Um carro cadastrado no dia a dia para alimentar eu não está o dia e sonhar lutar para manter a chama acesa para não deixar a correnteza dos levar saber onde é brasil divulgando esse moleque suburbano uma pelada de quentinho tentar manipular com classe a vida van com um vídeo para o cana não vai nesse crente vaz karen para não passar em branco em contramão na ladeira da redenção otelo beijando as carinhas eu vivo uma canção Para o clube uma chata da atlântida outros brasil tem mais bonito o olá esse o podcast filosofia pop eu sou
marcos carvalho lopes e aqui comigo está o moído ferraz esse nosso episódio número 39 recebemos uns a está filósofo e poeta francisco bosco para falar de a vítima tem sempre razão livro que publicou em 2018 tivemos abertura um trecho da canção inédita samba para aldyr de março ao verde e nélio rosa a interpretação de márcio valverde é uma Gravação caseira feita especialmente para homenagear o compositor aldir blanc e falecido na última semana você pode conferir a canção completa ao final do episódio filosofia pop um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura a cada
15 dias sempre a segunda-feira a gente vai estar aqui para continuar essa conversa com vocês você pode encontrar os episódios do podcast mais textos informações no site filosofia pop.com.br o livro podcast filosofia pop a num está Disponível na loja filosofia pó e com ponto br barra loja assine nosso canal no youtube em youtube.com barra filosofia pop siga a gente no twitter arroba filosofia underline pop e curta nossa página no facebook facebook.com barra podcast filosofia pop tudo junto você também pode mandar um e-mail para gente no contato arroba filosofia pop.com.br podcast filosofia pop um projeto independente
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mensagem para entrar no grupo entre em contato conosco para participar se você quer ajudar mas não pode contribuir financeiramente de aquela força na divulgação dos programas compartilhem nas redes sociais possa comentários e continue esse diálogo se na sua escola universidade terapia do sono programa foi útil não deixe de repercutir esse resultado pode salvar um Dia e dar aquela energia para continuar a produção vamos então para nossa conversa sobre a vítima tem sempre razão com o francisco bosco ii [Música] e a gente conversa com francisco busco ele é poeta letrista filósofo escritor ele é carioca já
está falando sério do rio de janeiro filha do cantor e compositor joão bosco ele doutor em teoria literária pela universidade federal do rio de janeiro tem diversos Livros publicados entre eles patologias de 2007 e livro e seja este infortúnio 2010 alta ajuda de 2012 orfield bicicleta 2015 a vítima tem sempre razão de 2017 foi diretor da funarte coordenador da rádio batuta colunista de o globo e muitas outras atividades que a gente vai ver durante apresentação durante essa conversa eu pedi primeiro então francisco se apresentar para as pessoas que não te conhecem né como que você
se apresentaria para o nosso Ouvinte oi amor eu sou são francisco bosco eu eu me apresentaria como ensaísta de várias atividades que você citou aí eu acho que troca do ponto de vista histórico assim da minha trajetória né quanto até de um ponto de vista teórico o ensaísta é uma espécie de síntese entre elas então e o eu realmente comecei escrevendo poesia agora muito novo eu até sua provavelmente um dos recordistas mundiais de uma tradição sem oculta do Da literatura e do pensamento aniversário pedras livros renegados pelo autor né não tem três livros que eu
publiquei quando eu era muito novo e é porque na época todos os dias todos de poesias que tinha uma tecnologia nova de de impressão tava muito barato fazer livros vão poder que ele disse que era muito ingênua e depois em acho que 2003 foi poder por livro chamado da amizade e você não citou aí que eu considero o meu primeiro livro porque já é o primeiro Livro assim mais maduro e é curioso que ele é um ele é uma espécie de meta livro é um livro sobre livros a amizade o título o título homônimo do
livro conseguir cícero não a amizade em questão apesar de positivo então é como se eu estivesse ali procurando um uma tosse forte de um antídoto contra a enfermidade dos meus livros anteriores e nesses livros anteriores a ingenuidade era de tipo romântico detalhista em gelo e uma uma Certa crença numa ilusão de expressividade da linguagem então em 2003 eu já estava entrando no doutorado acho em teoria da literatura da república esse primeiro livro chamado da amizade que eu devo que eu considero lembrou o mais maduro e e e a partir daí é tudo isso para falar
que o isaías não é uma síntese a partir daí eu começo a escrever textos mais a partir daí não já durante as tempo já como já tava na no mestrado Depois do doutorado já em contato mais intenso ou registro teórico e mas eu também muito cedo percebi eu não tinha exatamente uma vocação coletiva não só curitiba de temperamento para mim pessoal para o registro teórico mais convencional incluindo aí o tempo de pesquisa que ele demanda não só as suas características mais descritas e eu tive uma crise pessoal entre o gênero poesia poemas oi tia e
eu estava deixando de praticar Ou que a minha paixão sempre foi uma paixão mais conceitual do tipo eu quero outra e o gênero teoria que eu era mais ou menos obrigado a praticar ali pelas demonstrações de saber exigidas pela universidade né mas que eu também já recebia como como não sendo correspondentes o meu temperamento e dessa crise surgiu o islamismo a espécie de ensaio e eu eu passei a praticar ao longo aí dos anos seguintes a estreia 2005 2006 e que vai explodir Publicamente no livro bala logios que você citou aí é de 2007 e
de lá para cá o ensaio passou a ser a minha o meu gênero principal as formas breve é a minha forma de preferência da frase na coluna de jornal passando por ensaios curtos franjão de certo modo me especializei assim mas recentemente decidiu a vítima tem sempre razão publicado em 2017 eu voltei a experimentar formas um pouco mais longas esse livro é feito também ele de ensaios Mas na verdade são capítulos ensaísticos mais todos eles amarrados por uma única questão que é a questão tema do livro e agora nesse momento dois anos para cá eu tenho
tem mergulhado mais em formas mais longas o que exigem um tipo de pesquisa de choramos muito mais acúmulo de saber para poder finalmente a escrever índios tem sido uma experiência muito curiosa de e de descobertas no campo da pesquisa Essa descoberta de são muito felizes mais uma profunda e sistemática infelicidade na forma de escrever é onde eu me encontro atualmente a impressão que eu tenho o francisco é que essa essa sua crise é uma crise para tentar salvar a paisagem a 50 pensar o próprio contexto em que linguagem ou de que forma de consegue pensar
o próprio horizonte na crise de forma que eu acho muito interessante porque o vilão inclusive quando ele tava no brasil há Uma das coisas que faziam para ele aquele de brava de brava e nunca estava no gol né ele nunca especializavam no autora não tinha um trabalho que academia brasileira considerava relevante né naquele momento que era a leitura de autores etc e o trabalho dele é de certa forma se aproximava do em e outras coisas é eu acho que essa busca da forma para pensar paisagem ou pensar o contexto está presente muito fortemente no banalogias
nessa tentativa De tentativa de linguagem né para continuar no campo das metáforas futebolísticas eu sempre me considerei um escritor de futebol de salão e assim e cruzamento na esquerda também eu quando jogava futebol eu era muito melhor jogador de salão do que de tanto você me botaram em espaços muito longo eu me perdi isso vale também para o pensamento eu gostava de espaços curtos e diferentemente da acusação sofrida pelo femsa para eu sentir que a minha Característica era querer chegar muito rápido ao gol eu não tinha não quis fosse um defeito uma característica só mas
eu não tinha a paciência requerida para abrir questões longamente eu gostava mais de soldado suficiente para revelar determinados aspectos de determinados objetos e que me interessavam e durante muito tempo foi assim bater um pouco sobre o livro a vítima tem sempre razão e eu acho que vai começar a Conversa a gente precisa ele gostar o que você chama de um novo espaço público brasileiro né o que seria isso novo espaço público brasileiro como é que você vê a gestação dele o novo espaço público brasileiro ele é nergi historicamente com uma uma crise do lulismo né
do lulopetismo na verdade eu acho que dá para dizer e o número petismo principalmente principalmente o dualismo pessoalmente língua petismo encarnada na figura do lula foi uma Espécie de tradução dentro do campo institucional do que o a noção de cordialidade foi dentro da tradição e culturalista de interpretação do brasil a forma de governo lula foi uma forma que privilegiou o combate à pobreza em detrimento de um confronto direto com capital digamos assim e foi extremamente bem-sucedido nesse propósito nos tempo e como a gente sabe né mas a partir de 2013 esse modelo começa a entrar
em Cheque né 2013 foi a primeira pedra atirada no lulismo e embora os indicadores econômicos então ainda achou assim muito bom algum vai ter livro de desemprego baixo da tinha o crescimento de produtividade razoável já começando a ficar distante os exames do chamado milagre econômico mas ainda assim país crescia aprovação da presidente dilma em março de 2013 ainda muito alta eu acho que era cerca de sessenta por cento e um 2013 tudo isso começa a ser atacado esse Processo continua em 2014 mas a partir 2014 a economia começa aí sim a degringolar e aí vem
