Pessoa que mostra que Dos 10 piores municípios ela fez um levantamento entre os 100 as 100 maiores cidades do Brasil ela viu que 64,5 por dessas internações é de crianças menores de 5 anos e nós sabemos que as diarreias né as doenças diarréicas elas são responsáveis inclusivamente pela mortalidade de crianças abaixo de 5 anos então mostrou né essa relação intrínseca entre a falta de
saneamento e a falta de saúde humo então Tem até aquela história né para cada um real que se eh gasta ou Que se investe em em em melhoramento de tratamento de esgoto nós vamos ter R 4 poupados na saúde Então o que é que a gente vai ter o excesso nutrientes que chega num ambiente lentico neste caso sues Lagos etc vai causar o aumento da produção primária que por sua vez a crescimento das microalgas muitas vezes Essas microalgas são as cact que são microalgas com potencial de de produzir toxinas excesso decomposição que leva à Falta
de oxigénio e isso leva à degradação dos nossos ecossistemas aquáticos com a redução da biodiversidade no Rio é a mesma coisa o excesso de nutrientes vai levar ao excesso de plantas aquáticas superficiais que leva também ao excesso da composição que vai levar à falta de luz na coluna da água então todo o ecossistema Aquático vai ser prejudicado leva também à falta de oxigênio à degradação ambiental e à diminuição da Biodiversidade bom e a gente o O problema não é só apontar os problemas né que a gente já sabe que tem problemas nós temos que propor
soluções então em cima disso que nós vamos tentar trabalhar nós temos que trabalhar na Prevenção ou seja não podemos deixar mais tantos nutrientes entrarem nos rios mas nós temos também que pensar em restauração porque os nossos Rios já estão degradados e a gente precisa restaurá-los então não basta desculpem Aqui falta um a não basta a gente não poluir mais a gente tem que não poluir mais a gente tem que restaurar o que tá aí e tudo isso em soluções baseadas na natureza né então eh no Rio de Janeiro por exemplo a gente tem a ponto
a estação de tratamento isb ponto de leitos que além das Lagoas de decantação tá fazendo um tratamento terciário com plantas aqui plantas flutuantes e aqui plantas enraizadas e melhorou bastante o efluente que é lançado no Rio a partir De da desse tratamento de esgoto Então nossa proposta né Eh isso aqui é é um projeto de Mestrado de um aluno é nós mudarmos Esse sistema de tratamento Centralizado por um tratamento domiciliar ou coletivo mas em menores dimensões a nossa proposta é inclusivamente não não ter elevatórias porque também traz problemas asas elevatórias de esgoto e a gente
o objetivo é tratar o mais próximo possível eh da origem de de geração Desse esgoto então nós estamos trabalhando muito a questão das forças ecológicas bom quando a gente fala num sistema de tratamento e esgoto descentralizado a gente busca reduzir gastos com transporte de esgoto porque esses gastos eh eles conferem 60% do custo com a implantação do sistema de tratamento de desgosto de esgoto a gente busca um tratamento biológico mais eficiente eh tecnologias simples e de baixo custo E agora a gente desenvolveu a partir das próprias forças que já existem a possibilidade de tratar esgoto
e gerar água para reuso Então as fossas ecológicas eh elas existem muitas delas foram propostas pela permacultura nós temos por exemplo o banheiro seco o tanque de vapa transpiração e o círculo de bananeiras que foram propostos pela permacultura nós temos a fossa biodigestora que foi proposta pela Embrapa então todas elas vão gerar algo Aproveitável o banheiro seco vai gerar composto através de um processo de compostagem a fossa biodigestora vai vai gerar um biofertilizante através de um processo de biodigestão os tanques de de Vap para transpiração eh e o círculo de bananeiras eles vão gerar também
fertilizantes só que só só há a produção de alimentos sobre o sistema e o teu etl que é o que eu vou trazer para vocês é uma força que que nós desenvolvemos lá Lá no laboratório a partir do tanque de vapa transpiração proposto pela permacultura então nosso objetivo é gerar o fertilizante mas também água para reú uso que pode plantar em outras áreas não apenas em cima da força então o banheiro seco Acho que muita gente já ouviu falar eh ele é seco porque não leva água né não tem descarga Todo o material é armazenado
num depósito vai sofrer um processo de Compostagem geralmente ele tem que ser mais elevado né porque o depósito tem que tá abaixo do do do próprio banheiro usa serragem no lugar de água e eh depois nesse nesse espaço que recebe as excretas Vai haver a produção do composto e vai ser usado na na horta eu eu não trabalho com esse tipo de banheiro porque primeiro ele precisa alterar a construção do próprio banheiro pela estrutura elevada que tem que ter então não se adequa a qualquer lugar e As pessoas muitas vezes T preconceito de vir mexer
aqui na no composto por conta da origem desse dessa biomassa as fossas biodigestoras foram propostas pela pela Embrapa é um sistema também para tratamento de águas negras são eh tanques com 1000 L de capacidade em que vai ocorrer aqui um processo de biodigestão então vai se formar no final um biofertilizante Eu também não trabalho muito com essas fossas porque se esse biofertilizante não for Efetivamente usado na agricultura e for lançado no ambiente ele de novo vai lançar nutrientes nos rios e vai contaminar o rio da mesma forma então aqui é o exemplo do fossa biodigestora
da Embrapa então vejam que aqui no final tudo vai entrar no primeiro vai passando segundo terceiro e quarto mas sai aqui um biofertilizante que se não for usado na na agricultura bom as águas cinzas é são todas as águas servidas águas de lavagem elas são Ricas em fósforo contaminam também o ambiente geralmente são lançadas no no num ambiente a céu aberto tá E são muito simples de construir é apenas um buraco colocar estruturas de troncos e Galhos dentro colocar as Bananeiras no entorno e cobrir com palho Então essas estruturas de de madeira vão servir de
substrato para bactérias que vão fazer essa decomposição e as Bananeiras vão estar aproveitando a água e os nutrientes muito simples vou passar aqui Rapidamente essas fotos é só fazer o buraco colocar a madeira trazer o pano plantar as bananeiras e no quintal nós podemos ter um sistema de tratamento de esgoto de águas cinzas que não não gera malos odores não tem problema nenhum e ainda produz banana né então aqui são outras fossas que nós colocamos as águas negras são a água do bxo sanitário elas são problemáticas porque Elas têm a contaminação das fezes então geralmente
nós temos fossas eh consumidores Ou seja a fossa vai encher e vai transbordar e vai vai pu chão da mesma forma os sumidores muitas vezes são apenas eh formas de espalhar essa água no solo e aqui vou mostrar para vocês um problema que temos ainda tempos que a gente só fez uma fossa aqui os todas as fossas elas transbordaram né todo o esgoto vai se juntando formando um riacho de esgoto que corre céu aberto Infelizmente a gente sempre vê crianças brincando por perto então a força tanque de vá transpiração ela é impermeabilizada para evitar que
haja contaminação eh do Sol e do lençol freático ela tem uma câmara de de de pneus onde vai receber o esgoto bruto é aqui que vai ocorrer a biodigestão ela é chamada de cama fermentação porque não tem oxigénio então todas as eh as bactérias e patógenos e possa ter nas Fes morrem aqui todo o resíduo que sai Daqui é o churum Né da decomposição vai para uma primeira camada filtradora de material mais grosseiro de entulho sem areia só o entulho mais grosseiro depois passa com uma camada de brita areia e nós plantamos as Bananeiras em
cima a maior parte da água vai sair por evara transpiração essas fossas não enchem não requerem eh não requerem limpa fossas não não requerem nada disso então aqui também mostrando para vocês um projeto que foi foi feito Por um aluno de Mestrado aqui foi utilizado o sistema tela cento não se não se usou o tijolo então isso foi em 2014 nós com R 4$ 400 conseguimos fazer duas fossas dessas os pneus vejam que os pneus não t o mesmo tamanho então o o excesso de líquido vai passar por essas reentrâncias já que eles não são
colados são apenas em colocados um ao lado do outro aqui o entulho abrita a areia Nós temos que colocar caninhas de exaustão porque vai Ser gerado Gas lá na câmara de fermentação e no final nós temos isso ao invés de ter aquele esgotos correndo a céu aberto Então isso é só para mostrar que Há possibilidades e que é extremamente importante que a gente consiga trazer as pessoas a população para Essa gestão participativa e que se cada um fizer algo a gente no final vai conseguir ter um um um resultado interessante aqui é outros em que
eu já tô usando alvenaria ao invés de usar Pneu porque a gente tá produzindo alimentos em cima pintal a gente pode ter isso aqui para tratar o esgoto da do bso sanitário né então é nesse caso era duas pessoas só na casa então bem pequeno sistema aqui são outros mostrando detalhes né essa aqui foi bem maior a gente faz isso em oficinas para as pessoas aprenderem repassarem essa essa tecnologia aqui foi feita num hotel num pousada na beira da praia vejam que o lençol freático Responde rapidamente a gente fez essa análise antes de fazer as
Fas ecológicas e essa outra análise um ano depois V veam que a gente tinha vários contaminantes com com concentrações mais elevadas e depois tanto esse Poço Fundo tem 30 m Esse poço Raso tem 12 mas vejam como os dois ficaram muito semelhantes Ou seja a qualidade de água do próprio leof freático melhorou após eh a construção das fossas ecológicas então a gente tá melhorando não apenas o próprio Rio que vai receber água do lençol freático mas também a água de consumo das pessoas que se alimentam através de psos bom e aí as nossas alternativas é
esse teet né que é a proposta que a gente desenvolveu então é um tvap que é o proposto pela permacultura mas que foi adaptado e um wland artificial então ele é semelhante vejam que aqui no início ele é semelhante ao tevap né só que ele vai tratar águas negras e cinzas em simultâneo E ainda Vai ter um sistema de drenagem vai ter dimensões menores o que proporcionalmente custa menos gera fluente que pode ser para reuso ou pode ser depositado em rios sem sem contaminar esses Rios então aqui is só um esquema de como seria o
sistema nós teríamos um um tanto Dev Vap para transpiração vejam aqui os carinhos de exaustão que não gera mal maus odores pode estar associado a esse wetland e ser encaixado numa praça no Jardim Porque é bem compatível com isso porque nós usamos flores em cima também atendo vários objetivos do desenvolvimento sustentável não vou entrar em detalhes aqui por conta do tempo mas aqui pelo menos o menino citou nove Essas são as plantas que podem ser colocadas em cima do sistema então vejam que ele pode s encaixar no Paisagismo aqui é o nosso protótipo nós fizemos
um protótipo de 20 m qu 5x 4 que daria para tratar 10 casas então vejam Que o tamanho ele é ele é não é tão grande aqui é o afluente gerado isso aqui é no numa região de semiário então vejam onde tá sendo gerado água pelo sistema e o vizinho porque tá completamente seco então a gente poderia aumentar a oferta de água um ambiente semiárido a produção de alimentos pode ser feito em cima do próprio sistema não só as Bananeiras mas outr as culturas aqui no caso nós temos abóbora né girimum botaram maxixe Botaram outras
plantas também e aqui só para vocês terem noção da qualidade de água que sai do primeiro módulo ainda sem passar pelo w então é uma água extremamente limpa clarificada e eu já vou mostrar para vocês a qualidade que a gente vem monitorando essa qualidade Há dois anos professora 3 minutos tá obrigado C bom esses teos podem ser individual uais podem ser coletivos vejam que o tratamento deles ele reduz eh bastante Por exemplo coliformes que numa estação de tratamento convencional ela é de cerca de 1. 500.000 bactérias e a gente tá abaixo de 4 m000 nosso
sistema o DBO e dko tem resultados muito interessantes acima de 70% ou de 80% os parasitos são ausentes eh sólidos sedimentáveis 0 MG porl eh comparando com a nossa legislação seja o CONAMA 430 que que normatiza né o lançamento de fluentes nós estamos com todos os nossos parâmetros dentro disso e ainda também Para qualidade de rio de classe um do CONAMA ou seja o nosso esgoto tá semelhante em alguns parâmetros para rios de classe um aqui é comparando entre diferentes sistemas completamente esgoto E aí a gente tem eh semelhante ao load ativado que é um
sistema extremamente caro aqui é o nossos protótipos vejam que os valores são semelhantes ao do load ativado mas ainda são melhores que aqui nós temos 10 à quinta no lançamento de bactérias Poliformas e o nosso tem 10 à Terceira aqui são sistemas também só para tratamento de águas cinzas isso aqui é no restaurante na beira da praia da cozinha aqui também é uma vila pescadores que tinha escorrendo todo o esgoto Sé aberto e nós fizemos um sistema aqui o eton aqui é um curso que nós fizemos para a guinão online e agora mostrando no Rio
que a gente pode fazer no Rio também então a gente usa a biorremediação promovendo o aumento do Biofil simplesmente colocando cortinas de plástico no Rio Aqui nós temos um um um sistema com bambu para colocar e aqui vou mostrar para vocês rápidamente o exemplo do Rio do cabelo que foi a tese doutorada da minha aluna aqui é a nascente que recebe todo o esgoto de um complexo presidiário a nascente já nasce Coitada doente e aqui a outra Nascente que recebe esgoto desses bairros e aqui a nossa instalação vejam acor do Rio como era Eh aqui
já é a mudança de plantas nós tínhamos aqui a pítia e que é a Alf d'água passou a ser essa marcileia que é um TRE de quatro folhas aqui também um manejo né que a gente tem que tirar o Ch de plantas onde não cabia as cortinas a gente só colocou pedras então isso já favorece também a a o crescimento do biofilme fizemos Fas ecológicas e o rio que antes era assim ficou assim então vejam que é possível abaixa o custo nesse projeto acho que a gente não Gastou R 1.000 e e a gente consegue
a mudança do rio na hora que a gente consegue tratar os nutrientes antes de chegar o mang nasceu na praia os peixes que antes eram cerca de seis espécies passaram a ser 14 espécies 15 espécies de peixes pessoal voltou a pescar E aí a gente fez isso e viu que só colocando essas cortinas de plástico né a gente consegue aumentar o oxigênio reduzir a amônia reduzir nitrato de reduzir condutividade elétrica aumentar a Transparência reduzir o fósforo Total E aí começamos a fazer mais pesquisa nesse sentido né Eh colocando esses módulos no Rio e aí a
gente também procurou saber se as pessoas conseguiam ver a diferença e a maior parte das pessoas viu que havia estava mais transparente a água isso em relação à transparência isso em dois bairros ribeirinhos e também que reduziu em relação ao mau cheiro então a maior parte deles Conseguiu ver que diminuiu o mau cheiro logo depois que a Gente instalou esses processos porque ele vai aumentar a oxigenação na áu tem corpos de esgoto né que geralmente eh O Professor Renato falou nessa Nascente aí mas logo depois com certeza vai virar um coro de esgoto céu aberto
