no extremo norte do planeta onde a terra encontra o gelo e o mar se funde com o céu existe um lugar como nenhum outro um Território Selvagem vasto Indomável o Alasca uma terra de extremos onde o inverno Nunca dorme e o verão nunca se esquece de Partir aqui a vida não apenas sobrevive ela desafia entre montanhas cobertas de Neve e rios cristalinos entre florestas densas e mares revoltos criaturas extraordinárias percorrem essa pa algumas são gigantes governando os céus e os oceanos outras são pequenas mas moldam o mundo à sua [Música] maneira cada uma tem sua
própria história cada uma enfrenta sua própria batalha os grandes ursos que dominam os rios as as que cortam o vento os lobos que caçam na Neve as baleias que cantam no silêncio profundo Esta é a jornada dos verdadeiros habitantes do Alasca guerreiros do frio arquitetos da floresta Viajantes incansáveis animais que por gerações tem desafiado a paisagem mais inóspita da terra e triunfar hoje Vamos explorar suas vidas entender suas lutas admirar sua força descobrir o que faz do Alaska um dos últimos santuários da Natureza [Música] Selvagem se você ama a vida selvagem e quer apoiar conteúdos
como este não se esqueça de se inscrever no canal e deixar um comentário sua participação nos ajuda a continuar trazendo histórias incríveis da natureza para você agora Ajuste o volume respire fundo e embarque nesta jornada o Alasca espera por você no Coração Selvagem do Alasca onde os rios cortam a imensidão das florestas e a brisa gelada carrega o perfume das coníferas um gigante [Música] desperta ele emerge das sombras das montanhas poderoso imponente um símbolo de força bruta [Música] o urso Pardo do Alasca uma criatura esculpida pelo tempo pela terra e pelo [Música] instinto ele se
move com a confiança de um rei seus músculos ondulam sob a pelagem espessa e cada passo ressoa como um lembrete de sua soberania sobre essa terra [Música] selvagem mas por mais temível que pareça sua existência é regida por um ciclo imutável um ritual que se repete há milênios guiado pelas Estações pelo gelo e pela abundância dos [Música] rios o verão traz um espetáculo que define sua sobrevivência as águas frias dos riachos transbordam de vida um frene de corpos prateados deslizando contra [Música] correnteza os salmões cumprindo seu destino lutam para retornar ao lugar onde nasceram e
os ursos os aguardam pacientemente como se o próprio Alasca orasse esse encontro [Música] com um movimento rápido a pata mergulha na água e em um instante a presa é capturada o urso mastiga a carne suculenta aproveitando cada bocado dessa Dádiva da natureza mas por que essa caça é tão crucial porque o inverno virá um inverno que não perdoa onde o frio corta como lâminas e a terra dme o peso da neve para sobreviver o urso precisa se preparar acumulando quilos e quilos de gordura para a hibernação [Música] durante meses ele se recolherá à sua toca
desacelerando o coração reduzindo a respiração mergulhando em um sono profundo que o manterá vivo até que o sol volte a brilhar sobre as [Música] montanhas curiosamente Mesmo durante esse sono prolongado as fêmeas podem dar a luz sem sair de seu abrigo sem sequer despertar completamente pequenos filhotes nascem no calor da caverna cegos indefesos encontrando na mãe seu único refúgio [Música] e quando a primavera chega a neve começa a derreter e os filhotes saem pela primeira vez explorando um mundo que para eles é novo mas que já foi moldado por incontáveis gerações antes [Música] deles os
ursos pardos não são apenas Caçadores são também jardineiros da floresta à medida que percorrem grandes distâncias dispersam sementes em seus excrementos ajudando a renovar o ecossistema onde um urso passou novas árvores podem [Música] nascer eles moldam a paisagem sem nem mesmo perceber Apesar de sua imponência não são invencíveis o avanço humano os empurra para territórios menores e as mudanças climáticas alteram o equilíbrio delicado que garante seu sustento [Música] os rios aquecem os peixes diminuem e sem alimento suficiente o ciclo da vida selvagem pode se quebrar mas por enquanto ele ainda está aqui ainda caminha entre
os vales e montanhas sua silhueta recortada contra o céu dourado do entardecer um colosso Solitário dono do Alaska Guardião de um mundo que resiste selvagem e belo como sempre foi a noite cai sobre as terras geladas do ártico e o silêncio se espalha como um véu sobre a imensidão Branca a luz esverdeada da aurora boreal dança no céu refletindo sobre as montanhas cobertas de Neve [Música] tudo parece imóvel congelado no tempo mas então um som ca a escuridão um uivo longo profundo carregado de mistério e poder ele ecoa pelo vazio ressoando nas montanhas amando os
