Olá seja muito bem-vindo e muito bem-vinda aqui ao nada trivial Vem sentar aqui atrás na turma do Fundão pra gente discutir neurociência aplicada educação nosso quadro de quinta-feira em que a gente Analisa as questões da neurociência que podem nos ajudar a compreender as necessidades da educação e o tema de hoje interessa para todo mundo tá pais eh professores sociedade de uma forma em geral porque isso implica até mesmo na for forma como o indivíduo vai operar na sociedade como cidadão como componente né Desse grande universo social no qual nós estamos inseridos quero falar um pouquinho
sobre o chamado comportamento pró-ativo Será que isso é uma coisa que tem a ver com a personalidade tem a ver com a genética tem a ver com a família tem a ver com os valores tem a ver com o que isso bom esse comportamento proativo ele vai depender ele é na verdade uma resultante de muitos elementos que são combinados para que isto aconteça né obviamente eu preciso me sentir devidamente inserido naquele grupo social para que a minha meu posicionamento a forma como eu atuo nesse grupo social não seja alvo de chacota de bullying de ridicularização
não é e isso quem sabe seja uma coisa que seja mais comum na sociedade do que a gente imagina inclusive é comum até mesmo com criança crias pequenas dentro da família e as famílias não percebem isso com clareza não é incomum uma criança por exemplo colocar lá o o sapato da mãe ou vestir a roupa ao contrário ou usar alguma coisa de forma inadequada que ela foi lá inventou criou fez do jeito dela e ela é ridicularizada porque esse não é o jeito certo percebe você vai tirando do indivíduo a capacidade dele tomar a rédia
tomar a frente fazer do jeito que ele imagina fazer do jeito que ele concebe simplesmente porque a partir dessa tentativa e erro ele consegue interagir melhor com o seu meio ao fazer uma ridicularização Ao tornar aquilo risível mesmo que você esteja falando de uma criança pequena você vai estar impondo a ela uma condição de tomar mais cuidado da próxima vez né isso obviamente não é bom para essa tomada de iniciativa para essa visão de protagonismo dentro de um de uma estrutura na verdade a gente vai empurrando as crianças e os adolescentes Especialmente porque eles precisam
fazer valer essa condição social esse papel social a gente vai empurrando-os para uma condição de repetição para uma condição de usar do jeito certo fazer do jeito certo e para tudo tá a gente ensina a montar uma operação de soma aí a criança vem e fala ah não posso fazer assim não assim tá errado né o certo é desse jeito Eu sei que não é todo mundo eu sei que tem muita escola que já está mais Sagaz em relação a isso compreendendo novas formas de resolução de problemas e oferecendo estímulo para que a criança e
o adolescente sejam mais autorais na sua forma de se relacionar com o conhecimento mas que é interessante neste caso as famílias são as que mais pecam geralmente porque o indivíduo que tá lá na casa esperando o filho da escola e quer ver uma lição e quer ver uma apostila preenchida e quer ver o resultado certo de uma conta não vai simplesmente aceitar o fato com naturalidade de que eh o seu filho sua filha estão fazendo tentativas e erros com protagonismo com proatividade tentando resolver do seu jeito o problema eles querem que as crianças os adolescentes
venham da escola fazendo do jeito certo e aqui a gente tem uma limitação porque fazer do jeito certo obviamente não é fazer do meu jeito você pode dizer Carla mas tem coisas que existe um jeito certo que precisa ser feito concordo mas também existe a maleabilidade para que eu tente fazer de outras formas e essa tentativa não deve ser desencorajada está justamente no fato da gente e encorajar estar próximo de quando o indivíduo tenta fazer do seu jeito esse estímulo a proatividade e está justamente contrário a tudo isso todo e qualquer fala no sentido de
Essa não é a forma correta Não é assim que se faz faz assim como eu tô fazendo faz do meu jeito porque olha que coisa interessante a nossa espécie comparada com outros eh eh primatas né vou citar aqui o chipanzés mas não são só eles nós temos uma característica peculiar que provavelmente tem tudo a ver com essa qualidade essa essa distinção da natureza humana frente a outras naturezas que é o o fato da gente não imitar ipsis literes o que está sendo feito por um outro membro da nossa Espécie a gente consegue fazer uma coisa
um pouco mais refinada que é chamada de emulação O que é a emulação a emulação é eu buscar atingir o mesmo resultado fazendo do meu jeito não é imitar é apenas emular o resultado isso é muito interessante porque ao emular um resultado desejado só que eu podendo fazer da minha forma eu tenho aqui um espaço paraa proatividade Eu tenho um espaço para inventividade para criatividade e para essa tentativa de exercer uma autonomia de ideias uma autonomia de modelos né até mesmo no meu movimento no jeito que eu que eu jogo uma bola no jeito que