processo eu todo nos conhecendo né o processo que levaria ao impeachment tem lava-jato tem a participação do psdb news ainda pra gente pode entrar colocar uma de se você quiser mas mas o primeiro tudo isso para dizer que o primeiro aspecto de glândulas informador do que eu chamo de um novo espaço público é uma corrosão de uma certa uma certa Cordialidade social sustentada pelos indicadores do lulismo em são primeiro as pedras o segundo aspecto é a emergência das redes sociais digitais no brasil brasil foi tem sido um grande usuário de redes sociais digitais de primeira
hora né já milhares de pessoas usando as principais redes sociais digitais e foi justamente nesse espaço e se formou esse esse novo isso as redes sociais elas são muito diferentes do espaço público tradicional Em seu parecer o espaço público tradicional como sendo formado por imprensa universidade editoras com esse espaço público tradicional ele no brasil ele sempre foi muito elitista não ele tinha filtros seletivos e com suas reproduziam as desigualdades de todas as ordens que caracterizam o processo social brasileiro né e as redes sociais de taco suas vezes elas são como as timbu manoel castelo ferramentas
de auto comunicação coleção constitutivamente Mais democráticos todo mundo pode acessar tu não pode falar o que quiser tudo mesmo pode fazer escolher para quem vai falar todo mundo pode selecionar o que vai ouvir e são constitutivamente mais democráticos e por outro lado elas têm uma série de efeitos laterais que foram ficando mais claros o passar do tempo maior porque eu escrevi esse livro a vítima tem sempre razão esses outros efeitos colaterais já nem sei se a Expressão acerta talvez sejam os efeitos principais um a consciência desse prefeito não era nem tão aguda naquele momento mas
dava para perceber que havia uma série de problemas produzida para essa lógica do algoritmo aí né o que é o mais estudo mais me interessa analisar nesse livro a vítima tem sempre razão ela que eu chamaria de lógica gosta de grupo a lógica de grupo é é um traço que tem sido fundamental nesse novo espaço Público do brasil desde então né e ao seu número que foi muito estudado pelos canários na verdade antes da psicanálise livro importante do século 19 gustavo levou colorido e folio massa das multidões e foi o livro importante no ensaio do
short que é o ensaio seminal não tiver nada sobre esse tema e salários das massas e análise do eu cada tradução tem título um pouco diferente para isso e o froid mesmo e outra bastante me ligou E me basicamente que está em jogo é tentar estudar as alterações de comportamento que o indivíduo só se quando eles está dentro de um regime de identificação grupal e por tudo isso para dizer que a a característica que mais me interessou abordar no que eu chamei de novo espaço público foi precisamente isso lógica de grupo e como é que
ficou lava com a nova digamos a nova leva de de pensamento ligado a grupos subalternizados também também Chamado de identitários que eu te amo tema definido essa essa aproximação da ideia de política de identidade né bem interessante pensar como ela se dá se dá numa temporalidade de diferente em relação e o que aconteceu por exemplo nos estados unidos é como se elas viessem na sequência como uma repercussão uma reprodução de certos tipos de discurso e espaços diferentes né você vê isso como se fosse uma uma reprodução de temas que Já já eram debatidas em outros
lugares olha na verdade o pensamento dito identitário não nasceu nesses últimos anos como você para todo mundo sabe nosso a luta feminista por exemplo uma luta já que tal como a gente reconhece hoje mais ou menos ela se ela começa a pelo menos no século 19 entender que já no século 20 já já nós se fala em três ou quatro gerações de lutas o gol gerações ondas não é sufragista depois aquela representada sobretudo próximos Vou voar av e os anos 60 e depois as redes 500 americanos no século na data de final da década de
70 começou a década de 80 e mais recentemente a questão de gênero trazida entulhos pedras por exemplo que tem melhor tem representado isso cada momento tem um conjunto de questões em relação a questões raciais a mesma coisa né o brasil o brasil você pode remeter essas essas lutas raciais movimentos quilombolas já no século 20 você tem Diferentes ondas todo mundo disso então é isso não nasceu ontem e e eu não acredito não que se possa que se possa falar que são meras importações no sentido de ideias fora do lugar né de que é daqui para
o nosso o nosso ambiente social político elas perderiam sentido acho que essa formulação não tô dizendo que foi que você ensinou essa forma só que assumir a sua pergunta abre para essa possibilidade eu não subo Inscreveria um tipo de formulação como essa que eu acabei de falar acho que tem muita muita essencialmente assim as questões trazidas por esses movimentos elas for pertinente tem diversos problemas como uma conta não disse mas em geral são pertinente agora agora tem tem uma longa que estão aqui pra gente pode entrar nesse momento depois e é o modo como a
própria lógica particular ista e caracteriza a perspectiva identitária o modo como esse se choca Contra uma tradição muito forte no brasil é a tradição que a gente poderia chamar de pensamento e estes agem em que é uma coisa que que começa assim de maneira mais organizada provavelmente para as ideias de josé bonifácio o patriarca da independência esfregue adiante o correta escritores do segundo reinado pelos pelos grandes autores movimento abolicionista pelos modernistas e entra no século 20 o grande caçadores importante saber Gilberto freyre grande disparo dessa tradição né enfim então logo o pensamento identitária me chamar
assim e se choca frontalmente com essa tradição forte no brasil não é à toa e em 2006 e me lembro bem quando uso debate sobre a possibilidade de federalização e do regime de cotas para pessoas negras indígenas no brasil é uma câmera estava prestes a vantagem já te lei que estouraria regime de cotas nas universidades federais o último Movimentação contundente de antropólogos sociólogos cientistas políticos artistas como ferreira gullar caetano veloso e assinaram um manifesto contra essa esse projeto de lei e acho que seria demasiadamente simplório em redutor dizer que essas pessoas são racistas ou qualquer
coisa do tipo né e eles estavam eles estavam defendendo uma certa ideia de nação e é que é defendida por essa longa tradição pro mestiçagem no brasil então nesse sentido essa A compra mais profundamente mas nesse sentido sim existe existe um choque na na produção dessas ideias para o brasil e aí sim a maior parte dessas ideias dos conceitos existe o verdadeiro glossário dos movimentos identitários esse glossário ele geral vêm de outros países proveito sobre todos os estados unidos que você faça um comentário um pouquinho sobre outro conceito chama muita atenção logo no início do
seu livro que a redescrição da ideia de empatia você Problematizar a ideia de empatia que é um chavão é comum que você pedir a empatia como caminho para a solidariedade mais ampla e justiça social simplesmente como se fosse imediato essas coisas e você por matisa se consegue tirar forma muito interessante e depois comentasse um pouquinho sobre isso nessa dessa passagem do livro eu basicamente em espanha o algumas ideias do público é um intelectual psicólogo australiano que Escreveu esse livro chamado against an passe contra a empatia que é importante conseguido fazer naquele ano e título mais
antipático que o meu e o que ele vai dizer basicamente que a empatia como é uma espécie ferramenta emotivo imaginária mais largo sentido e lacaniano nela ela mobiliza identificação das pessoas a gente tem empatia por e com que a gente é capaz de identificar essa ferramenta ela ao contrário do que parece à primeira vista Ela pode produzir resultados sociais ruiz é porque ela pode entrar no lugar pelo orientada pelos preconceitos sociais ordinários então nesse sentido digamos assim uma uma pessoa branca um determinado grupo social tende a produzir mais empatia já que se trata de um
chamado de identificar só tende a produzir mais empatia com uma pessoa do seu próprio grupo social gênero entre as raças etc do que uma pessoa fora desse Grupo e aí nesse sentido as consequências políticas da empatia acabaram sendo conservadora e além disso a empatia também por ser uma ferramenta de promoção e motiva imaginar ela ela ela não costuma conduzir a percepção a dimensão estrutural dos problemas você você acaba percebendo o problema da sua dimensão concreta superficial e não consegue perceber estrutura mais ampla de onde aquele problema se origina hora as respostas sociais eficientes são Sempre
da ordem da estrutura né sempre preciso ver a origem estrutural de determinados problemas então eu diria que o campo político moral é o campo estrutural enquanto que a empatia ela se dá nesse registro é o motivo imaginário por isso ela é limitada em geral e corre o risco de reproduzir preconceito e de não ver o quadro cultural mais amplo de certa forma este argumento parece estar conectado com a forma de s um com o outro é de construção de pontes Ou de reforço laços do país esses dois tipos de modelo de relação que você descreve