a gente também colocou apenas duas plantas em cada setinha dessas vermelh a planta barones ISS aqui é para mostrar o coco de esgoto colocamos apenas duas plantinhas aqui e conseguimos reduzir 81 MG por m CIC de fosfato e 52 MG por m c de nitrato Então Se a gente nos 10 Córregos compõe essa bacia nós conseguíssemos colocar plantinhas e as pessoas os moradores ribeirinhos podem cuidar disso nós teríamos a a redução né né do do da poluição de um rio maior sem fazer nada no próprio Rio apenas controlando a entrada de esgoto e aqui já
terminando eu sou de Portugal não sei se vocês já já perceberam ou não isso aqui é lá na em Portugal meus netos tomando banho em rios urbanos isso aqui tá cheio Mas isso aqui é um parzinho Urbano em que os rios são completamente transparentes Vocês estão vendo aqui o fundo do Rio e eu acho que isso é possível e a gente tem que realmente mudar políticas públicas tem que trazer a população para fazer uma gestão ambiental conosco né junto com com os projetos de restauração porque eu acredito que é possível que os nossos Rios aqui
também fiquem transparentes então concluindo eh os esgotos não Tratados são uma fonte importante de contaminação pelos ambientes aquáticos é possível fazer tratamento domiciliar a coletivo em pequenas sentais de tratamento ecológico de esgoto o aproveitamento dos nutrientes para a produção de alimentos porque a gente pode produzir alimentos em cima dessas fossas que é possível fazer essa descontaminação ambiental reduzindo o estado trófico usando biotrat momentos no próprio Rio com aquela aquelas Cortinas de plástico como eu mostrei para vocês e que podemos mudar os rios brasileiros para melhores e mais transparentes a baixo custo né é só querer
então as tecnologias têm eh deixa partilhar aqui eh as tecnologias existem né A questão agora realmente é só eh ter vontade política eh a gente pode tratar o esgoto evitar que ele entre nos rios eu fico imaginando a gente colocar esses sistemas de de cortinas de plástico por Exemplo nos próprios canais mais de esgoto que tem n na nas cidades né o t por exemplo em Recife tem muitos também em Campina Grande aqui na Paraíba e a gente estaria já melhorando o próprio rito então era isso gente que eu queria trazer para vocês essa experiência
que a gente tá fazendo aqui na Paraíba e a gente espera né ter apoio né porque sem apoio ninguém consegue fazer nada e mais uma vez obrigado obrigado Professora Cristina Parabéns pela palestra muito boa boa boa muito elucidativa e aí depois nós vamos pros pras perguntas e debates mas agora é a segunda segunda palestrante do dia eh Marília Piraju está aqui ao meu lado ela é artista diretora de arte arquiteta cênica roteirista liderança do movimento parque do rio bexiga trabalha desde 2011 como arquiteta cênica e diretora de arte do teatro oficina integrou coletivo terre terreiro
eh coreográfico com dezenas de ações Públicas performances e atos em senados discutindo espaços públicos participou em 2013 da da 10ª Bienal Internacional de Arquitetura em São Paulo no projeto residência bichi eh diretora de arte de Arquitetura em São Paulo no projeto e trabalhou como diretora de arte e colaboração do roteiro no filme Terra couro é contemplado pelo fomento a dança EH do munic eh do do Município de São Paulo 2021 direção Daniel Cairo eh bom trabalhou com a idealização Criação expográfico como origem de mundos na galeria reocupação 9 de Julho 2022 eh lecionou na escola
Cidade Instituto arquiteto do Brasil iab eh e no curso de arquitetura urbanismo cênico 2019 a 2023 eh é vários trabalhos né C dirigiu a dramaturgia para o trabalho Eros dos Couros no teatro oficina Universidade antropófaga eh em 23 trabalhou na direção de arte da peça mutação de apoteoses com direção de Camila mot Eh então eu vou dar a palavra paraa Marília Piraju se se eu esqueci alguma coisa aqui se quiser complementar e antes de iniciar tal sinta-se à vontade e obrigado pela sua presença Eu que agradeço Bom dia eh achei muito bonito a palestra da
Professora Cristina ser anterior à minha porque num certo sentido aquela imagem que ela mostra não sei se era netos ou sobrinhos na beira do rio Cristalina em Portugal é justamente o super objetivo da nossa luta que é a luta pela criação do parque do rio bexiga nem vou me estender muito que é um pouco tempo de fala no sentido de que é uma luta que ela completa esse ano 43 anos de história eh mas é justamente essa imagem quer dizer tudo aquilo que ela concentra como simbólico que a gente deseja que aconteça como um uma
espécie de piloto no coração da cidade de São Paulo para quem não sabe bom sou arquiteta trabalho No teatro oficina como foi falado mas de alguma maneira eh antes de tudo gostaria de celebrar a existência e a pessoa de Z Celso Martinez Correia que hoje em dia ele faz parte né da ancestralidade teatral não só do Oficina do Brasil e do mundo mas gostaria de colocar em cena justamente porque a professora falou sobre vontade política e de alguma maneira o que o Zé cels diretor do teatro Cine fundador falecido o ano passado eh ele nos
oferta que Vontade política nunca pode ter uma relação Messi com isso que vontade política é vontade Nossa que nasce da sociedade civil então o teatro oficina e a luta pelo parque do rio bexiga vem mostrando que o desejo precisa nascer justamente da sociedade então criação de políticas públicas na verdade é nasce nasce de um desejo comunal de um desejo coletivo de uma iniciativa de que realmente tá sendo afetado no corpo e diretamente com a professora mostrou que São as populações R beirinhas enfim é justamente dessas pessoas que são atingidas diretamente que deve nascer e precisa
nascer e vai nascer em relação com a academia aí sim numa relação com os dirigentes políticos porque dali não não acredito que vem coisas e soluções baseadas à natureza porque é justamente a o Executivo justamente as gestões que vêm conduzindo o destino das cidades que produz olha mas que interra São Paulo como uma cidade Ribeirinha se tornando uma cidade sob Rios né ignorando essa memória ignorando essa Na verdade uma potência quase que de Vanguarda que poderia se tornar a cidade de São Paulo que se olhasse para os seus Rios eh bom aí para mim é
Um Desafio essa fala que é um recorte né cultura arte e rios porque Justamente eu sou sempre convidada para falar sobre a história da luta do teatro oficina e a história da luta do teatro oficina eh junto com Sociedade civil junto com núcleos de criação junto com o próprio território do bairro do bexiga artistas e alianças ela é uma luta que nesses mais de 40 anos na última década que ela passa a realmente decidir que o rio bexiga torna-se um protagonista dessa luta então de alguma maneira bom também situando Rio ali eh compondo a bacia
hidrográfica do bexiga que é formada pelo rio bexiga pelo rio Itororó pelo rio saracura e que Vai desaguar ali passando pela câmara municipal provocando de alguma maneira esse tipo de legislação e deságua no ayaba então de alguma maneira essa luta importa talvez a a a parte importante que ela tem a oferecer n para para não só quem luta por ela mas para fora dela paraa sociedade porque ela de alguma maneira ao longo desses 40 anos ela fez uma inversão de perspectiva eu queria mostrar uma imagem Porque até então desde quando os anos 80 acho que
é bom Pontuar isso também que de alguma maneira mostra a força né que a política pública oferecida não pela arte especificamente pelo teatro né a força que o teatro tem de realmente questionar o destino das cidades então assim eh eu percebo que a arte e a cultura ela também é francamente uma categoria política uma categoria urbana mais do que tudo né Porque deixa eu só mostrar essa imagem Agora tenho que ver se eu consigo Chegar até lá pronto Porque durante muito tempo bom voltando né desde os anos 80 quando grupo civil Santos aí revelando que
na verdade a potência que o teatro tem porque na verdade essa luta a professora colocou ela não tá mais aqui Colocou que na verdade esse esse trabalho né esse encontro e essa pesquisa trabalha com temas de alta Complexidade de fato é porque essa luta não é só uma luta sobre território ela tem muitas camadas porque na verdade ela envolve Cultura a especificidade do teatro envolve patrimônio ambiental envolve patrimônio público afinal de contas tá no bairro da bexiga que é um bairro tombado pelo Município R dizer e ao mesmo tempo um bairro cont tem o maior
número de patrimônios tombados de São Paulo e de fato a Contracena que se deu ao longo desses 40 anos é com um antagonista que tem uma força imensurável nem tanto porque até há 40 anos que ele vem tentando construir um empreendimento imobili ário nesse terreno e há 40 anos que ele não consegue por força de atuação da cultura mas queria só mostrar que justamente um ponto isso aconteceu nos em 2004 quando o grupo Silvio Santos ele provocou o teatro oficina e a companhia a pensar a ocupação desse entorno e rapidamente a Companhia junto com o
escritório do João Batista Martinez Correia que é irmão dos excelsos propôs a ocupação desse território com um programa que vinha sendo imaginado nesse esses 40 anos que a gente chama de a gabú da felicidade que tinha um teatro de está uma universidade e uma oficina de florestas no entanto a gente desconhecia a presença do Rio bexiga atravessando esse terreno para para quem não sabe ele tá aqui né ele chega el desagua no terreno Nesse encontro da Jaceguai com Abolição ele atravessa toda a diagonal e ele caminha por baixo da Rua Japurá até oang gabao a
gente desconhecia justamente porque a gente nunca tinha tido acesso ao terreno e é esse projeto completamente construído quase um monumento né a cultura que a companhia enxergava naquele momento e o movimento enxergava naquele momento e hoje a gente percebe como o tempo foi um aliado nessa luta porque imagina se naquele momento a União cedesse o terreno para como uma área pública é isso que estaria lá agora né e o rio bestiga continuaria soterrado E aí passados deixa eu mostrar uma outra imagem bom aí o que aconteceu vou vou aos poucos em 2011 a gente começou
a poder ocupar o terreno com uma espécie de contrato de comodato então a gente nunca tinha pisado até então era uma projeção era uma projeção imaginária uma relação abstrata com aquela com aquela área que Se desejava ocupar e projetar e tornar pública então a gente começou a ocupar o terreno a imaginar a perceber na verdade a importância da integridade daquele vazio como um dos últimos vazios com essa essa metragem quadrada de 11 M qu no coração de São Paulo então assim ele não podia mais eh exercer uma função só apenas cultural mas ele tinha a
obrigação também de exercer uma função ambiental ainda mais estando no bairro Do bexiga que a gente sabe que logo ali aonde hoje onde era a o assentamento k bombola do saracura e que depois virou sede da escola de samb da vaivai que hoje tá sendo construído o metrô eh de uma maneira descuidada enfim Tô até usando um termo delicado mas que ali existe um problema de inundação muito forte então ele precisava ganhar essa perspectiva também de colocar em cena o patrimônio ambiental e exercer uma função Ambiental bom vou colocar essa imagem que é o seguinte
agora Talvez seja também uma contribuição da cultura para pensar os rios urbanos porque é muito curioso e é muito atípico o fato de que a gente imagina colocar em cena o rio bexiga através de um projeto que eu vou mostrar agora para nós e ao mesmo tempo tratar as águas que chegam até o Rio bexiga a mas sem ter nenhum momento tido Contato com o rio então a contribuição da cultura e da arte nesse acho que para para pensar a política pública paraas questões hídricas da cidade de São Paulo e além é justamente A projeção
a criação do Imaginário e da memória quer dizer a gente a gente aca essa memória nesse sentido de que a gente não tem contato com rio mas ao mesmo tempo a gente faz questão e imagina projeta através da poesia através de todas as encenações Que aconteceram no teatro oficina porque sempre o rio bexiga ele entra como um elemento cênico ele tá sempre colocado em cena como algum lugar uma personagem que se deseja atingir que se deseja V em cena então uma projeção imaginária que tá ligada a a criação e a arte só que na verdade
nesses 40 anos eu queria só mostrar esse aqui é o primeiro croqui feito pela Lina bobard e Edson elito imaginando já a ocupação do terreno entorno quer dizer aqui tá o Teatro oficina né a Rua Jaceguai E aí já se imaginava a ocupação com um teatro a céu aberto mas aina e o Edson já imaginavam que esse terreno mesmo que de maneira tímida ele cumpria uma função Ambiental do que eles chamam aqui e apontam como o pulmão verde do quarteirão do bexiga Aí uma outra imagem que eu gostaria de mostrar essa daqui como mesmo não
tendo acesso ao Rio o teatro a arte ela tem a função de projeção Com certeza esse é um um é um croqu um desenho feito pelo Edson elit Edson elit ele é coautor né do projeto atual do teatro oficina junto com a Alina bobard e colocava o teatro oficina numa relação numa escala Urbana quer dizer já teatro assumindo uma perspectiva Urbana quer dizer explodindo ali o lote e pensando o território colocando em cena né o Rio Tietê E esse rio que eu não consigo nem Me referencial O que é mas enfim de qualquer maneira imaginando
o teatro como uma potência de comunicar a importância de São Paulo como uma cidade Ribeirinha e das questões hídricas bom caminhando aí já vou direto para esse desenho foi o seguinte Justamente a gente como você comentou né 2013 na 10ª Bienal de Arquitetura a gente foi Convocado a companhia junto com outros artistas e coletivos a pensar uma ocupação pro terreno em 2013 a gente ainda não tinha de novo né o rio como elemento organizador desse projeto então isso a gente pensou na verdade a possibilidade de ocupação não vou mostrar ela agora mas não tinha o
desejo de renaturalizar o rio tinha ainda o desejo de reorganizar de maneira menos impactante aquele projeto que eu mostrei para vocês de ocupação de um centro Cultural ainda muito construído muito consolidado e aí em 2019 já compondo um uma espécie de time né mais transdisciplinar para pensar esse projeto sempre né sempre muito movido por uma pelo ativismo que nunca foi nada exatamente oficial nem sempre pro bono e acreditando na possibilidade de você atingir isso como como um uma inicitiva nascida da sociedade a gente pensa e chega nesse Projeto esse projeto que ele contempla a possibilidade
de criar um teatro a céu aberto uma espéci de arena mas ao mesmo tempo um teatro ao céu aberto dentro de uma floresta Urbana restaurada bom claro que aqui ele tá dessa forma como um croqui mas eu queria só apresentar a linhas Gerais aqui é o teatro oficina para quem não conhece o terreno Claro que ele tem um uma espécie de acidente né geográfico Inclusive a Geomorfologia do bexiga para quem não sabe ela também é protegida e é Tombada quer dizer ela é Tombada não é protegida então a gente leve sem uma mudança de paradigma