outros nas sombras do ártico ele não está [Música] sozinho o lobo do ártico é um caçador mas também um líder um elo em uma cadeia invisível que une a matilha em uma dança precisa entre vida e sobrevivência [Música] juntos eles se movem como um só deslizando pela Tundra com passos silenciosos olhos brilhantes sentidos aguçados [Música] a vida no gelo é implacável O frio corta lá a pele o vento sopra sem piedade e a caça não é garantida mas os lobos tem algo que os torna [Música] diferentes eles não enfrentam o inverno sozinhos vivem em cada
um com seu papel cada um com sua [Música] importância aos jovens aprendizes os caçadores experientes o alfa que guia e todos seguem o mesmo instinto sobreviver juntos [Música] a fome os impulsiona o caribu é sua maior presa um rebanho em movimento centenas de Corpos correndo como um rio sobre a tundra para um lobo solitário impossível de capturar mas para por matilha é Um Desafio que já foi vencido mil vezes antes [Música] eles se espalham cercam o grupo forçam Os mais fracos a se separarem não há pressa cada passo é calculado cada movimento estratégico E então
quando chega o momento o ataque é fulminante A Corrida Final os dentes afiados a luta entre o Predador e a presa a Vitória significa alimento significa mais um dia de [Música] sobrevivência mas Lobos não são apenas Caçadores são Guardiões do equilíbrio eles mantm os rebanhos saudáveis elimin Os mais fracos impedem que a tundra se torne um deserto sem [Música] vida sua presa é um lembrete de que cada ser tem seu papel na natureza sem eles os carbus cresceriam em número esgotando os pastos o ciclo se [Música] romperia e ainda assim os lobos enfrentam ameaças que
não vê da neve ou da Fome [Música] o avanço humano a destruição do habitate a caça sem [Música] propósito em algumas partes do mundo Eles foram silenciados mas aqui no Ártico eles ainda resistem ainda correm sob o céu iluminado pela Aurora ainda uivam para a noite infinita ainda Vivem como viveram por milhares de anos pois o lobo não é apenas um Predador ele é um símbolo de força de união de liberdade [Música] Enquanto houver Neve sobre as montanhas e Luas brilhando no céu o canto do lobo do ártico Continuará ecoando lembrando ao mundo que algumas
lendas nunca desaparecem o vento sopra cortante sobre a tundra aberta o horizonte se alonga em um tapete branco e infinito onde o tempo parece imóvel mas nunca realmente para lá no coração dessa vastidão milhares de Passos ecoam como um tambor distante um rio de corpos em movimento seguindo um caminho invisível guiado apenas pelo instinto e pela memória ancestral da [Música] terra são os kripos Viajantes incansáveis filhos do ártico e Mestres da [Música] Resistência nenhum outro mamífero terrestre percorre distâncias tão longas ano após ano Eles seguem o chamado da estação cruzando montanhas atravessando Rio congelados e
enfrentando tempestades [Música] [Música] implacáveis cada rebanho pode cobrir até 5000 km em sua jornada uma migração que desafia os limites da sobrevivência [Música] mas não há outra escolha a vida no Alasca exige movimento e parar significa não resistir eles andam lado a lado um mar de chifres olhos atentos e cascos que não afundam na neve [Música] são delicados Na aparência mas construídos para a adversidade seu pelo denso os proteg do frio extremo seus cascos largos funcionam como raquetes naturais distribuindo o peso sobre o gelo traiçoeiro e quando a tempestade se ergue cobrindo tudo com seu
manto branco ospos não recuam Eles seguem eles sempre [Música] seguem Mas cada passo nessa jornada traz um novo desafio a fome espreita o solo congelado esconde o Liquen o único alimento disponível no inverno eles cavam pacientemente removendo camadas de neve para encontrar o que a terra tem a [Música] oferecer e enquanto se alimentam o perigo nunca está distante Lobos o seguem nas sombras esperando o momento certo para atacar [Música] o rebanho se mantém unido Pois sabe que a segurança está nos números mas os predadores são pacientes eles testam a força do grupo observam Os mais