também como se de um lado você tivesse essa abertura para o diálogo e de outro lado esse reforço do dos grupos identitários é isso mesmo dá para fazer a relação entre esses dois passos perdidos que sim eu aproximaria em parceira de uma estratégia teoria social e política chama de bonzinho quem é de construção de laços grupais por identificação hora justamente essas Estão ônibus que mobilizar este conselho vão dizer que essa estratégia de bonde longe você produzir maior coesão entre membros de um determinado grupo ela funciona no sentido de o apoio psicológico para as pessoas onde
se trata porque não tem que nestes grupos muitas vezes humilhado socialmente por todas todas as os problemas de reconhecimento que podem existir o concurso atrás fortes nesse sentido geram operação dentro do grupo Mas mas são estratégias ruim ruins do ponto de vista do afonso de agendas mais amplamente para avançar agendas por exemplo do ponto de vista institucional é preciso compor maioria e passa o corpo maioria se você precisa sair do seu grupo sair da sua da sua identidade considerada isso todos os aspectos ideológica política a partir da área mas também de gênero de raça isso
é e essas são as estratégias chamada the bridge o nome em inglês sugere né fazer Ponte e aí né sentiu sim fazer pontes alguma coisa que se aproxima da atitude moral atitude moral ela ela aciona cada sujeito universal isso é o direito é o fulcro da segunda crítica kantiana né no cante os imperativos morais são justamente aqueles que fazem com que o sujeito se desde sempre ou seja capaz de se deslocar da defesa dos seus interesses particulares ou de grupos poderia dizer para o interesse da coletividade no sentido mais amplo Possível esse é o lugar
moral lugar moral portanto aciona no sujeito a dimensão do universal coisa que a empatia não faz a oi e o bonde não faz e a lógica identificar lista ao meu g também não faz esse último ponto bastante complicado acho que ele vai se revelando a nós conversa depois a gente pode tentar indiretamente nos postos eu acho que tem uma narrativa modelo que você usa como exemplo dentro do livro que a Construção de um de uma narrativa sobre o pressão retira totalmente autonomia da vítima você estuda especificamente no caso do feminismo mas poderia ser outros tipos
de identidade né como esse tipo de narrativa acaba sendo um modelo utilizado nas redes sociais vamos dizer assim nessas nessas mídias nesses nesses usar a expressão do tons é nesses tribunais do facebook que você comentasse explicasse como é que esse tipo narrativo no caso do feminismo tem O problema para mim aí é a concepção das chamadas refeno das feministas radicais norte-americana há 70 80 pessoalmente a katherine máquina e andrea dworkin tem uma uma uma concepção fundamental jogo na obra delas delas que é de que as sociedades patriarcais são tão agressivas com as mulheres que nelas
as mulheres não tem autonomia nem cima e isso tira a legitimidade de qualquer manifestação e as mulheres apresentam sobre o seu Próprio desejo nesse sentido a gente não poderia usar o consentimento ou no critério a linha de referência para determinar o que é ou não aceitável nas interações heterossexuais e oi e eu acho essa interpretação a histórica anacrônica porque acho que você não pode comparar a situação da mulher por exemplo século 19 nível a cabeça porque o ensaio que abre o livro famoso da muito bom daí a gente vai a dor que é sobre o
casamento do posto Minha com efeito que você tenha deu uma situação de autonomia da mulher muito precária hora o que acontece a gente sabe que ela a tampa até no campo da das teorias da justiça né a legitimidade de qualquer contrato seja o contrato público seja um contrato apenas de natureza moral da vida privada portanto a legitimidade qualquer contrato pressupõe autonomia das partes você não pode ter um contrato com um escravo por exemplo escravidão era o contra o E contratual por definição então a premissa das feministas radicais é a de que mesmo em sociedades pois
revolução sexual nas democracias modernas ocidentais na mesma sociedade depois dos anos 60 do século 20 as mulheres não têm autonomia para se responsabilizar pelo próprio desejo o colete você perde o consentimento como linha de referência para determinar o que é ou não acertaram o corolário desse raciocínio ante toda a relação entre o sexual é violenta daí Vem daí ia ser acionistas que que vem dessa minha você não dirijo radical tendem a produzir o que uma feminista muito importante francesa filósofo e a diabetes mas não der de quem eu sou grande admirador você vai chamar de
lógica do amálgama porque se você parte dessa premissa das feministas radicais não faz muita diferença entre um homem que xinga uma mulher o homem que se faz uma um galanteio errado no espaço público pode configurar uma espécie de Assédio moral isso aí não faz diferença entre isso mas tu propriamente e nem faz diferença também tem uma relação heterossexual saudável um susto porque dentro dessas premissas nem sei o que fazer não é principal saudável né então esse que é o problema da autonomia que eu coloco ministro sou eu discordo discordo bastante dessa perspectiva aí dessa perspectiva
que retira a liberdade do outro é uma das coisas que eu acho a desculpa dessa vez que eu discordo da Perspectiva que considera e que as mulheres não tem autonomia em sociedade como a nossa o tem tem um problema porque o foco o tempo todo no nas minhas leituras de da atuação da militância identitária é que a militância identitária militância por militância está entendendo assim mas os divulgadores pessoas que chegam na internet vão certo ativismo digital do que o digam chefes de escola em geral quando você vai ler autores assim mais Sofisticados eles são certificados
não tô você não encontra tanto essas coisas assim mas a militância digital é muito difícil que ela seja capaz de pensar com nuances de pensar estabelecendo distinções estabelecer as peças para mim por pensamento político toda a situação política que não opera a partir da necessidade de se fazer distinções ela tende a ser desastrosa o meu problema é isso sim é residente que a que há uma história Profunda do patriarcado olha quem que melhores tudo isso foi uma francesa no livro chamado limite de lingerie texto não me engano aliviar casalis um grande livro que não foi
traduzido a era o brasil ela fez vou pegar o touro à unha ela resolveu pegar essa fumaça sobre o patriarcado tal e tentar entender historicamente como se formou para ter ficado quando se formou para tirar que tipo de evoluções e sofreu na historicamente eu acho que deve ser Pensar as coisas assim não e não usar conceito chapada é absolutamente sistemáticos que não traduzem a realidade social é a vida subjetiva moral política uma ela realmente é ontem para concluir o seu padrão que esse pensamento da amizade sobre autonomia aqui residente e ainda estamos todos sociedades patriarcais
que o grau de autonomia das mulheres nas relações heterossexuais ainda com corta algum tipo de assimetria múltiplas Assimetria saberia mas não o suficiente para você dizer que mulheres não tem autonomia nenhuma a conta de poder perder de vista o consentimento como linha demarcatória e aí todos os todos os corolários que decorre daí ou não era tudo né porque daí você tá um passo a passo não daí você já tá falando que todo homem é um potencial estuprador na toda relação àquelas e qual é constitutivamente violentas então essas isso aí pára com isso aí que Eu
não tenho concordo chance ao você destaca com antonio risério que a luta abolicionista por exemplo foi feita com brancos e negros então houve uma luta em comum né é o que está falando dessa complexificação das narrativas mas na sequência eu acho curioso que você não pudera que essa mesma aliança no seguiu no sentido imperativo da integração e da destituição dos privilégios eu acho que é um passo que o próprio fizer não faz que ele critica as identidades sociais Mas com essencializadas mas não percebe que essas também são históricas né parece um um problema nessa crítica
das identidades que nos stories isa essas identidades também vocês não entendi bem marcos mas se você tiver dito em meu livro aqui no livro não trata nem seja de passagem dos efeitos ou da falta do rua da abolição eu discordaria eu não me lembro o dia inteiro mas provavelmente está lá por exemplo a frase do joaquim nabuco sobre a necessidade se líquida os Efeitos da escravidão ilumine zere também assim eu tô longe de ser assim de estar alinhado às ideias do reserva não sei se você tem acompanhado mas o último livro que reserve público for
ele cita muito o meu livro e em geral criticamente o reserva considera que eu sou intelectual com os pés profundamente plantados no identitárismo a expressão é dele mas mais não só uma não sabia e aqui tem havido e ouvir historicamente inúmeros exemplos de ação por A moral comum entre pessoas e grupos sociais diferentes de gêneros diferente raças diferente e ouvir não significa dizer e e não existe não existiu o pressão de grupo misterioso formação de uma ingenuidade com danielle para para começar a conversa não é isso que você tava falando não na formulação do livro
você se tu risério e depois você se desloca no começo no começo do livro depois você se a profunda mais essa relação é você cita o reserva e depois Você desloca para o contexto dos estados unidos né então faltou pelo menos nesse passo nesse passo depois você retoma e faltou essa consideração de como depois um ou uma situação de extração mas eu acho que é isso é realmente foi uma pergunta o que eu acho que foi um pouco mal colocado e me desculpe agora para deixar eu não considero isso a gente não não no brasil