então em algum momento a ideia era construir sob o terreno depois de fato quando a gente entende que o protagonista é o rio bexiga até muito nos aproximando do que hoje é mais entendido como os direitos né dos seres não Humanos ouos Direitos da natureza a gente coloca o rio bexiga Inclusive no projeto de lei projeto de lei que caminha que tramita na no no na Câmara Municipal até um tempo até 2017 5 minutos tá bom 2017 Ele se chamava projeto de lei do Parque do do bexiga a gente fez questão de colocar o rio
bexiga no projeto de lei justamente porque a gente descobriu que quando virou um projeto de lei ele tendeu a ter uma apropriação maior da sociedade porque porque na verdade se entende e se lê com mais facilidade a ideia de um Parque do que a gente fala que na verdade é um híbrido de parque com Cultura né e o que aconteceu foi que Tornado um projeto de lei muita gente começou na verdade a especular tanto quanto a especulação imobiliária quer dizer começou a imaginar projetar e dizer que aqui deveria ser um céu deveria ser uma escola
deveria ser quer dizer não entendendo Justamente a vocação do terreno então a gente fez questão de colocar o rio como Protagonista e entender que na verdade o que vai desenhar e organizar o projeto é a renaturalização do Rio E aí não era mais construir sobre o terreno mas escavar e revelar aquilo que tava enterrada quer dizer essa natureza enterrada então a gente toma partido da desse acidente geográfico que no tern tem um desnível de mais ou menos 12 m e constrói toda a arquibancada do que seria essa Arena esse teatro a céu aberto [Música] conecta
tem um desnível então conecta com algumas passarelas que na verdade entendendo que tudo é área de cena tudo pode ser área de ocupação claro que entendendo que é um um programa muito mais complexo do que só o teatro Mas que pode receber uma série de programas culturais e o rio bexiga aberto aqui ele tá assim numa num formação um pouco Rio Amazonas de fato não é isso porque ele é um córrego mas o rio bexiga aberto e com Uma plataforma de teatro quer dizer incorporado também não só como área de contemplação mas área cênica né
área de trabalho e de Cultura aí um outro projeto que eu queria mostrar justamente no ponto que chegamos agora esse ano o ano passado 2022 a gente recriou essa equipe com uma equipe ainda mais transdisciplinar quer dizer não sei se Vocês conhe ess um escritório Geasa né de engenharia ambiental ele se aproximou da gente também dessa equipe que cria esse projeto do parque do rio mexiga e justamente e acho que também é um ponto de virada que até então a gente tinha uma relação ainda contemplativa com esse rio aberto a proposta do geasa foi a
gente transformar abrir esse trecho e transformar esse trecho numa espécie de laboratório de tratamento do Rio a céu aberto então por exemplo tudo que a Professora crisa colocou dessas soluções baseadas na natureza e soluções na verdade que levam em consideração o tratamento de água fitoterápico eh sem necessariamente ter que construir uma caixa de cimento quer dizer um piscinão um reservatório para solucionar as questões hídricas desse território quer dizer mais do que mais do que que tem uma questão como a gente lida o tempo todo com uma questão política existe um desejo falo Franca Mente né
do executivo de transformar esse terreno num pinão quer dizer escavando construindo reservatório e tapando com cimento então indo de encontro justamente com tudo o que essa luta buscou né que era mais do que construir revelar essa natureza e o patrimônio ambiental que existe que existe na cidade de São Paulo que existe no bairro do bexiga então aí uma outra etapa é que eu acho que também é uma uma contribuição do teatro de alguma maneira É dá a ver como as coisas funcionam transformar o a a natureza numa espécie de oficina porque uma das lutas uns
braços também de luta do teatro e do movimento do parque do rio bexiga era entender que essa Floresta ela não é de novo uma floresta só contemplativa mas uma natureza na prática quer dizer uma natureza aonde eh se tem a possibilidade de viveo de hortas urbanas né então de alguma maneira era importante Chamar esse trabalho de oficina de florestas Então de novo para além da oficina de florestas uma oficina de tratamento de água a céu aberto num trecho da cidade de São Paulo que obviamente por estando no coração de São Paulo no bairro do bexiga
no centro ele tem uma visibilidade da maior importância e Pode sim se tornar uma espécie de projeto piloto né de Vanguarda paraa cidade de São São Paulo e que pode de alguma maneira encorajar e estimular que outros trechos né de rios também possam ser Abertos claro que isso envolve uma complexidade de trabalho e de estudos né mais especializados que vai de encontro com a maneira como geralmente a gestão pública se relaciona com tratamento de água e enchentes tem mais tempo não queria dizer uma coisa que eu acho também importante da Fala da professora né Cristina
que ela colocou deixa tirar Pronto porque muitas vezes quando a gente propunha publicamente que esse espaço fosse um parque a gente receb uma resposta que era o seguinte mas aí é uma área urbana consolidada e um dos motivos também para que o projeto de lei do parque do rio bexiga não fosse aprovado era a justificativa de que aqui não tinha uma mata uma mata eh não só Nativa mas não tivesse um uma infraestrutura verde que Valesse a pena ser preservada como era o parque Augusta também foi um dos argumentos do Parque Augusta de fato a
nossa resposta era Justamente não é para preservar ao alguma coisa é mais para restaurar uma memória do que aqui já houve um dia porque não tem como a gente imaginar que eu acho que é uma resposta que pensar restauração de restauração de florestas Urbanas no centro de São Paulo ou em áreas urbanas consolidadas porque justamente se a Gente só pensar que é para se cultivar cuidar e proteger áreas e infraestruturas urbanas verdes já consolidada a gente destina o centro da cidade e as grandes metrópoles a ao fracasso quer dizer tá fadado à destruição não existe
outro caminho que não só esse Então acho que a provocação de alguma maneira é uma conquista de maior importância Claro a gente tem um momento político de quase que uma Apoteose dessa luta porque ela tá em vias de de fato acontecer a gente sabe que essa vitória pela macropolítica a macropolítica que ela envolve é uma vitória muito importante que vai abrir muito precedentes com certeza e ao mesmo tempo quem perde também perde alguma coisa muito importante que é uma batalha de Visões de mundo no final das contas n uma batalha de Visões de mundos de
de entender que a especulação imobiliária ela não pode dirigir o destino das Cidades porque a gente sabe exatamente qual é o super objetivo Ok ok tá muito obrigado eh pela sua palestra Marília você foi eh passou uma mensagem mesmo de esperança aí com esse teu projeto né a parte de regeneração não só também desse espaço mas quantos outros também não tem São Paulo né merece um projeto merece uma dedicação e acho que com o esforço aí do com esse iní o esforço aí o entendimento E a conscientização das pessoas talvez vai fomentando mais outros projetos
também né Muito obrigado aí parabéns pela pela apresentação agora a gente vai pros pra sessão de debate né perguntas e eu não sei se tem uma hierarquia se eu falo primeiro já tem uma pergunta que veio online e eu posso colocar as perguntas aqui da da de vocês aqui presencial alguém tem alguma pergunta eh que precisar do microfone [Música] Né Obrigado bem Eu gostaria de parabenizar a todos do grupo aqui eh grupo seis né Eu acho né cidades globais eu sou osaldo Sanchez eh do grupo C do cidades globais aqui do iea eh eu gostaria
de colocar paraa professora uma questão que eu acho que é relevante com relação à soluções para assentamentos urbanos precários eh normalmente esses assentamentos estão ao lado dos Córregos não é eh aqui em São Paulo é um problema muito comum acredito Que em outras cidades também né e eh pensando do lado do protagonismo da população local eh se haveria um uma uma solução que a senhora entenda que seria mais potencialmente mais aplicável para esse para essas situações onde a gente tem pouco espaço a gente tem declives né grandes né Eh por exemplo Até onde eu sei
não não se recomenda o uso de bananeiras Porque tem uma questão associada com a geologia Né do terreno então assim eh pensando pelo lado das soluções eh de aplicação para assentamentos urbanos precários Associados com a a questão do saneamento né Se dentro desse eh figurino desse portfólio vamos dizer assim de soluções se a senhora entende que tem algumas que são seriam mais recomendáveis ou mais interessantes considerando esse contexto Obrigado eh respondo já profor Pedro pode é pode pode já fá Obrigado certo Então eh a minha proposta inclusivamente o desenvolvimento do do teu atland ele vei
muito nesse sentido a gente chegava em determinadas favelas e não tinha espaço nem Quintais para fazer as fossas individuais então a gente pensou que temos que trazer esse esgoto para uma área Um Pouquinho Mais afastada da Rua das casas mesmo às vezes um pequeno terreno é o suficiente pra gente conseguir fazer esse tratamento mais coletivo mas não coletivo a ponto de ser Não sei quantos bairros né como as estações convencionais fazem então o tanque de o teet Né que é o tanque de Vap transpiração mais o o etl associado ele é dimensionável então a gente
consegue fazer sei lá para 10 casas para 50 casas para 100 casas então onde houver espaço a gente pode estar transportando esse esgoto fazendo tratamento lá a questão das Bananeiras elas não são mais tão essenciais no nosso sistema como eram por exemplo m Tevap por quê Porque no tevap o objetivo é que toda a água seja evaporada enquanto que no teu a gente quer gerar água para reuso ou para devolver ao ambiente já que os nossos Rios também precisam de mais água não apenas água de melhor qualidade então quando a gente propõe o teu etl
a gente pode trabalhar com aquelas plantas eh de Jardim que são as helicônias Ou a gente pode trabalhar junto com essas plantas e uma horta comunitária então é O meu sonho é assim numa área que seja eh de comunidades que a gente vai fazer um tratamento mais coletivo que vamos ter uma uma uma fossa muito maior sei lá com 30 40 m de de de comprimento que aí a gente consiga fazer em cima dessa dessa fossa uma horta Comunitária E aí não necessariamente a gente vai precisar das Bananeiras embora as Bananeiras neste sistema seja apenas
em cima da fossa então em cima de uma estrutura construída e não numa Falésia numa Barreira que pode vir a ter problemas depois quando morono Então é eu acredito que é possível sim mesmo em áreas mais inclinadas a gente Talvez possa fazer essa faça mais lá embaixo porque a gente simplesmente leva leva o esgoto até mais embaixo numa área antes do Rio né A ideia é tratar o esgoto e essa água gerada já ir ser direcionada para Rio como reabastecimento como vocês viram alguns dos nossos parâmetros do de monitoramento do efluente eles têm Características de
Rio classe um Ou seja é quase como fosse um um Riacho uma uma quea nascendo que estaria nascendo ali então eu acredito que ser é possível sim cada caso é um caso né Cada caso tem que ser estudado as dimensões do do teu wland eh a questão da profundidade né porque às vezes não dá para fazer muito profundo a gente pode ter 2 3 M enquanto a permacultura propõe só com 1,20 m de profundidade por exemplo E aí a gente consegue reduzir espaço em termos de de Ocupação diária então eh eu acho que é muito
individualizada a solução e mas acredito que é possível s Ok muito obrigado professora Obrigado alguma pergunta presencial várias Que bom eh ah na na verdade é paraa Maria eh eu queria saber qual então é o momento atual que esse projeto tá vivendo como que outras organizações podem ajudar como a sociedade civil de alguma forma pode contribuir para que se projeto de Lei seja aprovado Então qual que é o estado da atte atual assim do projeto você falou que teve alguns momentos que esse grupo se reuniu depois acho que talvez tenha não sei se se desengajar
um pouco voltou agora com o projeto então entendeu um pouco Qual que é o momento assim tá eh tem um tem uma um aspecto voluntário das pessoas que trabalham desse projeto ao longo de todos esses anos claro que quem é da companhia mais ligado ao movimento é mais permanente Mais presente mas claro que tem tem como eu mostrei para vocês vou mostrar Justamente esse ele vai aparecer ah não a professora tá ali tudo bem não precisa mostrar mas tem uma uma especificidade técnica envolvida não só com a construção do projeto né esse projeto que ele
é Sutil que ele não transforma tanto o terreno mas ele propõe um assentamento de uma arquibancada palco etc mas justamente o ponto do da Renaturalização do Rio ou da Restauração do rio não sei como se decide chamar eh enfim colocar abrir o rio à tona e o tratamento dessas águas é uma especificidade que não dá conta do movimento do parque e não tá no no escopo do do teatro oficina então a gente faz alianças e compõe com outros times que têm essa expertise o momento foi o seguinte a gente esse projeto Ele nasceu de uma
provocação feita pela ministra da cultura Margarete menees que Esteve no teatro e falou Vocês precisam apresentar um projeto executivo e a gente caminhou com esse projeto e não chegou no executivo obviamente quer dizer é quase esse o ponto em que estamos é um ponto de ter uma viabilidade financeira para continuar a elaboração o aprofundamento e o desenvolvimento desse projeto Porque mesmo a eh a situação ela é tão atípica que ela sempre trabalha com uma projeção que às vezes é abstrata porque você para Você chegar num projeto executivo você tem que ter acesso ao terreno fazer
todas as análises que precisam ser feitas entender exatamente o desenho e a gão do Rio bexiga canalizado embaixo a gente sabe que ele tá de 4 a 8 m do do chão do solo do Parque Mas aonde ele a projeção exata né Qual é a qualidade do terreno o estudo isso tudo a gente não consegue fazer então sempre é um projeto que ele fica incompleto nesse sentido mas existe um nesse momento O que a Gente convoca sempre a sociedade o público né inclusive frequenta o teatro picina e o público de alian é que o que
aconteceu é que a partir do momento que o prefeito Ricardo Nunes quer dizer o Executivo nunca tinha entrado em cena nessa luta e ele entrou com acordo né com o Ministério Público dizendo que doaria aliás usaria 50 milhões para comprar o terreno quer dizer ele mostrou o Executivo mostrou pela primeira vez o interesse em Solucionar essa luta de mais de 40 anos então que para que as pessoas não se desmobilizam que parece que a luta já chegou à sua conclusão quer dizer não chegou porque uma coisa é desapropriação do terreno uma outra coisa é o
que vai ser implantado nele então a partir do momento que ele se torna público pode ser que um interesse outro vá lá e ache que a solução ambiental para ali é a construção de um piscinão que é justamente na contramão do que a Professora apresentou na verdade que é a a a Vanguarda e o que precisa ser feito com a cidade que são as soluções baseadas na na natureza então a luta é essa primeira esse momento em que estamos é uma etapa da luta a próxima é lutar para que o que se o que foi