fracos os mais jovens aqueles que não conseguem acompanhar o ritmo feroz da marcha [Música] A Perseguição começa e para alguns não há escapatória Mas essa é a ordem da natureza os fortes seguem adiante os que ficam para trás alimentam os que o seguem o equilíbrio permanece intacto [Música] para os povos indígenas do Alasca caribu é mais do que um animal selvagem é uma história viva um espírito que percorre as mesmas terras que seus ancestrais percorreram antes [Música] deles por séculos os rebanhos caçando apenas o necessário utilizando cada parte do animal a pele para o frio
a carne para o sustento os ossos para [Música] ferramentas o caribu é um símbolo de respeito à natureza Uma Lição de que a sobrevivência nunca é apenas sobre o indivíduo mas sobre a harmonia entre todas as formas de [Música] vida mas mesmo os passos mais antigos podem ser interrompidos com o aquecimento do Planeta os caminhos da migração estão mudando o gelo derrete mais cedo o alimento escasseia Os territórios Seguros [Música] encolhem a maior jornada da natureza enfrenta sua maior ameaça e ainda assim Eles seguem sempre seguiram sempre seguirão Pois Enquanto houver terra para cruzar e
neve para pisar o caribu Continuará sua marcha conectando o passado e futuro desafiando a paisagem guiado pelo chamado de algo que nunca foi esquecido as florestas do Alasca guardam Segredos antigos entre Pinheiros que sussurram ao vento e rios que serpenteiam entre as árvores caminha uma sombra imensa um Titã silencioso um gigante de longas pernas e olhar vigilante [Música] o al nenhum Serv vídeo é tão imponente com mais de 2 met de altura e um peso que pode ultrapassar 700 kg ele domina a paisagem como uma estátua viva da natureza mas apesar de sua grandeza não
há pressa em seus passos ele se move devagar sem medo pois sabe que poucos desafiam sua [Música] presença seus chifres são sua assinatura não há outro como ele feitos de osso puro crescem a cada Estação formando um arco magnífico como uma coroa esculpida pelo [Música] tempo e a cada outono quando a floresta se enche de promessas e disputas esses chifres ganham um novo propósito [Música] a brisa carrega o cheiro da competição os machos se enfrentam testam sua força medem quem é digno de dominar a próxima geração os desafios não são letais mas são intensos os
golpes ecoam pela Mata o Ranger dos chifres se entrelaça ao som do vento o mais forte vence mas não pela violência e sim pela resistência na natureza Não basta ser grande é preciso ser sábio [Música] Apesar de sua aparência robusta o al é uma criatura solitária diferente dos carib que vivem em grandes rebanhos ele prefere a solidão das matas densas e dos Lagos cristalinos é um nadador habilidoso atravessando Rios com uma facilidade surpreendente e ali nas águas geladas ele busca um de seus alimentos favoritos plantas aquáticas ricas em minerais [Música] essenciais Mas nem toda essa
força o torna invulnerável Lobos e Ursos podem ser ameaças especialmente para os filhotes [Música] no inverno a fome se torna um inimigo invisível rondando cada passo e há um Predador que ele não pode enfrentar com chifres ou força bruta o ser humano [Música] o desmatamento reduz seu território as estradas cortam suas rotas naturais e a caça por vezes sem controle coloca em risco os maiores espcimes [Música] ainda assim ele continua ali Resistindo crescendo vagando pelos mesmos caminhos que seus ancestrais trilharam por [Música] séculos entre as árvores altas e os lagos espelhados o alce segue imponente
como um guardião das florestas [Música] alas não há outro como ele não com essa força não com essa presença Enquanto houver neve para pisar e água para beber ele Continuará a sua jornada majestoso imponente um verdadeiro monarca da natureza nas terras selvagens do Alasca onde o frio não dá trégua e a paisagem parece esculpida pela própria brutalidade da natureza existe um animal que não conhece [Música] medo pequeno para os padrões dos grandes predadores mas com uma ferocidade que desmente seu tamanho ele não teme o inverno nem os lobos nem os ursos ele é o [Música]
glutão o nome pode sugerir exagero mas nada nele é desnecessário seu corpo é denso compacto coberto por uma pelagem espessa e oleosa que repele o gelo como uma armadura natural suas garras afiadas como lâminas não são apenas para cavar na Neve São para lutar para abrir carcaças congeladas para agarrar qualquer coisa que se mova [Música] o glutão não se dá ao Luxo de escolher sua próxima refeição ele caça ele rouba Ele come o que aparecer quando [Música] aparecer no silêncio da floresta boreal ele se move sozinho não há matilhas não há bandos sua jornada é