não usa mais mais mais mais é oportuno tá por exemplo e o josé Bonifácio você tem aqui por exemplo zé bonifácio é considerado o patriarca da independência do brasil o meu ver deveria ser por mais forte razão considerado o patriarca do pensamento pro mestiçagem no brasil e os abre fácil que era um homem branco da elite do império nenhum brasileiro exatamente dela para sua maior parte da vida servindo tá corte em portugal exemplo é fácil pensou a necessidade de dia de ações do estado para fazer uma transição Dos escravos uma sociedade integrada né obviamente a
posição dele era menino e para não dizer roletar perdeu essa parada na época da empresa da constituinte de de 23 justamente por defender ideias ligadas à abolição e tal mas nem é importante também tem em mente que o brasil é muito complexo não é um país sem dúvida alguma na mente racista o estado aqui sempre atuou contra minorias uma longa conversa e eu seria a última pessoa deixar de reconhecer isso Mas é importante reconhecer os contrapontos também porque eles podem servir de base para o caminho que a música seria necessário percorrer mas continuei a gente
pensar essa construção da nova dor nova cultura do espaço público nova cultura política brasileira eu acho que a gente é interessante a tomar um pouquinho é como você faz a narrativa da da constituição dessa ideia do brasil mulato né eu acho que é que a fazer isso a partir de algo que tem Muito valor para toda a sociedade brasileira que a música popular né como essa ideia da do híbrido da do mulato da mulata está presente na cultura popular e como isso vai se desfazendo aos poucos né a dá para usar uma selada por uma
trajetória do samba os racionais né para tentar entender essa constituição de um espaço público que era convergente e de repente agora está se dividindo na o que que você mandasse um pouquinho só essa trajetória para deposite que lá dar um Pouco sobre isso porque eu acho que talvez esse mundo em comum que a música popular brasileira trazia aquela cantava é o que é tão difícil de abandonar né exatamente atrás do meu livro é de que houve uma tradição mestiçagem eu mando aqui não no brasil e foi se estabelecendo no brasil informalmente desde antes de o
brasil ser brasil antes de portugal declarar a ocupação oficial do brasil torneiras das capitanias hereditárias ou sua lógica latifundiário O final feliz no joão ramalho caramurus os mais famosos entre eles não ir desembarcaram aqui na costa brasileira e e a mazy arão o mulheres indígenas e alma figura na forma de construção de laços de parentesco indígena que o chamado cunhadismo o darcy ribeiro trata disso no filme povo brasileiro o cunhadismo era a maneira como os indígenas o brasil pessoas de forma seus grupos para dentro do grupo então esses Portugueses quando se casaram com mulheres indígenas
se tornaram parente e foram os indígenas foram formando as comunidades de as primeiras comunidades de malucos ou com darcy ribeiro chama de negão de brasilindio e e a partir daí lá e aí começa a aventura da miscigenação brasileira e da mestiçagem brasileira que tem portanto uma dimensão que era informal depois vou voltar esse ponto essa lunga aventura de disse geração prontamente e o genética não mas também De mestiçagem no nível cultural e religioso linguístico urinário todos os livros logo ela quando ela chega no século 20 ela tá muito madura e ela acaba produzindo e para
outros fatores aquilo que a gente conhece quando cultura popular brasileira que é uma coisa muito forte no brasil o que que é muito forte no brasil a cultura popular brasileira porque esses seus fenômenos principais futebol o carnaval o samba eles Conseguirão realizar efetivamente no seu seu campo né que o campo da cultura tudo aquilo que os setores progressistas da sociedade brasileira sempre desejaram que a própria sociedade brasileira fosse capaz de realizar então no futebol a democracia racial em ato pelo menos ali a partir o começa nos anos 30 ele já bem consolidada nos anos 50
são os membros dos protagonistas do futebol brasileiro há como descrever o bem mário filho no seu grande livro do futebol brasileiro Na canção popular sobretudo do samba mas não só nele há uma expectativa mistura de letrado em ministrados analfabeto branco mestiço de negro de pessoas de origem social diferentes centavos o amor cristão é um semana da cultura popular então principalmente a partir do estado novo o a necessidade ali que getúlio tinha de unificar o país da e depois da invenção da televisão também esses símbolos foram alçados a símbolos da autoimagem do brasil até pouco tempo
Atrás assim isso eram os grandes símbolos pelos quais a maior parte do brasil se reconhecia e fora do brasil então nem se fala né uma vez eu tava no interior e com uma camisa do brasil e homérico tio bigode cima bigode mexicano assim indiano pobre apontou para mim foi dormir ele no essa é a rotulagem do brasil sobre o forte isso entretanto foi questionado há muito tempo eu acho que isso começa assim sistematicamente a ser Questionado uma geração de sociólogos da primeira geração de sociólogos da usp dentro de florestan fernandes quando chefe de escola agnus
anos 50 e na e esses intelectuais elegeram principalmente gilberto freyre casa-grande senzala mas não só eles toda a tradição o tô na lista um alvo e e as críticas tão acertadas não existe um nessa tradição culturalista um esforço incessante para uma espécie de unificação do país assim tentar pensar o País a partir de um e isso acabou mesmo que a revelia o interesse esse tá de quarto o primeiro joguinhos deles acabou servindo como uma ferramenta de ogum o talento de conflitos sociais raciais de gênero efetivos no país mas eu diria até que o maior golpe
e essa tradição pro mestiçagem sofreu no brasil não foi nem dessa dessa primeira geração tá alguns terão essa muito forte mas foi foi um seu leitor que óbvio nascimento eu tô Falando coisa que nem tão no meu livro que eu estudei depois mas na hora que eu conhecia mas superficialmente fabi dias depois de melhor então e eu diria hoje que o a velocidade do povo brasileiro que diz mais importante todo dias entendeu é a grande nemesis do casagrande senzala tudo que o casagrande senzala integra o mundo dias desentegra e como você falou daí em diante
houve hoje outro outros movimentos de crítica essa imagem Mestiça do brasil até chegar no racionais mcs no momento muito importante que é provavelmente o a primeira grande criticar a cultura popular cinta da própria cultura popular e nilson racionais pavimentaram o caminho para o esse toda a perspectiva do movimento negro que seria a partir daí depois 2013 já dentro do que eu chamo de novo espaço público né essa essa o racionalista do movimento negro ela Tem uma obra dele funcionar é seu o seu antecessor imediato está respaldada nessa nessa praia de grande tradição de crítica ao
pensamento pro mestiçagem no brasil é mais ou menos isso então no brasil você tem duas correntes você tem uma duas correntes muito forte né ser uma corrente prova mas você sabe que é essa que vai de josé bonifácio até você quiser aí eu tô no quiser passando por caetano veloso zé miguel wisnik o próprio darcy ribeiro uma artista nadar Mas pertencentes a essa essa tradição e tantos outros e de outro lado essa essa contra a imagem do brasil que o convite fornece uma maneira organizada e sistemática na última de 59 dias do nascimento um grande
ponto de cons eu não pedi radiação dessas questões principalmente para pessoas negras não oi e daí em diante segue aí vai chegar no racionais e vai chegar no no movimento racionalista contemporâneo essas duas essas duas correntes estão em Luta até hoje mas eu diria que nos últimos anos tem prevalecido o pensamento anti-cultura lista da presidência aí eu vou te dizer assim o que incomoda é talvez um pouco seja essa ideia do do pensamento racionalista sabe porque você tem várias divisões o que pode ser identidade racial né tem várias construções de identidade racial pode ser biológica
pode ser histórica pode ser sei lá tem vaga vários sentidos e quando coloca racialista coloca como se O conceito de raça fosse automaticamente descartável e na medida em que ele tem um uso social não sei se existe racismo talvez o hoje não o conceito porque a pessoa está sofrendo racismo né então é é esse esse talvez esse é o vocabulário né é o tipo de vocabulário que eu acho que eu digo que eu aprendi mais na unilab antes que tanta consciência mas eu estudava o coronel oeste de bastante cornel west eu acho que a gente
derrapa um pouco nessa Uma divisão que eu acho que você faz bem cuidadosa entre os feminismos né mas na questão racial na minha opinião falta o mesmo cuidado né mas eu vou cortar esse daqui é só o comentário que o ônibus não precisa cortar nada que a gente tá conversando e a gente pode até falar sobre isso você quiser que eu vou buscar eu acho que existe o existe um mal-estar constitutivo o que ronda o significante raça e que é exatamente o que você falou agora que o Que que acontece significante ele seu do científico
ele é uma ele é uma ficção ideológica e a imensa maioria dos geneticistas comprova como sendo ficção né segunda maior parte dos estudos genéticos até onde eu conheço o paciente raça não existe mais por outro lado ele é uma realidade histórico-social com um conjunto de efeitos sociais e se propagam até hoje e que mesmo em tempos de desligamento da força da sua pertinência ideológica os efeitos Produzidos no ao na época do auge da crença ideológica e nos significados quantos gols tem ele perpetradas até hoje entrou a gente que trata disso se eu não trato de