amadurecido ao longo desses anos e que tá muito afinado com a vocação do terreno seja implantado Ok Mais uma a gente tá com pouco tempo tá e eu acho que eu vou vou Tem mais a tua pergunta e tem uma pergunta online infelizmente a gente vai ter que fechar senão vai atrasar muito o a próxima mesa verdade e aos a aos professores os professores também se puderem ser mais concisos também nas respostas eh eu agradeço então Marília que alegria receber você aqui no Iá Eu particularmente tenho uma ligação afetiva com o teatro oficin que eu
trabalhei lá com Zé Celson como arquiteta na peça Cassilda as bacantes Tal então muitas saudades e parabéns pela luta enfim né mas eh a a minha pergunta mesmo também como arquiteta e principalmente do ponto de vista ambiental né que a gente tá falando dos rios a gente sabe né que existe uma série de sobreposições de legislações naquele naquele pedaço para o bem ou para o mal né então assim a questão do eh o fato enfim de ser uma área de de de tombamento enfim tem a questão do tombamento do próprio teatro e aí eu não
Sei se a questão da área de influência do do teatro oficina de que forma isso influenciaria para o bem ou para o mal para algumas da da enfim daquelas intervenções lá do Parque a a a a própria o fato de ser uma app né De que forma isso também eh enfim seriam obstáculos também para alguns daqueles desenhos né Eh na da da da ocupação das margens e também a questão da verticalização eu confesso que eu não tô muito não não acompanhei Exatamente mas tem toda uma questão né Eh se atinge porque a a nova lei
de de zoneamento o plano diretor e o zoneamento da forma como tá sendo colocado ele ampliaria a verticalização pro miolo dos bairros isso eu não sei de que forma como é um terreno do do Silvio Santos tem aquela questão da transferência do direito de construir então a transferência da vertical ação que seria para aquela para aquele terreno se isso poderia também e de que Forma isso ajudaria na construção do par Então são essas três coisas a questão ambiental a questão do tombamento patrimônio cultural eh a questão né do do da verticalização do zoneamento né então
como isso está dificultando para vocês obrigada marí Parabéns prazer em te conhecer não te conhecia prazer é não é a história do teatro opicina também é história da passagem de muitos arquitetos e arquitetas por lá acho que por isso que Sempre a o trabalho que se faz que se faz ali né teve essa perspectiva Urbana mas o terreno ele não é tombado né ele tá numa área envoltória então assim na verdade isso não impede nenhuma construção e nem a construção do grupo C do Santos o que tem que ser feito qualquer coisa que vá ser
construída lá tenha que passar pela aprovação dos órgãos o que aconteceu que todos os órgãos aprovaram e o que não aconteceu é que Não há uma aprovação O que impede na a construção do empreendimento hoje fora o projeto de lei fora a mobilização pública fora o interesse do executivo que entrou agora em cena na luta é justamente o rio bexiga porque o lençol freático quer dizer existe um e o projeto ele supõe a construção de três estacionamentos subterrâneos e ele coincide com o lençol freático e o rio bexiga e ele não vem sendo aprovado até
hoje na SMU quer Dizer na Secretaria de desenvolvimento urbano just justamente por conta do Rio então assim de fato eh as a natureza ela tá realmente à frente da luta nesse momento e ela compõe a gente como uma aliada agora em relação à app você diz assim Aberto Rio isso tá dizendo Aberto Rio pração das margens assim né se eh aflorando enfim o o córrego que de alguma forma deve estar comprometido lá ou ou enfim canalizado se daquela forma de opação das margens com eh pavimento Enfim isso seria um problema lá para sendo uma app
né do Rio bexiga é eu acho que tudo que for possível tudo que for possível fazer de intervenção mas que respeite justamente essa app né Eu não sei como funciona exatamente a legislação em centros urbanos se é justamente a os 30 m não sei como funciona atualmente mas a gente de fato deseja fazer um projeto que ele conflu com a legislação Né Ok olha o nosso tempo já tá estourado eu vou só tem duas perguntas paraa Professora Cristina eu vou passar o e-mail para você Cristina e depois você responde para para pras pessoas eu vou
só citar o nome das pessoas armandas eh é Silveira Carbone e Miriam Helena Bueno peço desculpa paraas duas a gente tá estourado o tempo aqui e a aí mas a professora Cristina Ela Vai Eu Vou Passar o e-mail para ela ela vai Responder para vocês tá eh Muito obrigado então a gente encerra aqui essa primeira primeira mesa queria agradecer mais uma vez eh na sequência a professora Cristina que fez apresentou fez a primeira palestra muito obrigado pelo seu tua disposição seu tempo eu sei que você desmarcou um compromisso para poder estar aqui com a gente
então um agradecimento especial por causa disso né e e e Agradeço também a Marília pela sua disposição seu tempo aqui de estar Presente tá obrigado aí podemos agora passar pra segunda [Aplausos] [Risadas] mesa bom eh antes de mais nada também gostaria de agradecer a toda a equipe do iea que ajudou na viabilização desse evento é importante a gente falar que a gente tem esse suporte aqui da CR cultura do Instituto de estudos avançados eh para quem não me conhece eu Sou a Vivian blazo eu sou artista também sou pesquisadora colaboradora aqui no EA Eu trabalho
com a questão da afetividade tem um projeto chamado cidades efetivas é a segunda vez que eu estudo as cidades afetivas aqui no instituto de estudos avançados e eu percebo o quanto é importante a gente tá aqui nesse momento falando de Cultura cuidado regeneração dos rios urbanos queria aproveitar também para agradecer eh os meus colegas do do grupo né do do Grupo G6 ao Vitor Quino que sempre faz essas provocações aqui em relação né Eh nós somos os rios né existem Rios existe um rio imenso dentro de cada um de nós e para falar disso tudo
tô aqui com a minha colega querida a Kelly ropi e nós temos Então esse painel que é gênero afetividades e questão climática na as cidades então Eh as nossas convidadas elas estão participando online então nós temos a querida Letícia já já vai aparecer aqui né na na nossa tela a Letícia Leda Sabino que eu também tenho assim uma imensa estima e admiração pelo trabalho dela e eu gosto de sempre pontuar que foi a partir do uma das das inspirações paraos cidades etivas acontecer foi o meu envolvimento com a Letícia no projeto ruas abertas na cidade
de São Paulo a mobilização da paulista aberta então é uma mulher muito potente que vem fazendo o diferencial enorme pra cidade de São Paulo a Letícia ela é mestra em planejamento das cidades design Urbano Hoje ela é a diretora executiva do Instituto caminhabilidade ela é fundadora e diretora do Instituto ela trabalha também eh com foi co-fundadora da associação da rede de mobilidade a pé em São Paulo na América Latina eh Então Letícia já agradeço de antemão aqui eh a sua presença neste evento que é tão simbólico aqui dentro do Instituto de estudos avançados e nós
temos também a querida professora Carla Moura de Paulo ela é pós-doutoranda da escola de Artes e ciências humanidades da escola eh de São Paulo né a eash USP atuou como professora temporária no curso de graduação em gestão ambient ental Doutor e mestre em ciência ambiental pela Universidade de São Paulo pelo procão USP e ela tem Bacharelado em gestão ambiental eh desenvolveu um tema de tese sobre políticas biodiversidade mudanças climáticas e articulações bom então eh é isso eu deixo agora a palavra com as nossas convidadas Prim Letícia depois a Carla queria também dizer que as perguntas
né tanto as pessoas que estão Parando aqui presencialmente as pessoas que estão online Podem enviar as suas perguntas para as nossas convidadas no iea responde @ usp.br muito obrigada Letícia com você Bom dia obrigada viven Kelly pelo convite pela mediação por fazer acontecer esse encontro ainda aqui virtual Queria estar aí para discutir mas não tô em São Paulo Então acho que Foi uma oportunidade também da gente eh poder fazer essa troca assistindo o evento aí desde o início também porque eu acho que é importante para entender o que já foi falado até agora e tô
muito feliz em poder falar desse tema eh que não é a princípio né Rios o nosso tema central mas sim a cidade como um todo né a caminhabilidade o acesso à cidade e aí a gente só que a gente atuando com esse tema não tem como eh não atuar com a natureza na cidade Principalmente quando a gente fala de São Paulo então só para ver se a minha apresentação está funcionando Tá sim tá bom então Eh o que eu programei contar muito brevemente o que é o Instituto cam habilidade E aí entrar em dois projetos
em que a gente tá atuando muito com o rio Pinheiros em São Paulo eh tá tendo essa oportunidade de acompanhar a transformação aí do Rio e das margens do rio e e principalmente Falar isso né apesar do nosso foco ser caminhabilidade desde o início quando foi eh Cunhado esse termo ter presença da natureza na cidade é um elemento que melhora a caminhabilidade nas cidades então muitas vezes quando se fala em caminhar nas cidades as pessoas pensam só infraestrutura de Calçada eh né e uma coisa mais rígida assim e mais concretada até digamos e não é
isso né na verdade a gente tem diversos elementos para garantir o nosso conforto Nossa vivência em equilíbrio na cidade não só com as pessoas mas com o meio ambiente acho que isso é bem importante e só brevemente né a gente é uma organização sem fins lucrativos fundada em 2012 a gente chamávamos sampapé então Talvez algumas pessoas conheçam eh do nome anterior eh e somos fundada e liderada por mulheres porque a gente entende que esse tema da caminhabilidade do desenvolvimento das cidades por meio do caminhar ele na verdade tá endere Sendo grandes agendas que a gente
tem né globais eh para enfrentar que é Equidade de gênero e enfrentar a crise climática E para isso a gente faz o né projetos que desenvolvam ambientes mais caminhável na cidade mas sempre com o protagonismo das pessoas com a participação eh social e aí tudo isso visionando né uma cidade em que as pessoas e que caminhar seja uma prioridade e que todas as pessoas no ambiente Urbano escolham né caminhar Façam isso por uma opção mesmo porque seja eh vai deve ser né a melhor opção de estar na cidade seja para locamento para passeio para presença
nos espaços públicos E para isso a gente prioriza grupos que são vulnerabilizados na nossa estrutura Urbana agora eu acho que é importante falar isso porque essa é a base do nosso trabalho vai tangenciar como a gente atua com os rios também né no caso com o rio Pinheiros Então vou só passar aqui só pra gente lembrar também A importância né do do atuar com caminhar eh a além né de outras grandes temáticas de que o camar enfim não polui é muito mais democrático é importante lembrar que a maior parte das pessoas se desloca a pé
todos os dias nas cidades brasileiras né a gente vê muitos carros nas ruas fala muito discute muito sobre o transporte público Mas ainda dá muito Pouca importância do deslocamento a pé que é uma maioria Esse é um dado do Brasil em São Paulo isso é 32 por dos deslocamentos Diários mas é maior ainda do que os outros deslocamentos e lembrando que todo o deslocamento por transporte público na cidade começa e termina com uma viagem a pé também então as pessoas caminham todos os dias no na estrutura das cidades e uma coisa que é muito importante
que foi o que eu falei que falta o nosso trabalho porque que a gente né também dá um foco em trabalhar com a persp perspectiva das mulheres é Que as mulheres caminham mais do que os homens isso eh se repete em todas as cidades do Brasil da América Latina mas não porque querem ser mais saudáveis ou mais sustentáveis mas sim porque eh né a gente mulheres enfim diversos perfis assumem papéis de cuidado com a sociedade com a família eh que são consideradas o que se chamam de atividades não não produtivas né atividades reprodutivas e isso
faz com que o deslocamento seja muito mais Complexo e esse deslocamento complexo essa visão das mulheres ela nunca é foi considerada no planejamento das cidades Então se planeja né deslocamentos vias sempre pensando numa na produtividade num deslocamento pendular e Exclui essas muitas dinâmicas rotineiras cotidianas que são muito mais presentes eh na vida das mulheres com que faz com que elas tenham que fazer muitas atividades e todas essas atividades eh encadeadas uma na outra e Caminhando mas apesar de caminharem mais também né são as mulheres que sentem mais as barreiras sociais físicas simbólicas eh por questões
de gênero né estruturais de assédio né de de medo dos espaços públicos que faz com que muitas mulheres deixem de acessar empregos e interrompam também seus estudos por não eh sentirem segurança de se deslocar os locais de de dessas atividades então também explicar né o quanto a gente não ter cidades que são caminhável que tem Uma mobilidade que Contemple e acolha mulheres e meninas eh a gente tá excluindo mulheres e meninas de terem acesso a direitos básicos e inclusive de acesso à natureza e aos espaços públicos e É nesse contexto né que a gente começa
a trabalhar eh no laboratório rio Pinheiros que é esse projetos que a gente atua nas margens do rio Pinheiros junto com os e oficina né de arquitetos que do Metrópole um para um e com a fará que é A empresa que faz parte da concessionária que tá transformando as margens do rio e a gente vem com o desafio de eh como transformar para além dessas margens né mas as margens também um espaço de um rio que até então Eh negligenciado né no na estrutura da cidade para que as pessoas possam começar acessar esse espaço desfrutar
desse espaço de uma forma eh democrática para Tod todas as pessoas e aí pra gente Fazer isso a gente se organiza dentro do laboratório em três eixos de atuação em que a gente trabalha a questão dos acessos eh e da receptividade para esse espaço a perspectiva de gênero e as comunidades que estão no entorno eh desse espaço e aí só mais ou menos para situar né onde tá não vou me aprofundar porque acho que todo mundo aí tá estudando esse tema estuda São Paulo Enfim então já entende mas então né assim dentro dos nossos São
Paulo enfim Esso aqui é toda a bacia hídrica de São Paulo a gente tá em cima de rios e águas o tempo todo né ou nascentes ou né Córregos enfim mas o dos rios que a gente tem expostos acho que já foi falado aí também bastante do TT né TT e Pinheiros acabam sendo eh Rios estruturantes na paisagem inclusive da cidade porque estruturam depois as vias expressas inclusive da cidade né em todo esse eh contexto de deslocamento E E aí só trouxe até essa frase da Raquel franzin que é do Instituto Alana que fala sobre
né como nos centros urbanos a gente se desconectou tanto do ambiente natural que a gente entende que a natureza tem essa visão só prática né ela é só um bem de consumo Só serve para nossa praticidade dentro da vida urbana Isso foi o que aconteceu com rio Pinheiros então história muito breve assim né No início eh tinham tribos que viviam no na margem do do rio Pinheiros Como todos os rios né no Brasil que usavam tinham aquela relação muito próxima com o rio era realmente uma fonte de vida né Eh ali muito mais tarde na