solitária guiada apenas pela necessidade de [Música] sobreviver seu olfato é aguado capaz de detectar a presença de comida so camadas espessas de Neve ele pode encontrar uma carcaça abandonada a quilômetros de distância e ao chegar não se importa com quem estava lá [Música] primeiro Lobo raposa até mesmo um urso o glutão não hesita se for necessário ele luta e para a surpresa de muitos ele vence [Música] Não há nada nesse animal que sugira rendição el desafia predadores muito maiores enfrenta condições extremas e nunca [Música] recua H relatos de glutões derrubando presas muito acima do seu
peso arrastando carcaças inteiras por vastas extensões de [Música] Gelo e quando a comida se torna escassa Ele Não Desiste sua resistência Beira o impossível pode passar dias sem se alimentar viajando sem parar seguindo rastros invisíveis para qualquer outro animal [Música] o inverno que Para muitos é um castigo para ele é um território familiar ele não hiberna não diminui o ritmo enquanto outros se recolhem ele continua sua busca incv como um fantasma dos Bosques gelados e no entanto Apesar de sua reputação feroz ele não é o vilão dessa [Música] história sua presença é fundamental para o
equilíbrio do ecossistema ele limpa o que foi Deixado Para Trás impede que doenças se espalhem mantém o ciclo da vida em [Música] movimento o que ele leva ele devolve o que consome transforma em energia para continuar a moldar a paisagem com sua simples existência [Música] Mas mesmo uma criatura tão resistente enfrenta Desafios que nunca precisou L dar [Música] antes o gelo derrete antes do tempo o habitate se encolhe novas estradas cortam seu território o glutão que nunca temeu nada agora precisa enfrentar o maior dos inimigos as mudanças no mundo que sempre [Música] conheceu e ainda
assim ele segue pois ele não sabe desistir não sabe parar [Música] Enquanto houver neve no chão e rastros a seguir o glutão Continuará sua jornada sempre sozinho Sempre Invencível sempre desafiando o impossível entre os Gigantes do Alasca onde Lobos percorrem tundras e Ursos reinam nos rios há um ser de minuto quase despercebido mas que carrega dentro de si a essência da [Música] Sobrevivência ele não precisa de força para dominar nem de presas afiadas para caçar seu mundo se resume a Galhos ses e o incansável trabalho de um [Música] coletor ele é o Esquilo vermelho americano
o pequeno arquiteto da floresta seus olhos inquietos varrem a paisagem atentos a qualquer movimento [Música] suas patas ágeis percorrem os troncos com uma velocidade impressionante como se o próprio vento o impulsionasse mas seu verdadeiro talento está em algo mais Sutil a arte de planejar o futuro [Música] enquanto os dias ainda são longos e o outono pinta as folhas com tons de fogo ele já prevê o que está por vir o inverno o frio implacável a neve que cobrirá o chão o silêncio gélido Onde o alimento será raro mas ele não será pego de surpresa [Música]
desde o verão ele corre contra o tempo coletando sementes pinhões nozes esconde cada uma em locais estratégicos enterradas no solo ou guardadas em troncos ocos pequenos cofres naturais repletos de sustento para os meses difíceis [Música] nem toda será encontrada novamente algumas permanecerão ocultas escid a terra e é assim sem que perba que el se T um jardineiro [Música] [Música] acident o que ele não come a floresta transforma novas árvores nascem de seu descuido e assim sem planejar esse pequeno roedor ajuda a renovar a floresta garantindo que o ciclo da vida [Música] continue o Esquilo vermelho
pode ser pequeno mas não é indefeso ele tem personalidade defende seu território com ferocidade emitindo chamados estridentes para alertar [Música] intrusos se preciso enfrenta animais muito maiores apenas para garantir que sua colheita permaneça [Música] segura inverno chega e sua estratégia começa a valer a pena enquanto outros lutam contra o frio ele se refugia em suas reservas degustando a Fartura conquistada com tanto [Música] esforço cada semente cada pedacinho de alimento guardado é Um dia a mais garantido na longa espera pelo [Música] degelo ele não é o mais forte não é o maior mas na floresta seu