maneira simplificada de nesse livro a vítima tem sempre razão foi mais por descuido que por ignorância eu já sei disso há muito tempo tem muita gente tratando disso hoje talvez em melhor prático disso hoje seja o achei bem b.o. lá no o colégio crítica da razão negra tem Páginas luminosas sobre esses sobre as ambiguidade constitutiva da raça e disse você tira diversas estratégias de diversas premissas que são muito complexas por exemplo toda a questão do fenótipo né não é como é que o a parte do movimento negro prata questão do fenótipo pronto eu muita gente
que se esqueça de que essa questão de transformar os esse tempo está em jesus hoje né os pargos segunda a tecnologia do ibge transformar parado sem menos Seria uma uma infecção pela típica de fato então a tendência aqui por exemplo a tradição pro a mensagem ela vai criticar essa estratégia porque justamente ela composta uma uma uma uma falsificação das graduações fenotípicas da população brasileira e a tradição pro mestiçagem deseja manter e multiplicar que parece a estratégia da tradição promete tarde é você superar o racismo por meio da radicalização da mestiçagem otan seu Interpreta o bem
essa trás do som que está em jogo é o superar o racismo por meio da da dissolução do fenótipo digamos assim não é como se essa tradição considerar o estágio brasileiro uma mensagem completa no mesmo sentido que alguns autores falam e modernidade um completa né e que seria preciso levar às últimas consequências por outro lado a tradição racionalista anti mestiçagem era o que interessa essa tradição é explicitar os Conflitos ea tradição prova este estágio culta e aí nesse sentido interessa manipular o fenótipo para fins políticos eu ia continentes na verdade assim porque o que por
exemplo é lá onde a ideologia racista fazia com que muitos negros têm de 100 a se autodeclararem branco e o identificação com a ideologia o branca francisco né é trata-se de inverter esse processo então e pegar essas pessoas e ir e trazê-las para Identificação com o campo negro então na verdade o que você tem aí você tem que o canto fenotípico antigo mais indeterminado ele é politicamente disputado por essas duas tradições e como na verdade o fenótipo no brasil assim você é louco ele é uma espécie de e-mail não fico mais perto de quase um
significante vazio pelo menos nessa zona mais intermediária e esse significado de fazer vai ser preenchido pelas disputas políticas Em disputas políticas que envolvem racismo envolvem preconceito então que está em jogo é a tentar preencher esse significado de vazio de acordo com o que interessa até te enganar estratégia o finn ficou muito abstrato mas é isso mesmo eu acho muito interessante eu essa vou dar um exemplo só velho são uma situação dessas meu estudantes é muito distantes da unilab são de países africanos e eu montei lá um grupo de hip hop né e eu com estudantes
que eram Rappers e nos países deles e eu pedi para ele fazer uma música sobre experiência nova que eles saltam no brasil de preconceito né que eles não tinham essa experiência por exemplo em guiné-bissau e eu invés de falar de preconceito eles falaram a música começa eu sou negro eu sou preto eu sou africano antes de falar de preconceito tem que a o site oficial sem assumir deixar essencial você não consegue lidar com Essa situação né então eu achei eu acho acho acho muito interessante porque se encaixa bem não achei em breve por exemplo nessa
que só da autoafirmação como passo né necessário e diz bem o que você tá escrevendo né eles não eram realizados não se viu um de forma racionalizada no espaço africano mas é o espaço brasileiro por questões políticas por sofrer nenhum preconceito também a tiveram que assumir esse tipo de discurso esse discurso né eu queria que A gente de bater-se alguns exemplos eu não sei se você citou trouxe vários exemplos no seu livro de como essas políticas de identidade que colocam a vítima como sempre tenho razão né como se ela fosse sempre estruturalmente oprimida e não
tivesse espaço de dele o jogo trouxe vários exemplos no seu livro que tem um outro exemplo novo que você encontrou depois da que você tem meu seu livro que ser interessante de comentar antes de a gente passar o Exemplo posso aqui para as pessoas que estão usando que não leram no livro posso falar um pouquinho sobre o título do livro claro claro claro tá o que me interessou no livro foi desconstruir essa máxima que na época era uma máxima que tinha se convertido em uma espécie de dogma da militância identitária digital afitma tem sempre razão
e o que eu via como um problema nessa máxima uma confusão entre dois níveis que não podem ser confundidos o nível estrutural eo Nível individual então quando você diz a vítima tem sempre razão a vítima da frase é a estrutura é um membro pertencente a um grupo social subalternizado hora grupos sociais subalternizados são com efeito vítimas históricas são grupos sociais oprimidos historicamente ok mas a segunda parte da frase a vítima tem sempre razão ela coloca o outro plano que jamais o plano estrutural é o plano concreto e individual porque só quem tem Razão é um
indivíduo em situação específica jamais você pode dizer que um grupo social inteiro tem razão ou não tem razão você não faz justiça tem que seja por meio da articulação entre o estrutural ou universal e o concreto particular individual a justiça exige articulação entre uma o sol ea por definição do direito né você precisa ter um direito você está acontecendo lei universário para você fazer para você poder fazer justiça mas A justiça ela só acontece quando você articula essas leis universais com situações específicas quem faz essa mediação nos nossos no sistema de justiça ocidental democrático moderno
é a figura do juiz e se fosse possível simplesmente adola a dimensão concreta individual da justiça você não precisaria de dormir você usaria o direito como espécie o máquina de calcular hora o que está em jogo quando você fala a vítima tem sempre Razão você tá anulando indevido é uma espécie de de justiça utilitária na verdade o que está em jogo para mim é a proposta de fazer justiça a grupos sociais mesmo que às custas da violação de direitos fundamentais dos indivíduos é uma lógica utilitária acho que você não pode usar indivíduos para fazer a
justiça de grupos o que está sendo feito por meio dessa massa quando se propõe essa máxima é simplesmente inverter o sentido da injustiça histórica então Lá onde por exemplo as mulheres essa máquina era usada sobretudo o certo discurso feminista né então lá onde em casos de denúncias de assédio sexual de estudo lá onde a palavra da mulher vítima estrutural era sempre desqualificado por todas as instâncias porque essa palavra passava né desde o julgamento social passou pela polícia antes de haver a delegacias para mulher depois se chegasse a julgamento pelos juízes e piripiri pelo próprio público
Chegasse a a julgamento júri e público depois a gente pode voltar esse em vários casos na história do brasil o mais conhecido o doca street né que cometeu o homicídio e no seu primeiro julgamento foi absolvido a legítima defesa da honra lá onde a vítima estrutural era simples qualificada então eo vértice a justiça e passa-se a desqualificar agora todo indivíduo pertencente pertencente a manuel a palavra todos os indivíduos que Tem um marcador é inscrito no grupo social privilegiado essa uma lógica inaceitável assim politicamente ou socialmente é não se faz política sem levar em consideração dívidas
e essa essa lógica vítima tem sempre razão ela essa frase a gente não tem sempre razão ela é na verdade apenas uma das manifestações de uma ampla lógica de fundo de movimentos identitários que consiste na o pão dos indivíduos contra isso que eu Me erro nesse livro a vítima tem sempre razão você não pode anular indivíduos em um desculpa só para terminar esta a gente passar aos casos concretos assim por isso que é muito importante é o livro do carro e ásperas não sei se você conhece chamado a questão da cuba e as crianças escreve
na alemanha após a segunda guerra o livro é publicado durante os tribunais de nuremberg e o e ásperas e escreve portanto para uma alemanha dividida e polarizada tem Muitas semelhanças entre esse livro é a situação brasileira contemporânea oi e o objetivo do iasp atentar é voltar a fazer com que o país tivesse um mínimo de solo comum e denominador comum que havia sido perdido segundo ele em larga medida por um arquivo em relação ao conceito de responsabilidade culpa o que ele vai dizer basicamente o seguinte culpa é alguma coisa que só pode ser atribuída a
um devido por conta de lá tu que ele efetivamente cometeu Responsabilidade ou não responsabilidade é aquilo que todo sujeito têm relativamente às questões da sua comunidade então eu como homem branco hétero se eu sou responsável pelo racismo o responsável pelo sexismo eu sou responsável pelo homofobia eu sou e pelo classicismo responsável significa que eu não devo meu mentir perante essas questões que eu devo me posicionar politicamente em relação a elas defendendo atuando no sentido de uma Universalidade a culpa eu não sou culpado eu não divido homem não sou culpado pelo sexismo eu indivíduo branco não
sou culpado pelo racismo e assim por diante a menos que as minhas atitudes morais e políticas de fato reproduzo essas estruturas racistas sexistas classistas etc no momento que eu escrevi esse livro os movimentos de descarga discurso identitário fazer essa confusão o tempo inteiro e atribuir culpa a determinados indivíduos por Conta de marcadores de gênero de raça de ser total sendo que esses esses indivíduos não tinham cometido o ato pelos quais eles pudessem ser imputados e esse aqui é o ponto de partida ok tem um ditado tanto que disse que é um crime é sempre um