história já mais urbanizada da cidade quando a gente tem a chegada de vários Imigrantes o Rio Pinheiro se torna um rio de lazer para esses imigrantes que tinham práticas né de nadar em Rio fazer esportes no rio Então muitos dos clubes da cidade vão ser na margem do rio eh Pinheiros só que Aí a gente tem esse terceiro momento que eu acho que é muito marcante na história da cidade e que a gente tá sofrendo as consequências até hoje que todos os rios aqui que foram apresentados né passaram por esse momento que é essa visão
de progresso de controlar a natureza eh justamente para desenvolver normalmente vias quase sempre vias né a gente tem esse modelo de desenvolvimento urbano de fundo de vale sobre rios em São Paulo e aí o rio Pinheiros não vai ser diferente Todo o curso dele eh nessa visão atrapalhava um fluxo né e um desenvolvimento da cidade então ele foi retificado e canalizado para poder ter vias né retas expressas nas suas margens e a gente vive agora um momento final assim agora né atual que é depois que a gente degradou toda essa natureza tão importante que tava
ali no meio da nossa cidade um processo de tentar despoluir o Rio e reaproximar as pessoas da margem desse Rio transformando as suas margens Num espaço público porque é uma tendência também que grandes cidades do mundo eh usam margens de Rio como um dos principais espaços públicos né de convivência e de encontro E aí é nesse contexto da transformação do parque e aqui só algumas imagens de como era o rio Pinheiros né antes de ser retificado e aqui né à esquerda tem exatamente assim mais ou menos como era o seu curso e como colocou-se agora
né o Rio dentro de uma caixinha ali para funcionar nas Cidades eh e aí nesse momento tá essas margens agora se transformando ou dando esse nome convidando as pessoas para um parque né e se mostrando como esse grande espaço que tem é vegetação que tem essa relação com a água que tem como se deslocar ativamente que vê ainda né é a fauna e principalmente capivaras que são resilientes e e sobrevivem nesse ambiente ali para você ter contato isso são imagens de quando você tá dentro né E percorrendo essa magem Porém para chegar lá a gente
tem uma Marginal Pinheiro uma vis pressa que ela varia aí de 7 a 12 pistas sem nenhuma parada então aqui nessa imagem tá de cima assim a gente vê todos os carros e no cantinho ele esque ali já é o parque né já essa área que a gente tá agora tentando né estão se tentando transformar e convidar as pessoas para ir para esse lugar mas como você convida né as pessoas a transpor tudo isso e chegar nesse espaço Então a gente com esse desafio muito grande eh começou a entender essa área primeiro de onde está
sendo implementado o parque né não é toda a margem a princípio o trecho um desse Parque é de 8 km de extensão que vai ali De onde é o parque do até mais ou menos a estação Santo Amaro E aí algumas visões né para entender esse território e aí entender como que se chega nesse espaço porque chegar é o que garante o direito né a essa natureza primeiro depois a gente Vai discutir também como pode mudar as vias e esse entorno mas a gente precisa chegar nesse espaço e aí a princípio né as únicas formas
de chegar no espaço eh São acesso na ponte no Parque do Povo na ponte lá Guna e na estação Santo Amaro e e não são acessos né convidativos visíveis enfim eh acessíveis inclusive Então esse aqui é o acesso na Ponto Cidade Jardim e esse aqui é o acesso na ponte Laguna que já tem uma infraestrutura mais acessível e Melhor mas emos feitos de uma ponte né que são lugares que as pessoas enfim pouco caminham tem medo não tem sinalização E além disso são muito distantes uma das outras E aí a gente começou a fazer estudos
sobre os acessos né sobre como a chegada nesses lugares entendendo algumas problemáticas e algumas reflexões né Eh centrais que ser não tem como a gente sentir pertencente e cuidar né do Rio dessa natureza se a gente não consegue acessar esse lugar Que os parques e o acesso à natureza né transformar lugares em grandes parques em grandes estruturas urbanas tem que ter esse cuidado muito forte de não perpetuar esses privilégios e as desigualdades de gênero que já são tão fortes então fazer um parque mas que só homens conseguem acessar a gente tá ampliando desigualdades em vez
de diminuir desigualdades e ampliar acesso e que o parque tem que ter essa função também de ampliar o acesso a Verde Rio Natureza a Principalmente as áreas e as pessoas que foram negadas né historicamente dessa relação e que a além de ter essa relação com a natureza são eixos sim né de conexão da cidade entre bairros entre vários lugares e como ter um aproveitamento mais democrático eh desses eixos também E aí só para contar a gente faz esse estudo sempre com perspectiva de gênero e dentro do do desenho Urbano né Tem um um um estudo
base assim que guia todas As metodologias e ações que vem né depois eh que é da An muso uma mulher de Montreal que começaram a fazer muitos estudos né de Urbanismo feminista em que ela define seis princípios básicos do desenho Urbano eh seguros para as mulheres e são esses princípios que vão dar base das nossas metodologias que a gente atua desde 2017 com esse foco em diferentes territórios eh normalmente não no entorno de Rios né mas em ruas enfim centros da cidade Eh em torno de terminais de ônibus mas a gente vai usar essa metodologia
para entender esses acessos né a essas áreas dos rios então aqui são alguns trajetos para acesso da ponte Laguna e da Ponte Cidade Jardim e como que as pessoas chegariam de transporte público e andariam até esses lugares um para mostrar que realmente existe né esse inacesso essa dificuldade de chegar e para apontar que soluções que podem ser feitas nessa estrutura Urbana de forma Bastante prática para que a cur curto prazo eh seja garantido esses acessos né E esse essa chegada então aqui só como é a nossa metodologia né Eh dentro dos índices de caminhabilidade eh
a gente tem esse específico que perspectiva de gênero e de raça em que a gente Analisa os espaços públicos por seis camadas que aqui a gente dá o nome né de poder caminhar poder chegar e sair poder ver e ser vista poder estar poder pertencer e poder sentir e interagir e Analisa daí Cada um desses itens dentro dessas camadas para poder chegar num índice de caminhabilidade e entender qual desses itens que são piores ou melhores eh nesse espaço estudado E aí aqui só mostrando né e a gente dá são pontuações de um a quatro mas
elas não são subjetivas né ela tem uma explicação do porque é um porque é dois três ou quatro né Por exemplo iluminação é um é não tem nenhuma iluminação dois tem iluminação só pra área dos veículos pra via e não Paraa calçada né E aí assim chegando até melhor nota para poder chegar nesses números e aqui eu não vou falar muito sobre os resultados que isso aqui é super denso então só mostrar mais ou menos como sai os resultados e convidar vocês a verem esse relatório né que tá no nosso site são os relatórios de
acesso do do laboratório R Pinheiros Mas aqui é um pouco como a gente acaba tendo esses resultados né a gente consegue ver por camadas e por trechos que a gente Analisa essa caminhada esse trajeto eh a pontuação aqui eu não sei Pode parecer um pouco estranho mas é porque é realmente tudo vermelho que seriam as piores notas tem alguns são vermelhos Mais Escuros que são realmente as piores notas e esse vermelho um pouco mais claro e isso nos chama atenção né ou seja para área que tem mais vermelhos escuros então por exemplo a gente vê
aqui que a área que tem mais vermelho escuro essa esse momento do trajeto que É justamente as pontes e que são as áreas inevitáveis de passar para se acessar o rio atualmente e aí a gente vai registrando também né explicando Por que essas pontuações foram ruins e boas o que tem de positivo e negativo nesse caminho porque é isso que vai guiando eh para a criação de ações né então por exemplo essa foto aqui da direita que é justamente caminhando na ponte onde vai dar aquele acesso né não tem Sombreamento ento a velocidade dos carros
é muito alta então assim é não tem conforto nenhum para fazer esse trajeto né gera muita sensação de medo então a gente começa depois em cima disso trazer soluções com base nos resultados que poderiam melhorar essa experiência de passar por esse percurso e ampliar o acesso ao Rio então né alargamento de Calçada desenvolvimento de ciclovias ter sinalização indicando Onde tá o parque a quanto tempo a qual Distância seja pé ou de bicicleta eh utilizar estruturas que como muros que atualmente geram medo né no trajeto como espaços de afetividade já com rio e de eh conexão
e informação para paraas mulheres e para todas as pessoas que passam por esse lugar e qualificação de alguns espaços públicos que tem no caminho para serem espaços de parada de estar também para ter todo esse trajeto efetivamente mente caminhável e acessível E aí só trazendo uma das ações Que a gente já conseguiu começar a fazer que é a questão da sinalização que agora nas nessas entradas do dos parques né tem a sinalização de onde você tá o que que tá no entorno eh explicando que inclusive é um parque né e o que um pouco da
história do Rio nesses lugares porque informação é muito importante para gerar essa conexão e esse afeto para além dos dos caminhos a gente também estudou o andar dentro do parque em si com essa perspectiva E aí os Critérios são completamente diferentes andando Numa Margem né no é uma rua tradicional então o que que a gente avalia quando tá andando num espaço natural ao lado de um rio eh e linear e aí a gente da perspectiva de gênero então a gente olhou para se existia né visibilidade eh no caso como é um um Parque Linear que
tem um uma pista de caminhar e uma pista de CIC como era essa relação com a ciclovia no sentido de ter mais Interação com outras pessoas que estão no parque né Eh as possibilidades de entrada e de saída isso não só de ter rotas mas também saber se você tá perto ou longe de uma rota para entrar e sair o cuidado com a paisagem que na cidade normalmente a gente olha mais pro cuidado com os edifícios né e com as ruas e com lixos enfim e se existia refúgio e área de conforto de chuva e
sol porque as mulheres precisam chegar nesse espaço mas depois precisam sentir Conforto quando estão dentro desse espaço também Então são duas né camadas de trabalho aí essa é análise a gente percorreu os 8 km e Fez análise a cada 100 m lineares Então são 82 pontos né de análise entendendo que também isso nos direciona quais seriam os pontos eh de maior insegurança para atuar primeiro então 10 trechos que receberam Eu Noto até 1 e me nessa análise seriam os primeiros 10 trechos a passar por alguma intervenção que ampliasse a sensação de Segurança das Mulheres nesse
lugar e aí só para explicar um pouco também sempre essas fotos né que ajudam por exemplo isso aqui ser um eh as análises de visibilidade de quando você tem essas ou seja uma infraestrutura verde mesmo ou infraestrutura urbana que te deixa sem visibilidade isso gera muita insegurança Né desde uma mulher caminhando só nesse eh por outro lado questões mais positivas de ter uma boa relação e visibilidade com a ciclovia ter sentir Que tem zeladoria de alguns espaços né que tem uma presença humana as áreas que T sombra também e uma questão muito intensa de est
o tempo inteiro também ao lado né dessa vi expressa e os ridos da Marginal e essa sensação de que não tem para onde você ir você tá encurralada porque tem uma via que é intransponível eh do se seu lado então também mais uma vez só para mostrar o como são esses estudos para indicar né Por exemplo possibilidade de saída a pior eh nota Que tem e como atuar com relação a isso eh eu não sei se eu ainda tenho tempo eu tô meio eh já tá acabando seu tempo só rapidinho se você puder ser mais
eh sucinta eu agradeço tá então tá então só vou contar muito rápido o que é o caminando junta só para explicar aquele estudo a gente fez dos acessos que existem e de dentro do parque e aí a gente percebeu também outro estudo estudo das Comunidades do Entorno que as comunidades que estavam no entorno do Parque estão muito próximas fisicamente porém muito distantes porque Justamente não conseguem chegar nesse lugar então a gente reproduziu de novo aquela metodologia mas aí com foco em algumas comunidades as comunidades estão mais perto do rio Pinheiros e que não conseguem chegar
então eu vou passar super rápido só para mostrar a a peinha por exemplo né que é eh uma favela ali ao lado da Ponte João Dias que estaria 5 minutos a pé do Parque mas não consegue Acessar o parque por esse lugar Então na verdade a relação que tem é só de deixa eu colocar aqui de ver o parque mas não conseguir chegar lá e a gente faz essa mesma análise para construir as soluções junto com as mulheres que pela Ponte João Dias é isso vem o rio vem o Parque mas não conseguem entrar e
nem sabem que podem acessar esse lugar que elas pertencem a esse lugar também que é um espaço público eh para elas e aí como a gente juntas né analisando e construindo Soluções pode romper Essas barreiras melhorando o acesso mas também criando esses convites a est nesse espaço então só mais uma vez né como a gente faz as análises e entende Quais são as questões mais urgentes nesse trajeto que são muitas E aí de novo constrói algumas soluções para depois conseguir ou incidir realizar um projeto e nesse momento por exemplo a gente tá numa incidência para
ter essa travessia porque pelo meio da Ponte dá para acessar o parque mas não tem como atravessar porque a ponte dias também tem uma dinâmica de ru de vi expressa não tem uma travessia não tem um semáforo não tem nada as pessoas realmente ficam só de um lado Eita sei como Obrigada vocês [Aplausos] podem vocês podem estar mandando as perguntas no iear responde @ usp.br bom então agora a gente vai passar a palavra Pra professora Carla para fazer sua exposição e ao final a gente abre pros debates queria registrar aqui a presença da querida Rane
que é uma ativista tem uma luta ambiental na cidade super importante o Zé Bueno do rios e ruas também prestigiando aqui são pessoas que estão atuando aí tanto na na luta dos parques urbanos da cidade de São Paulo como também eh da reabertura dos rios e tudo mais vamos lá professora Carla Olá pessoal boa tarde a todos e a todas Estão me ouvindo Alô boa tarde bom dia né a todos e a todas estão me ouvindo sim ótimo obrigada desculpa Bom primeiramente Agradeço o convite a é um prazer estar aqui é sempre um prazer né
de estar aqui no iea ainda mais numa discussão tão tão importante né e tentão incrível pra gente pensar os nossos Rios urbanos pensar questões de gênero e principalmente trazer propostas né trazer propostas do que pode ser feito e Como que a gente pode viabilizar essas mudanças acho que é sempre sempre uma necessidade muito grande pensar na viabilização de mudanças bom nesse sentido eh eu acredito inclusive que a minha explanação ela vem um pouquinho diferente né do pessoal pessal que já fez fez uma uma ótima análise agora de manhã né Principalmente trazendo essas esses pontos Talvez