papel é essencial o Esquilo vermelho não apenas sobrevive ele constrói planta o futuro sem saber apenas vivendo como sempre [Música] viveu e assim entre Galhos cobertos de Neve e troncos ocos repletos de vida ele Segue Seu Caminho inquieto ágil eterno Guardião da floresta que nunca dorme o céu do Alasca pertence a ela Acima das florestas densas dos rios selvagens e das montanhas cobertas de Neve espectro desliza silencioso observando [Música] tudo seus olhos afiados varrem a paisagem como se pudessem enxergar além do tempo Além do Horizonte [Música] ela não tem predadores não tem rivais apenas o
vento que a sustenta e a terra que a [Música] admira ela é a águia careca A Majestade alada do Norte com uma envergadura que pode ultrapassar 2 meio ela é uma das maiores Águias da [Música] América mas seu tamanho não é o que impressiona é a forma como ela domina os céus transformando correntes de ar em estradas invisíveis deslizando sem esforço Sem pressa [Música] para ela voar não é apenas um meio de locomoção é uma afirmação de poder mas nem sempre a força está nas [Música] alturas a momentos em que a precisão é mais importante
do que o voo seus olhos so as águas cristalinas de um [Música] rio um peixe distraído nadando contra a corrente em um instante a águia mergulha suas garras cortam o ar como lâminas e antes que a presa perceba já está nas alturas pendurada em garras iadas como punhais para ela a pesca não é um desafio é uma [Música] arte por séculos os povos indígenas do Alasca viram nela um símbolo de visão e espírito sua imagem foi gravada em tens suas penas usadas em rituais su interpretada como um [Música] Presságio mais tarde seu poder atravessou fronteiras
e tornou-se o emblema de uma [Música] nação nos estos ela representa liberdade e força um ícone gravado na bandeira na moeda na identidade de um povo mas para ela nada disso importa sua lealdade não pertence a Bandeiras ela responde apenas ao chamado do vento e ao instinto que guia sua existência [Música] E no entanto apesar de seu domínio nos céus sua vida começa na terra seu ninho um dos maiores do mundo é uma fortaleza de gravetos e Galhos construída com paciência fortalecida ano após ano [Música] algumas dessas estruturas chegam a pesar centenas de quilos abrigando
gerações que aprenderão a conquistar o [Música] céus aqui entre os Ramos retorcidos [Música] P ma os filhotes esperam o dia em que também desafiarão a [Música] gravidade mas ser grande não significa ser invulnerável por décadas a ação humana quase silenciou seus voos o uso de pesticidas envenenou suas [Música] presas a caça a destruição de habitates a poluição tudo conspirou contra ela seu número caiu sua presença se tornou Rara [Música] mas o que é um desafio para uma águia ela resistiu e quando as leis a protegeram quando os rios voltaram a ter peixes Quando os céus
ficaram mais limpos ela [Música] voltou e hoje quem levanta os olhos sobre os rios do Alasca ainda pode vê-la sua silhueta Dourada Pela Luz do entardecer suas asas abertas como se abraçassem o [Música] infinito Pois Enquanto houver vento haverá voo quanto houver Liberdade haverá águias planando sobre o mundo lembrando a todos que a grandeza não está apenas na força mas naquilo que perdura o Ártico adormece sob um manto branco o vento s entre as montanhas geladas carregando o silêncio profundo da noite não há vozes não há Passos não há ecos mas oculto na vastidão gélida
um par de olhos Dourados se abre cortando aqui a escuridão como duas pequenas lanternas [Música] o olhar da noite aguardando o inverno desperta ela desliza entre as sombras sem fazer um único som seu voo não deixa rastros nenhum bater de asas denuncia sua [Música] presença para aqueles que viem Sobre o domínio da neve não há aviso a coruja das Neves Não Corre Não persegue ela espera e quando o momento certo chega o ataque é fulminante seus olhos imensos e hipnotizantes são feitos para enxergar onde a luz se recusa a existir na escuridão da Tundra cada
mínimo movimento ganha Vida Diante dela um rato camuflado sob a neve invisível para o mundo visível para a coruja um coelho parado esperando a tempestade passar seguro para qualquer outro Predador não para ela a neve que enterra e oculta para a coruja é um livro aberto e ao menor sinal de vida ela age uma queda veloz uma explosão Branca sobre o solo e a caça desaparece entre suas garras [Música] Poderosas a morte chega antes do frio antes da Fome antes do Medo um movimento Limpo sem desperdício como se a própria Tundra esse decidido o destino