crime da comunidade né nesse sentido eles estão falando em algum estrutural na se alguém chegou a ser criminoso eles vão olhar para ver o que que aconteceu com a que que a comunidade fez na formação daquele indivíduo que Faz parte da comunidade também né até o ponto de excluído da comunidade por enquanto que ele foi da comunidade a esse tratamento né é muito curioso nesse caso como a exclusão da comunidade é o sinal de culpa né vamos ser individualizada quando a pessoa chega a ser excluído da comunidade ela é considerada culpada no sentido ocidental né
antes a comunidade tenta reintegrar essa pessoa e faz diversos procedimentos para reintegrá-la por isso que Já está esses exemplos e até outras perspectivas assim por exemplo até do eduardo soares quando ele fala sobre a questão do brasil da ele tentou propor a ideia de um tipo de anistia ele achava que devia ter uma neste dia para a questão do tráfico de drogas no momento em que as pessoas prestem sair do movimento quem serem culpabilizados por que você tem um crime estrutural né essas dez parecem muito muito longe daquilo que a gente consegue aceitar a Considerar
aceitável por conta da de uma forma de pensar né não sei eu tô colocando colocando essas coisas para você sim primeiro lugar mas inteiramente a montagem para mim não tem nenhum problema continua por favor eu gosto muito bom que você trouxe mas me permita discordar porque eu acho que tem uma confusão no que você apresentou o que uma coisa é a compreensão de que todo átomo individual de alguma maneira é Determinado pela estrutura social não existe um caso isolado se alguém comete um ato racista esse ato evidentemente não é isolado o tipo errado tá ligado
a uma estrutura coletiva nesse sentido é evidente de qualquer ação individual tem dimensão social e aí é evidente também eu seria a última pessoa a falar com contra isso sendo uma pessoa que se considera vinculado ao campo da esquerda como eu me considero eu seria a última pessoa a cortar a relação entre atitudes Individuar e estruturas sociais é uma premissa fundamental de compreensão do mundo da história da esquerda começa esquerda vai perceber qualquer problema e isso é difere fundamentalmente está direita para a direita os problemas são em geral responsabilidade individual então atravessa direita de cabo
a rabo para escreva não parece que anda questões individuais são relacionadas a questões sociais e para você poder interferir no Sentido de ações individuais você precisa operar em nível estrutural eu conheço bem o seu dono soares inclusive meu amigo e eu acho que o pensamento dele vai nessa direção com que eu estou completamente de acordo agora uma outra coisa muito diferente muito diferente é o que eu falei que eu falei que você jamais pode a atribuir culpa orlato o indivíduo não cometeu e aí eu não conheço o exemplo tanto que você me trouxe mas se
o Exemplo tanto que você me trouxe apregoa isso eu discordo do exemplo banco e eu inclusive perguntaria e não se você não acha que no contexto dessa conversa você apresentar esse exemplo como um exemplo um tanto não não tem nisso uma conotação de autoridade como se pelo fato de ser um exemplo bantu eu devesse jaime frente concordar eu não concordo imediatamente a priori com nada que vende lugar nenhum pelo fato de alguma coisa vem algum lugar entendeu pelo fato de ser bom Tanto para mim pode ser alemão também pode ser tempo pode ser brasileiro não
necessariamente eu concordo você tá certo eu acho que muitas vezes você tem uma carter o gari mas é o exemplo para mim só vale para dizer que existem outras formas de compreender a sociabilidade ea questão da justiça falando de outras formas a partir de julho aspecto pode ser pode dizer antropológico sociedade baseada na culpa sociedades baseadas na vergonha Esse tipo talvez de fatores mais estruturantes e aí eu eu diria assim quando você pensa por exemplo a partir de um tipo de universalizador como você falou assim não importa tanto o indivíduo aí vem um vem aquela
suspeita sempre você a gente acaba desde considerando esses fatores que fazem parte do contexto da própria pessoa assim vou dar o exemplo que é para mim enche acertou aqui né o cante que ele é e curta de uma ética universalista que é Muito importante da filosofia etc mas se você olhar a obra dele como um todo dentro da antropologia ele deu o contexto científico para divisão racial entre entre entre os povos do mundo né ele deu o contexto para você tornar as raças algo científico né e certa forma o livro de os trabalhos dele de
antropologia são extremamente problemáticos porque funcionava muito mais com piadas sobre o outro do que considerações sobre o outro então como é Que esse jogo de não instrumento alisar pode ser você vai diz considerar que o próprio kant fazia isso né então é muito complicado eu acho que vale a pena a gente entrar nas um pouquinho o seu exemplo é muito caro porque não só o cante mas a história do iluminismo o liberalismo antes e depois de croche não é uma história que nos permite criticá-la a partir do que a gente poderia chamar de um de
universalidade formal encobridora de desigualdades nas Relações sociais efetivas então uma coisa que hoje em dia se conhece muito bem os números das suas um pouco maior sobre her white tem o livro do surdo uma conta história do liberalismo a gente dá para falar com muita segurança de que a imensa maioria quase a totalidade dos autores liberais eram racismo a revolução americana a revolução democrática escravagistas o saldo em favor dos estados unidos outros proprietários de escravos john A rir se não me engano possa cometer nem precisão aqui mas não me engano john locke era sócio de
uma companhia e era rua associada ao tráfico de escravos ou de negócios colônia listas por exemplo por aí não são os liberais o começo do contrato social o contrato social começa como a página sobre a escravidão mas havia escravidão assim como ocorre em vários textos de historiadores liberais fundadores pré-revolucionário a escravidão é de uma metáfora de uma Situação da cidadania em contexto monarquias mas o gostou fez vista grossa para para a política imperialista francesa os escravos realmente existiu então sim acredita que você faz alcance o cristian super estabelecida eu sou o primeiro subscrevê-la só ainda
a partir disso assim eu acho importante tratar de uma coisa que tem havia ainda outro a gente conversava antes e com o seu exemplo tanto que era eu preciso aqui esclarecer o lugar digamos Político-ideológico de onde eu falo eu sou liberal de esquerda para alguns essa essa expressão pode parecer uma contradição diante para outros não o que existe uma uma tradição que eu chamaria justamente de especial liberal ou de liberar o desterro a que pertence alguns dos meus heróis intelectuais assim quando como norberto bobbio por exemplo o que está em jogo para essa tradição importante
para mim de um liberalismo de esquerda é a A iva de achar o melhor equilíbrio possível entre afirmação dos direitos individuais e é em alguma o grande patrimônio da tradição liberal né e afirmação dos direitos o de um pensamento coletivista é o grande patrimônio da tradição socialista ou de esquerda então assim eu tento me mover o tempo todo dentro desse dessas estreita dessa dessa margem exígua e que no entanto eu acho que é é operação é a visão de mundo que se estabeleceu a Partir dessa margem dessa tentativa de equilíbrio e muitas vezes lida com
uma saia branca chama de metas e compatíveis tantas outras vezes e muitas outras vezes afirmação de princípio da liberdade do princípio da igualdade é compatível outras vezes não eu acho que essa tradição e procurou esse equilíbrio é a tradição responsável pelos melhores modelos sociais existentes no mundo quantidade de habitantes democracias modernas Ocidentais eu não vou entrar aqui com outras conservantes outras outras organizações sociais outras civilizações ameríndias por exemplo porque eu acho que e a gente está diante de alguma coisa ali comensurável mas dentro do quilo do que no que é dado pensar para nós enquanto
brasileiro é esse lugar que eu afirmo né é esse lugar de onde eu falo viu marcos muito importante para mim afirmar porque desculpa não atender agora porque esse livro a vítima tem Sempre razão ele foi o objetivo ele foi escrito com o objetivo dia firmar um responde aqui na medida do possível um espaço que eu mostrando perfeitamente possível entre afirmação da razão identitária vou chamar assim ir por outro lado a defesa de liberdades ou direitos individuais então eu escrevi esse livro com o propósito de achar um equilíbrio sabendo e o meu público alvo tivemos assim
todas que eu falo essa palavra do tom zé quer Dizer que toda vez que eu ouvi a expressão público-alvo ele se abaixa com medo de levar um tiro mas assim sabendo que digamos os leitores menos resistentes aos meus argumentos seriam justamente aqueles o tio não se escreve saída nos dois lados nas duas trincheiras desse debate que são de um lado os conservadores ou reacionários e desqualificam todos os pleitos todas as premissas todos os argumentos todos os métodos de Movimentos identitários sobre essa alcunha pejorativa do politicamente correto ou bolacha tem essa tem que ser de outro
lado você também tem uma militância identitária todo hemático e para mim os dois lados estão errados se existe um caminho do meio existe um caminho que é capaz de afirmar a razão fundamental dos pretos identidade o meu afirmo e no livro está bastante posto por meio de conceitos do socorro da tradição do reconhecimento né diego lá Bonito tá o afirmo isso muita isso os países não impede de criticar um conjunto de premissas e c e d netos para não ver o advogados então é muito importante para mim sempre falar declarar esse meu lugar e esse