um pouquinho mais técnicos um pouquinho de como que a gente pode mudar né O que que podemos Fazer Quais são as opções as soluções O que está sendo feito eu venho trazendo uma abordagem Eh vamos dizer um pouquinho mais reflexiva no sentido de Vamos pensar como que essas coisas elas se conectam né Vamos pensar como que a gente a gente consegue na realidade de eh trazer algo que conecte gênero afetividade e questões climáticas por exemplo Porque para mim quando eu leio vocês estão vendo minha tela Ah acho que bom agora foi Ah então pelo Menos
eu acredito que em grande parte talvez das pessoas né para mim causa um uma certa curiosidade né quando a gente pensa Poxa como que nós vamos relacionar gênero afetividade questão climática né e ainda pensar nisso tudo nas cidades a a Letícia fez uma excelente exposição agora falando para nós né como que a gente que a gente consegue colocar isso em prática e o olhar principalmente vendo aí né de segurança das mulheres para paraa questão da caminhabilidade E eu queria começar essa reflexão Pensando principalmente na questão eh que o Mike Davis nos traz né então resgatar
um pouquinho Mike Davis aqui calma deixa eu ver como que eu mudo não T conseguindo mudar o meu slide Ah só um minutinho foi Ah então resgatar um pouquinho aqui o Mike Davis né que ele traz no no livro dele essas reflexões sobre o planeta favela já lá em 2006 né então já já é uma discussão que há muito tempo se faz e para mim isso isso é algo Que que pega bastante que nós temos que notar que não é uma discussão nova né pensar nessa nessa relação de como que o crescimento das cidades ele
ele é um crescimento com base na exclusão né infelizmente na grande parte grande parte das na maioria das metrópoles mundiais então nós temos um processo de urbanização que na verdade ele é um processo que se transforma em um processo de exclusão né E que recai numa favelização então a urbanização ela ela Está num caminho da favelização no mundo todo né então ele vem nos trazendo que a desigualdade na realidade ela é o preço que se paga por essa organização Urbana né então dentro desse ritmo explosivo dentro desse esse crescimento sem o planejamento o que nós
temos é um processo de desigualdade é um processo de favelização é um processo de crescento das das favelas e de exclusão né e de cada vez mais empurrar ali alguns dos problemas né fazendo uma essa Reprodução da da pobreza quando se tem uma reprodução da pobreza o que nós temos geralmente é a ausência dos serviços públicos né então se nós temos um processo de favelização nós temos uma grande área no qual o serviço público públicos estão ausentes né no qual eh nós temos uma carência uma necessidade desse olhar do poder público e que muitas vezes
ele não existe porque são áreas eh entre aspas clandestinas né então muitas vezes o serviço público não Chega porque não está no radar Ou aquelas pessoas não deveriam estar ali como elas não deveriam estar ali o o público também não deve estar né então nós temos essa essa discussão há muito tempo que ainda não foi superada e que isso reflete em questões de segurança reflete em questões de marginalidade reflete em questões principalmente de vulnerabilidade E aí dentro de um grupo de vulneráveis aqueles que estão mais vulneráveis ainda né Principalmente Crianças e mulheres tá então nós
temos também dentro desse processo desse Urbano desse crescimento urbano desigual nós temos uma um processo de miséria que acaba também refletindo em questões ambientais né por conta da da poluição por conta de deterioração ação né E aí por conta de falta de acesso de saneamento falta de acesso aí a a todo esse vamos dizer as as questões básicas né as condições básicas para tratamento de resíduos tanto sólidos quanto Fluentes líquidos então nós passamos a ter esses esses momentos né E esses processos de uma dificuldade maior ainda de se estabelecer e de e de estabelecer uma
qualidade tanto de vida quanto uma qualidade ambiental nesses ambientes tá E aí nós nos perguntamos bom se Aqui estamos estamos falando sobre afetividade estamos falando sobre gênero como gerar a afetividade dentro desse contexto né dentro desse contexto de exclusão dentro desse contexto de um Ambiente degradado já que quando nós falamos de afetividade ela se relaciona de uma forma muito próxima com cuidado com a identificação né Vamos pensar o que que é afetividade né como que a gente que a gente traz Traz essa essa afetividade como que a gente faz essa essa afetividade de alguma forma
surgir né dentro de cada pessoa dentro de cada ser aí não tem como a não ser através de uma certa empatia de uma certa identidade de um certo cuidado e o Cuidado ele é a base né para gerar essa afetividade quando nós temos um certo afeto nós queremos ter cuidado com aquele espaço com aquela pessoa né com aquele enfim com aquele ser que é né Ou aquele objeto que era que é né o objeto do nosso afeto tá mas se nós temos um ambiente que está degradado se nós temos um ambiente que nos causa repulsa
se nós temos um ambiente que nos causa medo como é que nós vamos ter afetividade naquele contexto né como é Que a que a que a cidade vai ser alvo da afetividade se ela está em um contexto no qual nada nos traz né esse esse reconhecimento não nos traz essa não gera dentro de nós né essa esse esse cuidado vamos dizer assim né ou até uma necessidade de estar junto de estar perto de identificação tá E aí eu vou deixar essa pergunta para mais tarde né para mais tarde não porque daqui um pouquinho no final
tá pra gente tentar responder juntas entre aspas né mas pra Gente refletir juntos sobre ela um pouquinho mais tarde e aí pensando entre meio urbano e questões climáticas tá um outro eixo da nossa apresentação bom quando nós falamos de questões climáticas quando falamos de eventos extremos nós estamos falando de aumento de riscos principalmente né então se eu se nós estamos estamos discutindo a a questão a questão das modificações do clima e como que isso se reflete territorialmente nós estamos discutidos Principalmente o aumento de riscos e aí em áreas vulneráveis né Principalmente ou para para pessoas
que estão mais vulneráveis e que não t condições de se adaptarem a esses riscos que trazem as que as modificações do clima trazem né Principalmente ali os eventos extremos então nós estamos pensando em um meio urbano no qual temos um processo de favelização no qual nós temos favelas que se localizam em terrenos que já são geologicamente mais desfavoráveis nós Temos um contexto de rios que se transformaram em depósitos de resíduos né então que já já causa essa esse medo essa repulsa e que muitas vezes já causa Inclusive a necessidade de estarmos longes inclusive por conta
de questão de doenças né Nós temos também um processo de ampliação desses riscos geológicos né de riscos climáticos locais por conta dessa reprodução da da pobreza por conta da ocupação de áreas em riscos né que muitas vezes se faz dentro de um Processo de necessidade individual né ninguém vai morar numa área de risco porque quer né então dentro desse D desse contexto nós ampliamos esses riscos geológicos e nós ampliamos portanto né os riscos climáticos locais também e a aí um contexto de vulnerabilidade Ambiental Urbana né então quando nós estamos falando de questões climáticas no meio
urbano nós estamos trazendo principalmente junto né lá como pano de fundo as questões já Desse processo de crescimento urbano desse desordenado desse processo de favelização né de um processo de um ambiente degradado que não tem ali Um Um Olhar já um cuidado tá E que vai se reproduzir que vai trazer cada vez mais né outros Desafios que estão relacionados com a questão da justiça climática outros Desafios que estão relacionados principalmente em olhar para aqueles que estão mais vulneráveis dentro desse contexto né e olhar para Aquelas pessoas que não t condições de adaptação né e que
não não vão conseguir ali dentro do seu enfim do seu do seu dia a dia de alguma forma fugirem ou se protegerem né desses riscos ambientais urbanos tá bom E aí pensando nesse na em questão de meio urbano gênero gênero e vulnerabilidade então entrando já agora com uma questão de gênero nós precisamos também resgatar né Na realidade talvez não precisamos mas é é interessante que Eh eh a gente faça essa essa reflecção E aí eu resgato de novo a Mike Davis né Eu Acredito que quando eu li esse esse painel falei não tem como não
não nos basearmos não lembrarmos de Mike Davis né que já há tanto tempo colocou o holofo sobre isso né então bom ele nos traz por exemplo diversos cenários no qual temos um processo maior de violência em para as mulheres né Por conta dessa vulnerabilidade por conta de questões ambientais que não estão Resolvidas dentro de um processo de urbanização então por exemplo a falta de saneamento ambiental né falta de saneamento básico e a ausência de banheiros que é um problema para todos né então ele traz isso em cidades do mundo todo principalmente na Índia Ah então
que é um problemas para todas as pessoas mas que se reflete de uma forma muito maior né porque se reflete em um contexto aí de perda de dignidade um contexto inclusive de perda de vida né e De diversas outras questões quando nós estamos falando de mulheres né Por quê Porque muitas vezes quando nós temos essa falta nessa ausência de banheiros essa falta de saneamento né ou mesmo ausência de segurança nos banheiros também outra discussão que está bem em Pauta agora né que emerge aí com a com a discussão das questões de gênero a nós temos
muitas vezes a necessidade do atendimento dessas das das nossas necessidades biológicas né em público Por exemplo obriga né Eh esse em público entre aspas né mas em locais que são locais que não nos traz Exatamente Essa segurança né então isso o Mike Davis traz diversos est estudos né e diversas eh diversos cenários nesse sentido ao longo do ao longo dos países e aí novamente principalmente na Índia Então esse ato obriga algumas mulheres e algumas meninas a esperarem até o anoitecer para satisfazerem suas necessidades biológicas né E aí nós Temos um aumento de assédios e aumento
de ataques sexuais Ah então nós temos por exemplo o horário da madrugada para atender essas necessidades básicas só que no qual as mulheres vão sair no escuro por exemplo vão sair sem n tipo de de proteção tá para esse momento e se coloca em uma posição de maior vulnerabilidade uma posição de maior riscos né se nós temos um processo no qual as mudanças climáticas intensificam essas condições de vulnerabilidade logo Nós temos portanto um problema maior ainda né Outra camada desse problema a se pensar né no qual as mulheres são ainda mais afetadas dentro dessas condições
mais severas né E aí mulheres e cri crianças principalmente dentro dessas condições mais severas dentro de contextos de vulnerabilidade eu acho que inclusive conversa muito com que a Letícia tava colocando agora né Como que essa caminhabilidade ela muitas vezes é percebida nessa nessa nessa questão de Segurança ela é percebida de forma diferente entre os gêneros né então aqui eu trouxe uma questão que Mike Davis coloca que é a questão da falta de saneamento da falta de banheiros mas nós podemos fazer um diálogo com que a com que a Letícia tava colocando a no sentido de
que bom estou andando né Eu estou andando Estou caminhando naquela Avenida Estou caminhando naquele espaço e de repente tem locais que bloqueiam a minha visão seja uma área verde né seja Estruturas urbanas Talvez isso o gênero masculino não não perceba né pelo menos acho que se vocês conversarem eh com enfim com amigos com pessoas próximas é muito é muito latente isso né como como a questão de segurança é percebida de uma forma muito diferente entre os gêneros que caminham e que se locomovem pela cidade Ah então se eu tenho uma barreira na minha visão eu
como mulher aquilo já me acende um sinal né ou se é uma se é algo uma passagem muito escura Sem sem iluminação já me acende um sinal de alerta né eu tenho que tomar mais cuidado eu tenho que ir para outro lado eu tenho que de repente atravessar a rua tá eh muitas vezes homens nem homens não acendem por quê Porque eles não estão sofrendo o mesmo o mesmo risco né eles não não estão no mesmo nível de perigo que nós Ah então é interessante também a gente trazer Esse aspecto da do da vulnerabilidade em
relação de gênero e a mudança nesses níveis né de perigo e de Coisas que muitas vezes só são percebidas pelo olhar de quem as sofre né ou pelo olhar de quem está de alguma forma dentro desse contexto né bom E aí um outro um outro eixo da nossa discussão que é em relação à fé e A Conservação ambiental né Eh se falamos de afetividade se falamos de questões climáticas nós estamos falando de questões ambientais e o nosso interesse é A Conservação ambiental né A Conservação de um ambiente de qualidade E que vai dar também né
vai respaldar aí maior segurança vai respaldar maior qualidade de vida enfim em diversas outras questões né que nós não vamos fazer essa essa discussão nesse momento bom para falar sobre conservação ambiental é necessário cairmos nesse lugar de afeto e A Conservação ambiental ela caminha ao lado do despertar do afeto Eu costumo falar muito paraas Minhas alunas pros meus alunos que nós só nos preocupamos com aquilo que nos Toca né Nós só só queremos manter na nossa vida ou queremos manter presente aquilo que de alguma forma nos tocou nos causou uma preocupação nos causou um carinho
né então eh a atividade ela tem que ser explorada com maior vamos dizer com maior eh eh potência né dentro da sua potência quando fazemos a discussão de conservação ambiental e isso é pouco falado né é pouco eh nós encontramos poucos trabalhos que realmente ligam a questão da afetividade com a conservação Ambiental né Nós temos muito mais trabalhos enfim técnicos nesse sentido que são extremamente necessários mas né falando sobre esse processo mais psicológico do ser né esse processo da afetividade a gente cai dentro da Educação Ambiental a gente acha esses trabalhos mas é algo que
é que é extremamente interessante de nos debruçarmos sobre né de conhecermos um pouquinho mais já que o afeto ele é um instrumento desse cuidado né E aí Recaindo na questão de gênero o cuidado ele tem uma forte ligação com o feminino não dá tempo de fazermos essa essa discussão do Cuidado feminino nesse momento mas nós temos cada vez mais no momento atual inclusive trazendo né Essa essa discussão de como o cuidado ele é ele é ali ele tá ele está para o feminino né então muitas vezes as as meninas não que isso seja seja certo
né não que isso seja o correto a se fazer mas as meninas são criadas para esse Cuidado né enquanto os meninos na maior parte das vezes são criadas para outras questões né e e para outros trabalhos tá então o cuidado o afeto ele normalmente recai né dentro desse feminino e estamos vendo mudanças agora a partir dessas discussões Ainda bem né então cada vez mais nós estamos tendo esses padrões modificados e enfim esse debate colocado na mesa bom e dentro nesse sentido né de trazermos o afeto como um instrumento para conservação ambiental é Interessante analisarmos também