eu jogo um esporte tudo isso pode ser usado na forma de emulação então a gente não precisa imitar ipes lites Como está sendo feito por outro para que aquilo fique correto a gente só precisa que atingir o mesmo resultado não é isso e nós somos expertos em fazer isso Possivelmente os únicos da natureza que aprendem dessa forma na maior parte das outras espécies de mamíferos de aves há uma imitação de comportamento e esse comportamento vai se tornando o jeitão daquela espécie operar naquele naquela circunstância naquela situação Essa não é não é o nosso caso mas
nós também sabemos imitar e na medida em que nós somos desencorajados nós somos desestimulados somos criticados por fazer do nosso jeito por fazer uma fazer uma solução da forma como a gente acredita isso vai tirando esta proatividade e Olha só que coisa né É muito mais fácil ficar mais reativo ao mundo e a gente tá vendo né crianças e adolescentes meio reativos o que que é ser reativo ser reativo é ao contrário de ser proativo né ao invés de eu dele Liber adamente me antecipar entender o cenário agir nesse cenário resolver problemas não eu deixo
as coisas e quando elas acontecem eu reajo a elas e essa reação pode pode vir com uma crítica pode vir um mimimi né pode vir uma queixa pode vir uma reclamação e É nesse contexto inclusive que a gente vai ter aquela fala comum hoje em dia que as crianças têm e que eu não me lembro disso acontecer né quando eu era criança pode ser que eu esteja enganada né mas eu não me lembro disso hoje em dia a coisa mais comum do mundo é uma criança falar para você que tá entediada que não tem o
que fazer é por quê Porque eu não tenho a que reagir Eu não quero fazer nada eu não quero criar nada eu não quero pegar uma caixa de sapato transformar num brinquedo e tal não eu quero reagir Então me der um videogame onde eu reajo às instruções do videogame me dê um um desenho animado onde eu reajo que tá a história que tá se passando não me dê um livro que eu tenho que colorir ou que eu tenho que completar a história porque eu quero reagir apenas a aquele estímulo e isso vai tirando boa parte
da capacidade desse indivíduo de gerar uma ação no mundo que realmente seja própria que seja autoral que tem o seu protagonismo Carla qual é a vantagem disso não vejo Por que que as pessoas precisão ser proativas com a inteligência artificial com isso com aquilo a razão o buraco um pouco mais embaixo essa proatividade esse protagonismo essa autonomia nos mantém vivos estimulados potentes porque né Eu acho que é e é uma fala muito interessante de han arend né que é eh o homem Ele é único pela sua potência de agir por aquilo que ele é capaz
de executar através da sua interação no mundo e alguém que não é desenvolvido para ser proativo ele pode perder esta potência da existência isso vai estar diretamente associado à ansiedade à depressão e a gente tem visto cada vez mais esses quadros de saúde mental se estabelecerem de forma de ruptura da Saúde Mental na verdade né se estabelecerem nessas circunstâncias onde o indivíduo é muito passivo onde o indivíduo está muito eh submetido ao conjunto de regramentos e Valores estanques que são apresentados a Ele sem questionar sem se posicionar sem ter esta proatividade esse protagonismo então é
muito importante que a gente construa circunstâncias e aí a neurociência tá para nos ajudar porque ela vai justamente nos mostrar Quais são os caminhos de estímulo que promovem essa proatividade e Através disso a gente pode emancipar as pessoas para viverem mesmo em tempo de Inteligência Artificial sua máxima potência individual porque no fundo no fundo é sobre a vida humana e sua expressão direta e nem sempre sobre produtividade ou entregar valor para alguém às vezes é só sobre entregar valor para nós mesmos para que a gente possa se manter né robusto feliz antifrágil na vida é
isso gostou do conteúdo Então já compartilha com aquela pessoa que está lidando com crianças e adolescentes que precisa entender esse contexto comenta aqui o que que você achou se você concorda com isso ou não se quiser deixar-lhe um Valeu para dar uma força Econômica para este canal ou até E além disso se tornar membro do canal porque definitivamente os conteúdos para membros são muito especiais tenho certeza que você vai gostar e tem planos aqui no clube de membros que dá direito Inclusive a participar da nossa comunidade de discussão em neurociência não tá sabendo de nada
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