meu objetivo que permanece sendo mesmo a favor de especialmente o que os discursos identitários dizem mas nunca vou deixar de criticar o que o que me parece dogmática o que me parece intimidador o que me parece o sumano Tchau que anula de invenção do sujeito etc e tal e só para terminar que tudo que eu falo isso assim vem alguém que joga a moeda lá de homem me levar tá o que é um homem branco heterossexual se falar sempre tal então uma pode até o único com todo o histórico não corresponde aos acontecimentos da história
e antigo pela culatra estrategicamente porque isso no limite que só desde responsabiliza as pessoas se no limite você tá dizendo que uma Pessoa e ela deve ser reduzida os seus marcadores sociais de origem você tá suprimindo completamente a vida moral dessa pessoa de moral ajuda política então você você obturou o espaço da solidariedade daqui a pouco espaço para dar o que você tá fazendo desde responsabilizando essas pessoas não vou concordar com esses finalmente muito do que eu tô falando aqui eu tô falando a partir de pensadores negros de pensadores femme É de pensadores lgbt que
ir centavo pão a carta do lado de homem não vai eu acho que esse essa ressalva que você colocou agora vale morrer de pesqueira é bom ressaltar isso todo seu discurso tá muito bem marcado pela posição favorável à esses essas reivindicações mas limitada de 77 acho muito importante você colocar essa posição eu não sei se cabe agora trazer mais uma coisa eu acho que a gente conseguiu ir até um pouco além do que os exemplos poderiam dizer Mas sei lá eu acho que talvez um um exemplo talvez a gente comentar com você você encontrou alguma
outra narrativa que falou assim eu podia colocar dessa no livro também um caso que não está no livro sempre interessa discutir o caso woody allen eu eu acho eu espero que um dia a neta de portman seja o que ela fez foi a neta de forma em no programa da oprah winfrey não me engano google play estava nascendo com ela lançou bordão a emily dylan farrow dylan De ferro filha da minha ferro na e e acusa woody allen de quem ela porém enteada né de acordo com o diário de tela violentado sexualmente quando ela quando
ela era criança né hora e essa justamente um exemplo marcos do da máxima vítima tem sempre razão por que a acusação feita pela minha céu ela foi objeto de duas investigações feitas por profissionais de diferentes a em dois momentos diferentes e ambas as investigações não acharam indícios Minimamente consistente para levar acusação adiante muito menos para declarar o diálogo em culpado de violência sexual contra a enteada o que mudou para que a dylan thomas num belo dia quase duas décadas não me engano depois de feita a cotação pode ser que seja menos tempo a gente tem
bastante tempo depois da coisa só o que mudou para dylan thomas afirmar para a natalie portman na firmar com tanta segurança e acredita na acusador não tem nada Objetivamente no caso não foi feita nenhuma descoberto nada o que mudou foi o discurso social e mudou a justamente nos temos que vinham falando então lá onde uma mulher bom como aquilo mexeu agência de historicamente deixe qualificada agora então um homem deveria ser a priori desqualificado hora nada disso leva em conta as ações concretas indivíduo age lá dentro de potter fez uma acusação e não apresentou nenhuma prova
ela não Falou ai dele de lá no céu porque tal estudo tal descoberta porque a perícia porque a polícia porque não nada nada ela simplesmente resolveu acreditar numa mulher porque a mulher de novo a questão da empatia ou por esse conjunto de comportamentos assim isso vai contra pilares fundamentais que a justiça ocidental direito ocidental na justiça assim levar um séculos para construir isso é uma oi ana então o diário continua a pagar Recentemente a editora francesa afeta iria publicar a sua autobiografia e na hora h desistiu porque por conta de uma campanha levada a cabo
pelo rola no seu filho também na minha fé irmandade lu e resolveu trazer tudo à tona de novo e o que acontece essa essas empresas em geral elas elas orientam as suas políticas de acordo com que elas avaliam e eu trem do mercado porque no fundo a imensa maioria delas só está preocupada com os efeitos financeiros que vão Sofrer então desculpa o pequeno parente aquela digressão outro dia e antes da decretação de quarentena por causa da convide eu tava no aeroporto santos dumont no rio de janeiro de uma série de anúncios da uber assim se
você é machista a uber não é para você se você é preconceituoso a uber não é para você gente a uber da uber empresa e virou uma espécie de espírito me de uma inflexão importantíssima na história do capitalismo que a precarização radical Do trabalho a ponto de falar em uberização a uber tá realmente preocupado com o preconceito racial que você já não está tá então tudo isso para dizer que na verdade assim é muita coisa confusa e para encerrar o assunto o woody allen woody allen acabou pagando por um crime de que ele não é
culpado a menos que a gente abra mão e qual é a sua militância dente para está disposta a fazer de um de uma premissa fundamental do direito que é o Ônus da prova cabe à acusação pelo amor de deus as pessoas perderem de vista alguma coisa tão elementar quanto isso de uma tente imaginar o que é uma sociedade vivendo a partir da perda deste inteiro tão pouco se você pode acusar qualquer pessoa e se você o seu discurso social está legitimado a pessoa que sofre acusação e imediatamente culpada gente acorda pelo amor de deus tudo
isso tem sido dito é importante dizer que o diário cometeu na minha Opinião um ato moral execrável pelo qual aí sim ele deveria ser responsabilizado que é o fato de o envolvido numa relação erótica amorosa se transformou no casamento mas eu não importo com a enteada da sua ex-mulher do momento que você faz isso você tá você tá obrigando todas as pessoas da sua família a lidarem com trauma o resto da vida dela eu acho isso uma coisa assim moralmente inaceitável então por essa razão eu acho que o dialen deveria Ser moralmente julgados fio de
baixo sobre ele fosse esse e eu me enganaria nesse negócio mas mas não ele está sendo acusado e imediatamente culpado por algo que ele não cometeu e sempre o julgamento passe pelos trâmites pelos fatores e o direito ea justiça acumularam durante anos esse casa para não ficar mais importantes da nossa época tal eu acho que é um ótimo caso deveria estar no livro no segunda edição então a gente termina essa essa o Tema geral do nosso da nossa conversa mas geralmente as faz a mesma pergunta para todos os convidados são perguntas que pede as respostas
mais curtas perde a resposta vai escuta mas você deu quando o que você acha interessante responder né que são perguntas mais gerais a primeira pergunta o que é filosofia eu gosto de uma resposta e nada por um é um recurso não sei nem que seja estiloso instituto esse rosto não me engano o crítico de arte Americano tanto e a resposta é a seguinte filósofo é aquele que vai mostrar que duas coisas aparentemente iguais no fundo são diferentes e que duas coisas aparentemente diferentes no fundo são iguais a segunda pergunta qual a filósofa ou filósofo que
mais impressionou daqueles que conheceu pessoalmente olha a partir dessa a partir dessa definição de di filosofia que eu dei que é passível de ser considerado extensível intensiva não se Lósofos no sentido mais tradicional dessa palavra de alguém ligado ao campo da filosofia que pensa a partir da história da filosofia tal talvez mano brown por exemplo acho que seria uma delas é o zé miguel wisnik modelos que a gente esses dois e um pouco para brincar por tudo que eu falei aqui antes que são justamente dois dos maiores representantes de duas tradições opostas do brasil né
eu posso eu posso pedir Para você explicar por que que você escolhe os dois porque às vezes vou 20 não saiba posso o zé miguel josé miguel wisnik se ocupa um lugar muito especial assim no meu minha cabeça minha maneira de pensar eu estudei muito miguel e eu sou formado nessa tradição culturalista do brasil onde ele também é formado e eu fui descobrir e afirmar também a tradição anticultura lista mais tardiamente mas portanto o seu o meu mundo na band o mundo do zé miguel valeu Valeu sinto manda em casa e eu cheguei aqui encontram
na relação com os ele é uma relação de amizade amizade mas eu peguei desenvolver uma relação intelectual com os e miguel assim até onde valente porque muitas vezes eu eu tive com o zé miguel sentem medo agora eu me afastei um pouco das questões de ir mas eu fiz durante muito tempo uma espécie de encenação do que ele mesmo chama de complexo de pestana pestana personagem do conto de machado de assis E ela um músico que tinha desejo de procura uma obra dentro da tradição clássica e erudita jazz toda se sentava ao piano que sair
era uma ponta maxixada e ele fazia muito sucesso com aquelas poucas mas o sucesso dele era maior muito frustrante porque no fundo que ele queria era fazer uma sonata ou você tem um dia esse centro piano e ele tá muito inspirados sobre o piano dele tem um retrato de chopin e ele cria uma peça dentro do cano Plástico e que ele considera maravilhosa que é original ele vai mostrar para mulher dele oi e ele toca tira a mulher dele quando ele termina amanhã dele que ele fosse nunca porque essa passagem de não só isso não