esse afeto como instrumento para valorização e para essa defesa do território né Como que essa afetividade ela pode ser olhada ela pode ser a base de uma de de instrumentos de políticas públicas de instrumentos de planejamento territorial de instrumento de planejamento ambiental para modificarmos ou para aí Eh vamos dizer trazer o outros elementos dentro da Defesa Desse nosso nosso território ou da mudança né Desse nosso Território vimos por exemplo eh a nossa a discussão sobre o parque do bexiga vimos agora a discussão sobre a caminhabilidade E como que isso pode de alguma maneira se potencializar
se utilizarmos o afeto também como uma ferramenta né E aí vem uma pergunta para reflexão né como fazer uma dimensão psicológica igual o afeto se materializar territorialmente né e ser base para essa propos são de políticas públicas né Então como que a gente traz Uma dimensão que é algo é algo que não é não é tangível né como que a gente coloca o afeto na dentro dessa dess dessa dessa discussão de políticas públicas né para de repente subsidiar algumas decisões governamentais bom nesse sentido eu trago um link dentro desse afeto e a gestão territorial é
que é muito interessante que é feito por uma organização não governamental chamada agenda pública que ela vai trazer a elaboração de mapas afetivos e esses Mapas afetivos sendo Esse instrumento do que é necessário fazer né do que é necessário mudar Ah e de como Cada cada pessoa tem uma percepção sobre esse espaço e sobre esse território né E aí novamente a gente a gente acho conversa muito com o trabalho do Instituto de caminhabilidade apresentado anteriormente né então esse olhar né né Eu eu achei muito interessante as plaquinhas lá colocadas né porque é esse esse olhar
realmente pro território né Como que cada pessoa olha pro território como que ela sente esse território como que ela se envolve com ele Ah então traz esse os mapas afetivos ele traz esse sentimento individual né sobre o território sobre o espaço e como fazer isso né agenda pública ela tem um trabalho bem interessante sobre isso né então no qual você desenha o limite administrativo enfim aquele limite seja de um município seja de um bairro o limite no qual Nós queremos trabalhar e Aí nós trazemos alguns desenhos né alguns sentimentos que são narrados algumas vivências que
são narradas naqueles espaços né então como quando a gente traz uma uma visão de diferentes gêneros pro mesmo espaço nós vamos perceber né vai estar lá colocado vai se materializar né como as vivências são diferentes e como os processos de seguranças muitas vezes são outros né então o processo de apropriação desse território o processo de levantamento da Percepção desse espaço que é um espaço coletivo né Mas como que individualmente nós nós vemos esse espaço nós o vivenciamos de formas diferentes né E isso nos ajuda a identificar também as potencialidades daquele espaço e as fragil né
e nos ajuda a identificar também os grupos mais vulneráveis os grupos que sentem essa vulnerabilidade no dia a dia né e a partir daí olhar bom Então como que nós podemos eh planejar esse Território o que que nós necessitamos nas nossas cidades para diminuir essas vulnerabilidades o que que nós necessitamos nessa dessa cidade para de repente igualar aí dar dar um termos mais justo de vivência entre os diferentes gêneros né O que que nós necessitamos ali para ter uma eh uma conservação ambiental uma áreas né ambientalmente saudáveis que vão nos trazer maior segurança né que
também não no mesmo dentro desse mesmo patamar nos Traz aí já uma um processo de adaptação climática pensando que teremos cada vez mais eventos extremos né que a ocorrência de eventos extremos são cada vez maiores e que isso aumenta os riscos nessas áreas urbanas né então as percepções desse mesmo espaço pros diferentes gêneros nos traz aí Alguns contrapontos que precisam ser colocados como debate né que nós precisamos pensar quando fazemos essa essas propostas de modificação do território né quando Pensamos o planejamento ambiental E o planejamento Urbano Então nós vamos eh trazer a partir desse mapa
desculpa desse mapas desses mapas afetivos nós trazemos a mudança no uso do espaço público né uma discussão sobre para quem é esse espaço público quem que se apropria desse espaço que é público e como que nós podemos né portanto eh ter ali uma uma igualdade a nessa apropriação principalmente dando segurança no acesso para todas e todos Né bom E aí Nós pensamos também nesse processo de locomoção né Então desse caminhar na cidade que a Letícia já já falou de uma maneira incrível né então dentro dessa apropriação do espaço público caminhar você poder se locomover pela
cidade da maneira como você escolher seja caminhando seja de transporte público né seja de transporte individual Mas você ter essa segurança e aí eu falo como mulher e eu sei que todas vocês me entendem né ter essa Segurança de poder ir e vir né tranquilamente ah dentro aí de um de um de um processo no qual você sabe que você tem o direito de caminhar né E esse e esse direito estar sendo está sendo respeitado né ele está sendo de alguma forma protegido tá então eu acho que quando falamos quando trazemos o ai detesto te
interromper mas já te interrompendo imagina porque senão a gente tô finalizando é senão a gente não tem Tempo para as perguntas Tá bom obrigada tá ótimo bom imagina eu que agradeço Ah então trazendo essa organização da rotina trazendo esse espaço dos horários pensando na na locomoção né E aí pensando na viabilidade né dentro dessa dessa locomoção e dessa ocupação dos espaços bom E aqui eu deixo então nossa última pergunta para reflexão né não para não para responder mas para reflexão mesmo como essas dimensões do afeto então podem auxiliar na gestão Urbana podem auxiliar na diminuição
dos impactos sociais e ambientais e como que elas se relacionam com a questão do clima tá bom Obrigada e desculpa aí o tempo né o tempo justo Professora Muito obrigada pela sua exposição fico muito feliz Eu que agradeço agora a gente passa então aqui eh pra plateia alguém tem alguma pergunta então vamos fazer duas perguntas e vamos passar já pro nosso Encerramento bem eh obrigado Parabéns aí pelos painéis e pela pelos insites que que a mesa trouxe né Eu queria abordar dois pontos rapidamente eh e acho que isso tem a ver principalmente com a com
a temática que a Letícia trouxe eh eu trabalho na em algumas comissões da bnt e lá a gente faz normas técnicas né então assim agora por exemplo nós estamos na sexta revisão da norma técnica sobre iluminação pública São Requisitos para gestores e projetistas da iluminação pública né Por que que eu trago isso porque eh nós em geral olhamos para requisitos de infraestrutura e equipamentos É raro a gente fazer um olhar na Perspectiva do usuário usuário final né Eh e não e aí eu não tô falando nessa questão apenas para dizer que que os usuários pagam
então tem direito não usuário como consumidor Não é só isso né então Eh eu tenho feito um esforço razoável Para levar uma discussão dentro dessa comissão pra gente poder criar eh requisitos eh para paraa iluminação pública na Perspectiva do usuário né eh e aí essa essa perspectiva que a Letícia colocou tão bem né Acho interessante porque a gente tem visto algumas saídas por exemplo projetos de intervenção urbana que contam com eh apoio público financiamento público em alguns países são obrigados a publicar eh pesquisa de opinião com os Usuários porque se aprende com isso isso é
um modo de aprender quando você usa o dinheiro público para financiar uma intervenção urbana eh deveria ser obrigatório a publicação ou a realização de pesquisas de opiniões Então Letícia queria dizer assim fiquei muito satisfeito com essa com esse esforço da métrica para avaliar a qualidade do serviço eu acho que essa é uma questão que é uma barreira realmente pra gente poder disseminar esse tipo de abordagem Né na Perspectiva do usuário Então acho que essa é uma eh é uma é bem-vindo né Essa essa ideia e muito provavelmente mais à frente a gente entrará em contato
para outras questões específicas e a outro aspecto é assim eh eu queria perguntar se vocês Já pensaram na incorporação eh dos trabalhos que T sido feitos na faculdade de saúde pública porque assim a faculdade de saúde pública Porque tem Uma linha de trabalho uma das linhas de trabalho tá voltadas para a avaliação de serviços públicos na Perspectiva do cidadão não é E aí eu me pergunto poxa será que eh não a gente não tem nada a trocar né Eu acho que tem muito a trocar porque por exemplo lá na faculdade de saúde pública se utilizam
eh modelos epidemiológicos para estudar o impacto dos serviços públicos na população e aí acho acho que a gente eh precisaria conversar mais sabe com a com essa Competência né É só esses dois pontos que eu gostaria de levantar Parabéns aí pelo pelo trabalho da cara também fiquei super satisfeito com essa com essa ideia da das cidades afetivas né Eh acho de novo que a gente precisa também de métricas acompanhando essa ideia a gente precisa partir paraa ação né Então aí a gente precisa de elementos objetivos para poder cobrar para poder eh eh fundamentar eh robustecer
as posições em relação a isso né eu lembro que um tempo Atrás a gente atendeu uma Prefeitura eh gerida por uma uma prefeita que chama Monteiro Lobato e ela tava defendendo a ideia de construir lá uma cidade Encantada né que é um outro requisito das cidades também por que não né E e aí eu acho que a gente tem um caminho Grande a fazer mas não é impossível e a gente precisa começar já já Parabéns obrigado obrigada eh Pode vamos eh passar pra próxima pergunta e aí você já respondem todas pode ser vamos lá bom
Parabéns a Vivian Parabéns novamente a Kelly todo o Vittor enfim todas as pessoas aqui o o também o o Pedro pela organização um belíssimo urbanus né Eh Parabéns também a apresentação da da Letícia e da Carla Eu tenho uma pergunta pra Letícia que é que é o seguinte bom eu sou usuária lá do da ciclovia do do Pinheiros e E aí assim né também nós como arquitetos a gente fica reparando nas coisas tal né bom a primeira coisa que me ocorreu eh é é a talvez a Sensibilização da população né a conscientização sobre a a
sim sobretudo porque vai ter um um projeto lá do prefeito para ampliar o o fazer uma Marginal lá no trecho final do rio Pinheiros então eh eu eu né Eu até parabenizo a iniciativa do Vitor né de fazer né no no no na naquele nos eventos que eh como chama o é no Cebolão Enfim então é uma forma de chamar atenção pro público em geral e aí eu ia perguntar sobre essa questão como vocês vem essas Campanhas Letícia eh sobretudo também para utilizar nos Mega eventos né então assim não só nos eventos ambientais no não
chama aquele o evento que tem no no segundo semestre sempre que tem enfim eh eh que a gente até ia aplicar não não o para a virada sustentável enfim não só da virada sustentável mas carnaval enfim outros Mega eventos Olimpíadas por exemplo em Paris vai ter utilização dos espaços públicos Imagina que maravilha ao longo do Rio Sena ter as as né a os Eventos lá ao longo do Rio então então essa é primeira coisa né Eh iar né a sensibilização pro público em geral a segunda coisa eh que existe também né a a a mobilidade
que sempre priorizou o carro e a e a gente sabe do transporte coletivo da ciclovia e e e do pedestre quer dizer né obviamente eh priorizar o pedestre mas eu ia perguntar pr pra Letícia sobre a fauna que existe lá e e de que forma porque assim é um conflito lá né as capivaras com as ciclovias e eu Adoro as são as minhas amiguinhas assim as capivaras lá e tem a capivara aqui enfim mas tem a os preas tem uma série de de de eh que que é um conflito lá né porque os os ciclistas
eles realmente lá Alguns são eh é bem complicado o comportamento e e como eh incorporar essa preocupação com a fauna a questão da acessibilidade Universal também ia perguntar pra Letícia como vocês veem isso porque a até pr pra bicicleta é complicado a gente descer lá para a Gente tem que carregar no ombro a bicicleta em algumas das pontos né Eh e também a questão da gestão porque a gente sabe que teve um todo um processo de concessão né para para de da gestão de alguns parques e alguns foram favoráveis outros foram bem problemáticos então como
eh lidar com a questão do controle social paraa definição das prioridades sobretudo dos equipamentos né né então assim ah a gente quer eh tomar uma bebida lá a Gente tá morrendo de sede andando de de bicicleta e aí não tem bebida lá emb baixo quer dizer é importante né como é que a a a gestão de banheiros públicos lá na ciclovia lá no parque então queria perguntar como vocês incorporam isso e obrigada passar rapidamente pra Márcia e já vou falar para as convidadas se vocês puderem fazer uma fala final com as perguntas eh em 3
minutos porque a gente ainda tem aqui Um encerramento eh e Que bom que esse assunto tá Suscitando tantas questões significa que a gente precisa de fazer um próximo urbanus e próximos diálogos para aprofundamento desses dessas temáticas obrigada bom Bom dia meu nome é Márcia Eu também faço pesquisa aqui no centro de síntese eh agradecer né as falas da Letícia e da Carla eh me lembrei que eu também às vezes transito de bicicleta e e não volto de bicicleta do Trabalho à noite justamente porque é uma subida né e Engraçado que ter um colega de Trabalho
que faz o mesmo caminho e ele eh falou para mim assim nossa eu não sentia que era inseguro assim né e eu falei pois é mas para mim é inseguro né por isso que eu não vou de bicicleta e então legal muito ótimo que vocês destacaram essa questão né da das Diferenças em percepção né sobre a segurança no espaço público né no caminhar e em outros né na mobilidade urbana eu só queria perguntar para elas e como elas vem né que eh essas Reflexões sobre a afetividade em relação ao espaço público a melhoria do espaço
público e a qualidade dele podem ser incorporadas nas políticas públicas né porque por exemplo esse trajeto que eu faria de bicicleta ele tem uma boa infraestrutura paraa ciclovia e e né E caminhar só que a noite é inseguro né então assim aí eu vejo que não tem nenhuma atividade eh noturna não tem não tem dinâmica noturna as casas São fechadas são muradas né Muito Condomínio Então como é que isso poderia ganhar assim destaque nos fóruns de discussão de política pública seja né discutindo plano de barro e depois de repente no conselho eh Municipal de discussão
de política pública né Conselho Municipal de política urbana por exemplo aqui em São Paulo e até pensar nisso pra revisão né da lei de zoneamento o plano diretor né como é que vocês vem né incorporar essas questões tão bem pensadas por vocês na política pública de um modo Geral tá obrigada obrigada Márcia Letícia depois a Carla brevemente pra gente prosseguir pro nosso encerramento Obrigada As perguntas são muito densas então é difícil ser breve mas eu vou tentar assim fazer uma costura e deixar muita disposição para entrar em contato acho que depois porque eu acho que
é um diálogo para continuar então tem aí as redes do Instituto né meu e-mail também que a letticia @camila.gutz Então acho que só já Amarrando as duas né últimas assim perguntas a questão da afetividade e e políticas públicas e tal a gente desenvolve metodologia justamente para conseguir unir esses Dois Mundos né Digamos que hoje em dia as políticas públicas olham muito pros macrodados e os macrodados nunca vão conseguir abarcar né as afetividades a representatividade eh as Sensações e é justamente o que a gente tenta fazer com a metodologia que É tem que ser participativa tem