da [Música] Presa mas a coruja das Neves não é apenas um Predador ela é um enigma uma sobrevivente esculpida Pelo frio [Música] sua plumagem tão Branca quanto a paisagem que acerca Não serve apenas para beleza é um escudo cada pena é uma barreira contra o vento Congelante seu corpo envolto em camadas densas de isolamento natural desafia temperaturas que paralisaram qualquer outro ser vivo e quando a primavera chega trazendo consigo a promessa efêmera de calor a coruja revela um novo lado de sua existência o casal se une escolhendo um local seguro para seus ovos o macho
caça sem descanso a fêmea protege os filhotes com dedicação feroz [Música] pequenas criaturas emplumadas nascem em um mundo de gelo onde Só os fortes sobrevivem e sob o olhar atento da mãe eles aprendem os segredos do voo Silencioso do ataque certeiro do domínio sobre a noite [Música] Mas mesmo a soberana do ártico enfrenta Desafios que vão além da neve o aquecimento da Tundra a escassez de presas as mudanças sutis que Pouco a Pouco tornam sua sobrevivência mais [Música] difícil seu reino pode estar encolhendo mas ela como sempre se adapta ela observa ela [Música] espera e
enquanto a neve continuar a cair enquanto a noite continuar a envolver as terras do Norte a coruja das Neves estará lá invisível aos olhos do mundo mas sempre presente um fantasma alado da paisagem gelada uma sentinela do Silêncio no meio da imensidão fria do Alasca onde o vento sopra sem descanso e as ondas do oceano castigam penhascos de pedra negra um pequeno viajante rompe o cinza da paisagem com suas Cores [Música] Vivas seu bico pintado em tons de laranja Amarelo e Azul parece uma peça de arte esculpida pelo próprio mar suas penas escuras contrastam com
neve que cobre os rochedos ele não é um pinguim embora muitos pensem assim ele voa ele mergulha ele desafia o oceano e o céu com a mesma [Música] destreza ele é o papagaio do Mar Pequeno mas incansável ele corta os ares com batidas de asas rápidas quase Frenéticas desafiando o vento que sopra contra [Música] ele suas asas curtas e poderosas são perfeitas para o voo mas também escondem um segredo são também remos [Música] diferente dos Pinguins que apenas deslizam so a água o papagaio do mar nada com as asas como se ainda estivesse voando mas
em um outro elemento [Música] e ele não mergulha apenas por diversão lá embaixo cardumes inteiros de peixes brilham na luz filtrada pelo oceano e o papagaio do mar é um pescador [Música] habilidoso suas garras afiadas e seu bico projetado para segurar várias presas ao mesmo tempo e permitem carregar até uma dúzia de peixes de uma só [Música] vez ele emerge da água balançando levemente a cabeça revelando seu tesouro cintilante antes de alçar voo novamente o mar lhe dá sustento mas sua casa está nos penhascos onde sua jornada [Música] continua nas falésias escarpadas do Alaska colônias
inteiras desses pequenos navegadores do céu se reúnem para a temporada de reprodução o som dos Ventos se mistura ao chamado incessante de centenas de aves uma orquestra natural anunciando a uma [Música] nova diferente de muitas aves marinhas que deixam seus ovos expostos o papagaio do mar cava túneis na terra macia do penhasco criando ninhos protegidos escondidos do frio e dos predadores [Música] aqui o futuro cresce alimentado pelo oceano protegido pelo [Música] Rochedo o vínculo entre o casal é forte eles Retornam ao mesmo ninho pós ano reconstruindo fortalecendo sua [Música] casa quando o filhote está pronto
para partir ele enfrenta sua primeira Grande Aventura um salto rumo ao desconhecido da borda do penhasco ainda sem saber voar ele se atira ao mar onde passará os meses de vida até que suas asas estejam prontas para sustentá-lo nos [Música] céus mas o oceano que já foi seu maior aliado agora também guarda ameaças A Pesca Industrial retira os peixes dos quais ele depende e as mudanças na temperatura das águas fazem com que sua comida se torne mais escassa alguns Retornam aos penhascos com bicos vazios outros não Retornam o mar antes abundante se transforma em um
desafio ainda maior mesmo assim o papagaio do mar segue sua jornada ele ainda voa contra o vento ainda mergulha nas águas geladas ainda colore os penhascos do Alasca com sua presença [Música] vibrante ele não é o maior nem o mais forte mas é um sobrevivente enquanto a houver ondas batendo contra as rochas e correntes de ar sustentando suas asas ele Continuará a sua dança entre o céu e o oceano navegando Entre Dois Mundos pertencendo a ambos