é chupão e ele desmorona e o muitas vezes assim escrevendo coisas sem passagens que eu achava que eu tinha chegado a uma formulação bem criativa leitura passar um tempo ele alguma coisa doce miguel tava lá então sim esse exame Guel para mim ir lá no grau porque era para mim um herói social assim e esteticamente é todo de uma obra e que talvez seja a última grande obra fundamental da música brasileira se violão eu a princípio você maria que a obra de racionar não tem igual nada que veio depois tem a mesma relevância formal e
social brancas e isso por si só já não faz se tava aqui nessa é muito raro você encontrar uma obra que ter essa dupla articulação na mesma escala Né e mas eu citei como filoso precisamente porque eu acho que ele fez sobretudo em anos recentes a passagem de uma perspectiva mais aliado a determinadas disco o estabelecido no caso da tradição do movimento negro norte-americano né mas nos últimos anos ele fez uma passagem sem abrir mão disso eu tô conversando com o filósofo não especial rebu um super a solução sem abrir mão disso ele fez uma
passagem esse pensamento para um Pensamento muito livre nada dogmático e hoje eu vou ter a honra de participar de um debate ou humano grau em torno desse livro aí uns vítima tem sempre razão ele não ainda não tinha lido o livro a gente levar até precisar questões nas pessoas pessoas que conhece muito bem e assista altura da conversa depois eu te exposto esse problemas relacionados ao utilitarismo e o justiça e tal ele ele me contou uma anedota que era mais ou menos assim uma Senhora da comunidade dele tinha o procurado o para reclamar dele da
influência dele dizendo que o filho dela era abrão e que ir por ter ouvido muito mano brau o filho dela agora passava defender as pessoas negras e às vezes o risco da própria pele dessa polícia e tal a permanência da senhora eu estou curiosa subir e virou para mim falou essa frase que eu nunca me esqueci da justiça terra A justiça terra o que é para mim a fórmula do mano brown para justamente dizer da dimensão universal da justiça não importa de onde vem a justiça qualquer um é capaz de fazer justiça e é preciso
que se reconheça essa dimensão universal da justiça como de novo né para não abrir mão da dialética como igualmente necessário reconhecer a dimensão universal meramente formal da justiça o modo começa a dimensão formal Historicamente a pena sim cobriu relações sociais efetivas do domínio e tentar fazer uma articulação entre esses dois negras é o melhor que eu posso oferecer a a última pergunta é qual a filósofa ou filósofo favorita ansioso fi então seja para a área mas eu gosto muito também da da elizabeth planta a receita perfeita aqui também porque o que eu estudei também fiz
a sua relação com o tempo recentemente envolvido porque o esposo dela que ela foi a Primeira que mexeu a cabeça então vou falar alguma coisa que eu também tô estudando agora sim né no filósofo talvez o vídeo novo cabelo né porque como eu falei assim eu acho a teoria da justiça do rose o melhor modelo social já já pensava porque justamente para mim que melhor corresponde a essa auxiliares dessa tradição de liberais de esquerda não então não considerou muito de esquerda e muito liberal e é o filho nessas intensidades eu me Reconhece é indicações 1
o que você indica o nosso ouvinte de coisas que você está produzindo é livros e três indicações então duas delas já falei aqui eu queria queria indicar ou recidiva local e as perns a questão da culpa porque muitas vezes têm me perguntado assim que que eu recomendo para ajudar a compreender a situação do brasil contemporânea e que eu tenho falado isso que eu fui de cada nem ligo brasileiro nem contemporâneo mas é um Dizendo que melhor ajuda a luz entender que é esse que o carro e arrasta a questão da culpa a alemanha eo nazismo
esse é um o outro é o livro que o que eu começo eu nem muito um passando a nossa conversa que é dessa francesa chamada por live a olívia gazar e é isso aí é só para quem de francês por enquanto talvez seja para virar tem a ser traduzido para outra língua mas não para português e se chama limite que ela derreter o que é escuro de sexo e é um verdadeiro tour De force a senhora chorosa e ela realmente resolveu pegar o touro à unha e resolveu estudar a história do patriarcado e vai até
o paleolítico e ela escreve muito bem com tanta clareza e fluidez então descobertas assim para o ademar áreas que ela faz ao longo de beja e eu gosto da maneira como ela pensa também com vai pensar questão dos gêneros dentro uma perspectiva relacional considerando muito importante pensar questão das masculinidades então Não de braço e eu gosto da perspectiva teórica e política dela e finalmente carolina bem pouco conhecido e também tá aqui na minha frente que eu tenho trabalhar com essas coisas que é o livro de um jovem filósofo que é negro de são paulo chamado
douglas rodrigues barros o livro se chama lugar de negro lugar de branco esboço para uma crítica à metafísica racial pela editora évora e é um ensaio relativamente breve onde ele faz uma leitura muito bonita do falam on E passa por temas muito importantes assim dos movimentos negros e e defende de gamas assim e eu diria que a perspectiva fundamental dele é a dilma critica propaganda a gente possa chamar de menstrin do movimento negro contemporâneo e aí ele parece assumir uma posição liberal e o que acabaria o e o ao pensar que está conquistar combatendo que
a esposa estruturais ou uma outra mão para estar realimentando a Perspectiva dele é uma perspectiva assim de fundo marxista e afirma universalismo a partir desse repertório de classe e tal mas tem uma leitura muito bonita do falando tudo tudo no livro é muito teoricamente fortificado assim não pequeno grande livro então são esses três para quando eu vou recomendar os livros que a gente o livro a gente debateu o carro-chefe da nossa conversa que a vítima tem sempre razão lutas identitárias novo espaço público Brasileiro e vou recomendar também uma zoologia se também que eu acho que
é um livro bem bacana para quem tá procurando pensar o seu contexto além dessas ligações de livro ou certificação de musical eu queria que o pessoal que tiver curiosidade a gente falou do da relação que você tem com vizinho aqui eu tenho uma a relação da mesma forma o seu pai joão bosco é o márcio valverde com compostura de santo amaro que ele falou que chegou Um momento em que eu vou parar de ouvir esse cara que esse cara tá me destruindo então o márcio é o verde é um grande compositor tem muito muito samba
bacanas quem tiver curiosidade procurei no youtube para ouvir alguma coisa dele é a meditação de hoje boa não paga então eu posso dizer por muito mais forte razão a frase do seu amigo se ele tá me destruindo desde que eu nasci assim como eu criei meus filhos mas é brinca brincadeiras à parte assim o seu amigo Massa tá muito bem acompanhado o está vivo porque meu pai é um gênio né assim eu sou muito fã e meu pai se tiver a honra de ser parceiro dele em dezenas de canções já e já tá acabando passado
assim fizemos algumas canções novas aí hoje a usar bastante na para não ser com ele e então as outras pessoas fosse dá uma dica de música também recomendaria que se escutasse a obra basta gloriosa e heterogênea do joão bosco é isso aí o Márcio já ouviu escutar escutar voltou a tocar mas é uma relação bem complicada em relação difícil você que tá falando aí não precisa mais ligar então obrigado obrigado pelos isso que eu acho que eu falo conversa muito bacana aprendi muito tá lá eu fui me perder assim um agradecimento ainda mais caloroso a
vocês assim um prazer enorme assim uma contentamento político até achar uma interlocução com essas características assim agradeço muito pela escuta atenta Pela generosidade a bruna não trazer eu agradeço conte comigo tá valeu obrigado o cadastro no dia a dia para alimentar a nostalgia e sonhar lutar para manter a chama acesa para não deixar a correnteza nos levar saber onde é brasil de um grande esse moleque suburbano uma pelada de quentinho tentar driblar com classe a vida van com um midi pojukan não vai escrever vaz karen para não passar em branco em contramão na ladeira da
Redenção otelo beijando os caricas eu vivo uma canção do álbum implante numa chanchadas da atlântida de mais bonito e aí a montar o cadastro no dia a dia alimentar a gostar um dia aí sonhar tá para manter a chama acesa para não deixar a correntinhas vou levar saber tudo de silicone pão para entorpecer o coração que bate tão bom tão aflito saber de amor tudo de samba para equilibrar na corda bamba um bêbado Canto o lema do cantor cale caçambas em breve em contramão na lateral da tensão otelo beijando oscarito elvira uma noção do audi
branco nova fechada não outro brasil tem mais bonito e o cadastro no dia de provimento para nós estamos na luta para manter a chama a cena lá não deixar a conhecida nos levar saber mulher brasil esse moleques humano uma pelada de pintinho tentar muscular fogo classe a vida agora com o nome de portugal no velho esse presente vai Ficar em são paulo sempre que encontrar a mão na lateral da redenção o tela beija baixaria eu quero ouvir uma pessoa dog blue manchas o brasil caro pela astrologia dia para aumentar a nossa e sonhar e lutar
para manter a chama acesa para não deixar aqui nos levar saber tudinho de pão vai acontecer o coração que bate muito sabia e amor samba equilibrar na corda bamba eu e aí gostou do nosso episódio a para a Gente ir lá no catarse é só cinco reais por mês o preço do cafezinho ajude a gente continuar divulgando a filosofia no brasil catarse.me barra filosofia underline pop-up