que ser inloco no lugar para conseguir captar essas questões mas depois elas viram números e elas viram notas elas viram índices para esse lugar para dar eh nortes né de ações n esses espaços então o desejo é que toda política Urbana incorporasse metodologias participativas para poder ganhar essa complexidade e fazer políticas mais assertivas pros espaços e mais democráticas né que as pessoas se sintam efetivamente Partícipes desses modelos e aí acho que isso mistura um pouco com as primeiras perguntas ali Eh desculpa eu não consegui anotar o nome do eh que participa né n da comissão
também das das das normas e tal que também falou um pouco disso né de de metodologias enfim como incorporar isso eh em em políticas em formulação até de normas e eu acho que também a gente se inspira muito no modelo da Espanha que qualquer transformação Urbana Eh dentro de uma lei né que eles têm uma lei Nacional de diversidade na verdade inclusão Mas qualquer transformação Urbana precisa passar por processos de auditorias de segurança de gênero que é mais ou menos o que a gente faz né a gente faz a uma metodologia E aí eu acho
que é isso que a gente precisa né também ter uma exigência de que grandes transformações urbanas tenham esse olhar de metodologias que sejam participativas e sejam micro para que elas depois sejam Incorporadas nessas grandes políticas acho que isso é bem importante E aí só respondendo bem rapidinho sobre o espaço do Parque mesmo eh ali do rio Pinheiros eh todo o trabalho que eu trouxe que a gente fez não é do lado da ciclovia é na outra margem né Eu acho que é importante só falar isso a margem da ciclovia só pode entrar de bicicleta Então
por princípio a gente também já considera um que ele é um espaço um pouco mais consolidado dois que ele é um espaço um Pouco excludente porque né ele não é um espaço de estar com crianças enfim e aí Traz todas as problemáticas que foram levantadas aí da velocidade da relação com os animais inclusive pela velocidade E aí pontuar um pouco isso que eu acho que a grande questão que a gente precisa entender é que velocidade em qualquer modo que for ela é ruim no ambiente Urbano porque ela é excludente né se você tá muito rápido
e aí tem um bebê naquele espaço não vai comer uma pessoa Idosa também não E é isso que vão gerando os conflitos e a gente entende que o outro lado da margem por poder as pessoas estarem a pé onde tem agora já parquinhos banheiros ele tem outra dinâmica de outra velocidade de desfrutar o espaço de estar realmente no espaço público e aí de conviver melhor inclusive com essa fauna porque eu acho que a gente precisa entender que a gente que tá nesse espaço natural né a gente que chegou Então como que a gente tem Essa
eh convivência mais harmônica e aí entendo que tem um uso ali de treino que ele gera diversos conflitos até para novos e novos usuários né da ciclovia pessoas querem aprender a pedalar e vão para covia do R Pinheiros estão muito mal acolhidas né porque você o tempo inteiro ouve grito ali para sair do espaço porque as pessoas precisam passar correndo e a gente dentro da lógica da da mobilidade costuma falar que são pessoas com olhar e visão carroc Crata Só mudando usando outros modos né que acham que havia é sua o espaço é meu e
que a gente não pode conviver na verdade no espaço das cidades em que a gente vive em ambientes muito densos a gente precisa harmonizar e conviver com todo mundo né e acho que os rios eles têm o seu ritmo também também o seu momento ali de contemplação que talvez nos ensinem isso só que a gente acho que as pessoas ficam muito divididas tem um rio uma natureza de um lado e do outro lado Uma vi pressa então é óbvio que você vai se comportar de uma forma estressada estressante nesse ambiente né Então como que a
gente se conecta Talvez um pouco mais com o ritmo da natureza e acho que Obrigada letí mensagem obrigada Carla bom rapidamente né responder principalmente a última pergunta né da Márcia se eu não me engano eh eh então nós temos que olhar e aí já vai no sentido do que a Letícia acabou de colocar né em termos das metodologias E Aí dessas metodologias afetivas né Então como que nós vamos trazer as metodologias afetivas para subsidiar o planejamento e Então nesse sentido Por exemplo por isso que eu trouxe o o mapa esses mapas afetivos né mapas de
afetividade Então como que nós nós podemos ouvir a população né E aí trazendo a dimensão local tá Quando nós vamos fazer um plano diretor por exemplo né quando nós vamos definir os espaços a serem a serem a serem utilizados como Serão serão utilizados então trazer também essas metodologias que dão voz paraa população e que d e que de alguma forma eh deixam latentes essas diferenças Nas questões de gênero né Eu acredito que essa é uma discussão recente tá Então como que a gente como se como nós sentimos né a cidade como nós vivenciamos ela de
forma diferenciada dependendo do gênero então é uma questão recente então buscar essas metodologias E aí propor essas Metodologias realmente na prática né dentro desse desse desse planejamento dentro dos espaços de participação social né Então quais são os espaços de participação social que temos nos instrumentos de políticas públicas que temos os instrumentos de planejamento ambiental que temos os instrumentos de planejamento territorial e a partir daí dentro desses espaços propor essas metodologias que nos trazem questões relacionadas à afetividade e que nos Trazem questões relacionadas a diferentes vivências por parte de gênero né acredito que muito suscintamente né
dentro do nosso tempo é isso obrigada professor e agradeço a pergunta né bom eu queria agradecer então a participação nesse painel e já convidar para compor aqui o nosso encerramento a Sandra Ramos Braz Nossa representante de sente eh aqui no no ia o Vítor kinjo que é nosso pesquisador o professor Pedro jacobe você Perm e é isso então gente eu queria agradecer e já passar a palavra para vocês Olá bom dia a todas a todos e todes Eu Quero Agradecer o convite de estar aqui compondo né e trazendo uma palavra final né de tudo que
foi discutido nessa manhã de muito que foi muito enriquecedor e aí eu de uma maneira bem sucinta né assim resumindo fazendo uma síntese da da primeira mesa né das palestrantes elas colocaram então Eh as evidências né das ações existentes na sociedade civil potencializando suas ações de conhecimentos técnicos históricos em conjunto com as técnicas contemporâneas ou seja evidencia os atores locais territoriais considerando as suas ações já exist e dialogando com as técnicas eh contemporâneas para poder potencializar os trabalhos que têm sido realizados nos locais então foram que eh foi explicitado né Na na primeira mesa na
segunda mesa eh houve a explicitação De evidenciar os grupos vulnerabilizados como forma de pensar intervenções precisas possibilitar dentro da metodologia do projeto a participação das mulheres como forma de potencial I alizar as ações práticas ou seja eh resumindo é não é uma decisão de gabinete unicamente para poder gerar políticas públicas mas trazer no diálogo à sociedade civil conjuntamente com as decisões que são tomadas ali dentro do gabinete sem excluir a eh os atores eh Territoriais então resumidamente seria isso passo a palavra aqui Olá pessoal bom dia boa tarde né aí na transição eu sou Victor
Quino sou pesquisador aqui do centro de síntese US cidades globais com projeto sobre cultura e Regeneração de rios então tô muito feliz né de poder realizar esse evento junto com os meus colegas que eu gostaria de agradecer também a gopi blazo a Sand e Pedro Lombard agradecer também os e a os os palestrantes né a coordenação professora Vanda Professor Pedro meu supervisor já agora desde 2019 então nessa pesquisa eh eu tive oportunidade de mapear algumas experiências internacionais né E aqui em São Paulo também de iniciativas pela Regeneração dos rios e é possível perceber também a
partir das falas de hoje né a importância da sociedade civil na nos processos de transformação né Então eu e a Vivian blazo a gente teve a oportunidade de realizar um um simpósio aqui no iaa também sobre advoca né que é justamente quer dizer como que o ativismo como que a mobilização social cultural que envolve a arte envolve a educação ambiental ela pode se transformar numa abundancia de governança né A partir justamente da colaboração e da elaboração de processos técnicos de planos executivos de propostas exequíveis né que tenham um Apoio Popular apoio da sociedade e que
possam chegar eh numa Instância de política pública e ser executada Eh aí na cidade também se multiplicar né porque uma vez que isso se torna uma política ela pode acontecer em vários cantos da cidade e eu acho que esse é um grande desafio eh Então acho muito legal a gente poder ouvir a experiência do teatro oficina ainda que acho que precisa precisa acontecer né e eu acho que vai acontecer Lembrando né que ali é um território também da Universidade de São Paulo né que tem ali a casa de Iá que E então acho que é
muito importante né a USP né quando você vai estudar outras experiências de rios regenerados em outros países a universidade sempre cumpriu um papel importante então fico feliz de ver esse evento acontecer e de ver a USP engajando cada vez mais na Regeneração dos seus próprios rios e dos rios aí da nossa cidade né E também Gostaria de comentar a importância Nossa como é bom né a gente fazer os trabalhos colaborativos terem as mulheres que vão pautar essa questão né que é uma questão eh de uma nova epistemologia também né A Letícia mostrou aquela imagem do
rio retificado e é uma imagem também de uma de uma arquitetura de uma Engenharia patriarcal e Colonial né que felizmente está eh se desfazendo quer dizer estamos acho que nessa fricção nessa batalha então como é importante que nós tenhamos A os estudos de gênero né o olhar de gênero eh nas humanidades mas também nas engenharias mas também na na nos na Biologia né e a gente eh também tem essa entrada na teoria que queer ecológica né e a gente pode perceber que essa essa engenharia então que Inter terrou os rios é uma engenharia também enfim
que precisa ser transformada a partir de novas engenheiras novos eh Engenheiros queers né engenheiras trans por não né E como a presença da da diversidade eh na Universidade na produção desse conhecimento eh pode transformar também a cidade que a gente sonha e deseja com os rios limpos Livres regenerados Como diz meu mestre Zé Bueno aqui que tá aqui presente também no rios e ruas né e um último comentário antes passar pro professor Pedro eh que é isso né me parece e acho que o rios e ruas fez muito parte disso Aliás foi um motor disso
também que no na última década eh também por conta da crise hídrica talvez Eh surgiram várias iniciativas na cidade né que passaram a olhar as águas e os rios da cidade então agora a gente já tem mais de 10 anos talvez nesse processo e talvez seja o momento então de agora se fortalecer um movimento dos rios movimento pelas águas né né que possa reunir essas diversas iniciativas e que possa contar com o apoio eh eh técnico científico né da Universidade do conhecimento científico de uma ciência cidadã e quem sabe juntos né nós Possamos eh sonhar
e não só sonhar mas eh fazer planos projetos que possam de fato regenerar os cios da cidade regenerar os nossos Rios interiores né o nosso afeto pelo espaço pelo outro pela natureza e quem sabe assim a gente enfrentar esse Grande Desafio que são as emergências climáticas que que estão aí já eh chegaram né então muito obrigado pela presença eh a gente vai ter uma longa jornada pela frente então espero que Estejamos juntos nesse processo sempre colaborando eh e gostaria então de passar a palavra Professor Pedro agradecendo profundamente né nesses últimos 5 anos tivemos eh lindos
debates às vezes fricções que são saudáveis né isso aprendi também e Então queria passar palavra para você Pedro Obrigado eh bom primeiro eh agradecer muito as pessoas que aceitaram participar do evento a ao grupo que organizou E trazer também uma questão que eu acho importante a universidade precisa de enunciar cada vez mais eh aquilo que torna as cidades cada vez mais difíceis como espaço de convivência então este evento e tantos outros que a gente tem feito ao longo dos anos dos cidades globais precisa reforçar cada vez mais isso porque de certa forma aqui o que
se apresentou é reconstruir o que foi desconstruído né Ou seja que cidade difícil do ponto de vista para se caminhar não só no Rio Pinheiro porque o Rio Pinheiro é um exemplo de uma visão elitizada de um eu estive lá também de uma enfim é difícil chegar nãoé então ponto é difícil chegar e chega alguns e que TM bicicletas potentes etc etc eh Portanto o tema da eh caminhabilidade é fundamental o tema do Resgate o o mencionou agora O Zé não que faz um trabalho há tantos anos já mostrando que a importância da sociedade Ver
os rios urbanos eh no ano 2013 eu participei de uma pesquisa e a gente fez um filme que chama Pirajussara bacia de concreto que é um pouco isso não as pessoas eh não se dão conta da importância dos rios as soluções do Rio Pinheiro não tão convincentes são problemas muito sérios né então a gente está observando principalmente nesta conversa que tivemos hoje é eh o desafio de aumentar a Interseccionalidade é fundamental que todas as pesquisas tenham cada vez mais a dimensão da interseccionalidade que se discuta a continuidade das políticas públicas porque o que nós vemos
é processo permanente de desconstrução e de perda da capidade de efetivamente incorporar a sociedade como protagonista a sociedade não tem sido protagonista nós temos momentos da história da cidade que nos quais a População já foi muito mais protagonista portanto eh trazer o tema aqui que eu tenho trabalhado com com a Vivian das cidades afetivas e com nosso foco na USP e que a Carla aqui apresentou também é um desafio é Um Desafio de recuperar para cidades o seu espaço de convivência humana a convivência humana no shopping center não é uma convivência humana é uma convivência
associada ao consumo mas e a convivência humana nós estamos cada Vez mais preocupados de vermos que a nossa cidade está ficando ilha de calor porque com eventos extremos eh a solução desta gestão pública e e e principalmente neste momento por causa da multiplicação dos eventos extremos é podar as árvores e os bairros vão ficando ilas de calor então nós temos que fortalecer a renaturalização dos rios que foram deformado e eh acima de tudo criar espaços de Convivência eh para uma população extremamente heterogênea uma população que tem uma grande marca de pessoas eh que convivem com
a vulnerabilidade E acima de tudo e eh fortalecer as políticas públicas mais democráticas e eu acho que este evento nos traz uma questão bem interessante e acho que foi a Letícia que mencionou a ideia do caminhando juntos e a gente tem que caminhar cada vez mais juntos e a Universidade tem que se associar cada vez mais a uma discussão de política democráticas inclusivas e interseccionais muito obrigado a todas e [Aplausos] todos